As quatro virtudes que todos devemos cultivar

A vida traz-nos imensas lições a aprender e há quatro virtudes que nos ajudam a tomar uma melhor consciência de nós e da forma como nos relacionamos com os outros.

São quatro virtudes, como muitas outras, mas que nos podem ajudar a estar mais atentos ao nosso caminho de vida.

As quatro virtudes que nos guiam a uma melhor humanidade

  1. Saber dar;
  2. Falar com bondade;
  3. Guiar-nos a ajudar e beneficiar os outros;
  4. Adaptarmo-nos aos outros.

Saber dar

Em algum momento da nossa vida, todos encontramos a generosidade, o saber dar a quem precisa.

Por vezes, somos tão generosos que a nossa mente e até mesmo os outros dizem que somos falsos, que damos com segundas intenções. Este é um pensamento que deve ser tratado.

Saber dar é reconhecer que tudo tem condições e que nada é feito por si mesmo, mas interdependente. Eu posso dar um saco de comida a alguém, mas porque de alguma forma vi alguém fazê-lo, ou porque alguém me educou a fazê-lo assim. Se sei dar, devo a tudo o que me educou a saber dar.

Quando nos tornamos conscientes da nossa doação, percebemos que existem condições, mesmo quando o queremos fazer incondicionalmente. Dou um pão, pois tenho o desejo bondoso de saciar a fome à pessoa. Se ela vira a esquina e o deita fora, terei que lidar com essa rejeição da minha ação. Quando compreendo que apesar de dar incondicionalmente ainda tenho um pequeno desejo que a minha doação seja cumprida, começo a compreender melhor o que é saber dar.

Saber dar é a vontade de saber saciar a necessidade do outro, dentro das nossas capacidades, assumindo a responsabilidade do que damos e desapegando-nos da ação que o outro faz com a nossa doação.

Quando a nossa mente gera pensamentos que colocam em causa a nossa doação, não nos devemos afundar neles, mas sim saber pegar no que já fizemos e dá-lo como resposta. Daí a necessidade de sabermos fazer boas ações conscientes. Esta consciência das boas ações, não é para nos gabarmos, mas sim para sabermos responder a pensamentos confusos sobre o que fazemos.

Falar com bondade

Se avaliarmos o nosso discurso ao longo do dia, o que encontramos?

Do que falamos que é bom e do que falamos que é mau?

Falamos intrigas, ou damos bons conselhos e incentivo?

Se estivermos conscientes do que falamos, conseguimos não só ter boas palavras para com os outros, mas também boas palavras para connosco.

Falar com bondade é saber criar boas relações, com honestidade, promovendo a harmonia e a união para propósitos comuns.

Guiar-nos a ajudar e beneficiar os outros

Ajudar os outros é algo que está sempre presente no coração dos praticantes de Reiki – ser voluntário, poder doar.

Essa vontade que temos em nós, precisa estar enraizada na nossa vida, de mente e coração. Por exemplo, se trabalho a tempo inteiro e ainda cuido da família, o meu tempo de voluntariado tem que ser num tempo em harmonia com todas as atividades e deveres que já tenho.

Também devemos compreender que para ajudar os outros e beneficiá-los, precisamos muitas vezes aprender como o fazer ou mesmo limar o que já sabemos.

Para nos guiarmos a ajudar os outros, precisamos ter bem presente em nós linhas condutoras corretas e essas encontramos nos cinco princípios.

Guiar-nos a ajudar e beneficiar os outros é um trabalho onde estamos sempre em formação para nos melhorar, pois quanto mais aprimorados estamos, melhor podemos ajudar os outros. Auxiliar o próximo é um direito e dever de cada ser humano.

Adaptarmo-nos aos outros

Há muito tempo atrás escutei um ensinamento que dizia “Tu tens razão, eu estou errado”. Ora, sobre qualquer situação se eu admitisse que o outro tem razão e eu estou errado, quando debatemos sobre algo, o meu ego iria sentir-se ferido.

É exatamente no ego que começam os nossos problemas de relação. Sou eu, és tu, pessoas separadas. Quando somos colocados em causa, parece que ficamos interiormente agitados, com certeza que já sentiste isso?

E se conseguíssemos abrandar essa agitação?

Esse abrandamento é chamado de consciência e reconhecimento. Eu tenho consciência de mim, do outro, da situação, eu reconheço que uma atitude bondosa e não egoísta ou apegada, pode trazer benefícios para todos.

Adaptarmo-nos aos outros é termos a consciência que todos estamos ao mesmo nível, todos estamos num caminho de aprendizagem e que a minha revolta ou indignação, pode ser mais uma lição para o meu e o teu crescimento. Tudo está interligado para que algo se alcance – uma vida pacífica e feliz.

Saber dar, falar com bondade, guiar-nos a ajudar e beneficiar os outros, adaptarmo-nos aos outros são quatro lições de grande sabedoria que todos devemos avaliar, pesar na nossa vida e cultivar.

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