Meditação

Como passar um dia consciente em atenção plena

Atenção plena significa estar em plena consciência das ações, pensamentos e emoções do momento presente. É estar no aqui e agora, mas realizando cada ação com a total presença de espírito que ela requer. No dia-a-dia que levamos, é algo de incrivemente impossível.

A atenção plena e como a vivenciar num dia

Praticar a atenção plena significa que não poderás “navegar” no teu dia em inconsciência, fazendo as ações mecanicamente. Claro que levar isto à letra é tornar impossível a prática da atenção plena, pois como poderíamos estar conscientes da respiração e ao mesmo tempo conduzir, então temos que saber até onde levar a nossa atenção plena.

Esta prática significa que é importante desenvolver o nosso eu consciente, ou seja, aquele eu que observa, discerne, escolhe e age. É uma prática que nos deixa limpar um pouco mais as lentes embaciadas com que observamos a realidade e ainda nos permite viver da forma mais correcta possível.

Criar esta consciência começa por identificar momentos que são importantes para nós e que, muitas vezes, estamos a deixar passar ao lado. Podemos identificá-los como:

  • Acordar;
  • Levantar da cama;
  • A higiene pessoal;
  • As refeições diárias;
  • A condução, o estar num transporte público e/ou o caminhar;
  • As tarefas do trabalho;
  • O conversar com alguém;
  • A revisão do dia.

Como desenvolver a consciência da atenção plena e a aplicar no dia-a-dia

Mantendo estes pontos anteriores em mente, sempre que estivermos perante eles, iremos prestar atenção, ou seja, estar no momento presente, concentrados no que estamos a fazer.

Muitas vezes achamos que é uma glória sermos “multitasking”, capazes de realizar inúmeras coisas ao mesmo tempo, mas o que realmente fazemos com atenção plena, que valor damos ao que fizemos, às pessoas com quem estivemos e como tem a nossa mente aguentado ao longo dos anos de múltiplas tarefas ao mesmo tempo?

O estar concentrado significa ter uma atitude de uma coisa de cada vez, ou seja, concentração. Esta não é uma atitude de desatenção ou de menor produtividade, muito antes pelo contrário, é a maximização da nossa capacidade de produzir com bons resultados, pois estamos concentrados.

Quando estamos atentos à forma como acordamos e compreendemos o valor de mais um dia, mais uma oportunidade, faz todo o sentido começarmos o dia e não sentirmos que vamos começar mais uma semana de dor. Quando as nossas refeições são passadas a saborear genuinamente o que comemos e não apenas a enviar comida pela boca, no gesto mecânico do que temos que fazer e ao mesmo tempo ler no telemóvel, ou conversar com alguém enquanto pensamos em mil e uma outras coisas, a refeição traz-nos outro contentamento.

Mais ainda, ao estarmos com alguém e escutarmos essa pessoa, ao sabermos também quando devemos falar e levarmos uma conversa construtiva e não meramente reactiva, estamos não só a respeitar a conversa, a relação, mas também a despertar compaixão, equanimidade e contentamento.

Se revires todos os passos para um dia de atenção plena, a quais deles realmente estás a levar toda a tua atenção?

A prática da atenção plena vai requerer a tua calma e harmonia, isso quer dizer que é preciso haver um tempo antes de surgir uma resposta. Por exemplo:

  • Estás a conduzir e alguém passa à tua frente de forma perigosa. A reacção natural seria praguejar (por exemplo), mas lidando com plena atenção, respiras e colocas à frente dessa reacção aquela que é verdadeiramente importante, como por exemplo, identificares que conseguiste estar calmo perante um momento stressante.

Uma das formas de manteres a calma e harmonia é mesmo a respiração, ou melhor, a capacidade de indicares à tua mente que não deve reagir de imediato.

A mente não é apenas aquela que propicia as nossas dificuldades e lixo mental, ela também produz excelentes reacções mecânicas que podem salvaguardar a nossa vida e também mantém o nossos sistema vivo em equilíbrio, sem que tenhamos que estar atentos a todos os nossos processos biológicos. A mente apenas precisa de alguma educação no que toca à gestão dos pensamentos e das emoções. Isso irás fazê-lo através da consciência e também, porque não, através de uma filosofia de vida correta.

Passar um dia em atenção plena não é simples, mas é um exercício que merece ser praticado e que te trará cada vez mais sentido de vida. São as perturbações e estímulos exteriores que levam às perturbações interiores, é uma mente irrequieta que nos leva ao desgaste mental e emocional, assim como a muitas questões físicas. Ao desenvolveres consciência, vais despertar a atenção plena e esta irá ajudar-te cada vez mais a seres a consciência que pretendes. Lembra-te que uma mente vazia, leva a um coração compassivo.

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador da revista "Budismo, uma resposta ao sofrimento". Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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