O silêncio interior no Tao do Reiki

Mesmo na meditação Gassho, ligando-nos ao Reiki, os pensamentos não param. Porquê?

Qual a necessidade de tanto pensamento que apenas nos devora a tranquilidade?

O Tao do Reiki

Absorvemos quantidades inimagináveis de informação a cada momento. O nosso consciente processa e remete para o subconsciente o excedente. Quando temos demasiados processos por resolver então entra a mente em acção. Envia constantemente informação atrás de informação para que possamos esvaziar os processos pendentes. São pequenos filmes, pequenas ratoeiras que na maior parte das vezes nos apanham.

A mente deve ser tratada como uma carruagem puxada por cavalos. Nós somos os condutores e os cavalos, os processos selvagens que temos a domesticar para chegarmos ao nosso destino. A serenidade, força de vontade e prática são essenciais.

A concentração ajuda a domesticar a mente. Focados num só ponto, sem nos apegarmos às imagens que se sucedem. Assim, a mente vai compreendendo que não é o tempo nem o lugar para querer comunicar.

O seguir “não deixes para amanhã o que podes fazer hoje”, ajuda muito. Estarmos tranquilos por termos resolvido as nossas tarefas, auxilia na serenidade da mente. Se não o pudermos fazer, devemos estar de bem com as nossas opções.

A prática dos cinco princípios de Reiki é essencial para este domar dos cavalos selvagens. Sermos bondosos connosco, compreendermos e aceitarmos a mente, ensinando-a a trabalhar em conjunto e não contra nós.

Experimentem recitar interior ou exteriormente esta frase:

Hoje permaneço em silêncio interior

Não me deixo afetar pelo exterior

Como vos ressoa?

Neste Tao do reiki, podemos ainda reflectir sobre a nossa postura com o exterior. O que nos faz ficar tão sobressaltados interiormente? O que nos leva a morder tantas vezes o anzol da turbulência?

Curvar-se permite a plenitude

Submeter-se permite a retidão

Esvaziar-se permite o preenchimento

Romper permite a renovação

Possuir pouco permite a aquisição

Possuir muito permite a ganância

Por isso, o Homem Sagrado abraça a unidade

Tornando-a o modelo sob o céu

Não julga por si, por isso é óbvio

Não vê por si, por isso é resplandecente

Não se vangloria, por isso há realização

Não se exalta, por isso cresce

Só por não disputar, nada pode disputar com ele

Antigamente se dizia: “Curvar-se permite a plenitude”

Como poderiam ser palavras vazias?

Assim, ao alcançar a plenitude encontra-se o retorno

Tao Te King

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