Muitas vezes dizemos coisas que não devemos, umas dirigidas a outros, outras dirigidas a nós mesmos. «Não és capaz», «não sou capaz», «és um infeliz», «sou infeliz», «estás mal», «estou mal». Então podemos tentar encontrar substitutos que diminuirão o impacto dessas palavras «não estou tão bem», «ainda não sou capaz», etc… De facto, a substituição permite ter uma outra atitude e escuta interior, a escuta da alma.

Mas, nem sempre essa substituição tem um impacto verdadeiro e apenas esconde o problema, amornando o que se sente, muitas vezes empurrando para mais para o fundo do subconsciente. Deve-se usar o não, principalmente, quando alguém tem dificuldade em definir a sua fronteira, tem questões de auto-estima e poder pessoal. Temos a força de dizer que sim e o poder de dizer que não.

article-2581166-1C4C933F00000578-914_634x347

Então, o que precisamos em relação às palavras não é tanto mudar os termos mas sim levar consciência a elas. Isto tudo para reflectirmos o seguinte:

  • Devemos ter consciência do que falamos pois a palavra tem um poder muito forte, em nós e nos outros;
  • Precisamos compreender o que significam as palavras e não apenas usá-las;
  • Aplicar o não requer consciência. Ajuda-nos a delimitar e muitas vezes evita sérios dissabores. Compreender que a recusa faz parte da vida, é uma atitude adulta.

Ao trabalhares a consciência, estarás a desenvolver o espaço para compreender. Como praticante de Reiki, faz meditação gassho, ou o joshin kokyu ho. Promove tempo para encontrares o teu vazio. Nesse vazio, contempla os cinco princípios e assim compreenderás a importância das palavras. Não desistas de ti, não tenhas medo das palavras e de te expressares. Trabalha o teu plexo solar e o chakra laríngeo, pratica Reiki.