O efeito da Terapia Reiki na qualidade de vida de pacientes com leucemia: resultados de um ensaio clínico controlado e aleatório

Foi publicado no European Journal of Integrative Medicine, Volume 8, #3, Junho 2016, Pag. 239-249, o artigo The Effect of Reiki Therapy on Quality of Life of Patients with Blood Cancer: Results from a Randomized Controlled Trial, da autoria da Enf. Zilda Alarcão e do Prof. Jaime Fonseca da Universidade de Lisboa.

Este foi um artigo muito aguardado com o resultado do trabalho realizado pela Enf. Zilda Alarcão no Hospital de São João em pacientes com Leucemia.

The Effect of Reiki Therapy on Quality of Life of Patients with Blood Cancer: Results from a Randomized Controlled Trial

Introdução

A terapia Reiki tem vindo a ser usada para uma variedade de questões relacionadas com a saúde. O objetivo deste estudo foi verificar como a terapia Reiki poderia ajudar holisticamente a aliviar o sofrimento em pacientes com leucemia. Os seus principais objetivos foram: (1) avaliar o efeito do Reiki como uma terapia complementar na qualidade de vida (QV) de pacientes com cancro, (2) comparar a QV de pacientes com cancro que recebem terapia de Reiki com a QV de pacientes com cancro que receberam uma imitação de terapia Reiki.

Métodos

A amostra consistiu de uma intervenção (58 pacientes) e um grupo controle (inicialmente constituído por 58 pacientes). Os pacientes foram alocados em um dos dois grupos (Reiki verdadeiro ou Reiki falso) usando a randomização por computador. O tratamento verdadeiro Reiki ou falso Reiki foi realizado duas vezes por semana durante 4 semanas e durou 60 minutos. A qualidade de vida foi mensurada na versão em português do WHOQoL-Bref. Os dados foram analisados ​​por meio de comparações univariadas, teste t Student ou Mann-Whitney para cada dimensão e comparação multivariada por estimativa de modelos de classes latentes.

Resultados

Dezesseis pacientes que foram alocados ao grupo controlo morreram após o recrutamento no estudo e antes de participarem do estudo ou de responderem ao questionário. O grupo Reiki apresentou melhorias significativamente maiores nas dimensões geral, física, ambiental e social do WHOQoL-Bref (p <0,05). Somente o domínio psicológico não atingiu significância estatística. O agrupamento multivariado usando modelos de classe latente revelou que ser mais jovem (menos de 52 anos), um homem solteiro e ter um nível superior de educação contribuiu para uma maior satisfação com a vida daqueles que receberam terapia Reiki verdadeira quando comparados ao Reiki falso.

Conclusões

Essas descobertas sugerem que o Reiki pode ser uma opção eficaz e segura para melhorar o bem-estar em pacientes com câncer de sangue. Essas descobertas podem dar apoio à inclusão do Reiki nos serviços nacionais de saúde, pois podem fornecer uma contribuição útil para melhorar o bem-estar dos pacientes e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

A divulgação deste trabalho faz parte do esforço da CEPI – Comissão de Estudo das Práticas Integrativas, da Associação Portuguesa de Reiki. Apoia o desenvolvimento deste esforço e do voluntariado associando-te.

Fonte: Academia.eu

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