A doença oncológica tem sido a mais devastadora doença deste século, quer física, emocional e mentalmente, afligindo não só a própria pessoa que passa por esse desafio, como também os seus cuidadores. A prática de Reiki tem dado grande apoio, como terapia complementar, a muitas pessoas com doença oncológica, isto não porque há uma promessa de cura, mas sim porque a terapia é centrada na pessoa e no seu equilíbrio interior.

Algumas pessoas têm a capacidade de pagar um terapeuta profissional, mas muitas seguem um regime de voluntariado pelas avultadas despesas que já têm. O voluntariado Reiki para a pessoa com doença oncológica pode ser de grande benefício à pessoa e também aos seus familiares, vamos ver como.

Aplicação de Reiki a pessoa com doença oncológica em regime de voluntariado

São várias as considerações que se devem ter ao realizar o voluntariado e deve-se sempre estar em perfeita sintonia com a pessoa no que toca aos tratamentos que realiza e aos seus prazos. Assim, o voluntário deve estar ciente:

  • Das informações sobre que doença oncológica a pessoa tem;
  • Que considerações os médicos tiveram sobre a mesma;
  • Qual o plano de tratamento.

Este tipo de informação não tem a ver propriamente com a necessidade de conhecermos a doença física, pois esse é o papel dos médicos, mas sim de compreender como poderemos auxiliar melhor a pessoa, passo a passo, escutando, entendendo, apoiando e compreendendo também os efeitos dos tratamentos que ela indica.

Algo que nos traz sempre alguma dúvida é quando aplicar o tratamento à pessoa com doença oncológica. Assim, o que precisamos mesmo fazer é escutar o que o nosso utente indica:

  • Em que alturas é que tem o tratamento prescrito;
  • Como se sente antes do mesmo;
  • Como se sente depois do mesmo;
  • Quando surgem os efeitos secundários e de que forma se manifestam em si, assim como onde.

Esta informação vai permitir que ambos possam definir as melhores datas de tratamento. Há pessoas que precisam da aplicação de Reiki após o tratamento, outras que precisam no dia antes dos efeitos secundários surgirem, outras que precisam no dia depois dos efeitos secundários. Felizmente, no Usui Reiki Ryoho, advogamos sempre que a pessoa faz parte do seu próprio processo terapêutico e que deve ser visto caso a caso, não encarando um tratamento como sendo igual a outro já realizado.

Ter a noção disto implica que a nossa prática é incrivelmente exigente e não é um “deixar fluir” que tudo correrá bem. É necessário uma escuta ativa, um coração compassivo que vem acompanhado de sabedoria, um conhecimento adequado do corpo energético e uma prática que já passou por sucessos e insucessos, pois todos fazem parte da grande experiência da vida.

A aplicação de Reiki em pessoa com doença oncológica é dos mais exigentes protocolos que se pode ter, não por uma questão de tempo, mas por uma questão de atenção. Muitas vezes a pessoa pode questionar-se porque a sessão quase que só tem duas posições, no entanto, o que o terapeuta faz é um trabalho exaustivo que requer bastante atenção à energia.

Como aplicar Reiki pela primeira vez a pessoa com doença oncológica

  • Começa por ter uma conversa empática e bondosa com a pessoa, compreendendo como se sente, como foi o seu percurso, o que a levou àquela condição, tudo dentro da medida do que a pessoa possa querer falar. Por vezes a primeira sessão será totalmente ocupada com esta conversa;
  • Depois, tenta compreender como está a sua condição energética, como em si flui a energia e o que realmente se passa consigo energeticamente;
  • Não te preocupes se o primeiro tratamento for um pouco estranho pois poderás estar a desbloquear os canais e só no tratamento seguinte é que se poderá ter uma posição mais concertada e ativa do fluxo energético;
  • De seguida, presta atenção ao byosen emitido. Por favor, não fiques com as mãos num local onde o byosen possa ser agressivo para ti. O teu propósito é o do fluxo da energia e a harmonização do local;
  • Visualiza a zona afetada como se estivesse contida, como se todas as células estivessem contidas, para que os tratamentos médicos tenham grande sucesso;
  • Auxilia a pessoa emocionalmente e promove a sua paz interior, lembra-te da nossa missão, segundo o que indicava o Mestre Usui:

A missão do Usui Reiki Ryoho é guiar para uma vida pacífica e feliz, curar os outros, melhorar a sua felicidade e a nossa própria.

A partir de cada sessão, estipula a seguinte com a pessoa. Lembra-te de ser flexível pois cada pessoa poderá ter efeitos diferentes até nas diferentes sessões de quimio ou radioterapia. Por vezes terão que ser mudados os dias.

Mais ainda, aconselha a pessoa a que o seu cuidador mais próximo possa também receber uma sessão ou consulta de Reiki, para que se possa manter o máximo possível em harmonia.

Existe ainda outra grande questão – quem pode ser um voluntário que trata uma pessoa com doença oncológica? Ao longo destes anos tenho visto os mais variados casos, desde praticantes de nível 1 que acabaram de receber a sua sintonização e desejam muito auxiliar o familiar, a praticantes de nível 2, terapeutas de Reiki, mestres de Reiki.

A partir do nível 2, com prática, poderás ter essa abordagem terapêutica, terá que depender de ti, da tua confiança, do teu saber e do que achas que possas estar a fazer pelo bem maior da pessoa. Não há problema algum em recomendar outra pessoa, também não há problema algum em aceitar o desafio, desde que tudo seja feito com consciência. Lembra-te das palavras do Mestre Usui:

Confia no Universo que o Universo confia em ti.

Lembra-te de também cuidares de ti mesmo isso é um dever. Observa as técnicas de limpeza, observa o teu próprio byosen, aplica os cinco princípios e tem o entendimento das lições que este trabalho traz.