O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

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Reiki cura ou equilibra e harmoniza?

Será que a aplicação de Reiki cura ou equilibra e harmoniza? O conceito de cura significa que há um restabelecimento da saúde da pessoa, ou seja, que o que afectava a sua saúde se encontra sanado. Mas como compreender este conceito perante a prática de Reiki?

O efeito de cura ou como Reiki equilibra e harmoniza

Reiki significa Energia Universal e é também o termo comum usado para o método Usui Reiki Ryoho. Ao aplicar essa Energia Universal, através de o método, numa pessoa, ela poderá sentir-se melhor, ou em algumas situações, ela mesma poderá indicar que se sente curada.

Mas como funciona a prática de Reiki em tratamento a uma pessoa? Quais os seus conceitos?

Vamos supor que uma pessoa procura uma consulta de Reiki pois tem dores recorrentes na perna. O terapeuta tentará compreender que condições, fatores, levaram a essa situação, poderá realizar uma avaliação energética através do byosen do corpo da pessoa e realizará o tratamento. O byosen é uma palavra japonesa que significa a irradiação da doença, ou seja, do desequilíbrio e desarmonia.

Na prática de Reiki, apenas trabalhamos a energia e não um corpo físico, ou uma questão mental, mas sim, as energias que levam à perturbação da homeostasia da pessoa. Neste caso da perna, o terapeuta irá trabalhar toda a energia da pessoa, para que possa auxiliar o corpo a autocurar-se. Isto significa que o terapeuta ou a energia não têm a ver com a cura, mas são a forma através do qual o corpo encontra o equilíbrio necessário para promover a sua própria autocura.

Numa situação em que a pessoa tem andado com sentimentos de tristeza, ou cabeça cansada, Reiki não cura a pessoa dessa tristeza ou do cansaço, mas promove a harmonia energética ao mudar, remover, aliviar, a concentração, estagnação ou inflamação desses tipo de energias.

Compreendendo isto, podemos entender que não é o terapeuta que cura, nem é a energia que cura, é sim a própria pessoa que, através do trabalho de equilíbrio e harmonia com Reiki, alcança o momento apropriado para mudar de condição.

Pensando sempre em termos de energia, não existem confusões sobre a atuação de Reiki, nem qualquer tipo de pensamento que possa ser uma concorrência a áreas como a psicologia ou qualquer outro campo médico ou terapêutico.

O nosso campo de trabalho é apenas o energético e o terapeuta de Reiki é um técnico que deve ser especializado nessa aplicação, compreendendo corretamente os limites da terapia e as condições do seu trabalho.

Porque é obrigatório manter o acompanhamento médico

Cada prática terapêutica tem uma perspetiva que é muito própria dos seus conceitos e, por vezes, não tem uma capacidade de diagnóstico ou de validação dos resultados como tem a medicina. Convencionalmente, todas as situações de desequilíbrio e desarmonia, passam pela nossa medicina e assim deve ser. O acompanhamento por parte de médicos competentes e especializados é um factor muito importante para a saúde da pessoa. Como tal, ainda que pratiques Reiki ou consultes terapias complementares ou mesmo medicinas alternativas, mantém o teu acompanhamento médico. Somente através dos exames médicos é que a pessoa poderá constatar a cura ou não, da sua condição.

Nem sempre são pessoas felizes os praticantes de Reiki

O que pode fazer de nós pessoas felizes sem nos estarmos a iludir? Será que Reiki pode fazer de nós pessoas felizes ou é apenas um apregoar publicitário?

Um caminho para sermos pessoas felizes e porque nem sempre os praticantes de Reiki o são

O que nos traz infelicidade?

  • A pressão diária dos afazeres quotidianos;
  • O não termos tempo para nós mesmos;
  • A incapacidade de exprimirmos o que sentimos;
  • Estarmos em sofrimento inconsciente;
  • A mente incontrolável com pensamentos excessivos;
  • O sentirmo-nos incompreendidos;
  • As obrigações sociais;
  • A cultura e crenças que nos são incutidas, mas que não correspondem ao que sentimos ser melhor;
  • A incapacidade de relacionar harmoniosamente com os outros;
  • A falta de crença na humanidade;
  • Entre muitas outras coisas…

Quando iniciamos a nossa aprendizagem de Reiki, podemos ir ao engano de pensarmos que vai fazer de nós pessoas felizes. Isso pode mesmo ser um grande engano.

Ao iniciares a tua prática de Reiki, irás aprender que o Mestre Usui indicava que é “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“. Isto quer dizer que, ao praticares os cinco princípios, estarás a desenvolver consciência e a mudar a atitude perante ti mesmo e perante os outros.

Só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso.

Então, não há uma promessa de felicidade, mas sim uma indicação clara que terás que trabalhar, diligentemente, para construires o caminho interior que te leva pela felicidade.

Quando encaramos o Usui Reiki Ryoho desta forma, compreendemos que sim, os praticantes de Reiki podem ser pessoas felizes, mas apenas se realmente praticarem aquilo que é a base estrutural do Reiki – a filosofia de vida.

Encarares a vida com uma filosofia assente em cinco princípios poderá parecer simplista, mas na verdade é um trabalho árduo que irá exigir de ti a criação da harmonia, o desenvolvimento da confiança, o entendimento pelas lições de vida, a diligência e a bondade genuína, à qual podemos chamar compaixão e amor incondicional.

Assim, não penses que os praticantes de Reiki são pessoas felizes ou que milagrosamente o iremos ser, os praticantes de Reiki são pessoas que continuam numa vida comum, com os problemas que todos têm e a lidar com as mesmas dificuldades que todas as pessoas lidam, todos os dias. No entanto, eles têm os cinco princípios e, passo a passo, vão construindo o seu caminho na Arte Secreta de Convidar a Felicidade… Possivelmente é esse trabalho, o viver esse caminho, que os faz verdadeiramente pessoas felizes. A mim faz, apesar de todas as dificuldades.

vida feliz mikao usui

Actos de bondade conscientes

A bondade é um dos cinco princípios de Reiki, como tal, realizar actos de bondade é algo de comum para um praticante de Reiki, mas qual a necessidade de o fazer conscientemente.

Praticar Actos de Bondade Conscientemente

Inconscientemente, temos impregnado na nossa cultura o “fazer o bem, não olhando a quem”, “fazer sem dizer”, entre muitas outras condições que resultam num acto de bondade desconhecido, caindo muitas vezes no erro de se pensar que falar sobre fazer bem faz perder todo o valor. Mais ainda, muitas pessoas que fazem o bem começam a sentir-se desvalorizadas pois quem as desvalorizou não sabia o que fizeram de valor. Umas vezes aguenta-se, mas com o tempo, começa a surgir uma revolta em surdina, um desacreditar na humanidade, uma frustração que chega a atingir a autoestima. É como ver todos os outros a serem valorizados, menos nós próprios.

Não é errado praticar actos de bondade sem que ninguém os conheça e também pode ser prejudicial apregoar actos de bondade para que todos vejam que se é bondoso. Então como saber trilhar um caminho do meio, em harmonia, praticando actos de bondade conscientemente?

A prática consciente de actos de bondade

Quando te tornas consciente, isso quer dizer que a tua vida começa a ficar cada vez mais clara para ti. Começas a compreender a importância do teu equilíbrio, mas também a importância da harmonia que deve existir com os outros.

Muitas vezes queremos mudar as condições negativas da nossa vida, mas nem sabemos como e a resposta está nos actos de bondade conscientes. Esta prática não é uma realização egoísta, oportunista ou hipócrita, mas sim uma tomada de consciência que devemos estar despertos para a realização daquilo que é bom, construtivo e de valor para a sociedade, comunidade e humanidade, incluindo-nos a nós mesmos nesse processo.

Os actos de bondade consciente são uma forma de te valorizares interiormente e resgatares a tua autoestima, não por te sentires mais do que os outros, mas sim por compreenderes que podes ter um papel importante na vida pelas mais pequenas acções.

São exemplos de actos de bondade consciente:

  • Não deitar lixo para o chão;
  • Conduzir de forma segura;
  • Auxiliar alguém que esteja em dificuldades físicas;
  • Ser atento para as condições de alguém numa fila de supermercado e deixar passar à frente;
  • Ser atencioso e cordial com todos;
  • Ter uma palavra de bondade;
  • Cultivar bons pensamentos;
  • Entre muitos muitos outros…

Os actos de bondade consciente são muitas vezes pequeníssimas coisas no nosso dia-a-dia, mas que ajudam a construir uma comunidade mais harmoniosa e uma crença no ser humano.

O nosso papel é despertar, é ser consciente de tudo o que fazemos… mesmo os actos de bondade.

 

A importância de cuidar dos cuidadores com Reiki

O nosso trabalho terapêutico está focado na pessoa que nos procura, mas cuidar dos cuidadores é também algo de incrivelmente importante e tantas vezes esquecido.

Cuidar dos cuidadores ajuda também no tratamento à pessoa com doença

Muitas vezes o nosso trabalho voluntário centra-se, foca-se, naquele que nos procura para o restabelecimento do seu equilíbrio ou para auxiliar os tratamentos convencionais que está a fazer pela sua saúde. Mas em pessoas com doença crónica, ou outro tipo de doenças que são muito exigentes no cuidado, atenção e que trazem grande sofrimento, o cuidador sofre também muito.

Esta é uma infeliz realidade em que podemos considerar que em cada pessoa com uma doença com este tipo de condição, irão surgir mais um ou dois familiares ou pessoas próximas com sinais de exaustão, sentimentos depressivos ou mesmo somatização de algum desequilíbrio físico pelas condições desgastantes pelas quais está a atravessar, num caminho de acompanhamento. Esta é a realidade do cuidador, tão poucas vezes observada e menos ainda tratada.

Os cuidadores são pessoas com um papel importantíssimo na recuperação da pessoa com doença, eles são a charneira de apoio, muitas vezes os confidentes das dores de alma, diariamente.

Cuidar dos cuidadores é algo de muito importante pois a sua harmonia e equilíbrio irão fazer toda a diferença para aquele que é cuidado por eles.

Elsa, Cristina e Ana

A Elsa e a Ana, orientadas pela Cristina Belém, tiveram esse papel no voluntariado do terceiro nível de Reiki, o apoio no cuidar dos cuidadores, ao mesmo tempo que a pessoa que é o centro e razão dos cuidados, está a ser tratada.

Esta é uma experiência e uma lição de amor incondicional que devia ser replicada em vários tipos de abordagem terapêutica – o acompanhamento, o cuidar dos cuidadores, o tratamento da família, porque todos em equilíbrio com certeza que podem auxiliar muito mais quem está a passar por um momento difícil.

A prática de Reiki ensina-nos mesmo isso, pois a missão do Usui Reiki Ryoho é “Guiar para uma Vida Pacífica e Feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

Autotratamento Reiki para a fibromialgia

Os sintomas da fibromialgia podem ser muitos e diversificados, mas todos eles bastante incapacitantes e redutores da qualidade de vida da pessoa. Para quem é praticante de Reiki, pode beneficiar da aplicação terapêutica, mas também dos conselhos da Filosofia de Vida que temos.

Observar e tratar com Reiki a fibromialgia em praticantes de Reiki

Ao fazeres o teu autotratamento, começa primeiro por realizar um “varrimento” com as mãos, ao longo do corpo, para tentares compreender o byosen. Se tiveres o nível 2 ou 3, aplica esse varrimento uma vez por cada símbolo. Desenha cada símbolo na mão e faz o varrimento, para compreenderes se há algum tipo de byosen específico para cada vibração.

Depois, vamos à prática.

  • Inicia com as técnicas de limpeza;
  • Coloca a tua intenção para o tratamento, observando o que sentiste;
  • Recita os cinco princípios;
  • Aplica as várias posições e trata também as zonas que possas ter de dor, além das posições habituais;
  • Trata as várias partes dos braços;
  • Trata também as várias partes dos pés;
  • Quando terminares, volta a fazer o banho seco;
  • Agradece.

Tenta perceber o que acontece contigo quando surge algum sintoma da fibromialgia – se são pensamentos, se são emoções, por vezes é como um ruído de fundo que nem nos apercebemos. E isso tem que ser tratado. Se tiveres o nível 2 de Reiki, terás que enviar Reiki para cada uma dessas situações, para que possas estar em harmonia com elas.

Experimenta também tratar-te a ti mesmo à distância, pois poderá ser bastante interessante aquilo que vais sentir.

Quando começares a compreender aquilo que despoletou o surgimento da fibromialgia, aplica uma reflexão através dos cinco princípios.

  • O que te tirou a calma e a harmonia? O que precisas para a recuperar?
  • O que te tirou a confiança?
  • Que lições de vida esta doença te trouxe e como te fez mudar para melhor?
  • Como tens trabalhado para tratar esta questão?
  • Tens cuidado de ti de forma bondosa e tens-te permitido viver melhor?

A prática de Reiki é bastante completa e pode auxiliar-te a tratar complementarmente a questão da fibromialgia, tudo demora tempo, mas a perseverança faz parte da Arte Secreta de Convidar a Felicidade.

 

Como limpar zonas afectadas com energia densa

Ao fazermos autotratamento ou tratamento a outros, podem surgir bloqueios e chega-nos a questão de como limpar essas partes do nosso corpo energético? Como desbloquear e fazer regressar o fluxo habitual da energia?

Como limpar a energia densa no nosso corpo energético

Na prática de Reiki apenas temos o conceito de energia, por isso, um bloqueio na região do fígado não é uma questão física que tratamos, mas apenas energética, sendo que a parte física fica para a especialidade médica. Então como limpar o nosso corpo energético que possa estar bloqueado?

Em primeiro lugar, tenta sentir como está essa zona, o que te transmite o byosen e, principalmente o que te apetece fazer com essa energia. Depois, vamos limpar essa área.

Por exemplo, sentes uma pressão na garganta:

  • Sentes o tipo de energia e se quiseres dás uma “forma” a ela, para te ajudar na visualização;
  • Imaginas que com a mão agarras essa energia densa, essa impressão que tens, e mandas fora pelo menos três vezes. Depois tens que limpar o chão energeticamente;
  • Tenta sentir novamente o byosen desse local, está melhor?
  • Coloca as mãos nessa região do corpo e deixa Reiki fluir;
  • Visualiza a energia a fluir por todo o corpo como se fosse um rio e a sair pelo enraizamento, esse conceito é importante para ires sentindo a limpeza da zona afectada;
  • Repete ao longo de alguns dias este tipo de tratamento, para tentar perceber se realmente tudo ficou alinhado ao nível da energia.

Como limpar a energia densa é algo que vai depender da forma como sentes esses bloqueios ou inflamações. Confia em ti e lembra-te, sempre deixar a energia fluir e também manter os cinco princípios vivos.

A importância do Reiki para Animais

Reiki pode ser aplicado a todos os seres vivos e como tal, temos também Reiki para Animais, que é a doação de Reiki a cães, gatos, cavalos e muito, muito mais.

Reiki para Animais e porque é importante

O primeiro caso conhecido de aplicação de Reiki para animais foi o tratamento de um porco, realizado pela Mestre Takata, no Havai. Muito possivelmente outros foram feitos antes e cá em Portugal, temos desenvolvido inúmeros projectos de norte a sul, em clínicas veterinárias, abrigos ou até mesmo solidariamente em casa ou na rua.

Mas será uma euforia esta prática de Reiki para Animais ou será algo de verdadeiramente importante?

Sem dúvida que é a segunda opção. Reiki é incrível e se há alguém com quem precisamos de aprender muitas lições de vida é com os animais. Eles trazem-nos lições de valor a serem aplicadas nas nossas relações humanas. No fundo, a prática de Reiki para Animais é um estímulo à comunhão com a natureza, a compreendermos que não existe superioridade, mas sim igualdade, que todos em conjunto conseguimos fazer mais, mas que sós, pouco fazemos além de termos uma vontade autodestrutiva.

Aplicar Reiki em Animais ajuda-nos também a ser mais capazes de improvisar, de deixar fluir a energia e não nos fixarmos em posturas rígidas. Os animais irão colocar o seu corpo de forma a serem tratados e o nosso papel é um pouco mais “passivo”, nós adaptamo-nos. Adaptação é uma característica do Bambu, algo que nos traz também grandes lições.

Por isso mesmo, se quiseres ter mais conexão com a natureza, aprender lições de simplicidade e grande valor humano, escuta o que os animais te dizem e porque não aplicares Reiki em Animais? Verás que vale a pena.

Um testemunho de Reiki para Animais

Há alguns anos atrás, um abrigo de animais pediu se podia ajudar com Reiki alguns animais em sofrimento. A Bambi, foi a primeira cadelinha que fiz Reiki e foi um caso de sucesso!
A Bambi tem problemas neurológicos, falta de equilíbrio, défice de coordenação motora e visão afetada. Geralmente não parava sossegada com muitos tiques nervosos mas durante o tratamento ficou muito quietinha, praticamente não se levanta num local alto, mas no final do tratamento, de cima de uma marquesa metálica, levantou-se nas 4 patas. – Sílvia Oliveira, CENIF Guimarães

N0 CENIF Amadora temos um projecto próprio de ensino e voluntariado em Reiki para animais, podes contactar-nos pelo email amadora@cenif.com

 

O que fazer quando se sente energia entrar

A prática de Reiki implica a energia entrar pelo chakra da coroa, pelo que um praticante de Reiki está habituado à entrada de energia no seu corpo ou aura, no entanto quando se tratar de outro tipo de energia externa, a sensação já não é agradável.

O que fazer quando se sente energia entrar

Ao sentires algum tipo de energia exterior entrar, que te seja desagradável, podes logo de momento fazer o seguinte:

  1. Enraizar;
  2. Usar a respiração e a técnica Joshin Kokyu Ho.

Ao enraizares, vais estar a proporcionar o teu centramento, ligação com a energia da Terra e ainda uma forma de “descarregares” a energia mais densa. Depois, concentra-te na respiração que costumas fazer ao aplicar o Joshin Kokyu Ho ou técnica da respiração. Ao inspirar, trazes Reiki até ao tanden, ao expirar, essa energia espalha-se por todo o corpo e visualiza-a a expulsar a energia externa a sair por onde entrou.

Quando sentires que conseguiste retirar toda essa energia, tens que prestar atenção ao local por onde entrou. Pode ser uma parte danificada da aura e isso poderá trazer-te problemas ao longo do tempo.

Observa esse teu “buraco” e tenta compreender porque razão surgiu. Se tem a ver com pensamentos, com emoções, com algum desgaste físico, ou com algo que sempre te acompanhou, ou seja, uma debilidade que sempre esteve contigo.

É importante tratares dessa parte do corpo e a equilibrares, para que não se repitam situações de entrada de energia externa, que possa ser desagradável.

Como enviar Reiki para a Paz Mundial

Estando num mundo cada vez mais agitado é necessário que todos os praticantes possam enviar Reiki para a Paz Mundial. Pode parecer utópico, fútil ou sem sentido, mas é incrivelmente importante e sem dúvida que fará a diferença.

Enviar Reiki para a Paz Mundial

Os pensamentos são energia, como tal, pensamentos de violência, egoísmo, oportunismo, criam má energia, assim como as acções decorrentes desses pensamentos geram energia adversa. Todos sentimos esse tipo de energia diariamente e, por isso mesmo, devemos começar a contrapor esse tipo de violência que é também exercida sobre nós, gerando pensamentos e atitudes para uma Paz Mundial.

O envio de Reiki para a Paz Mundial pode e deve ser realizado por qualquer praticante de Reiki, pois o Mestre Usui coloca como primeiro princípio a calma, ou seja, a harmonia que deve existir entre todos e em todas as coisas na vida.

O envio de Reiki para a Paz Mundial para quem tem o segundo e terceiro nível

Se tens o segundo ou terceiro nível de Reiki, podes fazer o envio de Reiki seguindo o protocolo habitual, como te foi ensinado e usar uma fotografia do planeta ou visualizar apenas como sentires melhor:

  1. Faz o banho seco;
  2. Recita os cinco princípios e deixa a energia fluir;
  3. Inicia a técnica de envio de Reiki à distância;
  4. Coloca a intenção para a Paz Mundial, para a harmonia entre todos os seres vivos;
  5. Se tiveres o terceiro nível, visualiza um grande Daikomyo a trazer iluminação e entendimento a todos;
  6. Visualiza a energia a trazer harmonia a cada pessoa, sente a tranquilidade que há em cada um e como essa tranquilidade se espalha entre todos;
  7. Visualiza a harmonia no teu prédio, na tua região, no teu país, em todo o continente, em todo o mundo;
  8. Como se cada pessoa se tornasse muito brilhante e sorridente, pela sua paz interior;
  9. Quando quiseres terminar, agradece;
  10. Faz o banho seco.

O envio de Reiki para a Paz Mundial para quem tem o primeiro nível

Se tens o primeiro nível de Reiki, ainda não aprendeste a técnica de envio de Reiki à distância, mas podes também auxiliar, se quiseres, podes usar uma fotografia do planeta e depois colocas as mãos em cima dessa fotografia. Experimenta fazer o seguinte:

  1. Inicia com o banho seco;
  2. Recita os cinco princípios e deixa a energia fluir para a tua mente e coração;
  3. Coloca a intenção de a energia fluir para a Paz Mundial;
  4. Podes colocar as mãos em cima da fotografia do planeta ou como entenderes melhor;
  5. Deixa a energia fluir e podes ir visualizando a harmonia entre todas as pessoas, a aceitação e o desapego ao egoísmo e a todas as coisas que trazem dano à humanidade;
  6. Não te apegues ao que fores sentindo, vai apenas deixando a energia fluir;
  7. Quando quiseres terminar, agradece;
  8. Volta a fazer novamente o banho seco.

Algo que é muito importante é não te apegares ao mal que está a ser feito entre humanos, mas sim concentrares a tua atenção ao bem que cada pessoa pode receber. Não queiras castigo e punição, mas sim harmonia e bondade entre todos. Tu também podes ter um papel muito importante para a Paz Mundial.

Como trabalhar um pensamento obsessivo com Reiki

O pensamento obsessivo é algo como uma ideia que está sempre presente na nossa mente e se torna o centro da atenção na maior parte do nosso tempo, chegando a perturbar momentos de concentração noutras tarefas, assim como desviar o nosso estado emocional para o foco resultante desse pensamento obsessivo.

A desconstrução do pensamento obsessivo com a prática de Reiki

Se és praticante de Reiki sabes que o Mestre Usui indicava este método como sendo “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade” e que tal representa o trabalho interior que cada um deve fazer, para alcançar a felicidade que está dentro de si.

Ele também indicava que a nossa prática é para a melhoria da mente e do corpo. Então, como poderemos nós tratar um pensamento obsessivo com a prática de Reiki?

Em primeiro lugar não te podes esquecer que deves pedir ajuda profissional no caso de algum tipo de distúrbio mental.

Compreendemos que o pensamento é gerado pela mente e que ela apenas está a desempenhar o seu papel, no entanto, a consciência, deve gerir a mente e não a mente gerir a consciência. Assim, quando existe um pensamento persistente ou pensamento obsessivo, poderemos fazer o seguinte através da prática de Reiki:

  1. Desenvolver a consciência;
  2. Saber estar no momento presente;
  3. Compreender a existência do pensamento obsessivo através da prática dos cinco princípios;
  4. Substituir o pensamento obsessivo por uma forma de estar e não por outro pensamento que pode também ele tornar-se obsessivo;
  5. Aplicar o autotratamento.

A prática do Joshin Kokyu Ho é muito importante, é o desenvolver não só da consciência, como do momento presente. Essa mesma prática pode levar-te a compreender o estado em que tudo o que tu és – corpo, mente, emoções, essência – deve estar. É sentindo esse estado de harmonia que te pode levar a desapegar do pensamento obsessivo, ou seja, não é substituires um pensamento por outro, mas sim um pensamento por uma forma de estar, que te transporta ao momento presente, à consciência de ti mesmo e a um estado de harmonia.

Para reforçares esta prática, poderás ainda usar o nentatsu, reforçando a tua força de vontade em querer praticar o Joshin Kokyu Ho.

Porque a irritação vem ao de cima com a prática de Reiki

Por vezes vamos sentindo uma pequena irritação sempre presente em nós. É um desconforto que nos vai deixando irrequietos e cada vez mais tensos, até que um dia, por uma pequena gota de água, o vulcão acorda e o que era uma irritação tornou-se um momento descontrolado de raiva.

A irritação poderá surgir também durante o autotratamento Reiki, mas há uma razão para isso acontecer.

A irritação e como a compreender na prática de Reiki

Quando aplicamos Reiki em nós mesmos, não estamos apenas a “tratar” de dores físicas, mas sim tudo aquilo que em nós possa estar em desequilíbrio. Por isso mesmo, o aspecto mental e emocional poderá também ser revelado para que seja tratado.

A prática de Reiki observa tudo do ponto de vista holístico, como tal, se a irritação surge é porque há algo em nós que está em desequilíbrio e tal manifesta-se em tudo o que somos. Por vezes a irritação é uma insatisfação que aconteceu há muito tempo e ainda reside em nós, outras vezes é uma indignação que está constantemente a ser estimulada e lá vamos aguentando, nem que seja a dizer os cinco princípios, ou ainda pode ser uma ligeira ansiedade por algo a acontecer e que nos tira do nosso centro. Então, podemos fazer algumas questões a nós mesmos quando surge a irritação na prática de Reiki:

  • Em que parte do corpo comecei a sentir a irritabilidade?
  • Tinha coisas por fazer enquanto estava a aplicar Reiki?
  • A irritação surgiu com um pensamento e emoção, quais eram?

Para estes casos, precisamos compreender se é uma parte do corpo que está em desconforto e por isso há irritação, se há algo a fazer e estamos divididos entre o que é bom para nós e o que devemos fazer, pode criar irritação. Também pode ser um “descascar da cebola”, ou seja, com o tratamento Reiki vai harmonizando o nosso todo e as situações a resolver, podem ser levantadas. Observa se foi isso e envia Reiki para essas situações, ou melhor ainda, tenta resolvê-la da melhor forma possível.

Encara o momento de irritação como uma autodescoberta e também uma excelente oportunidade de te cuidares ainda mais. Pede ajuda profissional se não compreenderes bem o que tens ou de que forma a podes resolver.

Quando a sátira chega à prática de Reiki, de forma errada – O inimigo público de 23 de Março de 2018

À ridicularização de assuntos, pessoas, instituições, governos, etc… é chamado de sátira, uma forma literária por nós até bastante conhecida com Bocage e que é usada pela equipa do Inimigo Público para, através de notícias falsas chamar a atenção aos temas emergentes. Como qualquer forma literária, tem os seus apoiantes e aqueles que pouco acham interesse ou podem mesmo sentir que há um prejuízo com determinada sátira. É o que acontece com o texto de “inquérito” criado por Patrícia Castanheira e publicado a 23 de Março de 2018, no Inimigo Público, com o título “É contra as vacinas?”.

O que cabe à Associação Portuguesa de Reiki é esclarecer aquela que é a sua área e é sobre esse tema que nos iremos debruçar. Na observação deste esclarecimento, pedimos que tenham em atenção o seguinte:

  1. A Associação Portuguesa de Reiki reconhece que o texto é uma sátira e que o estatuto editorial é legítimo, por parte do Inimigo Público e da autora do texto;
  2. Que o tema da vacinação, sendo sensível, pode induzir em erro a observação sobre um conjunto de pessoas que são os praticantes de Reiki;
  3. A criação desta personagem fictícia pode surgir como um alerta a declarações que possam sair fora do bom senso comum.

Será sobre estes três tópicos que iremos responder ao pedido de esclarecimento sobre esta publicação.

Como abertura de resposta ao inquérito surge um nome fictício de “Concha Meireles”, intitulando-se “Mestre de Reiki”.

“Eu sou contra a Medicina, em geral. Se os meus filhos fazem um arranhão ou uma fractura exposta, eu lambo, para ajudar a cicatrizar.”

  • Infelizmente, surgem muitas declarações como “eu… Mestre de Reiki…”, como se o facto de se identificar como tal validasse o que diz, expõe ou as suas opiniões pessoais sobre determinado assunto. Sobre isto, um praticante de Reiki deve compreender a importância de enquadrar a sua identificação, dentro daquilo que é o foro da prática, usando também do senso comum, não querendo procurar que uma prática que pelo esforço de muitos está a ganhar credibilidade, seja colocada ao ridículo por opiniões e crenças pessoais;
  • Por outro lado, na declaração da personagem fictícia “Concha Meireles”, não há nenhuma observação sobre a prática de Reiki, à excepção de se identificar como “mestre de Reiki”. Sobre a medicina, a prática de Reiki, já desde a indicação do seu fundador, Mikao Usui, é vista como:
    • Uma prática complementar e integrativa;
    • Sem manipulação física;
    • Do âmbito puramente do campo bio-energético;
    • Sem crenças ou ligada a religiões e movimentos espirituais.
  • O que significa que a prática, no âmbito terapêutico respeita e não interfere de forma alguma com a medicina. Pelo próprio código de ética, é explícito que sempre a pessoa deve ter acompanhamento médico.

Esta pequena sátira, muito visível sobre o tema do Reiki, naturalmente, chocou muitos praticantes que sentiram que a sua forma de estar, a sua prática, o que aprendem e aplicam, nada tem a ver com uma declaração ignorante, absurda e em nada ligada à prática de Reiki.

Temos todo o respeito pelo trabalho jornalístico, assim como pela liberdade criativa e literária que existe, no entanto, é importante que haja um conhecimento que a ridicularização dos praticantes de Reiki é um tema que levanta dificuldades a quem trabalha incansavelmente em lares, centros de dia, instituições de apoio à pessoa com deficiência, hospitais e mesmo domiciliariamente, no apoio a quem precisa de equilíbrio e harmonia. Este tipo de sátiras, assim como notícias falaciosas infelizmente têm grande impacto, levando mesmo algumas instituições a duvidar de quem lá está a fazer um trabalho “silencioso”, sem remuneração e pelo bem do próximo. Assim como coloca também aqueles que têm uma atitude profissional como alvo de incompreensão e retração sobre o seu trabalho.

Compreendemos e temos respeito pelo trabalho jornalístico, mas quando a dúvida é colocada como um pequeno veneno, sabemos que se pode levar muito tempo a reparar algo que parece um pequeno dano. Estamos há quase 10 anos a lutar contra pequenos venenos, que tantos erros fizeram. Não existe ofensa com este pequeno artigo, mas existem lições que devemos escutar, assim como perguntas que devemos fazer.

Colocamos de seguida o texto integral e aproveitamos para agradecer aos associados que chamaram a atenção para esta situação.

Inimigo Público de 23 de Março de 2018, “É contra as vacinas?”

É contra as vacinas?

Concha Meireles, Mestre de Reiki

Eu sou contra a Medicina, em geral. Se os meus filhos fazem um arranhão ou uma fractura exposta, eu lambo, para ajudar a cicatrizar.

Alexandra Solnado, BFF de Jesus Cristo

As doenças começam na alma. Por isso é que eu recomendo que se façam, pelo menos, duas limpezas espirituais por ano, com extração de pontos negros, peeling e hidratação profunda. Por cada limpeza espiritual ofereço uma lavagem de chassis.

Elisa Maria, defensora do direito dos animais ao voto

Eu sou é a favor do vírus do sarampo, que também tem direito à vida e a frequentar restaurantes, como qualquer animal de companhia. Ok?

Feliciano Barreiras Duarte, visiting scholar na Universidade da Vida

Tenho-as todas em dia e até tenho um diploma de bom comportamento passado pelo centro de saúde de Berkeley, onde levei um reforço da vacina do tétano. Vou juntar ao CV.

Fonte: Pressreader / Inimigo Público 23 de Março 2018

Estatuto editorial (do Inimigo Público)

Se não aconteceu, podia ter acontecido.

  1. O INIMIGO PÚBLICO é uma publicação satírica de referência, que não cede à tentação do facilitismo da notícia falsa sensacionalista.
  2. N’O INIMIGO PÚBLICO, todas as notícias são OBJECTIVAMENTE falsas, mas EQUILIBRADAS, pois buscam sempre ouvir os testemunhos falsos de ambas as partes, seguindo as regras de ouro do jornalismo.
  3. Assim, na senda de grandes jornais mundiais, como o “New York Times”, O INIMIGO PÚBLICO inventa factos, relatos, acontecimentos e personagens, mas garante ao leitor que os irá apresentar de forma verosímil, por vezes plausível e outras não.
  4. O INIMIGO PÚBLICO não entra em campanhas persecutórias nem urde cabalas, porque tem uma visão equilibrada do mundo e considera que TODOS, sem grandes excepções, são passíveis de ser satirizados nas suas páginas.
  5. Os jornalistas e articulistas d’O INIMIGO PÚBLICO assinam sempre os seus textos. Contudo, nem sempre os nomes com que assinam são os seus nomes verdadeiros. Tal depende da vontade destes. E depende da vontade do director, o que pode ser, no limite, confundido com mera cobardia.
  6. Dentro destes pressupostos, O INIMIGO PÚBLICO não aceita de forma alguma que, quer os seus leitores, quer eventuais figuras públicas que se suponham visadas, se ofendam, se achem difamadas ou vilipendiadas por qualquer artigo ou opinião publicada.
  7. Afinal, se não aconteceu, podia ter acontecido. Este é o nosso compromisso.

Fonte: Inimigo Público

Porque podemos ter sensações nas mãos com Reiki diferentes em nós e nos outros?

Ao aplicares Reiki em ti, poderás ter sensações nas mãos que serão diferentes das que tens quando aplicas Reiki noutras pessoas. Pode ser algo de desconcertante porque podes passar de um extremo das sensações para nenhumas, mas isso poderá ser algo criado pela mente.

As sensações nas mãos com diferentes aplicações

As sensações nas mãos refletem aquilo a que o Mestre Usui chamava de byosen, ou seja, a irradiação da “doença”, ou seja, do desequilíbrio e desarmonia na pessoa. Essas sensações são interpretadas pelo chakra da terceira visão, são indicadas por aquilo a que chamamos intuição.

A maior parte de nós, tem um grande problema que surge na forma de uma questão – o que é que sinto?

Sentir não é fácil, ninguém nos ensina a sentir e então procuramos as formas que já conhecemos, como por exemplo, a temperatura corporal, ou o estado em que sentimos as mãos, como húmidas, secas, limpas, sujas, pesadas, leves… Esta dificuldade em sentir e em querer identificar o estado físico das mãos, leva-nos ao bloqueio. A mente começa a produzir a dúvida desconstrutiva e, a partir daí, surge um turbilhão de pensamentos que leva a um bloqueio.

No meio de isto tudo, a energia continua a fluir e, se estamos a aplicar Reiki a outras pessoas, é muito provável que essa pessoa tenha sensações.

Então, ao aplicar Reiki a nós e aos outros, podemos ter sensações muito diferentes, ou até mesmo não sentir nada num tipo de aplicação, mas noutro sentir. Temos que nos questionar porque… Será falta de confiança? Será falta de “códigos” que nos levem a compreender o que sentimos?

Este tipo de questões só é resolvido quando nos entregamos à prática, ou seja, quando nos rendemos ao momento presente e confiamos. Como o podemos fazer?

  • Para estares mais atento às sensações nas mãos, ao longo da prática de Reiki, leva a tua concentração à respiração;
  • Faz a técnica Joshin Kokyu Ho e imagina que ao inspirares, mais energia se concentra nas mãos;
  • Ao expirares, a energia flui para o interior do corpo;
  • Não te apegues a sensações, apenas a este movimento da energia que se acumula e flui para o interior do corpo, o teu ou o da pessoa que estás a tratar;
  • Depois de alguns dias, semanas, com esta prática, aí sim poderás levar a atenção até às mãos, ao que estás a sentir nelas.

Isto significa que vamos focar-nos no que é importante, o fluxo da energia e só depois, na percepção. Quando essa técnica estiver bem dominada, então poderemos passar à percepção em primeiro lugar e depois ao fluxo da energia.

As sensações nas mãos podem mesmo mudar consoante a aplicação e poderemos deixar de sentir, o que pode vir do nervosismo, falta de confiança, ou mesmo do tipo de byosen que está a ser irradiado, por isso mesmo, vamos aos cinco princípios e não te preocupes, vai praticando como indiquei mais acima e depois, tudo começará a fazer sentido.

Música para Reiki

Que música para Reiki, ou melhor, para acompanhar a nossa prática de Reiki, poderemos escolher? Fará sentido praticar com música e quais os seus benefícios ou desvantagens?

Música para Reiki – porque, para que e se será necessário

Quando estamos a praticar Reiki, nem sempre a mente fica focada, ou nem sempre conseguimos desligar do que estivemos a fazer, por vezes parece que a nossa vida necessita de uma banda sonora e isso é natural porque a musicalidade pode mudar o nosso estado de espírito.

Uma boa melodia ajuda-nos a elevar o espírito, a nossa vibração energética, pode ajudar-nos até a auxiliar a relaxar, ou a relaxar quem esteja a receber uma sessão de Reiki.

Claro que a música não é um requisito obrigatório para a prática terapêutica, mas numa consulta de Reiki poderá ser um bom condutor da atenção da pessoa. Necessitamos ter atenção de verificar se a pessoa gosta da melodia ou não, pois algumas das músicas mais usadas têm o som de pássaros, de chuva, rios de água a correr, o que para uns é relaxante, mas para outros incrivelmente perturbador.

A música para Reiki pode também auxiliar a “abafar” alguns sons exteriores que possam perturbar a sessão, mas devemos sempre lembrar-nos que em primeiro lugar está o próprio bem-estar da pessoa, se ela não gostar da música, então a sessão poderá ser tão desconfortável como realizar uma ressonância magnética ao som da Adele.

São inúmeros os compositores de “new age”, ou música para Reiki como Deuter, Philip Guyler, Deva Premal, entre muitos outros, mas nada melhor como a tua própria pesquisa e sentir. Para verificares se a música é realmente boa, experimenta fazer um autotratamento completo ao longo do tempo do álbum.

Outra parte da música para Reiki são os célebres sininhos aos quais encontramos, por vezes, necessidade de ouvir para aplicar as posições do autotratamento. Cada sininho representa uma mudança de posição e poderá ter um intervalo de 2, 3 ou 5 minutos. A prática ideal será mudar as posições quando deixarmos de sentir a necessidade de fluir energia das mãos, para o local onde as temos.

Como conclusão, a música para Reiki poderá ser uma forma interessante de levar ao relaxamento, à concentração da mente para um momento e ainda para nos conduzir a um determinado estado de vibração. Teremos sempre de ter em atenção se a música é igualmente interessante para outra pessoa que a escute e não nos deixarmos limitar, no autotratamento, pelo tempo.

Como praticar o aqui e agora

Estar no aqui e agora nem sempre é fácil e notamos isso quando nos perdemos nos pensamentos, quando estamos desatentos e nos esquecemos do que fizemos, ou até quando nem nos apercebemos do que estamos a fazer.

A prática do aqui e agora segundo o Usui Reiki Ryoho

Quando o Mestre Usui criou os preceitos que são a fundação do seu método, ele indicou cinco princípios que começam por uma constatação e atitude – Só por hoje (kyo dake wa).

Este só por hoje serve para nos remeter ao momento presente, ao aqui e agora para que toda a nossa concentração esteja no presente, pois onde está a nossa atenção, está a nossa energia. Estes preceitos falam também que a sua correta aplicação leva à “melhoria do corpo e da mente”, ou seja, ao equilíbrio entre corpo, mente e coração. Então, na prática de Reiki, podemos desenvolver o estar no momento presente, no aqui e agora, da seguinte forma:

  • Através da técnica da respiração – Joshin Kokyu Ho, levando a nossa atenção ao processo da respiração, do ar que entra e sai, da energia que circula no corpo;
  • Através da prática consciente dos cinco princípios, ou seja, ao recitar cada princípio, levar a atenção a cada palavra, sentir, refletir, viver;
  • Através do sentir que se está num momento único e experimentar algo como inspirar e ao expirar dizer “Só por hoje”, ou ao expirar dizer “estou no aqui e agora, neste momento presente”;
  • Através da prática do enraizamento, que pode ser aplicado em qualquer circunstância e momento.

O aqui e agora é uma forma de estar, é o levar da concentração até ao momento presente, o sentir do corpo, do saber que não se está nem no passado nem no futuro, mas sim neste momento presente. O aqui e agora não é uma desresponsabilização ou falta de planeamento, ou ainda incapacidade de rever o passado, é sim uma forma centrada de evitar a ansiedade ou mesmo os sentimentos depressivos pela repetição do reviver de memórias.

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