Reiki

Um esclarecimento sobre “Reiki é uma farsa e perigoso para quem pratica”

Acima de tudo é importante compreender o pensamento crítico individual e a liberdade de opinião de cada um. Isso é algo que deve ser sempre respeitado.

No entanto, sempre que alguma informação é imprecisa ou com falta de bases, necessita ser esclarecida.

É o que acontece com o artigo de facebook de “eu superior” onde indica que Reiki é uma farsa e perigoso para quem pratica. Os argumentos usados já são antigos, amplamente explorados, mas que nada têm a ver com aquilo que é a prática e o objetivo de Reiki.

Reiki é uma farsa e perigoso para quem pratica

Os poucos estudos existentes sobre o reiki são de baixa qualidade e altamente duvidosos, com grupos experimentais pequenos e sem acompanhamento ao longo do tempo. Desse modo é difícil fazer qualquer afirmação científica sobre a técnica.

É uma forma de medicina alternativa baseada em pseudociência. Os praticantes usam a imposição de mãos para alegadamente transferir “energia vital universal” (qi ou chi ou ki) para o paciente com fins curativos. Entretanto, não há evidência da existência dessa energia e muito menos de que o reiki seja eficaz como tratamento para qualquer condição médica, incluindo câncer, neuropatia diabética, ansiedade ou depressão, sendo seu efeito indistinguível do placebo.

Diversas instituições desaconselham o uso de Reiki no tratamento de câncer, mesmo como terapia auxiliar. Alguns profissionais de saúde alertam para o risco dos pacientes poderem evitar ou atrasar tratamentos para doenças graves, clinicamente comprovados. Apesar dessa falta de comprovação científica de eficácia, o Reiki é disponibilizado em muitos hospitais e clínicas médicas, inclusive SUS.

Pergunta chave: você conhece algum reikiano ou reikiana que está gozando de plena saúde física, mental, espiritual e financeira? Talvez você mesmo seja um praticante de reiki e está enfrentando problemas nessas áreas. Então por que será que esses praticantes se acham dispostos a “curar” outras pessoas?

A prática deste tipo de “cura” oferece danos irreversíveis para quem recebe e de forma muito mais acentuada para quem pratica. A pedra estrutural do reiki é acreditar (crença) que ele funciona e sabemos muito bem como que crenças funcionam. Uma vez que o praticante acredita que está “curando” alguém através de suas mãos, as energias de outros planos mais sutis são capazes de capturar essa pessoa, principalmente se for uma praticante mulher. Mas vamos deixar esse assunto para uma próxima postagem.

Busque sempre médicos que façam terapias com base em evidências científicas, desconfie de curas milagrosas e das ditas “terapias alternativas”.

Facebook: eu superior

Um esclarecimento passo a passo

Para melhor compreendermos cada ponto, prefiro esclarecer cada conjunto de informação que foi partilhada pelo utilizador de facebook:

Os poucos estudos existentes sobre o reiki são de baixa qualidade e altamente duvidosos, com grupos experimentais pequenos e sem acompanhamento ao longo do tempo. Desse modo é difícil fazer qualquer afirmação científica sobre a técnica.

Na base de dados compilada no European Reiki Group, também acessível pela EUROCAM, podemos encontrar mais de 400 estudos que compilamos. Estes estudos podem ser lidos e pesquisados aqui….

Alguns estudos apresentam imprecisões, como em qualquer área, mas são também corrigidos por pares, exatamente como em qualquer outra área de estudo. O ponto comum entre a maioria é a baixa amostragem e isso é muito facilmente compreendido. Para se fazer um estudo é necessário haver pessoas disponíveis ao longo de um tempo, pesquisadores e utentes, o que representa um grande encargo financeiro. Claro que esta não é uma área de interesse para os habituais financiadores de estudos científicos, pelo que o dinheiro disponível não é o suficiente para as largas escalas.

Sugestão: Então, porque não financiarem um estudo com mais utentes e com mais praticantes, assim poderão ter a comprovação necessária?

É uma forma de medicina alternativa baseada em pseudociência. Os praticantes usam a imposição de mãos para alegadamente transferir “energia vital universal” (qi ou chi ou ki) para o paciente com fins curativos. Entretanto, não há evidência da existência dessa energia e muito menos de que o reiki seja eficaz como tratamento para qualquer condição médica, incluindo câncer, neuropatia diabética, ansiedade ou depressão, sendo seu efeito indistinguível do placebo.

Reiki não é uma pesudociência pois não se coloca nessa categoria, se alguém faz estudos científicos sobre Reiki é porque encontra nele algo de interessante nesse campo, mas o método Usui Reiki Ryoho nunca se intitulou uma ciência, para isso é preciso saber e conhecer a história do método que poderá ser estudada no livro Reiki Usui.

Sugestão: Estudar a história do Usui Reiki Ryoho e os fundamentos criados pelo Mestre Usui.

Os conceitos de energia vital fazem parte da cultura japonesa, o que quer dizer que são conceitos encontrados em muitas disciplinas ao longo de eras no Japão. Se não existe uma evidência dessa energia, compete à ciência pesquisar mais, não é um praticante de Reiki que tem que convencer alguém de que algo existe, nós apenas praticamos o que sentimos e o que nos faz sentido.

Sugestão: Estudar mais sobre a cultura japonesa e a sua vivência com a natureza, por exemplo.

Diversas instituições desaconselham o uso de Reiki no tratamento de câncer, mesmo como terapia auxiliar. Alguns profissionais de saúde alertam para o risco dos pacientes poderem evitar ou atrasar tratamentos para doenças graves, clinicamente comprovados. Apesar dessa falta de comprovação científica de eficácia, o Reiki é disponibilizado em muitos hospitais e clínicas médicas, inclusive SUS.

Naturalmente cada instituição tem um foco específico e uma escolha para o cuidado da saúde e do bem-estar dos seus utentes. Isso faz parte de escolhas institucionais ou mesmo governamentais. O que é certo é que muitas pessoas encontram um bem-estar ao receber Reiki e é por essa constatação que muitos projetos são implementados pelas instituições que assim escolhem por ter um cuidado mais alargado para os seus utentes, tentando alcançar o seu bem-estar no todo que são. Novamente, a aplicação de Reiki não é para uma “cura”, mas para um bem-estar e é por aí que se encontra a maior unanimidade nas sensações daqueles que recebem a terapia.

Sugestão: Observar as pessoas que estão numa urgência no hospital horas à espera e compreender que além da sua doença, estão com sofrimento pelo tempo a aguardar. Se houver algo que as possa auxiliar a aliviar esse sofrimento até à consulta, não poderão sentir-se melhor? Evitando assim algumas reações agressivas para com os profissionais de saúde? A doença é tratada pelos médicos competentes.

Pergunta chave: você conhece algum reikiano ou reikiana que está gozando de plena saúde física, mental, espiritual e financeira? Talvez você mesmo seja um praticante de reiki e está enfrentando problemas nessas áreas. Então por que será que esses praticantes se acham dispostos a “curar” outras pessoas?

Nesta pergunta chave compreendemos que existe uma grande falta de entendimento sobre o que é a prática de Reiki. Como o Mestre Usui indicava, Reiki é para a “melhoria do corpo e da mente” e melhoria significa aprimoramento, a origem da palavra vem do japonês Kaizen, que muitos identificarão hoje em dia como um método de melhoramento na produção. Melhoramento ou aprimoramento não significa que alcançou a perfeição e, mais ainda, sabemos que a vida é feita de condições e como tal, sempre teremos altos e baixos, a diferença é que praticamos cinco princípios que nos ajudam a construir mais e mais uma consciência que nos ajuda a ser melhores… para nós próprios e para os outros.

O Mestre Usui deu também o nome de “Arte Secreta para Convidar a Felicidade” ao seu método, isto porque é através de uma vivência de cinco princípios que vamos encontrando uma vida mais pacífica e feliz. Ao longo da vida encontraremos a doença nas suas mais diversas formas, assim como as dúvidas espirituais e os percalços financeiros, isto é uma garantia para quem está vivo, a diferença estará na forma como vamos encarar cada um destes desafios, por isso mesmo é que o Mestre Usui indicava que “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz…” e dizer isto não é excluir todos os pontos baixos da vida, mas sim aceitá-los e saber lidar com eles, com humanidade e compaixão.

Sugestão: Compreender qual o objetivo do método e o que realmente representa viver e as condições de vida de cada pessoa.

A prática deste tipo de “cura” oferece danos irreversíveis para quem recebe e de forma muito mais acentuada para quem pratica. A pedra estrutural do reiki é acreditar (crença) que ele funciona e sabemos muito bem como que crenças funcionam. Uma vez que o praticante acredita que está “curando” alguém através de suas mãos, as energias de outros planos mais sutis são capazes de capturar essa pessoa, principalmente se for uma praticante mulher. Mas vamos deixar esse assunto para uma próxima postagem.

Este ponto está muito desenquadrado pois o próprio Mestre Usui indica no seu manual que as pessoas não precisam “acreditar” em Reiki. Reiki, como energia e como prática, não é algo ligado a conceitos religiosos ou movimentos espirituais, mas sim um método para a “melhoria do corpo e da mente”, como o mesmo dizia. Da mesma forma, o Mestre Usui não discriminava homens e mulheres, apesar de no seu tempo ter muitos mais homens como alunos que mulheres. A “pedra estrutural do Reiki” é a sua filosofia de vida, assente em cinco princípios.

Sugestão: Distinguir o que são crenças pessoais dos pilares que fundamentam o método Usui Reiki Ryoho.

Busque sempre médicos que façam terapias com base em evidências científicas, desconfie de curas milagrosas e das ditas “terapias alternativas”.

Procurar profissionais de saúde é sempre a primeira opção. Os praticantes de Reiki não executam curas milagrosas e não fazem parte de uma terapia alternativa. Reiki, ou melhor, o método Usui Reiki Ryoho enquadra-se como uma terapia integrativa e complementar. É uma filosofia de vida assente em cinco princípios e uma prática terapêutica em primeiro lugar para o próprio praticante e depois para os outros. O método foi criado em 1922 por Mikao Usui, no Japão.

Sugestão: Compreender o enquadramento de cada prática.

Reflexão

É perfeitamente razoável existirem críticas à prática de Reiki e isso faz parte da liberdade de expressão que cada indivíduo tem.

Da parte dos praticantes de Reiki, devemos também melhorar algumas coisas que tantas vezes despoletam estas críticas, como por exemplo:

  1. Saber enquadrar o que é Reiki e o que não é Reiki;
  2. Não misturar crenças pessoais com o métodos;
  3. Aplicar Reiki como Reiki;
  4. Expressar e viver cada vez mais a filosofia de vida;
  5. Ter respeito pelos colegas, assim como respeito por todos os profissionais de saúde;
  6. Compreender os limites da prática;
  7. Saber fazer um trabalho com dignidade e eficiência;
  8. Ter um equilíbrio correto entre a prática profissional e a doação;
  9. Saber cuidar de si mesmo e pedir ajuda quando está em desequilíbrio;
  10. Estudar a praticar, adquirir experiência antes de querer cuidar dos outros até mesmo a nível profissional;
  11. Alargar o tempo de ensino, compreendendo que existem dúvidas e é necessário um tempo de reflexão e experiência;
  12. Saber escutar o que a sociedade nos pede.

Sou Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador da revista "Budismo, uma resposta ao sofrimento". Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

4 comentários

  • Vitor Arrenega

    Que falta de Carme. Falta de conhecimento, que vai de encontro aquilo que falei na última aula. Á pessoas são iniciadas, depois não têm acompanhamento e dá nisto.

  • Conceição Cochofel

    Bom dia, João. Acho muito bem o teu esclarecimento, pois há pessoas que utilizam o Reiki a pensar no vil metal. Obrigada “SÓ POR HOJE SOU GRATA”. Conceição Cochofel

  • Elisabete

    Penso que a intenção das pessoas que escrevem estes artigos é de falar mal do que não conhecem por, no fundo, terem medo. Visitei a página em questão e é antagónico esta chamar-se “eu superior”, que, por analogia, deveria ter uma visão abrangente e aberta, sem emitir juízos de valor sem conhecimento de causa. Mas acaba por ser pertinente pois leva-nos a refletir, como o João o fez, e nos impulsiona a fazer também.

    Pratico Reiki há muitos anos e no início tive momentos, principalmente com o tratamento à distância que me era enviado, em que me senti mal. Não tinha nada a ver com a energia Reiki em si mesma, mas com os desequilíbrios energéticos que eu transportava e que tinha que transmutar. Estava a passar por um momento desafiante e sabia o que estava a acontecer e não culpei a energia.

    Há alguns anos, conheci duas pessoas que se “deram mal com Reiki”. Uma dizia que a energia a fazia “apanhar tudo à sua volta, como se fosse um íman”… e a outra relatou que sempre que aplicava Reiki começava a perder dinheiro. Optou por trabalhar com a chama violeta. Ora, aqui também se observa que as pessoas em questão tinham situações que precisavam de ser trabalhadas e estavam a ser confrontadas com isso. O Mestre de Reiki Frank Arjava Petter cita num dos seus livros uma frase do Mestre Hayashi em que este diz que Reiki é como um graveto que ao tocar no fundo das águas limpas de um rio faz levantar a poeira do fundo que vem até à superfície.

    Reiki leva-nos ao auto conhecimento e este à cura. Quando existe confusão o melhor é procurar o esclarecimento e o questionamento para que se faça luz.

    Muito obrigada, João.

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