Como são difíceis as relações humanas? A maior parte de nós responde, são mesmo muito difíceis. A dificuldade pode prender-se a vários níveis emocionais, em diferentes alturas da nossa vida e das mais diferentes formas e maneiras. Como poderemos lidar com as relações humanas, construtivamente, através dos cinco princípios.

Só por hoje, a atenção plena para as relações humanas

O Mestre Usui iniciou os princípios, a que chamam em japonês de Gokai (cinco princípios) com uma constatação, uma atitude – Só por hoje.

Este é um conceito gozado por muitos, que dizem “então é só hoje e amanhã?”. Amanhã temos só por hoje, novamente. Este Só por hoje é a atenção plena, ou seja, a concentração no momento presente e a não dispersão pelos pensamentos do passado ou futuro, ou a divagação pelas emoções ou ruídos que nos rodeiam.

Mas porque será que as relações humanas necessitam de concentração?

Observando as interacções hoje em dia encontramos coisas curiosas. Alguém está a falar e o outro está no telemóvel a ver o facebook, ao mesmo tempo que tenta ter uma conversa conexa; Quatro miúdos estão sentados numa mesa, cada um no telemóvel; Confidenciamos coisas electronicamente, mas impossivelmente de forma presencial; entre muitas outras…

A atenção plena, ou o Só por hoje, é importante para o relacionamento, implica que estamos ali para o que necessita ter atenção. Talvez a questão esteja em haver demasiadas coisas que nos chamam a atenção, ou talvez até esteja na nossa incapacidade de saber colocar o tempo certo em cada coisa.

Para que as relações humanas possam resultar melhor, precisamos estar entregues ao momento da relação, ao que se está a passar e ao que escutamos, ao que o outro transmite, ao que sentimos e racionalizamos. O Só por hoje, permite-nos ser um observador activo e consciente. Sem concentração, somos incapazes de estar para o outro e até para nós mesmos.