O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Category: Filosofia de Vida (Page 1 of 6)

Os poemas do Imperador Meiji para a autoestima

O Mestre Usui escolheu 125 poemas do Imperador Meiji, entre milhares de outros que ele tinha, para a reflexão dos seus alunos. Então, usamos estes poemas como “conselhos” de um amigo ou de alguém que nos quer ajudar a ter uma outra perspetiva das coisas.

Refletir sobre a autoestima com os poemas do Imperador Meiji

Poderás escolher um poema por dia, com a intenção de compreenderes melhor as tuas questões de autoestima. Já sabes que isto nada tem a ver com futurologia, mas sim com a tua capacidade interpretativa. Experimentei tirar quatro poemas e vamos interpretá-los como exemplo:

20 — ÀS VEZES

Aprendiz! Não te esqueças de trabalhar arduamente, em vez de te apressares para o progresso.

Perante as tuas questões, não te esqueças de ser diligente, de não desistires de ti mesmo, sem ansiedade, sem pressa, mas com persistência em tanta quantidade quanta a bondade que vais nutrindo por ti mesmo.

119 — COMPORTAMENTO

As pessoas com estatuto elevado na sociedade, como governadores e diretores, devem agir de forma adequada.

Porque a tua autoestima está em baixo? Sentes-te demasiado julgado e criticado por ti mesmo, pelos outros? Se há algo que está errado, o que achas que poderás fazer, não sendo tão crítico?

100 — MESTRE

A casa aguenta-se firme graças ao pilar central. A razão pela qual as famílias prosperam é porque existe um mestre, um líder da casa.

Uma forma de aumentares, resgatares, a tua autoestima, é compreenderes a importância que tens, o teu próprio valor. Este poema é um claro exemplo de isso e merece que seja recordado na mente e no coração.

79 — DESEJO PARA A FLOR

Não vamos lamentar a curta vida das flores de cerejeira. Ao invés, vamos esperar que, embora a primavera acabe em breve, a sua beleza dure mais tempo no rio.

Tudo muda na vida, mas a forma de apreciar a beleza e o valor das coisas depende unicamente de nós mesmos. Vale a pena acreditares em ti mesmo e em te valorizares, dá força a ti mesmo e observa que a vida tem tudo para ti.

Podes encontrar os 125 poemas do Imperador Meiji no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz.

Os cinco princípios em cada posição de autotratamento para a paz da mente

Por vezes encontramos dificuldade no autotratamento Reiki, poderá ser pela quantidade de pensamentos que fluem, como por algum desconforto que tenhamos no corpo. Podem sobressaltar emoções ou memórias. Então podemos usar um pequeno truque no autotratamento – os cinco princípios.

Como aplicar os cinco princípios no autotratamento para tranquilizar a mente

Inicia o teu autotratamento com habitualmente fazes, fazendo as técnicas de limpeza, recitando os cinco princípios e colocando a tua intenção.

Em cada posição que faças vai recitando os cinco princípios, como se a vibração deles fosse fluindo para dentro do corpo. Podes repetir até mais do que uma vez.

Recita-os calma e profundamente, deixa-te embalar no bem-estar que os princípios sempre te trazem e leva essa boa energia para o autotratamento.

autotratamento Reiki

Esta prática de aplicação dos cinco princípios irá ajudar-te a manteres-te cada vez mais focado na prática, seguindo aquela máxima do zen “quando como, como; quando durmo, durmo”, para nós será algo como “quando pratico Reiki, pratico Reiki”.

Além disso, esta repetição consciente dos cinco princípios irá ajudar-te a fortalecer a consciência e também a elevá-la.

Cinco princípios para a autoestima

Os cinco princípios são a nossa bússola orientadora, eles guiam-nos ao encontro de nós mesmos, na compreensão da autoestima, da autoconfiança e de todos os valores humanos que temos.

Trabalhar com cinco princípios para resgatar a autoestima

Só por hoje – Estares no momento presente permite que tenhas consciência do que se passa e tomes uma atitude. Compreendas porque reages de determinada forma, ou porque os outros levam a ti determinadas reacções ou formas de agir. Só por hoje é estar centrado, consciente e capaz de tomar as melhores decisões para todos. Palavra Chave – Em mim eu estou bem…

Sou calmo – Não agir precipitadamente, não cair na loucura das rotinas diárias, não perder o controlo de si mesmo ou deixar que os outros controlem o seu bem-estar. Manteres a calma é saberes ter controlo, ao mesmo tempo que manténs a tua paz interior. Palavra Chave – Eu estou em paz…

Confio – Sem dúvida que consegues e mesmo quando não consegues podes saber lidar com isso. Confiar significa também saber delegar, ou pedir ajuda. Quando algo corre mal, não é baixar os braços e ficar triste, é compreender, aceitar e desapegar, sabendo que tudo irá correr bem, pelo melhor. Palavra Chave: Eu acredito em mim mesmo…

Sou grato – As lições que aprendeste até agora podem guiar-te para uma “vida pacífica e feliz“, mas se não as quiseres escutar e mudar o que deves mudar, então como poderão as coisas correr melhor? Aprende também a agradecer pelos maus momentos, sabe entregar o peso que tens, isso também é uma atitude de calma e confiança. Palavra Chave: Eu sinto-me a fluir com a vida…

Trabalho honestamente – Honestidade e diligência, comunicação e perseverança. Sem dúvida que seres verdadeiro contigo mesmo, com os outros e com a vida irá ajudar a estares cada vez melhor e com força interior. Palavra Chave: Eu sou Verdadeiro.

Sou bondoso – Se não fores bondoso para contigo mesmo, como esperas que os outros o sejam? Este é o último princípio, mas muitas vezes o mais difícil de todos, pois exige o maior de todos os sacrifícios – a autoconsciência. Ter consciência de nós mesmo, verdadeiramente, é saber ter consciência de todos aqueles que nos rodeia e da vida em si, ou seja, é saber que todos nós temos uma parte importante na vida e todos nós somos igualmente importantes, ninguém mais do que outro. Ser bondoso é saber valorizar e o que podes não estar a valorizar em ti? Palavra Chave: Eu amo-me.

Vale a pena investires em ti, teres consciência das tuas necessidades, dos teus defeitos e valores, saberes viver de uma forma equilibrada e ajudares os outros também nessa vida de equilíbrio. A autoestima é também uma valorização pessoal, vale a pena.

Cinco princípios para observar os chakras

Os cinco princípios de Reiki são os nossos pilares de atenção e elevação da consciência, conseguimos construir muito com eles, até a compreensão dos nossos chakras, os centros energéticos que estão no nosso corpo subtil.

Os chakras e o seu entendimento pelos cinco princípios

Os chakras são centros energéticos que correspondem a estados de consciência, que afectam e são afectados pela nossa mente e coração. Os pensamentos, sentimentos e emoções que temos afetam a sua energia e vice-versa. Compreendemos então que a energia vem também da nossa forma de estar e de ser, que devemos não só nos trabalhar energeticamente, mas principalmente ao nível da consciência. Temos 7 chakras principais dentro do corpo e dois chakras transpessoais, acima da cabeça.

Então estes nove centros principais de energia são nove centros de consciência, podemos, de uma forma simples, indicá-los como:

  1. Chakra Raiz – EU SOU;
  2. Chakra Esplénico – EU SINTO;
  3. Chakra do Plexo Solar – EU FAÇO;
  4. Chakra Cardíaco – EU AMO;
  5. Chakra Laríngeo – EU COMUNICO;
  6. Chakra da Terceira Visão – EU VEJO;
  7. Chakra da Coroa – EU COMPREENDO;
  8. Chakra Estrela da Alma – EU SOU O QUE EU SOU;
  9. Chakra Portal Estelar – EU SEI.

Para cada um destes chakras, podemos trabalhar os cinco princípios para compreender os bloqueios que ainda neles existem. Como por exemplo.

Existem bloqueios ao nível do chakra raíz que nos levam a não estar enraizados, podemos sentir isso por estarmos muito com a cabeça no ar, ou demasiado desligados da realidade, então podemos trabalhar os princípios da seguinte forma:

  • Só por hoje, sou calmo – Porque há algo que me leva a querer estar fora de mim, fora do meu centro, ou deste momento presente?
  • Confio – Porque não aceito que em primeiro lugar está a minha própria força vital e vida que preciso construir? Porque me sinto sempre a fugir?
  • Sou grato – Toda esta agitação que sinto, que lições me traz? O que me leva a refletir e a ter que mudar na vida?
  • Trabalho honestamente – Como tenho trabalhado a minha consciência para mudar as atitudes ou ações que me levam a agir desta forma perante a questão que tenho? De que forma me irei disciplinar?
  • Sou bondoso – Como compreendo que é através da integração comigo mesmo, com o conseguir estar ligado, conectado, que posso ter uma vida mais harmoniosa e equilibrada?

Com este exemplo, trabalhamos algumas questões do Chakra Raiz, tão importante para a nossa sustentação e vida. Experimenta fazer o mesmo com os seguintes chakras, refletindo nos seus aspectos conscientes…

Em momentos de paz a insatisfação traz sofrimento

Nunca sentiste que nos momentos de paz, em que parece que não há desafios, que tudo está bem, por vezes a nossa insatisfação anula a tendência para tudo estar bem?

A insatisfação como auto boicote para os momentos de paz

Tudo está bem, mas existe uma certa agitação latente em nós que impede que tudo continue bem. Esta é a nossa natureza humana. Vemo-lo na nossa vida quotidiana e nas infelizes decisões políticas ao nível global. Momentos de paz trazem-nos serenidade, mas são os momentos de perturbação que nos podem trazer grande crescimento, será por isso que vivemos mais tempos perturbados que pacíficos?

A nossa insatisfação é como uma vozinha interior, umas vezes imperceptível, outras demasiado ruidosa. É por isso que precisamos cultivar uma atitude consciente, para escutar essa voz insatisfeita e curar esse veneno que desde sempre cresce em nós.

Então como poderemos tratar a nossa insatisfação?

Podes seguir duas vias muito importantes na prática de Reiki, a meditação e os cinco princípios.

Entrega-te diariamente à prática meditativa, torna-a uma disciplina, um gosto, uma vivência no teu quotidiano. Não te deixes sucumbir à pressão interior e exterior, cria um espaço vazio para o teu bem-estar, pois nada é mais importante que isso – tu estares bem.

Observa a tua relação com os cinco princípios e questiona-te sobre quais os mais difíceis, quais os que exigem mais de ti e os que surgem com maior frequência através das situações. Aí está a observação da tua insatisfação e uma boa forma de a começares a tratar, através da tua consciência.

Recebe Reiki e pratica Reiki, entrega-te a uma vivência positiva e a insatisfação irá desfazer-se como um sonho sem sentido. A nossa tendência natural é ter uma vida pacífica, quando não há insatisfação.

A atitude positiva na prática de reiki

Ter uma atitude positiva é muito importante em todos os campos da nossa vida e o mesmo se aplica também à prática de Reiki, quer ao fazer aos outros, quer a fazer o autotratamento, ou seja, o cuidado a nós mesmos.

A atitude positiva e como a adquirir e viver na prática de Reiki

Com a prática do Usui Reiki Ryoho, podes (deves) desenvolver uma atitude positiva na vida. Esta possibilidade e dever é o entendimento que a nossa vida deve mesmo trilhar um caminho pacífico e feliz, como o Mestre Usui indicava. Para o fazer, temos uma filosofia de vida que nos orienta e é indicada por cinco princípios:

  • Só por hoje, sou calmo – Em todas as coisas na vida, pretendo cultivar harmonia;
  • Confio – Aprendo a viver abertamente, compreendendo o que é confiar em mim mesmo e aprender a confiar nos outros, sabendo ser claro no que pretendo e sabendo procurar a clareza no que os outros pretendem;
  • Sou grato – Agradeço por todas as oportunidades, mesmo as mais duras;
  • Trabalho honestamente – Comunicarei sempre comigo mesmo e com os outros, serei diligente no que tenho a fazer;
  • Sou bondoso – A bondade faz gerar paz e felicidade, devo-o ser em primeiro lugar comigo mesmo para depois saber levar essa bondade aos outros.

Além dos cinco princípios, temos também os 125 poemas do Imperador Meiji, que nos auxiliam a refletir sobre as questões na vida e a forma de ter uma atitude positiva perante elas.

Os poemas do Imperador Meiji são apenas uma forma de reflexão, uma conexão com o universo e com a vida, uma perspetiva para as nossas situações. Quando temos este tipo de receptividade, quando escutamos e tentamos compreender, já estamos a gerar uma atitude positiva. Com ela, temos tudo para estar no bom caminho.

Como praticar com uma atitude positiva

Se estás na prática de Reiki é porque com toda a certeza queres mudar algo e para o fazer, precisas de cultivar uma atitude positiva. Isto quer dizer que é preciso teres essa semente no teu coração e na tua mente, para que quando a adversidade surge, como por exemplo, um autotratamento mais exigente, ou que faz surgir situações passadas, então tu saberás lidar com elas através da tua atitude positiva. Ou seja, colocas em prática os cinco princípios e sabes que precisas encarar com harmonia, confiança, gratidão, honestidade e muita bondade, todas essas situações, que sejam tuas internas, ou externas que surgem pela acção dos outros.

Pratica com um sorriso, não te deixes infectar por insatisfação ou desmotivação, pratica, pratica, pratica, cultiva em ti a atitude positiva de uma filosofia de vida.

Mantém a tua prática de autotratamento com regularidade, observa os teus pensamentos e emoções mais negativos e aplica a técnica Nentatsu para os tratares. A mudança do pensamento é muito importante para a ação correta.

Não fazer por bem mas fazer o que é correto – a bondade e as lições de um gato

Qualquer pessoa tem em si o grande desejo de fazer por bem e, culturalmente, somos ensinados a fazer o bem sem olhar a quem, o que é uma atitude de abnegação, humildade e bondade. Nem sempre este grande desejo de fazer o bem é correctamente aplicado e então entramos em conflito interior – quem sou eu que tem este querer fazer o bem e porque não o aceitam ou interpretam mal?

O querer fazer por bem e as lições da bondade

A minha mãe tem uma gata que foi abandonada pela mãe, mal nasceu. Desenvolveu atitudes anti-sociais e apenas tolera a sua “mãe adoptiva”, quanto às outras pessoas, só cheira um pouco da primeira vez e depois arranha ou faz uns barulhos um pouco estranhos, para avisar que a interacção não vai correr bem. Nos seus olhos há sempre um profundo descontentamento e o seu coração está fechado, pela falta de amor filial que teve. A vontade é de abraçá-la e dar-lhe muito amor até o seu coração se abrir… no entanto, o mais pequeno gesto vai dar como resultado umas arranhadelas bem profundas e uma gata bem furiosa. Curiosamente, nos humanos também encontramos semelhanças. Quantas pessoas não conhecerás que estão assim fechadas, em dor, em solidão e no entanto, quando há uma tentativa de sanação e aproximação, reagem mal?

Esta é uma boa reflexão para o querer fazer por bem, para a diferença entre a compaixão, o ser bondoso e o ser bonzinho. Será este o momento ideal para reflectirmos sobre a nossa “ganância” da bondade, o querer fazer tanto o bem, que por vezes queremos forçá-lo a quem não o pediu ou ainda não está capaz de o aceitar.

A ganância da bondade é um uso exacerbado da vontade de querer ajudar os outros, de querer fazer o bem. Nestas situações, não se avalia bem a necessidade do outro, o que realmente necessita e qual a forma de nós o podermos ajudar, sabendo perguntar.

Novamente, a nossa cultura interfere. É-nos incutido o saber fazer por bem, fazer o bem, mas sem que se saiba, o que origina por vezes atitudes desviantes e que mais afectam o coração, o sentimento, de quem tenta fazer algo de bom e falha redondamente. Se estivemos numa cultura genuína, não haveria qualquer problema em perguntar o que a pessoa precisa, o que podemos fazer por ela e até mesmo recusar ajudar, se não estiver ao nosso alcance.

Vale a pena reflectirmos sobre isto:

  • Saber comunicar correctamente o que se precisa;
  • Saber perguntar a quem precisa, o que precisa realmente e como;
  • Saber recusar no caso de não ser possível;
  • Saber fazer o bem e fazer por bem de forma consciente, activa e compassiva.

Como usar os poemas do Imperador Meiji para meditação

O Mestre Usui aplicava os poemas do Imperador Meiji num momento muito próprio de uma técnica à qual chamava Hatsurei. Esta é uma técnica essencialmente meditativa, para o empoderamento energético. Numa das partes da técnica, os poemas do Imperador Meiji podiam ser usados para reflexão.

Os poemas do Imperador Meiji em meditação

12 — IRMÃOS

Parece uma tempestade em casa. No entanto, os ramos de uma árvore crescem grossos lá fora. Não discutas. Mantém-te em harmonia. – Imperador Meiji

A melhor forma de aprendermos é praticando e devemos sempre começar com pequenos passos. Eis como podes experimentar aplicar o conceito dos poemas à meditação.

No livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz, poderás encontrar todos os 125 poemas e ainda uma explicação de cada um deles. Se quiseres, abre à sorte e escolhe esse poema que saiu.

E agora, o momento de te preparares para a meditação:

  1. Cria o teu ambiente confortável e se quiseres, usa um alarme para poderes estar entregue à prática. Se estiveres agora a começar, podes experimentar 5 ou 10 minutos;
  2. Tenta decorar o poema que te saiu ou escreve-o numa folha;
  3. Coloca o corpo confortável e as costas direitas;
  4. Sente o ar que entra e que sai pela respiração e aproveita para aliviar alguma pressão interior que sintas;
  5. Leva a atenção até à mente e esvazia-a, como se fosse uma sala, ou como se soubesses que neste momento não te irás incomodar a ti mesmo;
  6. Aplica a respiração do Joshin Kokyu Ho e centra-te nesse fluxo;
  7. Traz para ti a memória do poema, ou lê-o interiormente, mantendo a mente vazia;
  8. Escuta interiormente o que essas palavras te querem transmitir, sem esforço, sem quereres alcançar algo… apenas escuta;
  9. Quando quiseres terminar, agradece.

Esta é uma prática muito simples e assim poderás compreender para que servem realmente os poemas do Imperador Meiji. Vale a pena praticar.

Reiki para a autoestima – o plexo solar e o não

A autoestima é uma consideração e avaliação que temos de nós mesmos, mas que muitas vezes se encontra bem abaixo do que devia estar. Podemos trabalhar com Reiki para a autoestima, fazendo uso das técnicas e da nossa filosofia de vida.

Reiki para a autoestima

Uma grande questão que nos surge é como conseguir ter uma autoavaliação positiva, excelente sobre nós mesmos, fazendo com que a estima que temos seja considerável, realista e afirmativa?

Em primeiro lugar, tudo passa pela nossa capacidade de observação e contentamento. Observar o que fazemos, pensamos e sentimos, equilibrando com o contentarmo-nos com as nossas boas acções e carácter. Sabendo compreender a nossa insatisfação como uma ponte para melhores atitudes, não nos deixando afundar pelas críticas ou pelos hábitos e julgamentos.

Esta capacidade de observação pode ser alcançada através do Joshin Kokyu Ho, a técnica da respiração, que te auxiliar a encontrar um espaço vazio, um tempo essencial para cessar o pensamento e as emoções. A partir daqui, começarás também um trabalho com os cinco princípios, por exemplo:

Só por hoje, sou calmo – Porque perdi a minha harmonia, quando, para deixar de ter valor por mim mesmo?

Confio – Porque deixei de confiar em mim mesmo ou de que forma entreguei a minha autoconfiança aos outros?

Sou grato – Agradecer por todos os momentos que passei sem a minha autoestima e que lições retiro daí.

Trabalho honestamente – Comprometer-me a ser honesto comigo mesmo, a escutar os meus pensamentos e sentimentos, sabendo também comunicar com o outro de forma honesta.

Sou bondoso – O que é a bondade e a autoestima? Qual o limite de entrega aos outros e quando me devo entregar a mim mesmo?

Os cinco princípios podem mesmo auxiliar-te neste processo de crescimento e renovação da autoestima. Reflete com eles, medita, vive-os.

Também no teu autotratamento, poderás dedicar-te mais ao teu chakra do plexo solar, compreenderes como ele está de energia, reforçar essa mesma energia e criar aí um espaço de poder pessoal, onde tu saibas dizer não, de forma convincente a ti mesmo. Este não não é algo de negativo, mas sim um poder incrível que desenvolves dentro de ti, é uma força natural que te ajudará a quebrar barreiras e a estabelecer limites.

Depois, observa também o teu chakra cardíaco. Será que construíste um jardim bom para tu mesmo habitares no teu coração? Será que tens amor para ti mesmo?

As situações que achares que devem ser mudadas podem ser trabalhadas através do Nentatsu, a técnica para alcançar o pensamento positivo.

Reiki é muito completo e uma excelente ferramenta de trabalho, de ti, para ti. Entrega-te à prática e aceita-te.

A harmonia é tão importante que vale a pena perseverar para que se mantenha

Imagina-te sentado num jardim. É uma tarde de inverno, um domingo, com o sol a aquecer-te suavemente. A ler tranquilamente bons ensinamentos, a apreciar a alegria e descanso dos que estão também no parque. Tudo parece apontar para um momento de harmonia e descanso.

Surgem duas novas pessoas, sentam-se na mesa do lado, colocam o cigarro mesmo ao meu lado e o vento encarrega-se do resto. A sua exaltação contra o comportamento dos outros é curioso, mas parecem estar contentes com o poderem estar onde estão.

A primeira emoção foi de incómodo e desagrado, de descontentamento. O pensamento foi de perseverança, de âncora no meu próprio bem-estar e aceitação do momento dos outros. Em breve foram-se embora e não passaram de uma lembrança fugaz. Eu mantive-me onde estava, a apreciar o que anteriormente estava a apreciar. O meu momento manteve-se.

A harmonia e o que os cinco princípios nos ensinam

Harmonia é um estado interior cujas condições são criadas por nós, interiormente, mas que podem também ser afectadas pelas condições exteriores. Claro que interiormente, se estivermos no mais absoluto estado de consciência, nada exterior perturba a nossa harmonia. Mas sabemos que a realidade está um pouco além do mais absoluto estado de consciência e que o caminho de nos tornarmos conscientes é longo e exigente.

Tendo isto em mente, sabemos que precisamos perseverar, tendo isto no coração, sabemos que não nos devemos apegar ao desejo ou unicamente ao momento presente ou futuro. Parece um contrassenso, mas de facto tanto temos que saber viver no momento presente como saber qual o nosso percurso e objetivo, tudo em certa medida.

Então como podemos conjugar os nossos cinco princípios para cultivarmos e nos mantermos em harmonia?

Só por hoje, sou calmo – O primeiro princípio pede-te para seres observador. Para encarares os teus pensamentos e emoções, não te deixando aprisionar por eles. A harmonia vem da calma da nossa atitude.

Confio – Acredita na tua capacidade de manter harmonia, acredita que vale a pena cultivar esse valor em ti mesmo. Acreditar é nutrir autoconfiança naquilo que é positivo em nós.

Sou grato – Observa as várias lições que o teu caminho pela harmonia te traz, aprende com elas e faz fortalecer a tua capacidade de gerar harmonia.

Trabalho honestamente – A honestidade é uma grande aliada da harmonia, é a compreensão correta do momento em que estás, do que estás a pensar, a sentir, e também a correta atitude a tomar em consciência, para que a harmonia se mantenha.

Sou bondoso – Bondade e harmonia estão interligadas, porque a bondade implica um desejo de harmonia, seja ela na forma que for, desde que seja para o Bem Maior de todos. A aplicação e desenvolvimento de atitudes bondosas, proporciona harmonia. Uma mente vazia, proporciona um coração compassivo.

Os cinco princípios podem também ser ferramentas na tua construção da harmonia, para que esta sempre possa perdurar em ti. Lembra-te das pequenas lições que vais aprendendo e tenta perseverar.

Aprender a valorizar é viver com mais valor

Que valor damos às coisas e de que forma aprendemos a nos valorizar?

Se este tipo de aprendizagem existisse desde cedo, muitas questões de autoestima seriam evitadas. Mas porque não sabemos valorizar e como poderemos fazê-lo?

O valor de saber valorizar

Para compreendermos que todas as coisas têm o seu valor, primeiro precisamos compreender três aspectos:

  1. O significado de valor;
  2. A aceitação do valor próprio;
  3. A aceitação de que o outro também tem o seu valor.

O significado de valor

Valor representa um conjunto de características que tanto podem ser meritórias, únicas, distintas, que poderão representar talento, dedicação, coragem, compaixão, e feitio que leva a pessoa a saber interrelacionar-se e a agir de forma correta e construtiva no meio onde está. O valor de uma pessoa não pode ser propriamente quantificado, mas sim reconhecido pelos seus pares e principalmente por ela mesma.

Reconhecer o valor significa compreender que todas as pessoas têm características únicas que se forem colocadas para o bem comum, terão grande impacto na vida em sociedade. Também as coisas têm valor, apesar de serem menos importantes que o valor de uma pessoa, elas são feitas por uma pessoa que lhes atribui um valor, ou seja, confere-lhes uma determinada característica à qual coloca uma condição para aquisição ou existência. A um objeto é conferido valor por quem o cria ou por quem o deseja, numa pessoa esse valor deve primeiro existir implicitamente, mas sendo também atribuído pelos outros.

A aceitação do valor próprio

O nosso valor é muitas vezes mal entendido. Por um lado podemos não conseguir atribuir-lhe a apreciação correcta, por outro, podemos não compreender o que faz de nós pessoas com valor. Este tipo de autodesvalorização ou incapacidade de valorizar, vem da falta de ensino social que temos e da colocação correta dos valores humanos. O simples exemplo é que muitas pessoas dizem “eu ter valor? Valor tinha a Madre Teresa de Calcutá, eu não faça nada comparado com ela”. Este tipo de afirmação tanto poderá revelar uma falsa modéstia para tentar alcançar a valorização por parte de outra pessoa, como poderá revelar uma genuína incapacidade de encontrar e validar o seu próprio valor.

Se queres considerar-te com valor, não queiras desvalorizar o outro.

A aceitação de que o outro também tem o seu valor

Olhar para o outro e saber que tem valor é importante, mas nem sempre fácil. Estamos habituados a comparar e isso umas vezes traz sentimentos de inferioridade e outras vezes, superioridade. Temos sempre julgamento porque fomos ensinados, mesmo que indirectamente, a julgar e a valorizar, ou melhor, desvalorizar. “Que disparate de roupa…”, “Sempre atrasado…”, “Que básico…”, “Não sabes ver que preciso…”, “Aquele carro é melhor…”, “Tem um relógio novo…”, entre muitos e muitos outros julgamentos, que por vezes nem nos passa pela cabeça que fazemos.

De facto, da boca para fora, até podemos dizer que aceitamos e valorizamos, mas muito enraizada em nós, está uma cultura de depreciação e desvalorização.

Alcançar e reconhecer o valor do outro, é algo que depende da aceitação do nosso próprio valor, assim alcançamos a equidade e a equanimidade. Compreendemos que todos estamos cá para o mesmo, para viver e que a vida convém que seja feita de uma forma mais feliz e pacífica. Todo o nosso trabalho, é o vivermos esse caminho de vida. Para eu reconhecer no outro valor, sem dúvida que tenho que reconhecer em mim mesmo valor.

Aceitar que o valor individual de cada um é diferente é importante, mas devemos alargar essa visão para o valor que cada um leva à comunidade e à sociedade, se o fizermos, teremos um exercício mais fácil para compreender e aceitar, para valorizar o valor oculto que cada um tem.

E se não nos souberem valorizar?

Se não te souberem valorizar, não te preocupes, lembra-te dos cinco princípios e destes três aspectos sobre o valor. Tu sabes o que representa o valor, tu sabes e aceitas o teu valor próprio e se o outro não aceita o teu valor, então é uma aprendizagem que ele terá que fazer.

Não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar a forma como o encaramos e a forma como nele vivemos. Assim como a raiva que nos queima pela desvalorização, podemos também ficar queimados por nos deixarmos envolver por essas situações. Valor é um bem precioso, saber valorizar é uma virtude.

Programa de Cinco Dias de Reiki para as Relações Humanas

De 18 a 22 de Dezembro de 2017 iremos realizar um programa diário, através do envio de email, gratuitamente sobre o tema “Cinco Dias de Reiki para as Relações Humanas”.

Programa de Filosofia de Vida para as Relações Humanas

O entendimento é essencial para uma boa comunicação e para uma vivência em sociedade harmoniosa. A filosofia de vida que o Mestre Usui nos deixou, dá-nos ferramentas para observarmos melhor o nosso comportamento, expetativas e formas de lidar construtivamente com os outros. Sem relações humanas, pouco crescemos.

Nesta altura do ano, tão importante para muitos, a Associação Portuguesa de Reiki pretende auxiliar-te a teres dias mais felizes e em harmonia.

Para receberes estes emails é simples, segue este link…

Que tenhas muitos dias felizes.

A autoconfiança e o arroz doce

Eu gosto muito de arroz doce e a incapacidade de o fazer poderia dar cabo da minha autoconfiança. Em muitas situações da nossa vida, encontramos um arroz doce que pode ser um verdadeiro desafio, mas também uma autêntica lição.

A autoconfiança, o arroz doce e o segundo princípio de Reiki

Já experimentei fazer muitas receitas de arroz doce, mas nada parece resultar e ao comentar isso com a minha mãe ela simplesmente disse-me “então quando quiseres basta ligares-me e faço-te arroz doce”. De facto, a autoconfiança é um processo que nos leva, por um lado a não recear fazer coisas e por vezes falhar, ou mesmo não conseguir, por outro a saber pedir ajuda para a resolução das mesmas.

O Mestre Usui deixou-nos cinco princípios que são a nossa bússola orientadora na vida e o segundo diz-nos “Confio”. De facto, a confiança, a autoconfiança, é um dos maiores valores que podemos ter, é como um farol, uma candeia interior que nos guia na escuridão das indecisões.

A autoconfiança diz-nos que não faz mal tentar, que se não conseguirmos, aprendemos com as lições e faremos melhor e que mesmo que nunca o venhamos a conseguir, ou que não faz mesmo parte do nosso caminho, que poderemos sempre pedir ajuda.

Eu ainda não desisti de fazer arroz doce, no entanto também já percebi que é algo que me sabe bem melhor quando é outra pessoa a fazer, na verdade, é uma boa memória de infância e por isso mesmo, todo o arroz doce é “julgado” perante essa memória. Até uma simples tarefa da nossa vida, como o arroz doce, nos pode trazer grandes lições.

Como aprender os poemas do Imperador Meiji

Os poemas do Imperador Meiji que o Mestre Usui escolheu para reflexão, podem trazer-nos grandes sabedorias. Uns são bastante simples de interpretar, mas outros são complexos.

Como podemos aprender e interpretar os poemas do Imperador Meiji

De 125 poemas há um que me trouxe desafio ao longo de anos e anos, de 125 foi logo o primeiro – a lua.

Embora a Lua de outono não mude desde os tempos antigos, muitas pessoas já passaram neste mundo.

Foi muito estranho refletir sobre este poema e até considerei que tivesse sido mal traduzido, mas não foi. De facto, a sua profundidade tem a ver com a cultura e sociedade japonesa, o que nem sempre é linear de entender. Então como podemos interpretar os poemas do Imperador Meiji?

  1. Coloca uma intenção para o poema que vais tirar, como se fosse um conselho que pedes a um amigo;
  2. Experimenta esvaziar a tua mente de todos os conceitos e crenças, mantém uma mente vazia e aberta para observares o poema;
  3. Tenta compreender o sentido das palavras, para essa tua intenção;
  4. Imagina como estando alguém a ler esse poema para ti e tu apenas escutas;
  5. Se não conseguires compreender, tenta estudar um pouco sobre a cultura japonesa dos finais do século XIX e inícios do século XX, o tempo do Imperador Meiji.

Sem dúvida que os poemas são uma fonte de sabedoria e eles vêm da observação e vivência de uma cultura, por isso mesmo, nem sempre são fáceis de interpretar. no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz, podes encontrar todos os poemas, em japonês e português, uma pequena interpretação e também o contexto histórico do Japão contemporâneo do Imperador Meiji e do Mestre Usui.

Se quiseres, podes também experimentar escrever o poema, por vezes ajuda no alcance da nossa voz interior.

Sou bondoso – Cinco princípios para as relações humanas

Sou bondoso – para quem? Como? Para que?

O quinto princípio de Reiki poderá ser o mais exigente deles todos, pois requer a estratificação, integração e vivência de cada um dos anteriores. Vamos ver porque ele é assim tão importante para as relações humanas.

Só por hoje, sou bondoso – os Cinco Princípios para as relações humanas

Para ser bondoso tenho que saber gerar harmonia, em mim e entre os outros; tenho que saber confiar, em mim e nos outros, na vida; tenho que ser grato, aprendendo com as lições; tenho que ser verdadeiro e impecável com a minha palavra. Ser bondoso requer de nós um exercício a que costumo chamar de “Mente Limpa, Coração Predisposto“.

O Mestre Hsing Yun costuma dizer que uma mente limpa leva a um coração compassivo. Ou seja, um mente que não se prende em julgamentos, que não está constantemente a produzir entropia, leva a uma consciência cada vez mais presente e construtora de uma maior sabedoria. Esta sabedoria compreende a importância de um coração bondoso.

A bondade é a capacidade de compreender as maiores necessidades e não tanto os maiores desejos. É saber o cuidado que temos que ter por nós mesmos, para conseguirmos ter cuidado pelos outros. Ser bondoso é também saber receber para depois saber dar e saber dar, para também aprender a receber. É compreender a interdependência que temos, ou seja, que todos estamos ligados e que pouco somos isolados, que enriquecemos a vida com as relações construtivas.

Saber construir positivamente as relações humanas não é fácil, não é mesmo nada fácil, mas temos cinco princípios que nos podem ajudar nesse caminho. Quando sentires que já não vale a pena, retira-te, pratica os cinco princípios e compreende como ainda tens que mudar. Esvazia a tua mente e o teu coração do prejuízo e cultiva as boas sementes que te levarão neste caminho para “uma vida pacífica e feliz“.

As relações humanas são necessárias… leva-as com muito Reiki.

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