A 8 de Abril comemora-se do Dia Mundial do Combate ao Câncer. Apesar desta ser uma iniciativa mais presente aos nossos irmãos brasileiros, também em Portugal devemos prestar atenção aos alertas.

A Associação Portuguesa de Reiki tem respondido aos vários pedidos de apoio na melhor medida do possível, nas situações em que pessoas estão internadas ou em tratamento. Os projectos que decorrem no Hospital São João, através da ADL são exactamente para pessoas com leucemia ou linfoma. Na Casa Coração e em vários núcleos, recebemos através do voluntariado pessoas com doença oncológica, prestando um serviço complementar para a melhoria da sua qualidade de vida e equilíbrio da sua saúde.

Mas, a sociedade, a medicina e as terapias, têm que começar a ter, obrigatoriamente, uma outra perspectiva sobre o cancro.

  • Como surge?
  • Porquê?
  • Como viver com?

Não basta medicamentos e intervenções agressivas, com todos os efeitos secundários que traz à pessoa doente e à sua família. Quem está doente e quem acompanha essa pessoa necessita de respostas, de esperança, de serenidade onde muitas vezes apenas encontra rostos fechados, respostas curtas e duras e uma total indisponibilidade no acompanhamento ou na melhoria da qualidade de vida da pessoa. E depois, quando o médico estiver doente, quererá o mesmo tratamento para si?

Cada vez mais devemos olhar para o cuidado da pessoa como isso mesmo – cuidado, atenção, humanidade. A medicina e a acção terapêutica deve ser humanizadora e não meramente mecânica. Não se pede subjectividade mas sim uma objectividade útil à vida de quem está ausente de saúde. Por vezes, respostas tão simples como os cuidados na alimentação e a razão desses cuidados pode fazer tanta diferença. O compreender que a pessoa é também um mundo de emoções que precisam de se exprimir e não reprimir com ansiolíticos é também importante. 

Ser humano é ser-se cheio de um universo incrível de vida – emoções, pensamentos, órgãos. Somos um tudo fabuloso que se precisa realizar, não somos apenas um órgão.

A luta contra o cancro deve começar com a profilaxia, com os esforços no esclarecimento e não no durante e após. Cada vez mais pessoas têm cancro, porquê? Como se pára? Como se previne? Porque as prevenções actuais não resultam?

Precisamos de respostas, de acção, não apenas dos números de quantos morrem. A medicina e as terapias têm que se voltar para quem tratam.

Neste dia e em todos, uma enorme força e vitalidade a quem sofre de cancro e aos seus familiares.

dia mundial do combate ao cancer