Reiki em Hospitais

Sobrevivente de cancro regista milhares de horas a confortar doentes com Reiki

Este artigo, publicado na Penn Medicine, destaca a história inspiradora de Vince Gilhool, um sobrevivente de cancro e mestre de Reiki que dedicou mais de 6.700 horas de voluntariado no Abramson Cancer Center da Penn Medicine, oferecendo conforto e alívio a doentes oncológicos e cuidadores. Vince cumpriu as palavras do Mestre Usui “Cuidar até ao fim”… Através da aplicação de Reiki, em ambiente hospitalar, Vince demonstra como o Reiki pode ser um aliado fundamental na gestão da ansiedade e da dor, promovendo um profundo estado de relaxamento e bem-estar que complementa integrativamente os tratamentos médicos. É um testemunho poderoso sobre a importância do cuidado integrativo e do impacto transformador que a compaixão e o equilíbrio energético podem ter na qualidade de vida de quem enfrenta processos de cura exigentes.

Cuidar até ao fim. Só por hoje…

Sobrevivente de cancro regista milhares de horas a confortar doentes com Reiki – Penn Medicine

O Mestre de Reiki e sobrevivente de cancro, Vince Gilhool, já realizou mais de 6.700 horas de sessões voluntárias de Reiki a doentes. Afirma que tem sido o maior privilégio ver um doente relaxar durante uma sessão — mesmo que não saiba explicar porquê.

Com quase 80 anos, o mestre praticante de Reiki, Vince Gilhool, dedicou mais de 6.700 horas de voluntariado em sessões de Reiki para doentes, cuidadores e outros profissionais no Abramson Cancer Center da Penn Medicine e no Hospital da Universidade da Pensilvânia, desde 2010. Gilhool, um oficial de liberdade condicional reformado de Filadélfia e antigo doente oncológico, afirma que tem sido o maior privilégio da sua vida ver os doentes e os seus entes queridos ficarem visivelmente relaxados após uma sessão — mesmo que não consigam explicar a razão.

O Reiki, que teve origem no Japão há mais de 100 anos, é uma prática suave que pode promover o equilíbrio emocional e o bem-estar através do toque leve das mãos do praticante sobre, ou ligeiramente acima, do corpo do recetor, explicou a líder da equipa de voluntários, Sharon Edelman. Muitos doentes referem que o Reiki ajuda a reduzir a ansiedade, promove sentimentos de paz, bem-estar e equilíbrio, e alivia a dor e o desconforto. Esta modalidade é agora disponibilizada em muitos sistemas de saúde.

O programa de Reiki representa o compromisso da Penn Medicine em oferecer uma variedade de técnicas para gerir os sintomas dos doentes, diminuir a ansiedade e promover o bem-estar como complemento às terapias médicas convencionais. Outros serviços incluem acupuntura, ioga e meditação guiada, entre outros.

“A inclusão de terapias integrativas para apoiar doentes e famílias tornou-se uma parte essencial dos cuidados oncológicos na Penn Medicine,” afirmou Heather Sheaffer, diretora de Serviços ao Doente e Família do centro oncológico. “O Vince exemplifica o cuidado com a pessoa como um todo. A sua bondade e empatia são instantaneamente calmantes e tranquilizadoras.”

Gilhool costuma oferecer sessões aos doentes nos seus quartos de hospital ou em poltronas enquanto estes recebem quimioterapia ou outros tratamentos de infusão. Cuidadores, funcionários e voluntários também podem solicitar uma sessão. Os doentes decidem se e onde querem ser tocados e, ao contrário da massagem, não há manipulação física do corpo. Se Gilhool vê que um doente adormeceu durante uma sessão, sabe que cumpriu o seu dever.

“Eu brinco com ele: ‘Não sei se isto funciona, porque chegas aos meus ombros e a próxima coisa de que me lembro é que já te foste embora e a música está desligada’”, disse o doente oncológico Stephen Hastings, de 77 anos, que experimentou o Reiki pouco depois de ser diagnosticado com cancro do fígado e do cólon há alguns anos. Agora, Hastings solicita uma sessão sempre que regressa para a quimioterapia. “O Vince não me toca propriamente… mas há uma sensação de formigueiro. É tão calmante. Eu simplesmente deixo-me ir, e quando volto é como se tivesse feito a melhor sesta de sempre. Sei que se for fazer o meu tratamento de Reiki, sinto-me bem o resto do dia. Se não o fizer, não me sinto tão bem.”

O mecanismo pelo qual funciona pode ser difícil de compreender, mas Gilhool afirma que é simplesmente impossível ignorar os efeitos calmantes que observou em doentes e cuidadores ao longo dos anos.

“Tento simplificar. Digo-lhes que esta é uma técnica de cura natural, que é um pouco como uma massagem, mas que a posso fazer sem lhes tocar, se preferirem”, disse. “Tudo o que peço é que fechem os olhos e confiem em mim o suficiente para sentirem o que quer que sintam. Tento enfatizar que não precisam de fazer nada para que funcione.”

Mais do que credenciais de Reiki

Gilhool traz para o trabalho mais do que as suas credenciais de Reiki: há 20 anos, foi tratado na Penn Medicine por um cancro na cabeça e no pescoço. Embora não costume mencionar esta experiência, a menos que esteja com um cliente de longa data, ela liga-o profundamente aos sentimentos de dor, angústia e falta de controlo dos doentes sobre a sua situação.

“Nunca na minha vida estive numa situação em que tivesse tão pouco controlo,” recordou Gilhool sobre a sua experiência no tratamento. “Por isso, quando entro num quarto, pergunto: ‘Posso entrar? Importa-se que baixe as persianas? Posso pôr música?’. E creio que isso lhes devolve um pouco de controlo.”

A paixão de Gilhool pelo Reiki nasceu pouco depois de ter terminado o tratamento contra o cancro, quando uma amiga próxima perguntou se alguém se queria juntar a ela num programa de formação. Sempre atraído por experiências novas, ele aceitou e achou a técnica e os seus efeitos tão “infinitamente fascinantes” que, em dois anos, tornou-se mestre praticante certificado e formador.

Tal como Hastings, muitos dos clientes de Gilhool nunca ouviram falar muito de Reiki, mas estão dispostos a tentar qualquer coisa que os possa fazer sentir melhor.

Richard Cummings, de Lewes, Delaware, estava a receber tratamentos de radioterapia para cancro da próstata e leu sobre o serviço no site do centro oncológico. Numa quarta-feira de setembro, Cummings acomodou-se numa poltrona preta e fechou os olhos. Música de relaxamento tocava enquanto Gilhool passava as mãos sobre o couro cabeludo de Cummings, depois na testa e na clavícula. Cummings respirava profundamente enquanto Gilhool posicionava as mãos sobre o seu peito, estômago, pernas e pés.

Além de sentir menos ansiedade em relação ao cancro e ao tratamento, Cummings disse que as sessões com Gilhool deixam-no sempre com menos dores nas costas — que normalmente lhe doem constantemente devido à ciática — durante cerca de um dia inteiro.

Gilhool gosta especialmente quando um cético tem uma experiência positiva. Gosta de contar a história de quando estava a explicar o Reiki a um doente e percebeu que o seu cuidador não estava convencido. No final, o cuidador aceitou fazer uma sessão de Reiki e, quando terminou, Gilhool disse: “ele olhou para cima e disse: ‘Isso foi maravilhoso’, o que me fez sentir maravilhoso, porque transformou a sua experiência em relação a coisas novas, creio eu.”

Por Daphne Sashin | 14 de dezembro de 2023

Fonte: Hospital Universitário Penn Medicine

Sobre a Penn Medicine

A Penn Medicine é um dos principais centros médicos académicos do mundo, dedicado às missões interligadas de educação médica, investigação biomédica, excelência no atendimento ao paciente e serviço comunitário. A organização é composta pelo Sistema de Saúde da Universidade da Pensilvânia e pela Escola de Medicina Raymond and Ruth Perelman da Penn, fundada em 1765 como a primeira escola de medicina do país.

A Escola de Medicina Perelman está consistentemente entre as principais instituições do país a receber financiamento dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), com 580 milhões de dólares atribuídos no ano fiscal de 2023. Com um historial de pioneirismo, as equipas da Penn Medicine foram pioneiras em descobertas que moldaram a medicina moderna, incluindo a terapia com células CAR-T para o cancro e a tecnologia de mRNA, vencedora do Prémio Nobel, utilizada nas vacinas contra a COVID-19.

A Penn Medicine é uma organização de 11,9 mil milhões de dólares, impulsionada por quase 49.000 docentes e funcionários talentosos.

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador do Instituto Educação pela Paz. Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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João Magalhães Reiki
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