O Tao do Reiki

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Reiki para as resoluções de ano novo – 5 dicas úteis

Quando um ano começa a terminar, iniciamos a lista das resoluções de ano novo que pretendemos. Parece que já sentimos aquela oportunidade de recomeçar ou começar algo novo e é verdade, existe mesmo essa oportunidade.

Porque não agarrarmos as resoluções de ano novo também através da prática de Reiki?

Cinco dicas de Reiki para as resoluções de ano novo

Quero partilhar contigo cinco dicas das nossa prática do Usui Reiki Ryoho para te auxiliar com as resoluções de ano novo. São elas:

  1. Autotratamento;
  2. Meditação;
  3. Atitude Positivo;
  4. Filosofia de Vida;
  5. Voluntariado.

Estas cinco dicas, tenho a certeza, irão empoderar-te, dar mais força, harmonia e equilíbrio para que cumpras outras resoluções de ano novo nos mais variados campos da tua vida.

Reiki, em primeiro lugar, será para a tua tomada de consciência e é isso mesmo que iremos trabalhar em cada uma das dicas que teremos de seguida.

Cuidar de mim mesmo – 21 dias de autotratamento

A prática de Reiki implica que devemos ter um olhar especial para nós mesmos, ou seja, devemos saber cuidar de nós e aplicarmo-nos nessa tarefa (o quarto princípio). Assim, porque não recomeçares um processo de 21 dias de autotratamento?

Coloca corretamente a tua intenção para cada dia de autotratamento. Observa o que queres realmente mudar.

Começar a meditar

A meditação está intimamente ligada à prática de Reiki e o Mestre Usui tinha duas formas de o fazer:

  1. Meditar ancorando na respiração

    Uma forma de cultivares a mente vazia é através do foco na respiração, mantendo a tua atenção em cada movimento que o teu corpo faz quando o ar entra e o ar sai, quando a energia se acumula e espalha pelo corpo. Vivencia a técnica Joshin Kokyu Ho.

  2. Meditar num ensinamento

    Uma prática também comum era a reflexão através dos 125 poemas do Imperador Meiji.

Começar a meditar pode ser uma excelente resolução de ano novo e algo a levares como prática para toda a tua vida. Meditação não é posições esquisitas, é uma atitude de concentração com determinada intenção. Vale a pena entregares-te à prática, pouco a pouco e verás como consegues.

Praticar com entusiasmo

Ter uma atitude positiva é tão importante quanto praticar com entusiasmo, isto quer dizer que um praticante de Reiki precisa ir construindo um outro olhar sobre a vida.

Observar os nossos limites ou as condições que ainda nos trazem desequilíbrio e desarmonia, que por vezes se manifestam em doença, é algo de extraordinário. Trazer consciência sobre as questões é positivo, mas a forma como te apegas a essas questões ou tens um entendimento para as resolver, fará toda a diferença.

Quando praticamos o Usui Reiki Ryoho com entusiasmo obtemos mais resultados, não porque Reiki é melhor que qualquer outra coisa, mas porque nós estamos a fazer algo que nos faz sentido.

O teu entusiasmo é que irá assegurar a continuação, a progressão e a disciplina necessária. Ao teres como resoluções de ano novo realizares a prática com entusiasmo, estarás também a levar essa força e energia renovada a tantos outros objetivos que tens pela vida fora.

vida feliz mikao usui

Viver os princípios

O mais extraordinário na prática de Reiki é a nossa filosofia de vida que, em parte, reflecte-se nos cinco princípios de Reiki.

Tudo começa com Só por hoje e as tuas resoluções de ano novo precisam ter esta atitude, compreender que cada coisa deve ser vivida no seu momento e um dia de cada vez. Sabemos que vamos projetar-nos para o futuro e reviver o passado, mas a nossa atenção no momento presente trará toda a diferença para o que fazemos e a forma como vivemos.

Viver com uma filosofia de vida é ter uma bússola orientadora que nada afecta as tuas crenças, mas que por vezes ainda as reforça e valida. Criar harmonia, confiança, fazer crescer a gratidão, honestidade e viver uma vida de bondade, traz-nos o entendimento do que é uma vida pacífica e feliz.

Praticar voluntariado

Algo que estimulamos muito, principalmente a partir do segundo nível é a prática do voluntariado, ou seja, a doação da terapia Reiki a outros. No CENIF tanto o fazemos através dos sábados voluntários, que são projetos dos alunos de nível 2 e 3, como também através do Hospital Itinerante de Reiki.

A doação na verdade começa também no primeiro nível nas aulas. Quando alguém não se sente bem, todos praticam Reiki para o auxiliar e este é o espírito de construir atitudes positivas e um mundo melhor, não só interior, mas também exterior.

Porque não colocares como resoluções de ano novo o voluntariado? Temos mesmo muito para fazer para muitas áreas, é só mesmo propores-te.

As resoluções de ano novo são sempre um desejo de mudança que temos. Umas vezes conseguimos, outras nem por isso. Talvez nem sejam o mais importante para nós, mas o que é verdade é que tudo o que é interior, de mudança de consciência, dá muito trabalho e requer grande resiliência.

Por isso mesmo, observa bem as tuas resoluções de ano novo, reflete com os cinco princípios e tem uma atitude positiva. Se assim for, de certeza que as cumprirás. Lembra-te do esforço dos 21 dias de autotratamento, a disciplina é necessária para tudo na vida, mas deve ser feita com entendimento e alegria.

Recordações de uma viagem ao Japão com Reiki

Em 2017 embarcamos para uma viagem ao Japão, num tempo em que existia a tensão mundial causada pela Coreia do Norte, mas que a nossa prática nos dizia “Só por hoje, confia“. Confiamos, fomos e vivenciamos dias maravilhosos, partilhados com praticantes incríveis.

Em Setembro de 2019 iremos fazer uma nova viagem ao Japão, com um percurso ligeiramente diferente, trilhando ainda mais o caminho do nosso querido Mestre Mikao Usui.

Viagem ao Japão com Reiki e bons praticantes

Lisboa – Tokyo

O grupo de praticantes partiu de Lisboa a 9 de Outubro e chegamos a Tokyo no dia 10, após fazermos escala no Dubai.

Tokyo

A 11 de Outubro iniciamos o nosso caminho pelo Reiki indo prestar a nossa homenagem ao Memorial erguido pelos seus alunos em Fevereiro de 1927, no templo Saihoji.

O grupo à entrada do Templo Saihoji.

Visitamos ainda os jardins e templo Shintoísta dedicado ao Imperador Meiji e à Imperatriz Shoken.

Tori na entrada do Templo dos Imperadores.

Tivemos ainda tempo para conhecer o Templo de Asakusa Kannon, Nakamise e Ginza.

Templo e lojas de Asakusa Kannon.

Hakone

No dia 13 de Outubro partimos para o Parque Nacional de Hakone, onde passeamos pelo Lago Ashi e visitamos o Santuário de Hakone.

Torii no lago Ashi.

Subimos ao Monte Komagatake e usufruímos da paisagem circundante. Em alguns dias, deste ponto é avistado o Monte Fuji.

Templo Shintoísta em Hakonen
Uma refeição em Hakonen.

Kamakura

Em mais uma viagem ao Japão, não podíamos deixar de partilhar a beleza de Kamakura.

A vista de Kamakura para o mar.

Visitamos o Templo Kotokuin onde está a estátua de Daibutsu, o Grande Buda e também o Templo Hase.

Podemos ainda apreciar o grande completo de templos Shintoístas de Kamakura e observar um casamento tradicional.

Casamento tradicional.


Gatinho do filme anime Kiki Delivery Service.

Kuramadera – o Monte Kurama

O Monte Kurama foi um lugar muito especial para todos nós. Celebramos o Usui Reiki Ryoho e o momento de iluminação do Mestre Usui com sintonizações para todos os praticantes. 

Um templo especial em Kuramadera.

Ao longo de todo o caminho meditamos, usufruímos e vivenciamos a energia especial deste monte tão maravilhoso.

Local onde se diz ter estado o Mestre Usui em retiro, no ano de 1922.
Monte Kurama.

Kyoto

A 17 de Outubro visitamos o Castelo Nijo, em Kyoto, o Templo Kinkakuji com o seu maravilhoso pavilhão dourado, assim como os Templos Kiyomizu, Ninenzaka e Sannenzaka.

Carimbos no passaporte dos templos.

Taniai

A 18 de Outubro celebramos a nossa estadia com uma visita muito especial e única – a aldeia onde nasceu o Mestre Usui – Taniai.

Torii de entrada para o Templo.
Torii patrocinado pela família de Mikao Usui.

Visitamos também Santuário Amatake, onde estão sepultados muitos familiares Usui.

Um lugar maravilhoso perto de Taniai onde realizamos Reiju a todos os praticantes.

Nara

Visitamos Nara a 19 de Outubro, onde nos deslocamos até ao tempo Todai-ji, onde no seu centro está uma grandiosa imagem de Buda.

Templo Todaiji

Divertimo-nos muito no Parque dos Veados Sagrados, uns amiguinhos de quatro patas muito sociáveis e sempre à procura de interação.

Os veados sagrados.

Visitamos ainda o Santuário Shintoísta de Kasuga.

Sacerdote Shintoísta.

Já de regresso a Kyoto, fomos visitar os milhares de pórticos Torii, de cor vermelha, do Santuário de Fushimi Inari, onde existe também uma agradável feira e pequena vila.

Fujimi Inari.
Dentro dos mil torii.
A refrescarem-se num momento de pausa, usando kimonos.


Koyasan – o Monte Koya

Koyasan é um dos santuários budistas mais venerados do Japão e a 20 de Outubro partimos para essa montanha sagrada e maravilhosa.

O grupo à entrada do complexo de templos.
Nagomi Jizo.
Cemitério em Koyasan.

Visitámos os Templos Okunoin e Kongobuji.

Dainichi Nyorai.
Jardim Zen.
Jardim Zen.
A purificação.
Dainichi Nyorai.
Em contemplação.
Jardim Zen.
Torre do templo.

Depois desta visita maravilhosa, fomos pernoitar a um templo onde tivemos uma refeição memorável e ainda uma aula de caligrafia como forma meditativa.

No dia seguinte foram entregues os manuscritos ao templo, durante uma cerimónia budista.

Chá em meditação.

Osaka

No dia 21 de Outubro, após o pequeno almoço no Templo do Monte Koya, chegamos à cidade de Osaka, a terceira maior cidade do Japão e lugar da grande industria e comércio do oeste japonês. Nesta cidade visitamos o Castelo de Osaka, construído em 1586 por Toyotomi Hideyoshi, uma fortaleza de cinco andares.

Castelo de Osaka

Tivemos também a oportunidade de visitar o Observatório de Umeda, que nos presenteou com uma vista maravilhosa sobre o vasto território de Osaka.

Uma das vistas de Osaka.

No dia seguinte ainda passeamos bastante pela cidade, conhecendo as suas ruas famosas e lugares maravilhosos.

Uma das muitas ruas famosas de restaurantes.
Osaka de cores maravilhosas.
Torii nos arredores de Osaka.
Gatinhos da sorte.
Uma representação dos Kami.
Árvore sagrada.

Regresso a Lisboa

No dia 23 regressamos a Lisboa, mantendo no coração as grandes experiências que tivemos e o convívio maravilhoso que nos foi proporcionado. Muito obrigado Mestre Usui por este caminho tão incrível, árduo sem dúvida, mas cheio de oportunidades para nos tornarmos mais felizes.

No aeroporto de Osaka.

O nosso muito obrigado aos praticantes desta viagem, à Filipa Lourenço por todo o apoio e à nossa guia Michiko que fez grandes esforços para que sempre estivéssemos o mais bem acolhidos e felizes.

Muito obrigado Filipa Lourenço.

Testemunhos sobre a viagem ao Japão com Reiki em 2017

Podes ler alguns dos incríveis testemunhos desta viagem na nossa Revista Usui #4.

Natal sem stress com cinco dicas

Como poderemos ter um Natal sem stress?

Esta é a pergunta que muitas pessoas fazem pois o Natal tanto nos pode trazer bons momentos, como um caminho bem árduo e stressante até lá chegar. Desde as compras para a comida, aos presentes, desde os trabalhos de última hora até aos inúmeros jantares de Natal e, pelo meio, ter que lidar com algumas pessoas e situações que nos trazem sempre frio no estômago.

Como passares um Natal sem stress em cinco passos

Como praticantes de Reiki, temos uma das mais incríveis ferramentas ao nosso dispor – os cinco princípios de Reiki. Estes são os pilares do caminho que percorremos ao longo da vida e são valores universais e humanos que fazem de nós pessoas mais conscientes e genuínas. 

Vamos observar como podemos passar um Natal sem stress com os cinco princípios e a grande constatação da nossa atitude – só por hoje:

  1. Só por hoje

    Tenta levar cada momento como cada momento que é, não anseies pelo que está a vir, fica atento ao que estás a fazer neste preciso momento. Dá a atenção que cada coisa e pessoa necessita.

  2. Sou calmo

    Cria harmonia. Esta tua harmonia será muito importante para que os outros também se sintam bem. Se estiveres a correr, essa vibração também se irá espalhar para os outros, se eles também estiverem numa correria, essa energia irá multiplicar-se e tudo fica confuso, como o trânsito, o supermercado, o trabalho. Mantém a harmonia, ela é uma jóia preciosa e insubstituível.

  3. Confio

    Confia no que a vida tem para te dar e no que tu tens a dar à vida. 

  4. Sou grato

    Por vezes mais vale a pena o pouco que o muito. Algo que é feito de coração e dado incondicionalmente, traz-nos grande contentamento. A dificuldade é verdadeiramente encontrarmos o significado do incondicional. Reflete sobre isso, sobre o dar e o receber.

  5. Trabalho honestamente

    Sê verdadeiro e diligente em tudo o que fazes. Não precisas ter um quilo de fatias douradas ou sonhos, por vezes basta meia dúzia feitos com amor, são bem mais apreciados.

  6. Sou bondoso

    A tua bondade não está só no dar, também no saber receber e partilhar. Este é um tempo de saber estar em conjunto, muitas vezes quando não há harmonia. Como poderás trazer para fora aquela luz quentinha e bondosa que tens dentro de ti?
    Aplica o teu autotratamento para que este Natal estejas ainda mais calmo e bondoso… uma coisa de cada vez e sempre em gratidão.

Acima de tudo esta época é para aproveitarmos o verdadeiro significado que ela tem, medita um pouco sobre isso, sente o que é realmente o espírito de Natal e deixa-te preencher com essa sabedoria.

Só por hoje, tem dias felizes e um Natal sem stress.

A energia densa sobe ou desce quando é limpa?

A energia densa é um tipo de vibração que podemos dizer ser um pouco mais “pesada” se é que pudéssemos atribuir um “peso” à energia. Se estivermos felizes, estaremos a gerar uma energia mais “leve”, se estivermos tristes ou com demasiados pensamentos desconstrutivos, estaremos a gerar energia densa ou “mais pesada”.

A energia densa não é típica de apenas certas pessoas, ou não poderemos rotular alguém por ter energia densa pois todos nós temos esse tipo de energia, umas vezes por a produzirmos, outras por a acumularmos indirectamente.

Existem vários tipos de energia densa e o mais comum que está em nós e na nossa aura é algo que tem tendência a descer. Por exemplo, ao realizar-se uma sessão de Reiki, esse tipo de energia tem tendência a descer pelo enraizamento, na direção da Terra, ou “sai” da aura e fica no “chão”. É por isso mesmo que por vezes sentimos os pés pesados ou com formigueiros, ao passar por um local com energia densa ou após um tratamento mais pesado.

Alguns tipos de energia densa sim, podem “subir”, mas o mais comum mesmo é ficar ao nível do chão ou serem absorvidos pela Terra.

Faz mal enviar a energia densa para a Terra?

Se observarmos o que nos rodeia e nós mesmos, os nossos pensamentos e ações, tendo consideração que a energia densa tem mais propensão a descer, então poderemos compreender que a Terra também se encontra mal ao nível energético.

É muito natural a energia densa ser absorvida e transmutada pela Terra, é um pouco como o adubo das folhas que caiem das árvores, no entanto, quando há um excesso, torna-se difícil lidar com o adubo e aproveitá-lo corretamente.

Então qual é o papel do praticante de Reiki nesta questão?

Devemos zelar cada vez mais pela energia da Terra. É impossível não lidar com a energia densa e muitas vezes inventam-se teorias, mas a realidade é simples, baixa vibração, tende a ir para baixa vibração, por isso mesmo, se tens o nível 2 ou 3 de Reiki, precisas enviar cada vez mais Reiki para a Terra, para a transformação dessas energias e para a harmonia do planeta e de todos os seres vivos.

Envio de Reiki para a Terra

A limpeza da energia densa

Na prática de Reiki temos três técnicas excelentes para nos ajudar a limpar a energia densa, de forma direta:

  1. Banho seco – a limpeza da energia mais densa que está perto do nosso corpo físico;
  2. Chuva de Reiki – a limpeza da energia densa que está na nossa aura;
  3. Enraizamento – o descarregar da energia densa.

Após realizares a primeira e segunda técnica, podes (deves) limpar a energia densa que fica no chão. Se tiveres o segundo nível isso pode ser feito com o Seiheki.

Como aplicar as três técnicas de limpeza da energia densa

Além destas três técnicas, temos naturalmente o autotratamento ou tratamento de Reiki realizado por outra pessoa, que nos auxilia a limpar a energia densa acumulada.

Desintoxicação pós natal e pré também

Aproxima-se uma grande época festiva e por vezes pensamos na desintoxicação pós natal pela quantidade de doces e comida que se avizinham para a mesa. São os imensos almoços e jantares de natal, os doces maravilhosos da cozinha portuguesa e claro, o convívio que traz sempre mais aconchego quando acompanhado por boa comida e bebida. Esta é a típica época natalícia em Portugal, mas podemos ter alguns truques com a prática de Reiki para nos auxiliar na desintoxicação pós natal.

Como aplicar a desintoxicação pós natal

Depois de te teres divertido muito e, possivelmente, comido alguns fritos a mais, podes experimentar várias técnicas detox incluindo a desintoxicação pós natal com Reiki que te recomendo.

A aplicação da desintoxicação pós natal pode ter duas fases distintas ou que podem ser feitas de forma integrada. Se comeste mesmo em demasia tem atenção aos efeitos do Heso Chiryo, por isso aplica o autotratamento em primeiro lugar e reduz para cinco minutos a aplicação da técnica.

  1. Autotratamento

    Coloca a intenção de te ajudar a desintoxicar o corpo da alimentação excessiva e depois aplica o autotratamento completo.

  2. Heso Chiryo – a técnica da desintoxicação

    Podes fazer a técnica independentemente do autotratamento ou então na altura em que chegas à região do Chakra Esplénico.
    Coloca o teu dedo médio da mão esquerda no umbigo, a intenção de desintoxicar do excesso de alimentos e deixa a energia fluir durante quinze minutos. Poderás querer fazer o banho seco após o tratamento.

Podes aplicar este conceito de desintoxicação ao longo de cinco ou sete dias seguidos. Se te sentires enjoado já sabes – exageraste mesmo nos doces e na comida, por favor, tem atenção ao efeito que isso pode ter em ti pois é prejudicial para a tua saúde.

Desintoxicação pré natal

Precisaremos fazer uma desintoxicação antes do natal? Talvez sim e também a poderemos fazer de duas formas – a física e a mental.

O natal é também uma altura de muito consumo e stress familiar e social. É uma época fabulosa, mas ao querermos que tudo corra na perfeição, por vezes deixamo-nos arrastar pelo objectivo e levamos o caminho de forma meio estranha. São os encontrões no supermercado, a condução insana, as filas gigantescas, os restaurantes cheios, os pedidos, o pouco dinheiro… tudo poderá contribuir para que a nossa época natalícia seja de grande stress e se inverta o que de bom gostaríamos de ter.

Então, poderás também fazer uma desintoxicação antes do natal, para isso podes seguir algumas ou todas as indicações que se seguem:

  1. Aplica autotratamento regularmente, é o que te irá ajudar a manter o equilíbrio e harmonia. Podes colocar a intenção de te trazer o que necessitas para esta época (e não são as prendas);
  2. Observa os cinco princípios e fá-los viver em todas as tuas ações;
  3. Pratica o Tanden Chiryo, a técnica de desintoxicação pelo tanden, colocando a mão esquerda abaixo do umbigo e a direita nas costas, na mesma direção;
  4. Medita diariamente com a técnica Joshin Kokyu Ho;
  5. Usufrui estes dias.

Acima de tudo, desejo que o teu Natal seja muito feliz, com muita harmonia e paz entre todos. Diverte-te e pratica Reiki.

O desejo, Reiki e o Chakra Cardíaco

Todos nós temos desejo e é algo que faz parte da humanidade desde os primórdios da nossa evolução. O desejo é algo tão profundamente enraizado em nós mesmos que tanto pode ser destruidor como algo de inspirador e motivador.

O que poderá Reiki ter a ver com o desejo e como ele se manifesta nos nossos centros de consciência?

Reiki e o desejo

Algo que se quer pode mover-nos. Quando quero praticar Reiki para o meu equilíbrio, estou a cultivar um desejo de bem querer para mim. Quando quero entregar-me ao voluntariado para auxiliar os outros incondicionalmente, estou a cultivar um desejo de bondade.

Estes dois exemplos caracterizam o aspecto positivo de querer algo, de desejar ou ter desejo por algo. Neste caso focamos no nosso bem-estar, que é imperativo para uma vida equilibrada e na doação aos outros, que é também importante para uma sociedade equilibrada e participativa.

Quando pratico Reiki para desejar ganhar dinheiro, estou a ter um desejo neutro, que dependerá do que vou fazer com este pensamento. Se pensar em trabalhar honestamente, cumprindo os cinco princípios e também doando a quem não tem possibilidades, estou a cultivar um desejo positivo. Se apenas desejar ganhar dinheiro porque por aqui parece ser fácil, então estou a cultivar um desejo muito negativo, pois irá afectar a saúde, bem-estar, harmonia e equilíbrio de outros, tendo um ato irresponsável.

Quando pratico Reiki para que tudo me corra bem, em tudo o que faço, não estou a ter um bom desejo. Parece contraditório, não é, mas na verdade eu posso estar a cultivar em mim um desejo que não é o mais correto.

Isto acontece porque estou a colocar o meu desejo além do meu esforço de mudança de consciência. Lembrando as palavras do Mestre Usui sobre o seu método:

Os ensinamentos do Usui Reiki Ryoho para a tua evolução

Mikao Usui

E ainda

A arte secreta de convidar a felicidade.

Mikao Usui

Reforçado com:

Para a melhoria do Corpo e da Mente.

Mikao Usui

Tudo isto representa o grande trabalho interior que temos a fazer com a nossa prática e isto representa colocar o desejo segundo uma perspetiva correta. E que perspetiva o Mestre Usui nos indica para seguirmos?

Só por hoje,

Sou calmo

Confio

Sou grato

Trabalho honestamente

Sou bondoso

Mikao Usui

Através dos cinco princípios de Reiki encontramos um bússola interior que nos pode guiar através do entendimento do nosso caminho e missão de vida.

Podes avaliar o teu desejo, segundo os conceitos destes cinco princípios. Será que o teu desejo serve para promover a harmonia? A confiança? Há gratidão? Existe honestidade? Bondade?

Através destes pilares da nossa vida, compreendemos o nosso verdadeiro desejo. Também na prática de Reiki, por vezes damos um outro nome ao desejo – a intenção.

A intenção é a direção que colocamos à energia, por exemplo: “Que a energia me auxilie a estar em harmonia”, ou “que Reiki me ajude a acalmar as emoções”. Esta intenção ou desejo nada tem a ver com um apelo a algo superior como Deus, mas sim uma orientação específica para o tipo de energia, efeito e resultado que pretendemos alcançar.

O desejo e o Chakra Cardíaco

Ao longo de muitos anos de prática terapêutica, fui observando onde residem os vários tipos de desejos. Eles centram-se em determinados centros de consciência, ou seja, Chakras e dependem das características que têm, pois cada centro de consciência tem uma vibração muito específica, no entanto, há um chakra muito peculiar, onde reside a maior parte dos nossos desejos ou da causa dos nossos desejos – o Chakra Cardíaco.

Aqui reside o amor, a bondade, tudo o que são os grandes valores da humanidade, mas também neste chakra residem aspectos inversos como a ganância, a inveja, o ciúme. Então, para tratares o teu desejo, observa sempre o teu Chakra Cardíaco. Para reforçares o teu bom desejo, reforça também o Chakra Cardíaco, dando-lhe força, equilíbrio e uma cada vez maior humanidade.

Poderás ler mais sobre os centros de consciência e sobre todo este trabalho de elevação em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética.

Reiki só com uma mão é possível?

E se aplicarmos Reiki só com uma mão será que estaremos a aplicar Reiki? Será isso possível?

É, sem dúvida alguma e este é um tema que merece algum desenvolvimento pois não só poderá ser um estímulo para quem tenha alguma limitação física como poderá servir como estímulo aos praticantes que tenham alguma situação onde apenas possam aplicar Reiki só com uma mão.

Porque e como aplicar Reiki só com uma mão

A Energia Universal, Reiki é algo não visível e é um tipo de energia que se enquadra no campo da energia vital, portanto presente em tudo. Como o Mestre Usui indicava:

Tudo no Universo possui Reiki sem excepção alguma.

Mikao Usui

O nosso corpo energético absorve essa energia, Reiki, e distribui-a pelos nossos variados corpos – físico, mental e emocional.

Quando não temos uma parte do corpo físico, o corpo energético mantém essa forma e propriedade energética, ou seja, poderei não ter uma mão ou braço fisicamente, que o manterei no campo energético, algo que por vezes se sente com as dores fantasma. Outro exemplo é o caso de pessoas que retiram a tiróide e visícula, muitas vezes sentem o órgão, ou as funções energéticas desse centro de consciência continuam a ser sentidas.

Assim, um praticantes que não tenha um braço ou mão, pode “apenas” aplicar Reiki só com uma mão e se não tiver ambas, não há problema algum, mentaliza esse fluxo através das suas mãos energéticas e com muita certeza irá sentir esse fluxo. Esta é também uma experiência que fazemos com o envio de Reiki à distância no nível 2 de Reiki.

Por outro lado, uma pessoa poderá ter uma mão ocupada e a outra livre. Isto é algo que pode acontecer, por exemplo, no nosso trabalho. Então imagina que estás numa reunião. Tomas notas do que estás a escutar, mas no entanto começas a sentir alguma instabilidade emocional que se apresenta no teu Chakra do Plexo Solar. Para que a situação não se detiore, podes aplicar Reiki com uma mão, tendo a outra ocupada na tomada de notas. Claro que não estarás com concentração no fluxo de energia, mas não te preocupes, a energia estará a fluir, com certeza, e irá ajudar-te a estar mais equilibrado.

Desta forma, podes até agir profilaticamente, trazendo harmonia e equilíbrio a ti mesmo, ao longo do dia, antes que algo possa acontecer que te perturbe ou desequilibre.

Esta situação mostra-nos mesmo que precisamos descomplicar e observar cada vez mais o nosso corpo energético. Tudo funciona, tudo flui, é só mesmo nós nos permitirmos a isso, é por isso que a prática de Reiki é extraordinária e pode ser levada ao nosso dia-a-dia.

Livre arbítrio – Reiki e pensamentos

Por vezes há um certo de receio de que a prática de Reiki possa interferir com o livre arbítrio de cada um. Este é um tema muito importante pois a liberdade individual e colectiva é muito importante. Para compreendermos corretamente este contexto, precisamos ter um entendimento claro do que é o livre arbítrio e do que é Reiki.

Como Reiki (não) influencia o livre arbítrio

O livre arbítrio é a capacidade que cada indivíduo tem de tomar decisões por si próprio, é ser o seu próprio árbitro, julgando cada situação segundo o seu próprio entendimento, assim como cada ação que faça. É uma decisão livre e sua, desapegada da ética ou moral. A ética e a moral farão parte da educação formal ou informal de cada indivíduo e através de valores e códigos de conduta, levarão a que tome consciência dos seus atos para que cada ação sua não seja contra a sua própria natureza ou bem estar comum.

Reiki é um método terapêutico natural, baseado na Energia Universal que tudo permeia, chamada de Reiki em japonês. É um método fundado sobre uma filosofia de vida que incute valores que são como uma bússola para a vida do praticante. Neste método, o fundador, Mikao Usui, instituiu também uma missão:

A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz. Curar os outros, melhorar a felicidade dos outros e a sua própria.

Mikao Usui

Os praticantes de Reiki aprendem várias técnicas terapêuticas, incluindo o autotratamento, que é a técnica para tratarem de si mesmos e práticas de tratamentos a outros, que inclui técnicas como o envio de Reiki à distância, técnicas para o cultivar o pensamento positivo, a desintoxicação, entre muito outras.

Reiki é uma energia vital, a mesma energia que encontramos na natureza, nos nossos corpos, em tudo o que existe. O Mestre Usui indicava que:

Tudo no universo possui Reiki sem excepção alguma.

Mikao Usui

A energia vital é algo de passivo, nós não conseguimos empurrar vitalidade para ninguém, então, qualquer pessoa que queira receber Reiki, terá mesmo que o querer, consciente ou inconscientemente, ou seja, só mesmo ela poderá aceitar recebê-la ou não. Isto vai de acordo com o livre arbítrio de cada um, ou seja, cada pessoa é que decide por si mesma, tem em si essa única decisão. Se algo acontece que seja uma energia forçada, então não é Reiki, nada tem a ver com a nossa prática.

O próprio praticante tem então que estar regido por uma perspetiva clara do que é a prática – ele tem os cinco princípios e muitas indicações do Mestre Usui que o devem guiar sempre por um caminho correto, assim, o praticante sabe que nunca fará nada para alterar o comportamento da pessoa, mas sim para proporcionar boas condições à harmonia e equilíbrio para a vida da pessoa.

Há um exemplo muito claro que nos poderá ajudar a observar toda esta situação.

Imagina que estás dentro do combóio e vês alguém escorregar e cair para trás. O combóio vai partir, não podes sair. Algumas pessoas riem-se da situação porque é o que muitas vezes fazemos sem termos vontade, outros ficam muito preocupados, mas parados nos seus lugares e alguém vai ajudar presencialmente aquela pessoa (esperamos nós). Cada um deste tipo de pessoas tem um pensamento. Cada pensamento tem uma energia. Quando eu penso em alguém, essa energia é direcionada para a pessoa. Temos então vários tipos de energia direcionadas para a mesma pessoa, uns de preocupação, outros de nervosismo e sabemos lá mais que outros pensamentos. A pessoa recebe toda essa energia e será que essa energia afeta o seu livre arbítrio?

O praticante de Reiki faz o seguinte, pede para que a energia flua para a pessoa, para a sua harmonia e equilíbrio se assim for possível, ou seja, se for da condição da pessoa aceitar essa energia, ou se realmente a precisa. De que forma isto afeta o livre arbítrio da pessoa?

Preferes receber pensamentos dos outros ou Reiki?

Vestir de preto na prática de Reiki

Cada pessoa tem o seu gosto de vestuário e vestir de preto na prática de Reiki será que tem algum tipo de problema ou não?

Os vários mitos de vestir preto ou mesmo usar objetos ou pinturas de preto

Cada sociedade tem um olhar diferente sobre o código de cores e a sua representação na indumentária. No Japão vemos os homens vestir de preto ou de azul escuro, são imensos e imensos, uma multidão gigante que vai assim trabalhar todos os dias, assim como muitas mulheres. Os quimonos no tempo do Mestre Usui eram pretos, cinzentos ou de tons escuros. Os quimonos coloridos eram muito dispendiosos e apenas usados em determinadas circunstâncias. Vestir de branco em algumas culturas orientais é sinal de luto. Alguém faleceu e o luto é feito de branco.

No ocidente, vestir de preto é elegante, ou dependendo do vestuário poderá associar-se a movimentos góticos, a tendências musicais ou até movimentos espirituais com conotação negativa. Assim, na sociedade ocidental, o preto é algo de normal, mas dependerá do tipo de apresentação que tenha, o que levará os outros a pensar positivo ou negativamente e a “etiquetar” a pessoa.

Vestir de preto pode ajudar-nos a sentir invisíveis para os outros e poderá ser bem assim, pois é um tom que chama menos a atenção e não estimula tanto a vista. Mais do que os outros, na verdade, esta invisibilidade é para nós mesmos, pois somos nós os primeiros a sermos “afetados” e a da interpretação à cor que vestimos. Então somos nós que nos sentimos brilhantes vestidos de branco; ou ocultos, elegantes, vestidos de preto; ou irradiantes quando vestidos de vermelho ou laranja.

Por vezes pensa-se que o vestir preto irá bloquear o que os outros possam ver ou sentir da nossa energia. É um grande mito e absolutamente errado, não há qualquer cor que bloquei qualquer tipo de comunicação, a não ser que a pessoa pelas suas crenças se sinta bloqueada.

Vestir de preto ao aplicar Reiki a alguém – compreender os vários lados da questão

Como já vimos anteriormente, nós mesmos é que criamos um julgamento sobre nós próprios pelas cores que vestimos e, curiosamente, a minha filha costuma dizer “uma pessoa não é aquilo que veste”. No entanto, quando vamos aplicar Reiki a alguém, ou até mesmo só cuidar de alguém, precisamos ter em conta o outro lado. É quase como estarmos atentos a um efeito psicológico que podemos causar, pela aparência.

Pensando assim, com certeza que quererás apoiar a tua boa prática com um reforço psicológico positivo, então, o uso de cores claras ou tons neutros, pode ajudar a pessoa a serenar, a estar mais confortável e confiante. É claro que há roupas mais escuras com padrões ou tons mais escuros que também fazem o mesmo, ou seja, é mesmo necessário alguma sensibilidade e pensar que não estamos apenas para nós, mas também para o outro.

Tem também atenção a fios e anéis que possam levar a pessoa a ter uma interpretação errada de ti. Claro que devemos andar como gostamos, mas novamente tem que se frisar que numa prática de cuidado ao outro, estamos também para o outro.

Vestir de preto num curso de Reiki

O código de vestuário em cada curso de Reiki está unicamente dependente do Mestre. Há quem goste muito que todos vão vestidos branco, há quem não tenha qualquer tipo de código para vestuário.

Nos cursos em que cada pessoa vai vestida confortavelmente como gosta as coisas correm serenamente porque ninguém está desconfortável por ter que estar vestido como não gosta. Nestes casos, podemos sempre pensar se realmente fará sentido estarem todos vestidos de branco? O branco representa um estado de pureza, para nós ocidentais, era a roupa das virgens, por exemplo, no entanto, também não adianta estar vestido de branco se a mente não está nesse estado, ou seja, estar por estar, pode não adiantar nada.

Por isso mesmo, devemos tentar encontrar um caminho conciliatório. Quando for possível, cada um veste-se como quer e se sente bem. Quando for para tratar os outros, vamos tentar vestir-nos de forma a que possamos transmitir confiança e serenidade àqueles que atendemos.

Quando recebemos Reiki as mãos podem aquecer

Por vezes pedimos para alguém nos enviar Reiki, mas nem sempre temos percepções no corpo, no entanto as mãos podem aquecer exactamente da mesma forma que sentimos aquecer quando estamos a fazer autotratamento ou mesmo tratamento Reiki a outros.

Nem sempre é comum este tipo de situações, mas pode também ser alguma explicação para momentos em que as mãos podem aquecer e não compreendemos porque.

Receber Reiki à distância e sentir que as mãos podem aquecer

Experimenta fazer um exercício simples com um amigo teu de nível 2 ou nível 3. Combina com ele a determinada hora enviar-te Reiki à distância, com a intenção que queres. Senta ou deita-te confortavelmente, deixa-te estar receptivo e à hora combinada tenta observar o que se passa contigo perante o envio de Reiki à distância. O que se passa com as tuas mãos?

Aproveita e noutro dia, envia também Reiki à distância ao teu amigo e observa o que ele te relata de sensações.

As mãos podem aquecer pois poderão ser um sinal de que a energia se está a ativar em nós e começa a fazer o seu percurso habitual, de entrada pelo chakra da coroa e ativação dos chakras das palmas das mãos. Apesar de sentirmos calor nas mãos, na verdade esse calor é para nós e não para darmos a outra pessoa.

É esta sensação que precisamos ter em conta quando, por exemplo, estamos no comboio e sentimos que as mãos podem aquecer. Elas começam com um “sinal” fraco, ou um latejar e depois começam mesmo a aquecer. Então, nestas situações em que não pediste a ninguém para te enviar Reiki, tenta sentir o que realmente se passa. Será que é para tu deixares fluir Reiki para os outros? Para alguém que esteja em necessidade? Ou será que é para a energia fluir para ti mesmo?

As mãos podem aquecer pois são parte do processo de ativação de energia que surge perante uma necessidade, ou nossa, ou de outros e, enquanto praticantes de Reiki, devemos escutar as nossas necessidades e o que a energia nos pede. Assim crescemos na prática.

Como enviar Reiki à distância

Para este exercício que podes fazer com um amigo teu, aqui fica o procedimento da técnica Enkaku Chiryo, o envio de Reiki à distância.

  1. Limpeza

    Começa por preparar a tua limpeza com o banho seco, pelo menos, assim como limpar o teu espaço.

  2. Ligação

    Coloca as mãos em gassho ou como sentires melhor, recita os cinco princípios do centro do teu coração e sente a energia a fluir do chakra da coroa às mãos.

  3. Ativação

    Começa por visualizar ou desenhar os três símbolos, do último para o primeiro, dizendo sempre os seus mantras. Indica algo como “Vou iniciar o envio de Reiki à distância para… e que a energia flua para a intenção de…”.

  4. Envio

    Podes imaginar o teu amigo entre as tuas mãos e deixa a energia fluir para aquilo que combinaram. Se tiveres necessidade e assim o sentires, aplica novamente algum ou alguns símbolos.

  5. Fecho

    Para terminares o envio de Reiki à distância, volta a visualizar os ?três símbolos, do último para o primeiro, indicando algo como “Agora termino o envio de Reiki à distância”. Faz novamente o banho seco e verifica se é necessário limpar o espaço novamente.

Seminário CENIF Amadora

No dia 23 de Setembro o CENIF Amadora realizou um seminário exclusivo para os seus alunos, com a participação de todos os formadores, com o intuito de promover a partilha de saberes, o retribuir o empenho dos alunos e também o doar de experiências para uma vida melhor. Foi realizado na Agência DNA Cascais, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e a Associação São Francisco de Assis.

Agradecemos muito a participação do Dr. Pedro Campilho e da Drª Bárbara Nabo, assim como de voluntárias da Associação. O nosso muito obrigado à Fátima Cunha Velho por ter realizado esta ponte, a todos os formadores pela sua bondosa doação e a todos os queridos alunos que estiveram presentes. Muito obrigado pelas fotos Diana e Daniel.

Como sempre, não podemos deixar de agradecer aos familiares que apoiaram este encontro num domingo.

O nosso enorme obrigado e votos de uma vida feliz para todos. João e Sílvia.

Abertura com o Dr. Pedro Campilho e Drª Bárbara Nabo da Associação São Francisco de Assis.

Seminário CENIF – um dia de prática

Partilhamos contigo os vários temas e as fotos mais emblemáticas de cada um dos apresentadores. Em 2019, lá estaremos novamente, todos juntos, para mais um Seminário CENIF.

A missão de uma Escola de Reiki – João Magalhães

Mindfulness, a atenção plena para o teu dia – Cristina Belém

Reiki em animais -Fátima Cunha Velho

A sabedoria do Budismo no caminho para a vida – Mauro Nakamura

Japonês fácil – Sandra Suyama

Parentalidade Consciente e Reiki – Alexandra Moreira

O Pranayama – Carina Lopes

Círculo de Mulheres – Cláudia Gonçalves

PNL para a comunicação – Carla Santos

O uso das moxas e como aumentar a tua imunidade – Filipa Bernardo

Os quatro pilares da vida – Teresa Peral

Atividades para crianças – Diana Crespo

A Leitura de Aura e Reiki para Crianças – Daniel Azevedo

Viagens com Alma – Filipa Lourenço

Depois da nossa viagem ao Japão, em 2017, começamos a planear mais duas viagens para o nosso crescimento interior e convívio entre os praticantes de Reiki e não só, assim, para 2019 teremos uma viagem aos Açores, pelas ilhas do Pico, Faial e São Jorge, que será uma continuação das aventuras maravilhosas que já vivemos em 2016 na Ilha de São Miguel. Em 2020, celebrando um ano muito especial, estaremos no Nepal e no Butão, mais uma vez num caminho de montanhas e interioridade.

Terminamos este seminário com a entrega de certificados aos terapeutas que participaram na Feira Alternativa.

E ainda um agradecimento especial à Helena Batista e ao Rui Frade pelo seu apoio constante à escola.

Podermos criar condições para que todos possamos crescer mais felizes e levarmos para fora essa felicidade é algo de muito meritório e é um esforço que todos nós fazemos, para mudar as nossas vidas, o nosso comportamento e assim pudermos cumprir tudo o que acreditamos.

Queremos ainda propor-te um desafio, o curso Os 4 Pilares da Vida, realizado pela Cristina Belém, Carla Santos, Mauro Nakamura e Teresa Peral. Aqui ficam mais informações…

Dívidas kármicas – fará algum sentido?

As dívidas kármicas fazem parte de alguns conceitos que adoptamos no ocidente, mas que nem sempre são bem compreendidos, ou até enquadrados. Para se compreender o que são dívidas kármicas temos que compreender o que é o karma e como tudo afinal acontece.

Compreender as dívidas kármicas e o sentido que realmente tem

Karma é um conceito que não faz parte da cultura ocidental, mas sim do hinduísmo e budismo. Significa uma ação realizada (ou mesmo não realizada), mas que tem tudo a ver com a mente e não com um qualquer desígnio misterioso, ou castigo divino.

Se fores alguém que dá confiança aos outros, os empodera, traz esclarecimento, bondade, então estás a gerar boas ações e a tua mente torna-se cada vez melhor, ou seja, bom karma. A mente cultiva e faz crescer boas sementes e cria afinidades. Aquelas que pessoas que foram auxiliadas por uma boa mente, poderão também criar boas ações e desenvolver a sua própria mente, se o quiserem, mas isto não significa que irão ter alguma dívida para com aquela pessoa, pois muitas vezes, o efeito de onda é mesmo assim, vai e depois retorna, mas não a mesma onda que era.

Se fores alguém que apenas cria sofrimento aos outros, que engana, trapaça, manipula, a tua mente está num caminho incorreto, estás a criar más ações e a acumular sofrimento. Se seguires nesta direção de vida, acumulas dívidas, ou seja, és devedor pelo sofrimento causado, mas acima de tudo será a tua própria mente o executor dessas dívidas, ou seja, se criaste sofrimento a uma pessoa, não quer dizer que estejas em dívida para com ela, pois ela também pode ter criado sofrimento a outro. Este tipo de conceito, parece ser de uma complexidade incrível e é, mas podemos simplificar através de um conceito muito simples e que tem origem no budismo – a purificação da mente.

A purificação da mente e as dívidas kármicas

Observa a tua vida e todos os impedimentos, “azares”, situações incómodas e provações que tens tido. Não é fácil, mas tenta fazê-lo. Divide uma folha ao meio, criando duas colunas e em cada linha escreve uma dessas situações.

Agora, em frente a essa linha, na outra coluna, escreve o que achas que pode ter levado a tua mente àquela situação. Por exemplo, “levei uma multa por excesso de velocidade, numa altura em que tinha pouco dinheiro”. Na outra coluna, escreves como estava a tua mente nessa altura. “Tinha a cabeça muito cheia de coisas e não reparei no limite de velocidade, apesar de saber que ali havia um radar, a minha mente não estava clara nem focada, mas sim perturbada por muitos pensamentos”.

Então que “mau karma” foi este?

A falta de concentração e de mente limpa.

Como podes resolver as dívidas kármicas

  1. Como tornar a mente mais purificada?

    Lê bons livros, reflete mais sobre as tuas ações, medita, irá ajudar a esvaziar a mente, a focá-la, a tornar as tuas ações mais positivas.

  2. Como me relacionar corretamente?

    Observa o que tu queres das pessoas e o que tens para lhes dar, será que há um equilíbrio aí? Será que há dependência ou igualdade? Que pensamentos tens e que sentimentos tens sobre essas pessoas? Que expectativa achas que tens sobre o que elas pensam de ti? Será isso realmente importante ou será mais importante viver em harmonia?

  3. Como posso tornar a mente mais positiva

    Regressa a quem realmente és, redescobre-te e observa como o estado pacífico é algo natural em ti, que apenas te distanciaste de ti mesmo. Observa as coisas boas que fazes na vida e valoriza-te, sem desvalorizar os outros. Observa o lado positivo da vida e que cada coisa dependerá também da tua própria mente.

O conceito de dívidas kármicas é usado também no ocidente e temos mesmo que o compreender para que não fiquemos assustados, paralisados ou até para não “cobrarmos” indevidamente a outros, o que afinal possa ser uma questão da nossa própria mente. Uma mente positiva e mais clara, traz sempre uma outra luz a cada questão na nossa vida.

Chorar durante o autotratamento Reiki

E quando começas a chorar durante o autotratamento Reiki? Será que isso é sinal de tristeza? Ou o que poderá também querer dizer?

Porque se pode chorar durante o autotratamento Reiki

A energia universal, Reiki, ajuda-nos a alcançar o equilíbrio e harmonia em todos os nossos corpos, o físico, emocional, mental e energético. Muitas vezes temos em nós uma certa tristeza latente, parece que é algo como água tapada por um plástico e todos os dias andamos por cima desse mundo tão sensível e frágil. Então, quando colocas as mãos no corpo, poderás chorar durante o autotratamento, não porque estás triste, mas sim porque existe essa tristeza que está tapada, camuflada, mas presente em ti.

Então, sabendo que se procura o equilíbrio e harmonia, deixa fluir essa tristeza. Chora, deixa que o corpo responda à solicitação da energia, deixa que as tuas emoções aflorem, para que te possas libertar de todo esse peso interior.

Por outro lado, poderás até ser uma pessoa bastante alegre e não teres razões para tristezas à muito tempo, no entanto, pode surgir uma espécie de lágrima. Essa lágrima que escorre dos olhos poderá ser apenas água necessária a sair pelo canal lacrimal ou então uma pequena tristeza de há muito muito tempo, isto porque Reiki actua também nas várias camadas que vamos acumulando ao longo do tempo.

Então, chorar durante o autotratamento Reiki é algo que só pode ser benéfico, deixa-o acontecer. Tenta observar que pensamentos surgem, que emoções afloram. Teres essa atenção irá também ajudar-te a tratar dessa situação, se ainda houver necessidade para tal.

Como fazer o autotratamento Reiki em atenção plena

Fazer o autotratamento Reiki, em qualquer nível não é sempre fácil, principalmente quando temos pensamentos intrusivos ou emoções transbordantes. Poderá ser também um desafio quando existem distrações exteriores como filhos, animais, barulho, etc…

Então como fazer um autotratamento Reiki mais concentrado?

Aplicar a atenção plena ao autotratamento Reiki

As três técnicas base

Tudo começa com a tua preparação para o autotratamento, é como se mudasses de roupa… para ires dormir, vestes um pijama confortável, para ires trabalhar, vestes uma roupa possivelmente mais formal. Assim, antes de começares o autotratamento Reiki, vamos aplicar a “purificação”, ou o acto de limpar a energia densa que possamos ter na nossa aura. Para isso fazemos as três técnicas base.

O que representam as três técnicas base:

  1. Enraizamento

    A ligação à energia da Terra, o estar no momento presente, âncorado;

  2. Banho Seco

    A limpeza da energia que se acumula nos braços e mãos, assim como o corte de “ligações”, temporariamente, ao nível do cardíaco e plexo solar;

  3. Chuva de Reiki

    A limpeza da nossa aura.

Depois, tens ainda três momentos distintos, mas interligados:

  1. O esvaziar da mente e deixar fluir a energia;
  2. A recitação dos cinco princípios;
  3. A colocação da intenção.

E depois, passamos ao autotratamento. E é aqui que a nossa mente pode pregar partidas, assim poderás fazer um truque muito simples, para reforçar o aqui e agora, o Só por hoje, como indicava o Mestre Usui.

Assim, em cada posição do teu autotratamento, tenta prestar, levar a tua atenção ao seguinte:

  • Ao sentir do contacto das mãos com a pele e o que sentes em relação a isso;
  • Se não tens as mãos em contacto com a pele, sente o que se passa nesse espaço vazio;
  • Recita, em cada posição, os cinco princípios, lentamente e com verdadeira entrega;
  • Concentra-te no que se passa na ponta dos dedos ou nas palmas das mãos, em cada posição.

Para que estas dicas funcionem, não podes estar com expectativa, apenas com um querer fazer… entrega-te e verás como é simples.

A prática de autotratamento é mesmo aquilo que te traz equilíbrio e harmonia em termos energéticos, por isso, vale mesmo a pena praticar.

Porque continuar para o nível 2 de Reiki

Terminaste o nível 1 de Reiki e estás a ponderar se hás-de fazer o nível 2 de Reiki ou não. Para te auxiliar a teres perspetiva sobre essa decisão e argumentos que fundamentem a tua escolha, partilho contigo algumas ideias.

O nível 2 de Reiki para desenvolver a prática e o crescimento pessoal

Como opinião pessoal, o nível 2 é importantíssimo para todos os praticantes de Reiki. Eles poderão não querer ir além do nível 2, isso está correto, mas não aprender os benefícios deste nível poderá ser deixar para trás uma oportunidade fabulosa para trabalhar melhor as suas questões e ainda aprofundar o tratamento a outros.

Assim, o nível 2 de Reiki vai trazer-te os seguintes benefícios

  1. Desenvolver a compreensão dos Cinco Princípios

    Aplicar de forma terapêutica em nós e nos outros a filosofia de vida;

  2. Aprender três símbolos

    Estes símbolos representam frequências da energia e trabalham o nosso corpo físico, emocional e mental. Irão ajudar-te a focar ainda mais nos tratamentos;

  3. Envio de Reiki à distância

    Este é um dos argumentos principais para aprenderes o nível 2 de Reiki – o envio de Reiki à distância irá ajudar-te bastante no tratamento das causas de questões que tenhas, ou mesmo que outras pessoas identifiquem.
    É ainda uma forma incrível de ajudar amigos e mesmo pessoas que não se conhece.

  4. Desenvolver a consciência e atitude do voluntário

    Com este nível já poderás começar a aplicar Reiki a pessoas que não conheces, será uma experiência muito gratificante e enriquecedora, como ser humano e praticante de Reiki.

Algumas perguntas e respostas sobre o nível 2 de Reiki

Como posso saber se estou preparado para o nível 2 de Reiki?

Se tens ido às aulas de nível 1, aplicado os conceitos dos cinco princípios na tua vida e ainda se fazes autotratamento quando necessitas, então ao nível de aprendizagem podes continuar.

Qual a diferença neste nível no que toca ao tratamento a outros?

Iremos desenvolver uma abordagem diferente no tratamento a outros. Não só irás aprender a trabalhar com os símbolos, como também vais ter novos conceitos sobre a terapia e a forma de abordar um tratamento. Neste nível vamos também desenvolver a prática de voluntariado.

Fará sentido ir para o nível 2 de Reiki?

Isso é algo que só tu poderás sentir. Tenta perceber o que sentes, esclarece as tuas dúvidas com o teu Mestre e coloca uma intenção.

Irei aprender técnicas novas?

Sem dúvida que sim. O nível 2 é uma progressão do nível 1 e como tal terás ainda técnicas novas e muitas aplicações diferenciadas para aprender e praticar.

Sem dúvida que só mesmo tu saberás se faz sentido passares para o nível 2 de Reiki e já sabes, se quiseres manter-te na prática do nível 1 isso também fará sentido, fala com o teu Mestre sobre a tua continuação por mais seis meses.

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