Nível 3B - Gokukaiden,  Reiki

A mistificação e fascinação – dois perigos inconscientes

Muitas vezes de forma inconsciente, surgem dois perigos para a nossa consciência e liberdade, eles são a mistificação e a fascinação, que se podem revelar autênticas prisões e decrescimento do nosso bem-estar, equilíbrio e harmonia.

Porque devemos estar atentos à mistificação e fascinação

A mistificação é a criação de uma ilusão, que leva a pessoa a perder a noção do que é e não é real.

A fascinação é a tendência para se estar demasiado dependente de uma pessoa, considerando-a como um “guru”, guia, ou mesmo a obsessão por um determinado tema.

Estas são duas situações que podem ocorrer muito no campo das matérias espirituais, o que não quer dizer que não ocorram também no campo científico, pois a incapacidade de desvelar o que não se sabe pode fazer surgir uma mistificação sobre “impossibilidades”, assim como uma fascinação pela autoridade de algumas pessoas.

Na prática de Reiki não necessitamos nem de mistificação nem de fascinação. De que forma te podes enganar com a mistificação e fascinação:

  • Através do que consideras ser a tua intuição e considerares que é uma verdade absoluta;
  • Dos sonhos que tenhas e te apegas a eles, criando uma possível realidade com a tua energia, ou apenas ficando com receio dos mesmos;
  • Através do apego a alguém que consideres detentor de “poderes”, quer seja por medo da pessoa ou por fascinação;
  • As sensações que tens, se forem levadas à hipersensibilidade causam-te falsas avaliações da situação real e podem levar a outra pessoa, se for caso disso, a sentir-se inferiorizada ou pior do que está;
  • Se estás sempre preso a determinado tipo de pensamentos obsessivos, assim como mentalizações;
  • Quando te encontras em práticas que desconheces e julgas obter poderes;
  • Entre muitas outras…

A mistificação e a fascinação surgem, facilmente, quando consideramos que o campo do energético e do espiritual, são incomuns, inalcançáveis para todos e que se pode fazer jus ao provérbio “quem tem olho em terra de cegos é rei”. Qualquer uma destas situações é errónea.

O campo energético e espiritual, são comuns e podem ser entendidos por todos. A grande diferença é que tentamos desenvolver progresso apenas no campo das ciências exactas, daí haver algum atraso na explicação daquilo que ainda é apenas mais sentido que observado. Acredito que tudo pode ser explicado e tem uma lógica, nós é que ainda não a compreendemos. De facto, nem todas as pessoas são “sensíveis” a estes campos, mas querer que tal fosse possível seria como nós querermos que todas as pessoas compreendessem contabilidade, ou todas fossem do benfica. Cada um tem a sua própria tendência e percurso na vida, reconhecer e respeitar, ajuda a compreender a igualdade.

Quanto ao provérbio, é de lamentar qualquer tipo de oportunismo, em qualquer área que seja da nossa vida. É por isso mesmo, que mistificação e fascinação devem ser dois “venenos” da consciência que devemos estar atentos, quer para não o promovermos, quer para não cairmos neles. Desenvolver entendimento, criar harmonia, equilíbrio e liberdade, são bem mais importantes.

Designer, Mestre, Terapeuta de Reiki, Presidente da Associação Portuguesa de Reiki e fundador da Ser - Cooperativa de Solidariedade Social. Autor dos livros «Reiki Guia para uma Vida Feliz», «O Grande Livro do Reiki», «Reiki Usui», entre muitos outros. Fundador da revista "Budismo, uma resposta ao sofrimento". Acima de tudo quero partilhar contigo o porquê de Reiki ser a «Arte Secreta de Convidar a Felicidade».

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