Wu Hsin e a não dualidade
Se queremos falar da não dualidade, temos que falar de Wu Hsin. A sua simplicidade ilumina de tal forma o nosso caminho que não podemos ficar indiferentes à sua sabedoria.
“A procura termina quando o peixe compreende a inutilidade de procurar o oceano” ~ Wu Hsin
Influenciado pelas escolas de Confúcio, Mozi e pelas vertentes Taoistas, Wu Hsin apresenta três bases para a sua filosofia.
- Visão clara (Ming), quando deixamos de resistir e passamos a estar em harmonia, no plano dos fenómenos
- O Um opera pela multiplicidade, quando aprofundamos a visão clara. Essa multiplicidade, somos nós enquanto instrumentos do Um.
- A unidade, sofremos por nos considerarmos separados de algo, esse é um erro criado pela mente.
Segundo o livro “The lost Writings of Wu Hsin: Pointers to Non Duality” refere também a própria constituição do homem “tu és o que absorves”. Esta uma grande realidade que tanto desprezamos ou preferimos desconhecer. A nossa energia vem de muitas fontes, respiração, alimentação, ancestrais, céu, terra, etc… Absorvemos o que deixamos absorver, isso sem dúvida. Se cremos que tudo está contra nós, que tudo é negativo, o que estaremos a absorver? Que portas abrimos para que tal aconteça? Em que zona do nosso corpo se apresentam as doenças?
“Não há floresta, caverna, montanha, onde o homem se possa esconder de si mesmo”. Vamos colocar os pés bem assentes no chão, esvaziar a mente, abrir o nosso coração para nós próprios e perceber onde estamos a sabotar a nossa própria felicidade e tudo aquilo que o universo nos quer dar. Se não nos escutarmos, se não conhecermos as várias entradas, saídas e casas dos nossos corpos, estaremos sempre a colocar o problema nos outros, na vida, no universo. Wu Hsin ensina-nos a serenidade, a integração que devemos buscar pois nunca estivemos separados e que, bem ou mal, o Um opera através de nós, tudo com um único objetivo – o de viver em harmonia neste planto.
“O melhor altar não tem nada em si” – só uma taça vazia pode receber mais conteúdo. Se não nos esvaziarmos como podemos perceber o que se passa interior e exteriormente. Avaliar pensamentos, emoções e acções é igualmente importante. Nada como reflectir sobre o seguinte dito latino – o abismo invoca o abismo.
Que a prática da autoconsciência e o desenvolvimento de uma visão clara, auxilie cada vez mais o caminho para a iluminação, harmonia e felicidade.




Um comentário
Angela Vêscovi
Lindo _/\_