Cultivar compaixão por nós próprios – 1º Passo

O que será realmente gostar de nós próprios e terá isso alguma importância em relação à forma como gostamos dos outros ou praticamos compaixão?

A compaixão é a ação para o alívio do sofrimento e esse, começa sempre em nós, ou porque somos o seu emissor, ou porque somos o recetor.

Podes escutar este primeiro passo no formato podcast…

A compaixão por nós próprios e como é importante a cultivar

Gostar de nós pode parecer egoísmo, mas não é. Gostar de nós é compreender o que pensamos, sentimos, aceitar e saber mudar. Não é algo que ainda se ensine nas escolas, infelizmente, mas algo que cada vez mais queremos aprender a fazer, para que tudo possa ser mais equilibrado.

Muitas vezes, pensamos que compaixão é entregarmo-nos por completo a uma causa, até ao limite da nossa vida e capacidade, mas se nos esgotarmos, onde ficará a compaixão? Se ficarmos exaustos, seremos mais uns que aumentam a fileira da necessidade, ao invés de auxiliarmos essa fileira a diminuir.

Compaixão não é isso, mas compaixão requer diligência, ou seja, um empenho genuíno no alívio do sofrimento.

Para o fazermos corretamente, precisamos começar connosco. Um exemplo muito claro de o fazer é através do entendimento das nossas emoções e tal pode ser alcançado pela prática da meditação

Meditar para a compaixão

Leva cada passo com tranquilidade, meditar é estar contigo mesmo.

A meditação é uma forma de nos concentrarmos para alcançarmos consciência de determinada coisa. Neste caso, vamos abordar as nossas emoções e tentar compreender o que elas nos transmitem.

Tantas vezes somos transbordados por emoções inconscientes. Tantas vezes tomamos decisões e sentimo-nos contrariados, mas não compreendemos porque. Alcançamos alguns dos nossos pensamentos, mas nem sempre compreendemos as emoções.

Experimenta esta meditação para tentar descobrir e sentir as tuas emoções:

  1. Senta-te confortavelmente;
  2. Faz algumas inspirações e expirações, se sentires tensão interior, deixa-a sair pela tua expiração;
  3. Traz a atenção ao teu corpo;
  4. Relaxa cada músculo, à medida que levas a atenção a cada um deles;
  5. Quando te sentires confortável, leva a tua atenção ao coração;
  6. Observa que emoções estão presentes;
  7. Sorri para essas emoções e observa o que acontece;
  8. Não faças esforço para sentir, apenas permite-te sentir sem julgar, sem classificar, apenas sentir e ter atenção àquele momento presente, à emoção que surge;
  9. Quando achares que é o momento de terminar, faz mais algumas inspirações e expirações profundas;
  10. Regressa à consciência do teu corpo em contato com a cadeira ou com o chão;
  11. Regressa à consciência deste momento presente e de onde estás.

Cultivar a compaixão em nós próprios é tão importante como saber viver. A compaixão é viver com plena consciência de nós, dos outros, da vida.

Vale a pena praticar.

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