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Estudos sobre Reiki

Reiki em Havana: quando os ritos de iniciação se tornam pontes culturais

Este estudo etnográfico de Rolando Fabián Blanco Pérez (2008) analisa uma realidade singular: a forma como o Reiki, ao chegar a Cuba, encontrou terreno fértil entre praticantes de religiões afro-cubanas como a Santería e o Palo Monte. A investigação, baseada em observação participante e entrevistas na chamada “Escola Tibetana de Reiki” da Habana Vieja, revela que as iniciações (sintonizações) Reiki são percebidas como ritos de passagem — estruturados em três fases — que dialogam profundamente com práticas tradicionais cubanas de matriz africana.
O autor demonstra que as iniciações Reiki desempenham simultaneamente uma função psicoterapêutica e sociocultural, tornando esta prática especialmente atraente para indivíduos que já possuem uma visão espiritual alicerçada em forças, energias e ritos ancestrais .

O Reiki na Havana Velha: Os novos ritos de passagem e as suas ligações com as práticas religiosas cubanas de origem africana.

Principais benefícios identificados

Embora o estudo não seja clínico, mas antropológico, emergem benefícios percebidos pelos participantes:

1. Regulação emocional e bem-estar

As iniciações são vividas como experiências de tranquilidade profunda, sensação de paz e alívio interior. Muitos participantes relatam “sentir a energia” e alcançar estados comparáveis aos vividos nos seus rituais religiosos tradicionais.

2. Aumento da autoestima e do sentido de pertença

O processo iniciático — estruturado, simbólico e secreto — reforça identidade, valor pessoal e integração numa comunidade espiritual.

3. Integração cultural e espiritualidade inclusiva

O Reiki é visto como compatível com crenças afro-cubanas. Para muitos entrevistados, a energia Reiki assemelha-se ao aché, a força vital presente na Santería, facilitando uma apropriação natural da prática.

4. Experiência simbólica de mudança

O rito de iniciação é percebido como uma “morte e renascimento simbólicos”, produzindo sensação de transformação e reorientação espiritual.

Evidências destacadas

O estudo mostra com detalhe:

1. As três fases dos ritos de iniciação (segundo Van Gennep)

  • Fase preliminar – meditação, silêncio e preparação interior.
  • Fase liminal – o momento ritual central, secreto, onde o iniciado “recebe” a energia Reiki.
  • Fase pós-liminal – celebração e incorporação do iniciado na comunidade Reiki.
    Estas fases coincidem com as etapas estruturantes de iniciações afro-cubanas .

2. Semelhanças simbólicas entre Reiki e religiões afro-cubanas

O estudo descreve gestos, símbolos, valores éticos e estruturas rituais comuns — como o uso das mãos, o selo energético, os tabus temporários e a valorização dos antepassados.

3. A dimensão terapêutica percebida

Mesmo sem validação científica formal, os participantes relatam melhorias internas e atribuem essas sensações à combinação entre energia espiritual, ritual e comunidade.

4. A força do mistério

O carácter secreto do rito é entendido como sinal de autenticidade e potência, reforçando a adesão emocionada dos praticantes.

Reflexão final

Há estudos que iluminam mais do que descrevem — este é um deles.
Ao observar a vivência cubana do Reiki, percebemos como esta prática se adapta, renasce e se mistura com culturas locais sem perder a sua essência. Na visão que este trabalho nos oferece, o Reiki manifesta-se como uma linguagem universal que reconhece o ser humano na sua totalidade — corpo, mente, emoção e espírito.

Ao mesmo tempo, reforça algo que o Reiki floresce quando toca a vida das pessoas de forma simples, honesta e profundamente humana.
Na Habana Vieja, essa flor abriu caminho entre tradições ancestrais, dialogando com símbolos, ritos e necessidades emocionais de uma comunidade viva. E isso revela o poder do Reiki como ponte cultural e caminho terapêutico — um gesto de luz que se adapta, acolhe e transforma.

Ficha Técnica

  • Título: El Reiki en La Habana Vieja: Los nuevos ritos de paso y sus conexiones con prácticas religiosas cubanas de origen africano
  • Autor: Rolando Fabián Blanco Pérez
  • Ano: 2008
  • Publicação: Scripta Ethnologica, Vol. XXX
  • Tipo de Estudo: Investigação etnográfica / Antropologia
  • Link: Disponível em Redalyc
  • ID interno: UH-0628

PROJETO LUSO-BRASILEIRO DE COOPERAÇÃO E APOIO À INVESTIGAÇÃO SOBRE OS BENEFÍCIOS DE REIKI

Este conteúdo integra o compromisso contínuo de promover investigação rigorosa, ética e acessível sobre o Reiki no mundo lusófono. O projeto apoia investigadores, terapeutas e instituições na construção de conhecimento sólido que una espiritualidade, ciência e prática clínica, fortalecendo o reconhecimento do Reiki como terapia complementar baseada em evidências e fundamentada em valores humanos.

Projeto de cooperação criado em Agosto de 2025 por João Magalhães, Profª. Drª Amanda Margatho e Profª Drª Mariana Borges, com uma extensa base de dados de estudos sobre os benefícios de Reiki, para apoio à comunidade académica.

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador do Instituto Educação pela Paz. Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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