O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

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Três anos de O Grande Livro do Reiki e sete edições

Em Abril de 2015 surgiu o meu segundo livro, intitulado O Grande Livro do Reiki, pela Editora Nascente, quatro meses depois, foi lançada a segunda edição do livro. Mas porque será O Grande Livro do Reiki um dos livros de referência para os praticantes de Reiki?

Sete edições de O Grande Livro do Reiki

O nome que sentia para este livro era “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“. Era um livro composto como um guia de jornada para quem tinha interesse em saber algo sobre Reiki e mesmo para quem gostaria de prosseguir pelos quatro níveis de aprendizagem.

A Arte Secreta de Convidar a Felicidade vem dos preceitos ensinados pelo Mestre Mikao Usui, que nos indica que o cumprimento dos cinco princípios nos leva, através de uma prática diligente, à descoberta interior do nosso estado mais elevado e também o mais natural de todos – a felicidade.

Com a visão da Catarina Martins, a editora que trabalhou este livro, o nome mudou para O Grande Livro do Reiki, algo que me assustou um pouco, mas compreendi o que queria dizer este título e o porque da sua razão.

Na verdade este é mais “O Grande Caminho do Reiki”, pois mostra-nos que a prática do Usui Reiki Ryoho é algo de tão belo, incrível e inspirador, que nos transporta para um caminho de vida, que dura toda uma vida.

Assim, se ainda não és praticante de Reiki e queres perceber do que se trata o Usui Reiki Ryoho, este é um bom livro para ti.

Se já és praticante de Reiki, então este pode ser o teu livro de estudo e prática, com referências a técnicas, exercícios para a mudança de nível, programas de tratamento, abordando os muitos temas da prática de Reiki ao longo de todos os níveis, incluindo o de Mestre de Reiki. O reforço para este último nível, o Gokukaiden, é feito através do livro Reiki a Energia Universal, publicado em 2017.

A todos, muito obrigado pelo vosso apoio e carinho, que sempre Reiki vos possa acompanhar num caminho de paz e felicidade, lembrando-nos sempre da Missão do Usui Reiki Ryoho – Guiar para uma Vida Pacífica e Feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa.

Autotratamento Reiki para a fibromialgia

Os sintomas da fibromialgia podem ser muitos e diversificados, mas todos eles bastante incapacitantes e redutores da qualidade de vida da pessoa. Para quem é praticante de Reiki, pode beneficiar da aplicação terapêutica, mas também dos conselhos da Filosofia de Vida que temos.

Observar e tratar com Reiki a fibromialgia em praticantes de Reiki

Ao fazeres o teu autotratamento, começa primeiro por realizar um “varrimento” com as mãos, ao longo do corpo, para tentares compreender o byosen. Se tiveres o nível 2 ou 3, aplica esse varrimento uma vez por cada símbolo. Desenha cada símbolo na mão e faz o varrimento, para compreenderes se há algum tipo de byosen específico para cada vibração.

Depois, vamos à prática.

  • Inicia com as técnicas de limpeza;
  • Coloca a tua intenção para o tratamento, observando o que sentiste;
  • Recita os cinco princípios;
  • Aplica as várias posições e trata também as zonas que possas ter de dor, além das posições habituais;
  • Trata as várias partes dos braços;
  • Trata também as várias partes dos pés;
  • Quando terminares, volta a fazer o banho seco;
  • Agradece.

Tenta perceber o que acontece contigo quando surge algum sintoma da fibromialgia – se são pensamentos, se são emoções, por vezes é como um ruído de fundo que nem nos apercebemos. E isso tem que ser tratado. Se tiveres o nível 2 de Reiki, terás que enviar Reiki para cada uma dessas situações, para que possas estar em harmonia com elas.

Experimenta também tratar-te a ti mesmo à distância, pois poderá ser bastante interessante aquilo que vais sentir.

Quando começares a compreender aquilo que despoletou o surgimento da fibromialgia, aplica uma reflexão através dos cinco princípios.

  • O que te tirou a calma e a harmonia? O que precisas para a recuperar?
  • O que te tirou a confiança?
  • Que lições de vida esta doença te trouxe e como te fez mudar para melhor?
  • Como tens trabalhado para tratar esta questão?
  • Tens cuidado de ti de forma bondosa e tens-te permitido viver melhor?

A prática de Reiki é bastante completa e pode auxiliar-te a tratar complementarmente a questão da fibromialgia, tudo demora tempo, mas a perseverança faz parte da Arte Secreta de Convidar a Felicidade.

 

Como limpar zonas afectadas com energia densa

Ao fazermos autotratamento ou tratamento a outros, podem surgir bloqueios e chega-nos a questão de como limpar essas partes do nosso corpo energético? Como desbloquear e fazer regressar o fluxo habitual da energia?

Como limpar a energia densa no nosso corpo energético

Na prática de Reiki apenas temos o conceito de energia, por isso, um bloqueio na região do fígado não é uma questão física que tratamos, mas apenas energética, sendo que a parte física fica para a especialidade médica. Então como limpar o nosso corpo energético que possa estar bloqueado?

Em primeiro lugar, tenta sentir como está essa zona, o que te transmite o byosen e, principalmente o que te apetece fazer com essa energia. Depois, vamos limpar essa área.

Por exemplo, sentes uma pressão na garganta:

  • Sentes o tipo de energia e se quiseres dás uma “forma” a ela, para te ajudar na visualização;
  • Imaginas que com a mão agarras essa energia densa, essa impressão que tens, e mandas fora pelo menos três vezes. Depois tens que limpar o chão energeticamente;
  • Tenta sentir novamente o byosen desse local, está melhor?
  • Coloca as mãos nessa região do corpo e deixa Reiki fluir;
  • Visualiza a energia a fluir por todo o corpo como se fosse um rio e a sair pelo enraizamento, esse conceito é importante para ires sentindo a limpeza da zona afectada;
  • Repete ao longo de alguns dias este tipo de tratamento, para tentar perceber se realmente tudo ficou alinhado ao nível da energia.

Como limpar a energia densa é algo que vai depender da forma como sentes esses bloqueios ou inflamações. Confia em ti e lembra-te, sempre deixar a energia fluir e também manter os cinco princípios vivos.

A importância do Reiki para Animais

Reiki pode ser aplicado a todos os seres vivos e como tal, temos também Reiki para Animais, que é a doação de Reiki a cães, gatos, cavalos e muito, muito mais.

Reiki para Animais e porque é importante

O primeiro caso conhecido de aplicação de Reiki para animais foi o tratamento de um porco, realizado pela Mestre Takata, no Havai. Muito possivelmente outros foram feitos antes e cá em Portugal, temos desenvolvido inúmeros projectos de norte a sul, em clínicas veterinárias, abrigos ou até mesmo solidariamente em casa ou na rua.

Mas será uma euforia esta prática de Reiki para Animais ou será algo de verdadeiramente importante?

Sem dúvida que é a segunda opção. Reiki é incrível e se há alguém com quem precisamos de aprender muitas lições de vida é com os animais. Eles trazem-nos lições de valor a serem aplicadas nas nossas relações humanas. No fundo, a prática de Reiki para Animais é um estímulo à comunhão com a natureza, a compreendermos que não existe superioridade, mas sim igualdade, que todos em conjunto conseguimos fazer mais, mas que sós, pouco fazemos além de termos uma vontade autodestrutiva.

Aplicar Reiki em Animais ajuda-nos também a ser mais capazes de improvisar, de deixar fluir a energia e não nos fixarmos em posturas rígidas. Os animais irão colocar o seu corpo de forma a serem tratados e o nosso papel é um pouco mais “passivo”, nós adaptamo-nos. Adaptação é uma característica do Bambu, algo que nos traz também grandes lições.

Por isso mesmo, se quiseres ter mais conexão com a natureza, aprender lições de simplicidade e grande valor humano, escuta o que os animais te dizem e porque não aplicares Reiki em Animais? Verás que vale a pena.

Um testemunho de Reiki para Animais

Há alguns anos atrás, um abrigo de animais pediu se podia ajudar com Reiki alguns animais em sofrimento. A Bambi, foi a primeira cadelinha que fiz Reiki e foi um caso de sucesso!
A Bambi tem problemas neurológicos, falta de equilíbrio, défice de coordenação motora e visão afetada. Geralmente não parava sossegada com muitos tiques nervosos mas durante o tratamento ficou muito quietinha, praticamente não se levanta num local alto, mas no final do tratamento, de cima de uma marquesa metálica, levantou-se nas 4 patas. – Sílvia Oliveira, CENIF Guimarães

N0 CENIF Amadora temos um projecto próprio de ensino e voluntariado em Reiki para animais, podes contactar-nos pelo email amadora@cenif.com

 

Entrevista a João Magalhães sobre o livro Reiki – A Energia Universal

João Magalhães é Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e também autor do recente livro Reiki – A Energia Universal. Esta entrevista é sobre o tema do livro, mas também sobre as várias questões que surgem no ensino, profissionalização e aprendizagem de Reiki em Portugal.

Entrevista realizada por Susana Ramos.

Reiki – A Energia Universal

Como surgiu a ideia de escrever Reiki – A Energia Universal?

O conceito por detrás deste livro é o caminho que um praticante de Reiki faz para se tornar Mestre de Reiki e segue aquilo que o Mestre Usui nos deixou como missão. Dizia ele, “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa”.

No livro, refere a existência de várias energias universais. O que distingue o Reiki das outras energias?

É um pouco difícil distinguir a energia e mais ainda comprovar o tipo de energia, é por isso mesmo que temos a técnica da sintonização, que nos auxilia a trabalhar com a Energia Universal, de forma mais direta e imediata. No entanto, há algo que nos permite distinguir claramente – a passividade.

Reiki é um tipo de energia passiva, não é imposta, não é forçada, não pode ser. Se tal acontecer, não é Reiki que se está a usar, assim como não se está a praticar Reiki. Como é uma energia que trabalha no campo da homeostasia, de forma alguma se consegue, naturalmente, forçar esse processo. Esta é uma boa forma de compreender a diferença e também a sentir.

Qual a preparação ideal para se ser um bom Mestre de Reiki?

  • Levar a prática de Reiki com seriedade, vivência e experiência, desde o primeiro dia;
  • Compreender os conceitos profundos do Usui Reiki Ryoho;
  • Trabalhar muito como voluntário e como Terapeuta.

O que faz de um Mestre de Reiki um bom profissional?

Saber colocar-se no lugar dos outros e estar aberto a todas as situações, o que é verdadeiramente difícil. É também saber trabalhar em conjunto, formar não só bons praticantes, mas boas pessoas.

Cada vez mais compreendo este último sentido. A prática de Reiki, dizia o Mestre Usui, é para a melhoria do corpo e da mente, isso é alcançado através do tratamento e dos cinco princípios, o que implica dizer que tem que haver uma transformação e tem que ser assumida uma disciplina – a disciplina do autocuidado e da bondade para consigo mesmo. Um Mestre de Reiki é um facilitador, é aquele que forma bons praticantes e boas pessoas, tendo sempre o devido equilíbrio de compreender que muitos mal terminam o curso, esquecerem tudo o que foi ensinado e irem fazer o que já tinham em mente, mas mantendo um bocado de papel ao qual outros dão valor.

Manter o equilíbrio nas relações humanas não é simples e saber conciliar é um dever do Mestre de Reiki. Assim, tornar-se um bom profissional significa que sabe formar, que sabe praticar, viver e que acima de tudo está a construir uma comunidade, uma sociedade e um mundo melhores, através da prática de Reiki.

O caminho do Reiki é um caminho árduo. Como é que um Mestre de Reiki pode superar as dificuldades?

Acima de tudo, manter-se centrado nos ensinamentos do Mestre Usui, compreender claramente a missão que ele nos legou. A partir daí é avaliar toda a sua ação, com bondade e honestidade.

A que se deve a banalização do conceito «Mestre de Reiki», em Portugal?

Existem algumas situações que contribuíram para isso:

  1. Importamos o conceito de que quem tem o nível 3 de Reiki é Mestre de Reiki, mesmo não sabendo sintonizar;
  2. É implícito na nossa cultura que uma pessoa só tem valor quando tem um título – doutor, engenheiro, “mestre de Reiki, …;
  3. A necessidade de afirmação que cada um possa ter.

De facto, não existe uma necessidade de uma pessoa se apresentar e dizer “olá, eu sou Mestre de Reiki”, ou afirmar opiniões pessoais reforçando o seu nome com um título, que já vimos estar a criar um preconceito em relação aos Mestres de Reiki. Por outro lado, o conceito de Mestre que tem um determinado valor no Oriente, não é de todo compreendido nem é possível de ser praticado em Portugal, porque realmente nós não seguimos à risca aquilo que nos dizem.

Antigamente, o conceito Mestre era usado para uma pessoa que continha um grande saber e arte sobre algo, por exemplo, um Mestre Carpinteiro. Dava-se valor a esse saber, hoje apenas se desvaloriza, a pessoa, o trabalho, a profissão. Quando conseguirmos compreender que sentirmo-nos bem a desvalorizar os outros e as coisas não é um bom caminho, muito mudará de certeza.

Assim, o melhor conceito que posso dar é que não haja tanta importância no ser “Mestre de Reiki”, mas sim no ser praticante de Reiki, ou seja, aquele que pratica, aplica, vive os conceitos do Usui Reiki Ryoho.

Qual o maior erro que um Mestre de Reiki pode cometer na sua prática profissional?

Deixar-se enganar por si mesmo.

Isto quer dizer acreditar que sabe tudo e que nada mais tem a aprender, só a ensinar e que os outros o deviam escutar e reverenciar. Não há maior erro que este porque a partir daqui surgirão cada vez mais situações exigentes que o farão ver o contrário, para que possa retornar a um caminho de harmonia. Quanto maior resistência, maior o sofrimento.

Pensa que em Portugal há abertura de mentalidades para a criação de escolas de Reiki?

Acredito sim. É um trabalho esforçado de credibilização, mas quanto mais bons praticantes existirem, com cada vez melhor formação, mais facilmente as mentalidades de grupo se irão tornar esclarecidas e compreenderão o que é Reiki e para que serve uma escola de Reiki e a sua aprendizagem.

Quem pretende criar uma escola de Reiki tem que ter a consciência que é difícil, que exige tanto esforço quanto qualquer outra profissão, se realmente se quiser fazer as coisas corretamente. Por vezes temos que parar para saber reequacionar. Como conselho, nunca vás com demasiado fogo, depressa ele se irá extinguir, principalmente à primeira dificuldade. Leva uma ideia como quem recita os cinco princípios.

O que leva um Mestre de Reiki a desmotivar-se?

Existem vários factores que sempre acontecem:

  1. Ter poucos alunos e não conseguir chegar a mais pessoas;
  2. Alguns alunos desistirem e não haver comunicação do porque;
  3. O prejuízo que existe entre Mestres de Reiki;
  4. O ser enganado financeiramente;
  5. O desgaste da compaixão;
  6. Entre muitos outros…

Então, a melhor forma de não perder a motivação é saber viver consciente dos cinco princípios e compreender a realidade da condição humana. Todas estas situações fazem parte e elas não são diferentes no “mundo” do Reiki, por isso mesmo, devemos viver em equilíbrio, saber desapegar, ter uma mente vazia e um coração predisposto.

O que diferencia os cursos de Reiki com acompanhamento dos que não o têm?

É uma opção de quem ensina assim e nos dias de hoje não há razão para os cursos não terem um ensino com acompanhamento estruturado pois já estão publicados muitos livros que permitem esse mesmo conceito. Podemos dizer que a diferença está, essencialmente, no praticante não vivenciar e desenvolver a sua prática. Por exemplo, se não tiver uma aprendizagem progressiva, irá achar que ao praticar em casa já aprendeu tudo o que tinha a aprender e quer continuar para o nível seguinte, o que é muito natural. Se não tem experiência em praticar com os colegas do mesmo nível, também não aprenderá com a partilha de experiências, nem terá oportunidade de colocar as suas dúvidas ou compreender a progressão das suas percepções com o byosen.

Podemos comparar os dois tipos de ensino a uma viagem, como por exemplo, passar um dia em Santa Catarina e achar que se viu tudo do Porto. Reiki necessita de vivência e essa só pode surgir com o tempo.

Os três pilares para um terapeuta de Reiki são a resiliência, a honestidade e a bondade. E quando, por algum motivo, não se consegue viver de acordo com eles?

Aí o terapeuta começará a entrar em dissociação de si mesmo e, muito possivelmente, as coisas começarão a falhar. Poderá demorar muito tempo até entrar em ruptura, mas isso irá acontecer pois por um lado não está a ser integro consigo mesmo, por outro lado, não conseguirá dar todo o seu potencial a outros. É como julgarmos uma pessoa pela sua aparência – um ar angelical esconde muitas vezes uma grande falsidade. É por isso mesmo que nunca nos devemos considerar mais do que os outros, ou passarmos uma mensagem que vivemos sem problemas, todos somos humanos e os praticantes de Reiki, os terapeutas, os Mestres, são humanos. Assim todos conseguimo-nos entender melhor e quando não estamos em condições, não trabalhamos, descansamos.

Neste livro, introduz um novo ensinamento pouco divulgado até então: o Reiju. Para que serve exatamente e quem poderá fazê-lo?

O Reiju é um empoderamento através da Energia Universal, ou seja, Reiki e é uma prática muito positiva para todos os Mestres de Reiki aplicarem aos seus alunos, pois não implica sintonização. É um reforço do canal energético e da energia, assim como um reforço da conexão que o praticante tem. Pode realizar um Reiju que for um Mestre de Reiki com experiência em sintonizar os seus alunos. O ideal é aprender presencialmente a técnica, por isso, a informação que consta no livro é uma indicação da técnica, mas que requer uma aprendizagem presencial para que se possa aprimorar, praticar e até compreender alguns truques por detrás do Reiju.

Por que é que há muito preconceito relativamente ao lado espiritual do Reiki?

Tem mesmo a ver com a forma como a sociedade encara o que é espiritual e com as “importações” de crenças que fizemos para a nossa cultura, que nos levaram a entender muito mal o que é Reiki. Fala-se de santos, de guias, de anjos, quando nada disso faz parte do método. Usam-se penas, defumadores, arrotos e falar com espíritos, quando nada disso faz parte do método.

Então é difícil passarmos com um pano por cima desse enraizamento cultural. Já há nove anos que a Associação Portuguesa de Reiki tem vindo a fazer um grande trabalho de esclarecimento e muito já se progrediu, mas muito ainda falta fazer porque são nove anos de grande trabalho, mas que um breve momento pode sempre chegar para deitar tudo por terra. Isto significa que devemos encarar o método como ele é – a prática da energia. Devemos saber colocar as nossas crenças pessoais de lado. Religião, espiritualidade, isso é próprio de cada um, no método não há indicação para seguirmos esse tipo de crenças. Então, qual a dificuldade de praticar cinco princípios e levar a verdadeira atenção a essa mudança de consciência?

Essa sim é uma verdadeira espiritualidade, o chegar à consciência, o mudar, o saber construir um ser através de si mesmo, com reflexão, harmonia e confiança.

Como podemos contornar essa intolerância e ignorância?

Praticando Reiki como Reiki e ter atenção a declarações públicas que se façam. Muito facilmente nos deixamos levar pelo ego e metemos os pés pelas mãos. Se pensares que és o rosto do Reiki, então sabes que é em ti que está a responsabilidade da credibilização.

A intolerância e a ignorância sempre existirão, elas fazem parte do nosso crescimento humano, por isso mesmo, devemos trabalhar da forma mais reta possível e dentro daquilo que é o Usui Reiki Ryoho. Quanto mais conseguirmos auxiliar cada pessoa por si e ter mais harmonia, autoconfiança, gratidão, honestidade, bondade e quanto mais ensinarmos a que façam o mesmo pelos outros, mais a intolerância e ignorância perderão a sua força. Estar num caminho de forma equilibrada é difícil, mas não é impossível.

Qual a mensagem primordial que pretende dar com a criação desta obra?

Que o praticante de Reiki assuma corretamente a sua prática desde o primeiro dia do seu curso e que um Mestre de Reiki seja alguém que vive e transmita harmonia, confiança, gratidão, honestidade e bondade. Que dentro dos problemas pessoais de cada um e do árduo da sua vida, consigam sempre demonstrar Reiki como é Reiki e que sempre tenham força e serenidade.

Fonte: Susana Ramos

Quartzo com enxofre

O enxofre surge com uma forma essencialmente tabular ou bisfenóide, de cor amarelada, em rochas sedimentares e tem a sua origem em gases vulcânicos.

Pela sua origem, este mineral pode surgir com outras formas e crescer conjuntamente com quartzos, formando-se o quartzo enxofre, ou seja, um cristal quartzo cujo interior tem inclusões de enxofre, que poderá ser em maior ou menor quantidade.

Quanto maior a quantidade de enxofre, mais amarelado ou esverdeado o quartzo parecerá opaco e não translúcido.

Este quartzo cristal enxofre pode ser usado para limpeza de energias densas, assim como para dissolver negatividade que esteja num local ou numa pessoa.

É importante ter atenção ao manuseamento deste cristal pois o enxofre é tóxico, portanto, não deve ser misturado com água, assim como o contacto com a pele deve ser feito de forma cuidadosa.

O que fazer quando se sente energia entrar

A prática de Reiki implica a energia entrar pelo chakra da coroa, pelo que um praticante de Reiki está habituado à entrada de energia no seu corpo ou aura, no entanto quando se tratar de outro tipo de energia externa, a sensação já não é agradável.

O que fazer quando se sente energia entrar

Ao sentires algum tipo de energia exterior entrar, que te seja desagradável, podes logo de momento fazer o seguinte:

  1. Enraizar;
  2. Usar a respiração e a técnica Joshin Kokyu Ho.

Ao enraizares, vais estar a proporcionar o teu centramento, ligação com a energia da Terra e ainda uma forma de “descarregares” a energia mais densa. Depois, concentra-te na respiração que costumas fazer ao aplicar o Joshin Kokyu Ho ou técnica da respiração. Ao inspirar, trazes Reiki até ao tanden, ao expirar, essa energia espalha-se por todo o corpo e visualiza-a a expulsar a energia externa a sair por onde entrou.

Quando sentires que conseguiste retirar toda essa energia, tens que prestar atenção ao local por onde entrou. Pode ser uma parte danificada da aura e isso poderá trazer-te problemas ao longo do tempo.

Observa esse teu “buraco” e tenta compreender porque razão surgiu. Se tem a ver com pensamentos, com emoções, com algum desgaste físico, ou com algo que sempre te acompanhou, ou seja, uma debilidade que sempre esteve contigo.

É importante tratares dessa parte do corpo e a equilibrares, para que não se repitam situações de entrada de energia externa, que possa ser desagradável.

Limpar Cristais que “não precisam” ser limpos

Teremos que limpar cristais usados para limpar cristais? São vários os cristais que servem como auxiliadores na limpeza energética de outros cristais e, na maior parte das vezes, considera-se que eles não necessitam ser limpos, mas será mesmo assim?

Porque e como limpar cristais usados para limpar outros cristais

Os cristais têm um determinado valor energético, consoante a sua composição e característica mineral. No caso de estarem muito próximos de energia mais densa ou no caso de a absorverem, uns têm a capacidade de mais rapidamente voltarem ao seu estado natural, do que outros. No entanto, a intensidade da energia densa e o tempo de contacto, poderá fazer com que as características do próprio cristal sejam danificadas.

Como exemplo, uma selenite pode quebrar quando antes mostrava um aspecto “sólido”, ou um quartzo fumado pode ficar cheio de “bolhas” interiores ou pequenas rachas, ou ainda o cristal poderá apresentar uma temperatura quente e um byosen como se estivesse saturado.

Então, um cristal usado para limpar outros, poderá ficar danificado e necessitar de se restabelecer. Estas são várias formas para que ele se possa recuperar, se ainda for possível:

  • Deixá-lo em contacto isolado com uma selenite, durante três dias (por exemplo, uma selenite sobre uma selenite ou uma drusa sobre uma selenite);
  • Deixá-lo com cristais do mesmo tipo que o seu, para que volte a adquirir a sua própria identidade, por exemplo uma ametista junto de outras ametistas.

Cristais usados para limpar outros cristais

Estes são os mais comuns:

  • Selenite;
  • Drusa de quartzo rocha;
  • Drusa de ametista;
  • Quartzo fumado;
  • Cornalina.

Como enviar Reiki para a Paz Mundial

Estando num mundo cada vez mais agitado é necessário que todos os praticantes possam enviar Reiki para a Paz Mundial. Pode parecer utópico, fútil ou sem sentido, mas é incrivelmente importante e sem dúvida que fará a diferença.

Enviar Reiki para a Paz Mundial

Os pensamentos são energia, como tal, pensamentos de violência, egoísmo, oportunismo, criam má energia, assim como as acções decorrentes desses pensamentos geram energia adversa. Todos sentimos esse tipo de energia diariamente e, por isso mesmo, devemos começar a contrapor esse tipo de violência que é também exercida sobre nós, gerando pensamentos e atitudes para uma Paz Mundial.

O envio de Reiki para a Paz Mundial pode e deve ser realizado por qualquer praticante de Reiki, pois o Mestre Usui coloca como primeiro princípio a calma, ou seja, a harmonia que deve existir entre todos e em todas as coisas na vida.

O envio de Reiki para a Paz Mundial para quem tem o segundo e terceiro nível

Se tens o segundo ou terceiro nível de Reiki, podes fazer o envio de Reiki seguindo o protocolo habitual, como te foi ensinado e usar uma fotografia do planeta ou visualizar apenas como sentires melhor:

  1. Faz o banho seco;
  2. Recita os cinco princípios e deixa a energia fluir;
  3. Inicia a técnica de envio de Reiki à distância;
  4. Coloca a intenção para a Paz Mundial, para a harmonia entre todos os seres vivos;
  5. Se tiveres o terceiro nível, visualiza um grande Daikomyo a trazer iluminação e entendimento a todos;
  6. Visualiza a energia a trazer harmonia a cada pessoa, sente a tranquilidade que há em cada um e como essa tranquilidade se espalha entre todos;
  7. Visualiza a harmonia no teu prédio, na tua região, no teu país, em todo o continente, em todo o mundo;
  8. Como se cada pessoa se tornasse muito brilhante e sorridente, pela sua paz interior;
  9. Quando quiseres terminar, agradece;
  10. Faz o banho seco.

O envio de Reiki para a Paz Mundial para quem tem o primeiro nível

Se tens o primeiro nível de Reiki, ainda não aprendeste a técnica de envio de Reiki à distância, mas podes também auxiliar, se quiseres, podes usar uma fotografia do planeta e depois colocas as mãos em cima dessa fotografia. Experimenta fazer o seguinte:

  1. Inicia com o banho seco;
  2. Recita os cinco princípios e deixa a energia fluir para a tua mente e coração;
  3. Coloca a intenção de a energia fluir para a Paz Mundial;
  4. Podes colocar as mãos em cima da fotografia do planeta ou como entenderes melhor;
  5. Deixa a energia fluir e podes ir visualizando a harmonia entre todas as pessoas, a aceitação e o desapego ao egoísmo e a todas as coisas que trazem dano à humanidade;
  6. Não te apegues ao que fores sentindo, vai apenas deixando a energia fluir;
  7. Quando quiseres terminar, agradece;
  8. Volta a fazer novamente o banho seco.

Algo que é muito importante é não te apegares ao mal que está a ser feito entre humanos, mas sim concentrares a tua atenção ao bem que cada pessoa pode receber. Não queiras castigo e punição, mas sim harmonia e bondade entre todos. Tu também podes ter um papel muito importante para a Paz Mundial.

Como trabalhar um pensamento obsessivo com Reiki

O pensamento obsessivo é algo como uma ideia que está sempre presente na nossa mente e se torna o centro da atenção na maior parte do nosso tempo, chegando a perturbar momentos de concentração noutras tarefas, assim como desviar o nosso estado emocional para o foco resultante desse pensamento obsessivo.

A desconstrução do pensamento obsessivo com a prática de Reiki

Se és praticante de Reiki sabes que o Mestre Usui indicava este método como sendo “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade” e que tal representa o trabalho interior que cada um deve fazer, para alcançar a felicidade que está dentro de si.

Ele também indicava que a nossa prática é para a melhoria da mente e do corpo. Então, como poderemos nós tratar um pensamento obsessivo com a prática de Reiki?

Em primeiro lugar não te podes esquecer que deves pedir ajuda profissional no caso de algum tipo de distúrbio mental.

Compreendemos que o pensamento é gerado pela mente e que ela apenas está a desempenhar o seu papel, no entanto, a consciência, deve gerir a mente e não a mente gerir a consciência. Assim, quando existe um pensamento persistente ou pensamento obsessivo, poderemos fazer o seguinte através da prática de Reiki:

  1. Desenvolver a consciência;
  2. Saber estar no momento presente;
  3. Compreender a existência do pensamento obsessivo através da prática dos cinco princípios;
  4. Substituir o pensamento obsessivo por uma forma de estar e não por outro pensamento que pode também ele tornar-se obsessivo;
  5. Aplicar o autotratamento.

A prática do Joshin Kokyu Ho é muito importante, é o desenvolver não só da consciência, como do momento presente. Essa mesma prática pode levar-te a compreender o estado em que tudo o que tu és – corpo, mente, emoções, essência – deve estar. É sentindo esse estado de harmonia que te pode levar a desapegar do pensamento obsessivo, ou seja, não é substituires um pensamento por outro, mas sim um pensamento por uma forma de estar, que te transporta ao momento presente, à consciência de ti mesmo e a um estado de harmonia.

Para reforçares esta prática, poderás ainda usar o nentatsu, reforçando a tua força de vontade em querer praticar o Joshin Kokyu Ho.

Quando tratar alguém traz impaciência e saturação

Já alguma vez trataste alguém e sentiste impaciência, vontade de terminar logo aquele tratamento?

Quando sentimos impaciência e saturação num tratamento de Reiki a outros

Pode parecer muito estranho, mas em situações incomuns poderás sentir alguma impaciência por terminar o tratamento, ou mesmo sentires-te saturado. Isso acontece devido ao tipo de energia que estamos a tratar. Pode ser algo como:

  • Energia demasiado densa;
  • Um tipo de byosen que nos causa muito desconforto consciente ou inconscientemente;
  • As situações que a pessoa apresenta de alguma forma estimulam questões nossas;
  • Excesso de cansaço e devíamos antes estar a descansar.

A impaciência poderá surgir destes factores e aqui estamos a excluir alguma situação que te esteja a causar ansiedade. O tipo de energia, se for mais denso, se for muito eléctrico, ou que manifeste demasiados pensamentos, ansiedade, depressão profunda, ou grande volatilidade emocional, poderá trazer-te essas sensações de impaciência, pelo que te deves focar, enraizar e, se necessário, recitar os cinco princípios para que o teu foco esteja na energia Reiki e não na energia que estás a sentir da outra pessoa.

Tenta compreender essa lição da impaciência e com que tipo de energia estavas a lidar, será muito importante para que da próxima vez que trates a pessoa estejas preparado e a possas ajudar ainda mais.

Lembra-te também do envio de Reiki para situações, que de alguma forma poderá auxiliar.

Transforma a impaciência em muita paciência, compaixão e amor incondicional, para isso precisas estar em harmonia e com toda a certeza que vais conseguir, focando-te nos cinco princípios.

Porque a irritação vem ao de cima com a prática de Reiki

Por vezes vamos sentindo uma pequena irritação sempre presente em nós. É um desconforto que nos vai deixando irrequietos e cada vez mais tensos, até que um dia, por uma pequena gota de água, o vulcão acorda e o que era uma irritação tornou-se um momento descontrolado de raiva.

A irritação poderá surgir também durante o autotratamento Reiki, mas há uma razão para isso acontecer.

A irritação e como a compreender na prática de Reiki

Quando aplicamos Reiki em nós mesmos, não estamos apenas a “tratar” de dores físicas, mas sim tudo aquilo que em nós possa estar em desequilíbrio. Por isso mesmo, o aspecto mental e emocional poderá também ser revelado para que seja tratado.

A prática de Reiki observa tudo do ponto de vista holístico, como tal, se a irritação surge é porque há algo em nós que está em desequilíbrio e tal manifesta-se em tudo o que somos. Por vezes a irritação é uma insatisfação que aconteceu há muito tempo e ainda reside em nós, outras vezes é uma indignação que está constantemente a ser estimulada e lá vamos aguentando, nem que seja a dizer os cinco princípios, ou ainda pode ser uma ligeira ansiedade por algo a acontecer e que nos tira do nosso centro. Então, podemos fazer algumas questões a nós mesmos quando surge a irritação na prática de Reiki:

  • Em que parte do corpo comecei a sentir a irritabilidade?
  • Tinha coisas por fazer enquanto estava a aplicar Reiki?
  • A irritação surgiu com um pensamento e emoção, quais eram?

Para estes casos, precisamos compreender se é uma parte do corpo que está em desconforto e por isso há irritação, se há algo a fazer e estamos divididos entre o que é bom para nós e o que devemos fazer, pode criar irritação. Também pode ser um “descascar da cebola”, ou seja, com o tratamento Reiki vai harmonizando o nosso todo e as situações a resolver, podem ser levantadas. Observa se foi isso e envia Reiki para essas situações, ou melhor ainda, tenta resolvê-la da melhor forma possível.

Encara o momento de irritação como uma autodescoberta e também uma excelente oportunidade de te cuidares ainda mais. Pede ajuda profissional se não compreenderes bem o que tens ou de que forma a podes resolver.

Uma grelha de cristais para a paz mundial

No curso de cristaloterapia para praticantes de Reiki coloquei um desafio – construir uma grelha de cristais para a paz mundial. A paz no mundo é cada vez mais necessária e cada um de nós, com os seus saberes e em consciência, deve responsabilizar-se pelo seu papel. Até mesmo com os cristais, com a energia da Terra, podemos ajudar de formas tão simples.

Exemplos de uma grelha de cristais para a paz mundial

Um exemplo muito simples é colocarmos uma Celestite como gerador e depois, pontas de cristal viradas para fora, como expansão da energia pacífica, tranquilizadora e elevada que a Celestite emana.

Mas podes construir uma grelha de cristais das mais diversas formas, assim como usando as pontas de cristal com outras configurações.

Como construir uma grelha de cristais para a paz mundial

  • Se quiseres, poderás colocar debaixo do quartzo gerador uma fotografia do planeta Terra;
  • As pontas podem estar em várias configurações como o triângulo, pentágono o hexágono, com as pontas viradas para fora (expansão) ou viradas para dentro (inclusão), dependendo da tua intenção;
  • O gerador pode ser um quartzo, ou então algum cristal que queiras colocar como tema, como o quartzo rosa, a ametista, celestite, entre outros, podendo ser em forma de drusa;
  • Como cristais temáticos, à volta do gerador, podes ter:
    • Larimar;
    • Ágata Blue Lace;
    • Ametistas;
    • Quartzo Rosa;
    • Citrino;
    • Labradorite;
    • Fluorite;
    • Sodalite;
    • Lepidolite;

Acima de tudo, sente o que te faz mais sentido, faz uma pequena meditação conectando-te com a Energia da Terra, para que sintas o que ela possa estar a necessitar.

Quando a sátira chega à prática de Reiki, de forma errada – O inimigo público de 23 de Março de 2018

À ridicularização de assuntos, pessoas, instituições, governos, etc… é chamado de sátira, uma forma literária por nós até bastante conhecida com Bocage e que é usada pela equipa do Inimigo Público para, através de notícias falsas chamar a atenção aos temas emergentes. Como qualquer forma literária, tem os seus apoiantes e aqueles que pouco acham interesse ou podem mesmo sentir que há um prejuízo com determinada sátira. É o que acontece com o texto de “inquérito” criado por Patrícia Castanheira e publicado a 23 de Março de 2018, no Inimigo Público, com o título “É contra as vacinas?”.

O que cabe à Associação Portuguesa de Reiki é esclarecer aquela que é a sua área e é sobre esse tema que nos iremos debruçar. Na observação deste esclarecimento, pedimos que tenham em atenção o seguinte:

  1. A Associação Portuguesa de Reiki reconhece que o texto é uma sátira e que o estatuto editorial é legítimo, por parte do Inimigo Público e da autora do texto;
  2. Que o tema da vacinação, sendo sensível, pode induzir em erro a observação sobre um conjunto de pessoas que são os praticantes de Reiki;
  3. A criação desta personagem fictícia pode surgir como um alerta a declarações que possam sair fora do bom senso comum.

Será sobre estes três tópicos que iremos responder ao pedido de esclarecimento sobre esta publicação.

Como abertura de resposta ao inquérito surge um nome fictício de “Concha Meireles”, intitulando-se “Mestre de Reiki”.

“Eu sou contra a Medicina, em geral. Se os meus filhos fazem um arranhão ou uma fractura exposta, eu lambo, para ajudar a cicatrizar.”

  • Infelizmente, surgem muitas declarações como “eu… Mestre de Reiki…”, como se o facto de se identificar como tal validasse o que diz, expõe ou as suas opiniões pessoais sobre determinado assunto. Sobre isto, um praticante de Reiki deve compreender a importância de enquadrar a sua identificação, dentro daquilo que é o foro da prática, usando também do senso comum, não querendo procurar que uma prática que pelo esforço de muitos está a ganhar credibilidade, seja colocada ao ridículo por opiniões e crenças pessoais;
  • Por outro lado, na declaração da personagem fictícia “Concha Meireles”, não há nenhuma observação sobre a prática de Reiki, à excepção de se identificar como “mestre de Reiki”. Sobre a medicina, a prática de Reiki, já desde a indicação do seu fundador, Mikao Usui, é vista como:
    • Uma prática complementar e integrativa;
    • Sem manipulação física;
    • Do âmbito puramente do campo bio-energético;
    • Sem crenças ou ligada a religiões e movimentos espirituais.
  • O que significa que a prática, no âmbito terapêutico respeita e não interfere de forma alguma com a medicina. Pelo próprio código de ética, é explícito que sempre a pessoa deve ter acompanhamento médico.

Esta pequena sátira, muito visível sobre o tema do Reiki, naturalmente, chocou muitos praticantes que sentiram que a sua forma de estar, a sua prática, o que aprendem e aplicam, nada tem a ver com uma declaração ignorante, absurda e em nada ligada à prática de Reiki.

Temos todo o respeito pelo trabalho jornalístico, assim como pela liberdade criativa e literária que existe, no entanto, é importante que haja um conhecimento que a ridicularização dos praticantes de Reiki é um tema que levanta dificuldades a quem trabalha incansavelmente em lares, centros de dia, instituições de apoio à pessoa com deficiência, hospitais e mesmo domiciliariamente, no apoio a quem precisa de equilíbrio e harmonia. Este tipo de sátiras, assim como notícias falaciosas infelizmente têm grande impacto, levando mesmo algumas instituições a duvidar de quem lá está a fazer um trabalho “silencioso”, sem remuneração e pelo bem do próximo. Assim como coloca também aqueles que têm uma atitude profissional como alvo de incompreensão e retração sobre o seu trabalho.

Compreendemos e temos respeito pelo trabalho jornalístico, mas quando a dúvida é colocada como um pequeno veneno, sabemos que se pode levar muito tempo a reparar algo que parece um pequeno dano. Estamos há quase 10 anos a lutar contra pequenos venenos, que tantos erros fizeram. Não existe ofensa com este pequeno artigo, mas existem lições que devemos escutar, assim como perguntas que devemos fazer.

Colocamos de seguida o texto integral e aproveitamos para agradecer aos associados que chamaram a atenção para esta situação.

Inimigo Público de 23 de Março de 2018, “É contra as vacinas?”

É contra as vacinas?

Concha Meireles, Mestre de Reiki

Eu sou contra a Medicina, em geral. Se os meus filhos fazem um arranhão ou uma fractura exposta, eu lambo, para ajudar a cicatrizar.

Alexandra Solnado, BFF de Jesus Cristo

As doenças começam na alma. Por isso é que eu recomendo que se façam, pelo menos, duas limpezas espirituais por ano, com extração de pontos negros, peeling e hidratação profunda. Por cada limpeza espiritual ofereço uma lavagem de chassis.

Elisa Maria, defensora do direito dos animais ao voto

Eu sou é a favor do vírus do sarampo, que também tem direito à vida e a frequentar restaurantes, como qualquer animal de companhia. Ok?

Feliciano Barreiras Duarte, visiting scholar na Universidade da Vida

Tenho-as todas em dia e até tenho um diploma de bom comportamento passado pelo centro de saúde de Berkeley, onde levei um reforço da vacina do tétano. Vou juntar ao CV.

Fonte: Pressreader / Inimigo Público 23 de Março 2018

Estatuto editorial (do Inimigo Público)

Se não aconteceu, podia ter acontecido.

  1. O INIMIGO PÚBLICO é uma publicação satírica de referência, que não cede à tentação do facilitismo da notícia falsa sensacionalista.
  2. N’O INIMIGO PÚBLICO, todas as notícias são OBJECTIVAMENTE falsas, mas EQUILIBRADAS, pois buscam sempre ouvir os testemunhos falsos de ambas as partes, seguindo as regras de ouro do jornalismo.
  3. Assim, na senda de grandes jornais mundiais, como o “New York Times”, O INIMIGO PÚBLICO inventa factos, relatos, acontecimentos e personagens, mas garante ao leitor que os irá apresentar de forma verosímil, por vezes plausível e outras não.
  4. O INIMIGO PÚBLICO não entra em campanhas persecutórias nem urde cabalas, porque tem uma visão equilibrada do mundo e considera que TODOS, sem grandes excepções, são passíveis de ser satirizados nas suas páginas.
  5. Os jornalistas e articulistas d’O INIMIGO PÚBLICO assinam sempre os seus textos. Contudo, nem sempre os nomes com que assinam são os seus nomes verdadeiros. Tal depende da vontade destes. E depende da vontade do director, o que pode ser, no limite, confundido com mera cobardia.
  6. Dentro destes pressupostos, O INIMIGO PÚBLICO não aceita de forma alguma que, quer os seus leitores, quer eventuais figuras públicas que se suponham visadas, se ofendam, se achem difamadas ou vilipendiadas por qualquer artigo ou opinião publicada.
  7. Afinal, se não aconteceu, podia ter acontecido. Este é o nosso compromisso.

Fonte: Inimigo Público

Porque podemos ter sensações nas mãos com Reiki diferentes em nós e nos outros?

Ao aplicares Reiki em ti, poderás ter sensações nas mãos que serão diferentes das que tens quando aplicas Reiki noutras pessoas. Pode ser algo de desconcertante porque podes passar de um extremo das sensações para nenhumas, mas isso poderá ser algo criado pela mente.

As sensações nas mãos com diferentes aplicações

As sensações nas mãos refletem aquilo a que o Mestre Usui chamava de byosen, ou seja, a irradiação da “doença”, ou seja, do desequilíbrio e desarmonia na pessoa. Essas sensações são interpretadas pelo chakra da terceira visão, são indicadas por aquilo a que chamamos intuição.

A maior parte de nós, tem um grande problema que surge na forma de uma questão – o que é que sinto?

Sentir não é fácil, ninguém nos ensina a sentir e então procuramos as formas que já conhecemos, como por exemplo, a temperatura corporal, ou o estado em que sentimos as mãos, como húmidas, secas, limpas, sujas, pesadas, leves… Esta dificuldade em sentir e em querer identificar o estado físico das mãos, leva-nos ao bloqueio. A mente começa a produzir a dúvida desconstrutiva e, a partir daí, surge um turbilhão de pensamentos que leva a um bloqueio.

No meio de isto tudo, a energia continua a fluir e, se estamos a aplicar Reiki a outras pessoas, é muito provável que essa pessoa tenha sensações.

Então, ao aplicar Reiki a nós e aos outros, podemos ter sensações muito diferentes, ou até mesmo não sentir nada num tipo de aplicação, mas noutro sentir. Temos que nos questionar porque… Será falta de confiança? Será falta de “códigos” que nos levem a compreender o que sentimos?

Este tipo de questões só é resolvido quando nos entregamos à prática, ou seja, quando nos rendemos ao momento presente e confiamos. Como o podemos fazer?

  • Para estares mais atento às sensações nas mãos, ao longo da prática de Reiki, leva a tua concentração à respiração;
  • Faz a técnica Joshin Kokyu Ho e imagina que ao inspirares, mais energia se concentra nas mãos;
  • Ao expirares, a energia flui para o interior do corpo;
  • Não te apegues a sensações, apenas a este movimento da energia que se acumula e flui para o interior do corpo, o teu ou o da pessoa que estás a tratar;
  • Depois de alguns dias, semanas, com esta prática, aí sim poderás levar a atenção até às mãos, ao que estás a sentir nelas.

Isto significa que vamos focar-nos no que é importante, o fluxo da energia e só depois, na percepção. Quando essa técnica estiver bem dominada, então poderemos passar à percepção em primeiro lugar e depois ao fluxo da energia.

As sensações nas mãos podem mesmo mudar consoante a aplicação e poderemos deixar de sentir, o que pode vir do nervosismo, falta de confiança, ou mesmo do tipo de byosen que está a ser irradiado, por isso mesmo, vamos aos cinco princípios e não te preocupes, vai praticando como indiquei mais acima e depois, tudo começará a fazer sentido.

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