O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

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Reiki Summer School – Sábado 11 Agosto

O verão traz-nos o sol, o convívio, a alegria e predisposição para as coisas. Para apoiar os praticantes de Reiki que pretendam desenvolver, refrescar ou reforçar a sua prática, o CENIF criou o Reiki Summer School, a escola de verão de Reiki.

Reiki Summer School – Escola de verão de Reiki

Se queres dar um empurrão à tua prática, renovar conceitos ou mesmo querer observar de forma diferente as questões que te estão a bloquear, então as aulas da Reiki Summer School no CENIF são ideais para ti. Se aprendeste a tua prática no Brasil ou em outro país, será também interessante para compreenderes como temos estado a desenvolver a prática de Reiki em Portugal.

Iremos observar as questões que cada praticante queira trabalhar, as técnicas que queira aprender (exceptuando a sintonização) e desenvolver uma prática ao longo de toda a aula que irá também levar um programa de trabalho para os tempos seguintes.

A Reiki Summer School é uma oportunidade de encarar a prática de Reiki com uma outra predisposição e dar mais um passo firme na “Arte Secreta de Convidar a Felicidade“.

A quem se destina o curso

  • Praticantes de qualquer nível e sistema;
  • Praticantes de Reiki que aprenderam no estrangeiro;
  • Praticantes que já não fazem Reiki à algum tempo e querem retomar a prática;
  • Praticantes com dúvidas;
  • E muito mais…

Alguns dos tópicos a trabalhar

  • A filosofia de vida e como a aplicar nas nossas questões diárias;
  • Revisão do autotratamento e como o tornar mais eficaz;
  • As técnicas de Reiki para desintoxicação e muito mais;
  • Aplicar Reiki em outras pessoas;
  • E muito mais…

Mais informações

Pré-requisitos: Ser praticante de Reiki, qualquer nível.

Formador: João Magalhães

Inscrições: escola@cenif.com (basta enviar email para registar)

Data: 11 de Agosto, sábado, das 09h30 às 13h30

Valor: €30

Porque podemos bocejar na prática de Reiki

Já aconteceu estares a praticar Reiki e teres vontade de bocejar e por vezes mais do que uma vez?

O bocejar pode ser um movimento associado ao sono, mas também uma forma de nos mantermos num estado vigilante, evitando adormecer. Mas porque pode acontecer na prática de Reiki?

O bocejar na prática de Reiki

Ao fazer o autotratamento Reiki, a energia ajuda-nos a relaxar, a encontrar o equilíbrio e harmonia do corpo e da mente. Muitas vezes, ao aplicar Reiki durante a noite, adormecemos ainda no meio do autotratamento e isso nada tem de incorrecto. Poderás nestes casos bocejar porque tens sono, porque estás a relaxar profundamente, por isso, não te preocupes, adormece e descansa.

No entanto, se estiveres a fazer Reiki a outra pessoa, principalmente nesses casos, mas também poderá acontecer contigo mesmo, podes estar a ter uma reacção natural de limpeza da energia densa que possas estar a tratar.

Este é um acontecimento muito simples da energia e da interacção energética. Quando estás a tratar outra pessoa, a energia parece algo como “cotão” a sair da pessoa e esse cotão pode entrar em contacto contigo, o que é normal. Sendo absorvido pelo plexo solar, é muito normal que haja a necessidade de expelir essa energia, o que pode acontecer pelo bocejo ou com o arrotar.

Como qualquer uma das situações pode até ser estranha para a pessoa que está a receber Reiki, é aconselhável a que aumentes o teu enraizamento e deixes esse excesso de energia descer pelo enraizamento. Não te esqueças de reforçar o movimento com a respiração.

O mesmo tipo de conceito, podes aplicar no autotratamento. Poderás sentir a tua energia densa a libertar-se e pode dar-se o movimento do bocejo. Aumenta o enraizamento quando assim for.

Como fazeres a ligação à energia

São inúmeras as formas de fazeres a ligação à energia e tal acontece porque cada pessoa por si tem uma forma própria de sentir Reiki e de o deixar fluir. Quero partilhar contigo, uma dessas formas simples.

Como fazeres a ligação à energia Reiki

Depois de fazeres o teu enraizamento, banho seco e chuva de Reiki, experimenta o seguinte:

  1. Começa por levar a tua atenção até à mente, observa como ela está, como se fosse uma sala;
  2. Esvazia-a e coloca a tua atenção neste momento presente;
  3. Deixa a energia fluir, como se fosse um rio, para a tua mente e coração;
  4. Recita os cinco princípios, sentindo cada um deles;
  5. Agradece à energia, ao Mestre Usui e a ti mesmo (este é apenas um exemplo);
  6. Coloca também uma intenção para a tua prática;
  7. Quando quiseres, podes iniciar o teu autotratamento ou tratamento a outros.

 

Resposta a Ciência sem “Alternativas” na revista da Ordem dos Médicos

No número de Julho/Agosto de 2017 da revista da Ordem dos Médicos, surge um artigo de opinião, interessante, de Jorge F. Seabra de Coimbra, cujo título é “Ciência sem “alternativas”. Claro que este artigo não aborda apenas Reiki e eu poderei apenas falar sobre o que entendo, ou seja, Reiki. Mas antes de iniciar o esclarecimento sobre alguns tópicos convém reforçar alguns aspectos para entendimento geral:

  1. Reiki enquadra-se como terapia complementar e integrativa, ou seja, complementa todo e qualquer tipo de tratamento e integra-se nas práticas comuns de saúde. Reiki não é nem medicina complementar, nem medicina alternativa, nem medicina tradicional;
  2. O sentido de terapia é aplicado no conceito de tratamento, conforme a etimologia da palavra e não abrangente ao campo médico dos dias de hoje;
  3. O âmbito do tratamento é o da energia, observando a pessoa como um todo, como tal nada tem a ver com os campos das Medicinas e Terapias convencionais;
  4. O terapeuta de Reiki não pretende ou não deve pretender ocupar o lugar dos profissionais de saúde, médicos, enfermeiros, psicólogos, entre muitos outros. O âmbito do seu trabalho nada tem a ver com esse campo profissional;
  5. O Usui Reiki Ryoho, o método através do qual se aplica Reiki, tem em primeiro lugar uma filosofia de vida, como tal, não se enquadra no contexto convencional das medicinas e terapias, nem o pretende fazer.

Ciência sem “alternativas”*

Programa da tarde, na RTP1, com um entrevistado, um homem simples e crédulo, que afirma tratar doentes com terapia Reiki, conseguindo enviar à distância mensagens energéticas e curativas. O site da Associação Portuguesa de Reiki – Monte Kurama, esclarece que o Reiki se situa “no âmbito das terapias e medicinas de Campo Bioenergético”, “realizada através do toque suave ou a curta distância do corpo do doente, sendo transmitida a Energia Universal (Rei-energia; Ki-universal) para as zonas mais necessitadas da pessoa”.

É um facto, o conceito do envio de Reiki à distância é muito singular e causa sempre discussão. Mas tendo tanto para falar sobre Reiki, porque falar sobre o envio de Reiki? De facto é preciso ter atenção ao que se diz, ao que se faz, ao que se pratica. Como nota de pequena correção, “(Rei-universal; Ki-energia)”.

Serviço público da RTP1? Educação da população para a cultura e respeito pelo conhecimento científico? Ou propaganda de “métodos alternativos” como se fossem ciência, dando credibilidade ao que, no passado, se consideravam tretas de bruxas e charlatões? Na realidade, programas como o da RTP1 com outras “terapias” para libertação da “energia vital”, tratamentos “naturais” ou “dons transcendentais”, sucedem-se com invulgar frequência, deseducando os cidadãos culturalmente mais frágeis, divulgando crendices primárias algumas inventadas em séculos passados, dando-lhes o enorme crédito da presença no pequeno ecrã, coisa que nem a TV salazarenta fazia.

O serviço público significa que é um serviço de informação que deve abranger vários campos informativos, não apenas aquele que poucos entenderem como os melhores para muitos. Aqui parece que apenas poderíamos ter como serviço público documentários científicos, telenovelas científicas, “Bom dia Portugal” científico, “o preço certo” científico, entre outros. Leia-se um pouco o que é o serviço público em contrato para a RTP1

No serviço público, surge quem é convidado, por alguma razão, mas faz parte do discernimento do espectador filtrar o que é correcto ou não. Novamente isso faz parte de uma formação de consciência e não uma limitação do que alguém pode ou não pode ver, senão estaríamos numa ditadura da ciência, em termos televisivos. Felizmente como este é um pais laico e democrático, todos podem ter a sua opinião, mesmo que ela possa parecer tendenciosa e restritiva.

Todos sabemos que este é um dos assuntos sensíveis e que tem despertado uma interminável polémica, mas esse facto mostra apenas que, em Portugal, como em muitos países ditos avançados, há um atraso cultural que persiste e se espalha envergando novos trajes e nomenclaturas modernas. Mas o maior paradoxo é que este desrespeito pelo conhecimento científico se passa numa época em que ele se afirma em todo o nosso quotidiano, do avião ao automóvel, do computador à célula fotoeléctrica que abre a porta à nossa aproximação (um milagre há algumas décadas atrás…) ou ao medicamento que cura a hepatite C. A discussão sobre as bases científicas da homeopatia – uma das “terapias alternativas” mais divulgadas – travada há cerca de um ano no jornal Público, mostra que essa falta de cultura e rigor atinge mesmo alguns dos nossos intelectuais que, apesar do prestígio alcançado nas respectivas carreiras, abandonam o respeito pela Ciência e pelos seus métodos, assumindo convictas posições de fé, dispensando provas e racionalidade. Na Ciência, contudo, o simples argumento da autoridade não conta. E, como bem referiram nesse debate Carlos Fiolhais e David Marçal, “os cientistas podem ter opiniões mas a Ciência não é as opiniões dos cientistas” (Público 25-2-2015), porque é preciso provas que os seus pares possam confirmar. Caso exemplar dessa dissociada atitude entre a ciência e a fé, é o de Steve Jobs, o mago da investigação computacional da Apple que morreu com um tipo de cancro do pâncreas tratável e curável por se ter fiado nas “medicinas alternativas” (dieta vegan, acupunctura, remédios “naturais”), tendo-se arrependido quando já era tarde.

Infelizmente há uma tendência em apenas aceitar a ciência como meio de vida e que quem não o fizer só pode estar contra a ciência, algo que parece um pouco extremista, quase a roçar um Estalinismo científico. Não existem dúvidas no benefício da ciência, mas também conseguimos compreender que nem tudo é feito de ciência. Até a economia é ciência, tão bem fundamentada que conseguiu gerar a crise de 2012 que ainda hoje estamos a pagar por ela. Também os medicamentos são estudados cientificamente e os seus efeitos colaterais…

Sobre Steve Jobs é um exemplo claro que não devemos abandonar o tratamento convencional. Mas quem sugere que isso seja feito? É por isso mesmo que deve haver inteligência e não oportunismo. Aqui sim ainda falta muito esclarecimento. Falando de Reiki, nunca em caso algum e isso é bem claro no código deontológico, que alguém deve deixar de ser acompanhado pelo médico da especialidade, ou que não deve procurar um médico caso tenha um problema. Então onde está a questão? Se o terapeuta de Reiki é correcto, não existe questão.

Como então afirmou o Dr. Barrie Cassiled, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center, “a sua fé nas medicinas alternativas custou-lhe a vida”. A ideia base da homeopatia de que uma substância infinitamente diluída mantém a suas propriedades graças a uma “memória da água”, formulada em meados do século dezanove, desafia as leis da Física e da Química e nunca provou a sua eficácia nem a reprodutibilidade dos seus alegados efeitos. Em Março de 2015, o National Health and Medical Research (NHMR), organismo oficial australiano, após análise de 1.800 artigos, considerou que “não havia estudos de boa qualidade e bem desenhados com um número suficiente de participantes para suportar a ideia de que a homeopatia tem melhores resultados que um placebo”. A NHMR salienta que o estudo utilizou “métodos internacionalmente aceites para avaliar a qualidade e a fidelidade do grau de evidência” e “atendeu às diversas visões sobre este tópico e o público foi convidado a submeter informações ou provas tendo sido todas analisadas pela Comissão que efectuou o estudo”. Por seu lado, o National Center for Complementary and Intergrative Health (NCCIH), dos Estados Unidos, afirmou em 2015 que “há poucas provas que suportem a homeopatia como tratamento para qualquer condição específica” chamando a atenção para que “alguns produtos rotulados de homeopáticos contêm quantidades significativas de substâncias activas e por isso podem causar danos colaterais”. Já em 2005, a prestigiada revista Lancet tinha proposto que se acabasse com a perda de tempo e de dinheiro em investigações a essa “terapia” uma vez que, ironizava, “quanto mais se diluem as provas a favor da Homeopatia mais parece crescer a sua popularidade”. Mais recentemente, em Novembro de 2016, a Federal Trade Commition, dos USA, decidiu que os medicamentos homeopáticos devem ter avisos sobre a sua (nula) eficácia, referindo que “em mais de dois séculos esse método não provou ser mais eficaz do que tomar um gole de água com açúcar”. Apesar disso, a indústria homeopática atinge, nos USA, um valor próximo dos mil milhões de euros (1,2 biliões de dólares), o que explica a força desse lobby na sua divulgação. E que dizer de outras “alternativas”, como a acupunctura, a fitoterapia, a medicina tradicional chinesa, a naturopatia, a osteopatia ou a quiropraxia, referidas (com a homeopatia) na lei 45/2003 que pretende “estabelecer o enquadramento da actividade do exercício dos profissionais que aplicam terapêuticas não convencionais”?

Portanto existem lobbies… só do campo alternativo? Então lobbies são grupos de pressão e se existem no campo da ciência, qual a necessidade se a ciência é obvia e claramente boa para todos? Aqui já entramos em campos que nada tem a ver com a nossa prática e que cada vez mais nos fazem ter vontade de estar bem longe de enredos e políticas que nada têm a ver com algo que é simples – cuidar de uma pessoa ou ajudar uma pessoa a cuidar de si, como forma de caminho complementar. Olhar e respeitar uma pessoa como ela é, uma pessoa e não apenas um conjunto de átomos, ou tecidos, ou órgãos onde um químico servirá para isto e outro químico servirá para diminuir o efeito secundário do primeiro e mais um terceiro para… Vale a pena observar o documentário Resurface, da Netflix. Um veterano de guerra mostra a sua farmácia… Por outro lado, mostra o que o Surf tem feito por ele. A questão é que surf não é ciência.

Delas, como também da Homotoxicologia, Bromatologia, Biotrofologia, Iridologia, Hipnologia (a lista parece infindável), pouco há a aproveitar, mas o que tinha alguma lógica e eventual eficácia foi testado e investigado, porque uma boa parte do que se faz na Medicina ou se sintetiza nos laboratórios químicos “convencionais”, começou na natureza com o conhecimento empírico e tosco de outros tempos, tanto do Ocidente como do Oriente. Prova de que quando há verdadeira eficácia a medicina “clássica” também a aproveita sem preconceitos, a acupunctura deve ser diferenciada de outras “terapias naturais” ou “orientais” que nada fazem, por desempenhar um papel no tratamento da dor e da ansiedade, embora não se deva alargar a sua indicação a outros sintomas ou patologias, ao contrário do que tantas vezes acontece. Há cerca de quarenta anos, em Londres, tive a oportunidade de ouvir a conferência de dois médicos que tinham estado alguns anos na China a investigar os efeitos da acupunctura, tendo chegado à conclusão de que originava uma libertação de endorfinas, substâncias químicas que aliviam a dor e causam bem-estar. E esse é o seu campo de actuação que não se deve estender abusivamente a outros em que a sua eficácia nunca foi comprovada. E quanto à osteopatia, criada nos USA em 1874, e à quiropraxia surgida também nos USA poucos anos depois (1895)? Na realidade, desde há muito a medicina “convencional” reconhece e utiliza as massagens e manipulações da coluna para melhorar ou aliviar uma percentagem significativa de dores lombares ou cervicais, como também usa a mobilização e massagem dos membros para melhorar a circulação, actos que, para muitos, se confundem com a osteopatia e a quiropraxia, retirando-lhes o especulativo âmbito original de tratamento de outras maleitas (ex: tumores, doenças gástricas, intestinais ou respiratórias) através da manipulação vertebral, só compreensível pelo baixo nível de conhecimento médico e científico da altura. E há, naturalmente, que considerar o “efeito de placebo”, também ele estudado e usado pela medicina “clássica”.

Uma experiência há quarenta anos é já um clássico, se pensarmos que uma média de vida poderá ser os oitenta anos, possivelmente já qualquer coisa de fundamento terá sido feito sobre essas áreas. Mas sobre o campo da acupuntura e osteopatia, nada sei, portanto não poderei emitir uma opinião fundada.

Contudo, nenhuma metástase vertebral ou escoliose idiopática progressiva irão melhorar com o espetar de agulhas, massagens ou manipulações vertebrais. Assim com nenhum carcinoma do intestino poderá melhorar com chás naturais ou massagens no abdómen.

E que tal se pensarmos que uma terapia ou medicina complementar servirá para ajudar a pessoa em sofrimento? Ou será que o carcinoma existe, mas a pessoa não sofre? Ou apenas o sofrimento dela é melhor passar com inibidores de emoções? Sem conhecer a experiência pessoal do autor do artigo de opinião, posso dizer que pela minha experiência pessoal agradece-se toda a ajuda e mais alguma para que haja um pouco de paz interior e alívio do sofrimento. Não é alívio da dor, é do sofrimento, porque as pessoas sofrem, curiosamente existe um livro intitulado “Prazer e Sofrimento no Trabalho do Enfermeiro Hospitalar”, de Marco Aurélio Ramos de Almeida, mas não sei se sofrimento está comprovado cientificamente.

Para caucionar as “medicinas alternativas”, é por vezes falaciosamente invocada a posição da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre Medicinas Tradicionais e Complementares. Mas quem leia o relatório da OMS de 2014, compreenderá facilmente que esta organização nunca abandona uma abordagem científica dos cuidados de saúde considerados numa perspectiva global, sublinhando o importante papel da medicina tradicional numa extensa parte do mundo que tem níveis de desenvolvimento muito baixos e em que a maior parte da população não tem acesso a uma assistência médica moderna e especializada, nem a cultura de a utilizar.

Da mesma forma, a OMS não pode “reconhecer” uma medicina tradicional ou não convencional, como por vezes se crê, isso compete a cada governo de cada país por si. Mas concordo, por vezes é usado abusivamente a posição da OMS, que nada tem a ver com as decisões que cada país deve tomar por si, democraticamente, espera-se.

Como afirmou a Directora Geral da OMS, “Nos contextos em que a medicina tradicional possui sólidas raízes históricas e culturais […] é inquestionável que esta modalidade de atenção mitiga as queixas, trata muitas afecções comuns, reduz o sofrimento e alivia a dor. Além do mais, reduz o congestionamento nas clínicas e salas de urgência provocado pela afluência dessas pessoas que padecem de queixas ou doenças sem gravidade…

Contudo, estas vantagens contribuem para uma crítica à medicina tradicional: a crença de que os curandeiros tradicionais são a primeira e mais eficaz linha de defesa contra alterações e doenças, pode provocar emergências médicas graves que comprometam a vida humana, em especial quando esta crença impede ou atrasa o acesso à medicina clássica” (OMS, Margaret Chan, Agosto de 2015).

Mas e as vacinas contra a gripe? Os efeitos secundário, os casos que falham e as pessoas passam muito tempo com sintomas, são indicados como coincidências, mas poderão ser muitas coincidências.

Também as “medicinas complementares” (não baseadas nas tradições populares) são referidas no relatório da OMS no mesmo item das medicinas tradicionais, no sentido de deverem ser regulamentadas e controladas dentro do contexto específico de cada país ou região. Nada justifica, por isso, que em Portugal e no século XXI, no noticiário da RTP de 22 de Julho de 2016, um representante da Direcção-Geral de Saúde, instituição que devia constituir, por vocação e obrigação, um inabalável reduto da defesa dos métodos científicos de controlo e de prova e da Ciência Médica, se descredibilize referindo que essas terapias se baseiam em “outras cientificidades” – como se houvesse um outro conhecimento científico, um outro método que dispensasse a prova, uma outra Ciência (talvez baseada na fé?…). O representante da DGS devia saber que regulamentar e controlar é muito diferente de “cientificizar” e credibilizar. Ao contrário do que acontece em muitos países desenvolvidos em que as “terapias alternativas” estão a ser combatidas e vêem definhar os apoios estatais, Portugal parece querer enveredar por um caminho inverso. Como se pode propor (artigo 3º da lei 45/2003) a “promoção da investigação científica nas diferentes áreas das terapêuticas não convencionais”, quando é a própria investigação científica que desmente a existência de qualquer lógica e enquadramento científicos em praticamente todas elas, como atrás foi exposto mais detalhadamente em relação à homeopatia? Com que autoridade se podem responsabilizar médicos e outros profissionais de Saúde que não apliquem o “estado da arte” do conhecimento científico “clássico”, se todos estes “terapeutas alternativos” (equiparados a médicos pelo representante da DGS!…) podem usar “outras cientificidades” à vontade, num regabofe de delirantes “terapias” sem qualquer validação ou controlo? Espero, para bem de todos, que os arquitectos que projectaram os edifícios da Direcção Geral de Saúde e da RTP não tenham seguido essas “outras cientificidades” de que o representante da DGS falou. Se não, qualquer dia, o tecto cai-lhes em cima…

É por isso mesmo que Reiki nada tem a ver com medicina ou com a necessidade de ser aprovado cientificamente. Há sim pessoas que estudam os efeitos de Reiki, de forma científica e com um propósito. Uns para que se compreenda um pouco mais o que é isto de energia, outros para que se possa descredibilizar de vez as práticas com energia.

É por isso mesmo que também não devemos entrar neste tipo de tentativas de credibilização pela ciência se a “ciência” não pretende que tal aconteça. De facto é uma realidade, para que é preciso haver credibilização se isso apenas fará com que surja perseguição e fomento de incompreensão?

Um exemplo muito claro disso é ouvir dizer em plena conferência sobre as Medicinas Integrativas que a acupuntura é perigosa, mata! Mas que se for feita por um médico já pode ser benéfica. Será que um dia também vamos ouvir dizer que Reiki é perigoso e mata, mas que se for feito por um médico é benéfico? Muito possivelmente porque já existem movimentos de restrição e exclusividade da prática em alguns ambientes. Ou seja, alguém aprende Reiki num fim-de-semana, mas por ser profissional de saúde é automaticamente isento. Mas quem é praticante há anos, nunca o poderá fazer. É por isso mesmo que devemos separar “as águas”. Um praticante de Reiki não se equipara a um profissional de saúde como hoje em dia se interpreta a profissão. Então o que será um praticante de Reiki ou um terapeuta de Reiki, ou um voluntário em terapia Reiki? É isso mesmo que ele é, um praticante, um terapeuta, um voluntário, dentro daquilo que é um método, criado em 1922, no Japão e ponto final. Um médico pode vir a ser um praticante de Reiki, um praticante de Reiki nada tem a ver com um médico, a não ser que estude para isso. No entanto, também convém que para se considerar praticante de Reiki o profissional de saúde se aplique e estude, pois não é num fim-de-semana que alcança a compreensão e proficiência na prática, muito longe disso.

P.S.- Já depois de este artigo ter sido escrito, aconteceu o lamentável episódio dos casos de sarampo, consequência directa ou indirecta de infundadas e aberrantes ideias antivacina que, infelizmente, foram entrando na moda. Trata-se apenas de uma pequena amostra do desastre a que nos pode levar a falta de uma constante e coerente pedagogia dos média (e das autoridades da Saúde) que sublinhe e reforce, junto da população, o valor do conhecimento científico, sem transigir com crenças e expressões de fé, próprios da maior ou menor religiosidade de cada um, mas que, como é evidente, não pertencem ao mesmo campeonato.

Foi lamentável, mas também é lamentável estar a pisar as pessoas e não reforçar a necessidade de compreender o surto que surgiu em outros países além de Portugal. Este oportunismo cínico, para valorizar o “conhecimento científico” é o mesmo de ouvi há uns anos atrás? “ah, já morreu? não sabia… pois…”. O médico passou a desconhecer a pessoa desde que passou do consultório privado para o público, felizmente os enfermeiros cuidaram até ao fim.

Resumindo:

  • Existe um grande respeito e deve sempre existir, pelos profissionais de saúde;
  • Reiki não se pretende estar dentro da mesma área, não há que ter medo de concorrência;
  • Reiki não pretende ter lobbies, pois tal iria contra a sua filosofia de vida. Sabendo isto percebe-se que Reiki não é para usar batas em hospitais ou centros de saúde;
  • Deve existir um equilíbrio no campo cientifico muito necessário – o de reconhecer a pessoa como sendo uma pessoa. Ela não é uma doença, ela não é um doente, é uma pessoa que atravessa um momento e esse momento requer uma atenção que possa aliviar todo e qualquer sofrimento dessa pessoa, pois ninguém merece viver em sofrimento;
  • Devemos todos escutar quem está a sofrer e não apenas querer defender ideias, ideologias, próprias;
  • Devemos saber que há algo que deve estar acima de lobbies – a saúde pública, o bem estar de todos, uma vida sem sofrimento. Cartesianamente falando, será que é isso que acontece hoje em dia?
  • Reiki não é uma moda, não queiram aprender Reiki para ver o que é;
  • Existem muitos médicos e enfermeiros a fazerem um excelente trabalho no apoio à pessoa e apoiar o melhor possível com práticas integrativas. Que possam ter força no seu trabalho e consciência humana.

* resumo do artigo original publicado no jornal on line AbrilAbril

Fonte: Revista Ordem dos Médicos 181

E quando dizem que Reiki é charlatanice?

Muitas pessoas encaram Reiki como benéfico para a sua vida, muitas pessoas encaram Reiki como charlatanice. E porque é importante existirem estas duas perspectivas?

A importância da crítica e do julgamento errado – chamar charlatanice à prática de Reiki

Todos queremos ter razão e de alguma forma achamos que o que sabemos é que está correcto, a forma com que agimos é que está correcta e se fossemos nós a mandar em tudo, tudo funcionaria – tudo isto está muito longe da realidade. A humanidade só consegue crescer e desenvolver através da sua interdependência, ou seja, através da vivência de uns com os outros, compreendendo que assim tudo faz mais sentido. Nessa perspectiva, compreendemos a importância das diferentes opiniões.

Claro que todos gostamos de ouvir boas palavras de encorajamento ao nosso trabalho ou até agradecimentos, mas o que poderemos fazer com a crítica, com o julgamento errado ou até mesmo com os comentários inoportunos?

Mesmo que tentes fazer tudo certo, nunca conseguirás agradar todos, por isso sempre receberás críticas. Essas críticas são muito importantes porque irão ajudar-te a convergir ainda mais para o teu propósito e a fazer ainda melhor. Não leves a crítica a peito, considera-a como um instrumento muito importante para o desenvolvimento do que fazes, em qualquer campo da tua vida, incluindo a prática de Reiki.

Se fazem um mau julgamento do teu trabalho e das tuas intenções então observa, como se fosses outra pessoa, como tem estado a ser o teu comportamento, o que transpareces para fora, quais as tuas reais intenções e sentimentos. Por vezes pensamos que estamos a agir de uma forma, mas a mente, o coração, ou mesmo o corpo pode estar a divergir do que realmente queremos. É por isso que a prática meditativa no Reiki (por exemplo com o Hatsurei-ho) é tão importante.

Reiki é charlatanice?

A charlatanice é um engano, uma fraude e manipulação e é praticada por uma pessoa. A pessoa sim, pode ser um burlão que faz da sua prática uma charlatanice.

Uma coisa será criticar Reiki, ou mais correctamente o Usui Reiki Ryoho, daí a importância de sabermos dar o nome às coisas e outra será criticar os seus praticantes.

Por si, o método não tem qualquer tipo de condição que leve a uma crítica por charlatanice. É uma filosofia de vida com valores universais, daí ter praticantes de todas as religiões e espiritualidades; É uma prática terapêutica do campo energético, aqui sim é preciso ter alguma sensibilidade sobre o que é a energia vital; É um método composto por 21 técnicas que abrangem a meditação, terapia e desenvolvimento pessoal. E o Mestre Usui ainda indicava que a nossa missão é “Guiar para uma vida pacífica e feliz…”. Portanto, há quem goste do método e há quem não goste, mas por si, não contém quaisquer condições que levem a dizer que promove o engano e a burla, muito antes pelo contrário, promovem a harmonia, confiança, gratidão, honestidade e bondade.

Falando dos praticantes, aí sim já alguém poderá apontar o dedo pois a sua interpretação e aplicação prática do método é que pode levar à charlatanice. Esta poderá ser inconsciente, talvez por estarem a praticar apenas o que aprenderam e podem ter aprendido mal, ou então por colocarem as suas crenças à frente dos ensinamentos isentos. Por outro lado, a charlatanice pode ser consciente, o que leva a entender que o pressuposto praticante não quer saber dos valores e indicações do método, mas unicamente do seu propósito sabendo que não está a dar ao seu cliente/utente o que ele requer, mas sim o que ele (“terapeuta”) quer. Isto pode ser feito de muitas maneiras. Reiki promove o bem-estar, então podemos deixar-nos iludir por “palavras bonitas” na comunicação, o que depois é contrariado pela realidade prática. Podemos também iludir-nos pelos cursos, procurando uma aprendizagem e no fim sair com algo que nada tem a ver, ou sem um acompanhamento correcto. Podemos procurar uma terapia do campo energético, que segue a ética e as técnicas próprias e acabamos a falar com “espíritos”, a resolver magias, a tirar a roupa ou outras coisas.

No infinito campo das terapias e dos conceitos, tudo é possível, mas deve ser aplicado e enquadrado nos seus campos próprios. Se alguém gosta mais de contactos com espíritos e lidar com magia, tem outras especialidades, não Reiki. Se alguém gosta de tirar a roupa aos pacientes, pode ir para as áreas das massagens, nunca à prática de Reiki. Se ainda procura outro tipo de situações que sejam para prejudicar outros, ou para apenas ouvir o que quer ouvir, também não será na prática de Reiki.

O Usui Reiki Ryoho é exigente, é uma prática que puxa por nós que nos leva a querer melhorar em todos os sentidos daquilo que somos e vivemos. Como prática terapêutica é passiva, ou seja, não se “empurra” vitalidade para ninguém, é preciso que a pessoa queira e que tenha condições para tal.

Vale a pena aprender com as críticas, com os maus julgamentos e até mesmo ataques, eles ajudam-nos a saber enquadrar muito bem o nosso caminho e a indicar correctamente o que fazemos. Há de tudo para todos, mas temos sim que saber bem o que andamos a fazer e a chamar as coisas pelos seus nomes certos. Não querer ser terapeuta de Reiki porque é mais fácil de vender serviços que nada tem a ver com Reiki, mas sim por querer crescer num caminho que tem tanto para nos dar.

Como fazer o pedido à Energia Universal

Antes de aplicarmos a Energia Universal quer seja no autotratamento, no tratamento aos outros ou através mesmo dos símbolos do nível 2 e 3, podemos (devemos) colocar um intenção ou fazer um pedido.

O pedido e a intenção à Energia Universal

Vamos ver várias situações em que podes colocar uma intenção ou pedido à Energia Universal. A intenção ou pedido são importantes pois são uma forma de direccionar a energia. Aquilo que pedimos vai ser vir como “condição”, como orientação para a energia, assim, é sempre útil fazer este tipo de pedido porque até te irá auxiliar a ter um byosen muito concreto.

Autotratamento ou tratamento a outros

Ao aplicares Reiki, a Energia Universal no teu autotratamento ou no tratamento a outros coloca uma intenção, algo como:

Que a energia flua para minha harmonia e equilíbrio, para o meu Bem Supremo

ou

Que a energia flua para me auxiliar a equilibrar esta constipação…

Este pedido é um direccionamento da energia para o que mais necessitamos e assim, o que sentirmos nas mãos, o byosen, será um reflexo desse pedido, o que quer dizer que se colocares outro pedido, poderás ter outro tipo de sensações.

Símbolos de Reiki

Na aplicação dos símbolos temos a mesma situação. Precisamos colocar uma intenção em cada símbolo ou no conjunto de símbolos para dirigirmos a energia para aquilo que pretendemos. Imagina que vais colocar um Chokurei para aumentar o fluxo da Energia Universal, podes então colocar uma intenção como por exemplo mentalizares “potência”, ou um Seiheki para alguma questão emocional e aí podes mentalizar “harmonia”.

Assim, o pedido ou intenção na prática da Energia Universal traz-nos grandes experiências. Já sabes, quando terminares, agradece sempre.

Reiki Summer School – Sábado

O verão traz-nos o sol, o convívio, a alegria e predisposição para as coisas. Para apoiar os praticantes de Reiki que pretendam desenvolver, refrescar ou reforçar a sua prática, o CENIF criou o Reiki Summer School, a escola de verão de Reiki.

Reiki Summer School – Escola de verão de Reiki

Se queres dar um empurrão à tua prática, renovar conceitos ou mesmo querer observar de forma diferente as questões que te estão a bloquear, então as aulas da Reiki Summer School no CENIF são ideais para ti.

Iremos observar as questões que cada praticante queira trabalhar, as técnicas que queira aprender (exceptuando a sintonização) e desenvolver uma prática ao longo de toda a aula que irá também levar um programa de trabalho para os tempos seguintes.

A Reiki Summer School é uma oportunidade de encarar a prática de Reiki com uma outra predisposição e dar mais um passo firme na “Arte Secreta de Convidar a Felicidade“.

Mais informações

Pré-requisitos: Ser praticante de Reiki, qualquer nível.

Formador: João Magalhães

Inscrições: escola@cenif.com

Data: 12 de Agosto, quarta-feira, das 15h00 às 19h00

Valor: €25

Reiki Summer School – Semana

O verão traz-nos o sol, o convívio, a alegria e predisposição para as coisas. Para apoiar os praticantes de Reiki que pretendam desenvolver, refrescar ou reforçar a sua prática, o CENIF criou o Reiki Summer School, a escola de verão de Reiki.

Reiki Summer School – Escola de verão de Reiki

Se queres dar um empurrão à tua prática, renovar conceitos ou mesmo querer observar de forma diferente as questões que te estão a bloquear, então as aulas da Reiki Summer School no CENIF são ideais para ti.

Iremos observar as questões que cada praticante queira trabalhar, as técnicas que queira aprender (exceptuando a sintonização) e desenvolver uma prática ao longo de toda a aula que irá também levar um programa de trabalho para os tempos seguintes.

A Reiki Summer School é uma oportunidade de encarar a prática de Reiki com uma outra predisposição e dar mais um passo firme na “Arte Secreta de Convidar a Felicidade“.

Mais informações

Pré-requisitos: Ser praticante de Reiki, qualquer nível.

Formador: João Magalhães

Inscrições: escola@cenif.com

Data: 9 de Agosto, quarta-feira, das 10h00 às 15h00

Valor: €25

Sentiste-te mal por praticar Reiki de barriga vazia? Claro que sim.

Vais fazer a tua prática de Reiki de barriga vazia? Pode ser, mas tem atenção a alguns aspectos que podem influenciar o teu bem-estar e o bom desempenho da tua prática.

Comer ou não comer antes de praticar Reiki

Ao aplicarmos Reiki a alguém, ou mesmo no desenrolar de um workshop de Reiki, poderá saber bem ter aquela sensação de barriga vazia, corpo leve e apenas sentir a energia a fluir. Parece que a energia flui muito melhor e que sentimos tudo muito melhor. E há aí algum fundamento de verdade. Se comeres muito antes das terapias ou de um workshop, a energia poderá estar canalizada para resolver a tua digestão e alguns problemas que aí ocorram, por isso poderás sentir vontade de ir rapidamente à casa de banho, arrotar, ou ter ruídos na barriga. Neste tipo de situação, o tipo de alimentação conta muito, por isso escolhe uma alimentação nutritiva, mas ao mesmo tempo que não seja exigente ao teu organismo.

Se optares por não comer antes de praticar Reiki, tens que ter muito cuidado. Para umas pessoas está tudo bem, nada acontece, mas para outras tudo pode correr muito mal, desde enjoo, vontade de vomitar, tonturas, quebra de tensão, dor de cabeça, irritabilidade ou mesmo hipersensibilidade. Isto porque praticar Reiki também exige do nosso corpo físico, apesar de não parecer, mas o veicular de energia dentro de nós tem também o seu preço físico. Por isso, se tens mais desgaste de minerais, se desidratas muito rapidamente, Reiki não irá trabalhar e fluir tão bem, porque também precisa que tenhas condições para que isso aconteça. Por isso mesmo… tem cuidado e atenção contigo. Nem que comas uma peça de fruta ou barrinha de cereais, bebe água ou chá, mas tem atenção com o estado do teu corpo antes de praticares Reiki.

Reiky ou Reiki

Por vezes surge a dúvida, Reiki escreve-se Reiky ou Reiki? E como se pronuncia?

Reiky ou Reiki

Algumas vertentes mais antigas do sistema de Reiki Essencial, colocaram o nome de Reiki como “Reiky”. A razão em concreto do porque, não se sabe, talvez tenha sido por uma questão de pronuncia, para que não se dissesse algo como “Reikai” em inglês.

Mas, em Portugal, não temos esse problema de confusão com a pronúncia, por isso mesmo se pode escrever aquilo que os japoneses chamam de romanização e assim, 靈氣  é Reiki.

Se o teu sistema usa Reiki na forma escrita de Reiky, podes substituir à vontade por Reiki, pois não haverá qualquer tipo de confusão.

Sobre a morte e Reiki

Falar sobre morte é sempre algo de estranho pois é uma situação que só de pensar nos traz grande reflexão ou pânico. Mas nós, praticantes de Reiki, precisamos ter bem claro dentro de nós este conceito de estado na nossa vida. Esta sabedoria é necessária porque, em algum momento da nossa prática, poderemos ter que cuidar de alguém que tem os seus últimos dias para breve.

Compreender a morte e o conceito de Reiki

Apesar de querermos ter provas sobre tudo, na verdade não temos provas sobre nada. Não comprovamos que estamos vivos, não comprovamos que estamos mortos, pois daqui discorre muita filosofia e crenças. As crenças, essas são próprias de cada pessoa. Então, como podemos nós usar a sabedoria do Usui Reiki Ryoho para compreender estes estados de vida e de morte?

Dizia o Mestre Usui: «Tudo no Universo possui Reiki, sem excepção alguma

Ou seja, o Mestre Usui partia do princípio que tudo no Universo, incluindo nós mesmos, é composto de energia. E dizia também o seguinte:

«O treino, de acordo com a lei natural deste mundo, desenvolve a espiritualidade humana. Quando te convenceres de que isto é verdade, o teu treino empenhado trará a unificação com o Universo. As palavras que falas e as acções que tomas tornam-se unas com o Universo e trabalham sem esforço como o absoluto ilimitado. Esta é a verdadeira natureza do ser humano.»

Então o nosso objectivo é uma prática que nos permita desenvolver cada vez mais a nossa verdadeira essência, para que cada vez mais possamos estar unos com o Universo. Compreendendo isto, percebemos que tudo são estados transitórios, como por exemplo os estados da água.

Recordando-nos do significado do kanji de Reiki, sabemos que REI representa céu, chuva, comunicação, pessoas a “dançar”, terra. Como o pedido de chuva que é feito ao céu e dele vem para fertilizar o nosso campo, dançando nós de alegria.

Nuvem, em japonês, escreve-se kumo e a sua origem é a mesma que temos no caracter Rei.

Mas como relacionar uma nuvem e a sua água, com o conceito de vida e de morte?

Uma pequena parábola zen pode ajudar-nos a compreender:

O Mestre Zen Hofaku, sabia que ia morrer, chamou os seus colegas monges e disse: “Esta semana, a minha energia esgotou-se. Não há causa para preocupação. Apenas a morte está próxima”. Um monge perguntou: “Está prestes a morrer! O que isso significa? Nós continuaremos a viver. E o que isso significa?”.

O Mestre respondeu: “São ambas o caminho das coisas”. E o seu discípulo perguntou: “Mas como podemos compreender estes dois estados diferentes?”.

“Quando chove, esvai-se” e, suavemente, Hofaku morre.

Assim, somos como uma nuvem. A nossa vida é um constante navegar pelo céu. Umas vezes juntamo-nos a outras nuvens, outras viajamos sós. Mas somos interdependentes. Precisamos do vento, da água, da Terra, de outras nuvens. Chega um momento, em que toda a nossa água cumpriu o seu propósito e deixamos de ser nuvem. No entanto, não nos perdemos, apenas nos transformamos. As outras nuvens que criamos, não nos perderam, nós fazemos parte de tudo, pois parte de nós está em tudo e foi partilhado ao longo do nosso caminho.

Não há Reiki melhor nem pior, desde que seja Reiki

Com um número exponencialmente maior de novos sistemas de Reiki surgem inúmeras dúvidas, ou mesmo desconhecimento, por parte de quem quer aprender e praticar Reiki.

As questões que trazem os novos sistemas de Reiki

Novos sistemas de Reiki surgem por alguma necessidade de adicionar conhecimentos novos, ou mesmo de indicar que é a via de uma nova escola. Ou seja, um novo sistema de Reiki surge por necessidade própria e por vontade de alguém, como forma diferenciadora. Curiosamente esta atitude não foi iniciada no ocidente, mas teve o seu início no Japão, com os próprios alunos do Mestre Usui, como por exemplo, o Mestre Hayashi que fundou o seu Hayashi Reiki Ryoho Kenkyukai.

Mas porque até nesse tempo surgiram novas escolas, novos métodos de ensinar Reiki?

Na cultura japonesa, uma escola é algo de muito valor, de grande importância. Quando um discípulo se tornava mestre, falando nas artes marciais, e tinha a autorização para criar a sua própria escola ou até a autorização para continuar a escola do seu Mestre, isso era considerado uma honra. E quão mais próximo estivesse da fonte original do conhecimento, mais importante essa escola poderia ser. Por isso mesmo se encontram vários tipos de Karaté, Judo, e artes terapêuticas na qual a prática de Reiki se encontra inserida.

Tendo o exemplo do Mestre Hayashi, ele decidiu criar a sua própria escola, seguindo o seu próprio conhecimento, no entanto, manteve a origem presente – Reiki Ryoho, o método de cura natural através da energia universal, exactamente como o Mestre Usui indicou. Crê-se que a diferença estivesse numa aplicação mais metódica das posições, principalmente pelos conhecimentos médicos que Hayashi teria.

Reiki

Essa ideia de um novo conhecimento, um novo método, propagou-se para a Mestre Takata, que indicou o Reiki Shiki Ryoho como sendo o seu método e aqui no ocidente passamos a ter o Reiki Tibetano, Reiki Essencial, Reiki Estelar, Reiki dos Golfinhos, Reiki Dourado, Reiki Celta, Reiki Crístico, Reiki… centenas de novos sistemas surgiram.

Toda esta diversidade trouxe muito por onde escolher. Quem se identificava com este Mestre ou com aquela linha de trabalho, seguia um novo sistema e, de facto, há espaço para todos.

O único problema e o que causa realmente confusão é quando algum sistema tem 5% de ensinamento original e 95% de ideias próprias. O que neste caso, não seria necessário de todo, porque não criar antes um sistema próprio de cura, ou não, mas sem colocar o nome de Reiki? Talvez fizesse mais sentido e fosse mais orientador.

Por isso mesmo, a criação de um novo sistema não é errado, nem é incomum, mas deve ser racionalizado, ou seja, fará realmente sentido quando há ainda tanto a trabalhar no Usui Reiki Ryoho? Por isso mesmo não existem imposições, existem reflexões.

Compreender o que é Reiki

Reiki é a “Energia Universal”, um conceito indicado pelo Mestre Usui para representar a energia que está disponível em todo o lado, para nos trazer harmonia e equilíbrio. Habitualmente, chamamos à nossa prática “Reiki”, mas na verdade o que praticamos é o Usui Reiki Ryoho, ou seja, o método que nos ensina a trabalhar com Reiki, a energia universal. Por isso mesmo, cada novo método é uma nova forma de aprender a trabalhar com a Energia Universal, mas de que forma e para que?

Reiki

Caminho do Reiki

O caminho do Reiki é longo e árduo

O caminho do Reiki parece ser muito entusiasmante e algo de incrivelmente fácil e acessível a todos. Como o Mestre Usui dizia, ele é “a arte secreta de convidar a felicidade” e no seu tempo chamava-se Usui Reiki Ryoho no michi – o caminho do método de cura Usui, pela Energia Universal. Mas será que este caminho é assim tão fácil e acessível como se crê?

O caminho do Reiki

Reiki é algo de muito simples e natural. Muitos praticantes dizem que parece algo que já sabiam a vida toda, outros mais cépticos vêm a descobrir mais tarde que é algo que não se racionaliza puramente, mas que se vivencia. Se levarmos as coisas com superficialidade, o caminho do Reiki é algo de tão simples que se torna enfadonho, sem respostas e sem sentido. Fazes os 21 dias de autotratamento, com sorte seguidos, recitas os cinco princípios e aplicas Reiki nos outros. E depois? Depois achas que não há mais nada a fazer e muito possivelmente queres atingir todos os outros níveis muito rapidamente para que possas tratar dos outros, pois são mais importantes que tu mesmo. E este é o caminho curto e superficial.

Tens o caminho do Reiki que é longo. É aquele que te pede esforço, porque na vida, as coisas que são realmente importantes pedem esforço diário até tudo se tornar natural, enraizado como um pinheiro forte na montanha. Este esforço surge porque tens que trabalhar interiormente, compreendendo as tuas questões através dos cinco princípios, entendendo as causas das tuas questões e sabendo como cuidar delas com Reiki, para o teu bem supremo e para o bem supremo de todos. Neste longo caminho, percebes que para cuidar dos outros, tens que primeiro cuidar de ti. Que para realmente saberes cuidar dos outros, tens que ter uma longa experiência antes de te aventurares profissionalmente e que tudo leva o seu tempo. Tudo começa quando, com as mãos em gassho, esvazias a mente, colocas o coração predisposto e recitas os cinco princípios. Este é um caminho de uma vida.

E que caminho do Reiki tu pretendes tomar?

Aquele que é curto e que não te levará a uma transformação, ou àquele que é longo, árduo, mas que te levará à compreensão do que é “Guiar para um Caminho Pacífico e Feliz”?

O Usui Reiki Ryoho foi feito para todos, mas traz-te algumas exigências como compreender quem és, quem os outros são, o que é a vida. É através do Usui Reiki Ryoho que aprendes a trabalhar com Reiki, a energia que está disponível no universo, para tudo e para todos.

O caminho do Reiki é incrível, só o conseguimos realmente perceber quando o vivemos e isso implica entrega, desapego do que não é bom, para que possamos convidar a felicidade. Reiki é e será também aquilo que tu dele fizeres.

Podes ler mais sobre alguns dos ensinamentos do Mestre Usui, para uma prática profunda, no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz, onde poderás descobrir os 125 poemas que ele escolheu para reflexão.

 

Reiki para a orientação na vida

Encontrar a orientação na vida com Reiki parece ser algo de estranho, mas é isso mesmo se olharmos para as grandes orientações que o Mestre Usui nos deixou. Como ele dizia, a prática é para a melhoria do corpo e da mente. Todo o sentido do que fazemos é para nos guiarmos a uma “vida pacífica e feliz”. E como o poderemos fazer?

Como encontrar a sabedoria do Reiki para a orientação na vida

Tens quatro factores que te podem ajudar a encontrar a orientação na vida com Reiki:

  1. Os cinco princípios e os poemas do Imperador Meiji;
  2. O autotratamento, Reiji-ho e o byosen;
  3. Os símbolos de Reiki;
  4. Reiki.

Os cinco princípios e os poemas do Imperador Meiji

Com os cinco princípios poderás reflectir em vários aspectos desta tua procura:

  • Só por hoje – porque não estás no momento presente do teu caminho de vida?
  • Sou calmo – que falta de harmonia tens ou o que te falta para cultivares a harmonia na tua vida?
  • Confio – porque não tens confiança em ti para cimentares o teu próprio caminho?
  • Sou grato – o que todas as tuas lições de vida te trouxeram de aprendizagem?
  • Trabalho honestamente – já falaste contigo mesmo sobre qual a orientação na vida?
  • Sou bondoso – será que és verdadeiramente bondoso contigo para o teu caminho de vida?

Sobre os poemas do Imperador Meiji, reflecte, por exemplo no poema 116 – Tesouro:

Trabalha arduamente, polindo as tuas aptidões, até te tornares independente e bem-sucedido, já que o trabalho é o teu tesouro.

Podes encontrar todos os poemas no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz. Vale a pena reflectires com os poemas pois eles poderão orientar-te nas tuas perguntas mais difíceis.

Lembra-te que deve haver uma profunda verdade no que falas contigo mesmo.

O autotratamento, Reiji-ho e o byosen

Coloca a tua intenção antes de fazeres o autotratamento. O que achas que te falta para encontrares orientação na vida? É assim que deve ser feito o Reiji-ho, com uma intenção e profunda ligação à energia. Faz os princípios ecoarem e ao fazer o autotratamento, tenta perceber através do byosen quais as partes em ti que mais necessitam de energia. Escuta esse chamamento da energia e tenta compreender o que há a mudar na tua consciência. Não adianta tratares-te se não mudares aquilo que te traz desequilíbrio.

Os símbolos de Reiki

Os símbolos podem ajudar-te a potenciar, trazer harmonia, purificação, pensamento positivo e… orientação para a vida, com o terceiro nível de Reiki. Observa de que forma é que eles te poderão auxiliar para que o teu caminho seja bem mais fluido. Se sentires que existem obstáculos, e porque não enviares Reiki para as situações?

Reiki

O que te pede Reiki?

Se Reiki está presente em todo o Universo, como dizia o Mestre Usui, será que estás realmente unido à energia, sintonizado com a energia. Este tipo de sintonização nada tem a ver com a que recebeste através do teu Mestre, tem sim a ver com a tua entrega à sabedoria da energia, como quem dia, à sabedoria da própria vida. Sente a energia, sente-te, tenta encontrar o equilíbrio entre ambas.

 

Prana e Reiki, qual a diferença

Os conceitos de Prana e Reiki parecem ser muito semelhantes, mas serão iguais?

Rei靈 significa espirito, espiritual. Ki 氣 é a energia vital, a força vital, que faz parte de tudo, vivo e inanimado, no universo. Prana प्राण é a força vital no universo que todos os seres vivos absorvem através do ar que respiram, é o “sopro de vida”.

Prana

Como funciona a energia Prana e Reiki?

O conceito védico de Prana é que é uma energia absorvida pelos seres vivos, através da respiração. É uma energia disponível em qualquer lugar, está presente no universo, mas é através da respiração que ela entra para os nossos canais subtis, os nadis e depois revitalizará cada parte própria do corpo. As práticas de respiração no Yoga, como o pranayama, servem para equilibrar a energia ou os cinco tipos de prana dentro de nós.

O conceito de Reiki indica que a energia entra pelo chakra da coroa, independentemente de processos de respiração. Mais ainda, Reiki é parte do Universo e como tal, todas as coisas animadas e inanimadas são constituídas por Reiki. Claro que Reiki pode ter uma entrada potenciada pela respiração, é por isso mesmo que praticamos o Joshin Kokyu Ho, no entanto, Reiki está em todas as coisas por si mesmo, como sendo parte da energia constituinte do ser vivo ou do objecto.

Talvez Prana e Reiki sejam a mesma coisa, ou talvez sejam conceitos semelhantes, mas não o mesmo. Isto porque a teoria de corpo energético hindu é bastante diferente da teoria chinesa/japonesa. Uma é constituída por nadis e chakras, a outra por tanden e meridianos.

Então, ao praticar yoga, pensa em prana. Ao praticar Reiki, pensa em Reiki. Nenhum dos conceitos é melhor que o outro, apenas têm formas diferentes de serem trabalhados.

Reiki

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