Ensino e formações online de Reiki – um esclarecimento

Reiki surgiu em 1922, sob o nome de Usui Reiki Ryoho – Método de Tratamento pela Energia Universal de Usui. É considerado um ensino não formal, com um caracter prático e teórico que visa “a melhoria do corpo e da mente”.

É um método pois o seu fundador, Mikao Usui, instituiu a formalização da progressão dos praticantes, através de níveis de proficiência, assim como atribuiu técnicas para tomada de consciência, meditação, autotratamento e tratamento a outros, diferenciadas pelos mesmo níveis.

O próprio método tem uma missão, o fundador indicava – “A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa própria”.

O ensino de Reiki era feito através de encontros, desconhecendo-se a frequência, mas sabendo que eram realizados pelo menos uma vez por mês segundo alguns relatos de alunos de Mikao Usui e Chujiro Hayashi, havendo também algumas indicações de encontros semanais. Pelas distâncias que tinham que percorrer, temos indicações que havia cursos dados em cinco dias seguidos, tendo depois encontros mensais realizados pelos seus participantes.

As práticas consistiam em meditação, recitação dos princípios, recitação dos poemas do Imperador Meiji e prática de tratamento. Meditação, recitação de princípios (Gokai) e poemas do Imperador Meiji (Gyosei) constituem a prática da filosofia de vida, ao passo que os tratamentos são a prática terapêutica.

Como prática terapêutica Reiki não é enquadrado como medicina alternativa, é no máximo uma terapia complementar e integrativa do campo bioenergético.

Após a segunda guerra mundial, a presença do método ressurgiu nos Estados Unidos da América, vindo do Havai pela Mestre Hawayo Takata. Estando a viver tão longe do continente, abreviou os cursos para um ou dois dias, ao fim-de-semana. Esta prática tornou-se corrente no ocidente e uma quebra com a orientação de ensino tradicional. As desvantagens ficaram do lado dos praticantes, que se viram impossibilitados de praticar presencialmente e reforçar a prática da filosofia de vida, assim como colocar questões e vivenciar pela partilha de experiências. Desta forma, tornou-se também difícil o instituir um “savoir faire”, um saber fazer, ficando-se muitas vezes por um “know how”, saber como fazer.

Na progressão digital, onde hoje em dia comunicamos entre continentes, também a formação encontrou soluções. Hoje temos três tipos de formação disponíveis no mercado formativo, que se começa também a alargar para o ensino não formal do Usui Reiki Ryoho (Reiki):

  1. Formação presencial;
  2. Formação B-Learning (blended learning);
  3. Formação à distância.

Assim, aplicado ao Reiki, temos:

  • A formação presencial é feita exclusivamente com a participação in-loco dos praticantes;
  • A formação B-Learning representa atividades presenciais e à distância;
  • A formação à distância indica que toda a aprendizagem é feita remotamente, sem encontro dos participantes com o Mestre de Reiki.

Todos estes tipos de formação são válidos, mas há pontos muito importantes a ter em consideração:

  1. Existe um fator diferenciador no método – todos os praticante devem passar por uma sintonização realizada presencialmente pelo Mestre de Reiki, o que não acontece na formação à distância. Apesar de alguns Mestres indicarem que o fazem à distância é vivamente recomendado que esta seja uma prática presencial;
  2. Para se ser praticante tem que se praticar. Remotamente não se consegue ter a experiência relacional, interativa e vivencial da prática de uns com outros. Por muito que seja explicado por videoconferência e mesmo visualizado em videoconferência, nada substitui a prática presencial.

A formação B-Learning ou mesmo à distância, podem ser usadas como reforço à aprendizagem presencial, por exemplo, várias técnicas e saberes podem ser aprofundados de tal forma como:

  • Meditação;
  • Filosofia de vida;
  • Técnicas para mudança de consciência.

O aprofundamento do saber é sempre importante e em tempos de excepção, como é o caso da quarentena relacionada com o COVID-19, muitas oportunidades surgem para os praticantes se aperfeiçoarem ou complementarem os seus saberes remotamente.

Não há nenhum problema nas formações online, mas desde que sejam complementares aos seus saberes já adquiridos presencialmente e, principalmente, tendo a sintonização presencial.

O Usui Reiki Ryoho não é apenas uma atividade ou apenas mais uma formação, é um caminho de transformação pessoal que envolve Responsabilidade, Respeito e Resiliência. A interação entre Mestre e alunos é extremamente importante, assim como a interação entre alunos presencialmente, diversificando as pessoas com quem praticam, desenvolvem profundamente técnicas importantes como o byosen, o entendimento da irradiação do desequilíbrio e desarmonia.

A evolução digital veio trazer a oportunidade de partilharmos saberes, mas devemos aprofundar e enraizar o que realmente sabemos. Ler na diagonal um livro não é o mesmo que o ler palavra a palavra, construindo uma frase, retendo uma ideia, vivenciando uma história.

O Mestre Usui indicava ainda, que esta prática é a “arte secreta de convidar a felicidade”, ou seja, o profundo trabalho interior para o equilíbrio da nossa mente e coração, algo que requer empenho, tempo e prática.

O que fazer em tempo de emergência COVID-19
  • 21 dias de Prática e Renovação
  • Missão de cada praticante
  • Sentir mal ao enviar Reiki
  • Gerir a ansiedade
  • Cinco dias sem medo
  • Meditação para a Compaixão
  • Aplicar Reiki aos filhos
  • Reiki em animais
  • Responsabilidade, Respeito e Resiliência

  • O CENIF reabrirá a partir do dia 6 de Junho, mantendo todas as regras de segurança da DGS e seguindo passo a passo as indicações de desconfinamento e regresso à atividade.
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