Attavaga – o Eu – um ensinamento para quem ensina

dhp-159Attavaga, o Eu, é o décimo segundo capítulo do Dhammapada, os ensinamentos de Buda. Vale a pela refletir sobre os seus versos pois falam-nos sobre a responsabilidade de cada em e o caminho para a sabedoria e mestria. Como diz o Dhammapada, primeiro o sábio estabelece em si a virtude, o ensinamento, disciplina, prática e torna-se um bom exemplo do que ensina.  Tendo em si virtude, não há razão para crítica, mesmo que surja crítica infundada, esta não terá valor ou repercussão. Através da sua prática, o sábio torna-se o seu próprio refugio.

A libertação de cada um é responsabilidade de cada um. Ninguém pode “purificar o outro”. Estas são três lições muito preciosas que qualquer praticante de Reiki devia observar, não por serem do budismo mas sim por serem verdades universais. Quando alguém procura praticar Reiki para levar bem ao outro, o que realmente quer com isso? Quando um Mestre se prepara para ensinar outros, o que realmente preparou para que isso acontecesse?

O cultivo da sabedoria, no Reiki, começa pela prática do mesmo. Pelo conhecimento profundo dos ensinamentos, pela reflexão. Não é pelo aprender algo e no dia seguinte querer ir curar o mundo. Isso apenas resultará em desilusão.

O caminho de aprendizagem interior, é longo, como estarás pronto para o encarar e pô-lo em prática?

12. Attavagga – O Eu

Com apreço por si mesmo,
um sábio protege-se e resguarda
durante os três estágios da vida,
desenvolvendo a virtude como proteção.

Estabeleça primeiro a si mesmo
na virtude apropriada.
Um sábio depois ensina os outros
assim não sendo objeto de crítica.

Ao ensinar os outros
o bom exemplo é o que mais vale.
Bem controlado, ele consegue que os outros se controlem,
o mais difícil é disciplinar a si mesmo.

Cada um é o seu próprio refúgio,
quem mais poderia ser um refúgio?
Treinando bem a si mesmo
um refúgio difícil de ser obtido é conquistado.

O mal é feito pela própria pessoa.
Nascido dela, por ela produzido.
As más ações moem a pessoa tola
tal como o diamante a gema mais dura.

Desprovido de disciplina e virtude,
tal como uma árvore sufocada por uma trepadeira,
ele assim faz contra si mesmo
aquilo que os seus inimigos desejariam.

Fácil é agir com o mal,
prejudicando a si mesmo.
Mas o que é bom, que traz benefício,
é difícil de ser feito.

Os tolos que se apoiam
em idéias equivocadas e desdenham
os ensinamentos dos arahants,
ou dos nobres que vivem o Dhamma.
Iguais à fruta do bambu,
que frutifica para a auto-destruição.

A própria pessoa faz o mal,
ela mesma se contamina,
ela mesma deixa o mal,
ela mesma se purifica.
Pureza, contaminação, dependem dela mesma,
ninguém pode purificar outrem.

Não negligencie o bem maior
por conta de outrem, embora importante.
Saiba bem o que lhe traz benefício
e dedique-se a isso

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