O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: Tratamentos de Reiki (Page 1 of 15)

Como tratar os rins com Reiki

No nosso autotratamento nem sempre é fácil tratar os rins ou outras partes das nossas costas, no entanto, estes chakras secundários são incrivelmente importantes e a sua profilaxia pode evitar bastantes complicações

Tratar os rins através da prática de Reiki

Os chakras secundários que estão localizados na região dos rins, representam a nossa vitalidade geral e poderão também estar associados ao impulso, à capacidade de seguir em frente, de ter força e resolução para as situações.

Quando os rins começam a perder energia, pelas mais diversas razões, podemos ficar mais “presos”, restringidos, com menos força para o que devemos fazer e, poderá também surgir, o medo!

Principalmente quando a energia dos rins começa a ficar fria, ou seja, quando há mesmo uma ausência de energia ou um evento traumático ali localizado, a falta de força poderá originar medo e esse é o medo que nos paralisa de fazer as coisas. Assim, tratar os rins é algo de muito essencial para o nosso equilíbrio.

Como tratar os rins através da autoaplicação

Aplicar Reiki nos rins poderá não ser muito fácil para algumas pessoas, por isso mesmo, vou indicar um tipo de autotratamento que poderá facilitar as questões de mobilidade e tu adaptarás consoante aquilo que consigas fazer:

  1. Faz o banho seco;
  2. Liga-te à energia e recita os cinco princípios;
  3. Coloca uma intenção para a tua prática;
  4. Inicia o autotratamento no chakra raiz e ao longo das posições, vai sempre prestando atenção ao byosen;
  5. Depois, passa para o chakra esplénico, abaixo do umbigo;
  6. A seguir, move as tuas mãos, uma de cada vez, para a zona dos rins, mas na frente do corpo;
  7. De seguida, se conseguires, move uma mão de cada vez para a zona dos rins, nas costas;
  8. Lembra-te sempre de limpar a energia se sentires picadas ou formigueiro (desde que essa não seja a tua forma habitual de sentir a energia);
  9. Depois, passa para a frente e trata o plexo solar;
  10. E finalmente, o chakra cardíaco. Experimenta aí recitar os cinco princípios;
  11. Quando quiseres terminar, agradece.

Tratar os rins é muito importante para que possas manter o teu equilíbrio de uma vida sem medos. Claro que estamos apenas a falar de conceitos de energia e não de aspectos físicos. Se vires que o byosen que sentes nos rins se mantém, durante muitos dias, tem atenção e vai a um médico.

Podes ler mais sobre tratamentos específicos e como desenvolveres a tua prática terapêutica no livro Reiki Guia do Método de Cura.

Terapeuta de Reiki grávida – que cuidados ter

Se és uma terapeuta de Reiki grávida, em primeiro lugar, parabéns duplamente porque além de partilhares esta incrível energia de vida, estás também a gerar vida. Sendo uma terapeuta de Reiki grávida, há realmente alguns cuidados que precisas ter, em relação à energia.

Os cuidados a ter de uma terapeuta de Reiki grávida

Reiki é energia vital e trabalhar com ela é sempre benéfico, portanto, não é a energia Reiki que irá trazer algum tipo de dificuldade ou problema a uma terapeuta de Reiki grávida, muito antes pelo contrário. Ao aplicares Reiki, há sempre energia que flui para ti mesma e sem dúvida que o autotratamento te irá ajudar bastante com as dores e efeitos secundários que sintas, ao longo de todo o maravilhoso período de gestação.

A grande questão mesmo está na reação à energia da outra pessoa, aquilo que no Usui Reiki Ryoho chamamos de byosen, termo japonês que significa a “irradiação da doença”.

Se o byosen, a comunicação energética da outra pessoa for muito “insistente” contigo e se sentires que te afecta física, energética e emocionalmente, então tens que tomar algumas precauções, como por exemplo:

  1. Aplicar o enraizamento e garantir que a energia escoa, assim como manter a mente focada;
  2. Limpar sempre a aura da pessoa com o segundo ou quarto símbolo, antes de começar a aplicação;
  3. Interpretar o contacto da energia da outra pessoa como sendo uma informação, uma indicação para uma necessidade e indicares “ok, já irei tratar”, esta é uma forma de “cortares” essa ligação e evitar a insistência;
  4. Observares qual o teu chakra que é mais sensível e fica sempre afectado em alguma comunicação energética, terás que o tratar, por exemplo, limpando o seu interior e aplicando Reiki, no entanto, não te esqueças de ver que tipo de consciência ele representa e o que terás a ultrapassar;
  5. Verifica que está sempre Reiki a fluir em ti e concentra-te mais nessa passagem que propriamente a sentires a outra pessoa, intensamente, (no tratamento);
  6. Caso verifiques que existe energia mais intensa na pessoa, afasta as mãos até um limite confortável para não estares tão sujeita a essa intensidade;
  7. Aplica o autotratamento regularmente e verifica sempre como estás;
  8. Podes também usar o primeiro símbolo em cada um dos lados da tua aura, para intensificares a tua energia;
  9. Há também quem goste de se visualizar dentro de uma “bolha” de energia para se proteger.

Um bebé é uma energia maravilhosa que depende mais dos seus pais do que outras energias exteriores, por isso tem uma espécie de “proteção” natural, que faz parte do seu crescimento. No entanto, se a mãe estiver afectada durante muito tempo, claro que algo poderá afectar o bebé, mas só se essas forem as suas condições de crescimento. Por isso mesmo, à partida, não há que ter receios, mas sim ter todas as precauções que uma grávida tem no seu dia-a-dia. O cuidado energético não difere dos cuidados físicos.

Em O Grande Livro dos Charkas e da Anatomia Energética poderás encontrar, mais detalhadamente, pormenores sobre esta interação energética e como a trabalhar.

Uma gravidez muito feliz e com muito muito Reiki!!!

Quando não aplicar Reiki a outra pessoa, estando doente

Em algumas circunstâncias temos que ter a atenção de não aplicar Reiki a outra pessoa, pois poderá ser complicado para nós e também para o outro. Ter isto em mente, pode ajudar-nos a compreender melhor a necessidade do autocuidado, ou seja da aplicação do autotratamento e do sentido dos cinco princípios.

Quando não aplicar Reiki a outra pessoa

Por doença, na prática de Reiki, entendemos o desequilíbrio e desarmonia na pessoa, que podem ir de uma constipação à indisposição emocional, de um temor a um comportamento obsessivo. A prática de Reiki, compreende apenas a energia e como tal, olha para a pessoa como um todo.

Há alturas em que estamos com uma constipação, alergia ou até um pouco “ovelha choné“, aplicamos Reiki a outra pessoa e tudo corre maravilhosamente bem. A pessoa sente-se excelente e até parece que o problema que tínhamos desapareceu. Nessas alturas, afinal não estávamos tão mal quanto pensávamos, apenas estávamos um em desequilíbrio e por isso mesmo, tudo correu bem porque não estávamos focados na doença e trabalhamos bem com a energia.

Mas há alturas em devemos não aplicar Reiki a outras pessoas, tendo uma consciência muito presente e atenta para essas condições. Devemos sempre observar esta possibilidade através dos cinco princípios:

  1. Será que tenho a mente serena e consigo estar no momento presente?
  2. Será que me sinto confiante e com as condições necessárias para fazer um bom trabalho?
  3. Será que estou de coração predisposto a fazer o que tenho a fazer, independentemente da condição da pessoa?
  4. Será que me vou empenhar em honestidade e será que em honestidade sinto a energia universal?
  5. Será que consigo estar num equilíbrio correto entre a bondade para comigo e a bondade para com a outra pessoa?

Algo a ter muito em conta, para verificares quando não aplicar Reiki a alguém, é se a pessoa está num estado debilitado, física, mental, emocional, espiritualmente. A sua debilidade é uma fragilidade, é como se fosse uma flor singular e frágil, num grande campo, tu, enquanto terapeuta de Reiki ou voluntário, poderás ser um cuidador dedicado que ajudará essa flor a crescer, ou então, um elefante que pode levar tudo à frente.

Saber levar um caminho equilibrado na prática de Reiki irá ajudar-te muito e também aos outros, por isso mesmo, sente a energia, reflete com os cinco princípios e observa com uma mente sábia e compassiva.

Quando deves receber Reiki presencialmente e não à distância

Podemos receber Reiki de várias formas, presencialmente ou à distância e existem condições que requerem o tratamento presencial e não à distância. Vamos observar como estas formas de receber Reiki podem ser distinguidas, para melhor auxiliar a pessoa.

Receber Reiki presencialmente ou não

Ao receber Reiki presencialmente, o praticante está perante a pessoa, avalia os seus movimentos, os seus gestos, que muitas vezes são indicadores dos locais onde tem algum tipo de bloqueio. Não lemos as expressões como um psicólogo, mas observamos os gestos no sentido de compreender a energia e o seu fluxo, ou ausência dele.

Presencialmente podemos comunicar com a pessoa e com o que ela indica ser melhor para a sua questão, poderá até referir a forma como fica deitada na marquesa, ou se durante o tratamento está a sentir algum tipo de desconforto ou reacção que esteja a interferir com ela.

Podemos no final ainda conversar e compreender se os objectivos estão estabelecidos. O dialogar com a pessoa é muito importante, pois ela poderá ir com a intenção de receber Reiki para uma situação, mas podemos compreender que poderá ser antes outra a razão e essa hipótse terá que ser dialogada.

Receber Reiki à distância, poderá ser útil para outras situações, pois estamos apenas a tratar energia com energia, sem o envolvimento presente da pessoa, o que poderá ajudar em algumas questões de bloqueio. Por vezes, o envio de Reiki à distância pode até ajudar o desbloqueio do trabalho que vai ser feito presencialmente, ou ser realizado após a prática presencial, para auxiliar a trabalhar algumas questões que ficaram em suspenso.

Estas duas técnicas complementam-se e são importantes, no entanto, só a prática de Reiki presencial é que pode ser considerada uma consulta, não existem, não são de todo aconselhadas consultas à distância.

Mas em que situação é que a pessoa apenas deve receber Reiki presencialmente?

Principalmente nas situações que requeiram uma tomada de consciência. Por exemplo, se a pessoa tem andado com questões de falta de autoconfiança, precisa de ter um acompanhamento presencial, é necessária uma mudança de consciência, uma mudança de padrão.

Assim, podes facilmente compreender como a maior parte das situações requerem um tratamento presencial. O envio de Reiki pode ser bastante útil, mas não substitui uma consulta e um trabalho consciente e responsável da pessoa, para o seu próprio processo terapêutico.

O tratamento para a toxicodependência através de Reiki

O tratamento para a toxicodependência é algo de complexo, que deve ter sempre uma abordagem muito profissional, ponderada e de grande experiência. Falamos de  tratar uma pessoa que está a atravessar uma dependência física ou psicológica, que afecta tudo aquilo que ela é. Vamos encarar o tratamento para a toxicodependência, através da prática de Reiki, como sendo uma terapia complementar, integrativa, do campo energético e, acima de tudo, vamos observar a pessoa como um todo.

Como realizar um tratamento para a toxicodependência com as técnicas de Reiki

Apesar de conhecer muitos praticantes de nível 1 e 2 que apoiam bastante pessoas com questões de toxicodependência, aconselho que o tratamento seja realizado por alguém que tenha uma boa experiência terapêutica, capacidade de desapego, objetividade e a prática longa do nível 3 de Reiki.

Este tipo de tratamento, recomendado, terá ou poderá ter, a componente presencial e o envio de Reiki.

Tratamento presencial para uma pessoa com questões de toxicodependência

Como o nosso campo é o holístico, ou seja, a observação da pessoa como um todo e trabalha no âmbito energético, devemos também estar em sintonia com o acompanhamento médico que está a ser realizado. Num mundo ideal, toda a equipa devia estar em conhecimento ético do que uns e outros estão a fazer, para que todos estejam a trabalhar com a pessoa para o seu bem comum.

Na prática de Reiki, o tratamento para a toxicodependência vai envolver a aplicação da filosofia de vida e das técnicas de Reiki. Este é um tipo de tratamento moroso, semanal ou poderá até mesmo ser com uma aplicação duas vezes por semana.

A filosofia de vida

A aplicação dos conceitos de filosofia de vida poderão ajudar a pessoa a compreender o que a levou ao momento do primeiro consumo. Este momento, para nós, é importante pois indica a motivação da pessoa, a forma como ela estava e porque razão se entregou a esse consumo. É importante que o terapeuta de Reiki tenha a consciência que não está a fazer o trabalho de um psicólogo ou psicoterapeuta, nem deve de forma alguma interferir com esse trabalho.

A reflexão da filosofia de vida pode ser algo como:

  • Como sentia a minha vida nessa altura? Era descontraída, tranquila? Ou estava muito agitada e sob stress?
  • De alguma forma perdi a minha autoconfiança ou auto-estima? Será que procurei um escape de mim mesmo?
  • Que lições toda essa situação me trouxe? E o momento presente? O que tenho a mudar?
  • Será que realmente me empenho neste processo de autocura?
  • Como devia agir para ser bondoso para comigo mesmo e para com os outros que me rodeiam e intervém neste processo?

Claro que estas são apenas algumas perspectivas do tipo de perguntas que poderás fazer, mas que poderão auxiliar a compreender as situações, o que te irá ajudar no envio de Reiki.

As técnicas de Reiki

Iremos ter em conta três técnicas de Reiki:

  1. Byosen – quer permitirá compreender as várias emanações do desequilíbrio da pessoa desde o físico ao emocional;
  2. Desintoxicação – a aplicação das técnicas de desintoxicação que, conjugadas com a intenção do tratamento poderão auxiliar no processo de homeostasia;
  3. Pensamento positivo – por exemplo, a aplicação do Seiheki Chiryo para o cultivo de atitudes e opções diferentes daquelas tomadas e que levam à toxicodependência.

A aplicação do tratamento será dependente de cada sessão podendo ser aplicado frente e costas ou só frente, ou só costas. Esta parte dependerá da experiência e processo terapêutico do praticante.

Tratamento ausente e envio de Reiki à distância

O envio de Reiki à distância, para este tipo de situações, poderá ter alguns reflexos complicados para o terapeuta. Vamos lembrar-nos que o byosen, ou seja, a irradiação do desequilíbrio, manifesta não só as condições da pessoa, mas no caso do envio de Reiki, também as do espaço onde possa estar.

Assim, o terapeuta tem que lidar com duas reações, a da pessoa e a do ambiente envolvente, pelo que poderá trazer-lhe algum tipo de byosen menos agradável e, por isso mesmo, é recomendável que tenha já bastante prática nestes tópicos.

É claro que não podemos pensar que por a pessoa estar em determinada condição é sempre isto que acontece, pois na verdade não é assim, no entanto, é meu dever alertar para as situações que possam ser mais difíceis e até mesmo comprometedoras do bem-estar do praticante.

Assim como é necessário haver compromisso presencial, também o é no envio de Reiki, pois se a pessoa em questão não souber o que está a ser feito, como poderá mudar? A energia não faz milagres, apenas auxilia a pessoa a ter mais força para a sua própria consciência.

Mesmo o envio de Reiki à distância deve ser feito como complemento ao tratamento presencial, para as situações que levaram a pessoa a consumir, para o seu equilíbrio do momento presente e também como auxiliar para o estado futuro que pretende alcançar.

A pessoa com questões de toxicodependência deve estar comprometida com um tratamento oficial e médico apropriado.

Ter muita atenção à preparação do espaço terapêutico ao fazer o envio de Reiki.

Sintonizar uma pessoa com questões de toxicodependência

Podemos também considerar ainda outra situação – a aprendizagem da prática de Reiki. Após algumas sessões de Reiki, que auxiliarão ao equilíbrio e harmonia da pessoa, a sintonização poderá trazer benefícios à pessoa, porque em primeiro lugar irá compreender a filosofia de vida e aplicá-la diariamente, depois, porque irá aprender a cuidar de si mesmo e esse processo poderá dar a força interior que pode necessitar para auxiliar todo o tratamento médico que está a ser feito.

Para o Mestre de Reiki o processo poderá não ser tão simples quanto parece, por isso mesmo recomendo a leitura atenta do livro Reiki a Energia Universal.

 

Quando tratar alguém traz impaciência e saturação

Já alguma vez trataste alguém e sentiste impaciência, vontade de terminar logo aquele tratamento?

Quando sentimos impaciência e saturação num tratamento de Reiki a outros

Pode parecer muito estranho, mas em situações incomuns poderás sentir alguma impaciência por terminar o tratamento, ou mesmo sentires-te saturado. Isso acontece devido ao tipo de energia que estamos a tratar. Pode ser algo como:

  • Energia demasiado densa;
  • Um tipo de byosen que nos causa muito desconforto consciente ou inconscientemente;
  • As situações que a pessoa apresenta de alguma forma estimulam questões nossas;
  • Excesso de cansaço e devíamos antes estar a descansar.

A impaciência poderá surgir destes factores e aqui estamos a excluir alguma situação que te esteja a causar ansiedade. O tipo de energia, se for mais denso, se for muito eléctrico, ou que manifeste demasiados pensamentos, ansiedade, depressão profunda, ou grande volatilidade emocional, poderá trazer-te essas sensações de impaciência, pelo que te deves focar, enraizar e, se necessário, recitar os cinco princípios para que o teu foco esteja na energia Reiki e não na energia que estás a sentir da outra pessoa.

Tenta compreender essa lição da impaciência e com que tipo de energia estavas a lidar, será muito importante para que da próxima vez que trates a pessoa estejas preparado e a possas ajudar ainda mais.

Lembra-te também do envio de Reiki para situações, que de alguma forma poderá auxiliar.

Transforma a impaciência em muita paciência, compaixão e amor incondicional, para isso precisas estar em harmonia e com toda a certeza que vais conseguir, focando-te nos cinco princípios.

Porque a irritação vem ao de cima com a prática de Reiki

Por vezes vamos sentindo uma pequena irritação sempre presente em nós. É um desconforto que nos vai deixando irrequietos e cada vez mais tensos, até que um dia, por uma pequena gota de água, o vulcão acorda e o que era uma irritação tornou-se um momento descontrolado de raiva.

A irritação poderá surgir também durante o autotratamento Reiki, mas há uma razão para isso acontecer.

A irritação e como a compreender na prática de Reiki

Quando aplicamos Reiki em nós mesmos, não estamos apenas a “tratar” de dores físicas, mas sim tudo aquilo que em nós possa estar em desequilíbrio. Por isso mesmo, o aspecto mental e emocional poderá também ser revelado para que seja tratado.

A prática de Reiki observa tudo do ponto de vista holístico, como tal, se a irritação surge é porque há algo em nós que está em desequilíbrio e tal manifesta-se em tudo o que somos. Por vezes a irritação é uma insatisfação que aconteceu há muito tempo e ainda reside em nós, outras vezes é uma indignação que está constantemente a ser estimulada e lá vamos aguentando, nem que seja a dizer os cinco princípios, ou ainda pode ser uma ligeira ansiedade por algo a acontecer e que nos tira do nosso centro. Então, podemos fazer algumas questões a nós mesmos quando surge a irritação na prática de Reiki:

  • Em que parte do corpo comecei a sentir a irritabilidade?
  • Tinha coisas por fazer enquanto estava a aplicar Reiki?
  • A irritação surgiu com um pensamento e emoção, quais eram?

Para estes casos, precisamos compreender se é uma parte do corpo que está em desconforto e por isso há irritação, se há algo a fazer e estamos divididos entre o que é bom para nós e o que devemos fazer, pode criar irritação. Também pode ser um “descascar da cebola”, ou seja, com o tratamento Reiki vai harmonizando o nosso todo e as situações a resolver, podem ser levantadas. Observa se foi isso e envia Reiki para essas situações, ou melhor ainda, tenta resolvê-la da melhor forma possível.

Encara o momento de irritação como uma autodescoberta e também uma excelente oportunidade de te cuidares ainda mais. Pede ajuda profissional se não compreenderes bem o que tens ou de que forma a podes resolver.

Reiki e Cromoterapia ou Reiki com cores

Que cores podemos usar com Reiki, será que faz sentido ou é completamente despropositado?

A aplicação das cores na prática de Reiki

A cromoterapia é uma disciplina que advoga a importância da vibração das cores. No senso comum sabemos que assim é, o vermelho dá-nos força, o cor-de-rosa e o azul céu acalmam. Assim como as cores do arco-iris correspondem a frequências, também o uso das cores poderá auxiliar na frequência da energia e na criação de estados mentais e emocionais.

Na prática do Usui Reiki Ryoho, nunca foi dito que se devia usar cores, imaginar cores ou que a Energia Universal tinha alguma cor. A mente é que necessita dessas âncoras para se concentrar e se for esse o teu caso, não tem problema algum, desde que compreendas que a prática de Reiki não necessita de cores.

Se gostas de te concentrar usando cores, para que a tua mente não fuja para outros pensamentos, podes usar algo como:

  1. Vermelho – força vital;
  2. Laranja – Alegria;
  3. Amarelo – Inteligência, Mental;
  4. Verde – Cura;
  5. Azul – Tranquilidade;
  6. Branco – Proteção;
  7. Violeta – Transmutação, espiritualidade.

O uso das cores veio da convergência com o mundo ocidental, que começou a usar o sistema de chakras e foi fazendo a fusão com outros conceitos de tratamento que existem.

Algumas pessoas têm percepção de cores quando estão a praticar ou a receber Reiki e isso tem a ver com a sua terceira visão, que lhes manifesta a vibração da energia. No entanto, nada disto é necessário para a prática de Reiki, tanto que alguns praticantes desistem porque acham que nada vêem, quando Reiki não requer visualizações, mas sim compreender o byosen, aplicar corretamente a energia e viver a filosofia de vida.

A energia da família

Cada pessoa tem uma energia própria e também a sua família tem uma energia que é o resultado de todas. Esta energia tanto pode condicionar, como pode impulsionar cada um dos indivíduos. Cada família tem aspectos positivos a manter, fortalecer e aspectos negativos a trabalhar.

As lições da energia da família – como nos podem ajudar e como podemos nós ajudar

Apesar de ainda se manter o conceito de família, a verdade é que os dias de hoje pouco ajudam a cultivar a boa energia na família. Quer seja porque há pouco tempo, ou porque levamos a energia para outras famílias que vamos criando, o certo é que, em alguns casos, a energia da família vai ficando fraca pela dispersão dos seus membros, e por isso mesmo perde grandes oportunidades de crescimento.

No entanto, os laços de família existem no campo energético e quando um desses membros está mal, todos os outros irão de alguma forma sentir esse efeito. Por exemplo, se um dos membros começa a desenvolver ansiedade, a energia da família começará a manifestar essa ansiedade, através de alguma aceleração, impaciência, irrequietude, desconforto, mas muitas das vezes sem fazer a mínima ideia porque.

Assim como se um dos membros estiver a atravessar um momento de depressão ou de doença grave. Há quem encontre situações assim, mas que parece não afectar minimamente os restantes membros da família, mas será mesmo assim? Não nos podemos esquecer que nem todas as pessoas sabem manifestar o que sentem, ou mesmo o que pensam.

Então, é mesmo importante termos esta ideia em mente, a doença de um, ou seja o seu desequilíbrio e desarmonia, afectam todos os outros aos quais está ligado.

Assim compreendemos a importância da interdependência e de que realmente todos somos importantes, temos ligações e que nos afectamos uns aos outros. Então, nem sempre o mal estar de um tem a ver consigo mesmo, por vezes é uma ligação aos outros. Mas isto não é para ficarmos em pânico já a procurar mil e uma proteções, é sim para sabermos viver em comunidade, em saber estar atento aos outros e a cuidar deles.

O envio de Reiki à distância poderá ser uma boa ferramenta para algumas destas situações, é por isso que o nível 2 de Reiki se torna tão importante.

A energia da família é algum muito interessante de ser estudado e, sem dúvida, melhorado ou mantido.

A tua própria atitude positiva poderá afectar a família, ajudando a construir uma harmonia cada vez maior entre todos.

Porque podemos bocejar na prática de Reiki

Já aconteceu estares a praticar Reiki e teres vontade de bocejar e por vezes mais do que uma vez?

O bocejar pode ser um movimento associado ao sono, mas também uma forma de nos mantermos num estado vigilante, evitando adormecer. Mas porque pode acontecer na prática de Reiki?

O bocejar na prática de Reiki

Ao fazer o autotratamento Reiki, a energia ajuda-nos a relaxar, a encontrar o equilíbrio e harmonia do corpo e da mente. Muitas vezes, ao aplicar Reiki durante a noite, adormecemos ainda no meio do autotratamento e isso nada tem de incorrecto. Poderás nestes casos bocejar porque tens sono, porque estás a relaxar profundamente, por isso, não te preocupes, adormece e descansa.

No entanto, se estiveres a fazer Reiki a outra pessoa, principalmente nesses casos, mas também poderá acontecer contigo mesmo, podes estar a ter uma reacção natural de limpeza da energia densa que possas estar a tratar.

Este é um acontecimento muito simples da energia e da interacção energética. Quando estás a tratar outra pessoa, a energia parece algo como “cotão” a sair da pessoa e esse cotão pode entrar em contacto contigo, o que é normal. Sendo absorvido pelo plexo solar, é muito normal que haja a necessidade de expelir essa energia, o que pode acontecer pelo bocejo ou com o arrotar.

Como qualquer uma das situações pode até ser estranha para a pessoa que está a receber Reiki, é aconselhável a que aumentes o teu enraizamento e deixes esse excesso de energia descer pelo enraizamento. Não te esqueças de reforçar o movimento com a respiração.

O mesmo tipo de conceito, podes aplicar no autotratamento. Poderás sentir a tua energia densa a libertar-se e pode dar-se o movimento do bocejo. Aumenta o enraizamento quando assim for.

Dores de cabeça no autotratamento Reiki

Ao fazeres o autotratamento Reiki poderás em algumas situações ficar com dores de cabeça. Não te preocupes que não é nada de extraordinário nem indica que estás a fazer mal a prática, há apenas que trabalhar algum bloqueio presente.

O autotratamento Reiki e o surgimento de dores de cabeça

Uma das razões de se fazer o autotratamento é proporcionar equilíbrio e harmonia ao nosso corpo. Então porque razão alguma vez ficaríamos com dores de cabeça, ao aplicar Reiki?

O nosso corpo é permeado por muitos canais energéticos, por fluxos ascendentes e descendentes. Quando existe um bloqueio, a energia fica estagnada e poderá criar uma espécie de inflamação, que se torna mais evidente quando Reiki flui. As dores de cabeça que surgem são uma indicação dessa inflamação, desse bloqueio e Reiki está a trabalhar para desbloquear essa parte. Claro que ninguém quer fazer Reiki com dores de cabeça, por isso mesmo, podemos antes considerar formas mais simples do que apenas estar a aplicar Reiki continuamente no mesmo local, até aliviar.

Verifica se o chakra da coroa ou laringeo não estão bloqueados.

O não fluir da energia pode vir do bloqueio de um destes chakras, então experimenta o seguinte:

  1. Coloca a mão esquerda no chakra cardíaco e a mão direita no chakra laringeo;
  2. Deixa fluir Reiki durante algum tempo, até visualizando a energia a ir no sentido descendente, da cabeça para os pés;
  3. Depois, coloca a mão direita na coroa e visualiza o mesmo.

Como te sentes?

Verifica se o enraizamento está a fluir

Poderá haver problema no chakra raiz e na ligação com a energia da Terra, por isso mesmo, faz o seguinte:

  • Aplica o tratamento ao chakra raiz;
  • Depois joelhos, depois pés;
  • Experimenta agora fazer na cabeça.

Como te sentes?

A prática de Reiki pede-nos também este sentir interior – o que está bloqueado em mim e como?

É por isso que é um método excelente e vale a pena praticar.

Ajudar na recuperação com Reiki no pós operatório

Se fizeste uma cirurgia ou conheces alguém que a tenha realizado, podes auxiliar a recuperação com Reiki no pós operatório. Verifica com o médico ou enfermeiras os cuidados a ter com a parte do corpo onde foi realizada a cirurgia e o quais poderão ser as reacções naturais do corpo para a sua recuperação natural.

Reiki no pós operatório

A aplicação de Reiki, a energia vital que nos permeia, pode ser benéfica nas situações de pós operatório, porque de uma forma natural, irá auxiliar o corpo na sua autoregeneração, no equilíbrio e harmonia a todos os níveis, mesmo mental e emocional, que são muito necessários para que não sofra stress, representando mais esforço e mais limitações para a sua autocura.

Vamos imaginar uma situação onde há a reconstrução de um umbigo, por exemplo. A aplicação de Reiki no pós operatório poderá ser feito, de uma forma muito natural no próprio local. Mas vamos ver alguns pontos a ter em atenção que poderão auxiliar num tratamento e recuperação mais eficaz:

  1. Recolha de informação sobre como o corpo deve recuperar e o que deve acontecer, pois isto irá auxiliar no uso da intenção e até no entendimento de todo o processo de recuperação;
  2. Aplicar o byosen nessa parte do corpo e nas regiões mais próximas, para compreender a irradiação da energia dessas zonas, entendendo melhor como pode ser tratado;
  3. Limpar qualquer tipo de energia dissonante que se sinta com o byosen, antes de fazer a aplicação;
  4. Aplicar Reiki com as mãos das extremidades para o centro, tendo em conta que no pós operatório será melhor não colocar as mãos em contacto com a zona tratada, por isso, se quiseres, afasta ligeiramente do corpo;
  5. Se tiveres o segundo nível de Reiki, poderás usar também o Seiheki para te auxiliar a limpar a zona, energeticamente, e a harmonizar o corpo;
  6. Se sentes que a cirurgia foi algo de traumatizante para ti, há que enviar Reiki para essa situação,  para que essa energia não te dificulte o tratamento e recuperação natural do corpo;
  7. Aplica Reiki de forma consistente e, de preferência, se a recuperação for longa, pede para alguém te aplicar Reiki.

 

A doença crónica e os benefícios da prática de Reiki – Entrevista

Reiki pode auxiliar as pessoas com doença crónica, na redução da sua dor e também no alívio do stress, ansiedade, assim como na sua própria percepção como pessoa. Este artigo é a resposta a questões por parte de um trabalho da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Portalegre.

Pelo Conselho Integrativo,
João Magalhães

O efeito do Reiki em pessoas com doença crónica

Quando é que o Reiki chegou a Portugal?

Temos conhecimento de que a prática chegou a Portugal por volta do início dos anos oitenta, tendo sido convidado um Mestre canadiano para vir dar um curso e depois tendo proliferado com outros Mestres oriundos da Áustria e Brasil.

Em que consiste o Reiki?

Precisamos distinguir Reiki, a energia de Reiki, o método.

O método chama-se Usui Reiki Ryoho, Método de Cura Natural através da Energia Reiki de Usui, criado em 1922, no Japão por Mikao Usui. É uma prática terapêutica natural para a pessoa e para outros, é uma filosofia de vida assente em cinco princípios.

A energia Reiki é o nome que o Mestre Usui deu à percepção que teve da energia que permeia todo o universo, toda a vida, que tudo anima, é uma energia vital universal, que em japonês se pode dar também o nome de Ki.

Qualquer pessoa pode exercer o Reiki ou é preciso uma formação específica?

Recomendamos vivamente que a pessoa tenha o nível 3 de Reiki, que haja pelo menos seis meses de formação em cada nível e muita muita prática diferenciada antes de se aventurar na prática profissional.

Quais são as hierarquias desta terapia?

Não existem bem hierarquias mas o Usui Reiki Ryoho é composto por Nível 1, para o próprio praticante; Nível 2, para o desenvolvimento do voluntariado; Nível 3, para desenvolvimento pessoal e profissional; Nível 3B, para ensinar a ensinar.

Há quanto tempo existe esta associação?

A Associação Portuguesa de Reiki – Monte Kurama, foi fundada a 2 de Outubro de 2008.

Em que consiste esta associação?

A sua fundação é baseada numa missão própria que envolve o esclarecimento sobre a prática, a uniformização do ensino e o apoio ao mesmo, participar no reconhecimento da prática de Reiki e promover a sua prática naqueles que mais necessitarem. Cumprimos também a missão que o Mestre Usui legou: “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

Quantos terapeutas fazem parte da mesma?

Temos entre 1000 a 1200 associados, como aceitamos todos os níveis, podemos estimar que apenas 1/4 sejam terapeutas profissionais.

O que leva as pessoas a procurar o Reiki?

Uns procuram pela mudança na sua vida através de uma filosofia de vida e método terapêutico natural para si mesmos, outros porque procuram um método terapêutico a aplicar aos outros, isto no contexto de quem quer ser praticante. Para quem quer receber é sem dúvida para terem uma resposta natural e holística para a sua questão, como forma integrativa e complementar de poderem fazer o seu percurso terapêutico, reduzindo efeitos secundários de medicação ou de intervenções mais agressivas.

As pessoas que procuram o Reiki é mais a nível relaxamento ou a nível de cura?

Pelos contactos e partilhas que têm sido realizadas, existem de facto dois tipos:

  1. Os que participam em cursos, onde a maioria vai para aprender a gerir stress, ansiedade e cultivar uma filosofia de vida positiva;
  2. Os que participam em consultas de Reiki, onde há uma procura, em primeiro plano, de uma cura (sendo que Reiki não tem promessas de cura, por isso é um caminho terapêutico complementar) e depois também para relaxamento de situações de stress, não sendo equiparado aos efeitos de uma massagem física.

As pessoas que procuram a nível de cura quais são as patologias mais frequentes?

Principalmente oncologia, ansiedade, depressão e gravidez.

No caso de pessoas com doenças crónicas quais são os efeitos do Reiki nessas mesmas pessoas?

Já existem mesmo estudos feitos sobre o tema como “Os benefícios de Reiki em Seniores com Doença Crónica” quem indica, por exemplo “muitos participantes que indicavam sentir ansiedade, nervosismo e stress antes das sessões de Reiki, indicaram que após as sessões houve uma melhoria significativa nos sintomas…”.

De facto, receber Reiki regularmente proporciona uma melhoria do bem estar da pessoa a todos os níveis e um potencial alívio da sua dor, no entanto não substituindo qualquer terapêutica que esteja a ser aplicada.

Podemos encontrar sinais como:

  • Redução de fadiga;
  • Melhoria do sono;
  • Melhoria da sensação de dor;
  • Redução do stress e ansiedade;
  • Melhor autopercepção e capacidade de entendimento da sua condição;
  • Entre outras…

Quantas pessoas procuraram o reiki nos últimos anos a nível de cura?

É um número muito difícil de quantificar, mas podemos fazer uma estimativa ligeira através do voluntariado onde temos perto de 50 instituições e muito mais de 150 voluntários. Se estimarmos uma média semanal de apenas 50×8 utentes teremos 400. Em algumas iniciativas mensais chegamos a ter num só evento 40 pessoas para receber Reiki. Através destes pequenos números podemos constatar que existe procura, mas claro que não são números que se aproximem da acupuntura, por exemplo.

Como tratar o sentimento de Raiva com Reiki

A raiva é um veneno muito tóxico que corrói a paz de espírito e a nossa capacidade de conviver harmoniosamente em sociedade. Em casos extremos, a raiva torna-se não só autodestrutiva, mas também uma ameaça aos outros, então precisamos tratá-la logo desde início.

O tratamento da raiva com Reiki

São várias as razões do surgimento da raiva, dependem de pessoa para pessoa e das condições que tem em si:

  • Pressão contínua que vem do exterior;
  • Falta de autoestima, ou autoestima continuamente minada;
  • Esconder por demasiado tempo as emoções que sente;
  • Estar em contacto contínuo com situações que afectam a integridade ou estrutura central da personalidade;
  • Excesso de energia em desequilíbrio, sem escoamento;
  • Excesso de alimentação prejudicial à energia do fígado que causa saturação;
  • Entre muitas outras…

Observando algumas destas condições, como praticantes de Reiki, percebemos que devemos sempre ser capazes de comunicar, de saber expressar os sentimentos para libertarmos as emoções que temos retidas e que, muitas vezes, servem como um veneno que vai crescendo em nós.

Por outro lado, podemos ter condições exteriores que podem ser adversas a nós, mas que também nos trazem lições – o que precisamos aprender com estas situações para que no futuro elas não nos incomodem mais?

Sabemos que as situações tendem a repetir-se, que a fuga não é solução, então precisamos tomar consciência do que origina a nossa raiva – os cinco princípios de Reiki pode ser uma boa ferramenta auxiliar:

  • Só por hoje, sou calmo – que situações, o que sinto interiormente em mim, que faz ter raiva?
  • Confio – porque razão não tenho confiança em mim para lidar com as situações harmoniosamente, ou de que maneira o outro me fez perder a confiança nele?
  • Sou grato – que lições me trouxeram estas situações de raiva?
  • Trabalho honestamente – Será que comunico corretamente as minhas situações, será que falo comigo mesmo sobre o que me traz raiva, de que forma expresso na vida a raiva que sinto e se acho isso correcto?
  • Sou bondoso – De que forma poderei resolver esta raiva, sendo bondoso para comigo e para com todos os envolvidos?

A raiva é mesmo um veneno, tão grande que, por exemplo, no budismo, é considerado um dos três venenos causadores da destruição da pessoa. Por isso mesmo, não podemos suster em nós um carvão ardente como a raiva, porque nós é que ficaremos prejudicados e em sofrimento. Então como vamos tratar esta situação com Reiki?

  • Autotratamento – realiza durante cinco dias seguidos o autotratamento com a intenção de poderes harmonizar a tua raiva e presta atenção às emoções que surgem e às respostas do corpo;
  • Meditação – medita antes de realizares o autotratamento e até várias vezes por dia, realizando a técnica da respiração, o Joshin Kokyu Ho, libertando na tua expiração toda a dor e raiva que sintas, como se te fosses esvaziando;
  • Mudança de atitude – mudar a atitude é o mais correto para nós mesmos, podes fazer isso com uma técnica muito interessante, o Nentatsu. Visualiza-te a agir na situação sem raiva, coloca a mão esquerda na testa e a direita na nuca, deixa fluir energia.

A raiva não vale mesmo a pena, a saturação dessa energia dentro de ti poderá trazer doença, por isso mesmo, aplica Reiki e/ou procura um terapeuta de Reiki para te auxiliar.

Exemplo de tratamento de Reiki a pessoa com doença oncológica

Aplicar Reiki a uma pessoa com doença oncológica é uma prática de procedimento normal, mas com alguns pontos que devem ser tidos em consideração.

A prática de Reiki em pessoa com doença oncológica

Antes de mais é preciso tomar nota de alguns aspectos para estes casos de maior doença. A prática de Reiki é complementar e integrativa, em situação alguma a pessoa deve abandonar o tratamento médico qualificado e nenhum praticante de Reiki pode substituir o tratamento médico adequado à pessoa. O pressuposto do praticante que aplica Reiki à pessoa poderá variar com a consciência de cada um. Numa condição ideal, será o praticante experiente, com pelo menos o nível 3 de Reiki. No entanto, um praticante de nível 2, com experiência voluntária e boa consciência, poderá também fazer a aplicação de Reiki. Aos praticantes de nível 1, pede-se que apenas apliquem aos familiares e que peçam aconselhamento junto ao Mestre. Reiki apenas observa a pessoa sob a condição da energia, nunca do ponto de vista médico, quer físico, ou mental/emocional.

Situação na qual poderemos encontrar a pessoa com doença oncológica

A doença oncológica é extremamente agressiva e debilitante para a pessoa, o desequilíbrio e desarmonia que se instala nela é avassalador e poderá mesmo minar a força e positivismo interior que a pessoa anteriormente tinha. Assim, podemos encontrar uma pessoa:

  • Debilitada na sua condição física, tendo pouca força e vitalidade;
  • O corpo poderá estar em esforço para lidar com os tratamentos ao cancro;
  • Pode encontrar-se com problemas de digestão;
  • A mente pode encontrar-se confusa, desesperada e debilitada;
  • Pode ter muitos pensamentos, principalmente negativos;
  • Poderá começar ou estar a tomar anti-depressivos;
  • As suas emoções podem estar num processo mais negativo, perdendo a sua autoconfiança, autoestima e capacidade de gerir emocionalmente as situações com que se depara.

Quando aplicar Reiki e quem aplicará Reiki

Vamos supor que a pessoa terá sessões de tratamento químico de quinze em quinze dias, então a prática de Reiki poderá ser realizada antes e depois. Vamos considerar, por exemplo:

  • Tratamento de quimio feito à quarta-feira;
  • Tratamento de Reiki realizado à segunda-feira anterior, para tranquilizar e dar equilíbrio à mente/corpo;
  • Após a quimio, realizar novo tratamento de Reiki após dois dias, tendo assim tempo para o corpo absorver o tratamento químico, a pessoa ter descansado e o efeito de byosen não ser tão agressivo para o terapeuta.

Neste tipo de plano um a dois dias antes e dois dias depois, há uma aplicação regular, que poderá auxiliar a pessoa a estar em harmonia e equilíbrio. Mas este tipo de aplicação frequente traz duas questões:

  1. Se é pago ou por voluntariado;
  2. A disponibilidade e as condições energéticas do terapeuta/voluntário.

Geralmente os tratamento deste tipo de doença são prolongados, podendo chegar a um ano, ou mesmo um ano e meio de acompanhamento, que se for regular, torna-se muito exigente para o voluntário. Nestas circunstâncias, poderá ser considerado haver mais do que um voluntário para a mesma pessoa, no caso de não ter dinheiro para pagar a um terapeuta. Também a um voluntário há que ter em atenção o próprio dispêndio que ele possa estar a fazer por deslocações.

Por vezes são os próprios familiares a aplicar Reiki, mas como sugestão revezem-se com voluntários ou terapeutas, ou complementem o vosso trabalho com eles, partilhando a forma com que estão a fazer e a intenção que usam. É muito importante manter o equilíbrio emocional e energético, por isso, se és duplamente cuidador, tem isso em mente, para que possas continuar a auxiliar o teu familiar.

A aplicação de Reiki

Na aplicação de Reiki, podes realizar os tratamentos da seguinte forma:

  • Fazendo uma aplicação completa, frente e costas (se for possível para a pessoa);
  • Fazendo uma aplicação só nas posições que o terapeuta entender e que a pessoa indique necessitar mais.

Para esta aplicação, faz o uso da intenção, principalmente para aquilo que a pessoa necessitar, o que implica tu escutares o que ela tem a dizer sobre o seu estado. Podes sempre complementar com “para que seja para o seu equilíbrio e harmonia”. E a prática de desapego começa aqui.

Quando estiveres a deixar a energia fluir, presta bastante atenção ao byosen, ele irá indicar-te os pontos que estejam mais deficientes, mais necessitados de equilíbrio. Tem atenção para não deixares o byosen afectar a tua própria energia, por isso mantém bem o teu enraizamento e não te esqueças das técnicas de limpeza antes e depois. Remove o excesso e depois preenche até ficar harmonizado.

Lembra-te de promover a harmonia da pessoa, a sua paz interior e limpa também a aura dela.

Faz toda a energia fluir pelo corpo e “sair” pelas mãos e pés, criando assim um desbloqueio em todo o canal energético.

Se usares símbolos, vai com calma, não precisas nem deves fazer logo tudo na primeira sessão. Primeiro deixa a pessoa habituar-se à energia e à limpeza que irá fazer. Depois poderás enviar também Reiki para as situações que a pessoa manifeste como causas ou como preocupações que tenha.

Lembra-te que este é um trabalho de continuidade, de perseverança e de longo tempo. É um trabalho realizado por ti e pelo teu receptor.

A visualização criativa e palavras de poder

Uma das formas que podes ajudar a concentração na tua prática de Reiki é através da visualização criativa, ou seja, podes imaginar o fluxo da energia, limpando toda a energia da pessoa, revitalizando o seu corpo para se manter saudável e equilibrado, assim como a mente e o coração. Há quem goste de complementar estas práticas com a visualização de cores, podendo usar o verde (cor genérica para a cura e renovação), o violeta (transmutação) e ainda o branco ou dourado (pureza e iluminação). O uso da cor poderá ajudar no foco ao longo do tratamento.

Poderás também querer usar “palavras de poder”, a que geralmente se chama de mantras. Estas palavras, são as que entenderes, desde que sejam benéficas e te ajudem a manter o foco no tratamento.

Quer a visualização, que o uso de mantras, não fazem parte da prática de Reiki, mas são excelentes auxiliares na concentração.

Como lidar com o sofrimento da pessoa

O desapego é a tarefa mais árdua para o cuidador e para o terapeuta/voluntário. Desapego não significa estar frio ou desinteressado, muito pelo contrário, significa entendimento, compreensão e compaixão pela pessoa, pela situação e por si mesmo. Não é fácil praticar este desapego e muitas vezes torna-se impossível, o que trará inevitavelmente sofrimento. Mas precisamos fazer um esforço para compreender que precisamos estar bem para podermos ajudar melhor o outro, que precisamos cultivar atitudes positivas, para encorajar o outro e também saber partilhar a responsabilidade de cuidador com outros. Não querer ter a “ganância do querer fazer por bem“, é muito importante. Então lidar com o sofrimento da pessoa é também termos consciência do que fazemos e porque fazemos, da condição em que nos encontramos e no qual a pessoa se encontra. Este desapego é também saber procurar ajuda e aprendizagem sobre como lidar com a situação.

Como poderá a pessoa participar e praticar

A pessoa com doença oncológica pode também usufruir da prática de Reiki pelas seguintes formas:

  • Aprender Reiki e aplicar autotratamento;
  • Praticar os cinco princípios, auxiliando a manter-se calmo e positivo, sabendo lidar com as questões que lhe vão surgindo dia-a-dia;
  • Praticar as técnicas de meditação como a técnica de respiração, Joshin Kokyu Ho. A prática meditativa, pelo menos 15 a 30 minutos por dia ajuda a lidar com o stress, cansaço e ajuda a dormir melhor.

A atenção ao cuidador

A maior parte das vezes, perante uma doença grave, esquece-se do cuidador. O cuidador é aquele familiar que está mais próximo da pessoa, que está encarregue do seu cuidado no máximo tempo possível e como tal, tem um longo desafio pela frente. Na maior parte das vezes, a pessoa não tem a preparação anímica e mesmo técnica para ser um cuidador, podendo até passar de cuidador a cuidado, ou seja, poderá também ele ficar doente, em desequilíbrio e desarmonia, pelo desgaste pelo qual passou.

Assim, aqui ficam recomendações para quem seja cuidador e mesmo terapeuta, voluntário, que dedique muito tempo à mesma pessoa:

  • Ter em atenção ao tempo diário e saber reservar tempo para si mesmo;
  • Não perder noção de si mesmo e do seu estado de espírito;
  • Não perder contacto com amigos e conhecidos, manter também uma actividade social;
  • Observar os desequilíbrios que possam estar a surgir e pedir ajuda;
  • Manter uma alimentação cuidada e de alto valor energético/nutritivo;
  • Receber tratamento de Reiki regularmente, se possível até ao mesmo tempo que o familiar está a ser tratado.

É importante ter em mente que será sempre difícil passar pela situação, que outros que tenham passado pelo mesmo, não saberão o que o próprio está a passar e por isso mesmo é muito importante ter consciência do estado de fraqueza que possa estar a atravessar e assim saber pedir ajuda. Tratar de uma pessoa com doença oncológica é humano, é um dever, mas deve ser feito com toda a compaixão possível por todos.

Todos os envolvidos no processo de uma doença tão exigente quanto o cancro devem ser tratados e cuidados.

Contacta a Associação Portuguesa de Reiki para o email info@montekurama.org, ou então diretamente um dos seus núcleos regionais, para o caso de não poder haver deslocação à Amadora.

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