O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Etiqueta: Mestres de Reiki

Aprender os níveis de Reiki com diferentes Mestres

Por vezes surge a questão se será positivo aprender cada um dos vários níveis de Reiki com diferentes Mestres, para experimentar diferentes abordagens e de facto, muitos praticantes seguem esse percurso, mas nem sempre vai ao encontro das suas necessidades ou até mesmo os Mestres de Reiki dão outro tipo de resposta.

Algumas reflexões sobre aprender níveis de Reiki com diferentes Mestres de Reiki

Thomas Edison dizia que “não há substituto para o trabalho árduo” e nos nossos cinco princípios, a filosofia de vida que nos orienta, também encontramos algumas reflexões que iremos abordar sobre o tema. Para que o tema possa ser o mais ilustrativo possível, vou tentar dar a abordagem do aluno e do Mestre, para que se possa compreender os vários ângulos.

Aprender Reiki começa pela razão de “porque quero eu aprender Reiki?”.

Esta é uma razão muito importante e que irá levar a pessoa ou à desilusão, muitas vezes por não encontrar uma mudança imediata ou então ao caminho que nos guia para “uma vida pacífica e feliz…“, segundo indicava o Mestre Usui. Para que isto não aconteça, a pessoa que procura a aprendizagem de Reiki precisa compreender que tudo leva tempo, que em primeiro lugar está a sua aprendizagem e crescimento pessoal, depois estarão os outros e o seu tratamento. A filosofia de vida precisa ser o pilar central, complementado pela prática terapêutica.

“Estou descontente com a aprendizagem e prefiro mudar”

Muitas vezes, tudo começa pela escolha de um Mestre de Reiki. Saber o que vai ser ensinado, de que forma, ao longo de quanto tempo, é importante. Também o diálogo é essencial, se o aluno não disse ao Mestre que algo está a falhar, então o Mestre não irá mudar, nem irá ajudar, por isso a comunicação é essencial, mas muitas vezes as pessoas preferem apenas mudar, como opção pessoal e isso é também válido.

“Fiz o nível 1 com um Mestre, mas agora quero fazer o nível 2 com outro”

Por vezes o praticante escolhe a passagem de nível para mudar de sistema de ensino e de Mestre. Também é uma razão válida.

Do ponto de vista do Mestre de Reiki que recebe a pessoa, existem alguns pontos que vão ser considerados:

  • Que tipo de aprendizagem a pessoa fez?
  • Durante quanto tempo?
  • Que prática tem?
  • Que sistema aprendeu?
  • Como aprendeu os cinco princípios e se os pratica?
  • Que sintonização recebeu?

Alguns Mestres de Reiki consideram que o aluno deve regressar ao nível 1 e recomeçar pelo seu sistema de ensino, para que aprenda tudo seguindo uma determinada linguagem, método e filosofia de prática. Outros Mestres respeitam o que foi ensinado e aceitam o aluno, muitas vezes fazendo um esforço extra para recapitular temas que este não tenha abordado na sua aprendizagem.

“Fiz o nível 1 e 2 com um Mestre, mas prefiro fazer o nível 3 consigo”

O terceiro nível é sem dúvida mais exigente porque irá levar o praticante ao campo possível de ser terapeuta de Reiki. Para esta passagem de nível, também o próprio praticante tem que ter consciência de:

  • Que tempo praticou o nível 1 e o nível 2;
  • O que praticou em cada nível;
  • Se teve prática de voluntariado ou a outras pessoas no nível 2;
  • Se está confortável com o desenho dos símbolos e os compreende;
  • Se mantém uma filosofia de vida assente nos cinco princípios.

Também por estas razões, o Mestre pode pedir para retomar o nível 1, ou então pode aceitar o aluno, reforçando os conhecimentos, principalmente do nível 2.

Uma questão de compromisso

Como vês, a passagem dos níveis de Reiki com mudança de Mestre tanto pode ser possível, como pode ser opcional e deve sempre haver um respeito pelas decisões, quer por parte dos praticantes, quer dos Mestres.

Acima de tudo, devemos considerar o nosso caminho na prática de Reiki como sendo um caminho de aprendizagem com muita componente prática e que necessita de envolvimento, dedicação e compromisso. Assim, nunca se deve atalhar caminho, para se chegar a um objectivo, porque como diz o nosso provérbio popular, quem se mete em atalhos, mete-se em trabalhos. Assim como pagar por três níveis instantâneos não traz saber saber, nem saber fazer. Muitas são as reflexões que devemos tomar, mas podemos escutar os cinco princípios:

  1. Só por hoje, sou calmo – Aceito a minha aprendizagem ao longo do tempo e vou aplicando os conhecimentos em mim mesmo?
  2. Confio – Acredito na minha própria prática de Reiki e vejo os efeitos que tem em mim, sabendo que tudo leva o seu tempo?
  3. Sou grato – Agradeço à energia pelo bem que me traz, à sabedoria do Mestre Usui, aos ensinamentos que me foram transmitidos, a mim mesmo pela predisposição de praticar e aos meus colegas de prática?
  4. Trabalho honestamente – Sou verdadeiro no que faço e também diligente na minha prática?
  5. Sou bondoso – Encaro Reiki também como uma filosofia de vida e assim transformo-me para me conseguir relacionar melhor com os outros e com o mundo em que vivemos?

Aqueles praticantes que observam o seu saber e preferem repetir toda a prática novamente, mostram uma grande dedicação a si mesmos e compreendem as palavras do Mestre Usui quando este dizia:

O treino, de acordo com a lei natural deste mundo, desenvolve a espiritualidade humana. Quando te convenceres de que isto é ver- dade, o teu treino empenhado trará a unificação com o Universo. As palavras que falas e as ações que tomas tornam-se unas com o Uni- verso e trabalham sem esforço como o absoluto ilimitado. Esta é a verdadeira natureza do ser humano.

A prática de Reiki precisa ser feita de forma consciente, vivencial, com dedicação e com um propósito, verificando sempre, se vamos no caminho que nos guia para uma vida pacífica e feliz.

Um encontro de Mestres de Reiki em Retiro

De 29 de Setembro a 1 de Outubro, realizamos um encontro de Mestres de Reiki, de todos os sistemas, em Mafra.

Retiro para Mestres de Reiki

Neste retiro, estivemos a trabalhar os bloqueios pessoais que poderiam ainda afectar o nosso progresso da prática e claro, a desenvolver a prática da técnica de sintonização e reiju. Mas acima de tudo, este foi um encontro para promover a partilhar entre praticantes, os desafios de ensinar Reiki em Portugal e reforçar a importância que o Usui Reiki Ryoho tem para a construção de pessoas e mesmo comunidades.

Neste retiro, também fizemos um trabalho profundo sobre o que são os símbolos, as suas qualidades e para que servem, um trabalho que trouxe uma enorme construção de grupo e outras perspectivas para o nosso trabalho não só pessoal, mas também de ensino.

É de uma enorme gratidão ter podido estar, conviver, partilhar e aprender com estes 11 Mestres de Reiki, que honraram os ensinamentos de Mikao Usui e que tão boas sementes de Reiki irão construir na sua longa jornada de ensino.

Podem ver mais fotos do retiro aqui…

Curso de Reiju para Mestres de Reiki (Janeiro)

O Reiju é uma técnica ensinada a Mestres de Reiki (3B) para que possam dar o empoderamento da energia Rei aos seus alunos. Esta foi uma prática criada pelo Mestre Usui que facultava regularmente aos seus alunos, principalmente após o Hatsurei-ho.

Neste workshop, dedicado exclusivamente a Mestres de Reiki que saibam sintonizar (nível 3 ou 3b dependendo do sistema), irá ser ensinado o Reiju do Mestre Usui e do Mestre Hayashi, a preparação, os efeitos e cuidados a ter na prática.

Valor do curso

  • €75 Mestres externos
  • €50 para Mestres CENIF

Benefícios da aprendizagem e prática de Reiju

  • Potenciar o canal energético dos alunos;
  • Fazer auto-reiju;
  • Compreender o sentido do ensino do Usui Reiki Ryoho através do empoderamento constante e consistente;
  • Apoiar e incentivar os alunos no seu desenvolvimento.

Novo curso para Mestres de Reiki em 2017 – Gokukaiden

O Gokukaiden é a transmissão dos ensinamentos, também conhecido como nível 3B de Reiki ou Curso para Mestres de Reiki. Este é um curso realizado uma vez por ano, com a duração de 10 a 12 meses.

Curso para Mestres de Reiki

O caminho de um Mestre de Reiki começa com o primeiro nível e prolonga-se por toda a vida de prática que faça. Neste curso revemos todos os níveis de Reiki, trabalhamos as sintonizações de cada nível em concreto e ainda partilhamos as questões mais comuns e difíceis da prática de ensino.

Ao longo destes 10 meses, terás momentos de reflexão e muitos momentos de prática. Terás a oportunidade de praticar a aprendizagem a ensinar alunos e acompanhá-los nas suas partilhas.

Irás desenvolver os teus manuais iniciais para o ensino assim como realizar uma monografia, que poderá ser uma reflexão sobre a tua vivência no Reiki ou um estudo de caso.

Ensinar Reiki não é fácil e a própria prática requer muito de nós. Uma grande entrega torna-nos melhores praticantes e quanto mais praticamos, mais e melhor poderemos ensinar. Um Mestre de Reiki não precisa saber tudo, mas tem que ter bagagem suficiente para auxiliar aqueles que o procurarem nesta Arte Secreta de Convidar a Felicidade. A nossa missão? “Guiar para uma vida pacífica e feliz”.

Se tens seis meses ou mais nível 3 (shinpiden) e sentes que pretendes continuar a tua aprendizagem, para auto-conhecimento ou para ensinar Reiki a outros, então este pode ser o teu momento, se assim sentires o compromisso.

Podes ler mais sobre este curso aqui…

 

Ensinar Reiki será fácil?

Se um Mestre de Reiki optar por dar um curso de um dia sem mais acompanhamento, ensinar Reiki possivelmente será fácil, mas se quiser auxiliar o praticante a desenvolver-se, com acompanhamento, a sua tarefa de ensinar Reiki será exigente, mas também recompensadora pelo crescimento mútuo.

Ensinar Reiki e os seus desafios

Cada nível de Reiki tem os seus desafios próprios e cada praticante trará com ele questões que poderão ser mais ou menos desafiantes. Vamos então observar algumas das questões com que um mestre poderá ter que se debruçar:

Nível 1

  • Como sentir a energia ou desenvolver a percepção do sentir;
  • Como realizar o autotratamento sem desmotivação;
  • Compreender a filosofia de vida e aplicá-la;
  • Diferenciar o desenvolvimento da consciência, da prática energética.

Nível 2

  • Ensino dos símbolos;
  • Os efeitos dos mesmos nos praticantes;
  • A aplicação ética;
  • Tratar os outros, com Reiki.

Nível 3

  • Como desenvolver mais o praticante, fazendo um caminho de mestre interior;
  • Trabalhar a descoberta do lado sombra;
  • Definir a importância do Daikomyo;
  • Incentivar a presença necessária nos workshops;
  • Estimular a prática terapêutica.

Nível 3B

  • Estimular o compromisso;
  • Desenvolver o trabalho de grupo, que é muito difícil;
  • Preparar os manuais antecipadamente;
  • Compreender a fundo a missão do Usui Reiki Ryoho;
  • Estruturar e incentivar um ensino acompanhado.

A partir do nível 3, por vezes nota-se uma falta de presença na prática, talvez porque já começam a orientar-se mais para a terapia profissional, ou mesmo ensino, assim como maior dificuldade em trabalho de equipa ou consenso nos conceitos, isto porque vai-se assumindo que a experiência de cada um é cada vez mais vincada, gerando uma separação da experiência dos outros.

Algo que poderá ser desmotivante para o Mestre de Reiki é a ausência dos praticantes, por isso mesmo nunca se deve esquecer que é importante inovar, compreender a ausência e também desapegar. Mais importante é o Mestre de Reiki praticar Reiki e isso trará o entendimento de todas as situações. Ensinar Reiki não é uma tarefa fácil, é exigente, requer prática constante e capacidade de acompanhamento, escuta e apoio. Traz grandes benefícios ao termos em mente e coração a missão do Usui Reiki Ryoho, por isso mesmo, nunca te desmotives.

Respiração violeta ou respiração do fogo violeta

A técnica da respiração violeta é muito usada em sistemas de Reiki como o Tibetano e outros de origem comum a ele ou ao essencial. Não é uma prática comum nos sistemas japoneses. A técnica da respiração violeta serve para potenciar a intensidade da energia libertada, transmitida à pessoa, principalmente numa sintonização de Reiki desses sistemas.

A respiração violeta ou respiração de fogo violeta

O uso da energia violeta é uma prática muito comum em vários grupos ou disciplinas de carácter energético. A frequência da energia violeta é a mais alta, dentro do espectro luminoso, como parte da difracção da luz. Ela serve como energia transmutadora, curadora do campo espiritual ou mesmo como elevação da consciência.

Auxilia, para o praticante, a iluminar o seu corpo energético e também a promover o fluxo da sua energia vital.

Introdução à técnica da respiração violeta

Existem várias formas de o fazer, observa o que fará sentido para ti. Uma das formas é iniciar a passagem de energia com uma luz branca, que depois passa a azul e depois a violeta. Eu irei introduzir esta técnica apenas com luz violeta. Aconselho a que experimentem também a técnica iniciando com a luz branca.

  1. Liga-te à energia, promovendo também o teu enraizamento;
  2. Visualiza uma grande energia violeta por cima da cabeça;
  3. Traz essa energia para dentro do teu corpo, ao inspirar, descendo pela frente do corpo, indo do chakra da coroa à raiz;
  4. Visualiza a energia a subir pelas costas, novamente até ao topo da cabeça;
  5. Coloca a língua no palato e contrai o períneo, onde está localizado o ponto hui yin;
  6. Expira ou mantém a respiração presa;
  7. (Agora tens o circuito energético fechado);
  8. (Se usaste a energia branca, visualiza-a agora a tornar-se azul e depois violeta);
  9. Visualiza dentro da tua boca o quarto símbolo de Reiki, dizendo interiormente o seu mantra três vezes;
  10. Quando sentires o símbolo bem cheio dessa energia, podes soprá-lo.
  11. Se quiseres usar a técnica só para ti, visualiza o símbolo a percorrer todos os teus chakras, limpando-os;
  12. Quando quiseres, expira, solta a língua do palato e solta o ponto hui yin.

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Podes ir fazendo várias inspirações e expirações mas lembra-te sempre de manter o períneo apertado e a lingua no palato.

Quem foram os Mestres de Reiki formados por Mikao Usui

Conhecer a história do Usui Reiki Ryoho permite-nos ter mais perspectiva e sabedoria sobre a prática. Uma das grandes questões que surge é a ideia de Mestre, Mestres de Reiki, ou que título teria Mikao Usui e muito mais. Estas confusões surgem porque quando o Usui Reiki Ryoho chegou ao ocidente teve que ter as devidas “simplificações” e alterações para que pudesse ser aceite e compreendido. Este processo de mudança iniciou-se com a Mestre Takata. Outros mestres ocidentais, fizeram ainda mais alterações e em Portugal chegamos a um ponto em que o que se praticava era Reiki, uma “técnica de imposição de mãos”, com muito amor incondicional. E até aí não há problema algum, excepto quando se começou a fazer do Usui Reiki Ryoho o que não era, misturando práticas, crenças e dogmas que nada têm a ver.

Numa espécie de piedismo, o Usui Reiki Ryoho, que passou a ser conhecido como Reiki, caiu num conceito onde se deviam invocar “guias”, que era uma prática de “apenas dar sem esperar receber” – tudo conceitos demasiado ocidentais, num misto de “new age” com princípios cristãos. Mas nisto houve um grande problema – perdeu-se a noção dos princípios e deu-se a grande importância de colocar as mãos. Reiki passou de um método para a transformação pessoal para uma prática terapêutica piedosa. O que não tem muito a ver com aquilo que é a sua génese.

Compreendendo a história do Reiki, desmistificamos muitos conceitos e um deles é o do grande apanágio de Mestre de Reiki. Uma tradução literal para Mestre, em japonês, será Sensei. Este é um título não adquirido mas sim dado pelos alunos ou admiradores a alguém. Se esse sensei for realmente meritório, poderá ainda ser chamado de O-Sensei. No Usui Reiki Ryoho existiam (e existem) dois títulos próximos – Shihan 師範 e Dai Shihan 大師範. Um Shihan é um instrutor, um professor. Com o Shinpiden, o nível 3, o praticante poderia ser convidado a tornar-se Shihan Kaku, ou seja, um aprendiz, um auxiliar de instrutor. Ao completar a sua prática, tornar-se-ia Shihan. O conceito de Grande Instrutor, ou Dai Shihan, não se sabe bem como era adquirido, de que forma era atribuído. Sabemos que os Mestre Usui formou 21 Shihan mas não conhecemos a totalidade dessa lista.

Em primeiro lugar temos que curar o nosso espírito. Em segundo lugar, temos de manter o nosso corpo saudável. - Mikao Usui

Em primeiro lugar temos que curar o nosso espírito. Em segundo lugar, temos de manter o nosso corpo saudável. – Mikao Usui

Segundo o Mestre Hiroshi Doi, muita documentação da Usui Reiki Ryoho Gakkai, foi perdida num incêndio em 1945, em plena II Guerra Mundial. Num documento sobre os membros da Gakkai, que data de 31 de Julho de 1927, 16 meses após o falecimento do Mestre Usui, encontram-se os seguintes nomes:

  • Juzaburo Ushida, Presidente, Dai Shihan
  • Quatro Directores, dois Dai Shihan e Dois Shihan;
  • Doze Administradores, três Dai Shihan e nove Shihan;
  • Um Gestor para os assuntos correntes.

Chujiro Hayashi era um Shihan e director. Na altura também não se encontravam mulheres como membros. Nesta sua listagem, de quinze páginas, Hiroshi Doi indica que Toshihiro Eguchi era um praticante (terapeuta) da escola em Kofu, antes de sair da URRG, nesse mesmo ano de 1927. Crê-se que na altura eram cerca de 3500 membros.

O Mestre Hiroshi Doi, relata que segundo a opinião dele o mais importante são os verdadeiros ensinamentos do Mestre Usui e não uma lista de praticantes mas, por razões históricas, ele indica quem eram alguns dos Dai Shihan e Shihan formados pelo Mestre Usui. Doi deseja também que um dia se conheçam todos os 21 Mestres formados.

Segundo a data de 31 de Julho de 1927, os praticantes de Shinpiden eram:

Dai Shihan:

  • Juzaburo Ushida
  • Teruichi Akiyoshi
  • Kan’ichi Taketomi
  • Gizo Tomabechi
  • Kenzo Tsunematsu

Shihan:

  • Chujiro Hayashi
  • Tetsutaro Imaizumi
  • Keizaburo Eda
  • Shigeki Fuji
  • Umetaro Mine
  • Hoichi Wanami

É curioso observar a história porque ela traz-nos paz e sabedoria. No Usui Reiki Ryoho, o método que tu pratica, não há necessidade de nos pretendermos ser algo mas há sim a necessidade de nos transformarmos, de crescermos e isso faz-se com os cinco princípios. A Arte Secreta de Convidar a Felicidade apela-nos a esse trabalho, em conjunto com as técnicas e com a prática terapêutica. Tudo deve ser conjugado para o nosso crescimento.

Cuidar de quem cuida também para Mestres de Reiki

Dia 27 de Junho tivemos mais um Cuidar de Quem Cuida, desta vez dedicado a Mestres de Reiki e praticantes de nível 3, o Shinpiden. Este projecto da Associação Portuguesa de Reiki visa apoiar os praticantes na importância do seu próprio cuidado, no desenvolvimento de técnicas para o seu bem-estar e saúde. A este maravilhoso grupo de Mestres e Praticantes, muito obrigado pela vossa partilha e dedicação. Assim se vive o porque Reiki é a Arte Secreta de Convidar a Felicidade.

cuidar de quem cuida shinpiden

Retiro para Mestres de Reiki

De 20 a 22 Novembro 2015 vamos realizar um retiro para Mestres de Reiki. Neste encontro vamos trabalhar muitos aspectos práticos da profissão mas, mais importante, iremos trabalhar o Ser e a prática de um Mestre de Reiki. Todos estaremos por igual, em partilha, mostrando porque Reiki é a Arte Secreta de Convidar a Felicidade. O retiro é aberto a todos os Mestres de Reiki, de qualquer sistema.

O retiro é ideal para Mestres que desejem trabalhar mais as técnicas tradicionais, desenvolver o método de ensino acompanhado ou então para Mestres que estejam a iniciar o seu percurso.

Programa

O programa poderá ser alterado consoante as necessidades do grupo. O programa é apenas indicativo dos pontos principais. Os temas e horários serão entregues na recepção.

Sexta

19h às 20h – chegada e acolhimento dos participantes
20h30 – Jantar
21h30 – Reunião explicativa dos momentos meditativos e terapêuticos, entrega do caderno diário
22h00 – Preparação energética

Sábado

  • Receber Reiju
  • As dificuldades de ser Mestre de Reiki;
  • A importância da filosofia de vida
  • As questões práticas para um curso;
  • A prática da sintonização e da autosintonização.

Domingo

  • Técnicas para desenvolvimento pessoal como Mestre de Reiki;
  • As técnicas de Reiki (iremos abordar todas as técnicas de Reiki);
  • Como construir um curso de Reiki e dar acompanhamento;

Acompanhamento pós retiro

Após este retiro, receberão ainda apoio ao longo da semana seguinte, para questões que tenham e pistas para entendimento das mesmas.

Localização

4 Ventos
Casal de São Pedro
Sobral da Abelheira
2640 MAFRA
38º 59′ 18,53″ N  e 9º 19’ 28,48″ W
Ver direções

retiro-despertar-interior

Mais informações sobre o Retiro para Mestres de Reiki

Organização: João Magalhães e Sílvia Oliveira – CENIF

Contribuição: €250
inclui todas as refeições, em regime vegetariano e alojamento. Preparação para o retiro uma semana antes. Acompanhamento de uma semana após o retiro, no esclarecimento de dúvidas.

Inscrição: amadora@cenif.com
Para ser considerada a reserva, deve ser dado um valor de €50

Alojamento: quartos para 2, 4 ou mais pessoas

alojamento retiro joão magalhães

Refeições: Vegetariana, tudo incluído

Refeições Retiro despertar interior joão magalhães

Respeitar o ensino de Reiki

Qualquer Mestre de Reiki que sinta os ensinamentos no seu coração e mente, na sua vida e prática, sente que o Reiki é algo de muito mas muito valioso. Pelas transformações que realizou e continua a realizar, pela terapia que já aplicou, pelos desafios que o Reiki lhe trouxe e auxiliou a ultrapassar. Ao ensinar, um Mestre tem também o desejo de que o aluno tenha a sua iluminação e o seu caminho para a felicidade. Claro que o desapego deve estar presente mas, se realmente um Mestre se entrega ao ensino, ele perspectiva todo um Caminho e não somente as horas de um dia. Reiki não se aprende num só dia ou num fim-de-semana, leva meses, anos, uma vida para a elevação e a transformação realmente aconteça. O respeito pelo Reiki leva-nos a compreender isso.

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Workshop de Mestres de Reiki na Casa Coração

No passado dia 19 de Novembro tivemos um encontro de Mestres de Reiki, na Casa Coração da Associação Portuguesa de Reiki. Foram partilhadas várias vivências sobre dificuldades que todos passamos, perspectivas de caminhos e dicas para as aulas e questões relacionadas com alunos. Fizemos ainda meditações sobre a nossa filosofia de vida e iluminação interior, com muito Reiki.

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Workshop para Mestres de Reiki na Associação Portuguesa de Reiki

Dia 19 de Novembro às 19h00, vamos ter um workshop para Mestres de Reiki, na Casa Coração, da Associação Portuguesa de Reiki.

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Encontro anual de Alunos e Mestres de Reiki

Cumprindo a nossa tradição anual como escola, iremos realizar o encontro de Alunos e Mestres de Reiki no dia 7 de Junho (sábado) das 17h30 às 19h no Parque Recreativo da Serafina, no Monsanto, Lisboa.

O encontro será no ponto mais alto do Parque, onde estão bancos cobertos por um telhado e um observatório sobre a cidade. Levar uma manta ou toalha, roupa confortável, chapéu e água.
Neste encontro, iremos fazer algumas técnicas novas de Reiki, partilhar uns com os outros, receber certificados e ainda uma lembrança do encontro anual.

Podem ver aqui como foi o encontro de 2013, na praia de Algés, Lisboa.

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Attavaga – o Eu – um ensinamento para quem ensina

dhp-159Attavaga, o Eu, é o décimo segundo capítulo do Dhammapada, os ensinamentos de Buda. Vale a pela refletir sobre os seus versos pois falam-nos sobre a responsabilidade de cada em e o caminho para a sabedoria e mestria. Como diz o Dhammapada, primeiro o sábio estabelece em si a virtude, o ensinamento, disciplina, prática e torna-se um bom exemplo do que ensina.  Tendo em si virtude, não há razão para crítica, mesmo que surja crítica infundada, esta não terá valor ou repercussão. Através da sua prática, o sábio torna-se o seu próprio refugio.

A libertação de cada um é responsabilidade de cada um. Ninguém pode “purificar o outro”. Estas são três lições muito preciosas que qualquer praticante de Reiki devia observar, não por serem do budismo mas sim por serem verdades universais. Quando alguém procura praticar Reiki para levar bem ao outro, o que realmente quer com isso? Quando um Mestre se prepara para ensinar outros, o que realmente preparou para que isso acontecesse?

O cultivo da sabedoria, no Reiki, começa pela prática do mesmo. Pelo conhecimento profundo dos ensinamentos, pela reflexão. Não é pelo aprender algo e no dia seguinte querer ir curar o mundo. Isso apenas resultará em desilusão.

O caminho de aprendizagem interior, é longo, como estarás pronto para o encarar e pô-lo em prática?

12. Attavagga – O Eu

Com apreço por si mesmo,
um sábio protege-se e resguarda
durante os três estágios da vida,
desenvolvendo a virtude como proteção.

Estabeleça primeiro a si mesmo
na virtude apropriada.
Um sábio depois ensina os outros
assim não sendo objeto de crítica.

Ao ensinar os outros
o bom exemplo é o que mais vale.
Bem controlado, ele consegue que os outros se controlem,
o mais difícil é disciplinar a si mesmo.

Cada um é o seu próprio refúgio,
quem mais poderia ser um refúgio?
Treinando bem a si mesmo
um refúgio difícil de ser obtido é conquistado.

O mal é feito pela própria pessoa.
Nascido dela, por ela produzido.
As más ações moem a pessoa tola
tal como o diamante a gema mais dura.

Desprovido de disciplina e virtude,
tal como uma árvore sufocada por uma trepadeira,
ele assim faz contra si mesmo
aquilo que os seus inimigos desejariam.

Fácil é agir com o mal,
prejudicando a si mesmo.
Mas o que é bom, que traz benefício,
é difícil de ser feito.

Os tolos que se apoiam
em idéias equivocadas e desdenham
os ensinamentos dos arahants,
ou dos nobres que vivem o Dhamma.
Iguais à fruta do bambu,
que frutifica para a auto-destruição.

A própria pessoa faz o mal,
ela mesma se contamina,
ela mesma deixa o mal,
ela mesma se purifica.
Pureza, contaminação, dependem dela mesma,
ninguém pode purificar outrem.

Não negligencie o bem maior
por conta de outrem, embora importante.
Saiba bem o que lhe traz benefício
e dedique-se a isso

Mestre de Reiki, o que fazes pelos teus alunos?

Não é tarefa fácil chegar a Mestre de Reiki se realmente nos predispusermos a levar o tempo necessário para a prática e vivência. Construir o caminho pode parecer simples – é dar cursos mas, não é!

Quando começamos a preparar as aulas, apercebemo-nos da complexidade. Quando recebemos os alunos e os trabalhamos individualmente, cada um com as suas características e necessidades, mais complexidade surge. Mas, como resolver ou encarar essas situações?

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O próprio Reiki dá-nos essas respostas, através dos cinco princípios. “Só por hoje”, lida com uma situação de cada vez, não te deixes atropelar pelas emoções. “Sou calmo”, procura receber as situações com tranquilidade e dá também tranquilidade àqueles que te procuram, faz crescer as emoções positivas. “Confio”, se te surgirem perguntas complicadas, que nunca viveste nem tomaste conhecimento, então sê humilde – nada como abertura, verdade e simplicidade. Um Mestre de Reiki não é um ser supremo que atingiu o auge da sabedoria. É um Ser em construção. “Sou grato”, agradece pelos teus alunos e pelas situações, não te queixes tanto por ter poucos alunos ou não os teres – tudo leva o seu tempo e a vida é muito dinâmica. Quem hoje tem muitos, amanhã não tem, depois volta a ter – tudo é impermanente, daí valer a pena agradecer. “Trabalho honestamente”, sê sempre verdadeiro e entrega o teu melhor aos outros. Essa honestidade inclui até as tuas experiências que falharam, por vezes ao partilhar o caminho errado, outros aprendem e tiram lições por aí, não vale a pena te meteres num pedestal. “Sou bondoso”, acima de tudo. Essa bondade começa por ti e aumenta para todos os que te rodeiam. Não te atormentes com os erros mas corrige-os, não te peses com a incapacidade mas gera coisas boas que possam ser úteis para muitos. Sê feliz e ajuda os outros a sê-lo, é essa a essência do Reiki, “a arte secreta de convidar a felicidade”.

E quando formamos um Mestre de Reiki?

Tão exigente é formar um nível 1 como um nível 3b, a responsabilidade e exigência é a mesma para todos os níveis. Ao formarmos Mestres de Reiki estamos a iniciar um novo ciclo que dará oportunidade ao nosso aluno. Então, devemos refletir – que oportunidades dou aos meus alunos, o que faço pelos meus alunos?

Não podemos encarar o Reiki, hoje em dia, como apenas um dia e adeus. Principalmente neste momento, em que tanta divulgação e esclarecimento está a ser feito, quando surge voluntariado em todo o tipo de instituições sociais e até hospitais. Pode haver uma grande diferença entre um aluno de nível 2 que faz um dia de prática e um que passa meses a praticar. Neste aspecto colocam-se as devidas ressalvas pois o Reiki não é mecânico, tem que haver trabalho interior. O mesmo se passa com um aluno de nível 3 que tirou rapidamente todos os níveis e aquele que levou o seu tempo de trabalho interior e prática. Se és Mestre de Reiki e recebes Reiki dos teus alunos, de quais gostarias de receber? Se eles iniciam o seu trabalho como profissionais, sem experiência, o que sentes em relação a isso. A responsabilidade é deles, naturalmente mas, que oportunidades de formação e crescimento eles tiveram?

O próprio ensino deve mudar, não na essência do Reiki, esse é simples. A mudança tem que estar na vivência, na oportunidade de prática e realização. Temos que mudar a consciência, mudar a prática. A forma como aprendemos Reiki poderá não ser a mais adequada para estes dias, por isso, porque não mudar?

Não tenhas medo de criar oportunidades para os teus alunos. O medo cria apego, o apego traz tristeza e sofrimento. Não tenhas medo de dar alunos aos teus alunos, faz com que eles cresçam, também tu crescerás com isso. Acima de tudo pratica o que ensinas – o amor incondicional também se estende ao novo Mestre de Reiki que formaste.

E tu novo Mestre de Reiki, como honras o que te foi transmitido?

Eu agradeço a todos os meus alunos, pelo crescimento que me trazem, pelo carinho e ensinamentos, pela partilha, desafios e bondade. Que eu também possa sempre crescer para vos dar cada vez mais.

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