2021 - Prática da Bondade

As lições de um simbólico salvamento

No curto período de férias tive vários discernimentos que me auxiliaram a plantar os passos do meu novo ano. Um deles foi a oportunidade de no meu dias de anos ter salvo 18 lebres-do-mar. Estas surgiram, muito naturalmente com a mudança de maré e trouxeram-me duas reflexões importantes. A estas lebres-do-mar, eu e a Sílvia chamamos carinhosamente de “peixinho preto”.

A interdependência e a importância de estarmos presentes na natureza

A primeira lição tem a ver com a interdependência. Na praia costumo caminhar sem óculos, o que faz com que a visão seja muito reduzida e acabo por não prestar atenção aos detalhes, mas a Sílvia via estas lebres-do-mar no areal e lá ia eu colocá-las na água. Este foi o primeiro ano que isto aconteceu. Geralmente temos sempre duas coisas que gostamos de observar – os golfinhos e as lebres-do-mar. Então, todos os dias tentamos encontrá-los.

Com este arrojamento mais percebi que tudo é feito em conjunto, nada por si mesmo. A Sílvia observava e eu ia sentir se estavam vivas, pegava nelas e colocava na água. A sensação é muito agradável, é mesmo sentir um ser pulsante na mão, por onde Reiki fluía. Ao chegar à água, abriam as suas “asas” e continuavam o seu percurso na vida. No dia seguinte não vi nenhuma morta na praia.

A visão de uma lebre-do-mar é muito interessante, pode até ser assustadora. Por um lado parece um vampiro… por outro é algo de fascinante a forma como se desloca na água e mesmo à superfície da água, por vezes até contra a corrente.

A segunda lição tem a ver como sinto a própria energia, a forma como ela fluía para a lebre-do-mar e o retorno que tinha. Foi uma sensação que me transportou para um sentir da própria vida. Precisamos mesmo de uma mais presente conexão com a vida, com a natureza… é esta conexão que nos traz entendimento e serenidade perante os grandes desafios que enfrentamos.

Com tudo isto surgiu-me o pensamento… 18 lebres-do-mar… 18 Arhats. Arhat é o atributo dado a quem alcança a iluminação e libertação. Então em agradecimento à grande oportunidade e lições que recebi, traduzi o livro Os Dezoito Arhats, do Ven. Mestre Hsing Yun. Curiosamente, no dia seguinte ainda salvei mais uma lebre-do-mar e pensei… 19?… Bom, interpretei como o Buda Shakyamuni, pois era mesmo a maior de todas elas. Bom, desejo que não haja qualquer ofensa por este sentir e interpretação.

Poderás ler o livro Os Dezoito Arhats aqui…

Sou Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador da revista "Budismo, uma resposta ao sofrimento". Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

Um comentário

  • Paula Viseu Ferreira

    Fantástico testemunho João .
    Deve ter sido expetacular e mais uma experiência a juntar a tantas outras.

    Grata pela partilha.
    Ate breve

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