O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: Entrevistas (Page 1 of 2)

O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética no programa Agora Nós – RTP1

No dia 27 de Junho de 2018 houve a apresentação de O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética no programa Agora Nós, da RTP 1, com Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos:

Poderás ver aqui o programa total Agora Nós do dia 27 de Junho.

Um muito obrigado aos apresentadores, a todos os telespectadores e ainda à equipa da Editora Nascente.

Este livro tem a apresentação de perspetivas ocidentais e orientais (hindus e tibetanas) sobre os chakras e a nossa anatomia energética. Poderás também ler algumas partes do livro através do Issuu.

Reiki na Revista ELLE de Junho, já nas bancas

A Revista Elle de Junho tem na sua secção Elleness, um trabalho muito interessante, realizado por C.A.P./L.G., para alcançar o bem-estar. Partilho contigo uma parte do artigo…

Elleness – Reiki nas escolhas alternativas, da Revista Elle

ESCOLHAS ALTERNATIVAS

Porque há mais do que um caminho para chegar a Roma, reunimos quatro formas menos convencionais de alcançar o bem‑estar. Quando usado para classificar a palavra terapia, o adjetivo “alternativa” continua a ser, demasiadas vezes, de conotação negativa. Continua a ser a hipótese longínqua. O irreal. O inverosímel.

Uma fantasia não provada. Uma cena naturalista. Foi com o objetivo de desmontar essa aceção baseada em preconceitos que procurámos especialistas na área do Reiki, Aromaterapia, Mindfulness e Acupuntura, que nos explicassem, em concreto, o que são estas cinco terapêuticas, e de que forma podem influenciar o nosso bem‑estar.

Todos nos confirmaram que o adjetivo “alternativo” pode, no contexto terapêutico, voltar ao seu sentido original, bem mais neutro, significando literalmente uma “sucessção de duas coisas, cada uma por sua vez” (de acordo com o dicionário daPorto Editora). Nenhuma destas terapias tem o propósito de substituir a medicina ocidental. Não é uma cabala. Não faz milagres.

Com artigos de João Magalhães (Reiki), Aromaterapia (Tatiana Brito), Acupuntura (Tatiana Brito) e Mindfulness (João Palma)

Entrevista a João Magalhães sobre o livro Reiki – A Energia Universal

João Magalhães é Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e também autor do recente livro Reiki – A Energia Universal. Esta entrevista é sobre o tema do livro, mas também sobre as várias questões que surgem no ensino, profissionalização e aprendizagem de Reiki em Portugal.

Entrevista realizada por Susana Ramos.

Reiki – A Energia Universal

Como surgiu a ideia de escrever Reiki – A Energia Universal?

O conceito por detrás deste livro é o caminho que um praticante de Reiki faz para se tornar Mestre de Reiki e segue aquilo que o Mestre Usui nos deixou como missão. Dizia ele, “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

No livro, refere a existência de várias energias universais. O que distingue o Reiki das outras energias?

É um pouco difícil distinguir a energia e mais ainda comprovar o tipo de energia, é por isso mesmo que temos a técnica da sintonização, que nos auxilia a trabalhar com a Energia Universal, de forma mais direta e imediata. No entanto, há algo que nos permite distinguir claramente – a passividade.

Reiki é um tipo de energia passiva, não é imposta, não é forçada, não pode ser. Se tal acontecer, não é Reiki que se está a usar, assim como não se está a praticar Reiki. Como é uma energia que trabalha no campo da homeostasia, de forma alguma se consegue, naturalmente, forçar esse processo. Esta é uma boa forma de compreender a diferença e também a sentir.

Qual a preparação ideal para se ser um bom Mestre de Reiki?

  • Levar a prática de Reiki com seriedade, vivência e experiência, desde o primeiro dia;
  • Compreender os conceitos profundos do Usui Reiki Ryoho;
  • Trabalhar muito como voluntário e como Terapeuta.

O que faz de um Mestre de Reiki um bom profissional?

Saber colocar-se no lugar dos outros e estar aberto a todas as situações, o que é verdadeiramente difícil. É também saber trabalhar em conjunto, formar não só bons praticantes, mas boas pessoas.

Cada vez mais compreendo este último sentido. A prática de Reiki, dizia o Mestre Usui, é para a melhoria do corpo e da mente, isso é alcançado através do tratamento e dos cinco princípios, o que implica dizer que tem que haver uma transformação e tem que ser assumida uma disciplina – a disciplina do autocuidado e da bondade para consigo mesmo. Um Mestre de Reiki é um facilitador, é aquele que forma bons praticantes e boas pessoas, tendo sempre o devido equilíbrio de compreender que muitos mal terminam o curso, esquecerem tudo o que foi ensinado e irem fazer o que já tinham em mente, mas mantendo um bocado de papel ao qual outros dão valor.

Manter o equilíbrio nas relações humanas não é simples e saber conciliar é um dever do Mestre de Reiki. Assim, tornar-se um bom profissional significa que sabe formar, que sabe praticar, viver e que acima de tudo está a construir uma comunidade, uma sociedade e um mundo melhores, através da prática de Reiki.

O caminho do Reiki é um caminho árduo. Como é que um Mestre de Reiki pode superar as dificuldades?

Acima de tudo, manter-se centrado nos ensinamentos do Mestre Usui, compreender claramente a missão que ele nos legou. A partir daí é avaliar toda a sua ação, com bondade e honestidade.

A que se deve a banalização do conceito «Mestre de Reiki», em Portugal?

Existem algumas situações que contribuíram para isso:

  1. Importamos o conceito de que quem tem o nível 3 de Reiki é Mestre de Reiki, mesmo não sabendo sintonizar;
  2. É implícito na nossa cultura que uma pessoa só tem valor quando tem um título – doutor, engenheiro, “mestre de Reiki, …;
  3. A necessidade de afirmação que cada um possa ter.

De facto, não existe uma necessidade de uma pessoa se apresentar e dizer “olá, eu sou Mestre de Reiki”, ou afirmar opiniões pessoais reforçando o seu nome com um título, que já vimos estar a criar um preconceito em relação aos Mestres de Reiki. Por outro lado, o conceito de Mestre que tem um determinado valor no Oriente, não é de todo compreendido nem é possível de ser praticado em Portugal, porque realmente nós não seguimos à risca aquilo que nos dizem.

Antigamente, o conceito Mestre era usado para uma pessoa que continha um grande saber e arte sobre algo, por exemplo, um Mestre Carpinteiro. Dava-se valor a esse saber, hoje apenas se desvaloriza, a pessoa, o trabalho, a profissão. Quando conseguirmos compreender que sentirmo-nos bem a desvalorizar os outros e as coisas não é um bom caminho, muito mudará de certeza.

Assim, o melhor conceito que posso dar é que não haja tanta importância no ser “Mestre de Reiki”, mas sim no ser praticante de Reiki, ou seja, aquele que pratica, aplica, vive os conceitos do Usui Reiki Ryoho.

Qual o maior erro que um Mestre de Reiki pode cometer na sua prática profissional?

Deixar-se enganar por si mesmo.

Isto quer dizer acreditar que sabe tudo e que nada mais tem a aprender, só a ensinar e que os outros o deviam escutar e reverenciar. Não há maior erro que este porque a partir daqui surgirão cada vez mais situações exigentes que o farão ver o contrário, para que possa retornar a um caminho de harmonia. Quanto maior resistência, maior o sofrimento.

Pensa que em Portugal há abertura de mentalidades para a criação de escolas de Reiki?

Acredito sim. É um trabalho esforçado de credibilização, mas quanto mais bons praticantes existirem, com cada vez melhor formação, mais facilmente as mentalidades de grupo se irão tornar esclarecidas e compreenderão o que é Reiki e para que serve uma escola de Reiki e a sua aprendizagem.

Quem pretende criar uma escola de Reiki tem que ter a consciência que é difícil, que exige tanto esforço quanto qualquer outra profissão, se realmente se quiser fazer as coisas corretamente. Por vezes temos que parar para saber reequacionar. Como conselho, nunca vás com demasiado fogo, depressa ele se irá extinguir, principalmente à primeira dificuldade. Leva uma ideia como quem recita os cinco princípios.

O que leva um Mestre de Reiki a desmotivar-se?

Existem vários factores que sempre acontecem:

  1. Ter poucos alunos e não conseguir chegar a mais pessoas;
  2. Alguns alunos desistirem e não haver comunicação do porque;
  3. O prejuízo que existe entre Mestres de Reiki;
  4. O ser enganado financeiramente;
  5. O desgaste da compaixão;
  6. Entre muitos outros…

Então, a melhor forma de não perder a motivação é saber viver consciente dos cinco princípios e compreender a realidade da condição humana. Todas estas situações fazem parte e elas não são diferentes no “mundo” do Reiki, por isso mesmo, devemos viver em equilíbrio, saber desapegar, ter uma mente vazia e um coração predisposto.

O que diferencia os cursos de Reiki com acompanhamento dos que não o têm?

É uma opção de quem ensina assim e nos dias de hoje não há razão para os cursos não terem um ensino com acompanhamento estruturado pois já estão publicados muitos livros que permitem esse mesmo conceito. Podemos dizer que a diferença está, essencialmente, no praticante não vivenciar e desenvolver a sua prática. Por exemplo, se não tiver uma aprendizagem progressiva, irá achar que ao praticar em casa já aprendeu tudo o que tinha a aprender e quer continuar para o nível seguinte, o que é muito natural. Se não tem experiência em praticar com os colegas do mesmo nível, também não aprenderá com a partilha de experiências, nem terá oportunidade de colocar as suas dúvidas ou compreender a progressão das suas percepções com o byosen.

Podemos comparar os dois tipos de ensino a uma viagem, como por exemplo, passar um dia em Santa Catarina e achar que se viu tudo do Porto. Reiki necessita de vivência e essa só pode surgir com o tempo.

Os três pilares para um terapeuta de Reiki são a resiliência, a honestidade e a bondade. E quando, por algum motivo, não se consegue viver de acordo com eles?

Aí o terapeuta começará a entrar em dissociação de si mesmo e, muito possivelmente, as coisas começarão a falhar. Poderá demorar muito tempo até entrar em ruptura, mas isso irá acontecer pois por um lado não está a ser integro consigo mesmo, por outro lado, não conseguirá dar todo o seu potencial a outros. É como julgarmos uma pessoa pela sua aparência – um ar angelical esconde muitas vezes uma grande falsidade. É por isso mesmo que nunca nos devemos considerar mais do que os outros, ou passarmos uma mensagem que vivemos sem problemas, todos somos humanos e os praticantes de Reiki, os terapeutas, os Mestres, são humanos. Assim todos conseguimo-nos entender melhor e quando não estamos em condições, não trabalhamos, descansamos.

Neste livro, introduz um novo ensinamento pouco divulgado até então: o Reiju. Para que serve exatamente e quem poderá fazê-lo?

O Reiju é um empoderamento através da Energia Universal, ou seja, Reiki e é uma prática muito positiva para todos os Mestres de Reiki aplicarem aos seus alunos, pois não implica sintonização. É um reforço do canal energético e da energia, assim como um reforço da conexão que o praticante tem. Pode realizar um Reiju que for um Mestre de Reiki com experiência em sintonizar os seus alunos. O ideal é aprender presencialmente a técnica, por isso, a informação que consta no livro é uma indicação da técnica, mas que requer uma aprendizagem presencial para que se possa aprimorar, praticar e até compreender alguns truques por detrás do Reiju.

Por que é que há muito preconceito relativamente ao lado espiritual do Reiki?

Tem mesmo a ver com a forma como a sociedade encara o que é espiritual e com as “importações” de crenças que fizemos para a nossa cultura, que nos levaram a entender muito mal o que é Reiki. Fala-se de santos, de guias, de anjos, quando nada disso faz parte do método. Usam-se penas, defumadores, arrotos e falar com espíritos, quando nada disso faz parte do método.

Então é difícil passarmos com um pano por cima desse enraizamento cultural. Já há nove anos que a Associação Portuguesa de Reiki tem vindo a fazer um grande trabalho de esclarecimento e muito já se progrediu, mas muito ainda falta fazer porque são nove anos de grande trabalho, mas que um breve momento pode sempre chegar para deitar tudo por terra. Isto significa que devemos encarar o método como ele é – a prática da energia. Devemos saber colocar as nossas crenças pessoais de lado. Religião, espiritualidade, isso é próprio de cada um, no método não há indicação para seguirmos esse tipo de crenças. Então, qual a dificuldade de praticar cinco princípios e levar a verdadeira atenção a essa mudança de consciência?

Essa sim é uma verdadeira espiritualidade, o chegar à consciência, o mudar, o saber construir um ser através de si mesmo, com reflexão, harmonia e confiança.

Como podemos contornar essa intolerância e ignorância?

Praticando Reiki como Reiki e ter atenção a declarações públicas que se façam. Muito facilmente nos deixamos levar pelo ego e metemos os pés pelas mãos. Se pensares que és o rosto do Reiki, então sabes que é em ti que está a responsabilidade da credibilização.

A intolerância e a ignorância sempre existirão, elas fazem parte do nosso crescimento humano, por isso mesmo, devemos trabalhar da forma mais reta possível e dentro daquilo que é o Usui Reiki Ryoho. Quanto mais conseguirmos auxiliar cada pessoa por si e ter mais harmonia, autoconfiança, gratidão, honestidade, bondade e quanto mais ensinarmos a que façam o mesmo pelos outros, mais a intolerância e ignorância perderão a sua força. Estar num caminho de forma equilibrada é difícil, mas não é impossível.

Qual a mensagem primordial que pretende dar com a criação desta obra?

Que o praticante de Reiki assuma corretamente a sua prática desde o primeiro dia do seu curso e que um Mestre de Reiki seja alguém que vive e transmita harmonia, confiança, gratidão, honestidade e bondade. Que dentro dos problemas pessoais de cada um e do árduo da sua vida, consigam sempre demonstrar Reiki como é Reiki e que sempre tenham força e serenidade.

Fonte: Susana Ramos

Participação no Congresso Naturales Medicinae no Porto, 2017

No dia 8 de Outubro de 2017 estive no Congresso Naturales Medicinae, no Porto, para uma palestra sobre Reiki no contexto “Viver para uma vida feliz e pacífica, Reiki para um envelhecimento ativo”

Muito obrigado pela presença no Congresso Naturales Medicinae, no Porto. Espero que inspire mais praticantes a levar Reiki a seniores e também mais seniores a serem praticantes. Um grande obrigado à organização do Congresso e um especial obrigado à Isabel Neves, pois este tipo de eventos são cada vez mais necessários para um despertar de consciência.

Programa Saiba Viver – Rádio Iris – João Magalhães

Em Abril de 2017 foi realizado um programa Saiba Viver, na Rádio Iris, por Jorge Coelho, sobre Reiki, a filosofia de vida, a prática terapêutica e os valores fundamentais da prática de Reiki.

Reiki: o que é, o que faz e que benefícios traz – Entrevista na Saber Viver

A técnica japonesa já tem quase 100 anos e tem efeitos não só espirituais, mas também físicos. A Saber Viver explica tudo o que sempre quis saber sobre esta prática que funciona à base de energias e como um método de cura natural. Coloque o ceticismo de parte e leia o nosso artigo.

Os métodos de curas naturais podem sempre suscitar alguma curiosidade (e desconfiança), mas há muito a aprender com eles. O Reiki, por exemplo, tem uma perspetiva holística, que é trabalhada com energia e pretende funcionar como uma terapia complementar. Isto significa que não substitui qualquer outro tipo de medicina, seja tradicional ou alternativa. Devem, portanto, trabalhar em conjunto.

Ainda que esteja ligada ao bem-estar do espírito e da mente, será que este método também tem resultados a nível físico? Sim, tem, ainda que dependa do estado da pessoa, claro.

Esta terapia pode ser um pouco mais complexa do que parece, e isso vê-se na formação de um técnico ou de um mestre Reiki. Existem quatro níveis a cumprir, sendo que cada um deles tem, pelo menos, seis meses de prática continuada. Para ser terapeuta, a prática deve durar mais de um ano. Já para mestre deverá ser entre dois a dois anos e meio.

A história do Reiki tem origem oriental e foi construída apenas por uma pessoa. Mikar Usui nasceu em 1865 na aldeia de Taniai, no Japão, e trabalhou durante vários anos como funcionário do Estado japonês. Foi, um dia, para o monte Kurama para aperfeiçoar a sua disciplina e 21 dias depois começou a sentir energia universal (apelidada de Reiki). Decidiu aprofundá-la e criou, a partir daqui, uma nova técnica que ajuda com questões emocionais, mentais e energéticas. Em 1922 abriu o primeiro centro dedicado apenas a esta prática.

Pode ser complicado desmistificar tudo aquilo que o Reiki envolve. Por isso mesmo, a Saber Viver falou com João Magalhães, presidente e fundador da Associação Portuguesa de Reiki, para explicar tudo sobre o método.

Curiosa? Leia a entrevista.

Gostava que nos explicasse, por palavras suas, o que é o Reiki.

Reiki tem um duplo sentido. Por um lado, é o nome que se dá à Energia Universal, ou Energia Vital do Universo. Por outro lado, é o nome abreviado que se dá a um método para trabalhar com essa mesma energia, o Usui Reiki Ryoho. Reiki, como método de cura natural, através da Energia Universal. Esta é uma arte terapêutica e uma filosofia de vida assente em cinco princípios. É o um método com 21 técnicas de aplicação terapêutica e desenvolvimento pessoal que, como indicava o Mestre Usui, é para a melhoria do corpo e da mente.

Felizmente, hoje em dia, o Reiki é visto bem mais além de mais uma terapia, o valor da filosofia de vida, dos seus cinco princípios, tem ajudado a compreender muitas das nossas questões de vida e a ajudar no inter-relacionamento, que apesar de existir cada vez mais veículos de comunicação, está a tornar-se cada vez mais difícil. Tal está também presente nos preceitos indicados por Mikao Usui – A arte secreta de convidar a felicidade. Ou seja, o desenvolvimento da técnica de trabalho interior, que nos permite trilhar um caminho para a felicidade. Também pela missão que nos deixou, compreendemos muito bem o enquadramento do método – “Guiar para uma vida pacífica e feliz…”, ou seja toda a nossa prática precisa ser avaliada segundo este conceito e este deve estar presente no nosso quotidiano. Assim, um praticante de Reiki é alguém que se esforço para se melhorar, para ter uma vida mais harmoniosa e poder também levar essa harmonia aos outros.

Como funciona? A técnica é feita apenas com as mãos ou envolve algum produto?

A aplicação de Reiki é feita única e exclusivamente pelas mãos sem o uso de qualquer outro instrumento de suporte. Como a energia flui por todo o nosso corpo, o Mestre Usui, no seu manual (Usui Reiki Hikkei), indicava que a energia podia também fluir pelos olhos e pelo sopro, além das mãos. Claro que hoje em dia se envolvem outras terapias com Reiki, como há casos da aplicação de acupuntura e Reiki simultaneamente em animais, outros praticantes gostam de conjugar a Energia Universal com cristais, entre outros exemplos. No entanto o método terapêutico não necessita de acessórios ou instrumentos para ser realizado.

Quais os seus principais benefícios?

Os efeitos da prática são diferentes de pessoa para pessoa. Para uns sente-se uma grande serenidade, alívio da dor, para outros, uma grande força interior que ajuda a ultrapassar a debilidade emocional de uma doença ou de um momento de vida.

Quais são os tipos de problemas que o Reiki resolve?

Como o Mestre Usui indicava, Reiki pode ser aplicado em qualquer questão da pessoa. Mesmo que alguém esteja em fase terminal, ele indicava que devemos sempre continuar até ao fim, porque tal ajuda a pessoa a ter uma paz e bem-estar interior.

A aplicação de energia não realiza nenhum milagre, nem o praticante é um curador. A pessoa, o receto, sim, é que fará com que o poder autocurativo do seu corpo corresponda e caminhe para um equilíbrio e harmonia, se a sua condição o permitir. Ou seja, os efeitos dependem sempre da pessoa que recebe. É por isso que duas pessoas com o mesmo problema poderão ter resultados diferentes, para uma há uma “cura” quase instantânea, enquanto que para outra, parece que nada se passa. Tudo tem a ver com as condições da pessoa.

Quais são as principais razões que levam as pessoas a procurar o Reiki?

Antigamente, muitas procuravam para curar os outros. Hoje em dia, felizmente, já se compreende que o Usui Reiki Ryoho é em primeiro lugar para nós próprios e depois para os outros, assim como muitos procuram para alcançar mais calma e confiança na vida.

O Reiki pode curar doenças físicas? Ou incide apenas sobre o foro psicológico e no bem-estar emocional?

Sim pode, dependendo das condições da pessoa. Notamos que em casos como feridas, hematomas, recuperação de intervenções, quimioterapia entre outros, há uma recuperação mais rápida e com menos efeitos secundários.

O Reiki é feito apenas com a utilização da mãos
Que casos de sucesso é que já acompanhou?

Desde questões de stresse, ansiedade, depressão, a questões relacionadas com oncologia. Nunca poderemos afirmar existir uma cura porque a pessoa é feita de um todo e o Reiki é uma terapia complementar e integrativa. Isto significa que não é exclusiva e vai integrar-se bem com tudo o que a pessoa faz. Portanto, não podemos atribuir responsabilidades únicas ao Reiki. Por isto mesmo é que devemos sempre considerar levar uma vida mais saudável e também o saber proporcionar aos outros.

Há alguma periodicidade para fazer esta técnica?

Depende de condição para condição. Desde casos em que é feita uma sessão diária, ao longo de determinado tempo, a uma sessão por semana, quinze em quinze dias, ou mais esporádico. Ou seja, tudo tem a ver com a forma com a pessoa reage à energia e a intenção pela qual se está a receber, dependendo da condição que tem.

Quanto tempo demora uma sessão?

Temos dois aspetos diferentes – o voluntariado e a consulta. Numa circunstância de voluntariado, o processo pode ser de cerca de 30 minutos, pois estamos limitados ao tempo de tratamento por utente. Quanto à consulta, pode ser realizada de 1h a 1h30, pois existe toda uma fase de avaliação, anamnese e depois um fecho da sessão.

A formação de um técnico de Reiki tem vários níveis. Porquê? Quanto tempo demora a formação?

No tempo do Mestre Usui podíamos encontrar oito níveis, quase comparados aos das artes marciais e depois ao longo do tempo, foram sendo reestruturados. Hoje em dia é comum encontrarmos quatro níveis – Shoden, o nível 1; Okuden, o nível 2; Shinpiden, o nível 3; Gokukaiden, o nível 3B.

Eles representam a introdução à prática, muito virada para o próprio praticante. Com o nível 2 já começam a ter uma abordagem ao outro e à prática de voluntariado. O nível 3 tem um grande enfoque no desenvolvimento pessoal e na profissionalização do tratamento ao outro, ao passo que o 3B é o ensinar a ensinar.

Cada nível deve ter, pelo menos, seis meses de prática continuada, ou seja, os cursos não devem ser de apenas um único dia. Deve haver acompanhamento para que o praticante possa crescer, experimentar e colocar as suas questões. O nível 3B devia ser um pouco mais longo, dos seis meses a um ano.

Para se chegar a terapeuta de Reiki, deve ter-se uma prática de mais de um ano e meio, para se chegar a Mestre de Reiki, pelo menos dois a dois anos e meio. Isto como mínimo para o crescimento, aplicação de todos os conceitos em si, para depois os saber aplicar nos outros.

Artigo publicado na Saber Viver por Ana Luisa Bernardino e Marta Chaves

Entrevista na Women’s Wonderland – Reiki para o Corpo e a Mente

Na revista Women’s Wonderland número 16, de Janeiro a Março de 2017, podes encontrar uma entrevista, em profundidade, sobre as cartas técnicas Reiki para o Corpo e a Mente.

O meu agradecimento à Joana Carvalho, pelo excelente trabalho editorial e apoio. Poderás encontrar no Issuu a revista online e ler muitas mais dicas valiosas para este novo ano.

Entrevista Reiki para o Corpo e a Mente – revista Women’s Wonderland

Reiki & Yoga a levar felicidade todos os dias

Na edição número 8 da Revista Reiki & Yoga, podes contar com muitos artigos para construíres o teu caminho para a felicidade, ainda mais com o caderno especial sobre esse tema – a felicidade.

Se és praticante de Reiki, podes encontrar muitos artigos para te auxiliarem na prática. Quer despertando para outras perspectivas ou para um trabalho mais aprofundado para o teu autotratamento, tratamento a outros e a compreensão da energia do universo na nossa vida. Aqui fica a lista dos artigos:

  • Como será uma sessão de Reiki?
  • Compreender a desmotivação e ilusão que surge no Reiki
  • 8 Razões para mudar com Reiki
  • Combater as alergias com Reiki
  • O que a nossa energia atrai e como mudar com com Reiki
  • Como fazer as posições da terapia Reiki
  • Entrevista com João Magalhães, autor de O Grande Livro do Reiki
  • Harmonização natural através do Reiki
  • Quando há troca de energia entre terapeuta e paciente
  • O Reiki, os cristais e a sua conexão egípcia.

Muitos parabéns a toda a querida equipa da revista Reiki & Yoga, pelo grande esforço de trazer até nós tantos artigos.

Reiki & Yoga

Não tenho escolha?

Há muitas situações em que estou mesmo a pensar porque fazemos umas coisas e não outras. Estará tudo já escrito no nosso destino? Será que não temos outra escolha no momento, a não ser tomar aquela decisão e não outra? Será que somos nós a escolher o nosso destino ou somos guiados pelo destino?
O mestre espiritual George Gurdjieff compara-nos a carruagens tiradas por dois cavalos que portam um cocheiro em cima e que transportam um mestre ou um guia. A carruagem é o nosso corpo e os cavalos representam as forças vitais que nos levam na vida. Todos nós nascemos com uma carruagem, uns com uma mais majestosa, outros com uma mais modesta. A vida é assim. O cocheiro é o nosso ego e a nossa personalidade e representa todas as influências dos nossos pais, dos educadores, do ambiente, etc. Ele conduz a carruagem e pode pensar que tem o comando, pois pensa que se quiser pode ir para a direita ou para a esquerda. No entanto, no interior, está o mestre. Ele não precisa de estar atento à estrada, pois tem o cocheiro para isso.Mas, é ele que indica o destino final ao cocheiro e se não gostar do trajeto, pode sempre mandar o cocheiro a mudar de caminho.
No universo científico, a questão de saber se o homem tem livre-arbítrio ou não, está longe de fazer a unanimidade e, certos neurólogos apoiam a tese do que o livre-arbítrio será pura ilusão. Ou seja, pensamos que fazemos várias escolhas, mas na realidade o nosso percurso já está predefinido. Na base desta teoria está a ideia de que o nosso inconsciente tem um papel mais importante do que se possa crer e, tal como o atestam várias experiências em laboratório, esse inconsciente é definido pelo nosso passado.
A ideia de base é que os genes que temos desde o nosso nascimento, a educação que nos foi dada, as circunstâncias em que crescemos e vivemos e, até, a meteorologia, tal como outros fatores, ditem as nossas escolhas, sem que nos apercebamos disso.
Outros neurólogos opõem-se a essa conceção e avançam com a hipótese de que todas as nossas decisões são tomadas, parcialmente, de uma maneira inconsciente. Mas, que, no entanto, teríamos esta capacidade de nos opor, graças ao nosso Eu consciente.
Somos fortemente influenciados pelo passado, dizem eles, bem como pelo ambiente em que evoluímos, mas, de algum modo, dispomos de um veto. Este debate está presente em quase todos os correntes espirituais e tenho a certeza que, como eu, você também esteve a refletir sobre isto mais do que uma vez.
Se é bem verdade que nos reconforta a ideia de que tudo já está escrito e que de todas as maneiras o que tem para acontecer, acontece, pois isso exime-nos de qualquer responsabilidade quanto ao que nos acontece, não é menos verdade que há espaço pelas escolhas pessoais e individuais.
Que vamos subir até ao topo ou que vamos descer precipitadamente uma encosta, a escolha é nossa. É triste pensar que o ser humano só é um ator no grande palco da vida, sem direito à palavra, apenas a reproduzir um cenário já escrito por uma força qualquer. Somos guiados pelos fatores interiores e exteriores e encaminhados, assim, para fazer certas escolhas, mas temos sempre esta pequena voz interior capaz de dizer não, quando sentimos que alguma coisa não nos convém.

  • Elisabeth Barnard, Editora.

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Reiki Guia para uma Vida Feliz, uma viagem pela arte secreta de convidar a felicidade

Entrevista de Susana Vieira Ramos sobre o livro Reiki Guia para uma Vida Feliz.

Em que circunstância surgiu a ideia de escrever o livro REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ, publicado em março de 2016?

Consolidei este conceito em março de 2015, quando estava nos jardins do Palácio Imperial, em Tóquio. Alguns conteúdos tinham já começado a ser preparados antes, orientados para a vivência da filosofia de vida no Reiki. Nessa data, também se consolidou a ideia do tema central – uma atitude de montanha e de bambu. A forma como surgiu o nome e o conceito do livro é mais uma prova, para mim, de que tudo tem um tempo próprio e que o acumular de saberes e condições é que torna possível um dado momento. O livro foi construído como uma ferramenta de apoio à prática da filosofia de vida e foi isso mesmo que senti.

De que forma este livro difere de O GRANDE LIVRO DO REIKI, publicado em 2015?

O Grande Livro do Reiki é um manual para todos os níveis, com os conhecimentos essenciais e aprofundados das técnicas para a nossa progressão e vivência no Usui Reiki Ryoho. Este novo livro traz a profundidade da filosofia de vida e um toque especial da perspetiva japonesa do Reiki. Felizmente, ao longo deste tempo, fui adquirindo várias informações inéditas sobre o Mestre Usui, Hayashi e Takata, que geralmente partilhamos entre vários pesquisadores, da Austrália ao Canadá. É muito interessante ver esta partilha, que nem sempre é fácil nem acessível, mas que devia existir, principalmente entre praticantes de Reiki. Algo de incrivelmente único neste livro é que é o primeiro livro publicado onde estão referências ao Manual da Terapia Reiki da Associação do Mestre Usui. Então temos um livro com conteúdos absolutamente novos, que te trazem um reforço à filosofia de vida, à prática meditativa e ao crescimento de virtudes em cada um dos níveis de Reiki.

Em termos gerais, como pode definir o Reiki?

É a energia universal que nos vitaliza, que vitaliza tudo no universo. É um conceito estranho, mas que possivelmente faz todo o sentido à medida que vamos praticando. Reiki é como o vento, não vemos, apenas sentimos. Esta energia está em tudo, tanto no Universo como em nós mesmos. Quando praticamos o Usui Reiki Ryoho, aprendemos a trabalhar ainda mais com Reiki. Quanto mais praticamos, também elevamos a consciência e a nossa própria vibração. A mudança começa mesmo em nós.

Como é que o Mestre Usui influenciou a sua vida?

Tudo começou com uma questão – quem foi este homem que inventou o «Reiki»? Quem descobriu isto?

A partir daqui, compreendi que, para trabalhar o melhor possível, tinha que conhecer as origens. Assim, sempre que agradeço, incluo sempre a sabedoria do Mestre Usui. É alguém que me inspira porque teve uma vida de dificuldades como todos nós, mas foi à procura do seu caminho e, arduamente, com entrega, encontrou-o. As suas mensagens são profundas e simples – A Arte Secreta de Convidar a Felicidade; A melhoria do Corpo e da Mente; Os cinco princípios. Tudo isto é inspirador e faz-me todo o sentido. É por isso mesmo que agradeço tantas vezes pela sua sabedoria. O que seria de mim, como pessoa, sem o Reiki e os ensinamentos do Mestre Usui?

Quais são os três poderes que o Reiki reaviva?

Segundo os ensinamentos do Mestre Usui, Reiki reaviva-nos o poder natural da vida, o poder natural da nossa essência e o poder natural do corpo. Reiki ajuda-nos a compreender aquilo que nos rodeia e anima, assim como a compreensão da nossa própria essência e vitalidade do corpo. São considerados poderes, pela Usui Reiki Ryoho Gakkai, pois capacitam-nos. É o que se chama de empoderamento. É por isso mesmo que Reiki traz tanta transformação na vida. Na prática, há um poder para nos reanimar, mas resta a nós sabê-lo cumprir.

O Reiki é benéfico para todos? O que é que ele traz a quem o pratica?

Sim, Reiki, a energia, é benéfica para todos, assim como o método, o Usui Reiki Ryoho o é para todos. A grande questão está em saber interpretar os benefícios. Por exemplo, se eu tiver demasiadas toxinas dentro de mim, quer sejam físicas, mentais ou emocionais, Reiki irá trazer ao de cima essas toxinas, situações, para que possam ser tratadas. Para alguns, isso é assustador! Para outros, é algo incrível!

Podemos dizer que Reiki revela-nos o que há a mudar, Reiki comunica connosco. E, como em qualquer comunicação, precisamos compreender o que é comunicado, algo que nem sempre é fácil pois é uma interação interior. Praticar Reiki e receber Reiki poderá fazer toda a diferença. Além da energia, claro, vamos trabalhar a filosofia de vida que é aquela que trará a grande transformação à nossa consciência, promovendo a «melhoria do corpo e da mente».

De que forma paciente e praticante de Reiki se podem ligar?

Podemos considerar a ligação neste processo como algo entre três partes – praticante, paciente, energia. É um sistema que só pode funcionar com todos os vetores. O praticante é um recetor e emissor da energia; o paciente, utente, cliente, é um recetor e a energia é o que circula e permeia todos. Apesar de a prática de Reiki ser unidirecional, existe sempre uma comunicação neste sistema «triangular», que é feito entre as auras de cada um e a própria energia. Estas ligações auxiliam o praticante a perceber as questões que o seu recetor tem e de que forma aquele pode auxiliar com a energia universal, pois é esta que ele está a usar no momento. Técnicas como o enraizamento e, posteriormente, o banho seco poderão auxiliar a terminar essas ligações. Claro que a predisposição e força da consciência do praticante irá reforçar o desligar da situação.

Em que sentido é que os cinco princípios ajudam a desenvolvermos a atenção plena e consciente do momento presente?

Segundo as indicações do Mestre Usui, nos preceitos colocamos as mãos em gassho, ou seja, iniciamos um momento meditativo que, ao trabalhar com os princípios, se inicia com uma indicação preciosa – «só por hoje»! O que significa «o momento presente». Assim, a prática de Reiki não está na mesma linha do nosso conceito ocidental de fazer tudo ao mesmo tempo – atender o telefone enquanto escrevemos um email e ainda responder verbalmente a uma questão que a pessoa ao lado nos coloca. A filosofia de vida no Reiki pede-nos consciência, atenção, harmonia, com uma postura diligente, mas também bondosa. Ao praticarmos conscientemente os princípios, estamos mesmo a usar os seus ensinamentos e energia na nossa vida. Isso faz com que tudo mude, porque nós é que mudamos.

Se, no meio da «tempestade» diária, pararmos e recitarmos os princípios, vamos ter uma atitude muito diferente perante as situações. Não esperes que isto aconteça de um momento para o outro, é algo que demora tempo, por isso mesmo temos o quarto princípio. Desenvolveres a atenção plena com Reiki é tornares-te mais consciente das tuas necessidades e das necessidades dos outros, sendo compassivo e compreendendo que tudo necessita de harmonia e equilíbrio.

Usa frequentemente a expressão «ser forte como uma montanha e flexível como o bambu”. Pode explicar-nos o significado desta comparação e de que maneira o Reiki nos pode ajudar a cultivar a força e a flexibilidade?

Foram conceitos que fui sentindo muito na pele. A vida, o lidar com tantos praticantes de Reiki, cada um com as suas necessidades, dentro do seu universo próprio, requereu de mim grandes esforços. Por um lado, precisei de ser flexível, senão quebrava. Por outro lado, precisei de firmeza interior, caso contrário poderia ficar afetado pelas situações ou opiniões. Então tudo me começou a fazer sentido – precisamos de ser fortes como uma montanha e flexíveis como um bambu. Tudo isto se relaciona com a disciplina e a bondade. É uma frase que resume as virtudes dos cinco princípios.

O Reiki é muito mais do que impor as mãos e deixar a energia fluir. Refere que é uma entrega, uma rendição à força do Universo. Pode explicar esta definição?

Em várias situações muito complicadas, encontrei-me numa posição em que teria de optar – resistir e quebrar ou entregar, render e aceitar. Foram lições muito importantes para mim que me fizeram compreender a importância do Reiki. Quando estamos a aplicar Reiki em nós ou nos outros, temos mesmo que saber entregar. Não nos apegarmos tanto ao que não sentimos ou ao que sentimos, mas deixar a energia cumprir o seu trabalho. Assim como no nosso dia-a-dia, precisamos entregar-nos à vida! É incrível fazê-lo e sentir como tudo realmente tem um sentido próprio e que o nosso caminho tem que passar por atitudes de compaixão verdadeira. A felicidade faz sentido quando a cultivamos em nós e nos outros.

Atualmente o Reiki começa a ser comummente aceite em Portugal. Acha que o trabalho que desenvolveu até aqui tem contribuído para desmistificar crenças e preconceitos ligados a esta prática?

Felizmente não é só o meu trabalho, é o trabalho de imensa gente. Acredito mais ainda que cada pessoa é o Rosto do Reiki e, por isso mesmo, cada praticante tem em si uma imensa responsabilidade para a credibilização da prática. Por isso, tu mesma és parte deste trabalho.

Desmistificar as crenças e preconceitos é mesmo muito importante. São imensas as mensagens e emails que recebo de pessoas que tinham medo de praticar Reiki por acharem ou terem visto a prática associada a outras coisas. Com entendimento e esclarecimento, percebemos que Reiki está além de crenças e religiões, por isso é que todos o podem praticar.

Há cada vez mais praticantes e terapeutas de Reiki pelo país fora. Acha que é apenas uma moda ou que se trata realmente de um despertar da consciência?

Por muito que me falem em moda, este é um conceito que não consigo encaixar, muito possivelmente porque, se alguém o pratica por moda, irá deixá-lo de fazer ao compreender que Reiki vai além dos objetivos que pretende alcançar. Mas tocas num ponto muito importante: há mesmo cada vez mais terapeutas. Isso é muito positivo, mas quem o está a fazer tem que se lembrar que está a cuidar da saúde do próximo e, como tal, deve ter muita responsabilidade pelo seu saber e pela forma como pratica. Principalmente para não confundir Reiki com outras coisas. Assim como não vamos ao dentista para nos tratar do joelho, quando vamos a um terapeuta de Reiki esperamos uma prática de Reiki. A responsabilização faz parte do quarto e quinto princípios.

De que forma o livro REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ pode ser um pilar na construção de pessoas mais conscientes e equilibradas?

Acima de tudo é uma partilha de vida. Não quero que ninguém pense que este É o Livro, nem pensar! E está muito longe disso, tanto que ainda me falta imenso de vivência com Reiki, mas acredito que aquilo que partilho pode dar ideias. Como se fossem pequenas sementes, essas ideias irão germinar com a prática, com o cuidado que lhe derem. Leiam neste livro aquilo que os Mestres Usui, Hayashi e Takata ensinaram, observem de que forma vocês podem crescer aplicando a filosofia de vida no Reiki, pois a verdadeira transformação é interior, não apenas colocando as mãos. Aprendam novas técnicas e dicas para a vossa prática quotidiana. É uma partilha que iremos realizar em conjunto. Podem sempre enviar-me emails com as questões que encontrarem.

Como se obtém paz de espírito na vida com a prática de Reiki?

É um trabalho constante e diário. A prática ajuda-nos a criar uma paz interior, uma consciência presente para todos os momentos. Quando algo surge que perturba a nossa paz e felicidade, não quer dizer que não fiquemos tristes ou magoados, mas na verdade a capacidade de compreensão e a força para levantar é muito maior. Começamos a compreender que, para termos paz, precisamos não só de a cultivar em nós mas também de parar de impedir essa mesma paz de estar com os outros. Somos nós que provocamos muitas situações na nossa vida com as nossas atitudes. Por vezes, mesmo querendo fazer bem, estamos a fazer mal. É por isso mesmo que a prática vai-nos trazendo consciência e essa sim, cultiva a paz de espírito na vida. A grande lição é que antes de querer aliviar o sofrimento de alguém, tenho que parar de fazer os outros sofrer.

Em REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ, apresenta-nos os 125 poemas do Imperador Meiji que o Mestre Usui entoava na prática de hatsurei-ho. Quais os conceitos basilares destes poemas?

Compreendendo a cultura japonesa, o Imperador Meiji foi uma pessoa muito considerada e que tinha uma perspetiva muito própria para o crescimento do Japão. Muitas mudanças ocorreram no seu tempo. Não sabemos por que escolheu estes 125 poemas de entre mais de 10000, mas de fato eles têm um impacto muito construtivo em nós. Neste livro, fiz ainda um trabalho de divisão dos poemas por temas. Irás achar bastante interessante este conceito. Ao entoarmos os poemas ou refletirmos sobre as nossas questões com eles, encontramos a «voz amiga», o conselho que nos pode auxiliar. Além de que era uma prática que ajudava os alunos a encontrarem a mente vazia. Isto quer dizer que, se eles tinham que se concentrar em algo, que fosse nesse poema. Vale a pena experimentar. Começamos a sentir Reiki de uma forma diferente.

De que maneira estes poemas nos ajudam a refletir acerca da nossa vida e como é que podem contribuir para uma vida feliz?

Existe uma grande diferença entre ler de passagem e ler entranhando os conhecimentos que uma mente de «principiante» alcança. Assim como se te sintonizares com a energia, colocares a tua questão e escolheres um poema… verás como faz diferença. Por exemplo, ao refletir sobre esta entrevista:

108 — AMIGOS – Os amigos com quem se trabalha e se apoiam uns aos outros devem assumir a liderança do país.

É um poema que me leva a refletir sobre a escolha das pessoas com quem faço algum projeto. É mesmo algo de muito valioso e importante pois tudo o que fazemos tem energia. Se conjugarmos as energias certas, tudo dá certo. Vale a pena trabalhar com os poemas.

Considera o Reiki um caminho longo a ser traçado?

Sem dúvida que sim. Quanto mais pratico mais sinto necessidade de praticar. Quanto mais procuro, mais encontro e compreendo. Esta compreensão leva-me a perceber que Reiki é um caminho para mim que me preenche totalmente. Espero que cada praticante de Reiki encontre nesta arte secreta de convidar a felicidade uma forma de ser feliz, de estar em paz e harmonia.

O que falta à maioria dos terapeutas de Reiki?

Aqui cada um terá que encontrar as suas próprias necessidades. Falando por mim, apesar de praticar terapia energética antes de aprender Reiki, gostaria de ter aprendido a tratar com Reiki. Não apenas a colocar as mãos, mas a compreender as técnicas e o sentido da energia, ou mesmo como fazer uma consulta. Acabei por descobrir isso mesmo através da prática e é por isso que tanto agradeço as bases sólidas que o meu avô me transmitiu que evitaram muitas situações. Sem dúvida que é a prática que nos traz experiência, por isso, quem queira ser terapeuta, em consciência, deve procurar ter essa experiência…o voluntariado, a partilha entre colegas… Temos que nos lembrar que vamos trabalhar num campo da saúde e que neste campo há o outro lado, a pessoa que vai receber a terapia. É um universo de responsabilidade. A energia faz o seu trabalho, mas o terapeuta tem também muito trabalho a fazer. Hoje em dia sinto ainda a necessidade de diálogo entre terapeutas.

Três palavras são imprescindíveis para um praticante de Reiki: mente, coração e mãos. Pode explicar?

Foi um conceito que comecei a sentir muito na prática. Em primeiro, precisamos de ter uma mente limpa, vazia, para que a energia flua sem bloqueios, para que a nossa perceção seja correta. Depois, precisamos de um coração predisposto. Um grande mestre dizia que, tendo a mente vazia, enchíamos o coração [de compaixão]. Um coração predisposto faz funcionar a energia, atrai Reiki e distribui-o por quem mais precisa, para nós ou para os outros e isso acaba por ser feito pelas mãos, as asas do coração.

Então temos estas três palavras tão importantes para a nossa prática de Reiki – Mente limpa, Coração predisposto, ação correta.

Por que é que sentiu que neste livro era importante enquadrar exercícios de limpeza dos chacras, de técnicas de Reiki e de meditação?

Cada vez mais precisamos relembrar o que é realmente o Usui Reiki Ryoho. Costumamos chamar Reiki à nossa prática, mas Reiki é a energia. O método por si é muito mais que só energia, só colocar as mãos ou tratar de outra pessoa. Não poderemos cuidar corretamente dos outros se não cuidarmos de nós. Não conseguiremos compreender um caminho de cura se não realizarmos o nosso mesmo. Para isso, temos que trabalhar os vários aspetos desta disciplina. Reiki começa com meditação. É o que fazemos quando colocamos as mãos em gassho e de seguida as técnicas trazem-nos a harmonia e equilíbrio para que a mente mude. A limpeza é incrivelmente importante. No Japão vemos as pessoas a praticarem um ritual de limpeza antes de entrarem para o templo, algo que está descrito também no livro. Praticar Reiki é algo que requer também um espírito harmonioso e limpo. Podemos praticar em qualquer lado e de qualquer forma, mas a nossa ligação, forma de estar e perceção são completamente diferentes quando encontramos essa harmonia e limpeza. Cuidar dos chacras é algo que fazemos com o autotratamento, mas empoderar a energia desses chacras foi algo que quis intensificar e tornar relevante com este livro.

Apresenta-nos igualmente técnicas para trabalharmos os cinco princípios, do nível 1 de Reiki ao nível de Mestre. De que maneira estes exercícios estruturados contribuem para o desenvolvimento pessoal?

Este foi um exercício que pratiquei e continuo a praticar ao longo do caminho. Os cinco princípios não param no primeiro nível e muito menos no dia da sintonização. É algo que vai sendo semeado em nós e, como todas as sementes, requer muitos cuidados para que possa vingar, dar flor e fruto. Um mestre de Reiki não é mais que um praticante de nível 1. Todos nós precisamos praticar os cinco princípios, não só como uma recitação mas sim como uma vivência, um eco, na nossa vida.

A dada altura, cita a seguinte frase de Augusto Cury: «Entendo que solidariedade é olhar no próximo as lágrimas nunca choradas e as angústias nunca verbalizadas.» Ser praticante de Reiki é também ser solidário?

É ser mesmo muito solidário. Reiki ajuda-nos a abrir o coração, daí dizermos ser uma terapia de amor incondicional ou de compaixão. Quanto mais nos unimos à energia universal mais compreendemos a interrelação que existe entre todos nós e isso leva-nos a ser cada vez mais solidários e bondosos. Vale a pena desenvolver o voluntariado e ajudar a cuidar de quem mais precisa.

Que mudanças lhe trouxe a viagem ao Oriente, para além de cimentar a realização desta obra?

Estas viagens que fizemos, tanto ao Japão como à China, levaram-nos a compreender ora a cultura oriental ora os fundamentos, os alicerces de uma filosofia de vida implícita. Foram muitas as lições que cada uma das viagens trouxe, mas todas convergem no mesmo caminho. Acima de tudo, fizeram-me compreender o sentido de entrega, de rendição ao universo. Não como uma folha solta ao vento, mas sim como uma parte consciente, integrante e participativa. Ver outras realidades faz-nos ver como somos pequenos e precisamos de trabalhar tanto para compreender a aceitação e o desapego.

O seu avô foi uma influência ímpar no seu crescimento e desenvolvimento interior. De que forma ele o fez ver o mundo?

Ao longo da vida, fui aprendendo as mais variadas matérias com as mais variadas pessoas. Muitas apresentavam-se como Mestres, outras não se apresentavam como nada, apenas pessoas que partilhavam saber. O meu avô foi um verdadeiro Mestre que me ensinou da forma mais árdua. Algo que me fez valorizar muito o que é aprender, respeitar a aprendizagem e ter um sentido profundo de uma arte. O meu avô era também um pintor, carpinteiro, inventor. Fazia de tudo, é a pessoa que mais admiro no mundo, reconhecendo a sua humanidade e defeitos, mas por isso mesmo era alguém de muito incrível para mim. Tudo no meu avô me fez aprender sobre o mundo, como estar nele e agir num caminho determinado. Sempre me ensinou o peso da responsabilidade que vai muito ao encontro do quarto princípio segundo os japoneses «só por hoje, trabalho arduamente».ありがとうございます蒼風

Qual a melhor maneira de sermos felizes?

Cada um encontrará a melhor resposta no seu próprio caminho, eu apenas poderei falar sobre o percurso que percorro e neste caminho compreendo que vale a pena construir a nossa consciência tendo como base os cinco princípios. Os princípios acabam por ser pilares universais nos quais fundamentamos a nossa forma de pensar, sentir e agir. À luz destes princípios, avaliamos as ações que tomamos. O mais incrível nisto é que a prática de Reiki não nos pede crenças. É por isso que integramos tão bem esta filosofia de vida na nossa forma de estar e, consequentemente, enredamos nas nossas crenças.

Seguir pelo caminho da «arte secreta de convidar a felicidade» é compreender que precisamos criar espaço em nós. Temos que nos esvaziar para depois preencher de felicidade. As ferramentas para nos esvaziarmos são os princípios, o autotratamento e as técnicas de Reiki. Lembra-te de que o caminho é longo, mas é muito bom e nem sempre o fazemos sozinho.

Qual a mensagem que quer deixar aos Portugueses com REIKI, GUIA PARA UMA VIDA FELIZ?

Vale a pena trabalhar arduamente para se ser feliz. Vale a pena praticar Reiki.

Conhecer as origens, compreender os fundamentos do Usui Reiki Ryoho irá ajudar-te a compreender melhor a tua prática. Desenvolveres a filosofia de vida irá ajudar-te a ser mais feliz e ajudará a humanidade a ser mais feliz. Todos estamos interligados e acredito que Reiki é mesmo um guia para uma vida feliz.

A ti, leitor e praticante de Reiki, desejo-te sempre dias de muita consciência serena, atenta e feliz.

João Magalhães: “Compreender «a arte secreta de convidar a felicidade» está ao alcance de cada um.”

Reiki – Guia Para Uma Vida Feliz” é o novo livro de João Magalhães, autor de “O Grande Livro do Reiki”, fundador e presidente da Associação Portuguesa de Reiki. A obra explora em profundidade a filosofia de vida do Reiki, convidando à prática e à descoberta interior.

A filosofia de vida do Reiki é a base sólida a partir da qual se edifica o método desenvolvido por Mikao Usui. Nesta entrevista, o autor guia-nos através da sua experiência pessoal no Japão, que serviu de inspiração ao livro, e revela-nos as ferramentas inéditas que podemos descobrir em “Reiki – Guia Para Uma Vida Feliz”.

1. Como surgiu a ideia para este novo livro dedicado à filosofia de vida do Reiki?

Acredito que esta foi uma semente que sempre esteve aqui no interior, mas começou a efetivar-se no momento em que estávamos a caminhar nos jardins do Palácio Imperial, em Tóquio.

Apesar de já estar a escrever o livro, encontrei a peça chave para todo o conjunto, além de ter tido a confirmação sobre a lógica do tema «a montanha e o bambu». O livro pretende mesmo apoiar todos os praticantes a firmarem a filosofia de vida do Usui Reiki Ryoho.

Ao sentir este apelo, parei, meditei, duvidei, testei – e tudo fez sentido, realmente o trabalho de continuação teria que ser dedicado à filosofia de vida. Este momento de paragem fi-lo em três outros locais – Kamakura, Quioto e Yixing, na China. Foi através da vivência, da prova, que encontrei o sentido.

2. A quem se destina “Reiki – Guia Para Uma Vida Feliz”?

Este guia é para todos os praticantes de Reiki, de qualquer nível e de qualquer sistema. Ele serve como um caminho que percorremos em conjunto, como “O Grande Livro do Reiki”, mas orientado para o aprofundamento da filosofia de vida e para a compreensão dos conceitos orientais sobre o método de cura.

Mesmo que não sejas praticante poderás ler, compreender e usufruir da maior parte dos conteúdos do guia. Compreender «a arte secreta de convidar a felicidade» está ao alcance de cada um.

3. Que novas ferramentas podemos encontrar nesta obra, para a prática do Reiki e da sua filosofia de vida?

O livro está dividido em 17 partes orientadoras, desde a introdução à conclusão. Em cada um destes capítulos estão ferramentas para desenvolvermos a nossa filosofia de vida. Partilho contigo ainda um pequeno «segredo»: no final de cada livro meu, há sempre uma imagem. Tenta descodificar essa imagem.

As ferramentas que mais ressaltam neste livro são a compreensão do que é um método de cura, pois tem a perspetiva da filosofia de vida: os 125 poemas do imperador Meiji, algo inédito pois mandei fazer a tradução do japonês e o resultado é bastante diferente daquele a que estamos habituados; os poemas da Imperatriz Shoken, que trazem também profunda reflexão; práticas para compreendermos a importância dos preceitos e da melhoria do corpo e da mente; ensinamentos do Mestre Usui, Hayashi e Takata, também inéditos; o foco das técnicas no byosen, desintoxicação e fortalecimento da energia; a meditação, com várias técnicas; os valores a desenvolver em cada nível de Reiki, incluindo o trabalho para Mestres de Reiki; e, finalmente, o desenvolvimento do voluntariado, que faz parte da condição do amor incondicional e compaixão que partilharemos com quem mais precisa.

João Pedra Memorial14. De que forma pode a filosofia de vida do Reiki ser o caminho para uma vida feliz?

Só posso mesmo falar pela minha experiência pois encontro no Reiki, no Usui Reiki Ryoho, um caminho de grande sabedoria. No Reiki encontro as minhas limitações, a ignorância que ainda tenho e o esforço a realizar para tentar ser um pouco melhor a cada dia. É isso que me faz ser mais feliz. Tenho pilares que são construtivos e bondosos, não só para mim, mas para todos. É assim que reavaliamos uma filosofia de vida.

Quando nos entregamos, de mente vazia e coração predisposto, com as mãos em Gassho aos princípios, quando os sentimos a ressoar em cada célula do corpo, em cada questão que temos, então compreendemos que este é um caminho que nos leva a uma vida feliz.
A vida feliz é feita a cada momento, tendo nós a consciência que tudo é impermanente.

É essa mesma consciência que nos traz um profundo alívio. É a compreensão da harmonia e equilíbrio que precisamos gerar para que a nossa vida e a dos outros possam ser realmente felizes.

5. Com base na sua experiência, quais são as dificuldades mais comuns na prática da filosofia do Reiki, e como se pode ultrapassá-las?

Podemos encontrar pelo menos três dificuldades comuns:

– Não encontrar sentido nos preceitos e princípios;
– Não colocar em prática o que aprendemos;
– Encontrar as barreiras interiores.

Quando não encontramos sentido no que lemos, precisamos de questionar, praticar na vida diária. Os princípios são a pedra basilar, o fundamento do Reiki. Colocar as mãos para deixar fluir energia sem compreender a profundidade dos ensinamentos do Mestre Usui, é como beber algo de um copo sem saber exatamente o que lá está.

Ao praticares os princípios irás ver os teus obstáculos. Alguns praticantes ficam desiludidos consigo mesmos ou até frustrados por pensarem que já tinham ultrapassado essa etapa. Não há qualquer razão para ficares frustrado ou desiludido, fica é feliz pois encontraste a questão que te impede de avançar.

Quando tomamos a consciência daquela questão, damos-lhe a importância que queremos. Se aplicarmos o quinto princípio, percebemos que afinal o que julgávamos ser uma pedra gigantesca é apenas uma poeira, ou até uma flor que aprendemos a apreciar.

O melhor conselho que te posso dar é o que dou a mim mesmo – sem resistência. Aprender a ser flexível como o bambu, sabendo que tudo é impermanente leva-nos a agir sem esforço. Ser firme como a montanha ajuda-nos a manter a nossa virtude como centro, sabendo que o objetivo de vida a que nos propõe é bom para nós e para todos.

Se te aplicares sem resistência e com diligência, encontrarás mais felicidade, sem dúvida alguma. Os dias podem continuar a ser difíceis, o que te rodeia poderá continuar a ser exigente, mas tu estás firme como uma montanha, flexível como um bambu.

6. No livro descreve alguns aspetos da sua experiência no Japão, como a visita ao Monte Kurama e ao memorial de Mikao Usui. O que mais o marcou nesse percurso?

Apesar de todos os momentos em que estive no Japão com a Sílvia terem sido de profunda felicidade e agradecimento, tive dois momentos muito marcantes. O primeiro foi em Saihoji, onde está o Memorial do Mestre Usui, o segundo em Kamakura.

Estar no memorial do Mestre Usui foi para mim um momento de agradecimento, por todos os ensinamentos, por tudo o que já foi feito e irá ser feito, por poder proporcionar esta experiência a outros e partilhar muito.

Regressei novamente ao memorial antes da nossa partida, esta é também uma prática budista, uma forma de dizer que voltaremos, apenas partimos por um momento. Ao Mestre Usui, sempre um profundo agradecimento!

A segunda experiência, passada em Kamakura, foi uma revisão de vida e uma compreensão dos valores que devo cultivar para o meu crescimento, o que me exige um trabalho árduo e diário.

Recomendo vivamente Kamakura, mas claro que a mim fez-me sentido, a outros poderá não fazer. Foi algo de indescritível pois estaríamos ainda a uns 20 km da cidade e estava já a sentir uma profunda ligação, algo de estranho a descrever mas algo de muito real e profundo… como o Reiki.

7. Quais são, para si, os maiores benefícios de viver a filosofia e os princípios de Reiki?

Ser mais humano, mais consciente e construtivo. Quando encontramos em nós o diamante a polir, compreendemos a importância dos princípios. Eles são simples, são universais e como tal permitem uma verdadeira mudança no comportamento que se adequa a um bem universal, a um bem comum.

Vale a pena praticarmos Reiki, vivermos os princípios, pois também nos ajudam a estar atentos, a compreender a harmonia da vida, levando-nos a querer estar mais em sintonia com a vida.

Um exemplo da grandiosidade e simplicidade da filosofia de vida está no poema 14 do Imperador Meiji, Medicamentos. «Penso que é melhor levar ervas revitalizantes, em vez de olhar para muitos medicamentos para a cura. Precisas de treinar-te mentalmente e usares a tua capacidade de cura, ao invés de dependeres de muitos medicamentos».

Apesar dos princípios e da filosofia serem simples, a prática diária é necessária. Aplica os ensinamentos diariamente, eles não te irão impedir de errar, mas terás uma consciência completamente diferente. É isso mesmo que promove a capacidade de viver uma vida mais feliz.

Artigo publicado em Reiki Studio Porto

Spiri2All People entrevista João Magalhães

No passado dia 11 de Janeiro de 2016, Joana Barradas realizou mais uma entrevista para o programa na área da espiritualidade «Spiri2All People».

 

Muito obrigado por esta maravilhosa partilha e por uma viagem de Grândola à Amadora, para um tempo de conversa e crescimento em grupo.

«Spiri2All People»
Programa de Entrevistas na área da Espiritualidade
Com Joana Barradas
www.joanabarradaszen.com
OMDPE – Organização Mundial para o Desenvolvimento Pessoal e Espiritual
www.omdpe.com

Reiki & Yoga em especial para a auto-estima

O número 7 da revista Reiki & Yoga, a última edição de 2015, vem preenchida de muitas dicas úteis para a auto-estima e também muitos artigos de Reiki para que te acompanhem no caminho para a felicidade. Neste número poderás encontrar os meus seguintes artigos:

  • A preparação de um Mestre de Reiki;
  • Aumento da energia com Reiki;
  • Cultive a paz interior;
  • A ligação do Reiki com outras terapias, medicinas e disciplinas energéticas;
  • A primeira ação social do Reiki – o grande terramoto de Kanto.

Agradeço muito à querida equipa zen por mais um excelente trabalho para nos auxiliar com tantas dicas para encontrarmos um dia melhor, de preferência dentro de nós mesmos.

 Ler esta revista é viver intensamente

«Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem-se do presente, de forma que acabam por não viver nem o presente, nem o futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido», respondeu Dalai Lama quando foi questionado sobre o que o surpreende na Humanidade.

Não quer isso para si, pois não? Então, tome consciência de como a vida é efémera e de que a morte pode chegar a qualquer instante. Não perca mais tempo para fazer com que a maravilhosa experiência de estar vivo seja aproveitada o melhor possível.dupla4

Já sabe como fazer para tirar proveito de cada dia como se fosse o último? Está à espera que alguém o ajude? Esqueça. Está por sua conta. A decisão é sua, tal com as rédeas da sua vida. O seu tempo, como o tempo de todos nós, está a esgotar-se e precisamos de fazer coisas com sentido para que a nossa vida não seja em vão. Acha que não teve sorte na vida e que a sua vida é uma desgraça, que tudo o que lhe acontece é mau? Errado! Nada é tão terrível ao ponto de desistirmos de nós próprios. Pare de se lamentar!

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Os capitães dos navios não ficam sentados durante a tempestade, lamentando-se do facto de terem sido desgraçados por terem apanhado mau tempo. Sentir-se coitadinho não vai ajudá-lo a mudar esse facto.

Sim, há muitas coisas que não podemos mudar, ficamos mais velhos, a cada dia que passa e nada podemos fazer quanto a isso. Vamos morrer um dia e ninguém, nem os mais poderosos deste mundo, podem impedir que isto aconteça. Há muita tristeza e sofrimento no mundo e, às vezes, também em nós, e sentimo-nos frequentemente desamparados e impotentes. Mas, temos de aprender a viver com isso. Sim, para alguém que vive num país totalitário ou em guerra, não há muitas opções, admito. Mas, a maior parte das coisas pode ser controlada quando se vive numa sociedade livre e próspera como Portugal, onde a vida é uma verdadeira bênção.dupla6

Há uma frase que diz: «Até que a dor de ficar na mesma se torne maior que a dor da mudança, nunca vai melhorar». Mas, eu sinto que o leitor quer melhorar, quer mudar, senão, não estaria a ler esta revista. Pela própria experiência, sei que se alguma coisa pode ser mudada e se não gostar dela, só me resta mudá-la. Se não puder ser mudada, tenho que me contentar a viver com ela. Ninguém gosta de envelhecer e eu não sou exceção mas, para já, não temos outra opção.Podemos, sim, optar por envelhecer graciosamente e por viver intensamente todos os momentos da nossa vida.

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E quando digo intensamente, não é preciso fazer bungee jumping todos os dias, nem tão-pouco querer ganhar um prémio Nobel. Mas, para mim, dedicar-se com amor a atividades que nos apaixonam, é viver intensamente. Ter uma razão forte que nos tire da cama todas as manhãs e nos mostra a direção que devemos seguir é viver intensamente. Saber relaxar, rir, ser solidário, mudar é viver intensamente.Estar no comando da nossa própria a vida é viver intensamente. Isto não significa que vamos poder controlar todos os acontecimentos à nossa volta, mas sim, controlar a maneira como serão percebidos os tais acontecimentos.

Quero encomendar!

Revista Reiki & Yoga com muito Reiki para Novembro e Dezembro

A Revista Reiki & Yoga é especializada em trazer novas formas de viver em equilíbrio, de “viver intensamente”, como diz Elizabeth Barnard, a sua Diretora. São muitos os artigos sobre Reiki, que trazem os mais variados aspetos da prática, enriquecendo o nosso saber e dando provas que a partilha de experiências nos ajuda a todos a chegar mais longe. Viver feliz nem sempre é fácil mas é algo que vamos construindo dia a dia. Com boa leitura é sempre melhor, é como ter um amigo por perto.

Este número traz também um caderno especial para a auto-estima e é ainda de realçar os artigos para a depressão com yoga e ayurveda como filosofia de vida.

revista reiki & yoga - João Magalhães

Estes são os meus artigos na Revista Reiki & Yoga, que partilho com todo o gosto.

  • A preparação de um Mestre de Reiki
  • Aumento da energia com Reiki
  • Cultive a paz interior
  • A ligação do Reiki com outras terapias, medicinas e disciplinas energéticas.
  • A primeira ação social do Reiki – O grande terramoto de Kanto

O meu muito obrigado à equipa excelente, sempre atentas, muito profissionais, criativas e humanas. Que sempre estas filosofias de vida lhes possam dar força para continuar.


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Entrevista a Tânia Martins, uma editora para estilos de vida saudável

Tânia Martins, licenciada em Ciências da Comunicação e da Cultura – Jornalismo, é jornalista e editora da revista Zen Energy, a mais conceituada publicação de desenvolvimento pessoal, e de outras revistas do grupo, tais como, Reiki & Yoga, Vida & Saúde Natural e Comer com Saúde, todas elas ligadas ao bem-estar físico e mental. A jornalista entrou para o mundo editorial aos 22 anos e há 7 que trabalha na revista Zen, onde tem a possibilidade de conduzir os leitores a adotarem um estilo de vida saudável e consciente, que contribua para o seu bem-estar.

Tânia Martins

Tânia Martins

Qual foi o teu percurso de vida e o que te levou a chegar a este mundo holístico pela via jornalística e editorial?

O mundo da escrita e da leitura começou a fazer parte da minha vida desde muito cedo e, com apenas 10 anos, descobri a minha verdadeira vocação: ser jornalista. Sem querer ser pretensiosa, sonhava em mudar o mundo algum dia, fazer a diferença, através da escrita, mantendo as pessoas informadas, levando até elas informação verdadeira. Foi com esse propósito que terminei a minha licenciatura em Ciências da Comunicação e da Cultura, vertente de Jornalismo, na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa. Após terminar a licenciatura e, de forma a aprofundar os meus conhecimentos, tirei um curso de rádio no CENJOR (Centro Protocolar de Formação para Jornalistas), que foi, sem dúvida, uma mais-valia para a minha formação. Pouco tempo depois, e apesar de algumas contrariedades e de muita persistência, entrei para o mundo editorial, onde tive o privilégio de estagiar em diversas revistas, jornais e, inclusive, numa rádio local. E, um desses estágios foi na revista Zen Energy, pela qual me apaixonei desde o primeiro minuto e que tem como principal objetivo ensinar-nos a encontrar o equilíbrio e crescimento necessários para uma vida harmoniosa e feliz. Já lá vão 7 anos desde que faço parte da maravilhosa equipa Zen que, ao longo destes anos, já lançou no mercado diversas revistas ligadas ao bem-estar físico e mental.

O que é trabalhar para uma(s) revista(s) dedicada(s) a uma vida mais feliz e a promover hábitos de vida saudáveis?

Hoje em dia, trabalhar no que se gosta e no que sempre se sonhou é um privilégio e eu considero-me uma verdadeira sortuda por esta distinção. Contudo, e como dizia o escritor e poeta Ralph Waldo Emerson: “Nada se obtém sem esforço; tudo se consegue com ele”. E é através deste pensamento que rejo o meu percurso de vida e profissional, empenhando-me de corpo e alma em tudo o que faço. Por isso, e respondendo à tua questão, trabalhar para a Zen é um sonho tornado realidade, não só por ser a revista mais positiva à venda no mercado, mas por ir ao encontro dos meus objetivos e ideais de vida, ou seja, contribuir para que todos vivam em harmonia consigo próprios e em sociedade, plenos de energia positiva, alcançando a felicidade e o seu equilíbrio total.

ReikiYoga06

De que forma é que este grande trabalho editorial transformou a tua vida?

Desde sempre me senti atraída pelo “mundo alternativo, natural e mais ecológico” e, através da revista Zen, das entrevistas a especialistas de renome nacional e internacional, dos seus artigos, alguns escritos por mim e outros escritos por terapeutas, psicólogos e nutricionistas conceituados, tenho a possibilidade de conduzir as pessoas a adotar um estilo de vida saudável e consciente, que contribua para o seu bem-estar e para o equilíbrio e sustentabilidade do planeta. Por isso, poder expressar-me livremente através da escrita e, principalmente, ter a meu cargo editorial as revistas do grupo é uma tarefa de grande responsabilidade, mas que me motiva positivamente dia após dia, pois sinto-me privilegiada por conhecer pessoas admiráveis e extremamente positivas que vêm à Terra com a missão de contribuírem para um mundo melhor. Por último, e não menos importante, não posso deixar de referir o facto de ter a possibilidade de trabalhar com pessoas extraordinárias, colegas de trabalho, colaboradores externos e com a própria diretora da revista, Elisabeth Barnard, que sempre depositou confiança em mim e no meu trabalho. Posso dizer que este foi o grande momento de confiança, em que senti que alguém apostava em mim e confiava em mim, o que me fez crescer a nível profissional e pessoal.

Tens alguma prática que costumes fazer habitualmente para o teu bem-estar?

Sim. Pratico com regularidade exercício físico, que, como todos nós sabemos, é fundamental para assegurar um bem-estar pleno e um aliado importante para perder/manter peso ou, simplesmente, para combater o stress e a ansiedade. Recentemente, descobri uma nova paixão: o Karaté Shukokai, onde pratico na Academia de Karaté Shukokai Dojo Samurai, na Rinchoa (Sintra), sob a alçada do Mestre Dinamérico Fernandes. Esta prática traz enormes benefícios para o corpo, mente e espírito. Fisicamente, o karaté é bom para os ossos e os músculos, cria resistência. Mentalmente, ajuda a desenvolver disciplina, concentração e foco. Espiritualmente, constrói confiança, aumenta o autocontrolo, a serenidade e a paz. O karaté é também uma ótima arte de defesa pessoal quando bem ensinado. No entanto, o grande objetivo enquanto arte é o desenvolvimento integral do ser humano, procurando o equilíbrio entre a mente e o corpo. Outra prática a que recorro habitualmente para o meu bem-estar é a meditação a ouvir música. Ouvir música é, para mim, uma meditação calmante e relaxante, pois permite-me descontrair e esquecer, por breves instantes, tudo o que me rodeia, parar os pensamentos e apenas prestar atenção à música, ao ritmo, à melodia, aos instrumentos e deixar que a música me leve suavemente ao silêncio.

Qual é a tua filosofia de vida?

Como dizia o Mestre Eckhart de Hochheim: “Existe apenas o instante presente… um agora que é sempre e perpetuamente novo. Não existem o ontem ou o amanhã – mas apenas agora, como ele era há mil anos atrás e como o será daqui a mil anos”. Viver o momento presente é a minha filosofia de vida, acompanhada de uma boa dose de gratidão e um sorriso, por vezes, menor, mas sempre verdadeiro.

E o teu desejo para o mundo?

O mundo de hoje precisa de pessoas com atitudes e coragem para serem felizes, precisa de pessoas com uma visão positiva da vida e que permaneçam em paz com elas mesmas. Desta forma, estarão a criar um mundo melhor para si e para os que amam.

Queres deixar alguma mensagem para os teus leitores da revista Zen Energy, Reiki & Yoga, Vida & Saúde Natural e Comer com Saúde?

Sim. Em primeiro lugar, agradecer a todos os leitores que nos acompanham e, em segundo lugar, desejo que consigamos continuar a inspirar positivamente as pessoas por muitos anos.

Contactos:

E-mail: t.martins@zenelly.pt
Tel.: 910 106 522
Facebook: www.facebook.com/tania.martins.733

Reiki & Yoga de Agosto com dicas práticas

A Revista Reiki & Yoga é um número especial, trimestral, da Revista Zen, feita por uma equipa incrível que nos enriquece com artigos inspiradores para mudarmos o nosso estado de espírito, positivamente, assim como cuidar do corpo e da nossa forma de estar em sociedade. Esta é uma revista que nos ajuda a cuidar de nós como um todo. Nesta edição, partilho contigo alguns artigos meus:

  • Desintoxicação da mente e do corpo
  • Alinhamento de chakras num tratamento de Reiki
  • Os 7 pilares do Terapeuta de Reiki
  • Reiki para a depressão
  • Onde Fazer Reiki
  • Quando não fazer Reiki a outros

Podes ler mais sobre o número 6 da revista Reiki & Yoga aqui…

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Revista Reiki & Yoga #6

Tem dificuldade em controlar as suas emoções?
O reiki ajuda!

Mal-estar na religião, na política, na sociedade, no meio ambiente e nas empresas, grandes ou pequenas, públicas ou privadas, do Ocidente ou do Oriente; mal-estar entre os migrantes e os que bem ou mal tentam, ou não, acolhê-los; mal-estar no dia a dia, no trabalho, em casa, no trânsito, nas ruas, nos relacionamentos, mal-estar no individual e no social – no exterior e, sobretudo, no nosso interior.

O Mal ganha a sociedade inteira e, com isso, cada um de nós. Como uma cobra perigosa, venenosa, traiçoeira que nos afoga, apertando-nos cada vez mais para nos poder consumir inteiros e nos digerir lenta, mas seguramente, devorando-nos, sem sequer dermos por nada, sem nos apercebermos de que já não somos donos de nós próprios, mas uns mortos-vivos, tal a presa da cobra em via de ser transformada em alimento nutritivo.dupla1

Inúmeros especialistas, psicólogos, psiquiatras, filósofos afirmam, no entanto, que o Mal não tem poder, senão apenas o poder que nós, seres humanos, lhe damos.

O Mal serpenteia à nossa volta, tal aquela cobra, esperando pacientemente por uma oportunidade que o possa fortalecer. Ou, então, brota no nosso subconsciente, surgindo, de repente, graças aos nossos medos, à raiva, à tristeza, à depressão, ao ódio, sob forma de frustração e insatisfação, de vazio e falta de sentido. O mal-estar se generaliza graças aos nossos sentimentos e emoções que não conseguimos compreender, analisar e controlar. Os sintomas do mal-estar adquirem nomes cada vez mais pomposos e assustadores, como as várias doenças mentais em plena expansão, como síndrome do pânico, stress, ansiedade, depressão, fobias, medos, etc.

dupla2Todas as emoções vêm acompanhadas por reações fisiológicas. Quando sentimos medo ou raiva, a carga de adrenalina aumenta e faz com que nosso coração dispare e o corpo entre em estado de alerta. Quando estamos felizes, o nosso corpo produz mais endorfinas, que resultam em sensação de bem-estar. Aprender a identificar e conhecer as próprias emoções e perceber como elas influenciam o nosso comportamento é uma maneira poderosa de nos conhecermos a nós próprios. Visto que agimos muito mais movidos pelas nossas emoções do que pela razão, conhecer as próprias emoções pode evitar muitos conflitos, principalmente com nós mesmos e, consequentemente, com os outros.dupla3
Os nossos padrões emocionais negativos (o nosso inconsciente) levam-nos a fazer coisas desnecessárias ou prejudiciais, impedindo-nos de fazer o que é importante e que nos traz bem-estar e equilíbrio, saúde e felicidade. Por isso, decidimos dedicar esta edição às infinidades de emoções diferentes que desenvolvemos todos os dias, conforme os acontecimentos e as situações vividas, para ajudá-lo, assim como a limpar a sua mente de antigos preconceitos e a descobrir dentro de si mesmo recursos de que já dispõe. Agindo de modo mais lúcido, baseando-se na habilidade, na franqueza e na graça da Energia Universal da Força Vital, conseguirá reabastecer e reequilibrar a energia do seu corpo, da sua mente e da sua alma.

A reiki e o yoga são métodos perfeitos a serem aplicados em situações emocionais difíceis, na falta de confiança, nas crises interpessoais, nas dificuldades de comunicação e de adaptação às muitas mudanças causadas pela vida e pelo mal-estar da nossa sociedade.

Quero encomendar!

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