O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

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Programa de Cinco Dias de Reiki para as Relações Humanas

De 18 a 22 de Dezembro de 2017 iremos realizar um programa diário, através do envio de email, gratuitamente sobre o tema “Cinco Dias de Reiki para as Relações Humanas”.

Programa de Filosofia de Vida para as Relações Humanas

O entendimento é essencial para uma boa comunicação e para uma vivência em sociedade harmoniosa. A filosofia de vida que o Mestre Usui nos deixou, dá-nos ferramentas para observarmos melhor o nosso comportamento, expetativas e formas de lidar construtivamente com os outros. Sem relações humanas, pouco crescemos.

Nesta altura do ano, tão importante para muitos, a Associação Portuguesa de Reiki pretende auxiliar-te a teres dias mais felizes e em harmonia.

Para receberes estes emails é simples, segue este link…

Que tenhas muitos dias felizes.

Reiki no seminário A Importância do Eu na Intervenção Social

No dia 27 de Novembro realizou-se o Seminário “A Importância do Eu na Intervenção Social, da emergência de novos paradigmas à inovação”, realizado pelo NLI de Vila Verde.

Coube apresentar “O papel do Reiki na Intervenção Social“, com a caracterização do trabalho da Associação Portuguesa de Reiki em todo o país, nas suas várias vertentes sociais, desde pessoas com necessidades especiais, a seniores, passando pelas atividades de recolha de alimentos para apoio à comunidade.

Um muito obrigado pelo excelente seminário, inovador e de grande elucidação para novos caminhos para a resposta social.

A Importância do Eu na Intervenção Social, da emergência de novos paradigmas à inovação

08H30 – RECEÇÃO DOS PARTICIPANTES

09H00 – ABERTURA DOS TRABALHOS – Presidente da Câmara Municipal de Vila Verde

Painel I – A consciência para a transformação
Presidência da Mesa: Samuel Silva

09H30 – A IMPORTÂNCIA DO MINDFULNESS NA INTERVENÇÃO SOCIAL – Mikaela Övén
10H15 – COFFEE BREAK
10H30 – O PAPEL DO REIKI NA INTERVENÇÃO SOCIAL – João Magalhães
11H00 – PRÁTICAS ARTÍSTICAS COMUNITÁRIAS – TU ÉS ARTE – Rita Wengorovius (Teatro Umano)
11H30 – DEBATE
12H30 – INTERVALO PARA ALMOÇO

Painel II – Caminhos do EU
Presidência da Mesa: Teresa Pêgo

14H00 – O PODER DA MÚSICA: REENCONTRAR O SILÊNCIO INTERNO ATRAVÉS DO SONS – Joana Rainha
14H30 – GUERREIROS DO EU: RECONHECERMO-NOS A NÓS PRÓPRIOS E VERMOS REALMENTE O OUTRO – Paulo Xavier
15H00 – DEBATE
15H30 – Conferência – Sonhabilidade – Jorge Sequeira
16H30 – SESSÃO DE ENCERRAMENTO

Fotos: Paulo Cerejeira

O meu testemunho sobre o VIII Congresso Nacional de Reiki

A 28 de Outubro de 2017 tivemos o VIII Congresso Nacional de Reiki, com o tema 2017 Ano do Terapeuta de Reiki, tendo ainda a celebração dos 9 anos de Associação Portuguesa de Reiki. Mas o que este congresso representou para mim, pessoalmente?

Participar num Congresso Nacional de Reiki – será necessário?

Estive no Congresso Nacional de Reiki como organizador, orador, apresentador, mas também estive como participante, atento a cada exposição e intervenção de oradores e participantes. O que senti deste congresso foi, em primeiro lugar, uma grande harmonia – todos estavam com um propósito, cada um procurando as suas experiências e partilhas, mas todos estavam em Reiki, predispostos a escutar.

Cada palestra trouxe-me uma partilha incrível – foi escutar a experiência de cada um e saborear a sua prática de Reiki aplicada ao propósito que idealizaram. Todas as palestras tiveram um grande caracter inspirador e creio que, só por isso, é uma das grandes mais valias do Congresso Nacional de Reiki – inspirar praticantes a praticarem cada vez mais, a não desistirem dos seus projectos e a levar Reiki num caminho de Reiki.

Houve ainda tempo para convívio e isso tocou-me profundamente – ver pessoas a conhecerem-se, a encontrarem-se, a trocarem contactos e a partilhar – é um grande propósito, o proporcionar contacto e partilha.

E outro ponto, ou melhor, ponte, que liga todos estes grandes aspectos – é que é um Congresso de Norte a Sul, com participantes do Algarve, Alentejo, Centro e Norte – representa grande esforço para estar, usufruir e vivenciar um dia de partilha.

Cada congresso representa um esforço enorme de organização que são dias e dias de muitas horas seguidas a trabalhar para que tudo possa resultar da melhor forma possível, tendo em conta que o orçamento da associação apenas existe com associados e que tudo o que fazemos precisa ser bem poupado. Tudo é possível graças ao esforço de muitos para o benefício de muitos mais. Este é o espírito do Reiki, o espírito do Congresso, e o espírito que a Associação Portuguesa de Reiki deve sempre levar em frente.

A todos, uma enorme gratidão, pela participação, ajuda, comentários, força e muita prática de Reiki.

Espero poder encontrar-te no próximo, que será a 27 de Outubro de 2018, em Lisboa.

A importância do Dia Internacional do Reiki

Desde 2009 que celebramos o Dia Internacional do Reiki a 15 de Agosto, como lembrança do nascimento do Mestre Usui (15 de Agosto de 1865) e assim sendo, um dia de prática de Reiki.

Porque um Dia Internacional do Reiki

Este é um dia em que nos devíamos lembrar que todos praticamos Reiki, que não são os sistemas e os Mestres que são importantes, mas sim que cada um de nós tem um valor muito especial por praticar os ensinamentos que o Mestre Usui nos deixou. É lembrarmos que Reiki é a Arte Secreta de Convidar a Felicidade e que é para a melhoria do corpo e da mente, que os cinco princípios que nos deixou servem para nos guiarem e para guiarmos para uma “vida pacífica e feliz”.

O praticante de Reiki não é alguém melhor que os outros, mas é alguém que tem em si tudo o que é necessário para um grande crescimento. Por isso mesmo, que sentido há de haver rancor, discórdia, quezílias e engano entre praticantes e para os que estão a aprender?

Este Dia Internacional do Reiki não é só para estarmos juntos ou tirarmos fotografias, ou para dizermos que fizemos, é para realmente encararmos a mudança e a aplicarmos na nossa mente e coração. É por tudo isto que Reiki não é só um dia, mas um só por hoje.

Lembrar as virtudes do Imperador Meiji – Meiji Tenno Sai

A 30 de Julho, todos os anos, celebra-se o Dia das Virtudes do Imperador Meiji.

Convidamos todos os praticantes de Reiki a neste dia celebrarem com um momento de meditação, recitação dos cinco princípios e reflexão sobre um dos poemas do Imperador Meiji.

No CENIF Amadora, iremos realizar uma pequena meditação dia 30 de Julho das 9h00 às 10h00. Todos são bem vindos.

Um poema de exemplo poderá ser:

3 — ÀS VEZES
3. 暑しともいはれざりけりにへかえる 水田にたてるしづを思へば (を
りにふれて)
Quando pensas sobre os agricultores pobres, que trabalham arduamente
no campo de arroz, no verão quente, como podes reclamar por
estar quente?

O Dia das Virtudes do Imperador Meiji, no Japão

Este dia 30 de Julho, no Meiji Jingu em Tóquio, será celebrada uma cerimónia com a dança sagrada Meiji Jingu Yamato Mai, realizada por um sacerdote xintoísta. Esta dança sagrada será inspirada no seguinte poema do Imperador Meiji.

Meiji Jingu Yamato Mai 

O céu vasto,
estende-se sereno e claro,
tão azul acima,
Oh, pudesse a nossa alma crescer,
E tornar-se tão ampla.

Quando o Japão passava por tempos difíceis, o Imperador Meiji fez um grande esforço para construir um Japão moderno, incluindo o estabelecimento de uma constituição. Quando faleceu em 1912, condolências foram enviadas de todo o mundo. A sua sepultura foi realizada em Fushimimomoyama, em Quioto, mas a pedido da população, foi criado o Meiji Jingu em Tóquio, em 1920.

Entrevista ARCJ / Associação Portuguesa de Reiki

No dia 16 de Junho de 2017, foi realizada uma entrevista a Sílvia Oliveira e João Magalhães, representando respectivamente a ARCJ e a Associação Portuguesa de Reiki, na rádio Santiago, por António Gomes.

Café Duplo – Entrevista ARCJ / Associação Portuguesa de Reiki

Novos Desafios do Sistema de Saúde – A Medicina Integrativa, Hospital Doutor Fernando Fonseca

Realizou-se a 26 de Junho o debate no Hospital Prof. Doutor Fernando Fonseca, E.P.E. sobre o tema “Novos Desafios do Sistema de Saúde – A Medicina Integrativa”, que teve o objectivo de divulgar o conceito e enquadramento da Medicina Integrativa, tendo com destinatários os profissionais de saúde e parceiros da comunidade hospitalar.

Os novos desafios do sistema de saúde – A medicina integrativa

Realizou-se uma brilhante apresentação por parte do Prof. João Santos Lucas sobre “O Conceito de Medicina Integrativa e sua relação com as Medicinas Tradicionais, Alternativas e Complementares”, com uma abordagem sobre os conceitos, referências e até uma proposta de implementação de Medicina Integrativa no Hospital.

Foi seguido pelo tema das “Terapêuticas não convencionais – Regime legal e enquadramento internacional”, pelo Dr. Alberto Matias e Dra. Ana Luz, da ACSS, onde foi reforçada a necessidade de reconhecimento da regulamentação das medicinas complementares e alternativas.

Finalmente, terminou-se com a apresentação da Drª Ana Pedro, Coordenadora da Unidade da Dor “Terapêuticas complementares na Unidade da Dor do HFF”, onde foi acentuada a necessidade de distinguir medicina de terapia, da responsabilização de quem é que está nos cuidados de saúde e na inclusão da Acupuntura médica, como o nome indica, realizada apenas por médicos.

Este debate foi um projecto promovido pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH).

O nosso agradecimento pelo convite à participação e pelo debate aberto a todos sobre a Medicina Integrativa.

É ainda longo o caminho e este passa, em primeiro lugar, pelo esclarecimento dos profissionais de saúde, exactamente como indicou o Prof. João Santos Lucas.

 Este debate foi bastante importante para nós, encarando Reiki como uma terapia complementar e integrativa, pois deu para enquadrar a perspetiva e necessidades por parte da gestão hospitalar e pela parte médica. De facto precisamos enquadrar muito bem o que é Reiki, não tanto na necessidade de o explicar cientificamente, mas sim no campo da sua actuação, e o que é de facto o métodos. Se nos pusermos a inventar e a contar histórias, é muito difícil encontrar credibilidade. Cada praticante é por si o Rosto do Reiki, tem um dever e uma responsabilidade para com a prática. Quanto melhor se pratica, menos questões existem.

Voluntariado Reiki – doação e responsabilidade

O voluntariado é uma doação do tempo e saber de cada um. Muito naturalmente surge o voluntariado Reiki como a doação da terapia a quem mais esteja a necessitar.

O que é o voluntariado Reiki

É uma acção de apoio às comunidades ou instituições, através da prática de Reiki. Quando pensamos em doação, compreendemos o sentido o Amor Incondicional, algo que nos é tão despertado através da consciência dos cinco princípios e da prática de Reiki. Então, é muito natural que queiras ser voluntário e que sintas grande apelo para auxiliar os outros, essa é uma função muito humana e claro, algo de muito próprio para um praticante de Reiki.

A atenção com a responsabilidade no voluntariado Reiki

Quando te entregas à prática como voluntariado tens responsabilidade para com quem está a organizar o projecto, para com a instituição que acolhe, a pessoa que estás a tratar e ainda mais com Reiki por si. Está responsabilidade significa que deves estar sempre nas melhores condições possíveis ao nível mental, emocional e energético, para que possas dar o melhor de ti e deixares fluir a energia para aqueles que atendas.

É por isso que voluntariado requer consciência e responsabilidade.

Como seres voluntário

Para seres voluntário, deves ter pelo menos o segundo nível de Reiki. Porque?

Com o segundo nível, começas a trabalhar mais com os outros, a compreender o que está além dos sintomas e a procurar causas, começas a compreender a importância do envio de Reiki e a aprimorar o teu fluxo. A experiência começa-te a trazer sabedoria e a prática traz-te segurança.

Lembra-te que vais cuidar de outros e que se não tiveres preparação para tal, algo pode correr mal.

Fala com o teu Mestre sobre:

  • Se tens a prática suficiente para o fazer;
  • Que preparação específica deves fazer;
  • Se estás em equilíbrio o suficiente para aceitar a responsabilidade da doação.

Contacta a Associação Portuguesa de Reiki:

Brasil – Reiki incluído na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares

O Brasil abriu as portas a Reiki, colocando-no na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, estando assim de acordo com a visão humanista de promover práticas complementares e tradicionais no Serviço de Saúde. Poderão ler aqui a Portaria 849 na íntegra…

A diferença entre as políticas no Brasil e Portugal, para a saúde

Em Portugal existe a necessidade de regulamentar criando políticas restritivas e com pré-requisitos que estão a constranger muitos profissionais e alunos que foram apanhados no processo de transição. No Brasil, encontrando a necessidade que os cidadãos têm de cuidados de saúde e cumprindo uma tradição de abertura, a política de saúde abre as portas a práticas que possam ser uma mais valia, como complementares ao tratamento tradicional. Enquanto aguardamos por melhores tempos e abertura em Portugal, compete a cada um de nós, praticantes de Reiki, ser um exemplo na sua prática.

MINISTÉRIO DA SAÚDE GABINETE DO MINISTRO – PORTARIA Nº 849, DE 27 DE MARÇO DE 2017

 MINISTÉRIO DA SAÚDE, GABINETE DO MINISTRO

DOU de 28/03/2017 (nº 60, Seção 1, pág. 68)

Inclui a Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso da atribuição que lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição, e considerando o disposto no inciso II do art. 198 da Constituição Federal, que dispõe sobre a integralidade da atenção como diretriz do SUS; considerando a Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências; considerando o Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011, que regulamenta a Lei nº 8.080, de 1990, para dispor sobre a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), o planejamento da saúde, a assistência à saúde e a articulação interfederativa; considerando a Portaria nº 971/GM/MS, de 3 de maio de 2006, que aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde.

considerando a Portaria nº 2.488/GM/MS, de 21 de outubro de 2011, que aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS); considerando a Portaria nº 2.446/GM/MS, de 11 de novembro de 2014 que redefine a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) que tem como um dos Objetivos específicos: valorizar os saberes populares e tradicionais e as práticas integrativas e complementares; considerando a Portaria nº 2.761/GM/MS, de 19 de novembro de 2013, que institui a Política Nacional de Educação Popular em Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (PNEPS-SUS);

considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza o reconhecimento e incorporação das Medicinas Tradicionais e Complementares nos sistemas nacionais de saúde, denominadas pelo Ministério da Saúde do Brasil como Práticas Integrativas e Complementares; e considerando que as diversas categorias profissionais de saúde no país reconhecem as práticas integrativas e complementares como abordagem de cuidado e que Estados, Distrito Federal e Municípios já tem instituídas em sua rede de saúde as práticas a serem incluídas, resolve:

Art. 1º – Inclui na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pela Portaria nº 971/GM/MS, de 3 de maio de 2006, publicada no Diário Oficial da União nº 84, de 4 de maio de 2006, Seção 1, pág 20, as seguintes práticas: Arteterapia, Ayurveda, Biodança, Dança Circular, Meditação, Musicoterapia, Naturopatia, Osteopatia, Quiropraxia, Reflexoterapia, Reiki, Shantala, Terapia Comunitária Integrativa e Yoga apresentadas no anexo a esta Portaria.

Art 2º – Define que as práticas citadas nesta Portaria atendem as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS.

Art. 3º – Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), instituída pela Portaria 971 GM/MS de 3 de maio de 2006, trouxe diretrizes norteadoras para Medicina Tradicional Chinesa/

Acupuntura, Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, Medicina Antroposófica e Termalismo Social/Crenoterapia no âmbito do Sistema Único de Saúde.

As Medicinas Tradicionais e Complementares são compostas por abordagens de cuidado e recursos terapêuticos que se desenvolveram e possuem um importante papel na saúde global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incentiva e fortalece a inserção, reconhecimento e regulamentação destas práticas, produtos e de seus praticantes nos Sistemas Nacionais de Saúde. Neste sentido, atualizou as suas diretrizes a partir do documento “Estratégia da OMS sobre Medicinas Tradicionais para 2014-2023”.

A PNPIC define responsabilidades institucionais para a implantação e implementação das práticas integrativas e complementares (PICS) e orienta que estados, distrito federal e municípios instituam suas próprias normativas trazendo para o Sistema único de Saúde (SUS) práticas que atendam as necessidades regionais.

Os 10 anos da Política trouxeram avanços significativos para a qualificação do acesso e da resolutividade na Rede de Atenção à Saúde, com mais de 5.000 estabelecimentos que ofertam PICS. O segundo ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade na Atenção Básica (PMAQ) avaliou mais de 30 mil equipes de atenção básica no território nacional e demonstrou que as 14 práticas a serem incluídas por esta Portaria estão presentes nos serviços de saúde em todo o país.

Esta Portaria, portanto, atende às diretrizes da OMS e visa avançar na institucionalização das PICS no âmbito do SUS.

DESCRIÇÃO

REIKI

É uma prática de imposição de mãos que usa a aproximação ou o toque sobre o corpo da pessoa com a finalidade de estimular os mecanismos naturais de recuperação da saúde. Baseado na concepção vitalista de saúde e doença também presente em outros sistemas terapêuticos, considera a existência de uma energia universal canalizada que atua sobre o equilíbrio da energia vital com o propósito de harmonizar as condições gerais do corpo e da mente de forma integral.

A terapêutica objetiva fortalecer os locais onde se encontram bloqueios – “nós energéticos” – eliminando as toxinas, equilibrando o pleno funcionamento celular, de forma a restabelecer o fluxo de energia vital.

A prática promove a harmonização entre as dimensões físicas, mentais e espirituais. Estimula a energização dos órgãos e centros energéticos. A prática do Reiki, leva em conta dimensões da consciência, do corpo e das emoções, ativa glândulas, órgãos, sistema nervoso, cardíaco e imunológico, auxilia no estresse, depressão, ansiedade, promove o equilíbrio da energia vital.

Reiki João Magalhães

Reiki e o futuro – palestra nas jornadas de terapeutas de Reiki

Nas Jornadas de Terapeutas de Reiki tive o desafio de apresentar o encerramento do dia de trabalho com o tem “Reiki e o futuro”. Mas como falar sobre o futuro do Reiki? Esta foi uma palestra com a interacção de todos os participantes.

Reiki e o Futuro

Para compreendermos o futuro do Reiki, precisamos compreender o seu passado. Questionei os participantes sobre como tinha sido a introdução do Reiki no Algarve, do que se lembram e da perspectiva que as pessoas tinham da prática. E em tempos, felizmente já idos, Reiki era muito conotado com espiritualidades às quais nada tem a ver e tinha uma prática que nem sempre espelhava a sua verdadeira razão. Sobre o presente, os participantes indicam que a perspectiva das pessoas já está muito melhor, que já se vê Reiki em mais lugares, no entanto, indicaram que existe pouca união entre os praticantes, que existe ainda muito preconceito em instituições e hospitais, e que mesmo em algumas localidades não é bem aceite por ser confundido com outras coisas.

Então, o caminho de futuro para o Reiki passa pela compreensão do seu passado e presente.

Quando nos lembramos das instruções do Mestre Usui, que referia que “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz”, compreendemos a verdadeira importância da nossa prática e não só… da nossa atitude também. E foi em relação à atitude dos terapeutas e mestres de Reiki, que os participantes pediram que houvesse uma credenciação, um reconhecimento de quem é terapeuta, fazendo mesmo comparação com o trabalho que é realizado no Reino Unido, onde são necessárias as apresentações de casos de estudo e de um exame, além de horas de prática e renovação contínua. Assim como foi pedido que para os mestres houvesse um guia, uma linha orientadora para o ensino. Mas, antes de ensinar, é preciso saber esclarecer. Este é o meu lema. Antes ainda de pensarmos em colocar o símbolo da associação em manuais e cursos, temos que compreender a importância do que fazemos e como fazemos, ou seja, devem insistir num trabalho de acompanhamento e de aprendizagem contínua.

O futuro do Reiki depende também de ti, és tu que farás a grande diferença, com mente limpa e coração predisposto.

João Magalhães

Reiki e Massagem – como integrar duas terapias, validamente

Cada vez mais se está a aliar Reiki e Massagem ao nível profissional. Será uma integração errada? Poderá levar a preconceitos ou assunções erradas por parte de cada um dos praticantes nas distintas modalidades?

Reiki e Massagem – como terapias complementares, integradas

A aplicação de Reiki e Massagem, acontece muitas vezes de forma inconsciente, porque há sempre um pressuposto energético por detrás de uma aplicação quer por parte de massagista ou fisioterapeuta. Isto acontece porque há uma necessidade energética por parte da pessoa, receptividade à mesma, assim como da parte do massagista ou fisioterapeuta, há sempre uma ligação energética que muitas vezes leva esse praticante à exaustão.

As desvantagens de associar ambas as terapias

Quer uma, quer a outra terapia, têm ainda conotações difíceis de “limpar”, pelo mau uso que dão à sua aplicação. Quer por parte de maus profissionais eticamente, quer por maus profissionais sem competência, quer até pela aplicação errada ou denominação errada. A massagem ainda poderá ser vista com desconfiança quando alguém requisita um serviço domiciliário, assim como Reiki pode ser muito estranho quando misturado com crenças, ou até mesmo com pedidos para a pessoa se despir.

Como vês, não é muito fácil associar estas duas terapias, quando ambas poderão dar azo a más interpretações.

Muitos mestres de Reiki evitam, sabiamente, o ensino de três técnicas manipulativas – Ushite, Oshite e Nadete. Isto mesmo porque para aplicar tais técnicas é necessário conhecer o seu impacto no corpo humano e aplicar técnicas de toque, de manipulação física, pode desviar a prática de Reiki do seu verdadeiro propósito, em Portugal, quando ainda não conseguimos sequer credibilizar o que tem vindo a ser feito.

Juntar Reiki e Massagem num contexto desconhecido, descontextualizado, para o utente, poderá levar inclusive a acusações de má prática.

As vantagens de associar Reiki e Massagem

Por outro lado, existem muitas vantagens de associar Reiki e massagem num contexto terapêutico:

  • São terapias muito fáceis de se integrarem;
  • Reiki poderá auxiliar a desbloquear contraturas mais difíceis;
  • Promover o equilíbrio emocional e mental;
  • Reiki poderá auxiliar na ligação

Os benefícios de Reiki para um massagista ou fisioterapeuta

Se és massagista ou fisioterapeuta e já te sentiste exausto depois de uma sessão, então há alguns princípios sobre energia que Reiki poderá auxiliar-te. Eles são:

  • Existem sempre interacções energéticas entre pessoas, principalmente no cuidado físico e há que saber lidar com elas;
  • Reiki tem técnicas que poderão auxiliar-te a desbloquear algumas tensões causadas por acúmulo ou estagnação de energia;
  • Outras técnicas, como o enraizamento, banho seco e chuva de Reiki poderão auxiliar-te a lidar melhor com o acúmulo energético que possas ter;
  • Mais ainda, Reiki poderá auxiliar-te a potenciar a tua própria harmonia e equilíbrio interiores.

Se és massagista ou fisioterapeuta, podes aprender Reiki até só mesmo com a intenção de aplicar em ti e resolver as situações mais complicadas com os teus utentes. No entanto, vamos ver como o poderias também fazer de forma profissional.

Como associar Reiki e Massagem como terapias integradas

Acima de tudo, revê muito bem o código deontológico sobre a Terapia Reiki e as suas normas associadas. Tem em atenção que se tratam de duas terapias muito distintas entre si, apesar de poderem ser aplicadas de forma continua, ou seja, sem interrupção de uma terapia para a outra. Por isso mesmo, aplica os seguintes conceitos, caso pretendas fazer Reiki e Massagem ao teu utente:

  1. Explica a tua intenção e porque razão pretendes juntar as duas terapias;
  2. Explica claramente o que é Reiki e o que é a massagem, qual o papel de cada um dos métodos na pessoa e no seu problema;
  3. Indica à pessoa que na prática de Reiki nunca se deve despir, por isso mesmo, caso apliques a massagem primeiro e depois Reiki, pergunta à pessoa se esta se quer vestir. Pode parecer um contra senso para um objectivo de relaxamento, mas acredita que estás a ter uma atitude verdadeiramente profissional e que irão agradecer-te de alguma forma por isso;
  4. Tenta compreender o que irás aplicar primeiro e aconselha-te com a pessoa, principalmente pede a sua permissão. Esta permissão é importante, porque se fores a um dentista, não estás à espera que ele te faça uma consulta de ginecologia.

Quando temos uma atitude profissional, séria, perante o nosso utente, a nossa opinião e sugestão será ainda mais tida em conta. Por isso mesmo, ao quereres aplicar terapias integradas demonstra ainda mais o teu saber e responsabilidade, tendo em conta o plano terapêutico com a pessoa.

 

Reiki e Massagem

Reiki e Massagem são duas terapias que podem ser integradas, sem dúvida alguma, para benefício não só do utente, mas também dos próprios praticantes. Como reforço de recomendação fica a clareza obrigatória, necessária em distinguir os dois métodos terapêuticos, a concordância e aquiescência do utente. Explicar também que na prática de Reiki deve estar vestida.

Quando o voluntariado Reiki se torna frustrante

Sabias que o voluntariado Reiki também te pode trazer frustração? É verdade, nem sempre o voluntariado Reiki é apenas alegria e doação.

As causas da frustração no voluntariado Reiki

Poderás encontrar várias causas para a tua frustração, no teu voluntariado Reiki. Aqui ficam alguns exemplos:

  • Não vês melhorias ou mudanças nas pessoas que tratas;
  • Não sentes estímulo para continuares;
  • Estás à demasiado tempo no mesmo voluntariado Reiki;
  • Não gostas do tipo de casos que estás a tratar;
  • Estás a observar a instituição e achas que não concordas com algo;
  • As pessoas faltam às sessões;
  • A tua vida está a ser mais pressionante e exigente;
  • Não tens descansado o suficiente;
  • Estás a “perder” muito tempo com o voluntariado.

Claro que estes são apenas alguns exemplos, existem muitos mais, mas servem para te ajudar a perspectivar alguma situação que estejas a passar. O voluntariado tem mesmo que ser feito de mente e coração, dentro da tua disponibilidade e com entrega. Nos passos seguintes, vamos ver algumas dicas para te ajudar a dar a volta à frustração.

Como ultrapassares a frustração no teu voluntariado Reiki

Acima de tudo firma-te nos cinco princípios e avalia como tens estado ao nível emocional e mental. Se houver algum desequilíbrio que estejas a mapear para a tua doação, convém ser tratado e tens todo o direito a parar o voluntariado por um tempo, para te reequilibrares.

Depois, entrega-te à prática, lembra-te que Reiki é também doação, entrega. Esta entrega não nos pede nada, apenas empenho. Quando te entregas ao que estás a fazer, estás no aqui e agora, no momento presente e enriqueces-te interiormente, a tua força interior será, sem dúvida alguma, muito maior.

Observa o que queres em troca pelo teu voluntariado e reavalia as tuas próprias condições. Mesmo que digas que não queres nada, se calhar queres dar o teu testemunho, ou queres um reconhecimento, um certificado, um obrigado. Isso é muito importante que seja claro e que não te coloques numa situação passiva, de esperar que os outros possam sentir isso de ti.

Caso seja alguma situação na instituição, lembra-te que o voluntário apenas está lá pela pessoa que o procura, para mais nada. Não nos podemos envolver no que não compreendemos e para o qual não nos pediram presença.

Coloca um tempo limite para o teu voluntariado, não queiras fazer algo sem um fim… isso ajudará a controlar a expectativa sobre o futuro.

Lembra-te que não estamos cá para fazer milagres, mas para levar o melhor possível àqueles que esperam por nós. Vamos partilhar a energia universal. Mesmo que as condições não mudem, nós lá continuamos.

Vale a pena ser voluntário, de coração, com dedicação. Por isso mesmo, partilha as tuas histórias connosco, para que possam ser publicadas. Para isso, envia uma foto, a história de voluntariado que queres relatar, mantendo a confidencialidade das pessoas, para que possamos partilhar esse momento especial. Podes enviar para o email: joaomagalhaes@montekurama.org

Caso não sejas voluntário e pretendas ser, envia-nos um email.

Mais respostas sobre a opinião da igreja sobre Reiki

Temos a continuação do artigo do Padre Ricardo Cristóvão, ao qual darei resposta.

Mas, antes de o fazer, quero indicar que estes textos escritos pelo padre fazem parte da aceitação que devemos ter enquanto sociedade laica e democrática, onde a liberdade de expressão é válida. Mesmo tendo um caracter pejorativo, indicando a prática aquilo que não é, há que saber escutar. É através da crítica que surge a ideia clara e a correcção do caminho e com estes temas percebemos que existe um longo caminho de desmistificação, de descolagem da prática de Reiki daquilo que nada tem a ver e um enquadramento real do que é e para que serve. Esse é um trabalho da Associação Portuguesa de Reiki, cumprido ao longo de oito anos, mas ainda muito insuficiente. Por isso mesmo, a credibilização não passa só pelo trabalho da Associação, mas muito principalmente pelo teu próprio trabalho enquanto praticante. Como praticas? O que dizes que é a tua prática? O que fazes com ela? Que crenças misturas?

Um Homem é um todo complexo, muito dificilmente divisível de tudo aquilo que o compõe. Por isso mesmo não é simples compreender a extensão da crença de alguém e os limites da sua actuação. Quando praticares e falares sobre Reiki, lembra-te deste artigo, encara esta opinião com bondade construtiva.

Respostas ao artigo sobre Reiki

“O penúltimo passo antes de ficar seriamente doente é meter-se nessa seita até níveis avançados…” – Tristemente consideram “Reiki” uma seita. Ao fazê-lo estão a indicar que a igreja católica é dominante, pois seita é algo que está separado do que quer que seja de corrente dominante e dominar significa exercer autoridade e poder sobre. Neste caso indica que a igreja católica tem o direito a dominar e exercer autoridade sobre as pessoas, num estado que é laico.

Reiki, ou mais correctamente, o Usui Reiki Ryoho, nada tem a ver com seitas, ou seja, é uma prática que não está ligada a qualquer corrente religiosa ou espiritual e o simples facto de o querer enquadrar como tal é absolutamente errado, portanto, a título de correcção, não se poderá indicar em situação alguma que o Usui Reiki Ryoho é uma “seita”, principalmente querendo dar um tom pejorativo. Estes artigos de opinião religiosa ganharão muito mais se enquadrados nos termos correctos e na linguagem corrente da sociedade.

“Descobrindo que os mestres parecem ser capazes de fazer coisas sobrenaturais, como adivinhar coisas, saber quando vai acontecer um terramoto, entender línguas mortas, ver espíritos passando pela sala da casa”. – O padre Ricardo indica aqui uma grande verdade. Há pessoas a fazê-lo sim, mas isso nada tem a ver com o Usui Reiki Ryoho. Se o estão a fazer é por uma questão de ego, ou porque é assim que acham que deve ser, ou porque assim o aprenderam. O resultado é esta confusão que se vê. É por isso mesmo que acrescentar ideias, conceitos, espiritualidades que nada têm a ver com Reiki só dá num resultado e é isso que poderão ler amplamente em artigos como estes.

Então, urge uma reflexão, uma consciência honesta. O que estás a fazer com Reiki?
“Reikianos” – Aqui quererá dizer praticante de Reiki. O termo reikiano parece algo ligado a um movimento, ou ideologia, algo que nada tem a ver com o Usui Reiki Ryoho.

“Começarão a sentir um arruinar da vida em todos os campos…” – Infelizmente aqui já se entra numa narrativa muito obscurantista e que tem a ver com a crença pessoal. É também uma técnica ideal, o pegar nas coisas mais comuns da vida, como a dificuldade financeira e laboral, a doença, os argumentos, e indicar que isso é culpa da prática de Reiki, o que parece indicar que se a pessoa for de determinada confissão religiosa não terá estas dificuldades. Não me parece ser muito acertado, conhecendo a realidade.

“Sem que haja verdadeira consciência naqueles que praticam o Reiki de que estão a chamar maus espíritos quando desenham os seus símbolos ou chamam pelo nome, em seu favor ou para alguém” – É de facto assustador. Ler isto sem compreender a prática aterroriza qualquer pessoa. Não querendo entrar em campos que não são da minha área, recomendo o grande psicólogo Carl Gustav Jung e o livro “O homem e os seus símbolos”. Na prática de Reiki não se “invoca” nada, muito menos espíritos. O que quer que isso seja, nada tem a ver com Reiki. Mas para esta questão surgir, das duas uma, ou há uma clara incapacidade de compreender a prática ou há alguém a fazê-lo realmente, algo que se o quiser fazer que faça mas sem chamar a isso “Reiki”.

Esta parte final do texto contém duas partes. A primeira delas é referida em “fizeste uma prática espiritual que é uma grande ofensa a Deus”. Creio que o que a igreja entende como prática espiritual não tem a ver com o Usui Reiki Ryoho. Não fazemos jejum, mortificações, orações, não procuramos “poderes ocultos”, nem ideias obscurantistas, não temos um credo ou uma confissão. O que o praticante de Reiki faz é trabalhar o seu autoconhecimento, desenvolver a sua consciência através dos princípios e aplicar a terapia em si mesmo e depois nos outros, se tal acontecer. Na parte terapêutica, trabalhamos unicamente com o conceito de energia, que em nada está ligado à medicina ou à religião, ou movimentos espirituais. Então, por aí, como pode ser indicado como prática espiritual? E mais ainda, como grande ofensa a Deus? É estranho escrever algo assim… indicar que alguém está a ofender grandemente Deus e como tal, tudo o que corre mal na sua vida é por isso mesmo, porque realizou uma grande ofensa.

Creio que o padre Ricardo poderia usar outros termos como “reflecte sobre as tuas acções. Tens tido uma vida em harmonia contigo mesmo e com os outros? Tens sabido confiar? Tens sido honesto e bondoso? Que gratidão tens pelos ensinamentos que aprendeste na vida?”. Uma atitude mais positiva, construtiva poderá ajudar a pessoa. A ameaça, poderá ser dissonante, porque o medo cria um coração apertado e se está apertado, que espaço tem para uma bondade genuína?

Quanto à segunda parte tem a ver com o cumprimento dos mandamentos. Aqui o padre Ricardo Cristóvão tem toda a razão. Se realmente um crente, de qualquer confissão que seja, fosse um verdadeiro praticante, não existiria guerra, discórdia, mal-dizer, oportunismo, aproveitamento, riqueza pelo abuso, falta de respeito e muito mais. Uma reflexão apurada, encontra a verdade em qualquer crença e praticamente todas dizem o mesmo, mas falham pela falta de exemplo e cumprimento. Por isso mesmo, a recomendação dada é muito boa, neste caso aos católicos. Cada religião terá, com certeza, a sua própria indicação.

Por isso mesmo, a paz deve estar em todos e entre todos, devendo o nosso coração estar pacífico, não cultivando coisas que são contrárias ao melhor na humanidade. A missão do Usui Reiki Ryoho, segundo nos indicou o Mestre Usui, é “Guiar para uma vida pacífica e feliz“. A missão da igreja católica é também universal e bondosa. Acredito que uma correcta compreensão levará a perceber que Reiki não é uma concorrência à crença católica, que não é um desvirtuar de quaisquer ideologias e que não é uma prática também concorrente à medicina. Apenas praticamos o Usui Reiki Ryoho para podermos cuidar um pouco melhor de nós mesmos e podermos crescer um pouco mais como pessoas.

Apresentação e demonstração sobre Reiki no IEFP

No passado dia 26 de Junho estivemos presentes no IEFP, onde fizemos uma sessão de esclarecimento sobre o que é Reiki, a cerca de 15 participantes. Tivemos ainda a oportunidade de realizarmos a todos os participantes uma sessão de Reiki, para sentirem, de forma simples, a aplicação de energia.

O nosso agradecimento à Drª Manuela Tinoco e ao Dr. Frederico Costa, pelo simpático convite e por proporcionarem este bom momento aos colaboradores.

Um grande obrigado às voluntárias Isabel Couto, Raquel Correia, Alexandra Rodrigues e Tina Silva, pela sua presença e incrível apoio com muito Reiki.

6 respostas sobre a opinião que a igreja tem sobre o Reiki

Na sua coluna Há quem diga, do jornal Nascente, o Padre Ricardo Cristóvão faz uma introdução à sua opinião sobre o que é o Reiki. Claro que existem muitas opiniões sobre tudo, mas muitas vezes surgem de uma percepção, estudo e compreensão errados sobre determinada matéria. Mas esse erro não é só da parte de quem faz o comentário, mas infelizmente ainda muitos praticantes levam o seu percurso a práticas que dão azo a estes comentários. Então, ao observar as respostas, devemos também fazer uma profunda análise sobre o que andamos a praticar, de que forma, e o que precisamos alterar.

Reiki, ou melhor, o Usui Reiki Ryoho é uma terapia e uma filosofia de vida, criada no Japão em 1922, por Mikao Usui. É uma prática terapêutica do campo energético, para a promoção do equilíbrio e harmonia da pessoa. A sua aplicação não é manipulativa do corpo, nem tem acessórios ou prescrições para a prática. Não existe uma promessa de cura, pois como terapia natural ela actua unicamente na capacidade autocurativa da pessoa, ou seja a capacidade que todos temos sem excepção. Mas isso não faz do praticante de Reiki um curador, muito pelo contrário, é sim um facilitador de energia que poderá auxiliar a pessoa que a recebe a encontrar a sua homeostase, se tal for possível dentro da sua capacidade autocurativa. Com isto:

  • “Reiki é uma terapia óptima para tudo” – é sim, não tem contra indicações e não é manipulativa;
  • “Que cura e melhora todo o tipo de doenças” – errado. Não existe promessa de cura e Reiki não actua no campo médico.

Exacto, reiki fala não de uma técnica mas de várias técnicas orientadas ao desenvolvimento pessoal, como a meditação, a orientação para uma vida melhor através de cinco princípios e ainda uma prática terapêutica voltada, em primeiro lugar, para o praticante, através da energia.

A parte sobre os chakras já não faz parte do ensinamento original e é de origem hindu, usado há milhares de anos em conceitos como o yoga e a ayurvédica. Foi uma adaptação ocidental, talvez da Mestre Takata ou de um dos seus mestres, para que as pessoas compreendessem melhor o que é a energia e para onde vai. No Japão, na altura do Mestre Usui o que seria talvez ensinado era o sistema de Tanden, ou centros vitais.

Ao constatar “uma sensação ilusória de bem-estar, um falso alívio dos sintomas”, não conseguimos perceber se o Padre Ricardo Cristóvão já aplicou Reiki, ou seja, se já aprendeu e assim o poderá testemunhar. Assim como quem não é padre não compreende o que é a sua profissão, também quem não é praticante de Reiki não consegue compreender os efeitos da prática. Mas isto também nos chama a atenção à razão pela qual alguém vai aprender Reiki e também à forma como a prática é ensinada. Tendo em mente que a aplicação terapêutica é para equilíbrio e harmonia, não devemos por um lado tratar com Reiki e depois mantermo-nos nos mesmos caminhos de vida. É como ser alcoolico, receber Reiki e depois ir beber alcool novamente.

“É um isco para que pensemos que tudo é maravilhoso”. Aqui está a sugerir que quem ensina e pratica Reiki é um burlão e de facto é burlão quem ensinar ou praticar com um sentido de promessa de cura. Sobre isto muitos praticantes poderão responder. Quem realmente pratica compreende que Reiki é, em primeiro lugar, muito mais que a “imposição de mãos”, é uma filosofia de vida orientada ao próprio praticante. E como estamos num país laico, se se respeitam religiões, também se respeitam filosofias de vida.

“Dizem-nos que para fazer isto não é preciso estudar”. Totalmente errado. É preciso estudar, é preciso praticar e muito. Mas aqui encontra-se a falha em quem ensina em método rápido e não interessa se o faz a pagar ou gratuitamente, está a entregar algo de uma forma destruturada e sem tempo de crescimento. Pratico diariamente há mais de 15 anos e cada vez vejo que menos sei, apesar de estudar com regularidade. No entanto, este tempo tem-me vindo a trazer sabedoria.

“ser canal de energia… suficiente para te curares a ti próprio”. Certo e errado. Até mesmo não sendo praticante de Reiki, todos nós somos canais de várias energias. É por isso mesmo que uma mãe coloca as mãos na ferida do filho. É por isso que nos sentimos pesados quando estamos tristes ou leves quando estamos felizes. O errado está que não há promessa de cura, há sim é a capacidade da pessoa se poder virar para si e cuidar-se, não procurar “milagres” ou fontes invisíveis poderosas que a curem. É um voltar a si mesmo, entendendo o que em si está mal, até para poder partilhar melhor com quem cuida dele.

“inscreveres-te no nível seguinte para adquirir o poder de curar outras pessoas”. Infelizmente esta coluna parece sim ser uma propaganda, um serviço de marketing mas um pouco mal pensado. Isto porque o nível 2 de Reiki, Okuden, que em japonês significa os segundos ensinamentos, está orientado ao desenvolvimento pessoal, em maior profundidade. A partir daqui, o praticante começa já a aplicar Reiki em outros, principalmente em regime voluntário. Mas, nada tem a ver com “poder de curar outras pessoas”. É sim, aplicar Reiki como terapia para o equilíbrio e harmonia da pessoa, se tal for possível nela.

Aos padres, como a qualquer outra pessoa, convém esclarecer o que é a prática, para que não sejam remetidos a erro por ideias que nada têm a ver com Reiki. Não existe um mundo novo, ele sempre existiu e na prática de Reiki nada se fala sobre Deus, ou seres de luz ou mestres de luz. Novamente aqui entram as crenças pessoais de quem está a ensinar ou a praticar, por isso, devem mesmo ter em atenção o que dizem.

Sobre a comprovação do Reiki, cada vez menos vejo que é desnecessário. A comprovação da eficácia é que sim, quase parece uma coisa para justificar o que se observa de bom e com tempo, principalmente nos tempos de necessidade, observaremos o que poderá contribuir, integrativamente, para o equilíbrio e harmonia das pessoas. A prática de Reiki é aberta a todos, mas não quer dizer que todos compreendam exactamente o que ela é verdadeiramente. Por vezes confunde-se crescimento pessoal com espiritualismos. Outras vezes confunde-se equilíbrio e harmonia com “capacidades” curativas. São erros de percepção aos quais todos estamos sujeitos.

Espero que o Padre Ricardo Cristóvão não tenha estado numa situação de “ritual, dar autorização para sentir as energias”. Porque infelizmente isso não seria Reiki. Porque o processo de sintonização nada tem a ver com rituais (não há benzeduras, ou orações, ou gestos invocativos), muito menos há algo como “dar autorização a sentir energias”. Esta frase sim é denotória de alguma limitação ou transmissão absolutamente errada do processo de aprendizagem. Sentir energia toda a gente sente, aquilo que fazem num curso de Reiki é aprender a trabalhar com a energia.

A questão de aprender “de memória símbolos japoneses”, isso talvez tenha a ver com o estudo que alguém lhe passou da Mestre Takata, ela sim pedia para os alunos praticarem e depois deixarem os papéis e ficarem com eles em memória. Era uma tradição muito oral, naqueles tempos. Hoje em dia os símbolos já são levados para casa, mas isto tem a ver com o segundo nível. Símbolos, para alguma mente mais confusa, é uma forma de trabalharmos a concentração em determinada frequência da energia.

“e convidando os amigos a fazerem o mesmo”. Infelizmente isto parece um cartaz publicitário. Acredito que este testemunho advém de experiências muito infortunadas. Mas é uma boa chamada de atenção aos Mestres de Reiki.

E teremos nós todo o gosto em explicar o absurdo disso. É uma felicidade podermos estar no século XXI e podermos continuar a atribuir a ignorância que em todos nós está a factores externos (“a que a igreja chama demónios”). É mesmo por estas razões que os praticantes de Reiki devem ter em mente, muito claramente, que Reiki não está ligado a qualquer religião ou espiritualismos. Que Reiki é uma filosofia de vida e uma prática terapêutica. Se compreender a mentalidade oriental é fácil? Não é, não somos japoneses, mas compreendemos que todos precisamos viver um bocadinho melhor, que precisamos promover mais calma, autoconfiança, gratidão, honestidade e bondade na vida.

Estamos sempre abertos a um diálogo entre os vários credos religiosos, para a explicação de que Reiki nada tem relacionado com as suas crenças. Assim como Reiki não tem filiações políticas ou futebolísticas.

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