O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Categoria: 2018 – Relacionamentos Page 1 of 3

Cinco dicas para o ano novo

Vamos entrar em 2019 com o mente e coração? Então aqui ficam cinco dicas para o ano novo com muito Reiki.

Que melhores reflexões e dicas para o ano novo poderemos ter, como praticantes de Reiki, que um olhar atento sobre a nossa filosofia de vida, ou melhor, a orientação que os cinco princípios nos podem trazer?

Reflexões e dicas para o ano novo, com Reiki

De alguma forma, com o aproximar do ano novo ou com o seu início, sentimos sempre que há algo que deve ser deixado para trás, algo que precisa ser resolvido e ainda resoluções para novas atitudes para um novo ano.

Precisamos criar um sentido de esperança, algo que nos motive a continuar, principalmente se a nossa vida é cheia de condições adversas e de um peso esmagador.

O Mestre Usui não escreveu leis nem mandamentos, mas indicou-nos cinco formas muito simples de estar na vida que começam com uma atitude comum a todas elas. Estes são os cinco princípios, que são aplicados a cada momento da nossa vida. Vamos ver como eles podem ser aplicados como dicas para o ano novo:

  1. Só por hoje

    E se neste ano novo soubermos verdadeiramente estar, fizermos um sacrifício para em cada situação ali estarmos de mente e coração? Só por hoje é uma atitude muito importante para uma vida cada vez mais saudável, mais plena de amor e sabedoria.

  2. Sou calmo

    Se estar no momento presente, com atenção plena é importante, também é valioso saber estar nesse momento em harmonia. A harmonia que o primeiro princípio de Reiki nos invoca é, em primeiro lugar, muito importante para nós próprios. Cultivamos a harmonia em nós, para levarmos a harmonia aos outros, sabendo-nos desapegar sem dor se eles não nos puderem responder da mesma forma.

  3. Confio

    Começar e manter no ano novo uma atitude de autoconfiança significa que a cada momento vais saber valorizar-te. Quando tens o devido equilíbrio e entendimento sobre o teu próprio valor, então irás também valorizar os outros. Quando isso acontece, é maravilhoso!

  4. Sou grato

    Um ano de gratidão representa um ano inspirador de atenção plena a todas as maravilhas que a vida nos traz. As portas que se fecham e alguns momentos de tristeza são impulsionadores para grandes e felizes mudanças.

  5. Trabalho honestamente

    Ser diligente significa estar comprometido com a vida, não por obrigações mas por uma grande compreensão do que é necessário ser feito e do que não tem tanta importância assim, sabendo também que “as pequenas pedras ajudam as grandes a rolar melhor”.

  6. Sou bondoso

    O último princípio requer de nós talvez o maior dos esforços. Todos pensamos que somos bondosos e até com razão, mas há altura em que a nossa bondade está condicionada e isso traz-nos algumas tristezas. Só por hoje sou bondoso vai pedir-nos um coração cada vez mais equilibrado com a mente.

Os cinco princípios de Reiki são grandes lições e reflexões que a todos nós tocam de alguma forma. É por isso mesmo que a prática é essencial e porque não motivarmo-nos com as suas palavras?

O Mestre Usui deu indicações claras sobre porque devíamos praticar, treinar cada vez mais:

O treino, de acordo com a lei natural deste mundo, desenvolve a espiritualidade humana. Quando te convenceres de que isto é verdade, o teu treino empenhado trará a unificação com o Universo. As palavras que falas e as ações que tomas tornam-se unas com o Universo e trabalham sem esforço como o absoluto ilimitado. Esta é a verdadeira natureza do ser humano.

Mikao Usui

Desejo que com estas cinco reflexões e dicas para o ano novo possa contribuir para que os teus dias sejam cada vez melhores e com mais resiliência para os maus momentos. Não existem soluções instantâneas, mas sim o teu esforço, atenção, harmonia e grande bondade em cada momento.

Feliz Ano Novo!

Reiki para as resoluções de ano novo – 5 dicas úteis

Quando um ano começa a terminar, iniciamos a lista das resoluções de ano novo que pretendemos. Parece que já sentimos aquela oportunidade de recomeçar ou começar algo novo e é verdade, existe mesmo essa oportunidade.

Porque não agarrarmos as resoluções de ano novo também através da prática de Reiki?

Cinco dicas de Reiki para as resoluções de ano novo

Quero partilhar contigo cinco dicas das nossa prática do Usui Reiki Ryoho para te auxiliar com as resoluções de ano novo. São elas:

  1. Autotratamento;
  2. Meditação;
  3. Atitude Positivo;
  4. Filosofia de Vida;
  5. Voluntariado.

Estas cinco dicas, tenho a certeza, irão empoderar-te, dar mais força, harmonia e equilíbrio para que cumpras outras resoluções de ano novo nos mais variados campos da tua vida.

Reiki, em primeiro lugar, será para a tua tomada de consciência e é isso mesmo que iremos trabalhar em cada uma das dicas que teremos de seguida.

Cuidar de mim mesmo – 21 dias de autotratamento

A prática de Reiki implica que devemos ter um olhar especial para nós mesmos, ou seja, devemos saber cuidar de nós e aplicarmo-nos nessa tarefa (o quarto princípio). Assim, porque não recomeçares um processo de 21 dias de autotratamento?

Coloca corretamente a tua intenção para cada dia de autotratamento. Observa o que queres realmente mudar.

Começar a meditar

A meditação está intimamente ligada à prática de Reiki e o Mestre Usui tinha duas formas de o fazer:

  1. Meditar ancorando na respiração

    Uma forma de cultivares a mente vazia é através do foco na respiração, mantendo a tua atenção em cada movimento que o teu corpo faz quando o ar entra e o ar sai, quando a energia se acumula e espalha pelo corpo. Vivencia a técnica Joshin Kokyu Ho.

  2. Meditar num ensinamento

    Uma prática também comum era a reflexão através dos 125 poemas do Imperador Meiji.

Começar a meditar pode ser uma excelente resolução de ano novo e algo a levares como prática para toda a tua vida. Meditação não é posições esquisitas, é uma atitude de concentração com determinada intenção. Vale a pena entregares-te à prática, pouco a pouco e verás como consegues.

Praticar com entusiasmo

Ter uma atitude positiva é tão importante quanto praticar com entusiasmo, isto quer dizer que um praticante de Reiki precisa ir construindo um outro olhar sobre a vida.

Observar os nossos limites ou as condições que ainda nos trazem desequilíbrio e desarmonia, que por vezes se manifestam em doença, é algo de extraordinário. Trazer consciência sobre as questões é positivo, mas a forma como te apegas a essas questões ou tens um entendimento para as resolver, fará toda a diferença.

Quando praticamos o Usui Reiki Ryoho com entusiasmo obtemos mais resultados, não porque Reiki é melhor que qualquer outra coisa, mas porque nós estamos a fazer algo que nos faz sentido.

O teu entusiasmo é que irá assegurar a continuação, a progressão e a disciplina necessária. Ao teres como resoluções de ano novo realizares a prática com entusiasmo, estarás também a levar essa força e energia renovada a tantos outros objetivos que tens pela vida fora.

vida feliz mikao usui

Viver os princípios

O mais extraordinário na prática de Reiki é a nossa filosofia de vida que, em parte, reflecte-se nos cinco princípios de Reiki.

Tudo começa com Só por hoje e as tuas resoluções de ano novo precisam ter esta atitude, compreender que cada coisa deve ser vivida no seu momento e um dia de cada vez. Sabemos que vamos projetar-nos para o futuro e reviver o passado, mas a nossa atenção no momento presente trará toda a diferença para o que fazemos e a forma como vivemos.

Viver com uma filosofia de vida é ter uma bússola orientadora que nada afecta as tuas crenças, mas que por vezes ainda as reforça e valida. Criar harmonia, confiança, fazer crescer a gratidão, honestidade e viver uma vida de bondade, traz-nos o entendimento do que é uma vida pacífica e feliz.

Praticar voluntariado

Algo que estimulamos muito, principalmente a partir do segundo nível é a prática do voluntariado, ou seja, a doação da terapia Reiki a outros. No CENIF tanto o fazemos através dos sábados voluntários, que são projetos dos alunos de nível 2 e 3, como também através do Hospital Itinerante de Reiki.

A doação na verdade começa também no primeiro nível nas aulas. Quando alguém não se sente bem, todos praticam Reiki para o auxiliar e este é o espírito de construir atitudes positivas e um mundo melhor, não só interior, mas também exterior.

Porque não colocares como resoluções de ano novo o voluntariado? Temos mesmo muito para fazer para muitas áreas, é só mesmo propores-te.

As resoluções de ano novo são sempre um desejo de mudança que temos. Umas vezes conseguimos, outras nem por isso. Talvez nem sejam o mais importante para nós, mas o que é verdade é que tudo o que é interior, de mudança de consciência, dá muito trabalho e requer grande resiliência.

Por isso mesmo, observa bem as tuas resoluções de ano novo, reflete com os cinco princípios e tem uma atitude positiva. Se assim for, de certeza que as cumprirás. Lembra-te do esforço dos 21 dias de autotratamento, a disciplina é necessária para tudo na vida, mas deve ser feita com entendimento e alegria.

Porque Vivemos – uma lembrança que reforça o espírito do natal

Ontem tive o grande gosto de receber do Mauro Nakamura, uma lembrança que o Sr. Yamazaki enviou da Ichimannendo, o filme Porque Vivemos, a versão japonesa, que em Janeiro de 2019 será lançado nas salas de cinema de Portugal.

O filme é inspirado no livro com o mesmo nome, Porque Vivemos do prof. Kentetsu Takamori, que terá também o seu lançamento em Portugal em Janeiro de 2019, pela Editora Nascente.

Esta lembrança do Sr. Yamazaki recordou-me um texto muito importante do livro:


A satisfação de conquistar a maior parte dos objetivos dura pouco, em breve perde a cor e transforma-se em lembrança. A satisfação de realizar o propósito da vida é, porém, absolutamente diferente e nunca desaparece.

Kentetsu Takamori

Realizar o propósito de vida, muitas vezes é apenas sermos naturais e cumprirmos corretamente o que devemos fazer.

Aproveito e partilho contigo uma introdução ao filme, feita pelo Mauro, quando Porque Vivemos foi lançado no Brasil.

Começar um novo ano sem dívidas

Sempre que se chega um final de ano fazemos uma revisão e nada melhor que terminar e começar um novo ano sem dívidas, mas estas dívidas não têm que ser necessariamente monetárias.

Quando começamos a seguir a filosofia de vida do Usui Reiki Ryoho, compreendemos que há coisas que precisamos saber desapegar, pois estaremos ou a sobrecarregar-nos com dívidas ou a criar dívidas aos outros.

Ano novo sem dívidas numa perspetiva da prática de Reiki

A dívida implica que há algo a dever, algo que foi feito ou pedido que necessita de um equilíbrio para todas as partes. Quando criamos a energia de uma dívida, ela pode prender-nos a um determinado tempo e impedir-nos de avançar com a vida. Como se pode explicar isto?

Em muitas coisas da nossa vida nós temos tendência a procrastinar, adiamos, adiamos e adiamos ainda mais um pouco. Ou por esquecimento, ou por acharmos não ser importante ou ainda porque não temos capacidade no momento para lidar com a situação, quer seja por medo, por indecisão ou apenas porque estamos a ser irresponsáveis, não queremos assumir um compromisso.

Quando isso é traduzido para o campo da dívida, podemos começar a compreender porque algumas coisas não se movimentam mais – por vezes andamos a carregar muitas dívidas na nossa mente e no nosso coração.

Quantas mais carregamos, mais parados ficamos.

É por isso mesmo que devemos libertar-nos das dívidas, mesmo que sejam aquelas de dizer um obrigado ou de pagarmos €20.

O mesmo conceito se aplica para a criação de dívidas que levamos para o outro. Há alturas em que criamos condições de dívidas quando a pessoa nunca nos pediu isso e este aspecto é também muito importante de sanar, pois estás a apegar-te a uma pessoa e fazes com que a energia estagne aqui.

Como observar os cinco princípios para começar um ano novo sem dívidas

Uma boa forma de começares o teu ano novo sem dívidas é compreenderes todo este conceito através dos cinco princípios.

  1. Só por hoje

    Neste preciso momento, faz uma revisão do que achas que deves aos outros e do que achas que os outros te devem a ti. Pesa essas dívidas. Em relação às tuas, sabes o que deves fazer, em relação às que os outros têm para contigo, serão realmente importantes? Há apego? De que forma isso te condiciona a vida?

  2. Sou calmo

    Criar harmonia significa não gerar dívidas, tudo está bem. Observa esta questão das dívidas em relação à harmonia na tua vida e de que forma isso te tem perturbado.

  3. Confio

    Se estás a adiar o pagamento de dívidas é porque? Apenas questões financeiras ou porque há uma outra atitude encoberta? Esta reflexão poderá também trazer uma grande serenidade à tua autoconfiança.

  4. Sou grato

    Que lições tens a aprender com as dívidas que foste acumulando, o que achas que há a mudar com o ano novo?

  5. Trabalho honestamente

    Sê diligente a resolver as tuas dívidas. Se não o és isso acontece porque?

  6. Sou bondoso

    Resolver as dívidas poderá ser um ato de bondade, de valorização dos outros ou até mesmo de perdão. Como te sentes perante esta perspetiva?

Para terminarmos esta reflexão, principalmente se te sentes um pouco desorientado na vida, há algo que te pode ajudar a compreender o caminho, isso é uma simples questão: A vida é única, como poderás pagar à vida pela vida que tens?

A prática de Reiki auxilia-nos principalmente a despertar a consciência, é por isso mesmo que o nosso caminho tem tudo a ver com “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“.

Sofrer por amor – como Reiki nos pode dar uma perspetiva

Sofrer por amor é algo que não é apenas o registo da adolescência, muitas vezes esse padrão continua ao longo da nossa vida e, de uma forma ou de outra, acabamos por sofrer por amor. Como a prática de Reiki nos pode auxiliar a ter uma perspetiva mais saudável sobre o amor e como evitar esse sofrimento?

Sofrer por amor

Tudo começa quando somos ainda pequeninos. Quando não temos atenção sofremos pois não temos capacidade por nós mesmos de suprir as nossas necessidades do momento. Não temos capacidade para perceber se são boas ou realmente necessárias, mas sabemos, ou melhor, sentimos, que o que precisamos é urgente. Estas necessidades poderão ser o afeto e a atenção, ao que chamamos commumente de amor.

Quando em crianças sentimos falta de amor, esse vazio poderá criar em nós apego ao que sentimos falta e a ilusão de que realmente essa falta existe. Isto quer dizer que o amor poderá existir por parte de outros para connosco, mas não quer dizer que nós somos capazes de o aceitar, reconhecer ou ter o entendimento que ele é o que procurávamos e por isso mesmo, é o que nos basta.

Como identificar o sofrer por amor

Se estás a sentir que algo falta na tua vida e nada tem a ver com uma missão de vida ou caminho, então poderás estar a sofrer por amor. Isto significa que há algo que falta em ti, algo a que pedes atenção, afeto, carinho, compreensão, apoio. Não quer isto dizer que seja até a necessidade de uma relação amorosa com outra pessoa, ou de uma relação sexual, mas pode haver sim uma falta de amor em determinado aspecto da tua vida. Reflete então sobre as seguintes questões:

  1. Sentes-te incompreendido?
  2. Achas que ninguém te apoia nas tuas decisões?
  3. Há um vazio no teu peito?
  4. Sentes falta de alguém (mesmo que tenhas um relacionamento)?
  5. És uma pessoa que não baixa as defesas?
  6. Preferes ser duro que admitir uma necessidade sobre algo?
  7. Custa-te pedir ajuda?
  8. Achas que o teu lugar não é aqui?
  9. Apesar de seres alegre, há sempre um ruído de fundo de tristeza?

Estas questões são apenas meros exemplos que poderás desdobrar em muito mais, ajudando-te a compreender se estás a sofrer por amor. Se sim, significa que algo que consideras muito importante, está em falta na tua vida. Mas como poderás preencher essa ausência?

Sofrer por amor e a perspetiva da prática de Reiki

Se o amor está em falta na tua vida, na prática de Reiki temos algumas indicações que te poderão auxiliar a compreender o que se passa contigo e o que poderás fazer para suprimir esse sofrimento.

A arte secreta de convidar a felicidade

Mikao Usui

O Mestre Usui indicava que o seu método implicava um trabalho interior, que era um processo evolutivo e que serviria para convidares a felicidade. Isto quer dizer que a tua procura não está fora, não nos outros, mas sim em ti mesmo.

Ao longo da vida, vamos compreendendo que não é nos outros que precisamos encontrar amor. Se o encontrarmos, será muito bom, principalmente se o soubermos retribuir, mas o importante é sabermos descobrir o amor em nós próprios. É uma espécie de arqueologia interior que precisamos fazer pois este amor a que podemos chamar de amor próprio, é verdadeiramente aquele que nos pode aliviar de sofrer por amor.

Para nos ajudar nesse caminho, o nosso querido Mestre Usui indica cinco orientações que começam por uma atitude essencial:

  1. Só por hoje

    A quantidade de coisas na cabeça distância nos dos outros mas a ausência de propósitos leva-nos a ansiedade, ciúmes e obsessão. Só por hoje significa que estaremos presentes, atentos, conscientes. Compreendemos que a nossa cabeça não precisa estar cheia de coisas e as que tiver devem ser avaliadas – serão positivas ou negativas?

  2. Sou calmo

    Se sofro por amor como isso vai contra a harmonia que eu quero? De que forma considero que alguém não me dá algo e se é realmente esse o problema? O que eu dou e o que eu tenho em mim? Será mesmo assim?

  3. Confio

    Se quero ter confiança em alguém, em primeiro lugar tenho que ter confiança em mim mesmo. Terei?

  4. Sou grato

    Amor implica gratidão. Não e dívida, mas é a serenidade de compreender como algo é bom e maior gratidão terei se reconhecer que tudo o que procuro, também eu sei ter em mim e para mim.

  5. Trabalho honestamente

    Será que tenho trabalhado de forma diligente na minha arqueologia interior?

  6. Sou bondoso

    Bondade e amor tem tudo a ver um com o outro. Se não sou bondoso para comigo, também não sou capaz de amar – a mim mesmo e aos outros. Como o poderei fazer?

A prática de Reiki não te dá respostas, traz-te questões e são essas que, quando bem colocadas, te trazem uma grande elevação da consciência.

Os cinco princípios de Reiki são pilares de força interior e podem ajudar-te a redescobrires-te, a entenderes melhor o sofrer por amor que sentias e ainda a ultrapassar esse sofrimento pela prática consciente. Além destas reflexões, do autotratamento que poderás fazer, principalmente com o chakra cardíaco, podes ainda aplicar a respiração das nove purificações que encontrarás em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética.

O desejo, Reiki e o Chakra Cardíaco

Todos nós temos desejo e é algo que faz parte da humanidade desde os primórdios da nossa evolução. O desejo é algo tão profundamente enraizado em nós mesmos que tanto pode ser destruidor como algo de inspirador e motivador.

O que poderá Reiki ter a ver com o desejo e como ele se manifesta nos nossos centros de consciência?

Reiki e o desejo

Algo que se quer pode mover-nos. Quando quero praticar Reiki para o meu equilíbrio, estou a cultivar um desejo de bem querer para mim. Quando quero entregar-me ao voluntariado para auxiliar os outros incondicionalmente, estou a cultivar um desejo de bondade.

Estes dois exemplos caracterizam o aspecto positivo de querer algo, de desejar ou ter desejo por algo. Neste caso focamos no nosso bem-estar, que é imperativo para uma vida equilibrada e na doação aos outros, que é também importante para uma sociedade equilibrada e participativa.

Quando pratico Reiki para desejar ganhar dinheiro, estou a ter um desejo neutro, que dependerá do que vou fazer com este pensamento. Se pensar em trabalhar honestamente, cumprindo os cinco princípios e também doando a quem não tem possibilidades, estou a cultivar um desejo positivo. Se apenas desejar ganhar dinheiro porque por aqui parece ser fácil, então estou a cultivar um desejo muito negativo, pois irá afectar a saúde, bem-estar, harmonia e equilíbrio de outros, tendo um ato irresponsável.

Quando pratico Reiki para que tudo me corra bem, em tudo o que faço, não estou a ter um bom desejo. Parece contraditório, não é, mas na verdade eu posso estar a cultivar em mim um desejo que não é o mais correto.

Isto acontece porque estou a colocar o meu desejo além do meu esforço de mudança de consciência. Lembrando as palavras do Mestre Usui sobre o seu método:

Os ensinamentos do Usui Reiki Ryoho para a tua evolução

Mikao Usui

E ainda

A arte secreta de convidar a felicidade.

Mikao Usui

Reforçado com:

Para a melhoria do Corpo e da Mente.

Mikao Usui

Tudo isto representa o grande trabalho interior que temos a fazer com a nossa prática e isto representa colocar o desejo segundo uma perspetiva correta. E que perspetiva o Mestre Usui nos indica para seguirmos?

Só por hoje,

Sou calmo

Confio

Sou grato

Trabalho honestamente

Sou bondoso

Mikao Usui

Através dos cinco princípios de Reiki encontramos um bússola interior que nos pode guiar através do entendimento do nosso caminho e missão de vida.

Podes avaliar o teu desejo, segundo os conceitos destes cinco princípios. Será que o teu desejo serve para promover a harmonia? A confiança? Há gratidão? Existe honestidade? Bondade?

Através destes pilares da nossa vida, compreendemos o nosso verdadeiro desejo. Também na prática de Reiki, por vezes damos um outro nome ao desejo – a intenção.

A intenção é a direção que colocamos à energia, por exemplo: “Que a energia me auxilie a estar em harmonia”, ou “que Reiki me ajude a acalmar as emoções”. Esta intenção ou desejo nada tem a ver com um apelo a algo superior como Deus, mas sim uma orientação específica para o tipo de energia, efeito e resultado que pretendemos alcançar.

O desejo e o Chakra Cardíaco

Ao longo de muitos anos de prática terapêutica, fui observando onde residem os vários tipos de desejos. Eles centram-se em determinados centros de consciência, ou seja, Chakras e dependem das características que têm, pois cada centro de consciência tem uma vibração muito específica, no entanto, há um chakra muito peculiar, onde reside a maior parte dos nossos desejos ou da causa dos nossos desejos – o Chakra Cardíaco.

Aqui reside o amor, a bondade, tudo o que são os grandes valores da humanidade, mas também neste chakra residem aspectos inversos como a ganância, a inveja, o ciúme. Então, para tratares o teu desejo, observa sempre o teu Chakra Cardíaco. Para reforçares o teu bom desejo, reforça também o Chakra Cardíaco, dando-lhe força, equilíbrio e uma cada vez maior humanidade.

Poderás ler mais sobre os centros de consciência e sobre todo este trabalho de elevação em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética.

Livre arbítrio – Reiki e pensamentos

Por vezes há um certo de receio de que a prática de Reiki possa interferir com o livre arbítrio de cada um. Este é um tema muito importante pois a liberdade individual e colectiva é muito importante. Para compreendermos corretamente este contexto, precisamos ter um entendimento claro do que é o livre arbítrio e do que é Reiki.

Como Reiki (não) influencia o livre arbítrio

O livre arbítrio é a capacidade que cada indivíduo tem de tomar decisões por si próprio, é ser o seu próprio árbitro, julgando cada situação segundo o seu próprio entendimento, assim como cada ação que faça. É uma decisão livre e sua, desapegada da ética ou moral. A ética e a moral farão parte da educação formal ou informal de cada indivíduo e através de valores e códigos de conduta, levarão a que tome consciência dos seus atos para que cada ação sua não seja contra a sua própria natureza ou bem estar comum.

Reiki é um método terapêutico natural, baseado na Energia Universal que tudo permeia, chamada de Reiki em japonês. É um método fundado sobre uma filosofia de vida que incute valores que são como uma bússola para a vida do praticante. Neste método, o fundador, Mikao Usui, instituiu também uma missão:

A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz. Curar os outros, melhorar a felicidade dos outros e a sua própria.

Mikao Usui

Os praticantes de Reiki aprendem várias técnicas terapêuticas, incluindo o autotratamento, que é a técnica para tratarem de si mesmos e práticas de tratamentos a outros, que inclui técnicas como o envio de Reiki à distância, técnicas para o cultivar o pensamento positivo, a desintoxicação, entre muito outras.

Reiki é uma energia vital, a mesma energia que encontramos na natureza, nos nossos corpos, em tudo o que existe. O Mestre Usui indicava que:

Tudo no universo possui Reiki sem excepção alguma.

Mikao Usui

A energia vital é algo de passivo, nós não conseguimos empurrar vitalidade para ninguém, então, qualquer pessoa que queira receber Reiki, terá mesmo que o querer, consciente ou inconscientemente, ou seja, só mesmo ela poderá aceitar recebê-la ou não. Isto vai de acordo com o livre arbítrio de cada um, ou seja, cada pessoa é que decide por si mesma, tem em si essa única decisão. Se algo acontece que seja uma energia forçada, então não é Reiki, nada tem a ver com a nossa prática.

O próprio praticante tem então que estar regido por uma perspetiva clara do que é a prática – ele tem os cinco princípios e muitas indicações do Mestre Usui que o devem guiar sempre por um caminho correto, assim, o praticante sabe que nunca fará nada para alterar o comportamento da pessoa, mas sim para proporcionar boas condições à harmonia e equilíbrio para a vida da pessoa.

Há um exemplo muito claro que nos poderá ajudar a observar toda esta situação.

Imagina que estás dentro do combóio e vês alguém escorregar e cair para trás. O combóio vai partir, não podes sair. Algumas pessoas riem-se da situação porque é o que muitas vezes fazemos sem termos vontade, outros ficam muito preocupados, mas parados nos seus lugares e alguém vai ajudar presencialmente aquela pessoa (esperamos nós). Cada um deste tipo de pessoas tem um pensamento. Cada pensamento tem uma energia. Quando eu penso em alguém, essa energia é direcionada para a pessoa. Temos então vários tipos de energia direcionadas para a mesma pessoa, uns de preocupação, outros de nervosismo e sabemos lá mais que outros pensamentos. A pessoa recebe toda essa energia e será que essa energia afeta o seu livre arbítrio?

O praticante de Reiki faz o seguinte, pede para que a energia flua para a pessoa, para a sua harmonia e equilíbrio se assim for possível, ou seja, se for da condição da pessoa aceitar essa energia, ou se realmente a precisa. De que forma isto afeta o livre arbítrio da pessoa?

Preferes receber pensamentos dos outros ou Reiki?

Porque é que uma boa ação pode ter um mau resultado

À medida que vamos cultivando uma boa consciência, compreendemos que a boa ação é o caminho natural de tudo o que devemos fazer. Uma boa ação deixa de ser algo pensado e avaliado, para ser algo apenas feito, porque sabemos que o devemos fazer, no entanto, uma boa ação poderá ter um mau resultado e isso faz-nos questionar – porque fiz uma boa ação e tive um mau resultado?

A boa ação e o mau resultado, um resultado que afinal pode ser positivo

Quantas vezes já fizeste uma boa ação e tiveste um retorno negativo?

Por exemplo, vais ajudar alguém e tens um acidente, ou acabaste de doar algo e perdes algo, ou tentas criar harmonia e surge discórdia?

Várias situações em que tentamos realizar boas ações, poderão ter um resultado negativo, mas poderá não ser bem assim se soubermos olhar a situação com outra consciência.

Em primeiro lugar, se a tua ação natural é uma boa ação, então parabéns! Estás no caminho certo. Em segundo lugar, se a tua boa ação leva a um resultado negativo, vamos observar dois aspetos.

  1. A boa ação evitou um resultado pior

    Realizas a tua boa ação e de seguida acontece algo um pouco estranho que quase te prejudica. Poderá acontecer pois o potencial da ação que foste sanar podia ser demasiado negativo e essa tensão teve que ser libertada, no entanto, a força positiva com que fizeste as coisas preveniu que algo de pior acontecesse.
    Se pensares em termos de energia, verás que há um entendimento mais claro.

  2. A ação precisa ser revisitada

    Por vezes achamos que a nossa ação é uma ação positiva, mas poderá não o ser totalmente, ou seja, podemos não ter observado todas as circunstâncias e o que pretendemos fazer não tem ainda condições suficientes para ser realizado, ou não é realmente aquilo que é o melhor para a situação.
    Nestes casos temos mesmo que desenvolver o olhar do observador e ter mais atenção antes de agir.

Quando fazes boas ações e as coisas não correm bem, não é para desistires, é para reavaliares as situações e continuares a fazer mais boas ações. Pensa sempre em termos energéticos e vais ver que as peças do puzzle das tuas dúvidas se começam a encaixar.

Equilibrar o coração com uma posição de Reiki muito simples

Há dias mais agitados em que precisamos equilibrar o coração pois as nossas emoções estão descontroladas e os pensamentos também. Na prática de Reiki temos uma posição muito simples que te poderá auxiliar.

Como equilibrar o coração

Equilibrar o coração não é uma tarefa fácil e, muitas vezes, pensamos que são apenas os sentimentos, as emoções, que precisam ser trabalhados, mas na realidade temos que ter também em atenção os nossos próprios pensamentos.

O Chakra cardíaco é o centro de consciência que rege os nossos sentimentos e o Chakra do Plexo Solar, aquele que rege os pensamentos e as emoções. Este dois chakras são então um motor para o nosso entendimento e equilíbrio do sistema pensamentos > sentimentos > emoções.

De uma forma muito simples temos uma posição que te ajudará a equilibrar o coração:

  • Uma mão no Chakra Cardíaco e outra no Chakra do Plexo Solar.

Será mesmo só isto?

Não, claro que não e depois devemos ainda fazer a nossa habitual reflexão com os cinco princípios, mas como posição de autotratamento esta é sem dúvida aquela que nos traz mais harmonia e equilíbrio para o nosso coração.

Em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética poderás encontrar mais informações sobre o Chakra Cardíaco e o Plexo Solar, assim como várias dicas para o seu tratamento.

Novo emprego e como ir com boa atitude com Reiki

Se vais para um novo emprego há sempre uma nova boa atitude a ter e podemos usar a nossa prática de Reiki para nos ajudar a compreender alguns aspectos, para irmos com uma vitalidade e atitude positiva.

Como ir para um novo emprego com uma boa atitude e prática de Reiki

Podemos procurar um novo emprego por várias razões e algumas predem-se com mudança de padrões ou atitudes que não desejamos ter num emprego.

No emprego não precisamos ter amigos, mas precisamos cultivar afinidades para que possa haver um trabalho de equipa valioso e eficiente, aqui aplica-se o uso da inteligência emocional e não apenas do raciocínio lógico que nos faz ter a capacidade de executar o trabalho.

A gestão emocional, do ponto de vista energético, é um campo relacionado com o nosso Chakra do Plexo Solar. Ele é o responsável por gerir as emoções, filtrá-las, observar o que nos preocupa e ainda guiar-nos através do poder pessoal. Quando há um bom equilíbrio neste centro de consciência, vemos que a pessoa tem uma boa capacidade de dizer que sim, mas também de dizer que não. Dizer que não é uma forma de sabermos estipular fronteiras para os nossos limites. Não é encostarmo-nos, mas sim respeitarmos as nossas necessidades. Se o soubermos fazer, também saberemos respeitar melhor as necessidades dos outros. Então, um novo trabalho pede-nos também novas atitudes que podemos rever através dos cinco princípios:

  • Só por hoje – saber manter a atenção plena em cada tarefa que estamos a realizar, estarmos focados, uma coisa de cada vez, pois será o mais eficiente;
  • Sou calmo – a nossa harmonia é importante, por isso medita um pouco antes de ires para o trabalho e porque não fazeres pequenas pausas de 1 a 2 minutos para manteres a mente vazia? Quando crias a tua harmonia, consegues também criar harmonia no teu novo emprego;
  • Confio – acredita em mim, vale mesmo a pena. É claro que consegues porque sempre conseguiste de uma forma ou de outra. Estás no aqui e agora e sempre conseguiste, por isso vale a pena acreditares e confiares em ti. Ao criar afinidades há algo de muito importante – saber cultivar e capacitar a autoconfiança dos outros!
  • Sou grato – aprendemos muitas lições de vida com os trabalhos anteriores, quando estamos atentos percebemos o que queremos e o que não queremos, podemos então mudar a nossa atitude e até agradecer pelas más experiências, foram elas que nos trouxeram a este bom momento;
  • Trabalho honestamente – a verdade, integridade e a comunicação são peças fundamentais no nosso trabalho. Sabemos que mesmo o novo emprego não será perfeito e cada empresa tem os seus lados a trabalhar, ter isto em mente ajuda-nos a fazer parte da equipa e a ajudar a melhorar o que há a melhorar, sem nos apegarmos às diferenças. A comunicação é importante, principalmente quando aliada ao quinto princípio;
  • Sou bondoso – ser bondoso não significa dizer a tudo sim ou concordar com tudo, mas sim ter harmonia, confiança, sentido de gratidão e verdade no que fazemos. Cultiva a bondade em ti e fá-la espelhar-se nos outros, sê gentil, educado e divertido, a alegria cultiva boas afinidades e ajuda a levantar alguns maus ambientes. Ajuda os teus colegas da melhor forma que possas, assim como ajuda a empresa, tudo isso faz parte do nosso trabalho como ser humano. Quanto melhor a tua empresa e os teus colegas estiverem, com certeza que tu também estarás bem.

Ter um novo emprego é sempre um bom desafio, não vale a pena ficar nervoso ou até elevar demasiado as expectativas, vamos encarar cada dia com realidade, mas também com uma atitude positiva. A tua prática de Reiki pode ajudar-te a manter o equilíbrio com o autotratamento e ainda mais com as técnicas para a meditação e pensamento positivo.

Muitos parabéns pelo novo emprego e que tudo corra bem, só por hoje, um dia de cada vez.

Como compreender quando a doença faz vir toda a adversidade ao de cima

Já te aconteceu estares doente e de repente toda a adversidade, todas as coisas começarem a correr mal? Isso poderá acontecer e vamos tentar compreender porque.

A adversidade que se abate sobre nós, quando estamos doentes

Há alturas em que por alguma razão ficamos doentes e depois parece que o céu cai sobre nós. Toda a adversidade surge, as coisas tornam-se muito complicadas e parece que tudo corre mal.

De um ponto de vista da energia, isso pode ter uma explicação. Ao longo de muito tempo, a nossa capacidade positiva pode conter a adversidade, como se fosse uma barragem. Mas essa energia da adversidade continua presente de alguma forma, por vezes até mesmo a cultivar doença, ou melhor, desequilíbrio e desarmonia, que um dia irá despontar.

Ao ficarmos doentes, tornamo-nos frágeis, a capacidade de estar atento à adversidade diminui porque estamos focamos na doença, a nossa aura, ou seja, a soma da nossa energia está fragilizada, intermitente e, de repente, a barragem abre as suas comportas e todo o potencial da adversidade abate-se sobre nós.

É por isso que temos sempre que ter em atenção dois aspectos:

  1. Aplicar e receber Reiki regularmente;
  2. Observar constantemente o potencial de adversidade que se acumula em nós.

A adversidade é, de alguma forma, energia densa, é como se estivesses a acumular electricidade estática no teu corpo e um dia, ou descarrega ou irás levar ou choque, ou dar um choque a alguém. Da mesma forma, a adversidade ou é removida, transformada, ou então torna-se num potencial que te poderá magoar ou magoar outros.

Como lidar com a adversidade

Em primeiro lugar precisamos compreender que a adversidade ou melhor, o potencial da energia densa, é algo que faz parte da vida de todos. É impossível escapar, pois faz parte, no entanto podemos ter a capacidade de a observar, para o fazeres podes meditar regularmente, usando a técnica Joshin Kokyu Ho.

Tenta compreender o porque da adversidade, porque ela surge, como surge, o que tu fazes com ela. Pratica o Ikari no Kokyu Ho, a técnica da respiração luminosa, para ires trabalhando essa acumulação de energia. Se vires que não estás a conseguir, faz uma consulta de Reiki e tenta também perceber de que outra forma poderás trabalhar contigo mesmo.

Trabalha com os cinco princípios de Reiki e sê bondoso para com a própria adversidade, compreende as lições de vida que te traz e de que forma isso te pode conduzir à harmonia.

Lembra-te, a adversidade e o potencial negativo são naturais, podem ser trabalhados e evitados, com as condições que criares. Pratica Reiki com uma atitude positiva.

O que fazer quando família e amigos não acreditam em Reiki

Alguns membros da família e dos nossos amigos, não acreditam em Reiki e por vezes isso tem um impacto grande na nossa prática, motivação ou mesmo poderá ser uma razão para se desistir.

Se a família e amigos não acreditam em Reiki não há problema

Se há alguém que tem que acreditar na prática de Reiki és tu. O Usui Reiki Ryoho, ou seja, o método criado e ensinado pelo Mestre Mikao Usui, não faz apologia de religião ou de movimentos espirituais, é uma filosofia de vida universal e uma prática terapêutica, em primeiro lugar para ti e depois para os outros.

Assim sendo, há um grande foco nesta prática – tu mesmo. Não precisamos de crenças ou de cultivar crenças, mas precisamos perceber se isto realmente nos é benéfico ou não, se encontramos benefício em ser útil aos outros ou não. Se encontramos este benefício mútuo, sabemos que é uma prática valiosa.

Se a família e amigos não acreditam em Reiki e no que fazemos, temos que ter o coração no lugar certo e não nos sentirmos ofendidos ou fragilizados por isso. É natural que não compreendendo corretamente o que é Reiki e vendo algumas práticas mesmo muito esquisitas que dizem ser Reiki, mas nada tem a ver, é muito compreensível que por vezes tenham um mau julgamento ou nem queiram saber o que é. Assim, podes fazer o seguinte:

  • Sem querer “vender” ou “convencer”, indica claramente o que é a prática de Reiki, mostra em primeiro lugar a filosofia de vida e como os seus valores são universais, como essa prática é para ti e como te tem mudado;
  • Depois, explica que é para te tratares em primeiro lugar;
  • Enquadra também o sentido de que trabalhamos apenas com energia, não usamos santos, anjos, guias, ou quaisquer referências espirituais, isso sim fará parte da crença de cada um;
  • Esclarece que é um método japonês criado em 1922;
  • Indica que qualquer pessoa pode praticar, porque a energia é algo comum em todas as pessoas;
  • Pergunta à pessoa se não quer experimentar, para perceber melhor o que é. Lembra-te que, por vezes, “santos da casa não fazem milagres” e poderás recomendar experimentar com um colega teu.

Acima de tudo não sintas que as outras pessoas te têm que compreender, pois o mais importante é que tu mesmo sintas a “Arte Secreta de Convidar a Felicidade” e continues o teu progresso, para o equilíbrio e harmonia. Não precisamos apregoar que praticamos Reiki, nem precisamos que todas as pessoas pratiquem Reiki, este é um caminho único que, se fizer sentido para alguém, essa pessoa o encontrará, não precisa ser convencida, apenas o precisa de viver.

Sente no teu coração os cinco princípios, vais ver que não há problema algum em família e amigos não acreditarem em Reiki, não há nada em que acreditar, mas há muito que viver em prática.

Quando não temos bondade pelos outros

Com certeza que já tiveste momentos em que não tiveste bondade pelos outros ou que até sofreste da ausência de bondade pelos outros, mas porque surge esta falta de vontade e de que forma a prática do Usui Reiki Ryoho nos pode ajudar?

Quando não temos bondade pelos outros e como ultrapassar esse sentimento

Muitas situações na vida nos podem fazer ir perdendo a bondade pelo caminho – as desilusões, as aparências, mágoa, tristeza, e também a falta de quem transmita corretamente o que é a bondade, como ser bondoso e não cair no erro de ser “bonzinho”. As relações humanas não são fáceis e surgem cada vez mais dificuldades pelo meio que não fomos aprendendo a lidar com elas, como uma sociedade genuinamente preocupada com o bem comum. Com tantas desilusões na vida, nos nossos vários sectores, é fácil chegarmos a um momento em que não temos bondade pelos outros e apenas queremos centrar em nós mesmos.

Fazê-lo irá trazer grandes riscos. O nosso chakra cardíaco irá fechar-se, o plexo solar ficará cada vez mais incapaz de gerir emoções. Então, ao invés de ficarmos melhor por nos afastarmos dos outros, iremos é, na verdade, ficar cada vez pior. Todos precisamos de todos, é uma interdependência comum e a bondade é uma “cola” muito especial que nos pode unir.

A bondade faz parte do quinto princípio de Reiki, onde o Mestre Usui constata – Só por hoje, sou bondoso. É uma tomada de consciência diária onde nos é pedido para que nos lembremos de nós mesmos, para cultivarmos uma grande bondade no nosso coração e também na nossa mente. Com a bondade, podemos levar aos outros algo de bem melhor em todos os campos da nossa vida, pois esta é uma bondade construída com sabedoria e não apegada a uma ausência que se tenha e se queira compensar com os outros.

Ser genuinamente bondoso para com os outros é saber expressar com sabedoria a compaixão, compreender que nem tudo tem que ser sim e que por vezes até um não é educativo. Se perderes a bondade pelos outros ou se alguém não for bondoso para contigo lembra-te que o sofrimento nos faz encolher, mas que a aceitação, o entendimento, nos fazem expandir.

Pratica Joshin Kokyu Ho, a prática meditativa que te irá auxiliar a esvaziar a mente, para que o teu coração cresça cada vez mais compassivo.

Os poemas do Imperador Meiji para quando não temos bondade pelos outros

O poema que me surgiu é bastante curioso, é o poema 101 e é uma advertência ao cuidado, ao trabalho diligente e decente que deve ser feito por aqueles que governam. Podemos também aplicar este conceito a nós mesmos, que supostamente governamos a nossa própria mente e coração. Tendo isso em consideração, o poema faz muito sentido na construção da bondade.

101 — CRÍTICA

Espero que o nosso país seja considerado como um país decente, governado corretamente. Governadores e políticos, façam o vosso melhor!

Quando nos apetece baixar os braços como pode Reiki ajudar?

Há alturas na vida que só nos apetece baixar os braços e pronto, ficar por ali, bem quietos, não mexer, sem querer que ninguém nos chateie. Baixar os braços pode ser bastante prejudicial para tudo o que representamos e para a nossa autoestima, por isso mesmo, vamos observar o que a filosofia de vida na prática de Reiki tem a dizer sobre isso e como nos pode ajudar.

Quando Reiki nos ensina a não baixar os braços

O nosso quarto princípio é, em português, Só por hoje, trabalho honestamente. Na verdade, no Japão, este princípio é uma advertência – trabalha diligentemente, trabalha arduamente. Este conceito tem tudo a ver com aquilo que agora se descobre, o “ikigai”, uma vontade de viver cultural e que tem como um dos pilares, a diligência, ou seja, nunca baixar os braços, nunca parar, ser sempre ativo na sociedade, de forma construtiva e positiva.

Temos a tendência de baixar os braços quando sentimos que nada podemos fazer, não podemos mudar os outros, o mundo, há corrupção, há insensibilidade, há oportunismo e bom, fartamo-nos de quem é falso e, muitas vezes se faz parecer de grande, sábio e bondoso. Por vezes sofremos de bullying no trabalho, outras na escola e até mesmo em casa… baixamos os braços.

Mas a prática de Reiki, à qual o Mestre Usui indicava como sendo “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“, pede-nos para cultivarmos harmonia, confiança, gratidão, sendo diligentes e bondosos. Ou seja, prosseguindo sempre apesar das adversidades.

A grande lição de vida é mesmo observar a nossa frustração. Porque será que queremos que os outros e o mundo sejam de determinada forma?

Como podemos observar que tudo necessita de evolução e que a evolução humana, da mente e do coração, é algo de tão longo que mais rápido falamos de evolução tecnológica do que inteligência emocional. Assim, não percas de vista a excelência que se pretende para a humanidade, mas tem em consciência que isso será um processo bem longo, que se tu mesmo não evoluires, então de nada serve.

Baixar os braços é parar a evolução, é parar a vida. É como uma árvore dizer “agora desisto, podem queimar-me pois já não vale a pena viver”. O problema é que muitas espécies dependem daquela árvore singular, de formas que nem ela sequer desconfia. Assim é connosco, não podemos baixar os braços porque a nossa diligência para uma vida mais harmoniosa e feliz contribui para a harmonia e felicidade mundial.

Pratica autotratamento, não desistas, procura alguém que te possa tratar e estimular a compreender porque estás a baixar os braços. Só por hoje, vale a pena todo o esforço que se faz, até ao fim da vida.

Os ensinamentos do imperador Meiji para não baixar os braços

Tentando compreender a sabedoria nos poemas do Imperador Meiji, trouxe-me a sorte este poema 57, sobre a noite. Uma boa advertência para não se baixar os braços perante a vida.

57 — NOITE

Quando a noite chega, percebes como desperdiçaste o dia todo. Vive o momento e não desperdices tempo.

Enviar Reiki para amigos

Os nossos amigos são tão importantes que precisamos enviar Reiki para eles com regularidade e podemos fazê-lo de uma forma tão bonita e preciosa.

Como enviar Reiki para os nossos amigos de coração

Com o segundo nível de Reiki aprendes a técnica Enkaku Chiryo, o envio de Reiki à distância. Muitas vezes enviamos Reiki para quem está doente, ou para quem nos pede ou necessita, mas devemos também enviar Reiki mesmo para quem “não esteja a precisar”, neste caso prático, os nossos amigos.

Na vida temos amigos genuínos, amigos de coração, que talvez sejam menos que os dedos de uma mão. São amigos que o tempo não distancia, mas que os momentos da vida podem ter em distância, no entanto, no nosso reencontro, tudo está como antes, a amizade mantém-se.

Então, esses amigos são como uma jóia preciosa que não se gasta com o tempo nem se desvaloriza, por isso mesmos, sempre que possamos, podemos enviar Reiki para eles, por exemplo, da seguinte forma:

  1. Faz o banho seco;
  2. Liga-te à energia e recita os cinco princípios;
  3. Desenha ou visualiza os três símbolos do último para o primeiro;
  4. Indica “Vou iniciar o envio de Reiki à distância”;
  5. Visualiza o teu amigo;
  6. Imagina como se estivesse entre as tuas mãos e envia-lhe Reiki;
  7. Pede para a energia lhe dar alegria, paz, felicidade e muitas coisas boas na vida;
  8. Visualiza-o muito feliz;
  9. Quando quiseres terminar, imagina que ele vai desaparecendo muito contente;
  10. Desenha ou visualiza os três símbolos;
  11. Indica que “Termino o envio de Reiki à distância”;
  12. Faz o banho seco;
  13. Agradece.

Os nossos amigos são mesmo muito importantes, vale a pena enviar-lhes Reiki e dar-lhes o desejo de tudo o que há de bom na vida.

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