A prática de Reiki para pessoas com deficiência visual

Será possível ensinar Reiki e o mesmo ser praticado por uma pessoa com deficiência visual? Claro que sim.

Reiki, o ensino e a prática para pessoas com deficiência visual

A prática de Reiki não tem qualquer tipo de exclusão, como indicava o próprio fundador do Método, Mikao Usui, para ele, qualquer pessoa podia aprender, até mesmo se “não acreditasse” ou fosse uma “criança”.

Ao longo dos anos tenho ensinado, assim como muitos mestres, pessoas com várias características físicas ou mesmo psicológicas que podem parecer limitadoras, mas na verdade, não existe limite na prática.

No caso de pessoas com deficiência visual, há algumas situações que temos que nos preparar:

  1. Como nos dirigimos a ela;
  2. O diálogo;
  3. A acessibilidade;
  4. A possibilidade da presença de um cão guia na aula;
  5. O autotratamento;
  6. A prática na aula e o tratamento a outros;

Como nos dirigimos à pessoa com deficiência visual e o diálogo

Não devemos distinguir este aluno de qualquer outro. Na verdade vemos que cada pessoa tem necessidades especiais e é por isso que Reiki requer uma grande presença, quando estamos presentes. A grande questão sempre é “como classifico a questão que a pessoa tem?”. Este é um problema mental nosso de “classificação”, mas segundo a ACAPO devemos designar as pessoas cegas ou com baixa visão de pessoas com deficiência visual.

Atualmente, a expressão “pessoas com deficiência visual” é a mais utilizada, inclusive por entidades oficiais. Os termos “cego” e “amblíope” serviram durante anos para distinguir as pessoas que não conseguiam ver nada ou quase nada das que ainda teriam algum resíduo visual que as ajudasse no dia-a-dia. O nome da ACAPO, Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal, deriva disso mesmo. No entanto, hoje em dia, considera-se que em muitos casos a diferença entre os dois conceitos é demasiado pequena, usando-se a expressão “pessoas com deficiência visual” para englobar todos os casos, com especial ênfase no termo “pessoas”. É também frequente falarmos de “pessoas cegas ou com baixa visão”, se quisermos distinguir entre quem vê mal e quem não vê. Mas a expressão mais correta é mesmo a que referimos primeiro.

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Trata este aluno com o mesmo carinho que tratas todos os outros. Reiki é uma prática de sentir, verás que será uma experiência muito bonita para todos.

O que veem as pessoas cegas?
Regra geral, as pessoas com deficiência visual têm alguma visão, mesmo que em termos clínicos sejam consideradas cegas. Algumas têm apenas uma perceção de luz mas podem tirar proveito desta e capacidade e assim, localizar uma porta ou verificar se apagaram as luzes antes de abandonar o gabinete. Outras pessoas veem vultos; outras veem bastante bem à noite mas ficam ofuscadas com a luz diurna; algumas conseguem circular autonomamente mas não conseguem ler porque uma parte da retina está danificada.

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A acessibilidade e a possibilidade da presença de um cão guia na aula

Terás que ver como está o acesso ao espaço e, possivelmente acompanhar o aluno na sua primeira visita, ajudando a conhecer algum degrau, a localização da casa de banho, ou da sala de prática.

Se o praticante tiver um cão guia, não há problema algum. Geralmente são animais muito bem treinados, muito sociáveis e queridos. Por vezes os alunos ficam é muito entusiasmados por terem uma companhia tão amorosa e que também interage com eles. Reiki é incrível e aproveita essa oportunidade de crescimento para todos.

O autotratamento, a prática na aula e o tratamento a outros

Aqui precisarás acompanhar o teu aluno, pedindo autorização para pegar nas suas mãos e mostrar como aplicar o autotratamento. Da mesma forma, poderás exemplificar a localização dos chakras.

Por isso não existe nenhuma dificuldade ou drama, é o mesmo que exemplificar com qualquer outro aluno a prática.

Quanto ao tratamento em marquesa, ou cadeira, podes indicar que poderá ser feito à distância do corpo. Que se quiser tocar, se assim sentir a energia, poderá tocar e exemplifica-se a zona de toque e aquele que não deve ser eticamente tocada. Aqui, o aluno que está a receber, pode também ajudar ao início, guiando as mãos para ter prática, ou colocando as mãos no peito e na bacia para que se sintam os limites físicos do corpo.

Manual de apoio

A maior parte das pessoas com deficiência visual não aprendeu braille, mas usam programas próprios que ajudam a verbalizar o que está escrito. Prepara o teu manual de forma simples para que a máquina o possa ler da melhor forma possível. Este é um exemplo que podes usar…

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Podes ler no site da ACAPO várias recomendações para acessibilidade entre outras…

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