Quem foram os Mestres de Reiki formados por Mikao Usui

Conhecer a história do Usui Reiki Ryoho permite-nos ter mais perspectiva e sabedoria sobre a prática. Uma das grandes questões que surge é a ideia de Mestre, Mestres de Reiki, ou que título teria Mikao Usui e muito mais. Estas confusões surgem porque quando o Usui Reiki Ryoho chegou ao ocidente teve que ter as devidas “simplificações” e alterações para que pudesse ser aceite e compreendido. Este processo de mudança iniciou-se com a Mestre Takata. Outros mestres ocidentais, fizeram ainda mais alterações e em Portugal chegamos a um ponto em que o que se praticava era Reiki, uma “técnica de imposição de mãos”, com muito amor incondicional. E até aí não há problema algum, excepto quando se começou a fazer do Usui Reiki Ryoho o que não era, misturando práticas, crenças e dogmas que nada têm a ver.

Numa espécie de piedismo, o Usui Reiki Ryoho, que passou a ser conhecido como Reiki, caiu num conceito onde se deviam invocar “guias”, que era uma prática de “apenas dar sem esperar receber” – tudo conceitos demasiado ocidentais, num misto de “new age” com princípios cristãos. Mas nisto houve um grande problema – perdeu-se a noção dos princípios e deu-se a grande importância de colocar as mãos. Reiki passou de um método para a transformação pessoal para uma prática terapêutica piedosa. O que não tem muito a ver com aquilo que é a sua génese.

Compreendendo a história do Reiki, desmistificamos muitos conceitos e um deles é o do grande apanágio de Mestre de Reiki. Uma tradução literal para Mestre, em japonês, será Sensei. Este é um título não adquirido mas sim dado pelos alunos ou admiradores a alguém. Se esse sensei for realmente meritório, poderá ainda ser chamado de O-Sensei. No Usui Reiki Ryoho existiam (e existem) dois títulos próximos – Shihan 師範 e Dai Shihan 大師範. Um Shihan é um instrutor, um professor. Com o Shinpiden, o nível 3, o praticante poderia ser convidado a tornar-se Shihan Kaku, ou seja, um aprendiz, um auxiliar de instrutor. Ao completar a sua prática, tornar-se-ia Shihan. O conceito de Grande Instrutor, ou Dai Shihan, não se sabe bem como era adquirido, de que forma era atribuído. Sabemos que os Mestre Usui formou 21 Shihan mas não conhecemos a totalidade dessa lista.

Em primeiro lugar temos que curar o nosso espírito. Em segundo lugar, temos de manter o nosso corpo saudável. - Mikao Usui
Em primeiro lugar temos que curar o nosso espírito. Em segundo lugar, temos de manter o nosso corpo saudável. – Mikao Usui

Segundo o Mestre Hiroshi Doi, muita documentação da Usui Reiki Ryoho Gakkai, foi perdida num incêndio em 1945, em plena II Guerra Mundial. Num documento sobre os membros da Gakkai, que data de 31 de Julho de 1927, 16 meses após o falecimento do Mestre Usui, encontram-se os seguintes nomes:

  • Juzaburo Ushida, Presidente, Dai Shihan
  • Quatro Directores, dois Dai Shihan e Dois Shihan;
  • Doze Administradores, três Dai Shihan e nove Shihan;
  • Um Gestor para os assuntos correntes.

Chujiro Hayashi era um Shihan e director. Na altura também não se encontravam mulheres como membros. Nesta sua listagem, de quinze páginas, Hiroshi Doi indica que Toshihiro Eguchi era um praticante (terapeuta) da escola em Kofu, antes de sair da URRG, nesse mesmo ano de 1927. Crê-se que na altura eram cerca de 3500 membros.

O Mestre Hiroshi Doi, relata que segundo a opinião dele o mais importante são os verdadeiros ensinamentos do Mestre Usui e não uma lista de praticantes mas, por razões históricas, ele indica quem eram alguns dos Dai Shihan e Shihan formados pelo Mestre Usui. Doi deseja também que um dia se conheçam todos os 21 Mestres formados.

Segundo a data de 31 de Julho de 1927, os praticantes de Shinpiden eram:

Dai Shihan:

  • Juzaburo Ushida
  • Teruichi Akiyoshi
  • Kan’ichi Taketomi
  • Gizo Tomabechi
  • Kenzo Tsunematsu

Shihan:

  • Chujiro Hayashi
  • Tetsutaro Imaizumi
  • Keizaburo Eda
  • Shigeki Fuji
  • Umetaro Mine
  • Hoichi Wanami

É curioso observar a história porque ela traz-nos paz e sabedoria. No Usui Reiki Ryoho, o método que tu pratica, não há necessidade de nos pretendermos ser algo mas há sim a necessidade de nos transformarmos, de crescermos e isso faz-se com os cinco princípios. A Arte Secreta de Convidar a Felicidade apela-nos a esse trabalho, em conjunto com as técnicas e com a prática terapêutica. Tudo deve ser conjugado para o nosso crescimento.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.