Estudos sobre Reiki

Reiki e o sangue ao microscópio: o que revela um estudo-piloto com microscopia de campo escuro

Há estudos sobre Reiki que avaliam ansiedade, dor, bem-estar ou qualidade de vida — e há outros que tentam “ver” mudanças biológicas mais diretas. Este estudo-piloto (publicado em 2021) segue esse segundo caminho: observar amostras de sangue vivo antes e depois de uma sessão de Reiki, recorrendo à microscopia de campo escuro (darkfield microscopy) e a um conjunto de avaliações visuais e emocionais.

A autora recrutou 71 voluntários ao longo de vários anos e propôs uma pergunta simples, mas ousada: uma única sessão de 30 minutos de Reiki estaria associada a mudanças observáveis na “qualidade” dos glóbulos vermelhos (RBCs) e em indicadores ligados a stress oxidativo, para além de alterações no estado emocional?

O Reiki está associado a alterações na qualidade das células sanguíneas: um estudo piloto com recurso à microscopia de campo escuro.

O desenho do estudo incluiu um grupo controlo (n=11) que não recebeu Reiki e dois grupos de tratamento (fases com procedimentos ligeiramente diferentes). Em termos de resultados, o estudo reporta:

  • redução estatisticamente significativa de emoções negativas após Reiki (p = .004);
  • mudanças em três medidas visuais dos glóbulos vermelhos (tamanho/forma p = .003; distância/“agregação” p < .001; motilidade p = .017);
  • observações qualitativas (não quantitativas) de diferenças em amostras “envelhecidas” (stressed samples) e no teste de stress oxidativo (OST), descritas como mais favoráveis após Reiki.

A mensagem central, no tom do próprio artigo, é de prudência: há sinais interessantes, mas é necessária investigação mais sistemática para validar e perceber a estabilidade destas associações no tempo.

Principais benefícios identificados

1) Menos emoções negativas (curto prazo)
O estudo encontrou uma redução significativa em “Negative Emotions” (medidas por PANAS-sf) no grupo tratado, quando comparado com o controlo.

2) Alterações associadas à “qualidade” dos glóbulos vermelhos (RBCs)
As medidas avaliadas pelo investigador (escala 1–5) sugeriram mudanças em:

  • tamanho/forma das células,
  • distância espacial (menos/mais agregação tipo “rouleaux”),
  • motilidade (movimento/fluxo).

3) Sinais visuais em amostras “stressed/aged” e no OST
Em amostras deixadas a “envelhecer” 23–38 horas, o artigo descreve menos sinais qualitativos de degradação/pleomorfismo nas amostras pós-Reiki, e diferenças no OST interpretadas como melhorias em “marcadores de stress oxidativo”.

Evidências destacadas

  • Amostra total: 71 voluntários (controlo n=11; grupos tratados divididos por fases).
  • Intervenção: 1 sessão de Reiki (30 minutos); a autora refere que iniciou com open Reiju (prática energética breve).
  • Medida emocional: PANAS-sf aplicado no controlo e na Fase II; redução de emoções negativas no grupo Reiki (p=.004).
  • Medidas em RBCs: quatro dimensões (tamanho/forma; distância; motilidade; “outra atividade”), com diferenças significativas nas três primeiras.

O que torna este estudo interessante (e também frágil):

  • Interessante porque tenta “abrir uma janela” para possíveis correlatos biológicos imediatos.
  • Frágil porque depende de avaliação subjetiva do investigador, com escalas “práticas” usadas em live blood analysis; o próprio artigo reconhece limitações importantes: jejum não controlado, grupo controlo pequeno, e potencial viés pela forte ligação da investigadora ao método (além de declarar que tem rendimento profissional com as modalidades abordadas).

Reflexão final

Há um ensinamento sereno aqui: a curiosidade é boa quando vem acompanhada de honestidade metodológica. Este trabalho sugere associações entre Reiki, estado emocional e alterações observadas em sangue vivo ao microscópio — mas, por si só, não prova causalidade nem garante que as mudanças sejam estáveis, replicáveis ou clinicamente significativas.

Ainda assim, para quem pratica Reiki com espírito de investigação, este estudo lembra algo essencial: o cuidado interior (menos reatividade, mais regulação emocional) e o cuidado do corpo caminham juntos. E talvez a ciência, quando bem desenhada, nos ajude a compreender melhor essa ponte — com menos pressa, mais rigor e mais compaixão.

Ficha técnica

  • Título: Reiki Is Associated with Changes in Blood Cell Quality: A Pilot Study Using Darkfield Microscopy
  • Autora: Jacqueline R. Bowman
  • Ano: 2021
  • Publicação: Energy Psychology 13(2), Novembro 2021
  • Tipo: Estudo-piloto (com controlo, medidas pré-pós, avaliações microscópicas e PANAS-sf)
  • Link de acesso: Academia.edu
  • ID interno: UH-0629

Sobre o PROJETO LUSO-BRASILEIRO DE COOPERAÇÃO E APOIO À INVESTIGAÇÃO SOBRE OS BENEFÍCIOS DE REIKI
Projeto de cooperação criado em Agosto de 2025 por João Magalhães, Prof.ª Dr.ª Amanda Margatho e Prof.ª Dr.ª Mariana Borges, com uma extensa base de dados de estudos sobre os benefícios de Reiki, para apoio à comunidade académica, com principal enfoque em Portugal e Brasil

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador do Instituto Educação pela Paz. Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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João Magalhães Reiki
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