Os níveis de Reiki

A prática de Reiki leva-nos por um caminho de experiências, descobertas e partilhas, ao longo de várias etapas. A estas etapas chamamos níveis de Reiki, que são os patamares para cada competência, saber. Caminhar por estes níveis de Reiki, leva-nos a momentos de reflexão, muita prática e crescimento.

Quais os níveis de Reiki?

Hoje em dia temos dois tipos de orientações sobre níveis de Reiki:

  • (1) – Nível 1, Nível 2, Nível 3
  • (2) – Nível 1 (Shoden), Nível 2 (Okuden), Nível 3A (Shinpiden), Nível 3B (Gokukaiden)

Qualquer uma destas orientações está correcta, a primeira (1) é a que segue as orientações de curso da Mestre Takata e todos os sistemas derivados do Reiki Essencial, a segunda (2) é a que segue as estruturas do Mestre Usui e Hayashi, consideradas Reiki Tradicional e Jikiden Reiki. Também outros sistemas como o Gendai, do Mestre Hiroshi Doi, seguem esta segunda estrutura.

Onde está a diferença nos níveis de Reiki?

Nos dias de hoje já não encontramos grandes diferenças entre os sistemas. Muitos já adoptam as Técnicas Tradicionais que se encontram cada vez mais conhecidas, divulgadas, e separam o nível 3 em 3A e 3B.

No entanto, querendo ser mais exactos, podemos dizer que as diferenças encontram-se principalmente no nível 3. Tipicamente o sistema de Reiki Essencial (1) e seus derivados sistemas têm todos os saberes de nível 3 num único momento – a aprendizagem de saberes do nível e o ensinar a ensinar, independentemente de ser feito em 1 ou mais dias. Enquando que nos sistemas (2) encontramos uma separação clara dos ensinamentos – 3A para os conhecimentos do nível, em símbolo, prática e técnicas, o 3B para ensinar a ensinar.

Não podemos considerar que na distinção de níveis de Reiki possamos considerar um sistema melhor que o outro, mais depende de quem ensina e do empenho do praticante que propriamente do seu sistema base. No entanto, como matéria de reflexão, consideramos interessante a passagem de saber em momentos distintos, o que auxiliará o futuro Mestre a adquirir experiência, separando os saberes, colocando as questões e depois num outro momento aprender a ensinar, praticar e colocar as suas questões sobre o tema.

Imaginando uma situação, pode um Mestre de Reiki Essencial optar por diferenciar o seu nível 3 em duas sessões distintas, separadas por exemplo em 2/3 meses, permitindo o aluno ter espaço para assimilar cada um dos saberes distintos, que lhe foram transmitidos. No entanto está sempre no livre arbítrio do Mestre a sua forma de ensinar, sabendo também escutar as necessidades daqueles a quem ensina.

E como eram os níveis de Reiki no princípio?

Sabe-se que inicialmente o Reiki estava muito mais orientado ao Satori (a iluminação), tendo uma componente mais espiritual, interior, sendo depois acrescentadas as práticas terapêuticas com a colocação das mãos e, posteriormente, a inclusão de símbolos que auxiliavam os praticantes a atingir determinadas frequências com as quais poderiam trabalhar ao nível terapêutico e ao nível da elevação da sua própria consciência. Os alunos de Mikao Usui chamavam aos seus ensinamentos USUI-DO ou USUI-NO-MICHI.

Diz-se que o Mestre Usui foi influenciado por Jigoro Kano, o fundador do Judo, na divisão do seu curso, incluindo vários níveis de realização e conhecimento. Os níveis de Reiki eram rokyu, gokyu, yonkyu, sankyu, nikyu (1º símbolo), ikyu (2º), shodan (3º), nidan (4º), sandan, yondan, godan, rokudan, shichidan (nanadan), conforme ilustrados na seguinte imagem:

Descrição dos níveis de Reiki

Toda uma evolução nos níveis de Reiki, na forma de ensino, acréscimo de técnicas e símbolos, faz parte do crescimento natural de qualquer ensino. O Reiki não é diferente de outros saberes, no seu crescimento e evolução necessários.

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