Reiki ao domicílio
Tratamentos de Reiki,  Voluntariado

Apoio de Reiki ao domicílio

Quando queremos dar apoio de Reiki ao domicílio, como forma de voluntariado a uma pessoa com doença oncológica há uma série de situações que devem ser tidas em conta.

Questões a ter em atenção no apoio de Reiki ao domicílio

Fazer voluntariado Reiki ao domicílio implica uma série de questões importantes para o praticante.

O espaço onde realiza o voluntariado

  1. Estará num ambiente que não é o seu, muito provavelmente desconhecido à partida para si. Isto pode levantar as questões de “como reagirei neste espaço que desconheço”, “como me posso sentir em segurança no local”;
  2. Esse ambiente desconhecido pode tocá-lo em vários aspetos, como o emocional, físico e energético. Por exemplo, o aspecto do local, as condições físicas do local, os cheiros, o sentir do espaço, que muitas vezes poderá estar fechado sem circulação de ar o que acarreta aspetos energéticos que podem ser mais pesados para o praticante. O voluntário precisa recordar-se que não está no local para avaliar as condições, mas sim para realizar o seu voluntariado;
  3. Por outro lado, também o praticante precisa de transmitir uma sensação de segurança à família que abre a porta da sua casa, que se depara com um estranho;
  4. O praticante encontrará também os desafios da aplicação de Reiki em espaços que poderão ser mais restritos para movimentos ou alcance de determinadas posições que gostaria de aplicar.

Tendo isto em conta, levantam-se ainda as questões sobre preparação e pós sessão que habitualmente o praticante realiza, por exemplo, poderá ser difícil, ou poderá não realizar:

  1. A sua preparação e limpeza energética ao início;
  2. O seu cuidado e limpeza energética no final da sessão.

Isto por razões físicas, energéticas e também da própria condição dos habitantes no domicílio, respeitando o seu espaço e o que possam conhecer sobre a prática. Não será muito positivo realizar práticas como o banho seco (Kenyoku Ho) na casa de outra pessoa, não compreendendo ela o que se está a fazer ou pensando até que algum tipo de energia é deixada na casa.

Então, o praticante deverá antecipadamente fazer a sua preparação energética e posteriormente realizar o seu cuidado após sessão.

O entendimento da prática das pessoas onde realiza Reiki ao domicílio

Nem todas as pessoas sabem o que é Reiki ou como se processa a prática, ou poderão até saber, mas não terem o conhecimento como este voluntário em concreto realizará a prática, por isso é sempre conveniente colocar as pessoas da casa à vontade com o esclarecimento do que irá fazer e como.

Define o tempo de prática com a família e respeita esse tempo.

O autocuidado e consciência do praticante

  1. O voluntário precisa sentir-se em equilíbrio em todas as suas dimensões;
  2. Precisa ter consciência que estará num espaço alheio e a sua percepção de energia poderá ser diferente, devendo respeitar o espaço onde está e a sua energia local;
  3. Compreender que não tendo as condições ideais para um tratamento de Reiki, o fará da melhor forma possível, usando todas as técnicas ao seu alcance;
  4. A prática será realizada segundo o melhor conforto para o utente;
  5. Recordar sempre a hidratação.

Responder à energia do espaço

  1. Caso o praticante sinta que a energia do espaço não tem as melhores condições, poderá mentalmente a limpar, como aprende no nível 2 de Reiki;
  2. Sempre que houver requisições de energia além das do utente, é dar resposta às mesmas.

A aplicação de Reiki a uma pessoa acamada

  1. Observa sempre as limitações que tens;
  2. Tem cuidado para não ficares em desconforto;
  3. Confirmar se poderás tocar ou mesmo ter as mãos a curta distância das posições onde achas que aplicarás Reiki;
  4. Indicar à pessoa que caso sinta desconforto, para o comunicar;
  5. Quanto à aplicação, podes optar por cuidar no local onde surge mais byosen;
  6. Ou sentir que deve ser realizado um tratamento mais completo;
  7. Observa o tempo destinado, para respeitar as pessoas da casa e os seus afazeres;
  8. Trabalha sempre o fluir da energia, como se fosse um rio que entra pela pessoa e terá que sair pelas extremidades;
  9. Tem atenção a byosen mais intenso, como o provocado por radio ou quimioterapia, por exemplo, afastando as mãos do local, ou em distância vertical ou mesmo da região onde se encontram;
  10. Caso a pessoa tenha doença oncológica e esteja a ser tratado, observa as extremidades e trata mãos e pés para aliviar efeitos secundários da acumulação de toxinas;
  11. Cuidado para não tocar em feridas;
  12. Se houver byosen mais intenso, limpar subtilmente;
  13. Por exemplo, tratar o chakra raiz e os joelhos para a energia escoar e fluir mais facilmente;
  14. Cuidar da região do plexo solar e cardíaco para tranquilizar a energia emocional;
  15. Tratar a cabeça como forma de apoiar no descanso da pessoa, aliviando a sua energia;
  16. E tudo o que sintas;
  17. Poderá ainda haver uma necessidade de responder à energia da situação.

E lembrar sempre que Reiki não é uma prática médica, mas um cuidado complementar e natural. Recomendar sempre o acompanhamento médico da condição.

Devemos ainda sugerir que o cuidador direto receba também Reiki pelo seu desgaste emocional e físico, enquanto auxiliador da pessoa acamada.

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador da revista "Budismo, uma resposta ao sofrimento". Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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