O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

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Porque a energia não flui para os sítios onde é preciso sem lá pormos as mãos?

E se a energia não flui para o local onde tu estás em desequilíbrio? Não era suposto isso acontecer porque a energia é “inteligente”?

Porque a energia não flui para onde estamos mal – será que é mesmo assim?

Se és praticante de Reiki e aplicas o autotratamento, por vezes estás doente, ou seja, em desequilíbrio e desarmonia, por alguma razão e se sabes que a energia flui muito naturalmente em ti, por isso mesmo sentes as mãos a ativar com a energia, ou até as mãos quentes, sem sequer pensares nisso, então porque não sentes a energia a fluir “automaticamente” para onde é necessária? Será que a energia não é tão inteligente assim?

O conceito da energia ser inteligente explica-se muito naturalmente, pois tem o mesmo sentido do nosso próprio corpo ser inteligente. O sangue flui para onde é necessário… por vezes surgem é complicações no próprio corpo ou nos comandos que “automaticamente” o irrigam.

Se sentes que a energia não flui não quer dizer que não esteja a fluir. Ela pode estar a fluir, mas como é um processo interior, poderás não o sentir, além do mais, se há algum desequilíbrio em ti, ele não se manifesta só no campo físico, mas também no energético. Vamos imaginar que te magoaste no joelho, essa dor que sentes é uma inflamação que se manifesta no campo energético, também aí, está essa dor e como tal, a energia não flui tão “naturalmente” como o costuma fazer e o processo de autocura, natural no corpo, será muito mais lento.

Então, a energia não flui para a parte afectava, para núcleo dessa zona afectada, porque também no corpo físico, mental ou emocional, algo está em bloqueio, em estagnação, inflamação ou ausência. Naturalmente, a energia sempre flui, mas como tudo, logicamente, por vezes precisa de assistência e é aí que a tua prática de Reiki entra em ação. Compreende o byosen que sentes e aplica o tratamento. Se necessário realiza uma consulta de Reiki e claro, procura um médico especialista.

 

Karuna – o Caminho para a Compaixão, cartas técnicas

Depois de tantos anos a praticar e ensinar Karuna chegamos a um momento em que precisávamos de algo mais gráfico, visual e estruturado para auxiliar os nossos alunos na sua prática da terapia da compaixão.

Assim, surge este conjunto de cartas técnicas, de Karuna, como o caminho para a compaixão. Algo que te pode auxiliar a desenvolver os conceitos da filosofia de vida e ter ainda práticas precisas que te podem ajudar a compreender melhor a orientação terapêutica de Karuna.

Cartas técnicas – Karuna, o caminho para a compaixão

A compaixão leva-nos a um voto de querer aliviar o sofrimento de todos os seres, incluindo o nosso mesmo. Karuna é um caminho terapêutico para a compaixão e é um dos ramos do Reiki. A prática de Karuna também não está relacionada com religião, mas sim com uma filosofia de vida que vai beber os seus ensinamentos ao budismo, no entanto, os praticantes não têm que ser, de forma alguma, budistas.

Este conjunto de cartas, está desenhado para auxiliar os praticantes de Karuna a trabalharem a filosofia de vida e a energia dos símbolos que nos ajudam a construir, desenvolver e realizar um jardim para a alma – o nosso coração.

Aqui encontrarás as cartas com todos os símbolos, para que possas meditar e aplicar nas tuas situações. Zonar; Halu; Harth; Rama; Gnosa; Kriya; Iava; Shanti; Nin-Giz-Zida; Om; Dumo; Daikomyo. Encontrarás ainda o símbolo do Antakarana, para o potenciar da cura.

Com as cartas do nobre caminho óctuplo, podes encontrar inspiração para a tua elevação da consciência, rumo à compaixão. Elas são: Compreensão correta; Pensamento correto; Discurso correto; Ação Correta; Meio de vida correto; Esforço correto; Atenção correta; Concentração correta. Terás ainda algumas indicações para cultivar a filosofia de vida na prática de Karuna. Para finalizar, tens ainda as cartas de ação de Karuna, que te pedem o desenvolvimento de uma atitude compassiva. Lembra-te sempre que a compaixão começa contigo mesmo.

Estas cartas estão apenas disponíveis no CENIF.

Como te preparares para um curso de Karuna nível 1

Se queres iniciar um curso de Karuna no nível 1, apesar de “não ser necessário”, poderás também fazer algumas preparações para te auxiliar a entrar na perspetiva e vibração do curso de Karuna.

A tua preparação para um curso de Karuna de nível 1

De uma forma muito simples, podes dividir a tua preparação em três partes:

  1. Meditação e autotratamento;
  2. Compaixão;
  3. Prática dos símbolos.

Meditação e autotratamento

Sendo praticante de Reiki, porque não te empenhares, ao longo de cinco dias, na prática meditativa do Joshin Kokyu Ho? Irá ajudar-te a reciclares a tua energia e também a cultivar a mente vazia, o que irá auxiliar a criar um coração compassivo.

Durante três dias tenta aplicar o autotratamento completo de Reiki, pois irá ajudar a alinhar o teu centro energético.

Compaixão

Um tema central na prática de Karuna é mesmo a compaixão. E porque não tentares observar a forma como praticas a compaixão, ou mesmo, como necessitas dela?

O que é o dar e o receber? De que forma?

Prática dos Símbolos de Karuna

Outra forma interessante é tu ires praticando os símbolos de karuna do nível 1, para isso pede ao teu Mestre se tal é possível, pois o conceito pode mudar de escola para escola.

Para o curso de Karuna de nível 1 temos os seguintes símbolos:

  • Zonar;
  • Halu;
  • Harth;
  • Rama.

Podes também desenvolver a prática trabalhando com as cartas técnicas Karuna, o caminho para a compaixão.

Se quiseres podes ainda ler o livro Karuna, Terapia da Compaixão, escrito por mim e pela Sílvia Oliveira.

O Budismo tem razão – Robert Wright, a ciência e a filosofia da meditação e iluminação, um livro recomendado

Desde as primeiras páginas que o livro O Budismo tem razão se torna uma perspetiva clara que pode ajudar a “revolucionar a visão de si mesmo e do mundo”. Não é um livro que vai entrar pelo campo religioso ou esotérico, mas sim num enquadramento viável no campo da psicologia e da filosofia.

Para mim, este é um livro brilhante, de fácil entendimento, que nos leva à compreensão de como o caminho do budismo nos “enriquece a vida emocional, torna mais felizes e bem-dispostos”.

O Budismo Tem Razão, a ciência e a filosofia da meditação e da iluminação

Num dia de Julho, na praia, com nuvens cerradas, um misto de calor e humidade, li o que Robert Wright partilhava, pois o livro é mesmo uma partilha pessoal sua, sobre o Budismo Tem Razão. Naquele instante presente, onde a impermanência era tão clara, pois em Julho devíamos estar no contentamento do sol e não na resignação do mau tempo, cada vez mais encontrei interesse na forma psicológica e filosófica com que o autor encarava e comparava os ensinamentos do Budismo ao comum da nossa vida e das nossas dificuldades.

Um exemplo claro do seu brilhantismo e naturalidade é quando fala sobre o défice de atenção (p.163).  Quando o autor se encontra em debate sobre “procurar um telemóvel” ou “continuar a escrita” ele dá-nos uma indicação preciosa:

… se seguir a abordagem da consciência plena, dirá: “força, pensa em telemóveis. Fecha os olhos e imagina como seria procurar a avaliação mais recente do último modelo de telemóvel. Examina o sentimento de querer um belo telemóvel novo e de o querer procurar na internet. A seguir, examina-o um pouco mais. Examina-o até perder a força. Agora, volta para a escrita!”

… Podemos, em princípio, enfraquecer o impulso – não combatendo-o, mas permitindo que se forme e observando-o cuidadosamente. Assim, o módulo gerado do impulso fica privado do reforço positivo que lhe concederia mais força da próxima vez”.

Entre muitos mais exemplos, Robert Wright leva-nos à compreensão onde várias verdades se podem alinhar, trazendo beleza e felicidade à nossa vida. É um livro que vale a pena ler, não trará dores de cabeça, mas ajudará a resolver alguns nós que tanto nos bloqueiam.

Ver o mundo com maior clareza pode não só tornar-nos mais felizes, mas igualmente mais morais”.

Índice

  • Nota aos leitores
  • 1. Tomar o comprimido encarnado
  • 2. Paradoxos da meditação
  • 3. Quando é que os sentimentos são ilusões?
  • 4. Felicidade, êxtase e outras razões importantes para meditar
  • 5. A alegada não‑existência do seu eu
  • 6. O seu diretor‑executivo está desaparecido
  • 7. Os módulos mentais que regem a sua vida
  • 8. Como os pensamentos se pensam a si mesmos
  • 9. Autocontrolo
  • 10. Encontros com a informidade
  • 11. O lado positivo do vazio
  • 12. Um mundo sem ervas daninhas
  • 13. Tipo: uau, tudo é uma unidade (quando muito)
  • 14. O nirvana em poucas palavras
  • 15. A iluminação ilumina?
  • 16. A meditação e a ordem invisível
  • Uma lista de verdades budistas
  • Nota sobre a terminologia
  • Agradecimentos
  • Notas
  • Bibliografia

Podes ler um pouco do PDF do livro O Budismo Tem Razão, aqui e aqui…

Sobre o autor de O Budismo Tem Razão

Robert Wright é jornalista, editor da New Republic e colunista do New York TimesWashington PostFinancial Times e Slate.com, entre outros. Deu aulas na Universidade de Princeton e na Universidade da Pensilvânia, sendo atualmente professor convidado de Ciência e Religião na Union Theological Seminary, em Nova Iorque.

É autor dos livros A Evolução de Deus (ed. Guerra e Paz, 2011), finalista do prémio Pulitzer, Nonzero: The Logic of Human Destiny (2001), The Moral Animal (1994) e Three Scientists and Their Gods (1989), finalista do National Book Critics Circle Award. Podes ler mais sobre o autor em: robertwright.com

O livro está nas livrarias e em venda online a partir do dia 16 de Julho de 2018. Para mais informações sobre o livro e o autor, podes consultar o site da Editora Nascente.

Estimulante, educativo? Não só me vi a concordar com o autor, como a aplaudi-lo. – António Damásio, neurocientista

Um dos melhores livros do ano para a revista Publishers Weekly

O Budismo Tem Razão é uma estimulante viagem pela psicologia, filosofia e meditação. Robert Wright, um dos mais brilhantes pensadores americanos, mostra neste livro como o budismo detém a chave para a clareza moral e a felicidade duradoura.

Wright explica que a mente humana foi concebida para, com frequência, nos enganar sobre nós próprios e sobre o mundo, tornando a felicidade um estado difícil de atingir. Mas, se sabemos que as nossas mentes são desenhadas para sentir ansiedade, depressão, ira e ganância, o que devemos fazer?

A resposta encontra-se no budismo, que descobriu há milhares de anos aquilo que agora os cientistas comprovam: que o sofrimento humano é resultado de não vermos o mundo de uma forma clara e que isso pode mudar se usarmos a meditação para nos tornarmos melhores pessoas.

Ao mesmo tempo ambicioso e acessível, este é o primeiro livro a combinar a psicologia evolutiva com a neurociência para defender a validade dos principais ensinamentos budistas e mostrar que o budismo pode salvar-nos de nós mesmos, como indivíduos e como espécie.

É precisamente este o livro que muitos de nós procuramos. Escrito com a destreza, brilhantismo e ceticismo sensível que lhe são característicos, Robert Wright diz-nos tudo o que precisamos de saber sobre a ciência, a prática e o poder do budismo. – Susan Cain, autora bestseller de Silêncio

Autotratamento Karuna nível 1 para a serenidade e compaixão

Em qualquer nível de Karuna fazemos também a aplicação de 21 dias de autotratamento, para cultivarmos a prática dos símbolos, a manutenção do canal energético e, principalmente, o nosso cuidado energético, para a harmonia e equilíbrio do corpo, mente e espírito. Neste autotratamento, colocamos também a intenção, pois ela será muito importante. Assim, vamos experimentar colocar uma intenção para o cultivo da serenidade e compaixão.

Como realizar o autotratamento de Karuna para a serenidade e compaixão

Logo no primeiro nível de Karuna, despertamos para o cultivo de um coração mais compassivo, ou seja, mais atento ao sofrimento que temos em nós e nos outros. Se este despertar nos perturba, podemos compreender que encontramos o sofrimento em nós, mas que precisamos aprender a lidar com ele… com compaixão.

Antes de querermos o melhor para os outros, temos que querer o melhor para nós, só assim é que verdadeiramente saberemos que tal será bom para todos. Se eu quero serenidade para os outros, eu tenho que viver essa serenidade. Se eu quero compaixão para os outros, tenho também que a viver. Estas duas tónicas de forma de estar na vida, apresentam-se no primeiro nível de Karuna.

Serenidade significa a capacidade de reagir com harmonia às situações mais desestruturantes que vão ocorrendo na vida. Compaixão significa aliviar o sofrimento.

Tendo isto em mente, vamos colocar esta intenção no nosso autotratamento de Karuna nível 1 e sempre lembrar, em cada posição que o queremos é serenidade e compaixão. Muitas vezes no autotratamento as coisas parecem estar mais agitadas, porque não nos entregamos à aceitação de que também podemos ter serenidade e compaixão. Em cada posição sente como se a energia emanasse serenidade e compaixão para ti, para o teu interior.

Então, poderás fazer assim o teu autotratamento:

  • Dia 1 a 4 – Aplica apenas o Zonar;
  • Dia 5 a 8 – Aplica apenas o Harth;
  • Dia 9 a 12 – Aplica apenas o Rama;
  • Dia 13 a 16 – Aplica apenas o Halu;
  • Se tudo correu bem com estes dias, faz a indicação seguinte, se viste que foi desagradável com algum dos símbolos, aplica nos quatro dias seguintes apenas aquele símbolo que foi harmonioso para ti;
  • Dia 17 a 21 – Todos os quatro símbolos pela ordem – Zonar, Halu, Harth, Rama.

Se houve algum símbolo que te despertou inquietação, vamos aproveitar para compreender melhor que inquietação foi essa e que lição podemos tirar daí. Aplica também o envio de Reiki à distância para situações que possam ter surgido.

Como fazer o enraizamento com o nível 2 de Reiki

Se és praticante de nível 2 de Reiki podes aplicar o enraizamento de uma forma muito interessante. O enraizamento é a técnica que te permite estar mais conectado com a energia da Terra e, de certa forma, mais centrado.

Aplicar o enraizamento com a prática do nível 2 de Reiki

Com o nível 2 de Reiki aprendes três símbolos que têm sentidos muito próprios e aplicações que te podem auxiliar na prática do Usui Reiki Ryoho, de forma terapêutica e também meditativa.

Um desses símbolos é o Chokurei, que em sentido literal significa “Édito Imperial / Comando”. É o primeiro símbolo e é utilizado para a ligação à energia, potencia da mesma e também alinhamento.

Uma das formas de fazermos o enraizamento é também usando o Chokurei e podemos fazê-lo de formas muito simples. Por exemplo, quando vamos a caminhar, podemos visualizar um Chokurei em cada pé, dizendo sempre o seu “mantra” três vezes. Mesmo a andar, poderás sentir uma espécie de efeito magnético, como se os pés ficassem mais fortes.

Se o quiseres fazer mais formalmente, podes sempre fazer o seguinte:

  1. Coloca o teu corpo direito;
  2. As pernas ligeiramente afastadas e à largura dos ombros;
  3. Experimenta colocar as mãos com as palmas paralelas ao chão;
  4. Visualiza um Chokurei em cada sola do pé;
  5. Visualiza um Chokurei em cada palma da mão;
  6. Sente a sua ligação, como se fizesse uns “cordões” para a terra, umas âncoras;
  7. Sente como estás;
  8. Agradece.

Esta técnica de enraizamento é muito útil quando a tua cabeça está perigosamente no ar, no entanto, tem atenção pois o enraizamento pode trazer rigidez e fazer com que a tua coluna fique com alguma dor.

E se fizeres mais do que um autotratamento Reiki por dia?

Usualmente fazemos um autotratamento Reiki por dia, ou aplicamos o autotratamento como profilaxia uma ou duas vezes por semana, mas e se num só dia fizermos dois, quatro, cinco práticas de autotratamento Reiki? Será eficiente?

Será que o autotratamento Reiki se for feito muitas vezes por dia tem benefícios?

Se fizeres um autotratamento Reiki ao longo de 30 a 45 minutos, estando a passar por todos os pontos chave e tratando também as regiões que sintas necessárias, então estarás a dar a energia suficiente para o teu dia.

Vamos imagina que fazes o autotratamento de manhã, antes de ires para o trabalho. Tudo correu bem, foste tendo energia para o dia, mas por volta das cinco horas, começas a ficar mais fraco, com pouca energia. Ao chegar a casa, se quiseres, podes também aplicar o teu autotratamento ao final da tarde ou noite.

Então, a aplicação de Reiki duas vezes por dia, poderá ser benéfica para o praticante, no entanto, essa perda de energia não é muito comum e significa que existe uma outra questão por detrás. O teu trabalho, tem que ser o de descobrir porque perdes energia, pois a aplicação do autotratamento é benéfica e irá recompor-te, no entanto, todo esse desgaste voltará a repetir-se. Nesses casos, experimenta avaliar com os cinco princípios a tua questão.

Noutra situação, vamos imaginar um sábado, decides fazer uma maratona de autotratamento. Por exemplo, aplicas Reiki de manhã, à tarde e à noite. Se a tua aplicação for feita com presença, trabalhando os pontos a serem trabalhados, irás sentir uma boa vitalidade. Decides repetir o mesmo no domingo e o mesmo nos dias seguintes, até que notas que não está a fazer sentido, que não estás a sentir tanto a energia. Isto acontece porque já estás a entrar em equilíbrio. Então, mais do que uma vez por dia é benéfico, mas não quer dizer que seja necessário ou útil todos os dias.

Finalmente, vamos experimentar cinco vezes por dia e aí, se calhar percebes que não há mesmo sentido, porque o nosso corpo tem um potencial de reciclagem de energia e de acumulação da mesma. Se estas cinco vezes foram muito úteis, então tens que ter um enorme cuidado pois estás à beira da exaustão e deves verificar a tua condição de saúde. O nosso corpo energético é como uma pilha, tem uma determinada duração e capacidade de recarregar. Não será por fazermos muitas vezes por dia que iremos ficar melhor. Se tens essa necessidade, observa as questões que estás a ter no teu dia-a-dia e te levam à exaustão, essas têm que ser tratadas.

 

Meditação para as atitudes nos sete chakras

Os nossos sete chakras não são apenas repositórios de energia, mas são também centros de consciência que nos podem auxiliar na nossa mudança de perspetiva e atitude para com a vida.

Os sete chakras e como meditar nas suas atitudes

Os sete chakras representam as várias frequências que temos, assim como as partes da nossa grande consciência. Cada uma das energias que eles produzem, alimentam o nosso corpo físico, mental e emocional, além de também refletirem as coisas que pensamos, sentimos e a própria saúde do corpo físico.

Observando os sete chakras como centros de consciência, podemos trabalhar afirmações que nos ajudem a âncorar atitudes que poderão trazer transformação à consciência e à energia de cada um deles.

Esta meditação irá ajudar-te a desenvolver mais consciência e uma atitude positiva em cada um dos sete chakras principais. É uma meditação de apoio a O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energétical que poderás encontrar a partir da página 149.

Podes ler algumas das páginas de O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética no Issuu e também ver a entrevista feita no programa Agora Nós.

Como compreender quando a doença faz vir toda a adversidade ao de cima

Já te aconteceu estares doente e de repente toda a adversidade, todas as coisas começarem a correr mal? Isso poderá acontecer e vamos tentar compreender porque.

A adversidade que se abate sobre nós, quando estamos doentes

Há alturas em que por alguma razão ficamos doentes e depois parece que o céu cai sobre nós. Toda a adversidade surge, as coisas tornam-se muito complicadas e parece que tudo corre mal.

De um ponto de vista da energia, isso pode ter uma explicação. Ao longo de muito tempo, a nossa capacidade positiva pode conter a adversidade, como se fosse uma barragem. Mas essa energia da adversidade continua presente de alguma forma, por vezes até mesmo a cultivar doença, ou melhor, desequilíbrio e desarmonia, que um dia irá despontar.

Ao ficarmos doentes, tornamo-nos frágeis, a capacidade de estar atento à adversidade diminui porque estamos focamos na doença, a nossa aura, ou seja, a soma da nossa energia está fragilizada, intermitente e, de repente, a barragem abre as suas comportas e todo o potencial da adversidade abate-se sobre nós.

É por isso que temos sempre que ter em atenção dois aspectos:

  1. Aplicar e receber Reiki regularmente;
  2. Observar constantemente o potencial de adversidade que se acumula em nós.

A adversidade é, de alguma forma, energia densa, é como se estivesses a acumular electricidade estática no teu corpo e um dia, ou descarrega ou irás levar ou choque, ou dar um choque a alguém. Da mesma forma, a adversidade ou é removida, transformada, ou então torna-se num potencial que te poderá magoar ou magoar outros.

Como lidar com a adversidade

Em primeiro lugar precisamos compreender que a adversidade ou melhor, o potencial da energia densa, é algo que faz parte da vida de todos. É impossível escapar, pois faz parte, no entanto podemos ter a capacidade de a observar, para o fazeres podes meditar regularmente, usando a técnica Joshin Kokyu Ho.

Tenta compreender o porque da adversidade, porque ela surge, como surge, o que tu fazes com ela. Pratica o Ikari no Kokyu Ho, a técnica da respiração luminosa, para ires trabalhando essa acumulação de energia. Se vires que não estás a conseguir, faz uma consulta de Reiki e tenta também perceber de que outra forma poderás trabalhar contigo mesmo.

Trabalha com os cinco princípios de Reiki e sê bondoso para com a própria adversidade, compreende as lições de vida que te traz e de que forma isso te pode conduzir à harmonia.

Lembra-te, a adversidade e o potencial negativo são naturais, podem ser trabalhados e evitados, com as condições que criares. Pratica Reiki com uma atitude positiva.

Porque começamos o tratamento de Reiki na cabeça

A aplicação de Reiki na cabeça tem um sentido que surgiu desde os primeiros tempos da fundação do Usui Reiki Ryoho. As primeiras técnicas de tratamento do Mestre Usui começavam exatamente pelas posições da cabeça indo, no final, tratar a parte afetada da pessoa.

O tratamento de Reiki na cabeça – porque começa assim e qual o sentido?

Em muitas técnicas de alinhamento dos chakras ou de elevação da vibração da energia, vemos a prática a ser começada do chakra raiz para o chakra da coroa. Na prática de Reiki, temos o autotratamento e o tratamento a outros a serem começados, a maioria das vezes, na cabeça. Estará o método do Mestre Usui errado?

Cada método tem uma explicação, ou deve ter, para a razão de começar um tratamento de determinada forma. Na prática de Reiki, houve várias mudanças ao longo do tempo. Por exemplo, o Mestre Usui indicava cinco posições iniciais na cabeça, isto porque a maior parte das questões das pessoas tem uma grande manifestação mental e o nosso cérebro comanda todos os impulsos, além de que a energia com que trabalhamos, Reiki, tem a sua “entrada principal” pelo chakra da coroa.

Sabemos que ao longo do tempo o Mestre Hayashi introduziu outras formas de aplicação de Reiki e que ainda a Mestre Takata promovia o início do tratamento pela barriga, pois é por aí que tudo é gerado. Ou seja, cada Mestre acaba por ter uma percepção própria da forma de tratar. Hoje em dia, é muito comum começar-se pela cabeça. Pessoalmente, começo pelos ombros, pois é um ponto de contacto habitual e permitirá a energia fluir, talvez, sem tanta restrição. Outros Mestres fazem o início do seu tratamento pelo chakra cardíaco, que é o motor do Reiki. Se a pessoa está com pouco enraizamento ou bloqueada no chakra raiz, podemos começar por aí o tratamento.

Estes exemplos mostram que podemos ser flexíveis, mas consistentes, ou seja, podemos iniciar um tratamento da forma que sentirmos ser mais eficaz para a pessoa que vamos tratar, mas há que ter um fundamento para isso e não apenas fazer por fazer.

Iniciar ou fazer o tratamento de Reiki na cabeça é algo de importante pois a partir daí poderemos aliviar a energia dos pensamentos, o sistema nervoso, as funções do corpo e também o nosso “centro de controlo” que é o Chakra da Terceira Visão. A energia ao fluir de “cima para baixo”, ou seja ao aplicar Reiki na cabeça, está a trazer um fluxo de harmonia para todo o corpo, fazendo “descer” a energia da mente à realização do corpo.

Se quiseres podes ler mais sobre a técnica das posições tradicionais do Mestre Usui no livro e cartas técnicas Reiki para o Corpo e a Mente.

Como fazer um autotratamento de Karuna nível 2

No nível 2 de Karuna vamos continuar a desenvolver o trabalho emocional iniciado com o nosso primeiro nível e para tal, teremos mais quatro símbolos para trabalhar as várias situações que a prática terapêutica de Karuna pode abranger.

Aplicar um autotratamento de karuna nível 2 ao longo de 21 dias

A aplicação habitual do autotratamento poderá sendo desenhar os quatro símbolos deste nível numa mão e depois continuar com as posições habituais como fazemos na prática de Reiki. Mas podemos também pensar em formas de compreendermos melhor os símbolos, Assim, podes fazer o teu autotratamento da seguinte forma:

  • Dia 1 ao 3 – Gnosa;
  • Dia 4 ao 6 – Kriya;
  • Dia 7 ao 9 – Iava;
  • Dia 10 ao 12 – Shanti;
  • Dia 13 ao 15 – Aplicar os quatro – Gnosa, Kriya, Iava, Shanti;
  • Dia 16 ao 18 – Aplicar o Gnosa e o Kriya;
  • Dia 19 ao 21 – Aplicar o Iava e o Shanti.

Claro que estas são meras sugestões e podes fazer outras variações que sintas importantes.

Observa o que sente com cada símbolo e lembra-te de apontar pois poderá ser importante para o teu trabalho emocional.

Se sentires situações a serem resolvidas, envia Reiki e também os símbolos de karuna que despoletaram essa situação.

A importância de aprender Karuna

Karuna é um termo sânscrito cuja raiz kara, significa fazer. Este fazer é um princípio ativo e, neste caso, é o princípio da compaixão, ou seja, levar compaixão, aliviar o sofrimento.

Quando William Rand e Kathleen Miller pensaram em desenvolver uma prática terapêutica assente na compaixão, derivando e conjugando com Reiki, eles deram o nome de Karuna.

Karuna – terapia, filosofia de vida, prática complementar e integrativa

O desenvolvimento dos conceitos da compaixão é importante para o nosso crescimento como ser humano e também como parte da sociedade. Quanto mais cultivamos o sentido de que devemos aliviar o sofrimento e não transmitir mais sofrimento, a nossa consciência muda, o nosso projecto de vida muda e a própria forma como observamos a sociedade muda.

Para nos auxiliar no processo terapêutico, várias pessoas contribuíram para a criação de símbolos para esta prática. Os símbolos são meras ferramentas que nos ajudam a concentrar na energia, o verdadeiro trabalho é aquele de compreender o que cada símbolo tem como valor intrínseco e de qualidade humana.

A aprendizagem de Karuna é um processo natural para qualquer praticante de Reiki e que o poderá integrar no seu dia-a-dia, quer como filosofia de vida, quer como parte terapêutica.

Karuna está muito focado no tratamento emocional e nas questões da humanidade. É uma energia mais Terra e que nos traz os desafios de olharmos ao nosso interior, com bondade, amor incondicional e compaixão. Curando-nos, facilmente conseguimos encontrar contentamento e entendimento.

 

Como fazer um tratamento de Karuna para sentimentos depressivos

Os sentimentos depressivos podem tornar-se numa depressão se não forem rapidamente resolvidos e uma forma de o fazeres é através de Karuna, a terapia da compaixão. Como poderemos trabalhar os sentimentos depressivos com compaixão e com a energia?

A prática de Karuna num tratamento para os sentimentos depressivos

Os sentimentos depressivos podem surgir de muitas formas na nossa vida e mesmo em tenra idade. Eles podem ter origem na falta de autoestima, falta de autoconfiança, na pressão exterior, nos padrões e patamares que a sociedade coloca, nas expectativas que temos e naquelas que os nossos pares têm de nós, na falta de realização e muito, muito mais.

Compaixão significa a tomada de consciência que uma pessoa tem em relação ao sofrimento e ao desejo de libertar-se ou libertar os outros desse sofrimento. Não é, de facto, algo tão simples quanto isso e para nós, ocidentais, é muitas vezes um paradoxo estranho pois o poderemos associar à piedade ou misericórdia, coisa que nada tem a ver.

Ter compaixão pelos nossos sentimentos depressivos significa que tomamos a consciência de que:

  1. Estamos em sofrimento e queremos parar esse sofrimento;
  2. A culpa não é dos outros, nem é nossa, foram condições criadas e que podemos sempre trabalhar para contrariar essas condições;
  3. O nosso sofrimento leva também dor aos outros, por isso podemos magoar os que nos estão mais próximos, desde família, amigos, colegas de trabalho e conhecidos;
  4. Manter o estado depressivo não contribui para o nosso caminho para uma vida mais pacífica e feliz, assim como não contribui para a harmonia na humanidade;
  5. Apercebemo-nos que temos que ser tão bondosos para connosco como para com os outros;
  6. Entre muito mais…

Na prática terapêutica de Karuna podemos trabalhar os sentimentos depressivos

Vamos imaginar que a pessoa coloca a intenção de se harmonizar em relação aos sentimentos depressivos, que compreende virem de medos. Então, na nossa prática de karuna, podemos fazer o seguinte:

  1. Limpa a aura da pessoa;
  2. Faz a aplicação das posições como na prática de Reiki;
  3. Aplica o Halu no Chakra Raiz e no Esplénico;
  4. Aplica o Harth no Chakra Cardíaco;
  5. Aplica o Gnosa no Chakra Laríngeo;
  6. Aplica o Shanti no Chakra da Terceira Visão;
  7. Estes são meros exemplos, deves aplicar aquilo que realmente sentires na prática. Se quiseres, espalha também os símbolos na aura da pessoa, como se os desenhasses bem grandes e depois espalhas a sua energia com as duas mãos, ou de cima para baixo ou então do centro do corpo para as extremidades;
  8. Podes também visualizar um grande rio de energia Karuna, cor de rosa, por exemplo, a banhar a pessoa, trazendo-lhe grande paz;
  9. Poderás ainda usar o Iava para que aprenda a desapegar desses sentimentos negativos que cultivou;
  10. A aplicação da técnica Nentatsu pode ser também bastante benéfica para a pessoa.

A aprendizagem da prática terapêutica de Karuna irá ajudar-te a desenvolver o sentido da compaixão e de ferramentas terapêuticas, a nível energético, com um enfoque mais ativo e que trabalham bastante no campo emocional.

Trabalhar rapidamente os teus sentimentos depressivos, não deixes que se instalem em ti, lembra-te de também quereres aliviar o teu próprio sofrimento e de aceitares que também mereces estar bem.

O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética no programa Agora Nós – RTP1

No dia 27 de Junho de 2018 houve a apresentação de O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética no programa Agora Nós, da RTP 1, com Tânia Ribas de Oliveira e José Pedro Vasconcelos:

Poderás ver aqui o programa total Agora Nós do dia 27 de Junho.

Um muito obrigado aos apresentadores, a todos os telespectadores e ainda à equipa da Editora Nascente.

Este livro tem a apresentação de perspetivas ocidentais e orientais (hindus e tibetanas) sobre os chakras e a nossa anatomia energética. Poderás também ler algumas partes do livro através do Issuu.

Como alinhar os chakras com Reiki

Alinhar os chakras é uma expressão muito corrente, que surgiu principalmente na década de 80 com a divulgação do movimento “new age”. Na prática de Reiki, alinhar os chakras significa que vamos realizar um autotratamento ou até mesmo tratamento a outra pessoa.

Como alinhar os chakras com a prática de Reiki

São muitas as formas de alinhar os chakras e elas podem mesmo diferenciar quase radicalmente de sistema de reiki para sistema de reiki, por isso observa estas indicações com tranquilidade e, principalmente, faz aquilo que te ensinaram.

Podemos alinhar os chakras de baixo para cima, para “despertar” e potenciar a energia ou podemos alinhar os chakras de cima para baixo, para “despertar” e potenciar a energia. De propósito, fiz a referência aos mesmos efeitos, porque é mesmo assim, mas claro que de formas diferentes. Quando tu aplicas Reiki de baixo para cima, estás a trabalhar a partir do chakra raiz, ou seja, estás a trazer força ao teu suporte de vida e a levar um fogo interior de chakra a chakra. Quando aplicas Reiki de cima para baixo, estás a trabalhar a partir do chakra da coroa, despertando a entrada da energia que vem de cima, ou seja, Reiki e levando esse rio de harmonia e equilíbrio para os restantes chakras abaixo.

Vou então passar-te os conceitos para alinhar os chakras de baixo para cima, sendo que se quiseres inverter, podes fazê-lo da mesma maneira:

  1. Faz o banho seco;
  2. Liga-te à energia e recita os cinco princípios;
  3. Coloca a intenção de trazeres harmonia e equilíbrio aos teus chakras;
  4. Faz o enraizamento, para que a energia escoe;
  5. Coloca as mãos no chakra da coroa, em contacto ou a alguma distância da pele;
  6. Sente como está o chakra;
  7. Se houver necessidade, imagina que limpas o que não esteja bem no teu chakra da coroa;
  8. Agora, preenche-o com energia, deixa fluir Reiki até deixares de sentir o fluxo a correr. Se quiseres, podes até visualizar a cor do chakra, que é algo que ajuda as pessoas que são muito mentais;
  9. Quando deixares de sentir necessidade de tratar o chakra da coroa, passa então para o chakra da terceira visão e repete os mesmos passos;
  10. Vais fazendo todo esse trabalho até ao chakra raiz;
  11. Quando quiseres terminar, sente como estás, agradece e, se necessário, faz o banho seco novamente.

alinhar os chakras

Como vês, na prática de Reiki, temos várias formas de alinhar os chakras e de os trabalhar. Muito importante é tomares a consciência dos seus valores e o que representam, para que possas mudar os teus hábitos e corrigires padrões. Poderás ler muita informação sobre como alinhar os chakras e o que eles significam em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética.

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