Ler à Sexta – Envelhecer como Buda, Tsering Paldron
Encontrar um sentido para a vida, compreender o sentido da morte, saber envelhecer, através das lições do Budismo, encontrando tempo para apreciar as pequenas coisas, sabendo cuidar de nós e dos outros. Bem-vindo a mais um Ler à Sexta e, desta vez, trago-te Envelhecer como Buda, de Tsering Paldron.
Envelhecer como Buda, Tsering Paldron
Este livro conta com o prefácio de um dos mestres principais de Tsering Paldron – Ringu Tulku Rimpoche
Se tivermos a sorte de viver uma vida longa, todos nós vamos envelhecer e morrer; esta é a verdade mais fundamental da condição humana. No nosso mundo moderno, muitas pessoas evitam pensar no envelhecimento e na morte, mas isso só cria mais preocupação e medo.
Este livro oferece uma perspetiva diferente. Ao combinar a sabedoria budista com conselhos práticos, mostra como os nossos últimos anos podem ser um momento precioso para o crescimento espiritual e para nos prepararmos para a morte com serenidade.
Aqui vai encontrar sábios conselhos para muitas coisas, desde assuntos práticos e questões legais até como encontrar alegria nos momentos simples. Mais importante ainda, vai descobrir como o envelhecimento pode ser uma oportunidade especial para aprofundar a sabedoria e bondade.
Que todos os que lerem estas páginas possam encontrar o caminho para envelhecerem com nobreza e sabedoria e se prepararem para a morte com serenidade e alegria.
Ringu Tulku
O longo de “Envelhecer como Buda”, Tsering Paldron apresenta um caminho de vida que nos traz a atenção às pequenas coisas e ao saber cuidar de nós.
Cuidar do Corpo
Corpo e mente estão intimamente ligados, e quando tomamos conta do corpo é mais fácil mantermos uma mente saudável. Porém, as coisas funcionam nos dois sentidos, ou seja, se a nossa mente estiver em paz, é natural que o corpo também esteja mais saudável.
Emoções destrutivas de medo, raiva, ressentimento e outras que tais são literalmente venenos mentais e físicos, ao passo que a compai-xão, o amor e a alegria dão-nos anos de vida. Por isso, é importante cuidarmos dos dois o melhor possível.
Quando somos novos, nunca pensamos em desejar saúde a alguém.
Desejamos amor, felicidade, alegria, prosperidade… mas saúde?
Saúde é um dado adquirido. Pelo menos para aqueles de nós que são saudáveis. Porém, basta uma simples constipação ou um pouco de tebre para imediatamente nos darmos conta de quão importante é ter saúde.
Um dos aspectos importantes da vida é também a noção de todos sermos interdependentes, como tal, precisamos uns dos outros…
Encontre a sua tribo
Viver sozinha, para mim, não é sinónimo de solidão. Gosto de estar sozinha e não fico deprimida se não conversar com ninguém durante um dia inteiro. É claro que somos todos diferentes e eu sou, possivelmente, mais do tipo introvertido. Para algumas pessoas, viverem sozinhas é um tormento; para outras, uma libertação. Em qualquer dos casos, é muito importante cultivarmos laços afetivos, encontrando um equilíbrio entre o nosso bem-estar e as coisas que fazemos pelos outros. Mas seja qual for essa fórmula, a interação com os outros, a troca de afeto e de ideias, uma boa gargalhada, a partilha de um bom momento são o ar que respiramos. Somos seres gregários que retiramos sentido do que fazemos pelos outros. Por eles, tazemos coisas que não faríamos por nós, e sentimo-nos realizados com isso. Não há felicidade comparável à de sentirmos que fomos úteis.
E traz-nos também práticas que nos levam a trabalhar os vários aspectos que ainda consideramos necessários a melhorar…
4 – Purificar os atos negativos
Enquanto seres humanos, todos cometemos erros. Agora que estou prestes a partir para uma nova jornada, quero purificar todos os erros, pequenos e grandes, e não levar o coração pesado. A culpa é como uma pedra atada ao meu pé, que me puxa para baixo.
Viver no mundo humano é difícil, lidar com as emoções é esgotante. Sob a pressão constante das expectativas e dos receios, envolta pelo crepúsculo da inatenção, esbracejei com medo de me afogar e, ao fazê-lo, cometi mil e uma ações de que me arrependo. Aquilo que em mim agora vê e se arrepende é a bondade fundamental — a natureza de Buda – resplandecente de amor incondicional. E, quando os seus olhos pousam sobre a pessoa que fui e que agiu mal, as águas do perdão escorrem-me pela cara. Que todos os que agiram mal e se arrependem se sintam perdoados!
O que este livro me trouxe
Um livro que mostra o caminho dos ensinamentos de Buda perante a vida e a morte, é sempre um livro transformador para mim, é sempre um relembrar de aprendizagens e sabe que, para morrer é preciso saber viver e “não temer os ciclos da vida…”.
Lê um excerto do livro aqui…
Lê mais sobre a autora no site da Pergaminho Editora…
Conhece Tsering Paldron
Tsering Paldron é budista há mais de 50 anos e ensina desde 1992. Em 1984, fez o tradicional retiro de três anos – um retiro de grupo centrado na prática da meditação e no estudo dos textos sagrados budistas – na Dordogne, em França, e recebeu ensinamentos de alguns dos grandes mestres do budismo tibetano. Dá seminários, palestras e conferências em Portugal e em vários outros países. É autora de três livros sobre Budismo: A Arte da Vida (Pergaminho, 2001), A Alquimia da Dor (Pergaminho, 2004) e O Hábito da Felicidade (Pergaminho, 2017). Foi uma das fundadoras da AMARA – Associação pela Dignidade na Vida e na Morte, que faz o acompanhamento existencial de pessoas com doenças graves e terminais, e da Bodhicharya Portugal, uma associação dedicada a atividades educativas e culturais relacionadas com o ensinamento do budismo.




