O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

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Aproveitar o caminho pelo Reiki

Todos queremos fazer o caminho que nos possa guiar a algo bom e assim, muitos escolhem o Usui Reiki Ryoho como sendo o caminho para alcançarem uma vida mais pacífica e feliz. Mas será que o caminho é feito com vista a uma meta?

Aproveitar e viver o caminho da prática de Reiki

Muitas vezes temos em mãos algo que é incrivelmente bom, pelo menos achamos que vai ser mesmo bom e então esforçamo-nos muito para alcançar o seu fim, para termos aquele objetivo que nos vai permitir dizer “já cheguei aqui”. Ao fazer o caminho da prática de Reiki vamos precisar de nos lembrar de ensinamentos muito importantes:

  1. O mais valioso não é o fim, mas sim a forma como vives o caminho;
  2. O que queres aplicar aos outros, experimenta primeiro em ti;
  3. Somente a prática traz crescimento;
  4. Quando pratico Reiki, pratico Reiki;
  5. Leva a prática às coisas mais comuns do teu dia-a-dia, podes aplicar Reiki em ti mesmo a ver televisão, assim como podes aplicar os cinco princípios aos teus problemas no trabalho;
  6. Lembra-te da missão do Usui Reiki Ryoho – Guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa;
  7. As técnicas ajudam-te a aprimorar a prática e, acima de tudo a tratares melhor de ti mesmo;
  8. Encara a vida com alegria, sorri enquanto praticas;
  9. Observa as tuas questões com a felicidade de quem fez uma grande descoberta – tornaste-te consciente;
  10. Pratica meditação Joshin Kokyu Ho, por exemplo, para desenvolveres a tua concentração;
  11. A respiração é essencial na prática de Reiki;
  12. Lembra-te da tua ligação à Terra e realiza-te aqui;
  13. Faz amizades, cultiva afinidades;
  14. Vive em harmonia e transporta-a para os outros;
  15. Capacita as pessoas e nunca diminuas alguém;
  16. Escuta sempre o que a vida tem para te dizer, por vezes também fala pelos outros;
  17. Não te deixes enganar pelo caminho dos outros, cada um percorre o caminho da sua forma própria;
  18. Não te deixes enganar por frases feitas e ensinamentos sábios, mas que parecem demasiado distantes da tua realidade – duvida e pratica;
  19. Sê diligente e persevera, por vezes é preciso voltar atrás, mas também nisso o caminho se pode revelar maravilhoso, pois nunca vivemos duas vezes da mesma forma;
  20. Constrói um coração de uma bondade e compaixão gigantes, para que possa abarcar todo o mundo, mas sempre com muita inteligência e sabedoria;
  21. Aprecia a vida, respeita a vida, protege a vida. Não deixes que a ignorância te prejudique e prejudique os outros, vive com profunda paz e alegria, pois elas estão dentro de ti.

Estes são alguns dos exemplos que podes tomar para o teu caminho pelo Usui Reiki Ryoho. Como vês, esta é uma prática que merece ser vivida com atenção plena, como uma filosofia de vida positiva, humana, universal e que tem muito a dar… Só por hoje, um dia de cada vez.

Lembra-te também que não estás só neste caminho, que muitos outros o fazem também e que, apesar de sermos diferentes, devemos procurar o concílio, as pontes, o trato afável e o sorriso genuíno.

O caminho do Reiki é um tempo de crescimento, não é fácil, por vezes é duro, pode ter ilusões e muitos enganos, mas isso é algo de exterior a ele, nada tem a ver com os ensinamentos. Por isso mesmos, mantém-te firme na tua aprendizagem, ela fará sentido na mente e no coração. Lembra-te sempre de ler e escutar os ensinamentos do Mestre Usui, ele compreendeu o que era a Energia Universal.

Quando estamos sem energia como pode Reiki ajudar?

Se os teus dias são passados sem energia isso pode querer dizer que estás mesmo muito esgotado, em vários sentidos. A prática de Reiki pode auxiliar-te na perspectiva energética e, já sabes, consulta também um médico para verificar se não há algo de físico a acontecer.

Como nos tratar quando estamos sem energia

Sentir o corpo sem energia, a mente confusa, cansada, as emoções difíceis de gerir, podem levar-nos numa espiral de maior exaustão e irritabilidade. É uma saturação comum quando há muita pressão exterior, muita exigência no cumprimento de tarefas e pouco tempo para a própria pessoa poder descansar, sentir-se e relaxar.

A prática de Reiki indica-nos três aspectos que são importantes observar:

  1. O autotratamento;
  2. A compreensão dos centros energéticos;
  3. O enraizamento e a meditação.

O autotratamento para quem está sem energia

Realizares o autotratamento será muito importante, vai ajudar-te a estares um momento contigo mesmo, o que te permitirá descansar e ter uma certeza interior que sabes cuidar de ti, irá também ajudar-te a compreender que chakras estão em desequilíbrio e partes do corpo mais debilitadas. Trabalha bem a tua intenção, para que possas entender bem o que se passa em ti.

Entender os chakras quando estamos sem energia

Tenta compreender o que o teu corpo comunica. Que partes do corpo achas que estão vazias, onde costumas colocar as mãos ao longo do dia. Por exemplo, tapar a barriga e a cabeça. A partir daí, tenta compreender o significado de cada chakra e o que isso representa em relação às tuas questões do momento presente.

Esse entendimento irá ajudar-te também a fazer um tratamento específico. Por exemplo, se tens o plexo solar mais fraco, poderás colocar uma mão no chakra cardíaco e outra no plexo solar e assim deixar a energia harmonizar-se.

Os chakras são também centros de consciência. Observa o que cada um te quer transmitir. Uma boa forma de os sentires é compreenderes o seu byosen.

Como aplicar o “estar no aqui e agora”

Quando estamos sem energia há sempre uma espécie de impossibilidade de estar no momento presente, queremos fugir da confusão, da pressão, estamos presos em pensamento do passado ou mesmo a ansiedade do futuro, por isso mesmo, precisamos aplicar a sabedoria do Só por hoje.

Para que possas estar no momento presente, pratica várias vezes ao longo do dia, principalmente ao tomar decisões, o enraizamento. Depois, faz também várias vezes ao dia a meditação Joshin Kokyu Ho… podes ir à casa de banho e tiras dois minutos para respirares e estares de mente vazia. O ideal desta técnica é conseguires centrar-te na respiração em cada desafio que se apresenta a ti. Ao invés de reagires logo, respira… inspira, expira… só depois reages.

Estar sem energia é um grande desafio e tem-se tornado cada vez mais comum na nossa sociedade devido às imensas solicitações, aos horários dos filhos, das escolas, do trabalho. Então, precisamos também repensar na nossa corrida diária, fazer com que tudo colabore e não com que tudo recaia sobre nós. A responsabilidade é importante, mas a vida não é para ser vivida como se fossemos uma ilha. É preciso também saber aproveitar o dia, nem que seja só por cinco minutos, ou por vinte minutos a fazer o autotratamento.

Pode um Mestre de Reiki ficar doente? Será que é o trabalho que o faz mais doente?

A prática de Reiki está cheia de mitos e um deles é se um Mestre de Reiki pode ficar doente, ou como pode ele ficar doente se pratica Reiki? Esta é uma questão que precisa ser bem reflectida.

A doença no Mestre de Reiki e porque surgirá

A doença é algo de natural na nossa vida, representa um momento de desequilíbrio e desarmonia, ao qual o nosso corpo irá reagir. Reiki, a Energia Universal, é parte de nós e ajuda-nos a manter a homeostasia do nosso sistema vivo. Um Mestre de Reiki é um praticante que deve manter o seu autocuidado regular, é alguém que trabalha proficientemente com a energia e, deve estar em harmonia, em sintonia, com este fluxo de vida.

Mas como pode então, um Mestre de Reiki ficar doente?

A resposta é muito simples –  ele fica com tanta probabilidade de estar doente, como qualquer outra pessoa. Será que afirmar isto significa que praticar ou não praticar Reiki é a mesma coisa?

Não é. De facto, a prática de Reiki pode ser profilática para o desequilíbrio e desarmonia da pessoa, mas isso não quer dizer que ela nunca irá ter mais doença, pensar isto é absolutamente errado. Se estiver na condição da pessoa, podemos até pensar em termos genéticos, ela poderá mesmo ficar doente e isso não tem a ver com ser ou não ser praticante de Reiki, mas sim com algo que faz parte dela.

Assim, fica desfeito este mito – um Mestre de Reiki é uma pessoa com condições e algumas dessas condições poderão conferir doença, ou seja, um período de desequilíbrio e desarmonia, que não pode ser evitado, no entanto, deve ser tratado.

Algumas situações que podem trazer desequilíbrio

No caso dos Mestres de Reiki, não há apenas a componente do tratar os outros, mas também a do ensino. Um Mestre de Reiki realiza sintonizações e ensina praticantes de Reiki, o que o leva a grande “partilha” de energia e também aos desgastes aos quais os professores e formadores estão habituados. Nem sempre é fácil lidar com situações complicadas que surgem e nem sempre se consegue digerir todas as situações pressionantes que nos trazem, é por isso que a meditação é também algo de muito importante e por isso mesmo é que o Mestre Usui nos indicava… “Só por hoje“.

Poderão os tratamentos de Reiki a outros contribuir para a doença do Mestre de Reiki?

A resposta a esta questão pode trazer imensa confusão a quem não ler corretamente ou não enquadrar corretamente a resposta. Vamos ver por dois prismas:

NÃO! Os tratamentos de Reiki a outros não contribuem para a doença do Mestre de Reiki. Não é por tratar os outros energeticamente que iremos ficar com os seus desequilíbrios e desarmonias. Essas questões não são contagiosas, como algumas doenças físicas.

Sim/talvez. Os tratamentos de Reiki a outros podem contribuir para o desequilíbrio do Mestre de Reiki se este não cuidar de si mesmo. Isto acontece porque quando se lida com energia densa, continuamente, esta poderá causar pressão sobre o corpo energético do praticante, mas isto não quer dizer que a prática de Reiki causa doença a quem a pratica! É um pouco como quem está inserido num ambiente stressante, há quem lide bem com esse ambiente e nada se passa, mas há quem não lide bem e fique mal. Por isso mesmo, um Mestre de Reiki ou um Terapeuta de Reiki devem ter um cuidado rigoroso consigo mesmos.

Mesmo tendo todo o cuidado, o Mestre de Reiki pode ficar doente, porque essa doença fará parte da sua condição. Será de grande prejuízo alguém criticar um Mestre de Reiki por este estar doente, pois nada tem a ver com algo de errado que ele esteja a fazer. É quase como ver alguém doente e dizer “bem feita que estás doente” e claro que todos sabemos que pensar sequer, é absolutamente errado.

Quando se deve parar de trabalhar em Reiki, quando se está doente?

Deve-se parar de trabalhar para repor os níveis energéticos, para equilibrar a mente e o coração e descansar o corpo. Devemos sempre seguir estas regras.

Claro que ninguém sabe quando está doente, só mesmo quando o desequilíbrio está bem alojado é que se começam a manifestar situações que apontam para algo estar mal. Portanto, a maior parte das pessoas está a trabalhar estando doente, só mesmo quando pioram, ou quando os efeitos são mais manifestos, é que compreendem as suas condições.

Se estiveres sob o efeito de medicação forte, considera dar também um tempo de descanso, o que é obrigatório quando há intervenção de quimio ou radioterapia, para que o corpo se possa restabelecer corretamente.

Ser Mestre de Reiki é compreender aquilo que o Mestre Usui indicava “É para a melhoria da mente e do corpo” e isto quer dizer que a nossa prática deve ser sempre avaliada e o descanso é obrigatório. Devemos fazer autotratamento e também receber Reiki regularmente.

Estudar mais sobre todas as competências de um Mestre de Reiki

No livro Reiki A Energia Universal, poderás encontrar várias partilhas sobre o que nos leva a ser Mestres de Reiki, o esforço e dificuldades no percurso, o que ensinar e como, assim como, muito importante, a necessidade do nosso próprio autocuidado.

Ser Mestre de Reiki não é apenas ter completado o ciclo de aprendizagem no Usui Reiki Ryoho, é comprometer com a missão que o Mestre Usui nos legou e observá-la bem, não só para os outros, mas também para nós.

Se estás doente, não te preocupes pois não fracassaste em nada, faz parte da tua condição e deste momento de vida. Por isso mesmo, faz os teus exames, tratamentos e recebe também Reiki de outros, para te auxiliar neste momento. Todos precisamos desta troca, ela faz parte da vida e traz-nos sempre grandes lições.

Como Reiki te pode ajudar a tomar decisões

Já alguma vez sentiste dificuldade em tomar decisões e não sabes por onde começar? Sem dúvida que tomar decisões deve ser algo feito por nós mesmos, pensado e sentido por nós, não por outros e, por vezes, a dificuldade pode estar em termos linhas guia que nos auxiliem a enquadrar bem a situação. A prática de Reiki pode ajudar-te de várias formas e aqui fica como o podes fazer.

Como tomar decisões através da prática e reflexão com Reiki

Para tomar decisões devemos estar com os “pés bem assentes na Terra”, isso quer dizer que para nós, praticantes de Reiki, devemos estar bem enraizados. Então, deves observar como está o teu enraizamento e se o estás a conseguir fazer no momento de tomar decisões.

Para auxiliar neste equilíbrio, deves ainda manter o teu autotratamento completo. Isto vai-te ajudar a compreenderes o que possa estar em desequilíbrio, para que possas tratar ou pedir a outra pessoa para te ajudar a tratar. Fá-lo, por exemplo, durante uma semana seguida.

Depois, podes usar os cinco princípios para refletir sobre a decisão, por exemplo:

  • Só por hoje, sou calmo – de que forma esta decisão me trará harmonia;
  • Confio – porque não confio em mim para tomar a decisão que devo? O que me falta?
  • Sou grato – que aprendizagens há a tirar desta tomada de decisão?
  • Trabalho honestamente – o que devo fazer para tornar esta decisão realidade?
  • Sou bondoso – a decisão que tenho a tomar será boa para mim e para todos?

Tens ainda algo que te poderá auxiliar em todo o processo, que é a prática meditativa, que auxiliará a teres uma mente limpa e um coração predisposto – o Joshin Kokyu Ho, que poderá ser aplicado 15 minutos por dia.

Para terminar em grande, nada como mudar a atitude e cultivar o pensamento positivo com a técnica Nentatsu.

Reiki pode auxiliar no teu momento de tomar decisões, mas claro que só tu poderás tomar decisões por ti. O importante é criares boas condições e fundamentares o teu percurso de vida com o melhor caminho para ti e para todos.

 

Dr. Usui ou Mestre Usui

Será que Mikao Usui deve ser chamado Dr. Usui ou Mestre Usui? De que forma uma interpretação livre pode trazer algumas barreiras na prática e muita confusão entre praticantes?

A origem do Dr. Usui e porque realmente devemos chamar Mestre Usui

O Mestre que começou a indicar Mikao Usui como Doutor, no ocidente, foi Hawayo Takata. Porque o escolheu fazer, não sabemos, mas também sabemos que o Mestre Chujiro Hayashi, esse sim um Doutor, um médico da Marinha Imperial, indicava o Mestre Usui como sendo Doutor. A escolha deste título, talvez recaia sobre o respeito que se pudesse ter pelo Mestre Usui, pois nada indicava que o seu grau académico, desconhecido para nós, pudesse ter equivalência a Doutor.

Em qualquer texto que o Mestre Usui nos deixou, ou mesmo os seus alunos e a Usui Reiki Ryoho Gakkai, não existe referência a Dr. Usui como grau académico.

Sensei, 先生, é uma palavra japonesa que representa alguém que atingiu uma grande sabedoria de vida, não necessariamente académica, mas sim de um grande entendimento sobre a vida e as pessoas. Este é o mais alto grau de um ensino e do respeito por outrem, bem além de Doutor. Em Portugal, os médicos começam a querer mudar o termo Doutor, para algo ainda mais elevado, se estivessem no Japão, a escolha óbvia seria Sensei.

Este título é o conferido, dentro do Usui Reiki Ryoho, o método criado em 1922 por Mikao Usui a ele mesmo, o fundador. É um título não indicado por si, mas sim pelos seus alunos, como podemos encontrar inscrito no seu memorial.

Para os ocidentais, que tiveram um primeiro contacto com Reiki no Havai, talvez o termo Sensei fosse algo de estranho e como a Mestre Takata criou pontes entre ocidente e oriente, é bem possível que houvesse o sentido de traduzir essa palavra para algo mais compreensível, como Doutor. Assim como podemos conjecturar que o Mestre Chujiro Hayashi, chamasse também Doutor a Mikao Usui, para que não houvesse qualquer indicação que ele pudesse estar acima do fundador, em grau académico. Claro que são conjecturas, pois nada está escrito sobre o tema, nem indicado pelo Mestre Usui, por isso mesmo, devemos manter-nos conscientes daquilo que é óbvio – o trato do Mestre Usui, pelos seus alunos é Sensei. Assim, temos Sensei Mikao Usui, ou em português, Mestre Mikao Usui.

Este título é também unicamente conferido a ele, O fundador do Método. Os Mestres formados por ele são, Shihan, outro termo para Mestre, Instrutor, Professor e abaixo deles, ainda em formação e provação, estão os Shihan Kaku, os Mestres assistentes, ou Instrutores assistentes.

Poderás ler estas informações e a comprovação através do que foi inscrito no Memorial do Mestre Usui, em O Grande Livro do Reiki.

Como ler com mais atenção ou com atenção plena

Por vezes estamos tão cansados que temos mesmo que fazer um esforço para ler com mais atenção… bem que se tenta, mas a mente vai sempre fugir para outro lado e depois temos que repetir várias vezes a mesma página. Isso é normal, se estás cansado, mas pode também indicar-te uma falta de concentração e uma mente excessivamente sobrecarregada.

Como praticar Reiki para ler com mais atenção

O Mestre Usui começa os cinco princípios com uma indicação – só por hoje. Com isto, ele adverte-nos a que estejamos no momento presente, no aqui e agora, mas como o fazer na leitura?

Experimenta, ao pegares no livro e iniciares a tua leitura, dizeres, “só por hoje”, como se fosse uma indicação à tua mente para ler com mais atenção, para se focar no que está a fazer. Assim, sempre que os pensamentos comecem a surgir, lembra-te de só por hoje e mantém a concentração no que estás a ler.

Por outro lado, precisas focar-te em cada palavra e não estares já desejoso de chegar ao final do parágrafo, da página, do capítulo. Ou seja, tens que vivenciar a leitura como quem aprecia um caminho agradável. Está com atenção a cada palavra, saboreia cada palavra, pois é para isso que estás a ler.

Claro que se for uma leitura de trabalho, poderás não ter tanto gosto como se fosse um livro de ficção, ou mesmo um livro de Reiki. Mas podes pensar que será uma leitura que te trará benefícios para o desenvolvimento correto do teu trabalho e por isso mesmo, tens uma razão para te concentrares.

Se a tua mente for mesmo obstinada e não quiser parar, atenção, precisas mesmo descansar. Um remédio de curta duração é ires um pouco até à casa de banho ou à rua e praticares o Joshin Kokyu Ho, a técnica da respiração e assim criares um espaço inicial onde podes esvaziar a mente, o que te auxiliará na respiração.

Tudo requer prática e se o cansaço acumulado te traz dispersão, precisas treinar a mente para se libertar do excesso de pensamentos e solicitações. Isso também depende das tuas atitudes, por isso, desliga-te de coisas que possam requerer a tua atenção, como o telemóvel, as várias janelas do browser, etc… Lembra-te, uma coisa de cada vez é por vezes muito mais útil e produtivo.

Entrega-te à leitura com gosto, retendo cada palavra e sentindo a recompensa do entendimento por aquilo que lês. Ler com mais atenção pode também ter a grande ajuda da prática de Reiki… só por hoje.

Quando não podes falar sobre Reiki

Nem sempre estamos em posições na sociedade de poder falar livremente sobre o que queremos ou pensamos, assim o mesmo se passa com o poder falar sobre Reiki. Podemos crer que estamos no século XXI, que há liberdade de expressão e que cada um pode ter as suas ideias, crenças e opções de vida, mas na verdade não é bem assim. Qual o papel de um praticante de Reiki no meio de tudo isto?

Não poder falar sobre Reiki e porque não te deves sentir mal sobre isso

Umas vezes é por ter determinado cargo profissional, outras por estar inserido dentro de grupos religiosos, ou até mesmo no seio familiar. Nem sempre é fácil falar sobre Reiki e muitas vezes é até proibitivo por representar um prejuízo pelo julgamento dos outros.

Claro que não falar sobre Reiki tem a ver com o julgamento que os outros fazem e alguém, de uma forma muito simples, pode pensar que ninguém tem nada a ver com isso, mas na verdade, a sabedoria pede-nos que haja sensibilidade e bom senso, ou seja, que tudo seja feito nas alturas propícias, com as condições corretas. Por exemplo no ambiente hostil de uma empresa, o praticante tenta colocar em prática a filosofia de vida ou até a prática terapêutica e é gozado, ostracizado. Num grupo religioso, um praticante tenta fazer o mesmo e é expulso ou colocado de lado como se tivesse alguma doença contagiosa, ou ainda numa escola onde Reiki não tem espaço porque não há tempo “para essas coisas”.

Estes são os exemplos mínimos, porque existem muitos, mas muitos mais e bem piores. Então, nem sempre os praticantes de Reiki conseguem dizer que o são o conseguem falar sobre Reiki e isso por vezes traz-lhes um aperto no coração, um constrangimento por acharem que estão a ir contra algo em que acreditam. Se é este o caso… não te preocupes, confia e sê bondoso contigo mesmo.

Ao refletir sobre este artigo, procurei um ensinamento do Mestre Usui, que está no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz. Esse ensinamento foi:

O Universo existe em mim e eu existo no Universo.

Isto quer dizer que a tua prática, se realmente sentida, está na tua vida e como tal, não precisas de te preocupar em dizer que és praticante de Reiki, mas as tuas ações, essas devem coincidir com a tua prática. Ou seja, é bem mais importante o que fazes do que o que possas falar sobre Reiki. Não deixes que o teu coração se aflija por alguém estar a falar mal de Reiki, dentro de um ambiente que possa ser prejudicial para ti, importa-te sim que a tua conduta esteja dentro dos cinco princípios. Isso sim, fará muito mais do que quaisquer palavras. Mas porque será assim?

Porque quando tu começas a mudar e os outros sentem a tua mudança, eles quererão saber porque estás assim. Quando a tua mudança começa a criar condições para mudares o teu trajeto de vida, tudo pode ser feito serenamente e não com atos radicais.

O nosso querido Mestre Usui ensina mesmo isso. Algo que poderás ler na página 254 do livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz:

O treino, de acordo com a lei natural deste mundo, desenvolve a espiritualidade humana. Quando te convenceres de que isto é verdade, o teu treino empenhado trará a unificação com o Universo. As palavras que falas e as ações que tomas tornam-se unas com o Universo e trabalham sem esforço como o absoluto ilimitado. Esta é a verdadeira natureza do ser humano.

Se não podes falar sobre Reiki, não te preocupes. Eu acredito que irás criar condições ao longo do tempo para poderes falar e mais ainda, exemplificar muito a prática de Reiki e principalmente a sua filosofia de vida.

É claro que por vezes, o não se poder falar sobre algo que se sente tão bom, cria uma espécie de sufoco, mas lembra-te que não estás só nesse caminho, por isso fala com os teus colegas sobre a tua situação e auxiliem-se uns aos outros. Não precisamos bradar que somos praticantes de Reiki, mas precisamos ser praticantes de Reiki.

Por isso mesmo, entrega-te aos cinco princípios, lembra-te como é importante criares harmonia no local onde estás, saber desenvolver a confiança entre os colegas de trabalho e trazer de forma clara as lições próprias que a tua empresa, escola, ou grupo tem para todos. Leva sempre uma comunicação justa, clara, honesta, demonstra-te um bom trabalhador, exemplar e verás que também a tua bondade ecoará na mente e no coração dos outros. Tudo é possível, não de um dia para outro e por vezes requer muitos anos. Também um grande carvalho precisa do seu tempo para crescer e ninguém duvida da sua importância.

Lembra-te das palavras do Mestre Usui, elas são claras.

Enviar Reiki para emoções que surgem no autotratamento

O autotratamento Reiki pode trazer-nos a consciência de emoções a resolver e, tendo tu o nível 2 de Reiki, podes enviar Reiki para auxiliar nesta tomada de consciência e na resolução da energia, é um processo simples, mas que requer disciplina.

Como enviar Reiki para as emoções que te surjam no autotratamento

O surgimento de emoções, com o teu autotratamento regular, pode ser algo de muito benéfico. Claro que ninguém gosta de sentir algo que se esforçou para camuflar, mas ao tocarmos naquela mágoa que estava escondida, ou raiva, ou qualquer outra emoção, podemos ter um entendimento sobre nós mesmos.

Reiki não tem nada de estranho e a energia cumpre o que o Mestre Usui indicava, como a “lei natural da vida”, promovendo-nos o equilíbrio e harmonia que todos necessitamos para viver de forma harmoniosa. Quando sentimos a energia em nós, ela vai trabalhar para a homeostasia e se encontrar algum tipo de “veneno”, quererá auxiliar o seu processo de cura.

Assim, as emoções podem emergir para que possam ser curadas, mas isto não quer dizer que aconteça em todos os autotratamentos ou com todas as pessoas. Como poderás tratar estas situações?

Enviar Reiki para estas emoções, pode ser algo de muito benéfico. Enviar Reiki é a aplicação da técnica Enkaku Chiryo e é através dela que poderemos tomar uma melhor consciência sobre as situações e também ajudar a mudar o nosso comportamento subconsciente sobre elas mesmas. Para isso, podes fazer o seguinte:

  • Vamos imaginar que estás no meio do teu autotratamento e começas a sentir uma espécie de raiva a surgir;
  • Observa onde tens as tuas mãos;
  • Mantém a mente tranquila e tenta perceber que história te conta essa raiva, de onde ela surgiu, de que situações?
  • Quando tiveres uma noção clara, ou se ela não surgir de todo, poderás enviar reiki apenas para a sensação;
  • Para enviar Reiki, faz o seguinte:
    • Deixa estar as tuas mãos na mesma posição do autotratamento em que surgiu essa emoção;
    • Visualiza os símbolos do terceiro para o primeiro;
    • Coloca a intenção de trazer harmonia a essa emoção;
    • Se visualizares a situação que causou o surgimento dessa emoção, visualiza todas as pessoas a ficarem em harmonia, todos a estarem bem;
    • Visualiza a energia dessa situação a ficar mais leve, mais iluminada (pois costumamos visualizar esse tipo de situações com tensão e como se fossem escuras);
    • Quando quiseres terminar, visualiza novamente os três símbolos de Reiki;
    • Agradece;
  • Continua o teu autotratamento;
  • No final, faz o banho seco e agradece.

Enviar Reiki para emoções pode ser uma forma de cada vez mais te conheceres melhor e ajudares-te a ti mesmo a tratar os pequenos venenos que te consomem.

Já sabes, se houver algo que não consigas tratar, aconselha-te com o teu Mestre de Reiki e claro, se for do campo médico, procura um profissional de especialidade.

O que indicar para mudar de vida a quem não é praticante de Reiki

Por vezes alguém quer mudar de vida mas não sabe como o fazer, ou pode até ler e escutar, mas mesmo assim não saber como mudar de vida. Se és praticante de Reiki, poderás ajudar.

Como ajudar alguém a mudar de vida através da prática de Reiki

Imagina que conheces alguém que não é praticante de Reiki, mas que se encontra numa fase de vida que necessita mudar de vida. Possivelmente essa pessoa já te disse que está farta do seu momento actual, que não aguenta mais a pressão de tudo aquilo que tem a fazer e de como as coisas lhe estão a correr. Ela quer mudar de vida rapidamente, mas não está a conseguir. Já se inscreveu num ginásio, já foi viajar, ela até já comprou muitos livros de auto-ajuda, mas nada a fez mudar de vida.

Na prática de Reiki temos várias formas para a ajudar a fazer essa mudança de vida:

  1. A filosofia de vida, através dos cinco princípios;
  2. Receber Reiki;
  3. Aprender Reiki.

A filosofia de vida, para mudar de vida

Muitas vezes as situações estrangulam-nos porque não temos uma forma de agir ou reagir a elas diferente, porque talvez nos faltam pedras basilares na nossa construção interior que nos fortaleceriam mais. O que o Mestre Mikao Usui nos transmitiu, foram cinco princípios para a “melhoria do corpo e da mente“. Para nós, eles são recitados como “Só por hoje, sou calmo; Confio; Sou grato; Trabalho honestamente e Sou Bondoso”.

Mas para alguém que não esteja dentro de uma prática de Reiki, podemos transmitir a profundidade destes princípios de uma outra forma, levando a pessoa a reflecti sobre:

  • O que tens feito para levar uma vida calma? E como tens proporcionado a harmonia aos outros?
  • Tens tido confiança em ti mesmo para resolveres as situações? Perdeste a confiança nos outros, na humanidade?
  • Que lições te têm surgido na vida e como as tens encarado? Tens agradecido pelas tuas lições?
  • Tens-te aplicado no que deves fazer e comunicas o que sentes?
  • De que forma tens sido bondoso para contigo? E como tens levado essa bondade aos outros?

Esta filosofia de vida coloca-nos questões muito importantes, mas dá também uma resposta aberta a elas – promover a harmonia, a confiança, saber escutar e comunicar, ser genuinamente bondoso.

Receber Reiki

A pessoa poderá até receber Reiki para a auxiliar a equilibrar-se, a encontrar harmonia. Pode ser feito através de uma consulta profissional, onde aspectos mais profundos são trabalhados, ou então de uma sessão de voluntariado, que apesar de mais simples, irá auxiliar energeticamente a pessoa.

Receber Reiki é uma forma de equilibrarmos o nosso todo energético, ao nível físico, mental e emocional, quando tudo isso se conjuga, começamos a ter um “tempo” interior que nos permite observar como mudar de vida, fazendo sentido para nós mesmos.

Aprender Reiki

Apesar de Reiki ser “simples” e todos o poderem aprender, não quer dizer que faça sentido a todas as pessoas, por isso mesmo, não há uma necessidade que todas as pessoas aprendam, mas que quem queira aprender o saiba porque está a fazer. A prática é uma vivência de uma filosofia de vida e um trabalho terapêutico que começa com nós próprios.

Assim vamos praticando e aprendendo, não num só dia, mas em anos de vivência, contínua formação e prática. Não para “curarmos” os outros, mas para compreendermos realmente o nosso caminho para “uma vida pacífica e feliz“. Ao longo desse caminho, sim, vamos ajudando outros, assim como a nós mesmos, vamos contribuindo para uma maior harmonia, através da filosofia de vida e da terapia. Chegamos a todos, desde animais a pessoas, desde grávidas, bebés, a pessoas em fim de vida.

O Usui Reiki Ryoho traz-nos uma grande profundidade na vida, traz-nos uma certeza interior por fazer sentido na vida. Mudar de vida é compreender um pouco melhor para onde a vida nos leva, através de sólidas bases.

Manipular o canal energético numa sintonização de Reiki

 

A sintonização é uma técnica que se aprende no Gokukaiden, mas será que ela irá manipular o canal energético do praticante?

Manipular o canal energético numa sintonização de Reiki – absolutamente proibitivo.

O Usui Reiki Ryoho é um método terapêutico com uma filosofia de vida assente em cindo princípios, orientadores da nossa prática e com um objectivo claro – a elevação da consciência.

Quando sabemos a missão do Usui Reiki Ryoho, compreendemos claramente o que é possível e totalmente inadmissível na prática de Reiki. Dizia o Mestre Usui “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

O Gokukaiden é o que commumente chamamos de nível 3B de Reiki e é o nível onde o praticante aprende a sintonizar outros, através de um método específico para cada nível. A sintonização é um processo “simples”, para trabalhar a Energia Universal em cada um dos níveis. Este processo de sintonização foi sendo passado de Mestre para Mestre e com algumas revelações do processo tradicional, pelo Mestre Hiroshi Doi.

O único propósito da sintonização Reiki é o de capacitar o praticante a trabalhar no nível a que se propõe. Se um Mestre de Reiki decide manipular o canal energético do praticante isso é uma opção pessoal e que não está de acordo com o ensinado e legado pelo Mestre Usui. Não se pode fazer algo energeticamente a alguém sem o total consentimento da pessoa. Um aluno não é um objecto do Mestre de Reiki, é sim alguém que está num processo de aprendizagem, assim como o Mestre de Reiki também está, ao longo de toda a vida. Por isso, a manipular o canal energético numa sintonização de Reiki ou em outra circunstância da prática de Reiki, nada tem a ver com o método e não pode ser considerado Reiki, nem é feito através da energia Reiki, que trabalha para a harmonia e equilíbrio da pessoa.

Como lidar com a situação de indicarem que há um manipular do canal energético do praticante

Em primeiro lugar, o aluno deve pedir explicações claras ao Mestre de Reiki sobre essa declaração, pois pode ter sido um mal entendido e um uso impróprio das palavras, pois se o canal energético for “alargado”, isso não é manipulação, mas sim o desenvolvimento natural do canal;

Em segundo lugar, se realmente houve uma manipulação, o aluno não precisa ficar em stress e deve indicar ao Mestre que lhe deve fazer a sintonização sem qualquer tipo de manipulação. Se houver algo a tratar, deve ser feito em terapia e não em sintonização.

Caso o aluno não consiga essa sintonização, poderá procurar outro Mestre ou realizar uma simples meditação:

  1. Aplica o banho seco e a chuva de Reiki;
  2. Senta-te confortavelmente, coloca as mãos em gassho e liga-te à energia;
  3. Recita os cinco princípios profundamente;
  4. Pratica durante quinze minutos a técnica Joshin Kokyu Ho, a técnica da respiração;
  5. Faz depois a técnica de desintoxicação durante quinze minutos, com a intenção de corrigires o teu canal energético e te libertares de alguma manipulação que ele tenha tido;
  6. Depois, visualiza a energia a entrar pela tua cabeça, muito brilhante e a tornar todo o teu corpo e canal energético brilhante, saindo pelas mãos e pelos pés;
  7. Quando quiseres, termina, recitando novamente o cinco princípios, três vezes (como era feito originalmente pelo Mestre Usui).

Manipular o canal energético da pessoa sem o seu consentimento não é permitido, Reiki deve ser uma prática para melhorar a condição da pessoa, levá-la a cuidar de si mesma e dos outros, não para lhe trazer consternação.

Acima de tudo, lembra-te que tu és dono do teu próprio canal energético, assim como de qualquer parte do teu corpo físico, mental ou emocional, por isso mesmo, o que quer que alguém diga que te fará, tu tens a força de aceitar ou recusar.

Ser Mestre de Reiki é ter grande consciência e humanidade, não é estar numa atitude superior em relação aos outros, mas sim em plena harmonia e equidade.

Que livros de Reiki são recomendados no Nível 2 de Reiki

Se estás no nível 2 de Reiki ou se pretendes iniciar o teu percurso neste nível, então poderás estar à procura de livros de Reiki que sejam recomendados. Indico-te dois que poderão auxiliar-te a compreender o objectivo deste nível e também o desenvolvimento da prática.

Livros de Reiki recomendados para o nível 2 de Reiki

O Nível 2 de Reiki traz-nos uma prática mais acentuada no desenvolvimento de técnicas, assim como um aprofundar da filosofia de vida. Aqui, o praticante irá também desenvolver as competências para trabalhar como voluntário, ou seja, estar predisposto para a doação de Reiki. Se já leste O Grande Livro do Reiki, estes são os outros livros de Reiki que recomendo para ti:

Reiki para o Corpo e a Mente

Já na segunda edição, este pequeno livro que é composto também por cartas, irá auxiliar-te a dinamizar a tua prática de Reiki, desenvolvendo as técnicas, aplicando os símbolos e conjugando a filosofia de vida para uma prática integrada. Reiki para o Corpo e a Mente saiu em 2016 e é aplicável a todos os níveis, se bem que será um excelente auxiliar a praticantes de nível 2 de Reiki.

Através das cartas e dos programas de trabalho que constam no livro, poderás verificar que a prática de Reiki é profunda e que nos traz grande sabedoria.

Escolhido para ser  um guia do mundo, deve-se ter uma atitude correta. – Imperador Meiji

 

Reiki Guia para Uma Vida Feliz

Também publicado em 2016 e também em segunda edição, Reiki Guia para Uma Vida Feliz é um auxiliar para o aprofundar dos preceitos que o Mestre Mikao Usui nos legou.  Com muitos conceitos escritos quando estava ainda no Japão, este livro ajudou-me a conciliar a perspetiva de Montanha e Bambu que precisamos adquirir, ou seja, sermos resilientes e flexíveis. Além da tradução integral e interpretação dos 125 poemas do Imperador Meiji, poderás também aprender conceitos profundos sobre a meditação e outras técnicas que te trarão boas ferramentas na Arte Secreta de Convidar a Felicidade.

Mais ainda, poderás ler neste livro textos inéditos sobre o Mestre Usui, Hayashi e Takata, que te auxiliarão a compreender toda a prática de um ponto de vista tradicional.

Os livros de Reiki são um bom complemento à tua prática e aprendizagem, mas não te esqueças de participar nas aulas e cumprir os teus cursos ao longo dos meses, pois seguirmos uma missão que nos indica “guiar para uma vida pacífica e feliz”, não se consegue fazer num dia… muitas vezes nem em anos, é por isso mesmo que temos que encarar este caminho como um percurso, onde felizmente não estás só.

Como passar um dia consciente em atenção plena

Atenção plena significa estar em plena consciência das ações, pensamentos e emoções do momento presente. É estar no aqui e agora, mas realizando cada ação com a total presença de espírito que ela requer. No dia-a-dia que levamos, é algo de incrivemente impossível.

A atenção plena e como a vivenciar num dia

Praticar a atenção plena significa que não poderás “navegar” no teu dia em inconsciência, fazendo as ações mecanicamente. Claro que levar isto à letra é tornar impossível a prática da atenção plena, pois como poderíamos estar conscientes da respiração e ao mesmo tempo conduzir, então temos que saber até onde levar a nossa atenção plena.

Esta prática significa que é importante desenvolver o nosso eu consciente, ou seja, aquele eu que observa, discerne, escolhe e age. É uma prática que nos deixa limpar um pouco mais as lentes embaciadas com que observamos a realidade e ainda nos permite viver da forma mais correcta possível.

Criar esta consciência começa por identificar momentos que são importantes para nós e que, muitas vezes, estamos a deixar passar ao lado. Podemos identificá-los como:

  • Acordar;
  • Levantar da cama;
  • A higiene pessoal;
  • As refeições diárias;
  • A condução, o estar num transporte público e/ou o caminhar;
  • As tarefas do trabalho;
  • O conversar com alguém;
  • A revisão do dia.

Como desenvolver a consciência da atenção plena e a aplicar no dia-a-dia

Mantendo estes pontos anteriores em mente, sempre que estivermos perante eles, iremos prestar atenção, ou seja, estar no momento presente, concentrados no que estamos a fazer.

Muitas vezes achamos que é uma glória sermos “multitasking”, capazes de realizar inúmeras coisas ao mesmo tempo, mas o que realmente fazemos com atenção plena, que valor damos ao que fizemos, às pessoas com quem estivemos e como tem a nossa mente aguentado ao longo dos anos de múltiplas tarefas ao mesmo tempo?

O estar concentrado significa ter uma atitude de uma coisa de cada vez, ou seja, concentração. Esta não é uma atitude de desatenção ou de menor produtividade, muito antes pelo contrário, é a maximização da nossa capacidade de produzir com bons resultados, pois estamos concentrados.

Quando estamos atentos à forma como acordamos e compreendemos o valor de mais um dia, mais uma oportunidade, faz todo o sentido começarmos o dia e não sentirmos que vamos começar mais uma semana de dor. Quando as nossas refeições são passadas a saborear genuinamente o que comemos e não apenas a enviar comida pela boca, no gesto mecânico do que temos que fazer e ao mesmo tempo ler no telemóvel, ou conversar com alguém enquanto pensamos em mil e uma outras coisas, a refeição traz-nos outro contentamento.

Mais ainda, ao estarmos com alguém e escutarmos essa pessoa, ao sabermos também quando devemos falar e levarmos uma conversa construtiva e não meramente reactiva, estamos não só a respeitar a conversa, a relação, mas também a despertar compaixão, equanimidade e contentamento.

Se revires todos os passos para um dia de atenção plena, a quais deles realmente estás a levar toda a tua atenção?

A prática da atenção plena vai requerer a tua calma e harmonia, isso quer dizer que é preciso haver um tempo antes de surgir uma resposta. Por exemplo:

  • Estás a conduzir e alguém passa à tua frente de forma perigosa. A reacção natural seria praguejar (por exemplo), mas lidando com plena atenção, respiras e colocas à frente dessa reacção aquela que é verdadeiramente importante, como por exemplo, identificares que conseguiste estar calmo perante um momento stressante.

Uma das formas de manteres a calma e harmonia é mesmo a respiração, ou melhor, a capacidade de indicares à tua mente que não deve reagir de imediato.

A mente não é apenas aquela que propicia as nossas dificuldades e lixo mental, ela também produz excelentes reacções mecânicas que podem salvaguardar a nossa vida e também mantém o nossos sistema vivo em equilíbrio, sem que tenhamos que estar atentos a todos os nossos processos biológicos. A mente apenas precisa de alguma educação no que toca à gestão dos pensamentos e das emoções. Isso irás fazê-lo através da consciência e também, porque não, através de uma filosofia de vida correta.

Passar um dia em atenção plena não é simples, mas é um exercício que merece ser praticado e que te trará cada vez mais sentido de vida. São as perturbações e estímulos exteriores que levam às perturbações interiores, é uma mente irrequieta que nos leva ao desgaste mental e emocional, assim como a muitas questões físicas. Ao desenvolveres consciência, vais despertar a atenção plena e esta irá ajudar-te cada vez mais a seres a consciência que pretendes. Lembra-te que uma mente vazia, leva a um coração compassivo.

Reiki cura ou equilibra e harmoniza?

Será que a aplicação de Reiki cura ou equilibra e harmoniza? O conceito de cura significa que há um restabelecimento da saúde da pessoa, ou seja, que o que afectava a sua saúde se encontra sanado. Mas como compreender este conceito perante a prática de Reiki?

O efeito de cura ou como Reiki equilibra e harmoniza

Reiki significa Energia Universal e é também o termo comum usado para o método Usui Reiki Ryoho. Ao aplicar essa Energia Universal, através de o método, numa pessoa, ela poderá sentir-se melhor, ou em algumas situações, ela mesma poderá indicar que se sente curada.

Mas como funciona a prática de Reiki em tratamento a uma pessoa? Quais os seus conceitos?

Vamos supor que uma pessoa procura uma consulta de Reiki pois tem dores recorrentes na perna. O terapeuta tentará compreender que condições, fatores, levaram a essa situação, poderá realizar uma avaliação energética através do byosen do corpo da pessoa e realizará o tratamento. O byosen é uma palavra japonesa que significa a irradiação da doença, ou seja, do desequilíbrio e desarmonia.

Na prática de Reiki, apenas trabalhamos a energia e não um corpo físico, ou uma questão mental, mas sim, as energias que levam à perturbação da homeostasia da pessoa. Neste caso da perna, o terapeuta irá trabalhar toda a energia da pessoa, para que possa auxiliar o corpo a autocurar-se. Isto significa que o terapeuta ou a energia não têm a ver com a cura, mas são a forma através do qual o corpo encontra o equilíbrio necessário para promover a sua própria autocura.

Numa situação em que a pessoa tem andado com sentimentos de tristeza, ou cabeça cansada, Reiki não cura a pessoa dessa tristeza ou do cansaço, mas promove a harmonia energética ao mudar, remover, aliviar, a concentração, estagnação ou inflamação desses tipo de energias.

Compreendendo isto, podemos entender que não é o terapeuta que cura, nem é a energia que cura, é sim a própria pessoa que, através do trabalho de equilíbrio e harmonia com Reiki, alcança o momento apropriado para mudar de condição.

Pensando sempre em termos de energia, não existem confusões sobre a atuação de Reiki, nem qualquer tipo de pensamento que possa ser uma concorrência a áreas como a psicologia ou qualquer outro campo médico ou terapêutico.

O nosso campo de trabalho é apenas o energético e o terapeuta de Reiki é um técnico que deve ser especializado nessa aplicação, compreendendo corretamente os limites da terapia e as condições do seu trabalho.

Porque é obrigatório manter o acompanhamento médico

Cada prática terapêutica tem uma perspetiva que é muito própria dos seus conceitos e, por vezes, não tem uma capacidade de diagnóstico ou de validação dos resultados como tem a medicina. Convencionalmente, todas as situações de desequilíbrio e desarmonia, passam pela nossa medicina e assim deve ser. O acompanhamento por parte de médicos competentes e especializados é um factor muito importante para a saúde da pessoa. Como tal, ainda que pratiques Reiki ou consultes terapias complementares ou mesmo medicinas alternativas, mantém o teu acompanhamento médico. Somente através dos exames médicos é que a pessoa poderá constatar a cura ou não, da sua condição.

Nem sempre são pessoas felizes os praticantes de Reiki

O que pode fazer de nós pessoas felizes sem nos estarmos a iludir? Será que Reiki pode fazer de nós pessoas felizes ou é apenas um apregoar publicitário?

Um caminho para sermos pessoas felizes e porque nem sempre os praticantes de Reiki o são

O que nos traz infelicidade?

  • A pressão diária dos afazeres quotidianos;
  • O não termos tempo para nós mesmos;
  • A incapacidade de exprimirmos o que sentimos;
  • Estarmos em sofrimento inconsciente;
  • A mente incontrolável com pensamentos excessivos;
  • O sentirmo-nos incompreendidos;
  • As obrigações sociais;
  • A cultura e crenças que nos são incutidas, mas que não correspondem ao que sentimos ser melhor;
  • A incapacidade de relacionar harmoniosamente com os outros;
  • A falta de crença na humanidade;
  • Entre muitas outras coisas…

Quando iniciamos a nossa aprendizagem de Reiki, podemos ir ao engano de pensarmos que vai fazer de nós pessoas felizes. Isso pode mesmo ser um grande engano.

Ao iniciares a tua prática de Reiki, irás aprender que o Mestre Usui indicava que é “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“. Isto quer dizer que, ao praticares os cinco princípios, estarás a desenvolver consciência e a mudar a atitude perante ti mesmo e perante os outros.

Só por hoje, sou calmo, confio, sou grato, trabalho honestamente, sou bondoso.

Então, não há uma promessa de felicidade, mas sim uma indicação clara que terás que trabalhar, diligentemente, para construires o caminho interior que te leva pela felicidade.

Quando encaramos o Usui Reiki Ryoho desta forma, compreendemos que sim, os praticantes de Reiki podem ser pessoas felizes, mas apenas se realmente praticarem aquilo que é a base estrutural do Reiki – a filosofia de vida.

Encarares a vida com uma filosofia assente em cinco princípios poderá parecer simplista, mas na verdade é um trabalho árduo que irá exigir de ti a criação da harmonia, o desenvolvimento da confiança, o entendimento pelas lições de vida, a diligência e a bondade genuína, à qual podemos chamar compaixão e amor incondicional.

Assim, não penses que os praticantes de Reiki são pessoas felizes ou que milagrosamente o iremos ser, os praticantes de Reiki são pessoas que continuam numa vida comum, com os problemas que todos têm e a lidar com as mesmas dificuldades que todas as pessoas lidam, todos os dias. No entanto, eles têm os cinco princípios e, passo a passo, vão construindo o seu caminho na Arte Secreta de Convidar a Felicidade… Possivelmente é esse trabalho, o viver esse caminho, que os faz verdadeiramente pessoas felizes. A mim faz, apesar de todas as dificuldades.

vida feliz mikao usui

Actos de bondade conscientes

A bondade é um dos cinco princípios de Reiki, como tal, realizar actos de bondade é algo de comum para um praticante de Reiki, mas qual a necessidade de o fazer conscientemente.

Praticar Actos de Bondade Conscientemente

Inconscientemente, temos impregnado na nossa cultura o “fazer o bem, não olhando a quem”, “fazer sem dizer”, entre muitas outras condições que resultam num acto de bondade desconhecido, caindo muitas vezes no erro de se pensar que falar sobre fazer bem faz perder todo o valor. Mais ainda, muitas pessoas que fazem o bem começam a sentir-se desvalorizadas pois quem as desvalorizou não sabia o que fizeram de valor. Umas vezes aguenta-se, mas com o tempo, começa a surgir uma revolta em surdina, um desacreditar na humanidade, uma frustração que chega a atingir a autoestima. É como ver todos os outros a serem valorizados, menos nós próprios.

Não é errado praticar actos de bondade sem que ninguém os conheça e também pode ser prejudicial apregoar actos de bondade para que todos vejam que se é bondoso. Então como saber trilhar um caminho do meio, em harmonia, praticando actos de bondade conscientemente?

A prática consciente de actos de bondade

Quando te tornas consciente, isso quer dizer que a tua vida começa a ficar cada vez mais clara para ti. Começas a compreender a importância do teu equilíbrio, mas também a importância da harmonia que deve existir com os outros.

Muitas vezes queremos mudar as condições negativas da nossa vida, mas nem sabemos como e a resposta está nos actos de bondade conscientes. Esta prática não é uma realização egoísta, oportunista ou hipócrita, mas sim uma tomada de consciência que devemos estar despertos para a realização daquilo que é bom, construtivo e de valor para a sociedade, comunidade e humanidade, incluindo-nos a nós mesmos nesse processo.

Os actos de bondade consciente são uma forma de te valorizares interiormente e resgatares a tua autoestima, não por te sentires mais do que os outros, mas sim por compreenderes que podes ter um papel importante na vida pelas mais pequenas acções.

São exemplos de actos de bondade consciente:

  • Não deitar lixo para o chão;
  • Conduzir de forma segura;
  • Auxiliar alguém que esteja em dificuldades físicas;
  • Ser atento para as condições de alguém numa fila de supermercado e deixar passar à frente;
  • Ser atencioso e cordial com todos;
  • Ter uma palavra de bondade;
  • Cultivar bons pensamentos;
  • Entre muitos muitos outros…

Os actos de bondade consciente são muitas vezes pequeníssimas coisas no nosso dia-a-dia, mas que ajudam a construir uma comunidade mais harmoniosa e uma crença no ser humano.

O nosso papel é despertar, é ser consciente de tudo o que fazemos… mesmo os actos de bondade.

 

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