Reiki tem passado de disciplina de desenvolvimento pessoal para terapia complementar a passos largos nestes últimos cinco anos. O crescente esclarecimento, assim como o aumento de praticantes e pessoas que recebem, levou a que cada vez mais Reiki fosse procurado como terapia.

Ao entrar no universo da saúde humana, deparamo-nos com várias questões – qual o âmbito da terapia Reiki, como se liga com outras terapias, medicinas e disciplinas energéticas.

O âmbito da terapia Reiki

Reiki é, em primeiro lugar, uma filosofia de vida assente em cinco princípios, acompanhado por um trabalho energético que é feito com o autotratamento. Com o desenvolvimento e crescente compreensão da energia, um praticante de Reiki pode chegar a terapeuta com o seu terceiro nível. Apesar de alguns praticantes já realizarem sessões a outros com o segundo nível, é preferível que obtenha a experiência, vivênvia e competências que a profundidade de um terceiro nível, o shinpiden, traz. O âmbito do Reiki, enquanto terapia, é o do equilíbrio energético da pessoa. Apesar de termos posições fixas para tratamento e algumas recomendações dadas pelos Mestres Usui e Hayashi, o tratamento das mesmas situações pode variar de pessoa para pessoa. No campo terapêutico o Reiki tem um âmbito holístico – olha a pessoa como um todo, trabalha a pessoa como um todo para o seu equilíbrio.

Como se liga com outras terapias, medicinas e disciplinas energéticas

Reiki é uma terapia complementar, como tal, não é exclusiva mas sim inclusiva. Trabalha e pode trabalhar com todas as outras terapias, medicinas e disciplinas, sem contra-indicações. O terapeuta de Reiki muitas vezes aconselha a pessoa que acompanha a receber outras terapias, procurar aconselhamento ou mesmo a praticar yoga ou chi-kung como disciplinas energéticas. Nem sempre o mesmo acontece por parte das outras terapias ou disciplinas energéticas. Por um lado tal situação passa-se por um desconhecimento do que é Reiki enquanto terapia energética, por outro por alguma situação de exclusivismo. Se queremos tratar holisticamente de uma pessoa, devemos ter consciência que não é só a nossa prática que será boa para ela mas que outras também poderão favorecer a restituição da sua saúde.
É aconselhável que haja uma troca de informação entre as várias terapias que estão a ser realizadas à mesma pessoa para que todos tenham conhecimento, dentro do código deontológico de cada prática, dos objectivos e do percurso terapêutico que cada um esteja a realizar. Por exemplo, o Reiki poderá estar a trabalhar para redução da ansiedade e a acupuntura para mais energia, o que poderá originar diferentes reacções e percursos na pessoa.
Sobre as disciplinas energéticas como o Yoga e o Chi Kung, se a pessoa procurar essas disciplinas como forma terapêutica deverá indicá-lo para que o professor possa fazer um trabalho mais personalizado com ela, se tal for possível, indicando também que está a realizar Reiki (por exemplo) para o tratamento das suas questões. Se for necessário, o terapeuta de Reiki poderá também indicar o percurso terapêutico que está a realizar e o objectivo a atingir. Todos a trabalhar em conjunto para a saúde da pessoa será mais importante que cada um tentar manter a exclusividade do seu trabalho. Se um professor de yoga, como exemplo, não compreender o que é Reiki, na sua forma terapêutica e o que está a ser feito com a pessoa, é preferível que peça esclarecimentos e não que indique a restrição desta terapia e outras à pessoa.

A prática de Reiki pede também profissionalismo, ética e um grande sentido de bom senso. Falta ainda um longo caminho para um reconhecimento mais alargado e parte do terapeuta de Reiki uma divulgação mais precisa do seu trabalho. Cada um de vocês, é o rosto do Reiki cada vez que o praticam.