O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: Nível 3B – Gokukaiden (Page 1 of 3)

Pode um Mestre de Reiki ficar doente? Será que é o trabalho que o faz mais doente?

A prática de Reiki está cheia de mitos e um deles é se um Mestre de Reiki pode ficar doente, ou como pode ele ficar doente se pratica Reiki? Esta é uma questão que precisa ser bem reflectida.

A doença no Mestre de Reiki e porque surgirá

A doença é algo de natural na nossa vida, representa um momento de desequilíbrio e desarmonia, ao qual o nosso corpo irá reagir. Reiki, a Energia Universal, é parte de nós e ajuda-nos a manter a homeostasia do nosso sistema vivo. Um Mestre de Reiki é um praticante que deve manter o seu autocuidado regular, é alguém que trabalha proficientemente com a energia e, deve estar em harmonia, em sintonia, com este fluxo de vida.

Mas como pode então, um Mestre de Reiki ficar doente?

A resposta é muito simples –  ele fica com tanta probabilidade de estar doente, como qualquer outra pessoa. Será que afirmar isto significa que praticar ou não praticar Reiki é a mesma coisa?

Não é. De facto, a prática de Reiki pode ser profilática para o desequilíbrio e desarmonia da pessoa, mas isso não quer dizer que ela nunca irá ter mais doença, pensar isto é absolutamente errado. Se estiver na condição da pessoa, podemos até pensar em termos genéticos, ela poderá mesmo ficar doente e isso não tem a ver com ser ou não ser praticante de Reiki, mas sim com algo que faz parte dela.

Assim, fica desfeito este mito – um Mestre de Reiki é uma pessoa com condições e algumas dessas condições poderão conferir doença, ou seja, um período de desequilíbrio e desarmonia, que não pode ser evitado, no entanto, deve ser tratado.

Algumas situações que podem trazer desequilíbrio

No caso dos Mestres de Reiki, não há apenas a componente do tratar os outros, mas também a do ensino. Um Mestre de Reiki realiza sintonizações e ensina praticantes de Reiki, o que o leva a grande “partilha” de energia e também aos desgastes aos quais os professores e formadores estão habituados. Nem sempre é fácil lidar com situações complicadas que surgem e nem sempre se consegue digerir todas as situações pressionantes que nos trazem, é por isso que a meditação é também algo de muito importante e por isso mesmo é que o Mestre Usui nos indicava… “Só por hoje“.

Poderão os tratamentos de Reiki a outros contribuir para a doença do Mestre de Reiki?

A resposta a esta questão pode trazer imensa confusão a quem não ler corretamente ou não enquadrar corretamente a resposta. Vamos ver por dois prismas:

NÃO! Os tratamentos de Reiki a outros não contribuem para a doença do Mestre de Reiki. Não é por tratar os outros energeticamente que iremos ficar com os seus desequilíbrios e desarmonias. Essas questões não são contagiosas, como algumas doenças físicas.

Sim/talvez. Os tratamentos de Reiki a outros podem contribuir para o desequilíbrio do Mestre de Reiki se este não cuidar de si mesmo. Isto acontece porque quando se lida com energia densa, continuamente, esta poderá causar pressão sobre o corpo energético do praticante, mas isto não quer dizer que a prática de Reiki causa doença a quem a pratica! É um pouco como quem está inserido num ambiente stressante, há quem lide bem com esse ambiente e nada se passa, mas há quem não lide bem e fique mal. Por isso mesmo, um Mestre de Reiki ou um Terapeuta de Reiki devem ter um cuidado rigoroso consigo mesmos.

Mesmo tendo todo o cuidado, o Mestre de Reiki pode ficar doente, porque essa doença fará parte da sua condição. Será de grande prejuízo alguém criticar um Mestre de Reiki por este estar doente, pois nada tem a ver com algo de errado que ele esteja a fazer. É quase como ver alguém doente e dizer “bem feita que estás doente” e claro que todos sabemos que pensar sequer, é absolutamente errado.

Quando se deve parar de trabalhar em Reiki, quando se está doente?

Deve-se parar de trabalhar para repor os níveis energéticos, para equilibrar a mente e o coração e descansar o corpo. Devemos sempre seguir estas regras.

Claro que ninguém sabe quando está doente, só mesmo quando o desequilíbrio está bem alojado é que se começam a manifestar situações que apontam para algo estar mal. Portanto, a maior parte das pessoas está a trabalhar estando doente, só mesmo quando pioram, ou quando os efeitos são mais manifestos, é que compreendem as suas condições.

Se estiveres sob o efeito de medicação forte, considera dar também um tempo de descanso, o que é obrigatório quando há intervenção de quimio ou radioterapia, para que o corpo se possa restabelecer corretamente.

Ser Mestre de Reiki é compreender aquilo que o Mestre Usui indicava “É para a melhoria da mente e do corpo” e isto quer dizer que a nossa prática deve ser sempre avaliada e o descanso é obrigatório. Devemos fazer autotratamento e também receber Reiki regularmente.

Estudar mais sobre todas as competências de um Mestre de Reiki

No livro Reiki A Energia Universal, poderás encontrar várias partilhas sobre o que nos leva a ser Mestres de Reiki, o esforço e dificuldades no percurso, o que ensinar e como, assim como, muito importante, a necessidade do nosso próprio autocuidado.

Ser Mestre de Reiki não é apenas ter completado o ciclo de aprendizagem no Usui Reiki Ryoho, é comprometer com a missão que o Mestre Usui nos legou e observá-la bem, não só para os outros, mas também para nós.

Se estás doente, não te preocupes pois não fracassaste em nada, faz parte da tua condição e deste momento de vida. Por isso mesmo, faz os teus exames, tratamentos e recebe também Reiki de outros, para te auxiliar neste momento. Todos precisamos desta troca, ela faz parte da vida e traz-nos sempre grandes lições.

Manipular o canal energético numa sintonização de Reiki

 

A sintonização é uma técnica que se aprende no Gokukaiden, mas será que ela irá manipular o canal energético do praticante?

Manipular o canal energético numa sintonização de Reiki – absolutamente proibitivo.

O Usui Reiki Ryoho é um método terapêutico com uma filosofia de vida assente em cindo princípios, orientadores da nossa prática e com um objectivo claro – a elevação da consciência.

Quando sabemos a missão do Usui Reiki Ryoho, compreendemos claramente o que é possível e totalmente inadmissível na prática de Reiki. Dizia o Mestre Usui “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

O Gokukaiden é o que commumente chamamos de nível 3B de Reiki e é o nível onde o praticante aprende a sintonizar outros, através de um método específico para cada nível. A sintonização é um processo “simples”, para trabalhar a Energia Universal em cada um dos níveis. Este processo de sintonização foi sendo passado de Mestre para Mestre e com algumas revelações do processo tradicional, pelo Mestre Hiroshi Doi.

O único propósito da sintonização Reiki é o de capacitar o praticante a trabalhar no nível a que se propõe. Se um Mestre de Reiki decide manipular o canal energético do praticante isso é uma opção pessoal e que não está de acordo com o ensinado e legado pelo Mestre Usui. Não se pode fazer algo energeticamente a alguém sem o total consentimento da pessoa. Um aluno não é um objecto do Mestre de Reiki, é sim alguém que está num processo de aprendizagem, assim como o Mestre de Reiki também está, ao longo de toda a vida. Por isso, a manipular o canal energético numa sintonização de Reiki ou em outra circunstância da prática de Reiki, nada tem a ver com o método e não pode ser considerado Reiki, nem é feito através da energia Reiki, que trabalha para a harmonia e equilíbrio da pessoa.

Como lidar com a situação de indicarem que há um manipular do canal energético do praticante

Em primeiro lugar, o aluno deve pedir explicações claras ao Mestre de Reiki sobre essa declaração, pois pode ter sido um mal entendido e um uso impróprio das palavras, pois se o canal energético for “alargado”, isso não é manipulação, mas sim o desenvolvimento natural do canal;

Em segundo lugar, se realmente houve uma manipulação, o aluno não precisa ficar em stress e deve indicar ao Mestre que lhe deve fazer a sintonização sem qualquer tipo de manipulação. Se houver algo a tratar, deve ser feito em terapia e não em sintonização.

Caso o aluno não consiga essa sintonização, poderá procurar outro Mestre ou realizar uma simples meditação:

  1. Aplica o banho seco e a chuva de Reiki;
  2. Senta-te confortavelmente, coloca as mãos em gassho e liga-te à energia;
  3. Recita os cinco princípios profundamente;
  4. Pratica durante quinze minutos a técnica Joshin Kokyu Ho, a técnica da respiração;
  5. Faz depois a técnica de desintoxicação durante quinze minutos, com a intenção de corrigires o teu canal energético e te libertares de alguma manipulação que ele tenha tido;
  6. Depois, visualiza a energia a entrar pela tua cabeça, muito brilhante e a tornar todo o teu corpo e canal energético brilhante, saindo pelas mãos e pelos pés;
  7. Quando quiseres, termina, recitando novamente o cinco princípios, três vezes (como era feito originalmente pelo Mestre Usui).

Manipular o canal energético da pessoa sem o seu consentimento não é permitido, Reiki deve ser uma prática para melhorar a condição da pessoa, levá-la a cuidar de si mesma e dos outros, não para lhe trazer consternação.

Acima de tudo, lembra-te que tu és dono do teu próprio canal energético, assim como de qualquer parte do teu corpo físico, mental ou emocional, por isso mesmo, o que quer que alguém diga que te fará, tu tens a força de aceitar ou recusar.

Ser Mestre de Reiki é ter grande consciência e humanidade, não é estar numa atitude superior em relação aos outros, mas sim em plena harmonia e equidade.

Sintonizar os pés eis a questão

Alguns praticantes e Mestres de Reiki falam em sintonizar os pés e a importância que pode ter para a pessoa que é um pouco mais aérea. Vamos tentar perceber a origem dessa prática e de que forma pode ajudar.

A técnica de sintonizar os pés na prática de Reiki

No Usui Reiki Ryoho não houve uma aproximação a sintonizar os pés do praticante, muito possivelmente porque para os japoneses contemporâneos do Mestre Usui fosse mais importante a tomada de consciência do estado aéreo e da necessidade de foco através do Seika Tanden, ou Hara.

Então, quando surgiu a ideia de se sintonizar os pés?

William Lee Rand desenvolveu um sistema adaptado de Reiki ao qual chamou Reiki Tibetano, ou seja, um sistema com várias componentes de Reiki, mas com uma aproximação à sabedoria e práticas tibetanas, não relacionadas com o estilo japonês. Foi então uma adaptação livre pois sentiu necessidade de se exprimir assim através da prática de Reiki.

Nesse novo sistema, William Rand colocou mais símbolos, indicando-os como de Reiki, assim como modificou a técnica da sintonização. Uma dessas modificações foi a adição da prática de sintonizar os pés, para que o praticante possa estar mais conectado com a Terra. Esta escolha, foi feita possivelmente pelas experiências que teve ao longo do tempo e a necessidade de criar algo seu e não seguir algo de outros.

Mas fará verdadeiramente diferença sintonizar os pés?

Fará, se o praticante, praticar o enraizamento. Isto explica-se com uma situação muito simples. Se o praticante não desenvolver a prática de Reiki através do autotratamento e tratamento a outros, irá dizer que deixou de sentir a energia, energia essa que veio com maior ligação após a sintonização. Da mesma forma, sintonizar os pés funcionará se o praticante se aplicar no enraizamento. Não será por um milagre que irá deixar de ser aéreo.

Então, não há certo ou errado, apenas opções e práticas, ou seja, o Mestre de Reiki opta por fazer essa sintonização, o praticante opta por praticar e aproveitar o que for feito.

Mas fica ainda a questão, será que então o Reiki Tibetano é melhor e mais eficaz que o Usui Reiki Ryoho?

Creio que esse é um tema demasiado pessoal e devemos dedicar-nos a algo muito simples, cumprir o que o Mestre Usui nos deixou… “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz…” assim, se és um pouco mais aéreo, pratica o enraizamento, pratica meditação gassho para estares no aqui e agora, pratica o levar da tua atenção ao hara. Pela prática, tudo pode mudar para melhor.

Como pode um Mestre de Reiki incentivar um grupo em desarmonia

O trabalho de um Mestre de Reiki não é nada facilitado quando dá cursos com acompanhamento, ou seja, quando os seus cursos vão bem além do dia da sintonização.

Incentivos quem um Mestre de Reiki pode dar para promover a harmonia em grupo

Cada pessoa é em si um universo. Um universo de conceitos, de questões, muitas vezes de sofrimento oculto e alguma hipersensibilidade. Várias pessoas juntas, com muitas questões por resolver, podem por vezes resultar numa espécie de barril de pólvora. Um só dia de curso e adeus, é simples. Acompanhar e ajudar a crescer, resolver e partilhar questões, é que poderá ser difícil.

O trabalho de um Mestre de Reiki é mesmo muito exigente e requer uma grande dose de concentração, aceitação e prática dos cinco princípios de Reiki. Então como poderás incentivar o teu grupo a promover harmonia em si mesmos e no conjunto?

  • Se notares que a energia entre o grupo não flui, podes experimentar pedir para trocarem de lugares após algum tipo de actividade prática;
  • Leva-os a praticar um pouco de Joshin Kokyu Ho e de seguida, recitem os cinco princípios de Reiki;
  • Não deixes que apenas uma pessoa tenha toda a atenção, isso não pode acontecer por todas as razões, se necessário ela poderá falar contigo após a aula;
  • Tenta incluir sempre as pessoas que possam estar em desarmonia e não as excluas do grupo;
  • Se o grupo as excluir e não aceitar, então continua de forma compassiva com a pessoa e tenta integrá-la noutro grupo. Por vezes essas situações acontecem e é tudo uma questão de energia entre grupos;
  • Dá trabalhos, questionários de reflexão para fazerem na aula e partilharem o que sentem. Isso ajudará o grupo a compreender-se melhor;
  • Promove convívio, senão o grupo apenas quererá despachar a formação;
  • Lembra-os do propósito e da Missão do Usui Reiki Ryoho…

O trabalho de um Mestre de Reiki nem sempre é fácil, mas com experiência, com prática e vivência, com o sentir da energia e dos princípios, vamos aprendendo o longo caminho da sabedoria.

Reiki a Energia Universal

Reiki a Energia Universal – Livro para Mestres de Reiki e não só

Compreendendo a necessidade de apoiar os Mestres de Reiki, partilho contigo algumas experiência com Reiki A Energia Universal, um livro, um guia de apoio para quem é Mestre de Reiki, de qualquer sistema de ensino e com qualquer grau de experiência.

Reiki a Energia Universal

Reiki a Energia Universal é um livro para praticantes de Reiki de qualquer sistema de ensino. É principalmente um guia de apoio, um manual para Mestres de Reiki que queiram aplicar o que o Mestre Usui nos legou – «A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade.» É um livro sem pretensões, é uma partilha de experiência de vida, focado no Reiki e que pretende a auxiliar-te a viveres cada vez mais Reiki, levando-o também aos outros.

Reiki A Energia Universal

102 – Professor
Mesmo quando dominares o que tens vindo a estudar, não te esqueças
de apreciar a ajuda e o apoio do teu professor.
– Imperador Meiji

Algumas perguntas e respostas sobre o livro Reiki A Energia Universal

Ainda não estou a fazer o nível de Mestre de Reiki, será aconselhável ler este livro?

Sim, porque irá ajudar-te a compreender o que representa ser Mestre de Reiki e a ter algumas considerações em mente sobre o trabalho, a forma de ensinar e como criar a harmonia de um espaço. Irás também ter outras perspectivas sobre as técnicas e a aplicação de Reiki.

Estou a pensar criar uma escola, de que forma este livro pode ser bom para esta ideia?

O grande propósito é auxiliar uma escola a ter a mesma energia do lema da escola do Mestre Usui “a unidade do eu, a través do equilíbrio e harmonia”. Irás ler algumas situações desagradáveis que podem acontecer, mas também a forma de as contornares e resolveres. Uma escola é exactamente como qualquer outra escola fora de Reiki, porque as pessoas são, em primeiro lugar, seres humanos. Precisamos sim é de observar e aplicar resoluções dentro daquilo que é a nossa filosofia de vida. Será uma partilha valiosa para ti.

Já sou Mestre de Reiki há muitos anos, mas nunca ensinei, será que me pode ajudar?

Sim, irá auxiliar-te a compreender as necessidades dos nossos dias que tantos praticantes têm e até como estruturares o teu curso ao longo do tempo. Terás sempre exemplos para as várias situações e até sobre como te preparares, em todos os aspectos da tua vida de ensino.

Nunca percebi bem como pronunciar os nomes japoneses, como o poderei fazer?

Pela primeira vez, publico neste livro a forma de pronunciação dos nomes japoneses mais comuns que usamos, mesmo com a perspectiva de te poder ajudar. Claro que não somos japoneses, portanto nunca o diremos a 100%, mas lá perto chegará.

Como compreender o que ensinar num curso de Reiki?

Essa é uma dificuldade que, creio eu, todos nós sentimos. Eu tenho essas dúvidas muitas vezes e por isso mesmo estou sempre a tentar mudar, a fazer melhor. É por isso mesmo que neste livro partilho algumas dicas para te ajudar a ancorar nos conceitos mais importantes que depois poderás sempre desenvolver.

Porque publicaste a forma de fazer um reiju?

Foram uns anos a ter essa consideração, mas finalmente achei que esta técnica é muito importante para os praticantes e como não envolve sintonização, decidi partilhar. Claro que nunca o poderemos equiparar a aprender presencialmente, mas nada como observares e experimentares, pois pode ser de muito benefício para os teus alunos.

Porque não ensinaste directamente como fazer uma sintonização se ensinaste a fazer o Reiju?

o Reiju não requer símbolos nem tem o conceito da sintonização. Para mim a sintonização é que sim, é uma técnica reservada e deve continuar a ser.

Existe uma ética para Mestres de Reiki?

Existe sim, foi criada pela Associação Portuguesa de Reiki e partilho a sua última actualização contigo. É importante estarmos cientes desta ética e da importância da Associação para o esclarecimento e crescimento da prática de Reiki em Portugal.

Reiki a Energia Universal

Reiki A Energia Universal – informação editorial

Reiki A Energia Universal é um guia de apoio para quem quer fazer o percurso completo da prática de Reiki. Apresenta respostas a questões sobre o ensino de Reiki em Portugal, dicas práticas para todos os níveis e sobre todas as matérias, e ainda ensinamentos únicos para mestres de Reiki. Este livro ajuda a compreender a Energia Universal e o Método criado por Mikao Usui, sendo um apoio essencial à transformação e ao desenvolvimento pessoal. Feito à imagem de um curso, é o primeiro livro a nível mundial com indicações sobre como realizar o Reiju.

UM LIVRO INDISPENSÁVEL QUE AJUDARÁ A:

  • Compreender e preparar uma sintonização entre mestre e alunos;
  • Organizar uma escola de Reiki;
  • Ultrapassar as dificuldades comuns de um mestre de Reiki;
  • Motivar os alunos a praticar;
  • Explicar aos alunos como fazer autotratamento e as variantes de tratamentos a outros;
  • Responder e pensar sobre as críticas atuais ao Reiki.

Informações legais sobre o livro

  • ISBN 9789898873071
  • PVP 19,99 € (IVA incluído)
  • preço fixo até fim de março de 2019
  • 1ª EDIÇÃO outubro de 2017
  • PÁGINAS 384
  • APRESENTAÇÃO capa mole
  • DIMENSÕES 150 x 230 x 25,5 mm

Um encontro de Mestres de Reiki em Retiro

De 29 de Setembro a 1 de Outubro, realizamos um encontro de Mestres de Reiki, de todos os sistemas, em Mafra.

Retiro para Mestres de Reiki

Neste retiro, estivemos a trabalhar os bloqueios pessoais que poderiam ainda afectar o nosso progresso da prática e claro, a desenvolver a prática da técnica de sintonização e reiju. Mas acima de tudo, este foi um encontro para promover a partilhar entre praticantes, os desafios de ensinar Reiki em Portugal e reforçar a importância que o Usui Reiki Ryoho tem para a construção de pessoas e mesmo comunidades.

Neste retiro, também fizemos um trabalho profundo sobre o que são os símbolos, as suas qualidades e para que servem, um trabalho que trouxe uma enorme construção de grupo e outras perspectivas para o nosso trabalho não só pessoal, mas também de ensino.

É de uma enorme gratidão ter podido estar, conviver, partilhar e aprender com estes 11 Mestres de Reiki, que honraram os ensinamentos de Mikao Usui e que tão boas sementes de Reiki irão construir na sua longa jornada de ensino.

Podem ver mais fotos do retiro aqui…

Retomar a prática de Reiki após longos anos de ausência

Se já há muitos anos que não praticas Reiki e queres regressar a uma prática regular, podes fazê-lo a qualquer altura.

Como retomar a prática de Reiki

Dependendo do teu nível, podes retomar a prática de Reiki usando as várias aprendizagens, assim, vamos fazer de forma distinta o nível 1, do nível 2 e 3.

Praticantes de nível 1

Tens três aspectos muito interessantes para regressar à prática, são eles os princípios, o autotratamento e as técnicas.

  • Começa por regressar a uma prática constante dos cinco princípios, levando também a filosofia de vida às tuas próprias questões existenciais e sociais;
  • Retoma o teu autotratamento diariamente. Quanto mais praticares, mais começarás a sentir a energia e também o bem-estar da harmonia e equilíbrio te trará o prazer da prática;
  • Retoma a técnica do byosen, para que vás sentindo nos teus chakras o que possa estar em desequilíbrio;
  • Caso tenhas oportunidade, pratica o Joshin Kokyu Ho, a técnica da respiração, pelo menos 15 minutos por dia.

Praticantes de nível 2 e 3

Se estás no nível 2 ou 3, tens ainda mais práticas para o teu regresso:

  • Os cinco princípios diariamente;
  • O autotratamento diariamente;
  • O byosen;
  • O desenho dos símbolos – volta a desenhar os símbolos até os rememorizares;
  • Aplica os símbolos no autotratamento, por exemplo, uma semana com chokurei, uma semana com seiheki, uma semana com honshazeshonen, uma semana com todos ou com o Daikomyo.

Acima de tudo, tenta render-te à prática e sente o que Reiki te traz de bom.

Se sentires, realmente necessidade, tenta realizar uma sintonização presencial para voltares a pegar em força na prática, para tua harmonia e equilíbrio.

Quando repetir os níveis de Reiki

Repetir os níveis de Reiki não significa desvalorizar o que já foi aprendido. É sim uma forma de sentires, envolveres-te com a prática de uma forma diferente e captares a aprendizagem actualizada que o Mestre te possa facultar.

Se quiseres podes consultar Reiki para o Corpo e a Mente para trabalhares todo o aspecto da filosofia de vida, autotratamento, símbolos e técnicas, de forma a praticares seguindo objectivos para o teu crescimento.

 

A mistificação e fascinação – dois perigos inconscientes

Muitas vezes de forma inconsciente, surgem dois perigos para a nossa consciência e liberdade, eles são a mistificação e a fascinação, que se podem revelar autênticas prisões e decrescimento do nosso bem-estar, equilíbrio e harmonia.

Porque devemos estar atentos à mistificação e fascinação

A mistificação é a criação de uma ilusão, que leva a pessoa a perder a noção do que é e não é real.

A fascinação é a tendência para se estar demasiado dependente de uma pessoa, considerando-a como um “guru”, guia, ou mesmo a obsessão por um determinado tema.

Estas são duas situações que podem ocorrer muito no campo das matérias espirituais, o que não quer dizer que não ocorram também no campo científico, pois a incapacidade de desvelar o que não se sabe pode fazer surgir uma mistificação sobre “impossibilidades”, assim como uma fascinação pela autoridade de algumas pessoas.

Na prática de Reiki não necessitamos nem de mistificação nem de fascinação. De que forma te podes enganar com a mistificação e fascinação:

  • Através do que consideras ser a tua intuição e considerares que é uma verdade absoluta;
  • Dos sonhos que tenhas e te apegas a eles, criando uma possível realidade com a tua energia, ou apenas ficando com receio dos mesmos;
  • Através do apego a alguém que consideres detentor de “poderes”, quer seja por medo da pessoa ou por fascinação;
  • As sensações que tens, se forem levadas à hipersensibilidade causam-te falsas avaliações da situação real e podem levar a outra pessoa, se for caso disso, a sentir-se inferiorizada ou pior do que está;
  • Se estás sempre preso a determinado tipo de pensamentos obsessivos, assim como mentalizações;
  • Quando te encontras em práticas que desconheces e julgas obter poderes;
  • Entre muitas outras…

A mistificação e a fascinação surgem, facilmente, quando consideramos que o campo do energético e do espiritual, são incomuns, inalcançáveis para todos e que se pode fazer jus ao provérbio “quem tem olho em terra de cegos é rei”. Qualquer uma destas situações é errónea.

O campo energético e espiritual, são comuns e podem ser entendidos por todos. A grande diferença é que tentamos desenvolver progresso apenas no campo das ciências exactas, daí haver algum atraso na explicação daquilo que ainda é apenas mais sentido que observado. Acredito que tudo pode ser explicado e tem uma lógica, nós é que ainda não a compreendemos. De facto, nem todas as pessoas são “sensíveis” a estes campos, mas querer que tal fosse possível seria como nós querermos que todas as pessoas compreendessem contabilidade, ou todas fossem do benfica. Cada um tem a sua própria tendência e percurso na vida, reconhecer e respeitar, ajuda a compreender a igualdade.

Quanto ao provérbio, é de lamentar qualquer tipo de oportunismo, em qualquer área que seja da nossa vida. É por isso mesmo, que mistificação e fascinação devem ser dois “venenos” da consciência que devemos estar atentos, quer para não o promovermos, quer para não cairmos neles. Desenvolver entendimento, criar harmonia, equilíbrio e liberdade, são bem mais importantes.

E se és Mestre de Reiki e não consegues praticar?

Pensamos ser natural chegar ao nível de Mestre de Reiki e considerar que o canal energético está excelente, que a nossa ligação à energia é ilimitada e que atingimos o saber máximo da prática. Mas, na verdade, a vida mostra-nos que nada é permanente e que a nossa caminhada é contínua… até ao fim.

Como religar à prática, sendo um Mestre de Reiki

Por vezes temos situações complicadas na vida que nos afastam da ligação e de um sentir do universo. Outras vezes, descuramos a prática e, muito naturalmente, vamos perdendo o fluxo mais amplo e a ligação. Então, como pode um Mestre de Reiki voltar a ligar-se à energia e a sentir?

Vamos ver alguns passos que talvez possam ajudar:

  • Tentar fazer os 21 dias de autotratamento, sendo progressivos. Ou seja, começar com 7 dias de nível 1, 7 dias de nível 2 e 7 dias de nível 3;
  • Receber uma sintonização do seu Mestre de Reiki e apartir daí realizar o autotratamento;
  • Realizar uma autosintonização, como aprendemos nos retiros para Mestre de Reiki;
  • Receber Reiki de um terapeuta pode ajudar a desbloquear alguma situação que esteja a impedir o correcto fluxo da energia;
  • Observa-te e reflecte se existem situações que estão a bloquear o teu percurso, principalmente questões emocionais e mentais;
  • Pratica a técnica Joshin Kokyu Ho para que possas revitalizar-te, pelo menos durante 30 dias, diariamente;
  • Pratica diariamente os cinco princípios, principalmente para a tua transformação interior.

Ser Mestre de Reiki é, em primeiro lugar, ser praticante de Reiki. Faz recurso de todo o teu saber ao longo dos anos de prática e não tenhas “vergonha” de começar do princípio. É sempre importante revisitarmos ciclicamente os nossos percursos e práticas e seguir os cinco princípios. Receber Reiki de um terapeuta é também muito importante para uma melhor compreensão de como estamos e de algumas direcções a seguir.

A passagem de mais um mestre, o agradecimento aos ensinamentos

2017 mostrou-se um ano de reflexão sobre a passagem entre caminhos, entre a vida e a morte, entre o que se aprende e o que se transmite. Faleceu a minha primeira Mestre de Reiki e a ela presto-lhe homenagem.

Reiki, um agradecimento de vida

Assim fui parar ao Reiki, porque “seria algo bom para mim”.

Aprendi e tive a sorte de ter um acompanhamento regular. Assim recebi a semente que me levou a procurar mais quem foi “a pessoa que criou isto tão extraordinário”. Esta é a lição de agradecimento, pois o que aprendemos é-nos ensinado e para tal, é preciso estar receptivo, sintonizado. É preciso escutar e apreciar.

Foram anos de apreço, de companhia e crescimento. De aprendizagem não só de Reiki, mas também outras coisas que ainda mais reforçaram o Reiki.

Foi um tempo sem fotografias, porque naquele tempo não se costumavam tirar fotografias, nem os telemóveis estavam para aí virados, no entanto, fica a memória de muitos tempos, de muitas aulas e partilhas.

Tenho então um grande jardim de boas flores a agradecer e o que tento de melhor fazer que possa honrar os ensinamentos passados, que apesar de serem diferentes, vêm da mesma fonte.

Muito obrigado, Mestre por tudo e que continuemos sempre num caminho a “guiar para uma vida feliz e pacífica”. Agora sim, ainda mais unida a Reiki.

O japonês no Reiki em Portugal

O português é uma das línguas mais ricas do mundo e nem sempre é fácil aprendê-la. Apesar de se traduzir o português para muitas línguas, nunca terão o mesmo valor que têm para nós mesmos. Por exemplo, o meu nome, João Magalhães é muito difícil de pronunciar em quase todas as línguas e acaba por ser uma barreira à compreensão, é por isso mesmo que os meus livros muito dificilmente verão mercados estrangeiros, até incluindo o brasileiro.

Na nossa prática de Reiki, temos uma pequena grande questão… a base é japonesa.

Aprender ou não a dizer as técnicas em japonês

Sempre que algo pretende ter mais aceitação num país, tem que estar traduzido e até mesmo adaptado à cultura e registo mental/emocional daquele país. Em práticas como Yoga (sânscrito), Chi Kung (chinês), Karaté (japonês), encontramos o mesmo tipo de “barreira linguística”, por usarem termos que não serão traduzidos, para representar técnicas, pensamentos e acções. Então, Reiki, ou o Usui Reiki Ryoho, não é o único com este tipo de situação, o que não impede milhares de pessoas de aprenderem e praticar. Vamos então ver os benefícios de aprender e se não conseguires reter as palavras em japonês, vamos ver como poderás dar a indicação do que sabes. Acima de tudo quero que fiques tranquilo – não existem obrigações.

Benefícios de aprender as palavras base

Se te dedicares a aprender o nome das técnicas e de palavras como Gassho, Reiji-ho, Chiryo, Reiju, etc… verás que tudo fica mais enquadrado. É claro que irá depender da forma como estás a aprender Reiki, mas se quiseres aprender os termos japoneses, podes ir fazendo exercícios muito simples:

  • Faz uma lista das palavras que aches serem necessárias aprender;
  • Procura uma referência para a pronunciação do japonês,
  • Vai praticando na escrita e na fala. Quando digo escrita é escrever a romanização, por exemplo Nentatsu (Nênetátezu);
  • Aproveita e pratica a técnica, isso irá ajudar-te a memorizar. Se cada vez que praticares recitares o nome, irás memorizar cada vez mais facilmente. Pode usar como auxiliar as cartas técnicas Reiki para o Corpo e a Mente.

O que fazer quando não se consegue

Se não consegues memorizar ou te sentes atrapalhado com os termos em japonês, não há drama algum, dedica-te apenas a conhecer bem os nomes em português e em que são aplicados. Caso alguém te pergunte por uma técnica em japonês, podes dizer algo como “não sei bem o que queres dizer, como é que essa técnica é aplicada?”. E assim poderás responder no que sabes em português.

Acima de tudo somos portugueses e não há obrigatoriedade em saber japonês. Por outro lado, que te pode ajudar, pode. Numa comunicação mais universal, compreendida em qualquer lado.

Quero agradecer a todos os que têm partilhado comigo as suas questões sobre o japonês, isto porque assim compreendo a necessidade de publicar um compêndio de pronunciação, assim como estimular mais o nome das técnicas em português.

Reiki Guia para uma Vida Feliz

O tema do livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz, em japonês, é “Yama to Take”, ou seja, “a montanha e o bambu”.

 

Antes de querer ensinar Reiki aprende a esclarecer

Observando toda a nossa vida, sem dúvida que antes de querer ensinar Reiki se deve aprender a esclarecer. Essa sabedoria, não só a aprendemos na vida prática, como também nos poemas do Imperador Meiji.

103 — JORNAL
Não deves explicar nada sem provas no jornal, porque as pessoas comuns leem e acreditam neles. Tenta ser simples, para que todos te compreendam.
– Imperador Meiji

Porque esclarecer antes de ensinar Reiki

Esclarecer é trazer clareza, visão, compreensão a algo que antes era “obscuro”, desconhecido, incompreendido. O esclarecimento é o ponto de partida para o desenvolvimento do ser humano, porque quando existe uma dúvida, surge um bloqueio, muitas vezes intransponível. É a mesmo coisa que tentarmos ler um livro a saltar parágrafos só porque queremos chegar àquela parte que já vimos antes ou que sabemos que será mais entusiasmante. Até o podemos fazer, o problema é que a mente fica com um vazio desconhecido e transmitirá, consciente ou inconscientemente, uma sensação de incógnita… algo está a faltar. Quando não compreendemos algo, algo fica a faltar.

8 — AMIZADE
Quando alguém comete um erro, corrige o erro e aconselha-o a melhorar. Essa é a verdadeira amizade.
– Imperador Meiji

Reiki é a energia universal e o Usui Reiki Ryoho é o método que usamos para trabalhar essa energia, que compõe “tudo no Universo”, segundo dizia o Mestre Usui. Para ensinar Reiki e o Usui Reiki Ryoho, precisamos passar pela experiência de vida. E estas são algumas dessas experiências:

  • Autotratamento com disciplina, caso contrário como poderemos ensinar a perseverança?
  • Compreensão do que é a energia e a emanação da mesma, caso contrário como poderemos esclarecer as muitas dúvidas sobre as sensações?
  • Tratamento a outros de forma contínua, num plano terapêutico e numa grande diversidade de casos, caso contrário como poderemos ensinar a aplicar Reiki a outros?
  • Saber escutar, para que possas compreender o ponto de vista do outro, o seu momento de crescimento e necessidade;
  • Saber esvaziar a mente e meditar, para que possas ensinar os outros a encontrar a sua paz interior e o controlo da mente;
  • Compreender os preceitos, para incentivar a verdadeira prática e transformação da consciência.

Reflecte sobre estes pontos e coloca-te no lugar de quem venha ter contigo. O que irias fazer caso alguém te pedisse esclarecimento sobre alguma destas práticas e tu nunca a tivesses realizado?

20 — ÀS VEZES
Aprendiz! Não te esqueças de trabalhar arduamente, em vez de te apressares para o progresso.
– Imperador Meiji

É por isso mesmo que todo o teu trabalho como Mestre de Reiki inicia com o teu primeiro dia do nível 1 e toda a tua experiência, todas as tuas dúvidas e necessidades, serão úteis para o trabalho que irás realizar. Por isso mesmo, em primeiro lugar até terás que te esclarecer a ti mesmo.

31 — CALIGRAFIA
Quer escrevas quer não, os escritos devem ser limpos e fáceis de serem lidos.
– Imperador Meiji

Ensinar Reiki é uma tarefa árdua e de grande responsabilidade, não deve ser encarada com leviandade, tal e qual como aprender Reiki. Grandes são os ensinamentos e as ferramentas que temos em mão, tudo dependerá de nós mesmos.

Cinco razões pelas quais não sou um Mestre de Reiki

Há quem se identifique como Mestre de Reiki, há quem critique quem se identifica como Mestre de Reiki e há quem indique aqueles que são Mestres de Reiki. O “título” de Mestre de Reiki é alcançado com o Gokukaiden, “A passagem dos ensinamentos misteriosos”, que ocorre após o Shinpiden, “Os ensinamentos misteriosos”. Mas, seremos automaticamente Mestre de Reiki após completarmos um curso, ou será algo que se vai construindo ao longo da vida? As opiniões são muitas, mas neste momento irei partilhar o que sinto e penso sobre mim mesmo.

Ser um Mestre de Reiki e cinco razões pelas quais não sou um

Quando encontrei o Reiki, foi numa altura em que fazia já um trabalho terapêutico, também ele energético com os outros. Foi uma descoberta ao “acaso”, para que melhor pudesse ajudar os outros, nunca pensei que fosse para mim mesmo. Cada nível de Reiki trouxe-me uma espécie de interesse profundo e inquieto, foi uma espécie de “desassossego” que me inspirou a procurar quem era a pessoa que vira numa fotografia de má qualidade e como afinal tudo tinha surgido, e o que era verdadeiramente Reiki.

Dezasseis anos passaram-se desde esses momentos iniciais e continuo com essa inquietude, se bem que com uma entrega maior. Apesar de praticar diariamente, observo ainda cinco razões pelas quais não sou um Mestre de Reiki. Essas razões vêm pela sabedoria dos cinco princípios:

Só por hoje, sou calmo

Apesar de tentar cultivar uma profunda harmonia em mim, nem sempre consigo ser harmonioso. Apesar de em muitas situações tentar preservar a harmonia, uma pequena tempestade surge. Os desafios do ensino tornam-se agudos quando por um lado temos que escutar e pelo outro temos que pedir para não falar tanto. A calma e a harmonia são mesmo necessárias e são os momentos em que as perdemos que nos mostram cada vez mais a necessidade de serem alcançadas.

Confio

Sem dúvida que confio em mim, que confio na própria vida. Por vezes surgem dúvidas e se… Essas dúvidas trazem a fragilidade da desconfiança e podem ainda cultivar um pequeno veneno no coração. É mesmo preciso estar vigilante, consciente e presente em todos os momentos. Lembrar que a confiança também se constrói, como tudo.

Sou grato

A gratidão é das melhores experiências e vivências que tenho, mas nem sempre sei se agradeci convenientemente ou se me lembrei de agradecer a todos os que participaram para que algo acontecesse. Sim, por vezes falho aí e surgem as desilusões e a tristeza. Então, perante essas situações, só posso ser grato para que possa ser cada vez mais consciente e atento. Isso implica ser ainda mais calmo e confiante.

Trabalho honestamente

Trabalhar honestamente não significa apenas cumprir horários ou contractos, mas também comunicar. E a comunicação é o que há de mais difícil para toda a humanidade e é o que por vezes cria mais confusões. Como comunicar para ser compreendido, como escutar para compreender, como dialogar para um caminho do meio. Algo de muito difícil e que me traz uma longa jornada de reflexão que deverá continuar por muito e muito tempo.

Sou bondoso

Ser bondoso não é simples, porque por vezes tem que se tomar decisões que para os outros não parecerão bondosas, nem parecerão adequadas aos cinco princípios, mas isto porque estão apegados a uma leitura simplista e unidireccional dos princípios. Para que a harmonia exista entre muitos, tem que se corrigir algumas situações. Umas são nossas mesmas, outras são provocadas por terceiros. A bondade pode estar presente nas decisões, não quer dizer que por isso mesmo seja compreendida. Quando começamos a compreender o que é ser bondoso para connosco e para com os outros, compreendemos melhor a missão que o Mestre Usui nos legou. A bondade é difícil, mas não impossível.

Como vês, são cinco razões muito simples pelas quais não me posso considerar um Mestre de Reiki, mas são também cinco razões que me levam a querer ser cada vez melhor. Por isso mesmo, o Usui Reiki Ryoho é um caminho de vida… longo, mas pleno de boa vivência.

Mestre de Reiki

No Mestre Usui, nele sim reconheço a visão, a atitude, a sabedoria de um Mestre de Reiki, ou não fosse ele o fundador do método. Foi a ele que procurei para compreender o que era “Reiki” e foi graças a ele que compreendi o que é o Usui Reiki Ryoho. Dezasseis anos é apenas um período muito curto de tempo e de inexperiência. A vida é longa e requer diligência, aplicação árdua e constante, pois se Reiki parece simples, o seu caminho é árduo, mas o nosso interior, esse vai-se tornando cada vez mais leve e humano. Ser Mestre de Reiki é também um momento que se inicia no primeiro dia do primeiro nível de Reiki.

Novo curso para Mestres de Reiki em 2017 – Gokukaiden

O Gokukaiden é a transmissão dos ensinamentos, também conhecido como nível 3B de Reiki ou Curso para Mestres de Reiki. Este é um curso realizado uma vez por ano, com a duração de 10 a 12 meses.

Curso para Mestres de Reiki

O caminho de um Mestre de Reiki começa com o primeiro nível e prolonga-se por toda a vida de prática que faça. Neste curso revemos todos os níveis de Reiki, trabalhamos as sintonizações de cada nível em concreto e ainda partilhamos as questões mais comuns e difíceis da prática de ensino.

Ao longo destes 10 meses, terás momentos de reflexão e muitos momentos de prática. Terás a oportunidade de praticar a aprendizagem a ensinar alunos e acompanhá-los nas suas partilhas.

Irás desenvolver os teus manuais iniciais para o ensino assim como realizar uma monografia, que poderá ser uma reflexão sobre a tua vivência no Reiki ou um estudo de caso.

Ensinar Reiki não é fácil e a própria prática requer muito de nós. Uma grande entrega torna-nos melhores praticantes e quanto mais praticamos, mais e melhor poderemos ensinar. Um Mestre de Reiki não precisa saber tudo, mas tem que ter bagagem suficiente para auxiliar aqueles que o procurarem nesta Arte Secreta de Convidar a Felicidade. A nossa missão? “Guiar para uma vida pacífica e feliz”.

Se tens seis meses ou mais nível 3 (shinpiden) e sentes que pretendes continuar a tua aprendizagem, para auto-conhecimento ou para ensinar Reiki a outros, então este pode ser o teu momento, se assim sentires o compromisso.

Podes ler mais sobre este curso aqui…

 

Ensinar Reiki será fácil?

Se um Mestre de Reiki optar por dar um curso de um dia sem mais acompanhamento, ensinar Reiki possivelmente será fácil, mas se quiser auxiliar o praticante a desenvolver-se, com acompanhamento, a sua tarefa de ensinar Reiki será exigente, mas também recompensadora pelo crescimento mútuo.

Ensinar Reiki e os seus desafios

Cada nível de Reiki tem os seus desafios próprios e cada praticante trará com ele questões que poderão ser mais ou menos desafiantes. Vamos então observar algumas das questões com que um mestre poderá ter que se debruçar:

Nível 1

  • Como sentir a energia ou desenvolver a percepção do sentir;
  • Como realizar o autotratamento sem desmotivação;
  • Compreender a filosofia de vida e aplicá-la;
  • Diferenciar o desenvolvimento da consciência, da prática energética.

Nível 2

  • Ensino dos símbolos;
  • Os efeitos dos mesmos nos praticantes;
  • A aplicação ética;
  • Tratar os outros, com Reiki.

Nível 3

  • Como desenvolver mais o praticante, fazendo um caminho de mestre interior;
  • Trabalhar a descoberta do lado sombra;
  • Definir a importância do Daikomyo;
  • Incentivar a presença necessária nos workshops;
  • Estimular a prática terapêutica.

Nível 3B

  • Estimular o compromisso;
  • Desenvolver o trabalho de grupo, que é muito difícil;
  • Preparar os manuais antecipadamente;
  • Compreender a fundo a missão do Usui Reiki Ryoho;
  • Estruturar e incentivar um ensino acompanhado.

A partir do nível 3, por vezes nota-se uma falta de presença na prática, talvez porque já começam a orientar-se mais para a terapia profissional, ou mesmo ensino, assim como maior dificuldade em trabalho de equipa ou consenso nos conceitos, isto porque vai-se assumindo que a experiência de cada um é cada vez mais vincada, gerando uma separação da experiência dos outros.

Algo que poderá ser desmotivante para o Mestre de Reiki é a ausência dos praticantes, por isso mesmo nunca se deve esquecer que é importante inovar, compreender a ausência e também desapegar. Mais importante é o Mestre de Reiki praticar Reiki e isso trará o entendimento de todas as situações. Ensinar Reiki não é uma tarefa fácil, é exigente, requer prática constante e capacidade de acompanhamento, escuta e apoio. Traz grandes benefícios ao termos em mente e coração a missão do Usui Reiki Ryoho, por isso mesmo, nunca te desmotives.

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