O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: Filosofia de Vida (Page 1 of 7)

Quando não temos bondade pelos outros

Com certeza que já tiveste momentos em que não tiveste bondade pelos outros ou que até sofreste da ausência de bondade pelos outros, mas porque surge esta falta de vontade e de que forma a prática do Usui Reiki Ryoho nos pode ajudar?

Quando não temos bondade pelos outros e como ultrapassar esse sentimento

Muitas situações na vida nos podem fazer ir perdendo a bondade pelo caminho – as desilusões, as aparências, mágoa, tristeza, e também a falta de quem transmita corretamente o que é a bondade, como ser bondoso e não cair no erro de ser “bonzinho”. As relações humanas não são fáceis e surgem cada vez mais dificuldades pelo meio que não fomos aprendendo a lidar com elas, como uma sociedade genuinamente preocupada com o bem comum. Com tantas desilusões na vida, nos nossos vários sectores, é fácil chegarmos a um momento em que não temos bondade pelos outros e apenas queremos centrar em nós mesmos.

Fazê-lo irá trazer grandes riscos. O nosso chakra cardíaco irá fechar-se, o plexo solar ficará cada vez mais incapaz de gerir emoções. Então, ao invés de ficarmos melhor por nos afastarmos dos outros, iremos é, na verdade, ficar cada vez pior. Todos precisamos de todos, é uma interdependência comum e a bondade é uma “cola” muito especial que nos pode unir.

A bondade faz parte do quinto princípio de Reiki, onde o Mestre Usui constata – Só por hoje, sou bondoso. É uma tomada de consciência diária onde nos é pedido para que nos lembremos de nós mesmos, para cultivarmos uma grande bondade no nosso coração e também na nossa mente. Com a bondade, podemos levar aos outros algo de bem melhor em todos os campos da nossa vida, pois esta é uma bondade construída com sabedoria e não apegada a uma ausência que se tenha e se queira compensar com os outros.

Ser genuinamente bondoso para com os outros é saber expressar com sabedoria a compaixão, compreender que nem tudo tem que ser sim e que por vezes até um não é educativo. Se perderes a bondade pelos outros ou se alguém não for bondoso para contigo lembra-te que o sofrimento nos faz encolher, mas que a aceitação, o entendimento, nos fazem expandir.

Pratica Joshin Kokyu Ho, a prática meditativa que te irá auxiliar a esvaziar a mente, para que o teu coração cresça cada vez mais compassivo.

Os poemas do Imperador Meiji para quando não temos bondade pelos outros

O poema que me surgiu é bastante curioso, é o poema 101 e é uma advertência ao cuidado, ao trabalho diligente e decente que deve ser feito por aqueles que governam. Podemos também aplicar este conceito a nós mesmos, que supostamente governamos a nossa própria mente e coração. Tendo isso em consideração, o poema faz muito sentido na construção da bondade.

101 — CRÍTICA

Espero que o nosso país seja considerado como um país decente, governado corretamente. Governadores e políticos, façam o vosso melhor!

Quando nos apetece baixar os braços como pode Reiki ajudar?

Há alturas na vida que só nos apetece baixar os braços e pronto, ficar por ali, bem quietos, não mexer, sem querer que ninguém nos chateie. Baixar os braços pode ser bastante prejudicial para tudo o que representamos e para a nossa autoestima, por isso mesmo, vamos observar o que a filosofia de vida na prática de Reiki tem a dizer sobre isso e como nos pode ajudar.

Quando Reiki nos ensina a não baixar os braços

O nosso quarto princípio é, em português, Só por hoje, trabalho honestamente. Na verdade, no Japão, este princípio é uma advertência – trabalha diligentemente, trabalha arduamente. Este conceito tem tudo a ver com aquilo que agora se descobre, o “ikigai”, uma vontade de viver cultural e que tem como um dos pilares, a diligência, ou seja, nunca baixar os braços, nunca parar, ser sempre ativo na sociedade, de forma construtiva e positiva.

Temos a tendência de baixar os braços quando sentimos que nada podemos fazer, não podemos mudar os outros, o mundo, há corrupção, há insensibilidade, há oportunismo e bom, fartamo-nos de quem é falso e, muitas vezes se faz parecer de grande, sábio e bondoso. Por vezes sofremos de bullying no trabalho, outras na escola e até mesmo em casa… baixamos os braços.

Mas a prática de Reiki, à qual o Mestre Usui indicava como sendo “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“, pede-nos para cultivarmos harmonia, confiança, gratidão, sendo diligentes e bondosos. Ou seja, prosseguindo sempre apesar das adversidades.

A grande lição de vida é mesmo observar a nossa frustração. Porque será que queremos que os outros e o mundo sejam de determinada forma?

Como podemos observar que tudo necessita de evolução e que a evolução humana, da mente e do coração, é algo de tão longo que mais rápido falamos de evolução tecnológica do que inteligência emocional. Assim, não percas de vista a excelência que se pretende para a humanidade, mas tem em consciência que isso será um processo bem longo, que se tu mesmo não evoluires, então de nada serve.

Baixar os braços é parar a evolução, é parar a vida. É como uma árvore dizer “agora desisto, podem queimar-me pois já não vale a pena viver”. O problema é que muitas espécies dependem daquela árvore singular, de formas que nem ela sequer desconfia. Assim é connosco, não podemos baixar os braços porque a nossa diligência para uma vida mais harmoniosa e feliz contribui para a harmonia e felicidade mundial.

Pratica autotratamento, não desistas, procura alguém que te possa tratar e estimular a compreender porque estás a baixar os braços. Só por hoje, vale a pena todo o esforço que se faz, até ao fim da vida.

Os ensinamentos do imperador Meiji para não baixar os braços

Tentando compreender a sabedoria nos poemas do Imperador Meiji, trouxe-me a sorte este poema 57, sobre a noite. Uma boa advertência para não se baixar os braços perante a vida.

57 — NOITE

Quando a noite chega, percebes como desperdiçaste o dia todo. Vive o momento e não desperdices tempo.

Como lidar com a falta de gratidão

Um dos temas mais interessantes na prática de Reiki é a filosofia de vida e a falta de gratidão é algo que podemos observar à luz da sua sabedoria, pois pertence à categoria do terceiro princípio – Só por hoje, sou grato.

Como lidar com a falta de gratidão tendo entendimento e cumprindo a prática de Reiki

Quando alguém sente a falta de gratidão de outrem é como se lhe retirasse as esperanças do que faz, ou como se lhe espetassem uma faca no coração. Como esta atitude é tão fulcral para todos nós, precisamos compreender os dois lados – o da pessoa que manifesta a falta de gratidão e o da pessoa que sofre com essa ausência.

Alguém que, em determinado momento, falha a expressão da gratidão, é porque talvez não saiba o que isso quer dizer para a outra pessoa, porque talvez tenha introversão, ou não consiga mesmo comunicar aquilo que sente, claro que podem existir muitas mais razões, algumas que podem tocar a indelicadeza, mas isso será sempre algo que apenas nos transmite uma ideia – a ausência de entendimento.

Para quem sofre com a falta de gratidão, há muito a refletir. Por um lado, não nos devemos apegar, não é bem o conceito de “fazer o bem sem olhar a quem”, mas sim o de compreender que se necessitamos de dar algo a outrem, porque o fazemos?

Tendo esta consciência, sabemos que a maior gratidão é aquela que está dentro de nós mesmos, o reconhecimento valioso da autoestima e o da autoconfiança, então, se a falta de gratidão te magoar, ela irá tornar-se um excelente exercício para tu te reforçares interiormente.

Observa bem esta questão através dos cinco princípios, tenta compreender de que forma a pessoa te magoou e porque isso tirou a tua calma, porque fez tremer a tua autoconfiança e que lição bondosa isto traz, para que possas continuar a dar, sabendo lidar com todas as possíveis situações.

Aplica o teu autotratamento, nas zonas que possas sentir mais fragilizadas, para que a mágoa não se instale e não percas a tua capacidade de doação.

Refletir com os poemas do Imperador Meiji sobre a falta de gratidão

O primeiro poema que me surgiu ao procurar uma indicação sobre a falta de gratidão, foi o terceiro, “Às vezes”. A sua reflexão traz-nos muita sabedoria e lembrança que, mesmo que alguém tenha uma lição de falta de gratidão para nós, podemos sempre crescer muito com isso mesmo.

3 — ÀS VEZES

Quando pensas sobre os agricultores pobres, que trabalham arduamente no campo de arroz, no verão quente, como podes reclamar por estar quente?

Também nós, em muitas coisas na nossa vida demonstramos falta de gratidão, pois elas parecem ser óbvias. Por isso, agradecer por termos conduzido sem um acidente, agradecer por vermos pessoas desconhecidas a rir, agradecer pelo mau tempo, agradecer pelo sol, agradecer até por uma refeição que foi mal confecionada, tudo isto nos ajuda cada vez mais a ter uma mente e um coração cheios de cinco princípios, tendo-os assim, nunca teremos a falta de gratidão.

A falta de autoconfiança e como lidar com ela

A falta de autoconfiança é uma questão que assola a vida de todos nós, algures na vida e poderá manter-se mais ou menos tempo, consoante a nossa capacidade compreender quem somos e o potencial que temos. A falta de autoconfiança pode ser um trampolim para um grande crescimento humano ou um caminho descendente e vertiginoso, do qual não se vê volta a dar.

Como podes lidar com a falta de autoconfiança

Vamos encarar uma situação e, de repente, parece que algo em nós está a faltar, uma força, uma vontade, algo de interior. Procrastinamos, adiamos o inadiável e, cada vez mais, vamos sofrendo com esta falta que estamos a ter.

A autoconfiança pode surgir da nossa própria desatenção ou de condições exteriores, como a pressão, atitudes constantes que outros possam ter para connosco, ou da dificuldade que encontramos em determinado percurso da vida. Em última análise, a falta de autoconfiança é como o esquecimento do regar e cuidar de uma bela flor interior. À medida que vai faltando água e nutrientes, ela vai mirrando, até murchar.

O segundo princípio de Reiki, Só por hoje confio, vai ao encontro da necessidade que temos de ultrapassar as crises de falta de autoconfiança, compreendendo que tipo de sofrimento estamos a passar, que insatisfação permanece em nós e o que precisamos de cultivar para conseguirmos chegar a nós mesmos.

Se estás a passar por uma crise de falta de autoconfiança, observa a tua questão à luz dos cinco princípios. De que forma foste perdendo o teu equilíbrio e harmonia e que lições tens a compreender, para que possas olhar para ti e perceberes o que é realmente importante neste longo caminho da vida.

Aplica autotratamento regularmente, trabalha bem os teus chakras inferiores e lembra-te que tudo requer trabalho e aplicação – tu consegues, isso sem dúvida alguma. Se necessário procura também um terapeuta de Reiki e caso haja uma condição médica, procura um especialista recomendado.

A reflexão através dos poemas do Imperador Meiji

Procurei, entre os 125 poemas do Imperador Meiji, um que à sorte me pudesse falar sobre a autoconfiança:

40 — TOPO DA MONTANHA

Pode parecer impossível escalar o topo da montanha que sobe alto no céu, mas irás encontrar uma forma se tentares. Há um caminho se houver uma vontade.

Na sua grande sabedoria, o Imperador Meiji adverte-nos que, apesar da montanha parecer inalcançável, há sempre uma forma de chegarmos ao seu topo. Precisamos tentar, com vontade e com o desenvolvimento da sabedoria.

Como lidar com a falta de calma

A falta de calma é algo que nos assola o quotidiano, com frequência. Não porque sejamos pessoas que não cultiva a calma, ou não quer ser calmo, mas sim porque algo nos faz ter falta de calma.

As lições da prática de Reiki para lidar com a falta de calma

Se te encontras num momento de falta de calma, a energia pode ajudar-te a perceber o que se está a passar contigo. Reiki, a Energia Universal, tem tudo a ver com equilíbrio e harmonia, ela representa a Energia Criadora da Natureza e, como tal, no mundo natural tudo tem que permanecer em harmonia, caso contrário, as reacções podem ser devastadoras.

Experimenta aplicar o autotratamento completo. Coloca a intenção de compreenderes porque estás com falta de calma e que a Energia te auxilie a encontrar a harmonia que perdeste temporariamente. Sente como estás em cada posição, que imagens surgem na tua mente, que emoções transbordam do teu coração. Tudo isso pode ter a ver com a tua falta de calma.

Observa se estás com demasiado stress acumulado. A prática do autotratamento poderá auxiliar, a não ser que tenhas ficado com algum “trauma”, ou seja, com um novo padrão que te leva sempre a um comportamento errado ou até autodestruidor.

Lembra-te dos cinco princípios. Esta falta de calma tem tudo a ver com o primeiro princípio, por isso mesmo é que a harmonia é a base da nossa prática. Tenta pensar porque razão perdeste a tua harmonia, a calma e se realmente vale a pena estares a prosseguir com essa falta de calma. Num segundo, tudo pode mudar se a tua mente se iluminar, ou seja, se te desapegares ao objecto do teu sofrimento e te focares naquilo que é verdadeiramente importante, ou seja, tu mesmo.

Sempre que te estejas a sentir com falta de calma, retira-te interiormente, mesmo que estejas rodeado de gente. Silencia-te e recita interiormente os cinco princípios, de forma genuína. Entrega-te a eles, à filosofia de vida e sente como nada do que te tira a calma faz sentido.

Se estás a lidar com alguém que está com falta de calma, então observa também alguns conselhos da nossa prática.

Se essa pessoa te está a fazer sofrer, significa que ela também está em sofrimento. De alguma forma, ela tem uma dor, como se fosse um espinho cravado e está a reagir violentamente. O que é preciso é que não interpretes essa reação como se fosse dirigida a ti. Muito possivelmente ela nem sequer te está “a ver”, apenas está estimulada por algo que lhe aconteceu e, perante esta situação, reage com falta de calma.

A reflexão através dos poemas do Imperador Meiji

Para estes momentos com falta de calma, procurar encontrar o teu centro também nas palavras sábias do Imperador Meiji. Por exemplo, ao escrever este artigo para ti, deparei-me à primeira vista com o poema 85 e fez todo o sentido.

85 — BARCO ATRAVÉS DO CANAVIAL

Pode ser difícil atravessar o rio cheio de canas grossas. No entanto, leva tempo para controlar a forma como usas uma longa vara lentamente: alcançar o objetivo é um caminho longo e difícil, mas leva o teu tempo e mantém-te focado.

As dificuldades da ausência de harmonia e calma são como as canas grossas que dificultam a travessia do rio. Se souberes ser sábio, usando a tua harmonia interior e genuína como condutora do teu comportamento, da tua acção e reação, aquele que é um caminho longo torna-se mais fácil de levar.

Como compreender a Missão de Vida

Todos nós chegamos a algum momento em que queremos compreender a nossa missão de vida. O que estou cá a fazer? Para que? sentimos que há algo mais do que aquilo que fazemos todos os dias e que, possivelmente, não nos estamos a cumprir.

Compreender a missão de vida e como a encontrar

Desesperamos por não entender a nossa missão de vida porque consideramos que é uma única, ou seja, algo de grande que é orientador, mas será mesmo?

Se observares a tua vida, irás ver que segues o grande caminho da vida, mas que nesse caminho existem várias vias paralelas. Vias que representam algo como:

  • As amizades;
  • A família;
  • O trabalho;
  • A paixão;
  • Os desafios que temos que ultrapassar;
  • E muito mais…

Em cada uma destas vias, temos uma missão de vida.

Se encarares as coisas que são mais fortes na tua vida, como os exemplos que dei, poderás compreender, realmente, que não existe algo como uma única missão de vida, mas sim um conjunto de missões que no seu todo farão a tua missão de vida.

Começa então por ter o entendimento do teu percurso de vida. Como te relacionas com os teus amigos e o que há a melhorar, o que podes fazer para que a tua família seja mais estruturada, o que há a realizar no trabalho e nos relacionamentos do trabalho, que coisas te motivam na vida e o que tens feito para as alcançares e, principalmente, quais os maiores bloqueios, desafios, na tua vida.

Ao realizares estas questões irás compreender melhor a tua missão de vida, vais entender que há algo de base que precisa ser trabalhado, assim como há uma paixão que te movimenta ao longo da vida… e assim vais descortinando aquilo que antes pensavas ser difícil de descobrir.

Mantém-te firme naquilo que acreditas e muda o que tens que mudar, para teu bem e sempre para bem de todos. Define de que lado da estrada estás e, mesmo que faças alguns desvios, consegues sempre regressar a esse lado.

A tua missão de vida é sem dúvida importante, porque a tua vida é importante.

 

Na vida, nem tudo corre bem mas isso até pode ser bom

Nem tudo corre bem, há momentos em que estamos acima da onde, mas outros em que ficamos bem abaixo da linha de água, correndo ainda o risco de nos afogarmos. Mas porque será que quando nem tudo corre bem isso poderá ser bom para nós?

Uma atitude para quando nem tudo corre bem na vida

Zenão era um cínico. Não acreditando numa vida sem apreciar o seu lado bom, resolveu fundar um novo conceito filosófico – o estóico. Sim, podemos apreciar os prazeres da vida, não podemos sim é depender deles ou apenas viver para esses mesmos prazeres. Ser estóico na vida é firmar-se naquilo que é mais importante e saber resistir ao que é aparente. Na nossa educação, somos ensinados a querer alcançar o melhor, a viver o melhor, a ter o melhor. Uns assim se esforçam acérrimamente, outros escolhem caminhos desviados para o ter, outros ainda sofrem porque não conseguem alcançar esse dito “melhor”. Mas há ainda aqueles que observam essa corrida como sendo um completo desperdício de energia, fazendo muitas vezes a pessoa perder a vista do que é essencial na vida.

Quando nem tudo nos corre bem na vida temos a oportunidade de criar um novo eu, de reconstruir ou construir um “sistema de crenças” que realmente faça frutificar o que há de bom e de genuíno.

Assim chegamos à prática de Reiki, do Usui Reiki Ryoho.

O Mestre Usui indicou-nos “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”. Ele não nos queria induzir em erro, prometendo felicidade, mas sim saber ter uma atitude estoica, recta, directa, no caminho que levamos. Através da nossa filosofia de vida, compreendemos como quando nem tudo corre bem existe um enorme crescimento. Para o fazer, aplicamos os cinco princípios:

  1. Se esta situação está a correr mal, de que forma eu contribuí para a sua criação, como eu perdi harmonia, ou como levei desarmonia aos outros e à situação;
  2. Se a minha vida não está a correr bem, porque perdi a confiança em mim para a endireitar? Porque não aceito que sou capaz de aprender a viver nos bons e nos maus momentos da vida?
  3. Se nem tudo corre bem o que eu tenho a aprender com estas situações? O que a vida realmente me quer dizer?
  4. Será que sou diligente no meu caminho de vida? Espero que as coisas aconteçam ou esforço-me para as concretizar, aproveitando todo o saber que daí vem?
  5. Quando as coisas não correm bem, será que consigo continuar a ser bondoso? O que pode estar a faltar em mim, para que exista desarmonia e desequilíbrio na minha vida? Sem querer atribuir culpas a outros, como posso eu mesmo viver melhor e fazer a minha vida melhor?

Se não tivermos estes momentos em que as coisas nem sempre correm bem, não teremos o impulso de querer mudar o que tem que ser mudado. Há que criar condições genuínas para vivermos uma vida cada vez melhor. Aceitar os maus momentos é incrivelmente importante, porque nem sempre tudo tem que correr bem e o que corre mal, por vezes leva-nos ao nosso caminho ainda mais depressa.

Tem força e serenidade.

Aproveitar o caminho pelo Reiki

Todos queremos fazer o caminho que nos possa guiar a algo bom e assim, muitos escolhem o Usui Reiki Ryoho como sendo o caminho para alcançarem uma vida mais pacífica e feliz. Mas será que o caminho é feito com vista a uma meta?

Aproveitar e viver o caminho da prática de Reiki

Muitas vezes temos em mãos algo que é incrivelmente bom, pelo menos achamos que vai ser mesmo bom e então esforçamo-nos muito para alcançar o seu fim, para termos aquele objetivo que nos vai permitir dizer “já cheguei aqui”. Ao fazer o caminho da prática de Reiki vamos precisar de nos lembrar de ensinamentos muito importantes:

  1. O mais valioso não é o fim, mas sim a forma como vives o caminho;
  2. O que queres aplicar aos outros, experimenta primeiro em ti;
  3. Somente a prática traz crescimento;
  4. Quando pratico Reiki, pratico Reiki;
  5. Leva a prática às coisas mais comuns do teu dia-a-dia, podes aplicar Reiki em ti mesmo a ver televisão, assim como podes aplicar os cinco princípios aos teus problemas no trabalho;
  6. Lembra-te da missão do Usui Reiki Ryoho – Guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa;
  7. As técnicas ajudam-te a aprimorar a prática e, acima de tudo a tratares melhor de ti mesmo;
  8. Encara a vida com alegria, sorri enquanto praticas;
  9. Observa as tuas questões com a felicidade de quem fez uma grande descoberta – tornaste-te consciente;
  10. Pratica meditação Joshin Kokyu Ho, por exemplo, para desenvolveres a tua concentração;
  11. A respiração é essencial na prática de Reiki;
  12. Lembra-te da tua ligação à Terra e realiza-te aqui;
  13. Faz amizades, cultiva afinidades;
  14. Vive em harmonia e transporta-a para os outros;
  15. Capacita as pessoas e nunca diminuas alguém;
  16. Escuta sempre o que a vida tem para te dizer, por vezes também fala pelos outros;
  17. Não te deixes enganar pelo caminho dos outros, cada um percorre o caminho da sua forma própria;
  18. Não te deixes enganar por frases feitas e ensinamentos sábios, mas que parecem demasiado distantes da tua realidade – duvida e pratica;
  19. Sê diligente e persevera, por vezes é preciso voltar atrás, mas também nisso o caminho se pode revelar maravilhoso, pois nunca vivemos duas vezes da mesma forma;
  20. Constrói um coração de uma bondade e compaixão gigantes, para que possa abarcar todo o mundo, mas sempre com muita inteligência e sabedoria;
  21. Aprecia a vida, respeita a vida, protege a vida. Não deixes que a ignorância te prejudique e prejudique os outros, vive com profunda paz e alegria, pois elas estão dentro de ti.

Estes são alguns dos exemplos que podes tomar para o teu caminho pelo Usui Reiki Ryoho. Como vês, esta é uma prática que merece ser vivida com atenção plena, como uma filosofia de vida positiva, humana, universal e que tem muito a dar… Só por hoje, um dia de cada vez.

Lembra-te também que não estás só neste caminho, que muitos outros o fazem também e que, apesar de sermos diferentes, devemos procurar o concílio, as pontes, o trato afável e o sorriso genuíno.

O caminho do Reiki é um tempo de crescimento, não é fácil, por vezes é duro, pode ter ilusões e muitos enganos, mas isso é algo de exterior a ele, nada tem a ver com os ensinamentos. Por isso mesmos, mantém-te firme na tua aprendizagem, ela fará sentido na mente e no coração. Lembra-te sempre de ler e escutar os ensinamentos do Mestre Usui, ele compreendeu o que era a Energia Universal.

Como Reiki te pode ajudar a tomar decisões

Já alguma vez sentiste dificuldade em tomar decisões e não sabes por onde começar? Sem dúvida que tomar decisões deve ser algo feito por nós mesmos, pensado e sentido por nós, não por outros e, por vezes, a dificuldade pode estar em termos linhas guia que nos auxiliem a enquadrar bem a situação. A prática de Reiki pode ajudar-te de várias formas e aqui fica como o podes fazer.

Como tomar decisões através da prática e reflexão com Reiki

Para tomar decisões devemos estar com os “pés bem assentes na Terra”, isso quer dizer que para nós, praticantes de Reiki, devemos estar bem enraizados. Então, deves observar como está o teu enraizamento e se o estás a conseguir fazer no momento de tomar decisões.

Para auxiliar neste equilíbrio, deves ainda manter o teu autotratamento completo. Isto vai-te ajudar a compreenderes o que possa estar em desequilíbrio, para que possas tratar ou pedir a outra pessoa para te ajudar a tratar. Fá-lo, por exemplo, durante uma semana seguida.

Depois, podes usar os cinco princípios para refletir sobre a decisão, por exemplo:

  • Só por hoje, sou calmo – de que forma esta decisão me trará harmonia;
  • Confio – porque não confio em mim para tomar a decisão que devo? O que me falta?
  • Sou grato – que aprendizagens há a tirar desta tomada de decisão?
  • Trabalho honestamente – o que devo fazer para tornar esta decisão realidade?
  • Sou bondoso – a decisão que tenho a tomar será boa para mim e para todos?

Tens ainda algo que te poderá auxiliar em todo o processo, que é a prática meditativa, que auxiliará a teres uma mente limpa e um coração predisposto – o Joshin Kokyu Ho, que poderá ser aplicado 15 minutos por dia.

Para terminar em grande, nada como mudar a atitude e cultivar o pensamento positivo com a técnica Nentatsu.

Reiki pode auxiliar no teu momento de tomar decisões, mas claro que só tu poderás tomar decisões por ti. O importante é criares boas condições e fundamentares o teu percurso de vida com o melhor caminho para ti e para todos.

 

Como ler com mais atenção ou com atenção plena

Por vezes estamos tão cansados que temos mesmo que fazer um esforço para ler com mais atenção… bem que se tenta, mas a mente vai sempre fugir para outro lado e depois temos que repetir várias vezes a mesma página. Isso é normal, se estás cansado, mas pode também indicar-te uma falta de concentração e uma mente excessivamente sobrecarregada.

Como praticar Reiki para ler com mais atenção

O Mestre Usui começa os cinco princípios com uma indicação – só por hoje. Com isto, ele adverte-nos a que estejamos no momento presente, no aqui e agora, mas como o fazer na leitura?

Experimenta, ao pegares no livro e iniciares a tua leitura, dizeres, “só por hoje”, como se fosse uma indicação à tua mente para ler com mais atenção, para se focar no que está a fazer. Assim, sempre que os pensamentos comecem a surgir, lembra-te de só por hoje e mantém a concentração no que estás a ler.

Por outro lado, precisas focar-te em cada palavra e não estares já desejoso de chegar ao final do parágrafo, da página, do capítulo. Ou seja, tens que vivenciar a leitura como quem aprecia um caminho agradável. Está com atenção a cada palavra, saboreia cada palavra, pois é para isso que estás a ler.

Claro que se for uma leitura de trabalho, poderás não ter tanto gosto como se fosse um livro de ficção, ou mesmo um livro de Reiki. Mas podes pensar que será uma leitura que te trará benefícios para o desenvolvimento correto do teu trabalho e por isso mesmo, tens uma razão para te concentrares.

Se a tua mente for mesmo obstinada e não quiser parar, atenção, precisas mesmo descansar. Um remédio de curta duração é ires um pouco até à casa de banho ou à rua e praticares o Joshin Kokyu Ho, a técnica da respiração e assim criares um espaço inicial onde podes esvaziar a mente, o que te auxiliará na respiração.

Tudo requer prática e se o cansaço acumulado te traz dispersão, precisas treinar a mente para se libertar do excesso de pensamentos e solicitações. Isso também depende das tuas atitudes, por isso, desliga-te de coisas que possam requerer a tua atenção, como o telemóvel, as várias janelas do browser, etc… Lembra-te, uma coisa de cada vez é por vezes muito mais útil e produtivo.

Entrega-te à leitura com gosto, retendo cada palavra e sentindo a recompensa do entendimento por aquilo que lês. Ler com mais atenção pode também ter a grande ajuda da prática de Reiki… só por hoje.

O que indicar para mudar de vida a quem não é praticante de Reiki

Por vezes alguém quer mudar de vida mas não sabe como o fazer, ou pode até ler e escutar, mas mesmo assim não saber como mudar de vida. Se és praticante de Reiki, poderás ajudar.

Como ajudar alguém a mudar de vida através da prática de Reiki

Imagina que conheces alguém que não é praticante de Reiki, mas que se encontra numa fase de vida que necessita mudar de vida. Possivelmente essa pessoa já te disse que está farta do seu momento actual, que não aguenta mais a pressão de tudo aquilo que tem a fazer e de como as coisas lhe estão a correr. Ela quer mudar de vida rapidamente, mas não está a conseguir. Já se inscreveu num ginásio, já foi viajar, ela até já comprou muitos livros de auto-ajuda, mas nada a fez mudar de vida.

Na prática de Reiki temos várias formas para a ajudar a fazer essa mudança de vida:

  1. A filosofia de vida, através dos cinco princípios;
  2. Receber Reiki;
  3. Aprender Reiki.

A filosofia de vida, para mudar de vida

Muitas vezes as situações estrangulam-nos porque não temos uma forma de agir ou reagir a elas diferente, porque talvez nos faltam pedras basilares na nossa construção interior que nos fortaleceriam mais. O que o Mestre Mikao Usui nos transmitiu, foram cinco princípios para a “melhoria do corpo e da mente“. Para nós, eles são recitados como “Só por hoje, sou calmo; Confio; Sou grato; Trabalho honestamente e Sou Bondoso”.

Mas para alguém que não esteja dentro de uma prática de Reiki, podemos transmitir a profundidade destes princípios de uma outra forma, levando a pessoa a reflecti sobre:

  • O que tens feito para levar uma vida calma? E como tens proporcionado a harmonia aos outros?
  • Tens tido confiança em ti mesmo para resolveres as situações? Perdeste a confiança nos outros, na humanidade?
  • Que lições te têm surgido na vida e como as tens encarado? Tens agradecido pelas tuas lições?
  • Tens-te aplicado no que deves fazer e comunicas o que sentes?
  • De que forma tens sido bondoso para contigo? E como tens levado essa bondade aos outros?

Esta filosofia de vida coloca-nos questões muito importantes, mas dá também uma resposta aberta a elas – promover a harmonia, a confiança, saber escutar e comunicar, ser genuinamente bondoso.

Receber Reiki

A pessoa poderá até receber Reiki para a auxiliar a equilibrar-se, a encontrar harmonia. Pode ser feito através de uma consulta profissional, onde aspectos mais profundos são trabalhados, ou então de uma sessão de voluntariado, que apesar de mais simples, irá auxiliar energeticamente a pessoa.

Receber Reiki é uma forma de equilibrarmos o nosso todo energético, ao nível físico, mental e emocional, quando tudo isso se conjuga, começamos a ter um “tempo” interior que nos permite observar como mudar de vida, fazendo sentido para nós mesmos.

Aprender Reiki

Apesar de Reiki ser “simples” e todos o poderem aprender, não quer dizer que faça sentido a todas as pessoas, por isso mesmo, não há uma necessidade que todas as pessoas aprendam, mas que quem queira aprender o saiba porque está a fazer. A prática é uma vivência de uma filosofia de vida e um trabalho terapêutico que começa com nós próprios.

Assim vamos praticando e aprendendo, não num só dia, mas em anos de vivência, contínua formação e prática. Não para “curarmos” os outros, mas para compreendermos realmente o nosso caminho para “uma vida pacífica e feliz“. Ao longo desse caminho, sim, vamos ajudando outros, assim como a nós mesmos, vamos contribuindo para uma maior harmonia, através da filosofia de vida e da terapia. Chegamos a todos, desde animais a pessoas, desde grávidas, bebés, a pessoas em fim de vida.

O Usui Reiki Ryoho traz-nos uma grande profundidade na vida, traz-nos uma certeza interior por fazer sentido na vida. Mudar de vida é compreender um pouco melhor para onde a vida nos leva, através de sólidas bases.

Nem sempre são pessoas felizes os praticantes de Reiki

O que pode fazer de nós pessoas felizes sem nos estarmos a iludir? Será que Reiki pode fazer de nós pessoas felizes ou é apenas um apregoar publicitário?

Um caminho para sermos pessoas felizes e porque nem sempre os praticantes de Reiki o são

O que nos traz infelicidade?

  • A pressão diária dos afazeres quotidianos;
  • O não termos tempo para nós mesmos;
  • A incapacidade de exprimirmos o que sentimos;
  • Estarmos em sofrimento inconsciente;
  • A mente incontrolável com pensamentos excessivos;
  • O sentirmo-nos incompreendidos;
  • As obrigações sociais;
  • A cultura e crenças que nos são incutidas, mas que não correspondem ao que sentimos ser melhor;
  • A incapacidade de relacionar harmoniosamente com os outros;
  • A falta de crença na humanidade;
  • Entre muitas outras coisas…

Quando iniciamos a nossa aprendizagem de Reiki, podemos ir ao engano de pensarmos que vai fazer de nós pessoas felizes. Isso pode mesmo ser um grande engano.

Ao iniciares a tua prática de Reiki, irás aprender que o Mestre Usui indicava que é “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“. Isto quer dizer que, ao praticares os cinco princípios, estarás a desenvolver consciência e a mudar a atitude perante ti mesmo e perante os outros.

Só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso.

Então, não há uma promessa de felicidade, mas sim uma indicação clara que terás que trabalhar, diligentemente, para construires o caminho interior que te leva pela felicidade.

Quando encaramos o Usui Reiki Ryoho desta forma, compreendemos que sim, os praticantes de Reiki podem ser pessoas felizes, mas apenas se realmente praticarem aquilo que é a base estrutural do Reiki – a filosofia de vida.

Encarares a vida com uma filosofia assente em cinco princípios poderá parecer simplista, mas na verdade é um trabalho árduo que irá exigir de ti a criação da harmonia, o desenvolvimento da confiança, o entendimento pelas lições de vida, a diligência e a bondade genuína, à qual podemos chamar compaixão e amor incondicional.

Assim, não penses que os praticantes de Reiki são pessoas felizes ou que milagrosamente o iremos ser, os praticantes de Reiki são pessoas que continuam numa vida comum, com os problemas que todos têm e a lidar com as mesmas dificuldades que todas as pessoas lidam, todos os dias. No entanto, eles têm os cinco princípios e, passo a passo, vão construindo o seu caminho na Arte Secreta de Convidar a Felicidade… Possivelmente é esse trabalho, o viver esse caminho, que os faz verdadeiramente pessoas felizes. A mim faz, apesar de todas as dificuldades.

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Como trabalhar um pensamento obsessivo com Reiki

O pensamento obsessivo é algo como uma ideia que está sempre presente na nossa mente e se torna o centro da atenção na maior parte do nosso tempo, chegando a perturbar momentos de concentração noutras tarefas, assim como desviar o nosso estado emocional para o foco resultante desse pensamento obsessivo.

A desconstrução do pensamento obsessivo com a prática de Reiki

Se és praticante de Reiki sabes que o Mestre Usui indicava este método como sendo “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade” e que tal representa o trabalho interior que cada um deve fazer, para alcançar a felicidade que está dentro de si.

Ele também indicava que a nossa prática é para a melhoria da mente e do corpo. Então, como poderemos nós tratar um pensamento obsessivo com a prática de Reiki?

Em primeiro lugar não te podes esquecer que deves pedir ajuda profissional no caso de algum tipo de distúrbio mental.

Compreendemos que o pensamento é gerado pela mente e que ela apenas está a desempenhar o seu papel, no entanto, a consciência, deve gerir a mente e não a mente gerir a consciência. Assim, quando existe um pensamento persistente ou pensamento obsessivo, poderemos fazer o seguinte através da prática de Reiki:

  1. Desenvolver a consciência;
  2. Saber estar no momento presente;
  3. Compreender a existência do pensamento obsessivo através da prática dos cinco princípios;
  4. Substituir o pensamento obsessivo por uma forma de estar e não por outro pensamento que pode também ele tornar-se obsessivo;
  5. Aplicar o autotratamento.

A prática do Joshin Kokyu Ho é muito importante, é o desenvolver não só da consciência, como do momento presente. Essa mesma prática pode levar-te a compreender o estado em que tudo o que tu és – corpo, mente, emoções, essência – deve estar. É sentindo esse estado de harmonia que te pode levar a desapegar do pensamento obsessivo, ou seja, não é substituires um pensamento por outro, mas sim um pensamento por uma forma de estar, que te transporta ao momento presente, à consciência de ti mesmo e a um estado de harmonia.

Para reforçares esta prática, poderás ainda usar o nentatsu, reforçando a tua força de vontade em querer praticar o Joshin Kokyu Ho.

Como praticar o aqui e agora

Estar no aqui e agora nem sempre é fácil e notamos isso quando nos perdemos nos pensamentos, quando estamos desatentos e nos esquecemos do que fizemos, ou até quando nem nos apercebemos do que estamos a fazer.

A prática do aqui e agora segundo o Usui Reiki Ryoho

Quando o Mestre Usui criou os preceitos que são a fundação do seu método, ele indicou cinco princípios que começam por uma constatação e atitude – Só por hoje (kyo dake wa).

Este só por hoje serve para nos remeter ao momento presente, ao aqui e agora para que toda a nossa concentração esteja no presente, pois onde está a nossa atenção, está a nossa energia. Estes preceitos falam também que a sua correta aplicação leva à “melhoria do corpo e da mente”, ou seja, ao equilíbrio entre corpo, mente e coração. Então, na prática de Reiki, podemos desenvolver o estar no momento presente, no aqui e agora, da seguinte forma:

  • Através da técnica da respiração – Joshin Kokyu Ho, levando a nossa atenção ao processo da respiração, do ar que entra e sai, da energia que circula no corpo;
  • Através da prática consciente dos cinco princípios, ou seja, ao recitar cada princípio, levar a atenção a cada palavra, sentir, refletir, viver;
  • Através do sentir que se está num momento único e experimentar algo como inspirar e ao expirar dizer “Só por hoje”, ou ao expirar dizer “estou no aqui e agora, neste momento presente”;
  • Através da prática do enraizamento, que pode ser aplicado em qualquer circunstância e momento.

O aqui e agora é uma forma de estar, é o levar da concentração até ao momento presente, o sentir do corpo, do saber que não se está nem no passado nem no futuro, mas sim neste momento presente. O aqui e agora não é uma desresponsabilização ou falta de planeamento, ou ainda incapacidade de rever o passado, é sim uma forma centrada de evitar a ansiedade ou mesmo os sentimentos depressivos pela repetição do reviver de memórias.

Como lidar com a perda aplicando os conceitos de Reiki

A perda de alguém querido deixa-nos sempre com um vazio interior, bastante impossível de preencher, assim como muitas vezes nos leva a sentimentos de dúvida, raiva, tristeza, entre muitos outros. Podemos observar a perda de alguém querido através da prática de Reiki, como ferramenta auxiliar no processo, devendo também consultar alguém especializado no campo médico.

A perda e como lidar com ela através da prática de Reiki

A relação que temos com a família, poderá ser de ligação tão grande que é como se essa pessoa tivesse uma parte de nós dentro dela e, naturalmente, uma parte dela dentro de nós. No momento em que ela falece, fica um vazio em nós, não só pela sua ausência física, mas pela ligação emocional, mental e energética que tínhamos com ela.

Uma das formas de compreendermos a perda é entender que, ao nível energético, a ligação sempre existirá, que apesar da pessoa não estar connosco fisicamente, a energia continua. Claro que não conseguiremos falar com ela, procurar o seu conselho, proteção, força, carinho, amizade, mas ela não deixa de estar connosco. Então, compreender que a ligação continua, é muito positivo. Precisamos cultivar esta nova ligação de uma forma bondosa, ou seja, não expressarmos sempre tristeza, mas partilharmos alegria, boas vivências e agradecimento.

É exactamente pelo agradecimento que podemos continuar a ligação a essa pessoa, auxiliando a ultrapassar a perda. É honrando os seus ensinamentos, a sua vida, aquilo que nos transmitiu que nós também podemos fazer crescer no nosso coração um jardim bonito, que irá ultrapassar o buraco que nele sentimos.

A prática de Reiki sugere que se faça autotratamento, com a intenção de compreender realmente porque há essa dor na perda. Esse entendimento ajudará a desapegar da dor e da necessidade física da pessoa, compreendendo a dimensão em que as essências estão sempre interligadas. Caso não consigas, por favor contacta um profissional para te auxiliar.

Podes ainda enviar Reiki para a situação, promovendo o teu bem-estar, talvez até criando uma situação em que te despedes deste momento físico com a pessoa, em paz, em serenidade, com um bom abraço, porque depois, no campo da energia tudo acontece.

Lembra-te dos cinco princípios. Lembra-te da harmonia que a pessoa ajudou-te a criar, das lições de autoconfiança e outras que foram ensinadas, do trabalho e da forma de estar, de todos os momentos bondosos – estes são tesouros no nosso coração, que o tempo não apaga e esses sim, podem ajudar a suplantar o vazio da perda.

A perda acontece, é mesmo assim e é preciso chorar, fazer o luto, compreender o estado em que se está no momento presente sem a pessoa. E a partir daí, construir o mais bonito jardim em nós, como homenagem a ela. A saudade nunca sai de nós, é natural, mas a forma de a encarar, essa vai mudando.

Tem força, serenidade, vai fazendo coisas bonitas com a memória que tens.

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