O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: Tratamentos de Reiki (Page 1 of 16)

Sentir a dor dos outros num tratamento de Reiki

Por vezes os praticantes de Reiki têm uma percepção que é sentir a dor dos outros que nem sempre é identificado, ou então é reconhecido e provoca-lhes algum pânico.

Sentir a dor dos outros não é exclusivo da prática de Reiki e qualquer pessoa pode ter condições para que isso aconteça, está muito relacionado com a empatia e com o Chakra do Plexo Solar.

Sentir a dor dos outros

A empatia de sentir a dor dos outros não é um poder ou um dom, é uma característica natural que algumas pessoas têm mais evidente e outras não. Um terapeuta de Reiki ou um praticante de Reiki de qualquer nível, não necessita sentir a dor dos outros para realizar corretamente o tratamento, mas quando isso acontece, é preciso compreender o que é e como lidar com a situação.

Ao sentir a dor dos outros podes ter em mente o seguinte:

  1. Avaliação da empatia

    É importante compreenderes porque sentes empatia por alguém, ou se é algo de inconsciente, porque a tua atenção se espalha tanto?
    Este espalhar de atenção significa que a energia da tua aura está demasiado atenta a tudo o que a rodeia e isso pode levar-te à exaustão ou até a situações de ansiedade.

  2. A condição do teu chakra do plexo solar

    Se há muita ligação poderás estar com alguma questão sobre o teu poder pessoal. Como tem estado o teu Chakra do Plexo Solar?
    Observa o seu comportamento e a tua própria gestão emocional, a forma como te ligas, o que necessitas e os resultados que isso tem na tua vida.

  3. Aplicar o tratamento necessário

    Sentir a dor dos outros é também uma chamada de atenção da energia da outra pessoa. Ela apenas te está a pedir que a ajudes, por isso não tenhas medo. Trata-a. Onde sentires a dor poderá ser o local onde a pessoa está a sentir a dor, ou até poderá ser o reflexo, o espelho, por isso mesmo tem atenção e se te fizeres de “adivinho”, as coisas podem não correr exactamente como esperas. Nada como prestar atenção à energia e indicar “já percebi, já irei tratar”.

  4. Enviar Reiki

    Se não podes tratar a pessoa presencialmente e sentes a sua dor, envia Reiki à distância para ela, se já tens o segundo ou terceiro nível de Reiki. Ou pede simplesmente que a energia flua para a pessoa, para o seu equilíbrio e harmonia.

  5. Terminar a ligação

    Este é um passo muito importante. Tens que cortar a ligação com a pessoa e isso pode ser mentalmente ou então através do teu banho seco.

Sentir a dor dos outros é um processo muito natural e quanto mais compreendido for, mais tu o conseguirás resolver. É por isso mesmo que é necessário ir às aulas de Reiki e trabalhar cada vez mais, para desenvolver entendimento e capacidade.

Como fazer o enraizamento a outra pessoa num tratamento de Reiki

O enraizamento é um conceito energético e uma prática de mentalização que nos auxilia a estar mais conectados à energia da Terra, uma concentração maior no momento presente e o veículo necessário para escoar energia.

Este é um conceito muito interessante para praticantes de Reiki, não só para autotratamento como também no tratamento de Reiki a outros.

O enraizamento quando se aplica um tratamento de Reiki a outra pessoa

Quando estás a aplicar Reiki a alguém, poderá ser interessante fazeres o enraizamento se sentires:

  1. O corpo a abanar;
  2. Absorção da energia densa;
  3. Desconcentração.

Mas a prática é também importante para a própria pessoa que está a receber Reiki, porque há alturas em que é necessária uma circulação e escoamento de energia e tal não acontece por a pessoa estar “bloqueada”.

Podes fazer o enraizamento a outra pessoa de várias formas:

  1. Visualização

    Visualiza o chakra raiz da pessoa e imagina que a energia flui do chakra para os pés. Daqui, a energia vai fluindo em direção ao centro da terra, como se fossem raizes que se vão agarrando e indo cada vez mais fundo, até abraçarem o centro da terra.

  2. Desbloqueio do Chakra Raiz

    Neste passo, vamos tratar o Chakra Raiz da pessoa, começando primeiro com as mãos na bacia, depois passa para os joelhos e, finalmente, para os pés. Em cada um dos passos, imagina a energia do passo anterior a conectar-se com a posição onde estás agora, até conseguir fluir pelos pés por completo.

Fazer o enraizamento a outra pessoa durante o tratamento pode ajudar a desbloquear, descongestionar a energia e promover um fluxo que auxilia na eficácia do tratamento.

Poderás ler mais sobre estes conceitos e aprofundar a teoria através do livro Reiki Guia do Método de Cura.

Cuidados a ter para tratar as costas com Reiki

Reiki é excelente para tratar as costas, mas por vezes, algumas questões podem fazer sobressair e até intensificar a dor se não forem tidas em conta alguns procedimentos.

A aplicação de Reiki nas costas pode ser logo aprendida no nível 1 de Reiki, como parte do tratamento formal e natural que um praticante pode fazer a familiares e amigos.

O que ter em atenção para tratar as costas com Reiki

Se vais tratar as costas de alguém com a energia universal pergunta sempre à pessoa se tem questões físicas ou a tensão emocional faz com que a parte superior do tronco fique tensa. Desta forma, começarás a compreender o estado das costas, segundo a descrição da própria pessoa.

Depois, lembra-te que poderá ser muito útil perceber onde estão os bloqueios na circulação de energia nas costas, por isso, poderás fazer uma avaliação através do byosen. Presta particular atenção à região do chakra laríngeo e do coccix.

Verifica também o enraizamento da pessoa. Por vezes não faz enraizamento, está num processo de retenção e a energia não escoa. Isso faz com que tenha a energia bloqueada e estagnada no corpo, o que poderá levar a dores nas costas.

A acumulação de energia densa nas articulações também poderá trazer bastante dor.

Se a pessoa tiver hérnias ou algum tipo de dor assente na coluna, será preferível que apliques as mãos no corpo (vestido) da pessoa, perguntando se pode ser ou se não se estará a exercer muita pressão, ou até mesmo pedindo para indicar se houver essa pressão. O toque é preferível pois se a dor for algo do género de “energia eléctrica”, ou seja, uma espécie de energia que está um pouco flutuante e inflamada no corpo, então poderá haver um desconforto para o receptor, isto porque a intensidade da energia das mãos do praticante em contacto com a energia “inflamada” nas costas, poderá dar origem a uma dor. Isto não significa que Reiki provoca dor, mas sim que no processo de tratar a dor na pessoa, poderá surgir este desconforto. 

Então, para minimizar o desconforto, é mesmo preferível que seja feita a aplicação de Reiki com as mãos em contacto com o corpo e não ligeiramente afastadas.

A aplicação de Reiki para tratar as costas é algo de absolutamente extraordinário, mas em algumas situações temos que ter pequenos cuidados.

Numa consulta de Reiki ir testar o terapeuta pode não ter bom resultado

Por vezes podemos estar com o pé atrás e queremos ir testar o terapeuta de Reiki para ver se acerta na questão que temos, mas na verdade, o que poderá acontecer?

É natural alguém ficar com uma certa dúvida sobre o que é uma consulta de Reiki, querer resguardar-se e testar o terapeuta para ver se é algo que vai de encontro ao que está à espera ou não. Mas também há quem o faça para verificar se o terapeuta acerta nas questões que a pessoa tem, na verdade, essa predisposição poderá fazer falhar redondamente todo o propósito da consulta de Reiki

Testar o terapeuta de Reiki para ver se acerta pode não dar bom resultado

Em primeiro lugar há uma razão muito lógica para não se testar o terapeuta de Reiki sobre o acertar nas questões que a pessoa tenha. A prática de Reiki não tem a ver com qualquer tipo de adivinhação, futurologia ou mesmo diagnóstico médico, nesse sentido, um terapeuta de Reiki não tem como trabalho adivinhar as questões que a pessoa tem, perceber o seu futuro ou até ditar doenças que possa ter.

Qual o propósito do terapeuta de Reiki

O Mestre Usui indicava que “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a felicidade dos outros e de nós mesmos”. Com isto, ele indicava que Reiki tem um propósito muito claro, a mudança da consciência e a cura. Sabemos que a mudança de consciência auxilia no processo terapêutico, e bastante, a própria cura é realizada segundo as condições de cada um também pela aplicação de energia. Assim, um terapeuta de Reiki não é um futurólogo, nem faz adivinhação, mas tem um trabalho bastante exaustivo para melhorar a condição de vida da pessoa. Tendo isto em mente, compreendemos que a atitude de ir testar um terapeuta poderá ter um resultado desastroso para a própria pessoa, isto porque:

  • Não está entregue ao processo;
  • Não está confiante no diálogo sobre as questões que tem e não desvela a sua questão;
  • Tem uma determinada expectativa que pode deturpar todo o conceito de uma consulta de Reiki.

Compreendemos então, que este tipo de expectativa e ocultação do diálogo, pode levar o terapeuta a ter uma ação menos orientada ao verdadeiro problema. É como se nós chegássemos ao médico de família e indicássemos que temos dores de barriga, quando na verdade temos dores no peito, mas estamos apenas a ver se o médico consegue descobrir que temos mesmo é dores no peito. Poderá acontecer, ou poderá não acontecer.

Quando fores fazer uma consulta de Reiki, não precisas contar a tua vida toda, mas poderás ser sincero sobre aquilo que procuras, os receios que tens até por aquilo que alguém te contou e assim o terapeuta poderá elucidar e tranquilizar-te sobre essas questões.

Temos o quarto princípio Só por hoje, trabalho honestamente, que nos ajuda a enquadrar uma ética correta na nossa prática, além também do Código de Ética da Associação Portuguesa de Reiki.

Vale a pena usufruir de uma consulta de Reiki por completo, sem ter que testar o terapeuta.

Cansaço extremo depois de muitas sessões de Reiki

Após fazermos muitas sessões de Reiki podemos sentir um cansaço extremo, dores ou uma incrível sonolência. Não tem a ver com Reiki, a energia, mas sim com o trabalho realizado.

Temos dias em que podemos fazer seis sessões de Reiki, independentemente de serem voluntariado ou prática profissional, mas temos outros dias em que fazer até duas sessões poderá ser incrivelmente difícil e isso trará um cansaço extremo e debilitante.

Porque podemos ter um cansaço extremo ao realizar sessões de Reiki

Sempre que realizamos uma sessão de Reiki a alguém, há uma comunicação energética, ou seja, a questão da pessoa poderá ser sentida consciente ou inconscientemente e poderemos ter algumas reacções menos boas com essa comunicação.

Isto é algo que acontece entre todos nós, mesmo no nosso dia-a-dia e com qualquer pessoa, mas claro que numa sessão de Reiki há um envolvimento maior, uma atenção maior às questões e, por vezes, este tipo de comunicação poderá ser pesado, exigente e trazer-nos cansaço extremo, sonolência, dores de cabeça, ou mesmo sensação de corpo quebrado. Umas vezes no próprio dia, outras no dia seguinte.

Isto acontece pois é feito um grande esforço para a energia fluir para a pessoa e também para nos limparmos de alguma energia densa que esteja a ser trabalhada. Todo este processo, poderá ter um parte consciente, mas tem também muito de inconsciente. Então, há um grande esforço que não compreendemos que estamos a fazer e se, por acaso, no mesmo dia, surgirem muitas pessoas com questões igualmente desafiantes, o resultado poderá ser o de um cansaço extremo.

Como evitar ou tratar a sensação de cansaço extremo nas sessões de Reiki

Por vezes não há como evitar esse cansaço, mas podemos sempre observar algumas indicações:

  1. O nosso tipo de energia

    Que tipo de energia consideras que tens e de que forma sentes que a perdes? Por onde? Conhecer estas características irá ajudar-te muito em todo este processo para lidares com o cansaço extremo.

  2. A nossa atenção

    Onde colocas o esforço da tua atenção? Queres tentar sentir, perceber o que a pessoa tem? Isso faz-te sentir cansado? Esta pode ser também uma razão para um grande desgaste.

  3. O autotratamento

    O nosso autocuidado é importante, em primeiro lugar, por estarmos a cumprir os cinco princípios e o Só por hoje, sou bondoso. Cuidar de nós mesmos é um ato de bondade, de autoestima e irá auxiliar-nos a fazer crescer a nossa resiliência.

  4. Receber Reiki de outros

    Mesmo um voluntário ou terapeuta de Reiki, deve receber Reiki de outros praticantes. Isso irá auxiliá-lo a limpar-se e fortalecer-se interiormente. Não é qualquer tipo de sinal de fraqueza, mas sim de grande sabedoria. Se costumas fazer muitas sessões de Reiki, lembra-te que há sempre energia que fica depositada.

Poderás ler dicas úteis sobre os tratamentos de Reiki e alguns dos seus efeitos no livro dedicado à terapia – Reiki Guia do Método de Cura.

A barriga muito inchada e o que isso tem a ver com energia

Há alturas em que se fica com a barriga muito inchada, parecemos um autêntico balão e a qualquer momento podemos explodir. Existem várias razões médicas para isso, que devem ser observadas, mas por vezes é também uma reação à energia.

Como a energia leva a uma barriga muito inchada

Existem diferentes tipos de energia em nós e no exterior. Todos produzimos esses variados tipos de energia e é natural absorvermos e reciclarmos o que possa ser mais denso.

Este tipo de energia densa pode vir, por exemplo, de situações emocionais ou mentais que sejam mais exigentes. A pessoa pode estar com muitos pensamentos negativos ou emoções que possam ser desafiantes, como a tristeza. Tudo isso produz um tipo de energia que é um pouco mais densa, mais pesada.

Temos um chakra cuja função é auxiliar esse processamento da energia – o Chakra do Plexo Solar. Como está ligado ao nosso sistema digestivo, no aspecto energético ele cumpre mais ou menos as mesmas funções, a digestão, separação e depuração da energia. A questão é que muitas vezes ele recebe mais do que realmente consegue digerir, fica em sobrecarga e acumula essa energia, distribuindo-a por onde pode, o que leva também a uma manifestação no corpo físico que se reflete na barriga muito inchada.

Quando isto acontece, podemos ter muita vontade de arrotar ou bocejar, é como se estivessemos com a necessidade de mandar fora algo que temos cá dentro, para outras pessoas, dá algo como diarreia ou uma forte vontade de ir para a casa de banho. A acumulação de energia densa que provoca a barriga muito inchada não é benéfica e deve ser removida.

Como limpar a energia densa da barriga muito inchada

Se ficas com a barriga muito inchada quando estás perto de pessoas ou alguns espaços, podes usar os seguintes passos para te ajudar a limpar e também a mudar esta condição.

  1. Sentir o interior

    Fecha os olhos e tenta sentir como estás. O que se passa dentro de ti, onde a energia parece estar parada. Pode ser que esteja a fazer uma espécie de congestionamento no chakra raiz e esse terás que tratar para desbloquear esse dique.

  2. Esvaziar pelo enraizamento

    Sente a tua ligação à terra através do enraizamento. Imagina que as tuas pernas são ocas e uma ligação direta à terra. Ao inspirar traz Reiki para o topo da tua cabeça, ao expirar, visualizar toda a energia universal a escoar pelo teu corpo e a levar a energia densa para a terra, onde será transmutada. Faz estas respirações várias vezes.

  3. Usar a técnica da chuva de Reiki

    Podes também usar uma variante da técnica da Chuva de Reiki para te limpares interiormente. Faz os mesmos movimentos com as mãos, mas imagina que ao invés de limpares a aura, as tuas mãos estão a limpar todo o interior energético do corpo. Assim, ao inspirar vais acumular energia Reiki nas mãos, ao expirar as mãos descem pela parte da frente do corpo e vão empurrando toda a energia densa que está no interior, para a terra.

  4. Desenvolver poder pessoal

    Cultivares poder pessoal é muito importante, isso significa que o teu plexo solar está a crescer em consciência e que sabe colocar limites. Aprende a saber dizer que não e com a prática de Reiki podes fazê-lo, compreendendo que deves ser bondoso, em primeiro lugar, para contigo mesmo e também que não precisas ceder a tua energia aos outros, mas com a prática de Reiki, enviar energia para essas mesmas pessoas.

Poderás ler em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética muitas dicas sobre os chakras envolvidos e o tipo de energia.

Como aplicar um tratamento de Reiki a outros com concentração e atenção plena

Por vezes queremos aplicar um tratamento de Reiki a outros, mas a nossa atenção fica dispersa entre as coisas que fizemos e que temos a fazer. Não te preocupes, a prática de Reiki tem alguns truques que te podem ajudar a manter a concentração e a atenção plena num tratamento de Reiki a outros.

Desenvolver a concentração num tratamento de Reiki a outros

Apesar de nos tentarmos focar no fluxo da energia, o nosso pensamento pode divagar bastante ao aplicarmos um tratamento de Reiki a outra pessoa. Não é por querermos, mas sim porque acontece.

O Mestre Usui indicava que os nossos princípios começam com o “Só por hoje“, ou seja, a concentração, a atenção no momento presente e que, através da nossa prática constante, cada vez mais estaríamos em sintonia com a Energia Universal.

Só por hoje – a atenção plena no tratamento Reiki

Se sentes que a tua mente tem tendência a divagar, observa como está o teu chakra da terceira visão. É preciso que ele esteja em equilíbrio para que também possas ter a mente mais descansada. Uma boa forma de o trabalhares é através de uma simples meditação para a mente vazia.

Depois, ao aplicares Reiki, sempre que sentires a tua mente a querer divagar, faz o seguinte:

  • Enraiza-te, para que te possas concentrar;
  • Vai recitando os cinco princípios lentamente, com concentração em cada um deles, não só irá ajudar a energia a fluir como a manteres-te focado na prática e pensamento de Reiki;
  • Podes também concentrar-te no fluxo da energia, como sentes a energia a fluir para a pessoa;
  • Se quiseres, podes usar algum truque como tocares com os polegares na mão e pensares algo como “Estou no aqui e agora, estou entregue a este momento, a energia flui”.

Com estas dicas “simples” só tens mesmo que te ir entregando e praticando. Não vai acontecer de um momento para o outro, mas irá, sem dúvida alguma, crescer em ti todo o sentido da concentração e da atitude de atenção plena ao fazeres o tratamento de Reiki a outros.

Podes também desenvolver os conceitos da prática meditativa através do livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz.

Quando surge ansiedade com o autotratamento Reiki

Ao fazeres o autotratamento e te surge ansiedade, não precisas pensar que a prática e autotratamento Reiki te está a fazer “mal” ou que algo de errado está a ser feito. Desta experiência, poderás tirar lições muito valiosas.

Surge a ansiedade com o autotratamento e que lições podes aprender com ela

Reiki, a energia vital que está presente em nós e em tudo é uma energia de equilíbrio e harmonia, ou seja, promove em nós a homeostasia e, de forma alguma ao praticar Reiki, nos irá “fazer mal”.

Vamos supor que estás a realizar o teu autotratamento. Fizeste o banho seco, sentes-te ligado à energia, estás enraizado e começas passo a passo, cada uma das posições, deixando a energia fluir para ti. Quando chegas ao chakra cardíaco, começas a sentir uma aceleração anormal, um pulsar e estímulo que te faz lembrar algum momento de ansiedade que já tiveste e, naturalmente, pensas que a energia te está a provocar ansiedade.

Mas o que pode realmente estar a acontecer quando surge ansiedade no autotratamento?

Como a energia promove a homeostasia, o teu corpo e mente podem querer estar a reagir indicando-te “aqui temos algumas questões a resolver” e assim, surge a ansiedade ou a manifestação dos sintomas de ansiedade naquela determinada área.

Isto não quer dizer que estejas ansioso, mas sim que existe de forma latente a possibilidade dos efeitos de ansiedade se manifestarem. Então, a tua prática de autotratamento poderá trazer-te fortes e importantes lições transformadoras para a tua vida:

  • Possivelmente tens ansiedade;
  • Possivelmente ainda não conseguiste resolver totalmente as tuas questões que promovem a ansiedade;
  • Observando a partir do ponto onde estás a fazer o autotratamento Reiki, podes perceber qual o chakra que pode estar relacionado com a ansiedade (neste exemplo era o chakra cardíaco);

Lembra-te também que quando surge ansiedade há um mecanismo físico de resposta do corpo e não quer dizer que estás com ansiedade, mas poderás até estar num processo em que precisas de ação, ou até mesmo dispersão de calor interno. Claro que isto poderá parecer absurdo, mas o nosso corpo e as suas reações homeostáticas talvez estejam bem além das comuns classificações que habitualmente usamos. Assim, aproveita este grande momento para compreenderes o que há a trabalhar em ti e porque não:

  • Toma nota de todo o processo que fizeste no autotratamento até chegares ao momento da ansiedade;
  • Como foi o teu dia ou a tua semana antes deste momento;
  • O que sentiste ou estavas a sentir no momento em que surge ansiedade;
  • O que te apeteceu fazer? Não aquela reação instintiva do receio, mas sim da ação para terminar a ansiedade, mais profundo do que parar o autotratamento?

Mas o que são as más reações quando surge ansiedade num autotratamento?

Sem dúvida que quando aprendemos Reiki queremos seguir a Arte Secreta de Convidar a Felicidade. Esta premissa do Mestre Usui não implica que automaticamente seremos felizes, mas que a prática de Reiki nos irá ajudar a saber lidar com as situações com as quais não somos felizes. É exatamente nesse ponto que entra a nossa reação a situações como quando surge ansiedade num autotratamento. Se eu tiver uma atitude positiva, seguindo os cinco princípios, poderei compreender e lidar mais rapidamente com a situação. Se, pelo contrário, não me firmar numa atitude positiva, poderei não ter a força para ultrapassar a situação.

Assim, Reiki é também uma forma de desenvolvermos a nossa autoconsciência e compreendermos em que ponto estamos neste preciso momento, no Só por hoje. É também por isso que a prática do Usui Reiki Ryoho é de uma grandeza incrível para o nosso crescimento. Lembrando-nos do quarto princípio, sabemos que devemos ser diligentes e perseverantes, mantendo também a calma, autoconfiança, gratidão e a grande “cola” que tudo une – a bondade.

Como realizar voluntariado a pessoa com doença oncológica

A doença oncológica tem sido a mais devastadora doença deste século, quer física, emocional e mentalmente, afligindo não só a própria pessoa que passa por esse desafio, como também os seus cuidadores. A prática de Reiki tem dado grande apoio, como terapia complementar, a muitas pessoas com doença oncológica, isto não porque há uma promessa de cura, mas sim porque a terapia é centrada na pessoa e no seu equilíbrio interior.

Algumas pessoas têm a capacidade de pagar um terapeuta profissional, mas muitas seguem um regime de voluntariado pelas avultadas despesas que já têm. O voluntariado Reiki para a pessoa com doença oncológica pode ser de grande benefício à pessoa e também aos seus familiares, vamos ver como.

Aplicação de Reiki a pessoa com doença oncológica em regime de voluntariado

São várias as considerações que se devem ter ao realizar o voluntariado e deve-se sempre estar em perfeita sintonia com a pessoa no que toca aos tratamentos que realiza e aos seus prazos. Assim, o voluntário deve estar ciente:

  • Das informações sobre que doença oncológica a pessoa tem;
  • Que considerações os médicos tiveram sobre a mesma;
  • Qual o plano de tratamento.

Este tipo de informação não tem a ver propriamente com a necessidade de conhecermos a doença física, pois esse é o papel dos médicos, mas sim de compreender como poderemos auxiliar melhor a pessoa, passo a passo, escutando, entendendo, apoiando e compreendendo também os efeitos dos tratamentos que ela indica.

Algo que nos traz sempre alguma dúvida é quando aplicar o tratamento à pessoa com doença oncológica. Assim, o que precisamos mesmo fazer é escutar o que o nosso utente indica:

  • Em que alturas é que tem o tratamento prescrito;
  • Como se sente antes do mesmo;
  • Como se sente depois do mesmo;
  • Quando surgem os efeitos secundários e de que forma se manifestam em si, assim como onde.

Esta informação vai permitir que ambos possam definir as melhores datas de tratamento. Há pessoas que precisam da aplicação de Reiki após o tratamento, outras que precisam no dia antes dos efeitos secundários surgirem, outras que precisam no dia depois dos efeitos secundários. Felizmente, no Usui Reiki Ryoho, advogamos sempre que a pessoa faz parte do seu próprio processo terapêutico e que deve ser visto caso a caso, não encarando um tratamento como sendo igual a outro já realizado.

Ter a noção disto implica que a nossa prática é incrivelmente exigente e não é um “deixar fluir” que tudo correrá bem. É necessário uma escuta ativa, um coração compassivo que vem acompanhado de sabedoria, um conhecimento adequado do corpo energético e uma prática que já passou por sucessos e insucessos, pois todos fazem parte da grande experiência da vida.

A aplicação de Reiki em pessoa com doença oncológica é dos mais exigentes protocolos que se pode ter, não por uma questão de tempo, mas por uma questão de atenção. Muitas vezes a pessoa pode questionar-se porque a sessão quase que só tem duas posições, no entanto, o que o terapeuta faz é um trabalho exaustivo que requer bastante atenção à energia.

Como aplicar Reiki pela primeira vez a pessoa com doença oncológica

  • Começa por ter uma conversa empática e bondosa com a pessoa, compreendendo como se sente, como foi o seu percurso, o que a levou àquela condição, tudo dentro da medida do que a pessoa possa querer falar. Por vezes a primeira sessão será totalmente ocupada com esta conversa;
  • Depois, tenta compreender como está a sua condição energética, como em si flui a energia e o que realmente se passa consigo energeticamente;
  • Não te preocupes se o primeiro tratamento for um pouco estranho pois poderás estar a desbloquear os canais e só no tratamento seguinte é que se poderá ter uma posição mais concertada e ativa do fluxo energético;
  • De seguida, presta atenção ao byosen emitido. Por favor, não fiques com as mãos num local onde o byosen possa ser agressivo para ti. O teu propósito é o do fluxo da energia e a harmonização do local;
  • Visualiza a zona afetada como se estivesse contida, como se todas as células estivessem contidas, para que os tratamentos médicos tenham grande sucesso;
  • Auxilia a pessoa emocionalmente e promove a sua paz interior, lembra-te da nossa missão, segundo o que indicava o Mestre Usui:

A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa própria.

A partir de cada sessão, estipula a seguinte com a pessoa. Lembra-te de ser flexível pois cada pessoa poderá ter efeitos diferentes até nas diferentes sessões de quimio ou radioterapia. Por vezes terão que ser mudados os dias.

Mais ainda, aconselha a pessoa a que o seu cuidador mais próximo possa também receber uma sessão ou consulta de Reiki, para que se possa manter o máximo possível em harmonia.

Existe ainda outra grande questão – quem pode ser um voluntário que trata uma pessoa com doença oncológica? Ao longo destes anos tenho visto os mais variados casos, desde praticantes de nível 1 que acabaram de receber a sua sintonização e desejam muito auxiliar o familiar, a praticantes de nível 2, terapeutas de Reiki, mestres de Reiki.

A partir do nível 2, com prática, poderás ter essa abordagem terapêutica, terá que depender de ti, da tua confiança, do teu saber e do que achas que possas estar a fazer pelo bem maior da pessoa. Não há problema algum em recomendar outra pessoa, também não há problema algum em aceitar o desafio, desde que tudo seja feito com consciência. Lembra-te das palavras do Mestre Usui:

Confia no Universo que o Universo confia em ti.

Lembra-te de também cuidares de ti mesmo isso é um dever. Observa as técnicas de limpeza, observa o teu próprio byosen, aplica os cinco princípios e tem o entendimento das lições que este trabalho traz.

Reiki para as costas em autotratamento

Geralmente fazemos o autotratamento na parte da frente do corpo mas e Reiki para as costas como o fazer no nosso autocuidado?

A aplicação de Reiki para as costas através da frente do corpo

Muitas vezes as nossas costas sofrem o peso e tensão do dia-a-dia. A sobrecarga emocional pode trazer-nos dores e mesmo redução de mobilidade, além de dores de cabeça. Mas como poderemos aplicar o autotratamento Reiki para as costas, indo pela parte da frente do corpo?

Vamos imaginar que tens dores no ombro esquerdo:

  • Começa o autotratamento com o banho seco e enraizamento;
  • Coloca a intenção de a energia te auxiliar a aliviar a dor do ombro esquerdo;
  • Trata as posições da cabeça;
  • Trata o Chakra Laríngeo, imagina que além de tratar o chakra, que flui também para a zona correspondente nas costas;
  • Com a mão direita trata o teu ombro esquerdo e coloca a mão esquerda numa parte do corpo que te seja confortável;
  • Depois, com as duas mãos, trata o Chakra cardíaco e imagina a energia a irradiar para a frente e também para as costas;
  • E assim sucessivamente até chegares aos pés. Caso te seja desconfortável fazer todas as posições, apenas deves fazer as que te sejam possíveis;
  • No final agradece.

A aplicação de Reiki nas costas pode ser feita, no nível 1 de Reiki, através da intenção. Com o nível 2 e 3, já poderá ser feita com a técnica de envio de Reiki à distância.

Como fazer um tratamento de Reiki a familiares com o nível 1

Se tens o nível 1 e estás a pensar fazer um tratamento de Reiki a familiares teus, então este artigo pode ajudar-te em todo o processo, desde prepares o espaço, preparares-te para a aplicação, até ao final de todo o processo.

Como fazeres um tratamento de Reiki a familiares teus

Vamos então pensar nas várias partes do tratamento de Reiki a familiares:

  1. Preparação do espaço
  2. A tua preparação
  3. Explicação
  4. Aplicação
  5. Limpeza após tratamento
  6. Encerramento

Preparação do espaço

Areja bem o espaço onde vais aplicar Reiki, se quiseres acender um incenso garante que não ficou lá o seu fumo e que o cheio é neutro. Verifica o local onde vais aplicar e se tens que colocar almofadas no chão para teu conforto, mantém uma mantinha perto para o caso de ser necessário tapar a pessoa para o seu conforto.

A tua preparação

Vai à casa de banho ou um local onde possas e faz o banho seco, mantendo a atenção ao enraizamento ao longo do tratamento.

Explicação

Explica ao teu familiar o que é Reiki, mantendo uma explicação simples e coerente. Indica-lhe onde irás colocar as mãos no tratamento, mesmo que não as tenhas em contacto com o corpo.

Aplicação

Ao falar com o teu familiar, pergunta para que quer este tratamento, essa será a sua intenção.

Faz o tratamento de Reiki ao teu familiar assim como aprendeste nas tuas aulas. Se quiseres aplica as mãos nos ombros, cabeça, e ao longo dos chakras, joelhos e pés.

Podes aplicar só na frente, só nas costas ou frente e costas, vê como é mais confortável para o teu familiar. Poderá ser deitado ou sentado.

Se sentires algum byosen mais estranho como piquinhos ou picadas, tens que limpar a zona antes de tratares.

Quando terminares, verifica como o teu familiar se sente, dá-lhe água para beber e alguma recomendação que aches necessária. Geralmente uma só sessão de Reiki não é suficiente.

Limpeza após tratamento

Volta a fazer o banho seco e se necessário a chuva de Reiki. Não te apegues ao que sentiste e mantém uma atitude positiva.

Encerramento

Limpa o espaço onde estiveste, se quiseres com incenso e areja, com a janela um pouco aberta.

Aplicar um tratamento de Reiki a familiares pode ser feito com o nível 1 de Reiki. Presta atenção ao byosen, mantém o teu enraizamento e foca-te nos cinco princípios. Não te apegues ao que sentes nem ao que tens de ligação com o teu familiar, mantém uma atitude neutra, estás a ajudar a pessoa no seu percurso terapêutico.

Como tratar os rins com Reiki

No nosso autotratamento nem sempre é fácil tratar os rins ou outras partes das nossas costas, no entanto, estes chakras secundários são incrivelmente importantes e a sua profilaxia pode evitar bastantes complicações

Tratar os rins através da prática de Reiki

Os chakras secundários que estão localizados na região dos rins, representam a nossa vitalidade geral e poderão também estar associados ao impulso, à capacidade de seguir em frente, de ter força e resolução para as situações.

Quando os rins começam a perder energia, pelas mais diversas razões, podemos ficar mais “presos”, restringidos, com menos força para o que devemos fazer e, poderá também surgir, o medo!

Principalmente quando a energia dos rins começa a ficar fria, ou seja, quando há mesmo uma ausência de energia ou um evento traumático ali localizado, a falta de força poderá originar medo e esse é o medo que nos paralisa de fazer as coisas. Assim, tratar os rins é algo de muito essencial para o nosso equilíbrio.

Como tratar os rins através da autoaplicação

Aplicar Reiki nos rins poderá não ser muito fácil para algumas pessoas, por isso mesmo, vou indicar um tipo de autotratamento que poderá facilitar as questões de mobilidade e tu adaptarás consoante aquilo que consigas fazer:

  1. Faz o banho seco;
  2. Liga-te à energia e recita os cinco princípios;
  3. Coloca uma intenção para a tua prática;
  4. Inicia o autotratamento no chakra raiz e ao longo das posições, vai sempre prestando atenção ao byosen;
  5. Depois, passa para o chakra esplénico, abaixo do umbigo;
  6. A seguir, move as tuas mãos, uma de cada vez, para a zona dos rins, mas na frente do corpo;
  7. De seguida, se conseguires, move uma mão de cada vez para a zona dos rins, nas costas;
  8. Lembra-te sempre de limpar a energia se sentires picadas ou formigueiro (desde que essa não seja a tua forma habitual de sentir a energia);
  9. Depois, passa para a frente e trata o plexo solar;
  10. E finalmente, o chakra cardíaco. Experimenta aí recitar os cinco princípios;
  11. Quando quiseres terminar, agradece.

Tratar os rins é muito importante para que possas manter o teu equilíbrio de uma vida sem medos. Claro que estamos apenas a falar de conceitos de energia e não de aspectos físicos. Se vires que o byosen que sentes nos rins se mantém, durante muitos dias, tem atenção e vai a um médico.

Podes ler mais sobre tratamentos específicos e como desenvolveres a tua prática terapêutica no livro Reiki Guia do Método de Cura.

Terapeuta de Reiki grávida – que cuidados ter

Se és uma terapeuta de Reiki grávida, em primeiro lugar, parabéns duplamente porque além de partilhares esta incrível energia de vida, estás também a gerar vida. Sendo uma terapeuta de Reiki grávida, há realmente alguns cuidados que precisas ter, em relação à energia.

Os cuidados a ter de uma terapeuta de Reiki grávida

Reiki é energia vital e trabalhar com ela é sempre benéfico, portanto, não é a energia Reiki que irá trazer algum tipo de dificuldade ou problema a uma terapeuta de Reiki grávida, muito antes pelo contrário. Ao aplicares Reiki, há sempre energia que flui para ti mesma e sem dúvida que o autotratamento te irá ajudar bastante com as dores e efeitos secundários que sintas, ao longo de todo o maravilhoso período de gestação.

A grande questão mesmo está na reação à energia da outra pessoa, aquilo que no Usui Reiki Ryoho chamamos de byosen, termo japonês que significa a “irradiação da doença”.

Se o byosen, a comunicação energética da outra pessoa for muito “insistente” contigo e se sentires que te afecta física, energética e emocionalmente, então tens que tomar algumas precauções, como por exemplo:

  1. Aplicar o enraizamento e garantir que a energia escoa, assim como manter a mente focada;
  2. Limpar sempre a aura da pessoa com o segundo ou quarto símbolo, antes de começar a aplicação;
  3. Interpretar o contacto da energia da outra pessoa como sendo uma informação, uma indicação para uma necessidade e indicares “ok, já irei tratar”, esta é uma forma de “cortares” essa ligação e evitar a insistência;
  4. Observares qual o teu chakra que é mais sensível e fica sempre afectado em alguma comunicação energética, terás que o tratar, por exemplo, limpando o seu interior e aplicando Reiki, no entanto, não te esqueças de ver que tipo de consciência ele representa e o que terás a ultrapassar;
  5. Verifica que está sempre Reiki a fluir em ti e concentra-te mais nessa passagem que propriamente a sentires a outra pessoa, intensamente, (no tratamento);
  6. Caso verifiques que existe energia mais intensa na pessoa, afasta as mãos até um limite confortável para não estares tão sujeita a essa intensidade;
  7. Aplica o autotratamento regularmente e verifica sempre como estás;
  8. Podes também usar o primeiro símbolo em cada um dos lados da tua aura, para intensificares a tua energia;
  9. Há também quem goste de se visualizar dentro de uma “bolha” de energia para se proteger.

Um bebé é uma energia maravilhosa que depende mais dos seus pais do que outras energias exteriores, por isso tem uma espécie de “proteção” natural, que faz parte do seu crescimento. No entanto, se a mãe estiver afectada durante muito tempo, claro que algo poderá afectar o bebé, mas só se essas forem as suas condições de crescimento. Por isso mesmo, à partida, não há que ter receios, mas sim ter todas as precauções que uma grávida tem no seu dia-a-dia. O cuidado energético não difere dos cuidados físicos.

Em O Grande Livro dos Charkas e da Anatomia Energética poderás encontrar, mais detalhadamente, pormenores sobre esta interação energética e como a trabalhar.

Uma gravidez muito feliz e com muito muito Reiki!!!

Quando não aplicar Reiki a outra pessoa, estando doente

Em algumas circunstâncias temos que ter a atenção de não aplicar Reiki a outra pessoa, pois poderá ser complicado para nós e também para o outro. Ter isto em mente, pode ajudar-nos a compreender melhor a necessidade do autocuidado, ou seja da aplicação do autotratamento e do sentido dos cinco princípios.

Quando não aplicar Reiki a outra pessoa

Por doença, na prática de Reiki, entendemos o desequilíbrio e desarmonia na pessoa, que podem ir de uma constipação à indisposição emocional, de um temor a um comportamento obsessivo. A prática de Reiki, compreende apenas a energia e como tal, olha para a pessoa como um todo.

Há alturas em que estamos com uma constipação, alergia ou até um pouco “ovelha choné“, aplicamos Reiki a outra pessoa e tudo corre maravilhosamente bem. A pessoa sente-se excelente e até parece que o problema que tínhamos desapareceu. Nessas alturas, afinal não estávamos tão mal quanto pensávamos, apenas estávamos um em desequilíbrio e por isso mesmo, tudo correu bem porque não estávamos focados na doença e trabalhamos bem com a energia.

Mas há alturas em devemos não aplicar Reiki a outras pessoas, tendo uma consciência muito presente e atenta para essas condições. Devemos sempre observar esta possibilidade através dos cinco princípios:

  1. Será que tenho a mente serena e consigo estar no momento presente?
  2. Será que me sinto confiante e com as condições necessárias para fazer um bom trabalho?
  3. Será que estou de coração predisposto a fazer o que tenho a fazer, independentemente da condição da pessoa?
  4. Será que me vou empenhar em honestidade e será que em honestidade sinto a energia universal?
  5. Será que consigo estar num equilíbrio correto entre a bondade para comigo e a bondade para com a outra pessoa?

Algo a ter muito em conta, para verificares quando não aplicar Reiki a alguém, é se a pessoa está num estado debilitado, física, mental, emocional, espiritualmente. A sua debilidade é uma fragilidade, é como se fosse uma flor singular e frágil, num grande campo, tu, enquanto terapeuta de Reiki ou voluntário, poderás ser um cuidador dedicado que ajudará essa flor a crescer, ou então, um elefante que pode levar tudo à frente.

Saber levar um caminho equilibrado na prática de Reiki irá ajudar-te muito e também aos outros, por isso mesmo, sente a energia, reflete com os cinco princípios e observa com uma mente sábia e compassiva.

Quando deves receber Reiki presencialmente e não à distância

Podemos receber Reiki de várias formas, presencialmente ou à distância e existem condições que requerem o tratamento presencial e não à distância. Vamos observar como estas formas de receber Reiki podem ser distinguidas, para melhor auxiliar a pessoa.

Receber Reiki presencialmente ou não

Ao receber Reiki presencialmente, o praticante está perante a pessoa, avalia os seus movimentos, os seus gestos, que muitas vezes são indicadores dos locais onde tem algum tipo de bloqueio. Não lemos as expressões como um psicólogo, mas observamos os gestos no sentido de compreender a energia e o seu fluxo, ou ausência dele.

Presencialmente podemos comunicar com a pessoa e com o que ela indica ser melhor para a sua questão, poderá até referir a forma como fica deitada na marquesa, ou se durante o tratamento está a sentir algum tipo de desconforto ou reacção que esteja a interferir com ela.

Podemos no final ainda conversar e compreender se os objectivos estão estabelecidos. O dialogar com a pessoa é muito importante, pois ela poderá ir com a intenção de receber Reiki para uma situação, mas podemos compreender que poderá ser antes outra a razão e essa hipótse terá que ser dialogada.

Receber Reiki à distância, poderá ser útil para outras situações, pois estamos apenas a tratar energia com energia, sem o envolvimento presente da pessoa, o que poderá ajudar em algumas questões de bloqueio. Por vezes, o envio de Reiki à distância pode até ajudar o desbloqueio do trabalho que vai ser feito presencialmente, ou ser realizado após a prática presencial, para auxiliar a trabalhar algumas questões que ficaram em suspenso.

Estas duas técnicas complementam-se e são importantes, no entanto, só a prática de Reiki presencial é que pode ser considerada uma consulta, não existem, não são de todo aconselhadas consultas à distância.

Mas em que situação é que a pessoa apenas deve receber Reiki presencialmente?

Principalmente nas situações que requeiram uma tomada de consciência. Por exemplo, se a pessoa tem andado com questões de falta de autoconfiança, precisa de ter um acompanhamento presencial, é necessária uma mudança de consciência, uma mudança de padrão.

Assim, podes facilmente compreender como a maior parte das situações requerem um tratamento presencial. O envio de Reiki pode ser bastante útil, mas não substitui uma consulta e um trabalho consciente e responsável da pessoa, para o seu próprio processo terapêutico.

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