O Tao do Reiki

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Category: Reiki A Energia Universal

Entrevista a João Magalhães sobre o livro Reiki – A Energia Universal

João Magalhães é Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e também autor do recente livro Reiki – A Energia Universal. Esta entrevista é sobre o tema do livro, mas também sobre as várias questões que surgem no ensino, profissionalização e aprendizagem de Reiki em Portugal.

Entrevista realizada por Susana Ramos.

Reiki – A Energia Universal

Como surgiu a ideia de escrever Reiki – A Energia Universal?

O conceito por detrás deste livro é o caminho que um praticante de Reiki faz para se tornar Mestre de Reiki e segue aquilo que o Mestre Usui nos deixou como missão. Dizia ele, “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

No livro, refere a existência de várias energias universais. O que distingue o Reiki das outras energias?

É um pouco difícil distinguir a energia e mais ainda comprovar o tipo de energia, é por isso mesmo que temos a técnica da sintonização, que nos auxilia a trabalhar com a Energia Universal, de forma mais direta e imediata. No entanto, há algo que nos permite distinguir claramente – a passividade.

Reiki é um tipo de energia passiva, não é imposta, não é forçada, não pode ser. Se tal acontecer, não é Reiki que se está a usar, assim como não se está a praticar Reiki. Como é uma energia que trabalha no campo da homeostasia, de forma alguma se consegue, naturalmente, forçar esse processo. Esta é uma boa forma de compreender a diferença e também a sentir.

Qual a preparação ideal para se ser um bom Mestre de Reiki?

  • Levar a prática de Reiki com seriedade, vivência e experiência, desde o primeiro dia;
  • Compreender os conceitos profundos do Usui Reiki Ryoho;
  • Trabalhar muito como voluntário e como Terapeuta.

O que faz de um Mestre de Reiki um bom profissional?

Saber colocar-se no lugar dos outros e estar aberto a todas as situações, o que é verdadeiramente difícil. É também saber trabalhar em conjunto, formar não só bons praticantes, mas boas pessoas.

Cada vez mais compreendo este último sentido. A prática de Reiki, dizia o Mestre Usui, é para a melhoria do corpo e da mente, isso é alcançado através do tratamento e dos cinco princípios, o que implica dizer que tem que haver uma transformação e tem que ser assumida uma disciplina – a disciplina do autocuidado e da bondade para consigo mesmo. Um Mestre de Reiki é um facilitador, é aquele que forma bons praticantes e boas pessoas, tendo sempre o devido equilíbrio de compreender que muitos mal terminam o curso, esquecerem tudo o que foi ensinado e irem fazer o que já tinham em mente, mas mantendo um bocado de papel ao qual outros dão valor.

Manter o equilíbrio nas relações humanas não é simples e saber conciliar é um dever do Mestre de Reiki. Assim, tornar-se um bom profissional significa que sabe formar, que sabe praticar, viver e que acima de tudo está a construir uma comunidade, uma sociedade e um mundo melhores, através da prática de Reiki.

O caminho do Reiki é um caminho árduo. Como é que um Mestre de Reiki pode superar as dificuldades?

Acima de tudo, manter-se centrado nos ensinamentos do Mestre Usui, compreender claramente a missão que ele nos legou. A partir daí é avaliar toda a sua ação, com bondade e honestidade.

A que se deve a banalização do conceito «Mestre de Reiki», em Portugal?

Existem algumas situações que contribuíram para isso:

  1. Importamos o conceito de que quem tem o nível 3 de Reiki é Mestre de Reiki, mesmo não sabendo sintonizar;
  2. É implícito na nossa cultura que uma pessoa só tem valor quando tem um título – doutor, engenheiro, “mestre de Reiki, …;
  3. A necessidade de afirmação que cada um possa ter.

De facto, não existe uma necessidade de uma pessoa se apresentar e dizer “olá, eu sou Mestre de Reiki”, ou afirmar opiniões pessoais reforçando o seu nome com um título, que já vimos estar a criar um preconceito em relação aos Mestres de Reiki. Por outro lado, o conceito de Mestre que tem um determinado valor no Oriente, não é de todo compreendido nem é possível de ser praticado em Portugal, porque realmente nós não seguimos à risca aquilo que nos dizem.

Antigamente, o conceito Mestre era usado para uma pessoa que continha um grande saber e arte sobre algo, por exemplo, um Mestre Carpinteiro. Dava-se valor a esse saber, hoje apenas se desvaloriza, a pessoa, o trabalho, a profissão. Quando conseguirmos compreender que sentirmo-nos bem a desvalorizar os outros e as coisas não é um bom caminho, muito mudará de certeza.

Assim, o melhor conceito que posso dar é que não haja tanta importância no ser “Mestre de Reiki”, mas sim no ser praticante de Reiki, ou seja, aquele que pratica, aplica, vive os conceitos do Usui Reiki Ryoho.

Qual o maior erro que um Mestre de Reiki pode cometer na sua prática profissional?

Deixar-se enganar por si mesmo.

Isto quer dizer acreditar que sabe tudo e que nada mais tem a aprender, só a ensinar e que os outros o deviam escutar e reverenciar. Não há maior erro que este porque a partir daqui surgirão cada vez mais situações exigentes que o farão ver o contrário, para que possa retornar a um caminho de harmonia. Quanto maior resistência, maior o sofrimento.

Pensa que em Portugal há abertura de mentalidades para a criação de escolas de Reiki?

Acredito sim. É um trabalho esforçado de credibilização, mas quanto mais bons praticantes existirem, com cada vez melhor formação, mais facilmente as mentalidades de grupo se irão tornar esclarecidas e compreenderão o que é Reiki e para que serve uma escola de Reiki e a sua aprendizagem.

Quem pretende criar uma escola de Reiki tem que ter a consciência que é difícil, que exige tanto esforço quanto qualquer outra profissão, se realmente se quiser fazer as coisas corretamente. Por vezes temos que parar para saber reequacionar. Como conselho, nunca vás com demasiado fogo, depressa ele se irá extinguir, principalmente à primeira dificuldade. Leva uma ideia como quem recita os cinco princípios.

O que leva um Mestre de Reiki a desmotivar-se?

Existem vários factores que sempre acontecem:

  1. Ter poucos alunos e não conseguir chegar a mais pessoas;
  2. Alguns alunos desistirem e não haver comunicação do porque;
  3. O prejuízo que existe entre Mestres de Reiki;
  4. O ser enganado financeiramente;
  5. O desgaste da compaixão;
  6. Entre muitos outros…

Então, a melhor forma de não perder a motivação é saber viver consciente dos cinco princípios e compreender a realidade da condição humana. Todas estas situações fazem parte e elas não são diferentes no “mundo” do Reiki, por isso mesmo, devemos viver em equilíbrio, saber desapegar, ter uma mente vazia e um coração predisposto.

O que diferencia os cursos de Reiki com acompanhamento dos que não o têm?

É uma opção de quem ensina assim e nos dias de hoje não há razão para os cursos não terem um ensino com acompanhamento estruturado pois já estão publicados muitos livros que permitem esse mesmo conceito. Podemos dizer que a diferença está, essencialmente, no praticante não vivenciar e desenvolver a sua prática. Por exemplo, se não tiver uma aprendizagem progressiva, irá achar que ao praticar em casa já aprendeu tudo o que tinha a aprender e quer continuar para o nível seguinte, o que é muito natural. Se não tem experiência em praticar com os colegas do mesmo nível, também não aprenderá com a partilha de experiências, nem terá oportunidade de colocar as suas dúvidas ou compreender a progressão das suas percepções com o byosen.

Podemos comparar os dois tipos de ensino a uma viagem, como por exemplo, passar um dia em Santa Catarina e achar que se viu tudo do Porto. Reiki necessita de vivência e essa só pode surgir com o tempo.

Os três pilares para um terapeuta de Reiki são a resiliência, a honestidade e a bondade. E quando, por algum motivo, não se consegue viver de acordo com eles?

Aí o terapeuta começará a entrar em dissociação de si mesmo e, muito possivelmente, as coisas começarão a falhar. Poderá demorar muito tempo até entrar em ruptura, mas isso irá acontecer pois por um lado não está a ser integro consigo mesmo, por outro lado, não conseguirá dar todo o seu potencial a outros. É como julgarmos uma pessoa pela sua aparência – um ar angelical esconde muitas vezes uma grande falsidade. É por isso mesmo que nunca nos devemos considerar mais do que os outros, ou passarmos uma mensagem que vivemos sem problemas, todos somos humanos e os praticantes de Reiki, os terapeutas, os Mestres, são humanos. Assim todos conseguimo-nos entender melhor e quando não estamos em condições, não trabalhamos, descansamos.

Neste livro, introduz um novo ensinamento pouco divulgado até então: o Reiju. Para que serve exatamente e quem poderá fazê-lo?

O Reiju é um empoderamento através da Energia Universal, ou seja, Reiki e é uma prática muito positiva para todos os Mestres de Reiki aplicarem aos seus alunos, pois não implica sintonização. É um reforço do canal energético e da energia, assim como um reforço da conexão que o praticante tem. Pode realizar um Reiju que for um Mestre de Reiki com experiência em sintonizar os seus alunos. O ideal é aprender presencialmente a técnica, por isso, a informação que consta no livro é uma indicação da técnica, mas que requer uma aprendizagem presencial para que se possa aprimorar, praticar e até compreender alguns truques por detrás do Reiju.

Por que é que há muito preconceito relativamente ao lado espiritual do Reiki?

Tem mesmo a ver com a forma como a sociedade encara o que é espiritual e com as “importações” de crenças que fizemos para a nossa cultura, que nos levaram a entender muito mal o que é Reiki. Fala-se de santos, de guias, de anjos, quando nada disso faz parte do método. Usam-se penas, defumadores, arrotos e falar com espíritos, quando nada disso faz parte do método.

Então é difícil passarmos com um pano por cima desse enraizamento cultural. Já há nove anos que a Associação Portuguesa de Reiki tem vindo a fazer um grande trabalho de esclarecimento e muito já se progrediu, mas muito ainda falta fazer porque são nove anos de grande trabalho, mas que um breve momento pode sempre chegar para deitar tudo por terra. Isto significa que devemos encarar o método como ele é – a prática da energia. Devemos saber colocar as nossas crenças pessoais de lado. Religião, espiritualidade, isso é próprio de cada um, no método não há indicação para seguirmos esse tipo de crenças. Então, qual a dificuldade de praticar cinco princípios e levar a verdadeira atenção a essa mudança de consciência?

Essa sim é uma verdadeira espiritualidade, o chegar à consciência, o mudar, o saber construir um ser através de si mesmo, com reflexão, harmonia e confiança.

Como podemos contornar essa intolerância e ignorância?

Praticando Reiki como Reiki e ter atenção a declarações públicas que se façam. Muito facilmente nos deixamos levar pelo ego e metemos os pés pelas mãos. Se pensares que és o rosto do Reiki, então sabes que é em ti que está a responsabilidade da credibilização.

A intolerância e a ignorância sempre existirão, elas fazem parte do nosso crescimento humano, por isso mesmo, devemos trabalhar da forma mais reta possível e dentro daquilo que é o Usui Reiki Ryoho. Quanto mais conseguirmos auxiliar cada pessoa por si e ter mais harmonia, autoconfiança, gratidão, honestidade, bondade e quanto mais ensinarmos a que façam o mesmo pelos outros, mais a intolerância e ignorância perderão a sua força. Estar num caminho de forma equilibrada é difícil, mas não é impossível.

Qual a mensagem primordial que pretende dar com a criação desta obra?

Que o praticante de Reiki assuma corretamente a sua prática desde o primeiro dia do seu curso e que um Mestre de Reiki seja alguém que vive e transmita harmonia, confiança, gratidão, honestidade e bondade. Que dentro dos problemas pessoais de cada um e do árduo da sua vida, consigam sempre demonstrar Reiki como é Reiki e que sempre tenham força e serenidade.

Fonte: Susana Ramos

Os cuidados de um mestre a ter com o sexo oposto

A grande maioria de praticantes de Reiki é do sexo feminino, podemos quase dizer que é algo à volta de 70% dos praticantes. Tendo em conta os preconceitos da cultura portuguesa, torna-se difícil o trabalho de um mestre de Reiki que seja do sexo oposto.

Os desafios e cuidados a ter de um mestre Reiki sobre os seus alunos

Deparamo-nos hoje com uma sociedade muito destruturada. Por um lado convivemos com valores milenares enraizados subconscientemente na cultura, por outro lado sofremos de aculturação e de uma mistura de culturas muitas vezes com atitudes, formas de estar, opostas às nossas, ainda tentamos lidar com a realidade que vivemos diariamente, que muitas vezes nada tem a ver com qualquer cultura e no meio disto tudo, tentamos manter-nos intactos e sãos. Por exemplo, ao nível cultural, temos pessoas de países mais quentes que são mais afáveis e tocam, temos pessoas de países mais frios, um pouco mais distantes e que não tocam, temos as excepções à regra, temos também religiões pelo meio. E como encontramos tudo isto num curso de Reiki?

Uma turma de Reiki pode ser constituída, com sorte, com metade homens, metade mulheres, em alguns casos, até mais homens que mulheres, mas em algumas circunstâncias temos só mulheres. Vamos então ver algumas situações que surgem e como lidar com elas.

  • Os abraços;
  • O vestuário;
  • A desconfiança do conjugue do aluno;
  • O próprio conjugue do mestre.

Os abraços e a prática de Reiki

Não sei como, mas foi-se adquirindo o hábito de dar muitos abraços nos cursos de Reiki.

De alguma forma, as pessoas dão abraços e se alguém vinha a mim para me dar um abraço eu respondia da mesma forma e dava-o, algo a que fui chamado à atenção para não fazer, num encontro em Delães, possivelmente em 2009/2010 e assim fui deixando de dar abraços. Nem sempre é contornável, pois há quem seja mais rápido que a nossa capacidade de reacção, mas o que decidi fazer foi dar abraços de lado ou não estar mesmo em contacto com a pessoa.

É uma decisão bastante desagradável, porque por um lado algumas pessoas sentem-se ofendidas, por outro dizem que não estou a ser aberto como devia ser na prática de Reiki, que nada tem a ver, mas muitas pessoas começam a compreender porque não dou abraços.

Existem vários problemas com os abraços, talvez não entre as pessoas, mas sim com quem está a observar:

  • O abraço a um pode ser mais prolongado que a outro e leva a pessoa a pensar em quem se gosta mais;
  • O abraço pode ter um contacto físico mais próximo e quem observa pode julgar ser outra coisa;
  • Até mesmo que vai abraçar pode ficar com outra intenção.

Claro que estou a dar perspectivas muito negativas, mas elas acontecem e por isso mesmo, nada como termos cuidado para evitar chatices desnecessárias. É pena pois muitas teorias surgem à volta do abraço como sendo curador, porque há pessoas que genuinamente sabemos que precisam de um abraço, porque há pessoas por quem temos profunda amizade e carinho, mas…

O vestuário

Felizmente ainda estamos num pais em que há uma certa liberdade no vestuário, no entanto, nas empresas existe um código de vestuário, mais ou menos explícito. No CENIF Amadora criamos um código de atitude perante o vestuário, que simplifica muito a nossa forma de estar e nos ajuda a cumprir a ética. Ele é:

  • Quem trouxer saias acima do joelho, não pode ficar de frente para mim, nem no ângulo de visão, em alternativa pode colocar uma manta;
  • Não são aconselháveis decotes acentuados, porque quando vão para marquesa, quem for tratar pode ficar num ângulo de visão mais evidente para alguma situação ética;
  • Ao praticar em marquesa, nas situações de saias mais curtas e decotes mais acentuados, usamos uma manta para tapar o corpo e assim não ter qualquer tipo de situação que outro pudesse considerar fora da ética da prática.

Ou seja, cada um pode vir vestido da forma como entender, mas na prática de Reiki, então adoptamos resoluções que nos evitam situações éticas. Não que elas surjam, mas o olhar do outro é sempre crítico.

Felizmente, no tempo quente, os alunos podem todos vir de calções.

Cinco formas de lidar com o conjugue do aluno

Por vezes surgem algumas questões com o conjugue, muito naturais. Por exemplo, o praticante felizmente tem muitas atividades para se desenvolver e então poderá estar menos tempo em casa, neste seu processo de crescimento, ou seja, começa a mudar o seu padrão o que poderá trazer desconfiança no conjugue. Por outro lado, começa a estar mais atento, consciente, começa a querer estar mais feliz e a distribuir essa felicidade, que poderá ser também uma mudança de padrão, o que pode trazer desconfiança.

De forma até cómica por vezes perguntam-se, “como sai tanta mulher feliz por estar uma hora e meia com um tipo gordo e careca?”. Bom, felizmente saem homens e mulheres felizes, fazem-no porque estiveram a praticar e isso tocou-os interiormente. Pela mesma razão, possivelmente o conjugue devia aprender para também alcançar o mesmo. O tempo perdido com questões que apenas cultivam venenos, tira anos de vida e felicidade, mais vale aprender Reiki.

Portanto, quando existe desconfiança porque não convidar o conjugue a ir assistir a uma aula? Muitos já foram e muitos também já se tornaram praticantes de Reiki. Aliás, uma prática consciente da filosofia de vida no Reiki ajuda na vivência do casal.

Mas temos cinco formas para lidar com estas situações, aplicando os cinco princípios. Aqui fica a sugestão para reflexão como casal:

  1. Só por hoje, sou calmo – Mas porque perdeste o teu equilíbrio, o que te tornou desconfortável?
  2. Confio – Porque perdeste a tua confiança em ti mesmo? E em mim?
  3. Sou grato – Que lições aprendemos com esta situação? Individuais e como casal?
  4. Trabalho honestamente – Estaremos a comunicar correctamente?
  5. Sou bondoso – Como podemos resolver esta situação de forma bondosa para ambos?

Nada melhor que o diálogo, no entanto, se o conjugue não conseguir escutar, nem conseguir sair desse processo, talvez seja melhor dares um tempo ao Reiki e irem a uma terapia de casal. Não é apenas desistir das coisas para satisfazer a insatisfação do outro, que sempre a terá, é sim irem aprender a crescer em conjunto e mudar o que há a mudar de ambos os lados.

Como lidar com o conjugue do próprio mestre

O próprio mestre poderá ter problemas em casa, porque se é homem e maior parte dos alunos for mulher, a própria esposa poderá sentir-se de alguma forma colocada em causa com tanta atenção que for dada a mulheres.

Se assim for e se a vivência em Reiki não for o suficiente para o entendimento, nada como a terapia de casal ou mesmo considerar mudar de profissão.

Este tipo de situações não surge apenas com Mestres que são do sexo masculino, o mesmo tipo de questões surge também com Mestres do sexo feminino.

A cultura portuguesa ainda está num caminho que necessita de muito crescimento e temos que, forçosamente, ir ao ritmo do mais lento. Felizmente temos os cinco princípios e a prova que Reiki é mesmo a Arte Secreta de Convidar a Felicidade. Podemos praticar, com ética e atenção, isso não nos impede de sermos compassivos e bons praticantes.

Como vês, ser Mestre de Reiki não é fácil.

Como pode um Mestre de Reiki incentivar um grupo em desarmonia

O trabalho de um Mestre de Reiki não é nada facilitado quando dá cursos com acompanhamento, ou seja, quando os seus cursos vão bem além do dia da sintonização.

Incentivos quem um Mestre de Reiki pode dar para promover a harmonia em grupo

Cada pessoa é em si um universo. Um universo de conceitos, de questões, muitas vezes de sofrimento oculto e alguma hipersensibilidade. Várias pessoas juntas, com muitas questões por resolver, podem por vezes resultar numa espécie de barril de pólvora. Um só dia de curso e adeus, é simples. Acompanhar e ajudar a crescer, resolver e partilhar questões, é que poderá ser difícil.

O trabalho de um Mestre de Reiki é mesmo muito exigente e requer uma grande dose de concentração, aceitação e prática dos cinco princípios de Reiki. Então como poderás incentivar o teu grupo a promover harmonia em si mesmos e no conjunto?

  • Se notares que a energia entre o grupo não flui, podes experimentar pedir para trocarem de lugares após algum tipo de actividade prática;
  • Leva-os a praticar um pouco de Joshin Kokyu Ho e de seguida, recitem os cinco princípios de Reiki;
  • Não deixes que apenas uma pessoa tenha toda a atenção, isso não pode acontecer por todas as razões, se necessário ela poderá falar contigo após a aula;
  • Tenta incluir sempre as pessoas que possam estar em desarmonia e não as excluas do grupo;
  • Se o grupo as excluir e não aceitar, então continua de forma compassiva com a pessoa e tenta integrá-la noutro grupo. Por vezes essas situações acontecem e é tudo uma questão de energia entre grupos;
  • Dá trabalhos, questionários de reflexão para fazerem na aula e partilharem o que sentem. Isso ajudará o grupo a compreender-se melhor;
  • Promove convívio, senão o grupo apenas quererá despachar a formação;
  • Lembra-os do propósito e da Missão do Usui Reiki Ryoho…

O trabalho de um Mestre de Reiki nem sempre é fácil, mas com experiência, com prática e vivência, com o sentir da energia e dos princípios, vamos aprendendo o longo caminho da sabedoria.

Reiki a Energia Universal

Reiki a Energia Universal – Livro para Mestres de Reiki e não só

Compreendendo a necessidade de apoiar os Mestres de Reiki, partilho contigo algumas experiência com Reiki A Energia Universal, um livro, um guia de apoio para quem é Mestre de Reiki, de qualquer sistema de ensino e com qualquer grau de experiência.

Reiki a Energia Universal

Reiki a Energia Universal é um livro para praticantes de Reiki de qualquer sistema de ensino. É principalmente um guia de apoio, um manual para Mestres de Reiki que queiram aplicar o que o Mestre Usui nos legou – «A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade.» É um livro sem pretensões, é uma partilha de experiência de vida, focado no Reiki e que pretende a auxiliar-te a viveres cada vez mais Reiki, levando-o também aos outros.

Reiki A Energia Universal

102 – Professor
Mesmo quando dominares o que tens vindo a estudar, não te esqueças
de apreciar a ajuda e o apoio do teu professor.
– Imperador Meiji

Algumas perguntas e respostas sobre o livro Reiki A Energia Universal

Ainda não estou a fazer o nível de Mestre de Reiki, será aconselhável ler este livro?

Sim, porque irá ajudar-te a compreender o que representa ser Mestre de Reiki e a ter algumas considerações em mente sobre o trabalho, a forma de ensinar e como criar a harmonia de um espaço. Irás também ter outras perspectivas sobre as técnicas e a aplicação de Reiki.

Estou a pensar criar uma escola, de que forma este livro pode ser bom para esta ideia?

O grande propósito é auxiliar uma escola a ter a mesma energia do lema da escola do Mestre Usui “a unidade do eu, a través do equilíbrio e harmonia”. Irás ler algumas situações desagradáveis que podem acontecer, mas também a forma de as contornares e resolveres. Uma escola é exactamente como qualquer outra escola fora de Reiki, porque as pessoas são, em primeiro lugar, seres humanos. Precisamos sim é de observar e aplicar resoluções dentro daquilo que é a nossa filosofia de vida. Será uma partilha valiosa para ti.

Já sou Mestre de Reiki há muitos anos, mas nunca ensinei, será que me pode ajudar?

Sim, irá auxiliar-te a compreender as necessidades dos nossos dias que tantos praticantes têm e até como estruturares o teu curso ao longo do tempo. Terás sempre exemplos para as várias situações e até sobre como te preparares, em todos os aspectos da tua vida de ensino.

Nunca percebi bem como pronunciar os nomes japoneses, como o poderei fazer?

Pela primeira vez, publico neste livro a forma de pronunciação dos nomes japoneses mais comuns que usamos, mesmo com a perspectiva de te poder ajudar. Claro que não somos japoneses, portanto nunca o diremos a 100%, mas lá perto chegará.

Como compreender o que ensinar num curso de Reiki?

Essa é uma dificuldade que, creio eu, todos nós sentimos. Eu tenho essas dúvidas muitas vezes e por isso mesmo estou sempre a tentar mudar, a fazer melhor. É por isso mesmo que neste livro partilho algumas dicas para te ajudar a ancorar nos conceitos mais importantes que depois poderás sempre desenvolver.

Porque publicaste a forma de fazer um reiju?

Foram uns anos a ter essa consideração, mas finalmente achei que esta técnica é muito importante para os praticantes e como não envolve sintonização, decidi partilhar. Claro que nunca o poderemos equiparar a aprender presencialmente, mas nada como observares e experimentares, pois pode ser de muito benefício para os teus alunos.

Porque não ensinaste directamente como fazer uma sintonização se ensinaste a fazer o Reiju?

o Reiju não requer símbolos nem tem o conceito da sintonização. Para mim a sintonização é que sim, é uma técnica reservada e deve continuar a ser.

Existe uma ética para Mestres de Reiki?

Existe sim, foi criada pela Associação Portuguesa de Reiki e partilho a sua última actualização contigo. É importante estarmos cientes desta ética e da importância da Associação para o esclarecimento e crescimento da prática de Reiki em Portugal.

Reiki a Energia Universal

Reiki A Energia Universal – informação editorial

Reiki A Energia Universal é um guia de apoio para quem quer fazer o percurso completo da prática de Reiki. Apresenta respostas a questões sobre o ensino de Reiki em Portugal, dicas práticas para todos os níveis e sobre todas as matérias, e ainda ensinamentos únicos para mestres de Reiki. Este livro ajuda a compreender a Energia Universal e o Método criado por Mikao Usui, sendo um apoio essencial à transformação e ao desenvolvimento pessoal. Feito à imagem de um curso, é o primeiro livro a nível mundial com indicações sobre como realizar o Reiju.

UM LIVRO INDISPENSÁVEL QUE AJUDARÁ A:

  • Compreender e preparar uma sintonização entre mestre e alunos;
  • Organizar uma escola de Reiki;
  • Ultrapassar as dificuldades comuns de um mestre de Reiki;
  • Motivar os alunos a praticar;
  • Explicar aos alunos como fazer autotratamento e as variantes de tratamentos a outros;
  • Responder e pensar sobre as críticas atuais ao Reiki.

Informações legais sobre o livro

  • ISBN 9789898873071
  • PVP 19,99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de março de 2019
  • 1ª EDIÇÃO outubro de 2017
  • PÁGINAS 384
  • APRESENTAÇÃO capa mole
  • DIMENSÕES 150 x 230 x 25,5 mm

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