O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: Reiki (Page 1 of 64)

Vestir de preto na prática de Reiki

Cada pessoa tem o seu gosto de vestuário e vestir de preto na prática de Reiki será que tem algum tipo de problema ou não?

Os vários mitos de vestir preto ou mesmo usar objetos ou pinturas de preto

Cada sociedade tem um olhar diferente sobre o código de cores e a sua representação na indumentária. No Japão vemos os homens vestir de preto ou de azul escuro, são imensos e imensos, uma multidão gigante que vai assim trabalhar todos os dias, assim como muitas mulheres. Os quimonos no tempo do Mestre Usui eram pretos, cinzentos ou de tons escuros. Os quimonos coloridos eram muito dispendiosos e apenas usados em determinadas circunstâncias. Vestir de branco em algumas culturas orientais é sinal de luto. Alguém faleceu e o luto é feito de branco.

No ocidente, vestir de preto é elegante, ou dependendo do vestuário poderá associar-se a movimentos góticos, a tendências musicais ou até movimentos espirituais com conotação negativa. Assim, na sociedade ocidental, o preto é algo de normal, mas dependerá do tipo de apresentação que tenha, o que levará os outros a pensar positivo ou negativamente e a “etiquetar” a pessoa.

Vestir de preto pode ajudar-nos a sentir invisíveis para os outros e poderá ser bem assim, pois é um tom que chama menos a atenção e não estimula tanto a vista. Mais do que os outros, na verdade, esta invisibilidade é para nós mesmos, pois somos nós os primeiros a sermos “afetados” e a da interpretação à cor que vestimos. Então somos nós que nos sentimos brilhantes vestidos de branco; ou ocultos, elegantes, vestidos de preto; ou irradiantes quando vestidos de vermelho ou laranja.

Por vezes pensa-se que o vestir preto irá bloquear o que os outros possam ver ou sentir da nossa energia. É um grande mito e absolutamente errado, não há qualquer cor que bloquei qualquer tipo de comunicação, a não ser que a pessoa pelas suas crenças se sinta bloqueada.

Vestir de preto ao aplicar Reiki a alguém – compreender os vários lados da questão

Como já vimos anteriormente, nós mesmos é que criamos um julgamento sobre nós próprios pelas cores que vestimos e, curiosamente, a minha filha costuma dizer “uma pessoa não é aquilo que veste”. No entanto, quando vamos aplicar Reiki a alguém, ou até mesmo só cuidar de alguém, precisamos ter em conta o outro lado. É quase como estarmos atentos a um efeito psicológico que podemos causar, pela aparência.

Pensando assim, com certeza que quererás apoiar a tua boa prática com um reforço psicológico positivo, então, o uso de cores claras ou tons neutros, pode ajudar a pessoa a serenar, a estar mais confortável e confiante. É claro que há roupas mais escuras com padrões ou tons mais escuros que também fazem o mesmo, ou seja, é mesmo necessário alguma sensibilidade e pensar que não estamos apenas para nós, mas também para o outro.

Tem também atenção a fios e anéis que possam levar a pessoa a ter uma interpretação errada de ti. Claro que devemos andar como gostamos, mas novamente tem que se frisar que numa prática de cuidado ao outro, estamos também para o outro.

Vestir de preto num curso de Reiki

O código de vestuário em cada curso de Reiki está unicamente dependente do Mestre. Há quem goste muito que todos vão vestidos branco, há quem não tenha qualquer tipo de código para vestuário.

Nos cursos em que cada pessoa vai vestida confortavelmente como gosta as coisas correm serenamente porque ninguém está desconfortável por ter que estar vestido como não gosta. Nestes casos, podemos sempre pensar se realmente fará sentido estarem todos vestidos de branco? O branco representa um estado de pureza, para nós ocidentais, era a roupa das virgens, por exemplo, no entanto, também não adianta estar vestido de branco se a mente não está nesse estado, ou seja, estar por estar, pode não adiantar nada.

Por isso mesmo, devemos tentar encontrar um caminho conciliatório. Quando for possível, cada um veste-se como quer e se sente bem. Quando for para tratar os outros, vamos tentar vestir-nos de forma a que possamos transmitir confiança e serenidade àqueles que atendemos.

Quando recebemos Reiki as mãos podem aquecer

Por vezes pedimos para alguém nos enviar Reiki, mas nem sempre temos percepções no corpo, no entanto as mãos podem aquecer exactamente da mesma forma que sentimos aquecer quando estamos a fazer autotratamento ou mesmo tratamento Reiki a outros.

Nem sempre é comum este tipo de situações, mas pode também ser alguma explicação para momentos em que as mãos podem aquecer e não compreendemos porque.

Receber Reiki à distância e sentir que as mãos podem aquecer

Experimenta fazer um exercício simples com um amigo teu de nível 2 ou nível 3. Combina com ele a determinada hora enviar-te Reiki à distância, com a intenção que queres. Senta ou deita-te confortavelmente, deixa-te estar receptivo e à hora combinada tenta observar o que se passa contigo perante o envio de Reiki à distância. O que se passa com as tuas mãos?

Aproveita e noutro dia, envia também Reiki à distância ao teu amigo e observa o que ele te relata de sensações.

As mãos podem aquecer pois poderão ser um sinal de que a energia se está a ativar em nós e começa a fazer o seu percurso habitual, de entrada pelo chakra da coroa e ativação dos chakras das palmas das mãos. Apesar de sentirmos calor nas mãos, na verdade esse calor é para nós e não para darmos a outra pessoa.

É esta sensação que precisamos ter em conta quando, por exemplo, estamos no comboio e sentimos que as mãos podem aquecer. Elas começam com um “sinal” fraco, ou um latejar e depois começam mesmo a aquecer. Então, nestas situações em que não pediste a ninguém para te enviar Reiki, tenta sentir o que realmente se passa. Será que é para tu deixares fluir Reiki para os outros? Para alguém que esteja em necessidade? Ou será que é para a energia fluir para ti mesmo?

As mãos podem aquecer pois são parte do processo de ativação de energia que surge perante uma necessidade, ou nossa, ou de outros e, enquanto praticantes de Reiki, devemos escutar as nossas necessidades e o que a energia nos pede. Assim crescemos na prática.

Como enviar Reiki à distância

Para este exercício que podes fazer com um amigo teu, aqui fica o procedimento da técnica Enkaku Chiryo, o envio de Reiki à distância.

  1. Limpeza

    Começa por preparar a tua limpeza com o banho seco, pelo menos, assim como limpar o teu espaço.

  2. Ligação

    Coloca as mãos em gassho ou como sentires melhor, recita os cinco princípios do centro do teu coração e sente a energia a fluir do chakra da coroa às mãos.

  3. Ativação

    Começa por visualizar ou desenhar os três símbolos, do último para o primeiro, dizendo sempre os seus mantras. Indica algo como “Vou iniciar o envio de Reiki à distância para… e que a energia flua para a intenção de…”.

  4. Envio

    Podes imaginar o teu amigo entre as tuas mãos e deixa a energia fluir para aquilo que combinaram. Se tiveres necessidade e assim o sentires, aplica novamente algum ou alguns símbolos.

  5. Fecho

    Para terminares o envio de Reiki à distância, volta a visualizar os ?três símbolos, do último para o primeiro, indicando algo como “Agora termino o envio de Reiki à distância”. Faz novamente o banho seco e verifica se é necessário limpar o espaço novamente.

Seminário CENIF Amadora

No dia 23 de Setembro o CENIF Amadora realizou um seminário exclusivo para os seus alunos, com a participação de todos os formadores, com o intuito de promover a partilha de saberes, o retribuir o empenho dos alunos e também o doar de experiências para uma vida melhor. Foi realizado na Agência DNA Cascais, com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e a Associação São Francisco de Assis.

Agradecemos muito a participação do Dr. Pedro Campilho e da Drª Bárbara Nabo, assim como de voluntárias da Associação. O nosso muito obrigado à Fátima Cunha Velho por ter realizado esta ponte, a todos os formadores pela sua bondosa doação e a todos os queridos alunos que estiveram presentes. Muito obrigado pelas fotos Diana e Daniel.

Como sempre, não podemos deixar de agradecer aos familiares que apoiaram este encontro num domingo.

O nosso enorme obrigado e votos de uma vida feliz para todos. João e Sílvia.

Abertura com o Dr. Pedro Campilho e Drª Bárbara Nabo da Associação São Francisco de Assis.

Seminário CENIF – um dia de prática

Partilhamos contigo os vários temas e as fotos mais emblemáticas de cada um dos apresentadores. Em 2019, lá estaremos novamente, todos juntos, para mais um Seminário CENIF.

A missão de uma Escola de Reiki – João Magalhães

Mindfulness, a atenção plena para o teu dia – Cristina Belém

Reiki em animais -Fátima Cunha Velho

A sabedoria do Budismo no caminho para a vida – Mauro Nakamura

Japonês fácil – Sandra Suyama

Parentalidade Consciente e Reiki – Alexandra Moreira

O Pranayama – Carina Lopes

Círculo de Mulheres – Cláudia Gonçalves

PNL para a comunicação – Carla Santos

O uso das moxas e como aumentar a tua imunidade – Filipa Bernardo

Os quatro pilares da vida – Teresa Peral

Atividades para crianças – Diana Crespo

A Leitura de Aura e Reiki para Crianças – Daniel Azevedo

Viagens com Alma – Filipa Lourenço

Depois da nossa viagem ao Japão, em 2017, começamos a planear mais duas viagens para o nosso crescimento interior e convívio entre os praticantes de Reiki e não só, assim, para 2019 teremos uma viagem aos Açores, pelas ilhas do Pico, Faial e São Jorge, que será uma continuação das aventuras maravilhosas que já vivemos em 2016 na Ilha de São Miguel. Em 2020, celebrando um ano muito especial, estaremos no Nepal e no Butão, mais uma vez num caminho de montanhas e interioridade.

Terminamos este seminário com a entrega de certificados aos terapeutas que participaram na Feira Alternativa.

E ainda um agradecimento especial à Helena Batista e ao Rui Frade pelo seu apoio constante à escola.

Podermos criar condições para que todos possamos crescer mais felizes e levarmos para fora essa felicidade é algo de muito meritório e é um esforço que todos nós fazemos, para mudar as nossas vidas, o nosso comportamento e assim pudermos cumprir tudo o que acreditamos.

Queremos ainda propor-te um desafio, o curso Os 4 Pilares da Vida, realizado pela Cristina Belém, Carla Santos, Mauro Nakamura e Teresa Peral. Aqui ficam mais informações…

Dívidas kármicas – fará algum sentido?

As dívidas kármicas fazem parte de alguns conceitos que adoptamos no ocidente, mas que nem sempre são bem compreendidos, ou até enquadrados. Para se compreender o que são dívidas kármicas temos que compreender o que é o karma e como tudo afinal acontece.

Compreender as dívidas kármicas e o sentido que realmente tem

Karma é um conceito que não faz parte da cultura ocidental, mas sim do hinduísmo e budismo. Significa uma ação realizada (ou mesmo não realizada), mas que tem tudo a ver com a mente e não com um qualquer desígnio misterioso, ou castigo divino.

Se fores alguém que dá confiança aos outros, os empodera, traz esclarecimento, bondade, então estás a gerar boas ações e a tua mente torna-se cada vez melhor, ou seja, bom karma. A mente cultiva e faz crescer boas sementes e cria afinidades. Aquelas que pessoas que foram auxiliadas por uma boa mente, poderão também criar boas ações e desenvolver a sua própria mente, se o quiserem, mas isto não significa que irão ter alguma dívida para com aquela pessoa, pois muitas vezes, o efeito de onda é mesmo assim, vai e depois retorna, mas não a mesma onda que era.

Se fores alguém que apenas cria sofrimento aos outros, que engana, trapaça, manipula, a tua mente está num caminho incorreto, estás a criar más ações e a acumular sofrimento. Se seguires nesta direção de vida, acumulas dívidas, ou seja, és devedor pelo sofrimento causado, mas acima de tudo será a tua própria mente o executor dessas dívidas, ou seja, se criaste sofrimento a uma pessoa, não quer dizer que estejas em dívida para com ela, pois ela também pode ter criado sofrimento a outro. Este tipo de conceito, parece ser de uma complexidade incrível e é, mas podemos simplificar através de um conceito muito simples e que tem origem no budismo – a purificação da mente.

A purificação da mente e as dívidas kármicas

Observa a tua vida e todos os impedimentos, “azares”, situações incómodas e provações que tens tido. Não é fácil, mas tenta fazê-lo. Divide uma folha ao meio, criando duas colunas e em cada linha escreve uma dessas situações.

Agora, em frente a essa linha, na outra coluna, escreve o que achas que pode ter levado a tua mente àquela situação. Por exemplo, “levei uma multa por excesso de velocidade, numa altura em que tinha pouco dinheiro”. Na outra coluna, escreves como estava a tua mente nessa altura. “Tinha a cabeça muito cheia de coisas e não reparei no limite de velocidade, apesar de saber que ali havia um radar, a minha mente não estava clara nem focada, mas sim perturbada por muitos pensamentos”.

Então que “mau karma” foi este?

A falta de concentração e de mente limpa.

Como podes resolver as dívidas kármicas

  1. Como tornar a mente mais purificada?

    Lê bons livros, reflete mais sobre as tuas ações, medita, irá ajudar a esvaziar a mente, a focá-la, a tornar as tuas ações mais positivas.

  2. Como me relacionar corretamente?

    Observa o que tu queres das pessoas e o que tens para lhes dar, será que há um equilíbrio aí? Será que há dependência ou igualdade? Que pensamentos tens e que sentimentos tens sobre essas pessoas? Que expectativa achas que tens sobre o que elas pensam de ti? Será isso realmente importante ou será mais importante viver em harmonia?

  3. Como posso tornar a mente mais positiva

    Regressa a quem realmente és, redescobre-te e observa como o estado pacífico é algo natural em ti, que apenas te distanciaste de ti mesmo. Observa as coisas boas que fazes na vida e valoriza-te, sem desvalorizar os outros. Observa o lado positivo da vida e que cada coisa dependerá também da tua própria mente.

O conceito de dívidas kármicas é usado também no ocidente e temos mesmo que o compreender para que não fiquemos assustados, paralisados ou até para não “cobrarmos” indevidamente a outros, o que afinal possa ser uma questão da nossa própria mente. Uma mente positiva e mais clara, traz sempre uma outra luz a cada questão na nossa vida.

Chorar durante o autotratamento Reiki

E quando começas a chorar durante o autotratamento Reiki? Será que isso é sinal de tristeza? Ou o que poderá também querer dizer?

Porque se pode chorar durante o autotratamento Reiki

A energia universal, Reiki, ajuda-nos a alcançar o equilíbrio e harmonia em todos os nossos corpos, o físico, emocional, mental e energético. Muitas vezes temos em nós uma certa tristeza latente, parece que é algo como água tapada por um plástico e todos os dias andamos por cima desse mundo tão sensível e frágil. Então, quando colocas as mãos no corpo, poderás chorar durante o autotratamento, não porque estás triste, mas sim porque existe essa tristeza que está tapada, camuflada, mas presente em ti.

Então, sabendo que se procura o equilíbrio e harmonia, deixa fluir essa tristeza. Chora, deixa que o corpo responda à solicitação da energia, deixa que as tuas emoções aflorem, para que te possas libertar de todo esse peso interior.

Por outro lado, poderás até ser uma pessoa bastante alegre e não teres razões para tristezas à muito tempo, no entanto, pode surgir uma espécie de lágrima. Essa lágrima que escorre dos olhos poderá ser apenas água necessária a sair pelo canal lacrimal ou então uma pequena tristeza de há muito muito tempo, isto porque Reiki actua também nas várias camadas que vamos acumulando ao longo do tempo.

Então, chorar durante o autotratamento Reiki é algo que só pode ser benéfico, deixa-o acontecer. Tenta observar que pensamentos surgem, que emoções afloram. Teres essa atenção irá também ajudar-te a tratar dessa situação, se ainda houver necessidade para tal.

Como fazer o autotratamento Reiki em atenção plena

Fazer o autotratamento Reiki, em qualquer nível não é sempre fácil, principalmente quando temos pensamentos intrusivos ou emoções transbordantes. Poderá ser também um desafio quando existem distrações exteriores como filhos, animais, barulho, etc…

Então como fazer um autotratamento Reiki mais concentrado?

Aplicar a atenção plena ao autotratamento Reiki

As três técnicas base

Tudo começa com a tua preparação para o autotratamento, é como se mudasses de roupa… para ires dormir, vestes um pijama confortável, para ires trabalhar, vestes uma roupa possivelmente mais formal. Assim, antes de começares o autotratamento Reiki, vamos aplicar a “purificação”, ou o acto de limpar a energia densa que possamos ter na nossa aura. Para isso fazemos as três técnicas base.

O que representam as três técnicas base:

  1. Enraizamento

    A ligação à energia da Terra, o estar no momento presente, âncorado;

  2. Banho Seco

    A limpeza da energia que se acumula nos braços e mãos, assim como o corte de “ligações”, temporariamente, ao nível do cardíaco e plexo solar;

  3. Chuva de Reiki

    A limpeza da nossa aura.

Depois, tens ainda três momentos distintos, mas interligados:

  1. O esvaziar da mente e deixar fluir a energia;
  2. A recitação dos cinco princípios;
  3. A colocação da intenção.

E depois, passamos ao autotratamento. E é aqui que a nossa mente pode pregar partidas, assim poderás fazer um truque muito simples, para reforçar o aqui e agora, o Só por hoje, como indicava o Mestre Usui.

Assim, em cada posição do teu autotratamento, tenta prestar, levar a tua atenção ao seguinte:

  • Ao sentir do contacto das mãos com a pele e o que sentes em relação a isso;
  • Se não tens as mãos em contacto com a pele, sente o que se passa nesse espaço vazio;
  • Recita, em cada posição, os cinco princípios, lentamente e com verdadeira entrega;
  • Concentra-te no que se passa na ponta dos dedos ou nas palmas das mãos, em cada posição.

Para que estas dicas funcionem, não podes estar com expectativa, apenas com um querer fazer… entrega-te e verás como é simples.

A prática de autotratamento é mesmo aquilo que te traz equilíbrio e harmonia em termos energéticos, por isso, vale mesmo a pena praticar.

Porque continuar para o nível 2 de Reiki

Terminaste o nível 1 de Reiki e estás a ponderar se hás-de fazer o nível 2 de Reiki ou não. Para te auxiliar a teres perspetiva sobre essa decisão e argumentos que fundamentem a tua escolha, partilho contigo algumas ideias.

O nível 2 de Reiki para desenvolver a prática e o crescimento pessoal

Como opinião pessoal, o nível 2 é importantíssimo para todos os praticantes de Reiki. Eles poderão não querer ir além do nível 2, isso está correto, mas não aprender os benefícios deste nível poderá ser deixar para trás uma oportunidade fabulosa para trabalhar melhor as suas questões e ainda aprofundar o tratamento a outros.

Assim, o nível 2 de Reiki vai trazer-te os seguintes benefícios

  1. Desenvolver a compreensão dos Cinco Princípios

    Aplicar de forma terapêutica em nós e nos outros a filosofia de vida;

  2. Aprender três símbolos

    Estes símbolos representam frequências da energia e trabalham o nosso corpo físico, emocional e mental. Irão ajudar-te a focar ainda mais nos tratamentos;

  3. Envio de Reiki à distância

    Este é um dos argumentos principais para aprenderes o nível 2 de Reiki – o envio de Reiki à distância irá ajudar-te bastante no tratamento das causas de questões que tenhas, ou mesmo que outras pessoas identifiquem.
    É ainda uma forma incrível de ajudar amigos e mesmo pessoas que não se conhece.

  4. Desenvolver a consciência e atitude do voluntário

    Com este nível já poderás começar a aplicar Reiki a pessoas que não conheces, será uma experiência muito gratificante e enriquecedora, como ser humano e praticante de Reiki.

Algumas perguntas e respostas sobre o nível 2 de Reiki

Como posso saber se estou preparado para o nível 2 de Reiki?

Se tens ido às aulas de nível 1, aplicado os conceitos dos cinco princípios na tua vida e ainda se fazes autotratamento quando necessitas, então ao nível de aprendizagem podes continuar.

Qual a diferença neste nível no que toca ao tratamento a outros?

Iremos desenvolver uma abordagem diferente no tratamento a outros. Não só irás aprender a trabalhar com os símbolos, como também vais ter novos conceitos sobre a terapia e a forma de abordar um tratamento. Neste nível vamos também desenvolver a prática de voluntariado.

Fará sentido ir para o nível 2 de Reiki?

Isso é algo que só tu poderás sentir. Tenta perceber o que sentes, esclarece as tuas dúvidas com o teu Mestre e coloca uma intenção.

Irei aprender técnicas novas?

Sem dúvida que sim. O nível 2 é uma progressão do nível 1 e como tal terás ainda técnicas novas e muitas aplicações diferenciadas para aprender e praticar.

Sem dúvida que só mesmo tu saberás se faz sentido passares para o nível 2 de Reiki e já sabes, se quiseres manter-te na prática do nível 1 isso também fará sentido, fala com o teu Mestre sobre a tua continuação por mais seis meses.

E depois do nível 3 de Reiki o que fazer?

Demoramos cerca de um ano e meio a terminar o nível 3 de Reiki e, por vezes, bem mais tempo do que isso, principalmente a desenvolver a prática do nível 2 de Reiki, mas o que poderemos fazer como praticantes após terminarmos esta etapa?

Um percurso possível após o nível 3 de Reiki

O nível 3 de Reiki é um patamar muito interessante para a nossa experiência terapêutica e de filosofia de vida. É um nível onde revemos todos os conceitos do nível 1 e 2 de Reiki e onde aprendemos a aprofundar a arte terapêutica do Usui Reiki Ryoho. Além disso, é uma experiência única no nosso desenvolvimento pessoal e entendimento sobre nós próprios.

Ao longo de seis meses é grande o trabalho de encontrar as causas para as nossas questões, iluminadas pelo nosso quarto símbolo, o Daikomyo. Este símbolo irá trazer-nos uma ferramenta muito alargada de trabalho interior e também no tratamento aos outros.

A nossa atitude positiva, perante as próprias questões e a forma como encaramos a filosofia de vida, serão também desafios para começarmos a desenvolver o grande entendimento sobre a prática terapêutica.

Assim, após estes seis meses de prática, poderás querer repetir todos os ensinamentos do nível 3 ou, poderás ainda querer desenvolver a prática terapêutica. 

Assim, podemos pensar nos seguintes caminhos para um praticante de nível 3:

  1. Continuar a aprendizagem de nível 3

    Repetir o nível 3 de Reiki não é algo fora de razão, mas sim uma atitude muito inteligente para revalidar os conhecimentos e a prática.

  2. Desenvolver a prática através do voluntariado

    Antes de iniciares a prática profissional, desenvolve o ato de doação e compreende também a diversidade de pessoas que necessitam de Reiki, irá ajudar-te a crescer também humanamente.

  3. Trabalhar profissionalmente

    Tendo experiência na tua prática, podes encarar o percurso profissional, tornando-te um terapeuta de Reiki (lembra-te sempre de ajudar quem mais necessita).

  4. Continuar para o nível 3B, o Gokukaiden

    Há também a opção de quereres continuar e progredir para o nível 3B de Reiki, algo que não é obrigatório, mas que também te ajudará a observar toda a prática de um ângulo muito diferente.

Algumas perguntas frequentes sobre o nível 3 de Reiki

Após terminar o nível 3 de Reiki sou considerado Mestre de Reiki?

Dependerá do sistema de ensino que tens. Na generalidade, os sistemas Essencial ou baseados no essencial, só têm três níveis, sendo que o último ensina a ensinar e como tal, o praticante é considerado Mestre de Reiki. Nos sistemas Tradicional e outros semelhantes existe um nível após o nível 3 de Reiki, o Shinpiden, ao qual chamamos o Gokukaiden, a passagem dos ensinamentos.

Termino o nível 3 de Reiki, sou terapeuta de Reiki?

O nível confere esse saber, no entanto, é aconselhável que haja experiência prática no tratamento de outros, antes de te propores profissionalmente. Experimenta, por exemplo, o voluntariado em terapia Reiki.

Não quero ensinar Reiki, mas pretendo continuar a praticar, o que devo fazer?

Aconselha-te com o teu Mestre e pede mesmo para participares em repetições do curso. O acompanhamento fará toda a diferença e verás que irás olhar para todos os ensinamentos e práticas de forma diferente. Há também praticantes que gostam de retomar novamente o nível 1. Na verdade, a nossa prática é para a vida e a escola de Reiki poderá apoiar-te.

Como posso saber se estou apto a seguir para o Gokukaiden?

Fala com o teu Mestre sobre essa questão que tens, o que sentes e o que pretendes fazer ao ensinar Reiki a outros. Observa os ensinamentos do Mestre Usui e o que isso te poderá querer dizer e ressoar.

Resistir à energia dos outros com o chakra esplénico

Já sentiste necessidade de resistir à energia dos outros mas nunca conseguiste bem perceber como o podes fazer? Temos um local no nosso corpo energético bem apropriado para essas situações, a região do Chakra Esplénico, também conhecida como Seika Tanden, apenas Tanden ou Hara.

O tanden, o chakra esplénico e como resistir à energia dos outros

Se o plexo solar representa o nosso poder pessoal e com ele somos capazes de delinear as nossas fronteiras no que toca à energia dos outros, quando ele parece pouco eficiente, temos ainda algo que pode reforçar o nosso esforço para resistir à energia dos outros

O nosso Chakra Esplénico representa a consciência do Eu e do Outro e como tal, em equilíbrio, sabe gerir relações, mesmo que apenas energéticas. Nessa mesma região esplénica, está um centro energético chamado de Seika Tanden, ou o Tanden inferior, que representa o nosso reservatório de energia vital. Este reservatório é também uma espécie de centro de gravidade, ou seja, quando nos centramos nesse lugar, é como se uma grande força interior estivesse ao nosso dispor e um equilíbrio natural é alcançado. Este é um dos grandes truques usados em artes marciais como o Aikido.

Outro exemplo de uso do Seika Tanden é a nossa respiração Joshin Kokyu Ho, que nos leva à prática meditativa, reciclagem energética e potenciação da energia vital.

Claro que tudo isto parece muito estranho, mas não será quando o experimentares e podes fazer da seguinte forma:

  • Mantém-te de pé, com as pernas à mesma largura dos ombros;
  • Coloca as mãos na região abaixo do umbigo;
  • Faz algumas inspirações e expirações profundas e completas;
  • Imagina-te dentro do teu tanden, uma espécie de local forte, cheio de energia (se não estiver, tens que fazer durante alguns dias seguidos a técnica Joshin Kokyu Ho);
  • Sente essa força que te envolve e que ao mesmo tempo te permeia;
  • Imagina-te agora na situação onde precisas resistir à energia dos outros;
  • Mantém-te centrado em ti, a energia dos outros de fora;
  • Como te sentes?
  • Forte?

O centrar na região do Chakra Esplénico pede-te também que consigas compreender a importância das relações entre pessoas, que não pode haver só dar ou só receber e que devemos também saber o que aceitamos na nossa vida.

A prática de Reiki traz-nos habilidade e capacidade

Sobre o Método Usui Reiki Ryoho, tanto o Mestre Usui como aqueles que o precederam, indicaram que a prática trazia “poderes”, ou seja, habilidades e capacidades. 

Quanto mais desenvolves a prática, mais a tua habilidade cresce e com isso, maior a capacidade de estares em sintonia com Reiki e de a energia fluir através de ti, mas vamos ver o que o Mestre Usui e a Usui Reiki Ryoho Gakkai têm para dizer sobre a nossa habilidade e capacidade.

Desenvolver habilidade e capacidade com a prática de Reiki

Na Usui Reiki Ryoho Gakkai diz-se que o Reiki reaviva-nos três poderes, a habilidade e capacidade de:

  1. Poder natural da vida — É o que anima a vida. É a energia emanada
    da fonte da vida, do Universo. Esta energia é irradiada, como
    tal todos os seres vivos e objetos também irradiam uma energia
    própria;
  2. Poder natural da nossa essência — Ação espiritual. Quando ultrapassamos as nossas ilusões e emoções negativas temos uma capacidade incrível de autocura e de curar os outros;
  3. Poder natural do corpo — Capacidade natural de autocura.
    Todos estes «poderes» são inatos em nós. Todos os temos, resta-nos
    conseguir chegar-lhes. Fumio Ogawa dizia que «para captar Reiki para
    o emanar, deves abandonar os pensamentos mundanos e abrir-te à Mãe Natureza, como se nascesses nela. Definitivamente, a Mãe Natureza irá aceitar-te e dar-te-á um forte Reiki. É importante que sejas puro». Este conceito de Mãe Natureza está intimamente ligado ao Xintoísmo e faz muito parte da mentalidade japonesa. Estando em harmonia com a Natureza, com a vida, cumprimos o nosso propósito de vida.
    Quando foi inquirido sobre a crença necessária para se praticar o Usui
    Reiki Ryoho, o Mestre Usui disse que não havia necessidade de crença:

Não é como um método de tratamento psicológico ou hipnose, ou outro tipo de método mental. Não há necessidade de ter um consentimento ou respeito. Não importa se duvida, rejeita ou nega. Por exemplo, é eficaz para crianças e pessoas muito doentes que não estão conscientes.
Pode haver um em cada dez que acredita no meu método antes de um
tratamento. A maioria aprenderá o benefício após o primeiro tratamento, e então eles acreditam no método.

Toyokazu Kazuwa, um dos presidentes da URRG, indicava que

 «o propósito da nossa terapia Reiki é melhorares e manteres-te e aos outros física e mentalmente saudáveis, aumentando a paz, a prosperidade e a felicidade da nossa família, sociedade, país e mundo, seguindo os Cinco Princípios que são os ensinamentos do Mestre Mikao Usui, o fundador da nossa associação. As suas ideias são imensamente influenciadas por muitos poemas do Imperador Meiji, do Japão, que o Mestre Usui admirava».

E também o Mestre Usui assinalava que a amplitude da prática ia
além da cura física e indicava a transformação dos hábitos e a elevação
da consciência: 

O Usui Reiki Ryoho não cura só a doença. A doença mental — como a agonia, fraqueza, timidez, indecisão, nervosismo e outros maus hábitos — pode ser corrigida. Então serás capaz de levar uma vida feliz e curar os outros com a mente de Deus ou Buda. Que se torna no objeto principal.

Este tema e muito mais poderás desenvolver no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz.

João Magalhães

As lições de um ano

Mais um ano que se passou e também este com grandes lições que me ajudaram a compreender melhor quem sou, como vivo e de que forma poderei viver ainda melhor, melhorando-me.

365 podem trazer-nos as mais belas lições

  • Manter a harmonia – Saber que não se pode agradar a todos é uma observação que vem com experiências duras, no entanto, devemos sempre esforçar-nos para manter a harmonia;
  • Criar condições para compreender a autoconfiança e mostrar aos outros o que podem confiar em nós também não é fácil, mas não é impossível. Por muita adversidade que surja, a confiança é como um leme que aponta sempre ao porto seguro;
  • Nunca percas muita energia com um “tolo” – o “tolo” terá sempre a sua ideia, tu tentarás mostrar-lhe outra perspetiva, mas ele irá continuar com a sua ilusão e poderá também a ti iludir-te ou saturar-te. Nenhuma das situações serão boas para ti, por isso, nunca percas muito tempo de conversa com um tolo, também ele precisa estar preparado para que algo de diferente aconteça e saber lidar com a sua psicose;
  • O provérbio árabe “Os cães ladram e a caravana passa” foi também um dos magníficos pilares de aprendizagem deste ano. De certa forma associado ao ponto anterior, aqui também existe sempre argumentação e contra-argumentação, sempre com muito discurso. Então, quando aprendemos que a nossa dignidade é bem mais importante que vãs palavras, continuamos pacificamente o nosso caminho, os outros continuarão a falar apenas porque gostam de se ouvir falar (ou escrever), nós temos bem mais que fazer na vida do que lhes dar destaque;
  • Observar que as doenças da família são também as nossas próprias doenças e que mais cedo ou tarde, de alguma forma, essas condições se irão manifestar. Por isso mesmo é sempre conveniente cuidar de quem ainda pertence à família ou àqueles a quem integraste na família;
  • Considerar que uma vida rápida apenas traz insatisfação, não porque não tenhamos vivido tudo, mas porque não tivemos tempo para processar o que vivemos e contentarmo-nos com a beleza que apreciamos;
  • Conhecer o nosso caminho de vida é fundamental, não é nada de impossível ou só visível a quem é “elevado”, muito pelo contrário, é algo de tão fácil que se encontra no nosso interior… só lá temos que chegar;
  • Findo mais um ano vejo que as palavras do meu avô continuam a fazer sentido “não queiras ser capitão de muita coisa e mestre de nada”, uma das grandes lições de vida que leva a aprofundar sempre e mais aquilo que é o caminho de vida. Tudo o que fizermos tem que ter um propósito a partir do momento a que nos predispomos a determinado curso de ação;
  • E para terminar, sempre um agradecimento ao Mestre Usui pois com uma sabedoria tão “simples” trouxe-me uma filosofia de vida com sentido e um método que permite cuidar de mim mesmo.

A vida é verdadeiramente valiosa e vale a pena cada dia e momento de cada ano, mesmo que seja de grandes provações. Só por hoje, sou também grato a ti.

Mikao Usui um homem de grandes virtudes e méritos

Masayuki Okada, Doutor em Literatura, membro da Associação do Mestre Mikao Usui, escreveu as palavras de “O Memorial Das Grandes Realizações do Mestre Usui”, que pode ser visto no Templo Saihoji, em Tóquio.

Ele inicia as palavras deste memorial, escrito em Fevereiro de 1927, da seguinte forma:

Chamamos àquele que obteve a qualidade e a força mental, em si mesmo, trabalhando arduamente, um homem de virtude e àquele que espalhou um caminho de salvação e ajudou muitas pessoas um homem de excelência. Um grande apóstolo é o único que tem esta virtude e esta excelência. Desde tempos antigos, muitas grandes pessoas como homens sábios, filósofos, autores de estudos ou religiões eram assim, e o Mestre Usui também era um deles.O Mestre foi o fundador de um método «de como promover a saúde do seu corpo e mente, usando a energia espiritual do Universo (Reiki)». Ao ouvir falar da sua reputação, muitas pessoas vieram ter com ele de todos os lados e desejaram aprender ou ser tratadas por ele. Ele era muito popular… O seu nome era Mikao Usui, também conhecido como Kyoho. Nasceu na aldeia de Taniai, Yamagata, na província de Gifu, e era antepassado de Tsuname Chiba, que foi general do exército entre o final do período Heian e o início do período Kamakura. O seu pai era chamado Taneuji, conhecido como Uzaemon, e a sua mulher vinha da família Kawai. Nasceua 15 de agosto de 1865. Desde criança que estudava arduamente e a sua habilidade era superior à dos seus amigos.

As virtudes e Méritos de Mikao Usui

Sabemos que o Mestre Usui teve milhares de alunos e que viajou entre muitas terras, mas não foi por isso que ele foi considerado uma pessoa de virtudes e méritos, mas sim por ter fundado um método “de como promover a saúde do corpo e da mente”, através de Reiki. Mesmo este método terapêutico, pode ser comparado a centenas de muitos outros onde as mãos são colocadas para que aconteça um fluxo de energia, mas as virtudes e méritos vêm de algo muito mais profundo – a filosofia de vida, a missão do método e o seu conceito sobre a prática e aquele que pratica.

As virtudes e méritos pela filosofia de vida

Quando alguém cria uma filosofia de vida que visa a “melhoria do corpo e da mente” e promove um caminho de autodescoberta e aprimoramento interior, essa é uma pessoa de mérito. Os cinco princípios que o nosso Mestre Mikao Usui legou começam pela constatação do momento presente, só por hoje:

  1. Sou Calmo;
  2. Confio;
  3. Sou grato;
  4. Trabalho honestamente;
  5. Sou bondoso.

Estes princípios são como uma bússola que nos guia pela vida, eles promovem a harmonia, a confiança, a compreensão pelas lições de vida, a honestidade e uma vida bondosa.

As virtudes e méritos pela missão do método

Algo que nos faz refletir bem sobre todas as atitudes que tomamos é a definição do método que praticamos. Dizia o Mestre Usui:

A missão do Usui Reiki Ryoho  é guiar para uma vida pacífica e
feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa.

Assim, um praticante de Reiki precisa definir a sua vida não para criar conflitos, mas para construir a paz, não para levar sofrimento aos outros, mas para os aliviar dele. Alguém que contrói um método assim, é uma pessoa de grande virtude e mérito.

As virtudes e méritos pelo conceito sobre a prática e aquele que pratica

Reiki não é apenas aplicar as mãos e deixar fluir energia. Esse é um entendimento superficial, pois para nos ligarmos a esse fluir, precisamos compreender o seguinte.

Dizia o Mestre Usui:

A lei natural do Grande Universo e cada espírito humano, como
Pequeno Universo, devem ser constantemente unidos, existindo como um.

E mais ainda:

Tudo no Universo é produzido e desenvolvido pelo magnífico Reiki, que preenche o Grande Universo. Os humanos são um microcosmos que obtêm o Grande Espírito do macrocosmos; todos têm uma parte deste Grande Reiki no seu corpo. Assim, devemos sempre tentar cultivar a espiritualidade para que possamos receber o mais possível o Grande Reiki do Universo.

Assim, observamos que o Mestre Mikao Usui era um homem extraordinário, um observador da natureza e, como tal, um entendido na relação entre homem e universo, na relação entre todas as coisas. Era um homem de virtudes e méritos.

Tendo a sintonização já se é praticante?

Quando recebemos uma sintonização de Reiki isso poderá ser pelas mais variadas razões. Desde um apoio terapêutico a, realmente, uma base para um trabalho pessoal dentro daquilo que é o Usui Reiki Ryoho.

A sintonização e a prática

Apesar de se pensar que é a sintonização de Reiki que diferencia o aluno nos seus vários níveis, há toda uma prática que vai, de facto, confirmar essa sintonização. Para que alguém diga que realmente tem determinado nível de Reiki, precisa considerar o seguinte:

  • Aplicou o autotratamento regularmente;
  • Compreendeu os efeitos e sensações do byosen desse nível;
  • Continuou a prática dos cinco princípios de Reiki e melhorou a sua consciência e questões pessoais;
  • Desenvolveu e aplicou as técnicas de Reiki;
  • Acompanhou as aulas e os trabalhos em cada uma delas;
  • Desenvolveu a prática através do tratamento de Reiki a outros, nas aulas;
  • E muito, muito mais.

Então estes pontos apenas querem indicar que a sintonização é um momento e que não é esse momento por si que faz a pessoa ter concluído um nível, ele é apenas o início de um longo caminho que tem admiráveis mundos a descobrir.

Caso não tenhas disponibilidade para assistir às aulas, confirma sempre com o teu Mestre o que há a trabalhar e a desenvolver. A prática conjunta ajuda-nos no nosso crescimento pessoal.

A sintonização Reiki é uma técnica, apenas aprendida por um Mestre de Reiki, para ligar o praticante, de forma mais imediata à Energia Universal.

Como fazer um tratamento de Reiki a familiares com o nível 1

Se tens o nível 1 e estás a pensar fazer um tratamento de Reiki a familiares teus, então este artigo pode ajudar-te em todo o processo, desde prepares o espaço, preparares-te para a aplicação, até ao final de todo o processo.

Como fazeres um tratamento de Reiki a familiares teus

Vamos então pensar nas várias partes do tratamento de Reiki a familiares:

  1. Preparação do espaço
  2. A tua preparação
  3. Explicação
  4. Aplicação
  5. Limpeza após tratamento
  6. Encerramento

Preparação do espaço

Areja bem o espaço onde vais aplicar Reiki, se quiseres acender um incenso garante que não ficou lá o seu fumo e que o cheio é neutro. Verifica o local onde vais aplicar e se tens que colocar almofadas no chão para teu conforto, mantém uma mantinha perto para o caso de ser necessário tapar a pessoa para o seu conforto.

A tua preparação

Vai à casa de banho ou um local onde possas e faz o banho seco, mantendo a atenção ao enraizamento ao longo do tratamento.

Explicação

Explica ao teu familiar o que é Reiki, mantendo uma explicação simples e coerente. Indica-lhe onde irás colocar as mãos no tratamento, mesmo que não as tenhas em contacto com o corpo.

Aplicação

Ao falar com o teu familiar, pergunta para que quer este tratamento, essa será a sua intenção.

Faz o tratamento de Reiki ao teu familiar assim como aprendeste nas tuas aulas. Se quiseres aplica as mãos nos ombros, cabeça, e ao longo dos chakras, joelhos e pés.

Podes aplicar só na frente, só nas costas ou frente e costas, vê como é mais confortável para o teu familiar. Poderá ser deitado ou sentado.

Se sentires algum byosen mais estranho como piquinhos ou picadas, tens que limpar a zona antes de tratares.

Quando terminares, verifica como o teu familiar se sente, dá-lhe água para beber e alguma recomendação que aches necessária. Geralmente uma só sessão de Reiki não é suficiente.

Limpeza após tratamento

Volta a fazer o banho seco e se necessário a chuva de Reiki. Não te apegues ao que sentiste e mantém uma atitude positiva.

Encerramento

Limpa o espaço onde estiveste, se quiseres com incenso e areja, com a janela um pouco aberta.

Aplicar um tratamento de Reiki a familiares pode ser feito com o nível 1 de Reiki. Presta atenção ao byosen, mantém o teu enraizamento e foca-te nos cinco princípios. Não te apegues ao que sentes nem ao que tens de ligação com o teu familiar, mantém uma atitude neutra, estás a ajudar a pessoa no seu percurso terapêutico.

Se a tua mente duvida de tudo como podes ter paz?

Quando a tua mente duvida podes encontrar a oportunidade para validar situações ou podes afundar-te num processo contínuo que te impedirá de ter paz… Como podes trabalhar a tua consciência para quando a mente duvida?

Se a mente duvida como transformar um mau processo em boa ferramenta

Cada parte do nosso corpo cumpre a sua própria função, a maior parte das vezes, automaticamente. Os pulmões têm um papel no sistema respiratório, o coração no seu próprio sistema circulatório e assim por diante. Não queremos intrometer-nos em qualquer uma das funções, de preferência, mas há alturas em que precisamos regular o batimento cardíaco para termos um melhor desempenho, a respiração para oxigenarmos e até uma limpeza aos intestinos para que tudo funcione melhor em nós.

Sabemos que tudo é “automático”, mas também que por vezes precisamos ter rédeas quando algo está desregulado. A mente tem também o seu próprio papel. Ela cumpre a sua função de descriminar, julgar, analisar, identificar, pensar, relacionar o real com o irreal. A mente tem uma parte tão importante em nós como qualquer outro órgão, pode ser destruidora ou criadora. A dúvida faz parte das suas funções e é algo que nos ajuda a aferir a realidade e o que sentimos, pensamos.

Em certas alturas da nossa vida, a mente produz demasiada dúvida, ela fica presa num processo irreal em que nada parece estar bem e que há a dúvida de tudo. Se a mente duvida de tudo então não existem âncoras para o nosso bem estar e equilíbrio, perdemos até a confiança em nós mesmos, porque tudo passa a ser uma dúvida.

Como Reiki pode ajudar quando a mente duvida

Se a tua mente duvida é porque “engatou” um processo automático que precisa ser desfeito, para isso, a prática de Reiki pode dar-te algumas respostas de apoio:

  1. A prática da meditação através da técnica Joshin Kokyu Ho – pratica esta técnica 10 a 15 minutos por dia, várias vezes, principalmente quando a tua mente entra em processo de dúvida;
  2. Reflete com os cinco princípios. Cada princípio pode ajudar-te a religar às certezas que tens. O quinto princípio, Sou Bondoso, ajuda-te a compreender que a mente precisa parar que tu estejas bem;
  3. Mudar a atitude com a técnica Seiheki Chiryo;
  4. Receber Reiki pois irá ajudar-te a ter outra perspetiva da tua questão.

Trazer consciência sobre o que fazemos é também parte da “Arte Secreta de Convidar a Felicidade“, como dizia o Mestre Usui. Quão mais consciente fores, mais a tua mente trabalhará contigo e mais as tuas emoções serão um contributo para a tua paz e também para a paz dos outros.

A mente duvida e pode duvidar, faz parte do seu trabalho, mas como em tudo, tem que contribuir para a grande harmonia de todo o nosso sistema vivo, por isso mesmo, a mente deve ser uma grande auxiliar da harmonia e felicidade na nossa vida.

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