Reiki em Hospitais

O que é uma terapia energética – O que um dos maiores grupos hospitalares internacionais, que inclui o Reiki, tem a dizer sobre terapia energética

A Turquia é um dos países que mais desenvolve estudos científicos sobre os benefícios do Reiki, nos mais diversos contextos da saúde e também sociais.

A Acibadem é um dos maiores grupos privados de saúde da Turquia e integra atualmente a rede internacional IHH Healthcare, um dos maiores grupos hospitalares privados do mundo. Na vasta oferta que tem, em cuidados de saúde, apresenta também um esclarecimento sobre terapia energética, que engloba Reiki, outras terapias de toque e ainda Toque Terapêutico. O seguinte artigo, do site da Acibadem foi revisto clinicamente pelo Conselho Médico Internacional do grupo.

Terapia Energética: Como Funciona, Resultados e O Que Esperar

A terapia energética inclui práticas como o Reiki, Toque Terapêutico e outras terapias de toque. Algumas pessoas podem referir sentir-se mais calmas ou mais descansadas após uma sessão, embora as respostas variem.

Pontos principais

  • A terapia energética inclui práticas como Reiki, Toque Terapêutico e Healing Touch.
  • Algumas pessoas podem referir sentir-se mais calmas ou mais descansadas após uma sessão, embora as respostas variem.
  • A terapia energética não deve atrasar uma avaliação médica, a toma de medicamentos prescritos ou tratamentos comprovados.
  • A fadiga persistente, a dor, alterações de humor, alterações de peso ou outros sintomas novos devem ser avaliados por um profissional de saúde qualificado.
  • As sessões são geralmente não invasivas, mas a formação do profissional, os limites e a comunicação são importantes.

Revisto clinicamente pelo Conselho Médico Internacional da Acıbadem — 12 de agosto de 2026
Dr. Bahadır Kaynarkaya, MD Dr. Şule Eren, MD

A terapia energética, frequentemente designada por cura energética, refere-se a práticas complementares destinadas a promover o relaxamento e o bem-estar através de um toque suave ou da colocação das mãos junto ao corpo. A evidência científica não demonstrou que estas abordagens diagnostiquem, curem ou substituam o tratamento de doenças, pelo que devem ser consideradas práticas opcionais de apoio, utilizadas em conjunto com cuidados de saúde adequados.

Visão geral da terapia energética

A terapia energética é um termo abrangente para práticas complementares baseadas na ideia de que um profissional pode influenciar o campo energético de uma pessoa, com o objetivo de apoiar o seu bem-estar físico, emocional ou espiritual. Entre os exemplos mais comuns encontram-se o Reiki, o Toque Terapêutico, o Healing Touch e outras abordagens semelhantes, realizadas com as mãos em contacto com o corpo ou próximas deste. As sessões são habitualmente tranquilas, não invasivas e orientadas para o relaxamento.

Algumas pessoas utilizam a terapia energética como parte da sua rotina pessoal de bem-estar, sobretudo quando estão a lidar com stress, ansiedade, dificuldades de sono ou com os efeitos emocionais de uma doença. Podem descrever sensações temporárias de calma, conforto ou melhoria do bem-estar. No entanto, estas experiências não demonstram que a terapia energética trate uma doença subjacente.

A evidência científica atual não confirma os mecanismos propostos relacionados com campos energéticos, nem demonstra que a cura energética possa curar condições médicas. Deve, por isso, ser considerada uma prática complementar e não uma alternativa aos cuidados médicos. Sintomas novos, graves, persistentes ou inexplicáveis devem ser sempre avaliados por um profissional de saúde qualificado.

Como funciona a terapia energética

Durante uma sessão de terapia energética, os profissionais podem colocar suavemente as mãos sobre o corpo, mantê-las a uma curta distância deste ou orientar exercícios de respiração e relaxamento. A pessoa permanece normalmente vestida, deitada ou confortavelmente sentada. As sessões podem também incluir música tranquila, atenção focada ou uma breve conversa sobre conforto e intenções.

Os profissionais podem explicar a experiência em termos de equilíbrio ou limpeza da energia. Do ponto de vista médico, os benefícios considerados mais plausíveis estão relacionados com o ambiente tranquilizador, a atenção focada, a interação de apoio, as expectativas e o tempo reservado ao descanso. Estes fatores podem ajudar algumas pessoas a sentirem-se menos tensas e mais tranquilas naquele momento.

O relaxamento pode ser benéfico, especialmente quando o stress está a afetar o sono, a concentração ou a capacidade de lidar com a vida quotidiana. Contudo, é importante não interpretar a sensação de relaxamento após uma sessão como prova de que uma doença foi tratada. Os sintomas podem melhorar temporariamente por muitas razões, enquanto um problema médico subjacente pode continuar a necessitar de diagnóstico e cuidados.

Quem pode considerar a terapia energética

Adultos interessados numa prática de relaxamento suave e de baixa intensidade podem optar pela terapia energética como complemento — e não como substituto — dos seus cuidados habituais. Pode ser particularmente apelativa para pessoas que valorizam a reflexão tranquila, a atenção consciente ou momentos individuais de apoio. Uma pessoa não precisa de ter determinadas crenças espirituais para decidir se uma sessão lhe é benéfica.

Antes de marcar uma sessão, é aconselhável considerar qual é o objetivo pretendido. Se o objetivo for o relaxamento ou o conforto emocional, uma sessão complementar pode ser uma opção razoável, desde que seja realizada de forma segura e não interfira com o tratamento. Se o objetivo for diagnosticar, curar ou gerir um sintoma potencialmente grave, a avaliação médica deverá ser o primeiro passo.

As pessoas que estão a realizar tratamentos oncológicos, a recuperar de uma cirurgia, a viver com dor crónica ou a gerir uma condição de saúde mental devem discutir qualquer prática complementar com a sua equipa de saúde. Isto ajuda a garantir que a prática pode ser integrada de forma segura no plano geral de cuidados e que não conduz ao adiamento de tratamentos, à interrupção da medicação ou à criação de expectativas irrealistas.

  • Um profissional adequado deve explicar em que consiste a sessão e respeitar o consentimento em todas as suas fases.
  • O toque deve ser opcional, e a pessoa deve poder interromper ou modificar a sessão a qualquer momento.
  • Alegações de que a terapia energética pode substituir o tratamento médico, diagnosticar doenças ou garantir resultados são sinais de alerta.

O que posso esperar durante uma sessão de cura energética?

Uma sessão de cura energética começa habitualmente com uma breve conversa sobre o bem-estar geral, as preferências da pessoa e se esta se sente confortável com o toque. O profissional pode pedir-lhe que se deite numa marquesa ou que se sente numa cadeira. A roupa é geralmente mantida e não são utilizadas injeções, dispositivos ou medicamentos.

O profissional pode colocar suavemente as mãos em áreas como os ombros, a cabeça, os braços ou os pés, ou mantê-las ligeiramente acima do corpo. Uma sessão pode durar desde alguns minutos até cerca de uma hora, dependendo do profissional e do contexto. Alguns profissionais falam muito pouco durante a sessão; outros podem utilizar técnicas de respiração orientada ou uma linguagem tranquilizadora.

Após a sessão, a pessoa pode sentir-se relaxada, sonolenta, emocionalmente reflexiva ou não sentir qualquer diferença. Não existe uma reação física esperada que confirme que a terapia funcionou. Beber água, descansar se necessário e retomar as atividades habituais são, em geral, atitudes adequadas, salvo se um profissional de saúde tiver dado outras indicações por motivos médicos distintos.

Um profissional responsável não deverá pressionar a pessoa a realizar sessões repetidas, pedir-lhe que interrompa tratamentos prescritos ou desencorajá-la de procurar aconselhamento médico. É apropriado perguntar sobre a sua formação, abordagem, práticas de higiene, confidencialidade, preços e forma como gere o contacto físico e os limites pessoais.

Benefícios, limitações e possíveis riscos

O benefício potencial mais frequentemente associado à terapia energética é o relaxamento. Algumas pessoas podem sentir que são ouvidas, confortadas ou que ficam mais capazes de lidar com o stress após uma sessão. Em contextos clínicos, cuidados de apoio orientados para o relaxamento podem ser utilizados em conjunto com tratamentos convencionais para promover o bem-estar, embora as experiências individuais sejam variáveis.

A principal limitação é que não foi demonstrado que a terapia energética trate as causas das doenças. Não deve ser utilizada em substituição de uma avaliação de sintomas como fadiga persistente, dor no peito, aparecimento de um novo nódulo, falta de ar, fraqueza, febre, hemorragias pouco habituais ou alterações significativas do humor ou da funcionalidade.

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Os riscos físicos são geralmente reduzidos quando as sessões são suaves e os limites pessoais são respeitados. Entre as possíveis preocupações encontram-se o desconforto com o toque, perturbação emocional, encargos financeiros decorrentes de sessões repetidas ou danos resultantes do adiamento de tratamentos baseados na evidência. Pessoas com antecedentes de trauma podem preferir uma abordagem sem toque e devem sentir que mantêm total controlo sobre a sessão.

Para pessoas que procuram aliviar o stress ou uma preocupação persistente, os profissionais de saúde podem também recomendar abordagens baseadas na evidência, como terapias psicológicas, apoio ao sono, atividade física adaptada à pessoa e tratamento médico quando indicado. As práticas complementares podem ser discutidas abertamente e sem julgamento como parte de cuidados orientados para a pessoa como um todo.

Vale a pena recorrer à cura energética?

Considerar ou não a cura energética útil é uma decisão pessoal e depende dos objetivos, valores, custos e experiência de cada pessoa. Pode valer a pena considerá-la como uma atividade suave de relaxamento para alguém que compreende as suas limitações, aprecia o contexto da sessão e continua a receber os cuidados médicos adequados. Não deverá ser encarada como uma cura nem como substituta do diagnóstico e do tratamento.

Uma forma prática de a avaliar consiste em perguntar se contribui para o bem-estar sem causar danos nem impedir o acesso aos cuidados necessários. A pessoa pode estabelecer um objetivo modesto, como reservar tempo para relaxar ou observar se se sente mais calma posteriormente. Se a prática gerar pressão, culpa, medo, despesas crescentes ou aconselhamento no sentido de abandonar os cuidados médicos, é preferível interrompê-la e procurar orientação fiável.

As pessoas que apresentem sintomas que afetem a vida quotidiana devem consultar um médico em vez de recorrer repetidamente a sessões complementares em busca de respostas. Um profissional de saúde pode ajudar a identificar possíveis fatores físicos ou psicológicos e discutir opções seguras para o alívio dos sintomas.

O que retira energia ao seu corpo?

Sentir falta de energia é comum e pode ter muitas causas. Entre os fatores do quotidiano encontram-se sono insuficiente, refeições irregulares, desidratação, stress prolongado, pouca atividade física, esforço excessivo, consumo de álcool e alguns medicamentos. O desgaste emocional, o luto, a ansiedade e a depressão também podem afetar a motivação, a concentração e a sensação de energia física.

Algumas condições médicas podem igualmente contribuir para o cansaço. Entre os exemplos encontram-se anemia, doenças da tiroide, diabetes, infeções, perturbações do sono, doenças cardíacas ou pulmonares, défices nutricionais e dor crónica. A explicação adequada depende da idade da pessoa, do seu historial de saúde, dos sintomas e dos resultados do exame clínico.

A terapia energética não deve ser utilizada para determinar por que razão uma pessoa se sente exausta. A fadiga persistente ou que se agrava merece uma avaliação médica, especialmente quando acompanhada de perda de peso involuntária, febre, falta de ar, desconforto no peito, desmaios, hemorragias, novos sintomas neurológicos ou alterações significativas do humor. Um profissional de saúde pode decidir se são necessárias análises ao sangue, uma avaliação do sono, uma revisão da medicação ou outros exames.

O que diz Deus sobre a cura energética?

As perspetivas sobre a cura energética variam amplamente entre religiões, tradições espirituais e crentes individuais. Não existe uma única resposta aplicável a todas as comunidades religiosas ou interpretações dos textos sagrados. Algumas pessoas consideram que a imposição das mãos ou a oração fazem parte do cuidado espiritual, enquanto outras podem ter reservas relativamente a práticas apresentadas em termos de energia espiritual.

Para uma pessoa religiosa, pode ser útil conversar com um líder religioso da sua confiança, bem como com um profissional de saúde. Isto poderá ajudá-la a tomar uma decisão alinhada com as suas crenças, o seu conforto pessoal e as suas necessidades médicas. O apoio espiritual, a oração e a prática religiosa podem constituir fontes significativas de conforto para muitas pessoas, mas não devem substituir cuidados médicos necessários.

Cuidados de saúde respeitadores reconhecem que as crenças espirituais podem ser importantes para o bem-estar. A pessoa pode partilhar preferências relevantes com a sua equipa de saúde, especialmente durante o tratamento de uma doença grave, para que o apoio possa ser coordenado de uma forma que respeite simultaneamente os seus valores pessoais e a segurança clínica.

Quando procurar cuidados médicos

É importante procurar cuidados médicos quando o cansaço, a dor, o sono de má qualidade, o humor deprimido ou outro sintoma são persistentes, estão a agravar-se, não têm uma explicação aparente ou interferem com o trabalho, as relações ou as atividades quotidianas. Um médico pode ajudar a distinguir sintomas temporários relacionados com o stress de condições que necessitam de exames ou tratamento.

É necessária uma avaliação urgente em situações de dor no peito, falta de ar grave, desmaio, fraqueza ou dormência súbitas, confusão, convulsões, hemorragia intensa, pensamentos de automutilação ou uma reação alérgica grave. Estes sintomas não devem ser tratados através de uma sessão de cura energética ou de qualquer outra prática complementar.

Os especialistas multidisciplinares da Acıbadem International e os seus hospitais acreditados pela JCI apoiam pacientes internacionais através de avaliações e planos de tratamento para uma ampla variedade de problemas de saúde. Qualquer pessoa que esteja a considerar cuidados complementares pode discuti-los com o seu médico para garantir que são utilizados de forma segura juntamente com o tratamento médico adequado.

Perguntas frequentes

A terapia energética está cientificamente comprovada?

Não foi cientificamente demonstrado que a terapia energética possa diagnosticar, curar ou tratar doenças. Algumas pessoas referem relaxamento ou conforto após uma sessão, mas estes efeitos não confirmam os mecanismos energéticos propostos. Deve ser utilizada apenas como uma prática complementar de bem-estar e não como substituta dos cuidados de saúde.

A cura energética é o mesmo que Reiki?

O Reiki é um tipo de prática de cura energética. Terapia energética é um termo mais abrangente que pode incluir Reiki, Toque Terapêutico, Healing Touch e outras abordagens que utilizam um toque suave ou as mãos mantidas junto ao corpo. Os métodos e as crenças variam entre profissionais.

A terapia energética pode ajudar na ansiedade ou no stress?

Uma sessão tranquila e de apoio pode ajudar algumas pessoas a sentirem-se mais calmas a curto prazo. No entanto, uma ansiedade persistente, grave ou que afete a vida quotidiana pode necessitar de avaliação e de tratamento baseado na evidência, como terapia psicológica, apoio ao estilo de vida ou medicação, quando apropriado. A terapia energética não deve atrasar esses cuidados.

Preciso de interromper a minha medicação antes de uma sessão de cura energética?

Não. Uma pessoa não deve interromper medicamentos prescritos nem tratamentos médicos devido a uma sessão de cura energética. Quaisquer preocupações relativas à medicação, efeitos secundários ou interações devem ser discutidas com o médico prescritor ou com o farmacêutico.

Como escolher com segurança um profissional de terapia energética?

A pessoa pode perguntar sobre a formação do profissional, experiência, formato das sessões, política relativamente ao toque, preços e confidencialidade. Deve escolher alguém que obtenha consentimento, aceite perguntas, respeite limites e não faça alegações de cura de doenças. É importante evitar profissionais que aconselhem contra os cuidados médicos ou contra os tratamentos prescritos.

A terapia energética pode causar efeitos secundários?

Os efeitos secundários físicos são pouco frequentes em sessões suaves e não invasivas, mas algumas pessoas podem sentir-se emocionalmente perturbadas, desconfortáveis com o toque ou desiludidas se as expectativas forem irrealistas. O risco mais significativo consiste no adiamento de uma avaliação ou tratamento médico de um verdadeiro problema de saúde. A pessoa deve interromper a sessão se se sentir desconfortável e procurar aconselhamento médico perante sintomas preocupantes.

Fonte: Acibademinternacional.com

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador do Instituto Educação pela Paz. Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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João Magalhães Reiki
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