Hawayo Takata, a Mestre de Reiki na mudança de consciência para o ocidente
Justin B. Stein é um dos maiores investigadores académicos sobre a história de Mikao Usui, do seu método e da evolução e transmigração da prática do oriente ao ocidente. Graças às suas vastas publicações de aprofundada investigação, pudemos ter mais clareza sobre a história o que nos leva à compreensão do que é a prática de Reiki. Conhecendo a fonte, a sua raiz cultural, podemos compreender melhor o que todos praticamos e porque.
O seu livro Hawayo Takata and the Circulatory Development of Reiki in the Twentieth Century North Pacific, traz um aprofundamento da História de Hawayo Takata, natural do Havai e que descobriu a prática na procura de um tratamento à sua condição física, numa viagem que realizou ao Japão. Um encontro ocasional, imprevisível, que levou a uma transformação na sua vida e consequentemente na de milhares de pessoas.
Quem foi Hawayo Takata
Hawayo Takata (1900–1980) foi uma figura central e transformadora na história transnacional do Reiki. Nascida como Nisei (segunda geração de imigrantes japoneses) no Território do Havaí,, ela foi a responsável por introduzir e adaptar as práticas de cura do Reiki para audiências não japonesas, primeiro no Havaí e depois na América do Norte continental, tornando-se a principal transmissora do Reiki no Ocidente,.
Origens e Vida no Havaí (1900–1935)
Nascida Hawayo Hiromi Kawamura em 24 de dezembro de 1900, em Hanama‘ulu, Kaua‘i, no Havaí, Takata era filha de imigrantes japoneses (Issei). Ela teve uma ascensão social notável para uma Nisei de sua época e classe. Apesar de ter deixado a escola após a sexta série, ela trabalhou diligentemente, chegando a ser governanta na luxuosa propriedade da família Spalding, a Valley House,.
Em 1917, casou-se com Saichi Takata (1895–1930), um Nikkei (pessoa de ascendência japonesa) que alcançou um status elevado para sua geração, atuando como líder comunitário e funcionário público,. Após a morte prematura de Saichi em 1930, Hawayo, que era uma viúva, trabalhou arduamente para sustentar sua família,.
Ela era Budista, afiliada ao ramo Honpa Hongwanji (Jōdo Shinshū), mas a sua devoção espiritual era eclética, uma característica que influenciaria a forma como ela apresentaria o Reiki mais tarde, usando termos universalistas como “Poder de Deus” (God-power).
A Descoberta e Treinamento em Reiki
Em 1935, gravemente doente com fortes dores abdominais e outros problemas de saúde, Takata viajou para o Japão em busca de tratamento médico no Maeda Surgical Clinic, o mesmo local onde o seu falecido marido havia sido tratado anos antes.
Recuperou a saúde ao ser tratada na Hayashi Reiki Research Association, a clínica de Chūjirō Hayashi (1880–1940), discípulo de Usui Mikao (1865–1926), o fundador do Reiki. Impressionada com a sua recuperação, Takata insistiu para ser treinada, apesar da resistência inicial de Hayashi em ensinar a prática a não-japoneses (“americanos”).
Takata recebeu os níveis introdutórios (shoden) e avançados (okuden) em dezembro de 1935. Após um período de aprendizado (uchideshi) na clínica de Hayashi, ela recebeu o certificado do nível mais alto, shinpiden (nível Mestre), em 1936. Ela regressou ao Havaí em junho de 1936, tornando-se a primeira Mestra de Reiki fora do Japão. Na viagem que Chujiro Hayashi realizou ao Havai, conferiu a ela o título de Mestre e o seu certificao.
O Desenvolvimento Transnacional do Reiki
O papel principal de Takata foi como agente de adaptação criativa da prática para novos públicos. As formas mais prevalentes de Reiki na segunda metade do século XX são reconfigurações das práticas de Usui, adaptadas por Takata, num processo que é melhor entendido como “desenvolvimento circulatório” (circulatory development):
- Profissionalização: Takata profissionalizou a prática, o que era incomum para os praticantes Nikkei de sua época, que tratavam com base em doações (orei). Ela estabeleceu sessões padronizadas de 60 ou 90 minutos e cobrava taxas fixas. Ela justificou isso com a parábola da “troca de energias”, ensinando que o pagamento era necessário para a gratidão espiritual e a eficácia da cura.
- Adaptações Culturais e Políticas: Durante a Segunda Guerra Mundial, Takata removeu os elementos abertamente japoneses e religiosos, como a recitação dos poemas do Imperador Meiji e as posturas de meditação, para se proteger da perseguição e suspeita das autoridades dos EUA.
- Expansão para o Continente Americano: A partir da década de 1950, Takata expandiu a sua rede para o continente, ensinando predominantemente a audiências brancas e cristãs. Ela utilizou a sua identidade racializada de mulher nipo-americana idosa do Havaí para construir autoridade como uma “Mestra Oriental” autêntica.
- Sincretismo Religioso: Para se conectar com o seu público, utilizou uma linguagem perennialista e cristã. Ela descrevia o Reiki como “energia de vida universal” ou “Poder de Deus” (God-power),. Ela até obteve o título de Reverenda e afirmava que o fundador do Reiki, Usui, havia sido um ministro cristão em busca dos segredos de cura de Jesus.
Em seus anos finais, Hawayo Takata se tornou uma figura carismática e inspiradora, treinando milhares de estudantes e, crucialmente, iniciando pelo menos vinte e dois Mestres de Reiki entre 1973 e 1980, o que garantiu a continuação e a proliferação global da prática após a sua morte em dezembro de 1980.
A relação de Hawayo Takata com o cristianismo
Hawayo Takata foi ordenada ministra pela Universal Church of the Master (UCM), um grupo cristão metafísico com sede em Redwood City, Califórnia.
O documento que a certifica como ministra licenciada da UCM está datado de 21 de novembro de 1975. O certificado, emitido pelo American Indian Church Temple and Indian Missions (em comunhão com as Igrejas Ortodoxas Orientais Ecuménicas), usava o título de Reverenda Hawayo Kawamura Takata – Wild Flower – Na-Do-Na, concedendo-lhe o direito de oficiar casamentos, ensinar, orar pelos doentes, praticar a Cura Divina (Divine Healing) e realizar serviços e aulas de Ciência Espiritual na Arte da Cura pela Natureza (Spiritual Science in the Art of Nature Healing).
Takata utilizou o título de Reverenda nas comunicações com os seus alunos e integrou uma linguagem cristã para descrever o Reiki, chamando-o de “Poder de Deus” (God-power), o que a ajudou a conectar-se com o seu público predominantemente branco e cristão na América do Norte durante a década de 1970.
A sua ordenação na UCM e o seu envolvimento anterior com a Indian Association of America (IAA), uma ordem fraterna esotérica, ajudaram a expandir as suas redes sociais e a estabelecer a legitimidade do Reiki como uma “medicina espiritual” no continente americano.
A importância de Hawayo Takata na circulação migratória da prática de Reiki
A experiência de Hawayo Takata como nipo-americana de segunda geração (Nisei) no Pacífico Norte moldou fundamentalmente o desenvolvimento transnacional do Reiki, atuando como um agente de tradução e adaptação cultural da prática. Sua posição singular—como mulher nisei, viúva e a única Mestra de Reiki fora do Japão por décadas—permitiu-lhe transformar as práticas aprendidas em Tóquio para audiências predominantemente brancas na América do Norte.
O desenvolvimento transnacional do Reiki através de Takata pode ser entendido por meio de diversas adaptações e estratégias de circulatory development:
Adaptações em Contextos Raciais e Políticos (1930–1950)
A experiência de Takata com a racialização de género como mulher nipo-americana influenciou diretamente as inovações que fez no Reiki, ajustando-o às mudanças de significado atribuídas à religião japonesa no Havai e na América do Norte.
- Acomodação em Tempos de Guerra: Durante o período de guerra, especialmente após o ataque a Pearl Harbor, Takata fez alterações na prática para acomodar a hegemonia cultural norte-americana e evitar a suspeita das autoridades estatais. Ela removeu ou omitiu elementos que poderiam ser interpretados como “religião japonesa” ou “nacionalismo japonês”. Por exemplo, ela eliminou a recitação dos poemas do Imperador Meiji e as práticas de meditação que exigiam a postura de oração budista (gasshō). A ansiedade do período é visível na sua decisão de pintar sobre os caracteres japoneses do seu consultório em Hilo, substituindo a descrição de Reiki por termos ocidentais como “tratamentos de onda curta nervo-glândula” (nerve-gland-short wave treatments).
- Universalismo Particular: Takata formulou o Reiki como uma prática de “particular universalism” que, embora promovendo-o como universal e acessível a todos (“não conhece cor nem credo”), valorizava o Japão como fonte de uma sabedoria espiritual única. Esta abordagem explorou o crescente interesse dos norte-americanos pela “medicina e espiritualidade orientais” pós-guerra (Orientalismo da Guerra Fria).
- Autoridade do Sábio Oriental: À medida que Takata envelheceu e ganhou experiência, a sua condição de viúva idosa nisei do Havai tornou-se um ativo de autoridade espiritual, encaixando-se no estereótipo do “Monge Oriental” ou da “sábia oriental” (wise Oriental) na imaginação americana. Os alunos projetavam nela a imagem de uma mestra espiritual autêntica.
A Profissionalização do Reiki como Medicina Espiritual
A procura de Takata por mobilidade social como nipo-americana e a sua formação complementar fora dos círculos japoneses influenciaram a forma como ela tentou profissionalizar o Reiki, transformando-o numa vocação passível de sustento.
- Influência da Naturopatia: A sua formação em naturopatia em Chicago (incluindo massagem sueca, hidroterapia e eletroterapia) levou-a a fazer inovações para profissionalizar o Reiki como “medicina espiritual”. Ela integrou técnicas de massagem, como o “Reiki stroke” (blood exchange method), e a recomendação de sumos frescos de vegetais e frutas (juicing), que aprendeu em Chicago, mas que mais tarde atribuiu à clínica de Hayashi.
- Comoditização e Estandardização: Takata padronizou as sessões de tratamento para 60 ou 90 minutos, adotando um modelo de pagamento por serviço (fee-for-service), o que contrastava com a prática anterior de cura baseada na “troca de presentes” (orei) praticada pelos seus alunos Nisei no Havai. Ela também criou uma série padronizada de posições das mãos, o “tratamento de fundação” (foundation treatment), contribuindo para a estandardização da prática.
- Entanglement Espiritual-Profissional: Takata ligou explicitamente o pagamento das propinas à eficácia espiritual, argumentando que a “troca de energias” (parábola do mendigo) cultivava a gratidão necessária para a verdadeira cura. Esta retórica visava traduzir a ética da reciprocidade para as audiências norte-americanas, justificando as suas elevadas taxas de formação (10.000 USD para Mestre, mais de 45.000 USD em valores de 2017).
A Tradução Cultural para Audiências Não-Japonesas
Ao expandir para o continente americano, onde os seus alunos eram predominantemente brancos e cristãos, Takata teve de “traduzir” o Reiki, usando tanto a “japonização” para manter a sua autenticidade mística quanto a “domesticação” para o tornar familiar.
- Ênfase na Tradição Oral e Hierarquia: Takata inventou a ênfase na “tradição oral” e a proibição de tirar notas sobre os símbolos, um esforço para compensar a falta de familiaridade dos seus alunos norte-americanos com o protocolo de “transmissão secreta” (hiden) das artes japonesas. Além disso, adicionou aos Preceitos de Reiki a linha “Honra os teus pais, professores e anciãos” para incutir respeito pela hierarquia e autoridade, um valor cultural que considerava inerente à eficácia do Reiki.
- Enquadramento Cristão: Takata utilizou uma linguagem cristã para descrever o Reiki, traduzindo-o como “Poder de Deus” (God-power) e descrevendo Usui como um “ministro cristão” à procura do segredo da cura de Jesus. Esta domesticação, que culminou com a sua ordenação como Ministra Licenciada da Universal Church of the Master (UCM) em 1975 e a adoção do título de Reverenda, tornou o Reiki mais acessível a uma sociedade hegemonicamente cristã.
Em suma, as transformações que Takata fez no Reiki resultaram de uma negociação constante entre a sua identidade Nisei (que lhe permitiu a travessia transnacional) e a necessidade de adaptar uma prática de origem japonesa a diferentes condições estruturais—desde o medo da perseguição em tempo de guerra no Havai até a procura de legitimidade e aceitação económica entre as classes média e alta da América do Norte. O seu trabalho é um testemunho da criação cultural em redes transnacionais, onde a prática foi continuamente reconfigurada em relação a hierarquias raciais, estruturas económicas e tradições religiosas.
A trajetória do Reiki sob Takata ilustra que, tal como a eletricidade, que deve ser canalizada através de fios e interruptores para ser utilizada (tal como Takata descreveu a iniciação de Reiki), as energias espirituais, a força espiritual do Universo, necessitam de canais sociais, culturais e económicos para se desenvolverem e circularem num contexto transnacional.
Cronologia de vida de Hawayo Takata
A cronologia detalhada da vida de Hawayo Takata (1900–1980), a figura central na transmissão transnacional do Reiki, baseia-se nos registos de arquivo e entrevistas de história oral contidas na dissertação “Hawayo Takata and the Circulatory Development of Reiki in the Twentieth Century North Pacific”.
| Período | Idade | Evento Principal |
|---|---|---|
| Início da Vida e Contexto Havaiano (1900–1934) | ||
| 1900, 24 Dez | 0 | Nasceu Hawayo Hiromi Kawamura, uma Nisei (segunda geração de imigrantes japoneses), em Hanama‘ulu, Kaua‘i, no Território do Havaí. |
| c. 1913 | 13 | Deixa a escola após a sexta série para ajudar a sustentar a família. Trabalhou como professora substituta e, posteriormente, numa loja de departamentos. |
| 1916 | 16 | Começa a trabalhar na Valley House, a sumptuosa propriedade da família Spalding em Keālia, onde ascende a chefe de limpeza (head housekeeper). |
| 1917, 10 Mar | 16 | Casa-se com Saichi Takata (1895–1930), um Nikkei empregado da Makee Sugar, que mais tarde se tornou um líder comunitário. |
| 1919; 1925 | Nascimento das suas duas filhas: Julia Sayako (1919) e Alice Emiko (1925). | |
| 1923 | 22 | Viaja pela primeira vez para Tóquio com Saichi para o seu tratamento médico na Maeda Surgical Clinic. Fizeram mais viagens para tratamento em 1928 e 1929. |
| 1930, 8 Out | 29 | O marido, Saichi Takata, morre em Keālia. Hawayo fica viúva e continua a trabalhar arduamente para sustentar a família. |
| Treinamento e Maestria no Reiki (1935–1937) | ||
| 1935, Out | 34 | Viaja para o Japão com a filha Alice devido a uma doença grave, incluindo um tumor uterino, e dá entrada na Maeda Surgical Clinic. |
| 1935, Dez | 34 | Em vez de ser operada, uma voz desincorporada sugere-lhe que procure uma alternativa. É encaminhada para a Hayashi Reiki Research Association (Hayashi Reiki Kenkyūkai). |
| 1935, 13 Dez | 35 | Recebe os níveis introdutórios (shoden) e avançados (okuden) na clínica de Chūjirō Hayashi. |
| 1936, Abr–Mai | 35 | Vive no centro de Hayashi como uchideshi (aluna interna), praticando e tratando pacientes. |
| 1936, 1 Jun | 35 | Recebe o certificado de Mestra (shinpiden), assinado por Hayashi. Retorna ao Havaí em 10 de junho, tornando-se a primeira Mestra de Reiki fora do Japão. |
| Período de Ensino no Havaí e no Continente (1937–1970) | ||
| 1937, Out – 1938, Fev | 37 | Recebe Chūjirō Hayashi no Havaí; os dois ministram 14 cursos de formação (totalizando cerca de 350 pessoas). Confirmação do seu grau de Mestre. |
| 1938, Mai | 37 | Viaja para o continente americano e estuda naturopatia (incluindo massagem sueca e hidroterapia) em Chicago, o que influencia a sua abordagem profissionalizante do Reiki. |
| c. 1940, Dez | 40 | Muda-se para Hilo, na ilha de Hawai‘i, e estabelece o seu consultório em casa. |
| 1941, Dez | 41 | Após Pearl Harbor, remove elementos da prática que pudessem ser interpretados como “nacionalismo japonês”, como a recitação de poemas imperiais. |
| 1948, 21 Nov | 47 | Recebe um diploma de Doutora em Naturopatia (N.D.) e uma licença de Ministra Licenciada da Indian Association of America (IAA) e da American Indian Church Temple (AICT), para aumentar a sua legitimidade no continente. |
| c. 1951 | 50 | Inicia as suas digressões de ensino no continente americano, viajando para Bremerton (Washington), Ohio, Texas e Nova Iorque, construindo redes sociais em diferentes classes. |
| 1957 | 56 | Acompanha a sua patrona e aluna Doris Duke numa longa viagem de dez semanas pela Ásia, visitando a Índia e Japão. |
| Anos Prolíficos e Final de Vida (1972–1980) | ||
| 1972, Out | 71 | Encontra-se com a jornalista Sally Hammond num simpósio sobre cura espiritual (Dimensions of Healing); Hammond inclui Takata no seu livro We Are All Healers (1973), o que catapulta a Takata para o público leitor. |
| 1973 | 72 | Inicia aquela que se tornaria a sua fase mais prolífica de ensino. |
| 1974 | 73 | Começa a interagir com organizações religiosas metafísicas no continente, como a Spiritual Frontiers Fellowship (SFF) e a Universal Church of the Master (UCM). |
| 1975 | 74 | É ordenada Ministra Licenciada da Universal Church of the Master (UCM). |
| c. 1976 | 75 | Começa a adicionar o Ideal Reiki “Honra os teus pais, professores e anciãos” aos preceitos, numa tentativa de inculcar valores hierárquicos nos seus alunos ocidentais. |
| 1979 | 78 | Grava extensivamente as suas memórias para a sua autobiografia, que seria intitulada Reiki is God-Power. |
| 1973–1980 | Treina pelo menos vinte e dois Mestres de Reiki antes da sua morte, garantindo a continuidade da prática no Ocidente. | |
| 1980, 12 Dez | 79 | Hawayo Takata morre em Keosaqua, Iowa, menos de duas semanas antes do seu octogésimo aniversário. |
“Hawayo Takata and the Circulatory Development of Reiki in the Twentieth Century North Pacific”. – Uma dissertação de doutoramento
Justin B. Stein é o autor da dissertação de doutoramento apresentada em 2017 no Graduate Department of the Department for the Study of Religion Centre for Diaspora and Transnational Studies na University of Toronto.
A dissertação é o resultado de anos de pesquisa que incluiu:
- Entrevistas de História Oral: Stein realizou dezenas de entrevistas de história oral e trabalhou com mestres e alunos de Reiki, bem como com as suas famílias, que partilharam as suas experiências com Hawayo Takata e a prática do Reiki.
- Material de Arquivo e Etnografia: A sua pesquisa baseou-se em centenas de documentos, materiais de arquivo e anos de trabalho etnográfico. Especificamente, ele trabalhou para organizar e digitalizar os documentos pessoais de Hawayo Takata (o Hawayo Takata Archive), que serão arquivados na American Religions Collection na University of California – Santa Barbara.
- Colaboração Transnacional: A sua pesquisa sobre a história do Reiki no Pacífico Norte incluiu colaborações importantes, como viajar para Hilo (Havaí) para conduzir entrevistas com Nisei (descendentes de japoneses de segunda geração) que aprenderam Reiki com Takata nas décadas de 1930 e 1940, e trabalhar para localizar e traduzir artigos em japonês de jornais de Honolulu sobre os primeiros anos do Reiki no Território dos EUA no Havaí.
- Conhecimento Linguístico e Histórico: Stein é um dos poucos estudiosos que escreve em inglês sobre o Reiki que demonstrou ter domínio da língua e história japonesa.
- Especialização e Experiência: Ele recebeu as suas primeiras iniciações de Reiki em novembro de 2001, em McCleod Ganj, no norte da Índia, para pesquisa de observação participante para um projeto de pesquisa de pós-graduação sobre várias formas de cura energética. Ele descreve-se como um scholar-practitioner (académico-praticante). Foi também aluno/membro da Usui Reiki Ryoho Gakkai no Japão.
A sua dissertação contribui para os campos dos estudos religiosos, concentrando-se na produção de uma prática médica espiritual por uma nipo-americana para públicos de ascendência japonesa e europeia. Antes disso, ele concluiu um programa de Mestrado (Master’s program) na University of Hawai‘i – Mānoa.
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Como apoio ao entendimento histórico, poderás ler também este estudo que traduzi – As iniciativas de Chujiro Hayashi no Havai.





