Reiki

Reiki não é apenas sintonização

Quando descobres um curso de Reiki, poderás encontrar várias opções. Um dia de curso, um fim-de-semana, seis meses, uma vida. Tudo são opções que hoje em dia se encontram disponíveis em todo o lado, até mesmo no Japão. Mas porque existe então a diferença no tempo.

O tempo, a prática de Reiki e o que é Reiki

Em primeiro lugar temos que encarar este tema de forma simples, sem preconceitos ou prejuízos, apenas observar o que é, racionalizar, duvidar, sentir.

Reiki pode ter dois significados – A Energia Universal (ou Energia Espiritual Vital que permeia o Universo), ou também pode ser usado para representar o Usui Reiki Ryoho.

A Energia Universal já sabemos que é uma energia vital que está em todo o lado, o conceito mais aproximado é o Prana dos Hindus, que surge definido nos Vedas. Por outro lado o Usui Reiki Ryoho é o método criado pelo Mestre Usui, para trabalhar essa mesma energia, que se chama Reiki.

Sobre o que os alunos praticavam no tempo do Mestre Usui, temos a noção que aplicavam a energia em si e nos outros, que faziam vários atendimentos por dia, que entoavam os princípios e os poemas do Imperador Meiji, que meditavam. Era uma prática árdua, exigia tempo, exigia dedicação e também muito dinheiro para passar de nível. Por outro lado, para passarem de nível, tinham que ter proficiência e sabemos que um dos exames que era feito era o byosen, tinham que ter uma boa percepção da energia. Tinham que ser alunos meritórios.

Mesmo a Mestre Takata, que influenciou grandemente a nova vertente de Reiki no Ocidente, teve que ter uma aprendizagem ao longo do tempo e árdua na prática… além de bem dispendiosa ao ponto de ter vendido a casa quando fez o segundo nível, para continuar os ensinamentos do Mestre Hayashi.

Claro que os tempos são outros, tudo mais acessível, mas também tudo mais fugaz. Se desde o tempo iniciar Reiki fosse apenas receber a sintonização, processo pelo qual nós começamos a trabalhar com a energia dentro deste método, então o Mestre Usui não se teria dado ao trabalho de criar preceitos, de ter escolhido 125 poemas de milhares do Imperador Meiji, não nos teria dado 21 técnicas e formas de tratar o outro e nós mesmos, não nos teria colocado uma missão:
Reiki é muito mais que a sintonização e uma forma de verificares isso é questionando-te:

  • Consigo lembrar-me de todos os princípios?
  • Sei aplicá-los na minha vida e realmente proporciono a transformação em mim?
  • Aplico o autotratamento regularmente?
  • Conheço as minhas fragilidade e sei tratá-las?
  • Recebo Reiki de outras pessoas e comparo com a minha prática? Que aprendizagem tiro destas perspectivas?
  • Realizei voluntariado?
  • Sei aplicar todas as técnicas de Reiki em mim e nos outros?
  • Sei meditar e aplicar as técnicas de meditação?
  • Compreendo os valores profundos do Usui Reiki Ryoho?
  • Sei qual é a missão do Usui Reiki Ryoho e cumpro-a?
  • Pratico os símbolos de Reiki em mim? E nas situações?
  • Envio Reiki à distância?
  • Sei viver como um praticante de Reiki e compreendo o que isso significa?

Como vês, nem todas estas perguntas se referem à energia, mas sim a uma vivência e como a palavra o diz, para se viver é preciso viver, é preciso tempo e espaço. Ontem era criança e agia como criança, hoje sou adulto e ajo como adulto.

No final dos preceitos, o Mestre Usui indica “É para a melhoria do Corpo e da Mente”, por isso mesmo, tal como ele indicava “de manhã e à noite”, temos que praticar, precisamos de tempo e entrega.

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador do Instituto Educação pela Paz. Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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João Magalhães Reiki
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