Reiki na saúde, a diferença entre o Brasil e Portugal

Num artigo do dia 10 de Agosto de 2015, indica-se que a Prefeitura do Recife oferece Método Reiki a usuários do SUS.

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A partir da próxima segunda-feira (17), as pessoas que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS) poderão usar o Método Reiki, um sistema complementar a tratamentos médicos criado no Japão. O anúncio foi realizado nesta segunda (10) durante o 18º Fórum de Práticas Integrativas, realizado pelo Núcleo de Apoio às Práticas Integrativas (Napi) da Secretaria de Saúde do Recife (Sesau). Ao todo, mais de 40 pessoas participaram da discussão, que aconteceu no Centro Integrado de Saúde (CIS), no bairro de Engenho do Meio, Zona Oeste do Recife.

Prefeitura do Recife oferece Método Reiki a usuários do SUS – Jornal do Commercio

O serviço estará disponível às segundas-feiras, a partir das 17h, na sede do CIS. A ida ao serviço pode ser feito de modo espontâneo ou através de indicação médica.

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Ao observar o anúncio e a fotografia que acompanha o mesmo, vemos o imenso fosso que separa Portugal do Brasil nas terapias complementares, como suporte integrativo à saúde pública. Este fosso é também acentuado pela própria forma de estar e disponibilização das infraestruturas. Olhando para a fotografia, vemos um espaço que nem por isso aparenta as melhores condições. Não há paredes brancas, separadores de cortina, marquesas reclináveis. Os terapeutas não estão de bata, encontram-se descalços no chão que talvez tenha sido lavado, pelo menos quatro pessoas estão a ser tratadas, num espaço comum.

Serão estas as melhores condições de trabalho? Estes terapeutas comprovam o que o Reiki é – flexível, simples, integrado. Ter boas condições é excelente mas, se não houver, pratica-se Reiki à mesma. E para quem recebe? Muitas pessoas, apesar das condições e até em ambientes de barulho, indicam os seus efeitos e a abstracção do que as rodeia. De uma forma simples, o Reiki não está regulamentado com uma estrutura tão restrita, estranguladora e académica como cá em Portugal se está a fazer às medicinas e terapias complementares. Porque será? Talvez pela necessidade que têm em haver uma contribuição de todos na saúde pública. O importante não é a doença mas a pessoa. É um tema reflexão e parabéns a todos os que no Brasil tornam possível isto acontecer.

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