Reiki

Reiki para fim de vida

O fim de vida pode representar uma transição tranquila ou um momento de grande sofrimento para a pessoa e seus familiares. No contexto do sofrimento sabemos que é algo que ninguém merece passar por tal e assim, várias metodologias são exploradas para o auxílio à pessoa, uma dessas metodologias é a prática de Reiki.

Como Reiki pode auxiliar no fim de vida

O Mestre Usui indicava claramente que devemos sempre praticar Reiki até ao fim. Ele dizia isto não porque havia uma promessa de cura da pessoa, mas sim porque compreendia a serenidade que poderia ajudar a pessoa a ter.

O sofrimento dos últimos momentos pode fazer-nos ficar agarrados à vida, quando já não é o momento de cá continuarmos. Por vezes é uma preocupação pelos familiares que ficam, um apego pelas coisas que se deixa, o que não foi feito ou dito. São questões que muitas vezes até suplantam a dor que sofrem e a falência do corpo.

Quando aplicamos Reiki em autotratamento, sentimos uma serenidade interior, algo que muitas vezes nos leva a adormecer. É esta serenidade que se pretende que a pessoa sinta. Um acalmar, uma harmonia interior, um desapegar da força sem sentido que ainda está a ser aplicada.

Que posições aplicar

O praticante de Reiki é aquele que é flexível para o que tem a fazer. Quando a pessoa está acamada, muitas vezes acompanhada por máquinas, ligado com fios, nem sempre é fácil encontrar as melhores posições ou o sítio exato onde sentimos byosen.

Mas podemos seguir duas estratégias.

  1. Aplicar onde for possível

    Em casos onde há pouca possibilidade para estarmos confortáveis na aplicação, devemos colocar a mão ou as mãos onde for possível para nós, deixando a energia fluir.
    O desconforto bloqueia um pouco a energia.
    Aplicar Reiki com uma só mão é uma prática tradicional do tempo do Mestre Usui, quando se aplicava Reiki sentado no chão, por isso não te preocupes se só o podes fazer desta forma.

  2. Compreender a necessidade

    Outra opção, quando possível, é a de sentir o byosen, ou até mesmo compreender o que ainda bloqueia a pessoa.
    Assim, há pontos chave de tratamento, como o Chakra Raiz, que ajuda a desapegar, o Chakra Cardíaco, trazendo a centelha da bondade e da harmonia, a cabeça, onde todos os nossos pensamentos são produzidos, o que poderá ajudar a alinhar a energia da mente.

Acima de tudo, o praticante e a família, têm que ter a ideia clara que não irão curar nada, ou fazer um milagre, mas sim que apenas se está a ajudar a pessoa no seu equilíbrio e harmonia, para que naturalmente possa seguir o seu próprio percurso, ou aliviar as dores que sente, sejam interiores ou físicas.

É, muitas vezes, nestes casos que vemos a suavidade da prática de Reiki e o seu verdadeiro objetivo – o bem-estar da pessoa.

Muitas vezes não conseguimos acompanhar a pessoa, mas poderemos enviar Reiki à distância para a auxiliar, se sentirmos que a energia flui nesse sentido. Se a pessoa não quiser ou precisar, não irá receber, exatamente como quando está em nossa presença.

Acompanhamento aos familiares de quem está em fim de vida

Ajudar os familiares é também muitas vezes uma boa estratégia para ajudar quem está em fim de vida, vendo os seus próximos bem, em harmonia, com força, em união, pode dar o alívio à sua última preocupação.

Sem dúvida que no contexto do sofrimento, os familiares devem também receber Reiki regularmente e procurar as formas de apoio psicológico que necessitam. Não devemos negar o nosso sofrimento por comparação, pois mais tarde ele irá manifestar-se de uma forma muito pouco compreendida, podendo trazer ainda mais dor interior e mesmo exterior.

Nestes contextos, deve-se receber Reiki regularmente, todas as semanas ou quinzenalmente.

Auxilia também os familiares através dos cinco princípios.

O Usui Reiki Ryoho tem alguma crença sobre o fim de vida?

Não tem. O Mestre Usui foi bastante inteligente, em todo o método ele não faz referência à prática de crenças, apesar de nós sabermos que o Xintoísmo e o Budismo estão bastante enraizados na vida de um japonês.

Ele apenas indicava para praticarmos, aplicarmos Reiki, até ao fim de vida da pessoa.

Sou Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador da revista "Budismo, uma resposta ao sofrimento". Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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