O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Livros de Reiki para Mestres de Reiki

Se estás a iniciar o teu percurso de Mestre de Reiki ou a aprofundar, poderás quer consultar livros de Reiki para complementar e dar outras perspetivas à tua sabedoria.

Existem vários livros de Reiki, cada um enriquecedor e, felizmente, com muitos autores portugueses e mesmo estrangeiros. Neste artigo, quero dar-te a perspetiva de alguns dos meus livros de Reiki para que te possa auxiliar nas várias temáticas que abordamos ao longo do ensino de Reiki.

Livros de Reiki para o caminho de Mestres de Reiki

Reiki a Energia Universal

Reiki a Energia Universal é o livro base para o ensinar a ensinar. Aqui são abordados os vários temas da nossa profissão, as dificuldades e também as alegrias. A prática de Reiki é toda observada segundo o ângulo de “como ensinar”. Terás também a explicação de como realizar o Reiju.

O Grande Livro do Reiki

O Grande Livro do Reiki é um manual prático para todos os níveis de Reiki, incluíndo o de Mestre de Reiki e também bastante útil para todos aqueles que ainda não conhecem a prática e pretendem introduzir-se ao tema.

Reiki Guia para Uma Vida Feliz

Compreender o significado profundo da “Arte Secreta de Convidar a Felicidade” e de porque Reiki é para a melhoria do corpo e da mente, é o propósito deste livro cujo enfoque é a explicação total dos 125 poemas do Imperador Meiji, da filosofia de vida de Reiki e muito muito mais ao longo de todos os níveis. Reiki Guia para Uma Vida Feliz é um livro inspirador para o entendimento da vivência do Usui Reiki Ryoho.

Reiki Guia do Método de Cura

O Mestre Usui, Takata e Hayashi indicaram-nos formas de aplicarmos os tratamentos, neste livro iremos observar o aspecto de como aplicar a terapia Reiki e está neste livro algo inédito que é a tradução para português do manual da terapia Reiki do Mestre Usui. Reiki Guia do Método de Cura é uma excelente abordagem para todos os que querem desenvolver o voluntariado e a arte terapêutica.

Reiki para o Corpo e a Mente

Uma boa forma de testares a tua prática e a forma de explicares as técnicas e a filosofia de vida de Reiki é através destas cartas técnicas de Reiki para o Corpo e a Mente.

O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética

Se pretendes complementar o teu saber sobre o vasto mundo dos Chakras, poderás ler muitas perspetivas e técnicas em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética, onde tens explicações simples e ao mesmo tempo aprofundadas sobre as visões ocidentais e orientais do corpo energético.

Estes são os vários livros que tenho para partilhar contigo, são apenas algumas das inúmeras perspetivas sobre o Usui Reiki Ryoho e sobre esta Arte Secreta de Convidar a Felicidade.

Viagem a Marrocos com Reiki, um caminho pelo nosso deserto

No final de Setembro de 2018 partimos para uma grande aventura para as terras de Marrocos. O nosso propósito era o de conhecer as magníficas terras africanas com o seu encanto, mas também compreender o nosso deserto interior e como seria a sua travessia.

E lá fomos, um grupo xx de praticantes e não só, com entusiasmo e grandes experiências para partilhar.

Em 2010 a escola CENIF irá realizar uma viagem a três ilhas dos Açores, as magníficas ilhas de São Jorge, Faial e Pico. O nosso tema será a Montanha e o Bambu, que é o tema original do livro Reiki Guia Para Uma Vida Feliz.

A nossa viagem a Marrocos com Reiki

Marraquexe

A 29 de Setembro chegamos a Marraquexe, o ponto de partida para a nossa aventura rumo ao deserto interior e ao Marrocos exótico.

MARRAQUEXE

Após pequeno almoço no hotel, partida para visita de dia inteiro à fantástica cidade de Marraquexe, a  segunda  cidade  imperial  mais  antiga,  conhecida  como  a  «Pérola  do  Sul»,  com  as  tumbas Saadianas, a Koutoubia, o Palácio da Bahia e os Jardins de Menara. 

Visitamos ainda os souks, das pequenas ruas sinuosas e a famosa Praça  Djemaâ El Fna.

 À noite fomos ter um jantar muito peculiar e em fantasia no famoso  restaurante  “Chez  Ali”, enquanto desfrutamos de um espetáculo de fantasia com shows de camelo, cavalos, folclórico e bailarinas do ventre.

AIT BEN HADDOU – BOUMALNE

A 1 de Outubro rumamos em jipes para Ouarzazate  via  Taddert  e  com passagem em   Tiz-in-Tichka. 

Continuamos até Aït Ben via Kasbah Telouet.

Visitamos as ruínas da  antiga Kasbah Ait  Benhaddou (Palco  de filmes  como  O Gladiador) e depois rumamos para Boumalne.

DE OUTUBRO – BOUMALNE – TINGHIR – ERFOUD – MERZOUGA

A 2 de Outubro, após um revigorante pequeno almoço, partimos para Tinghir pelo vale Dades e Kalaa M’Gouna, onde são plantadas as famosas rosas de marrocos.

Visitamos ainda as ruínas de Ksar Abbar e Rissani.

E chegamos ao maravilhoso deserto que em árabe se diz Sahara.

Tivemos a oportunidade única de fazer um passeio de camelo para observarmos o por do sol neste deserto “infinito”, de beleza e grandiosidade.

À noite observamos as estrelas, a via láctea e o silêncio do deserto.

Bem cedo na manhã seguinte, observamos o nascer do sol através de uma meditação e contemplação. Um dos momentos riquíssimos da nossa viagem.

MERZOUGA – TAZAINE – ALNIF

A 3 de Outubro partimos para Alnif, visitando também Tazain até à nossa chegada a Zagora, onde pernoitamos no hotel Riad Lamane.

ZAGORA – AGDZ – OUARZAZATE

A 4 de Outubro visitamos melhor a cidade de Zagora, onde pudemos visitar a biblioteca Tamgrou, com livros antiquíssimos e raros da cultura árabe, ainda conhecemos um pouco da prática sufi e pudemos observar a feitura de peças de cerâmica.

Partimos para as dunas de Tinfou e através do vale Daraa e Agdz, rumo a Ouarzazate.

Em Ouarzazate pudemos ver as suas magníficas Kasbahs – Taourirt e Tifoultout.

Regresso a Marraquexe

A 5 de Outubro rumamos de volta a Marraquexe, revendo as magníficas montanhas e terras que aqui e acolá surgiam com os seus oásis.

Regresso a Lisboa

No dia 6 de Outubro tivemos tempo para mais alguns passeios por Marraquexe e depois rumamos de regresso a Lisboa.

Muito obrigado à Filipa Lourenço pela excelente organização e todo o apoio incansável ao longo da viagem.

Em Junho de 2019 vamos rumar para três pérolas dos Açores.

Agenda Reiki de 2019

Este ano de 2019 criamos uma agenda para praticantes de Reiki que te irá auxiliar não só a organizar os teus dias, mas também a manter uma atenção especial nas reflexões que o Mestre Usui, Takata e Hayashi nos deixaram.

A agenda Reiki de 2019 do CENIF

Esta agenda apenas estará disponível no CENIF não está em venda ao público em geral.

Esta é uma agenda semanal, com poemas do Imperador Meiji, num conjunto de 144 páginas a uma cor, em argolas prateadas para facilitar o manuseio. O tamanho da agenda é o A5 para ser facilmente transportado no teu dia-a-dia.

Envio de Reiki para o Natal

O Natal é uma época muito querida, mas que também pode trazer algum stress. O envio de Reiki para o Natal pode ser uma forma de te preparares e também trabalhares positivamente a energia dessa época.

Como fazer o envio de Reiki para o Natal

O envio de Reiki pode servir para harmonizar situações, ou preparar-nos positivamente para os desafios que iremos ter. Não é a mudança de uma situação segundo a nossa vontade, nem é algo para que tudo apenas corra bem para nós.

A nossa prática de envio de Reiki é sim uma ação em que terá um impacto harmonioso para todos os intervenientes numa situação e, por isso mesmo, é uma ação excelente para o Natal.

Poderás fazer o envio de Reiki para o Natal em qualquer altura e momento, incluindo no próprio dia de Natal, o que será importante é mesmo o foco da tua intenção e depois, claro, a tua própria atitude:

  1. A intenção

    Observa o que a situação para a qual queres enviar Reiki necessita como intenção. É harmonia? É contentamento? É um tempo de aqui e agora?

  2. O envio de Reiki

    Vamos iniciar o envio de Reiki à distância para a situação que pretendes harmonizar no Natal. Visualiza os três símbolos do nível 2 e recita os seus mantras três vezes. Deixa a energia fluir para a situação.
    Quando quiseres terminar, visualiza novamente os três símbolos de Reiki e recita os seus mantras.

  3. O agradecimento

    O agradecimento genuíno é aquele que nos permite sentir a grande energia do universo e o entendimento necessário pela harmonia que todos nós devemos ter.
    Se agradeceres pela aprendizagem de uma situação difícil, com certeza que muito aprenderás com ela e com todos os que participam nessa situação.

  4. A atitude a manter

    Observa bem o que há a mudar em ti para que a situação seja o mais harmoniosa possível. Apesar de pensarmos que a responsabilidade está no outro, também nós por vezes temos um papel nas situações que acontecem. Poder corrigir é sinal de grande crescimento.

O envio de Reiki para o Natal é muito importante e não só para o teu Natal. Experimenta enviar Reiki para o Natal de todas as pessoas que o celebrem, que haja uma harmonia e paz genuínas, felicidade e contentamento.

Um pouco além de ser vegetariano

Ser vegetariano começa a ser uma tomada de consciência cada vez mais presente nos dias de hoje. Uns por razões de dieta, outros por questões ideológicas. Podemos considerar que tudo o que seja verdadeiramente bom para nós e para os outros está correto, mas precisamos ter um entendimento real do que está além de ser vegetariano.

Em quaisquer decisões que tomemos na nossa vida, precisamos sempre o fazer em harmonia e equilíbrio. Por exemplo de optamos por uma alimentação vegetariana ou vegan, precisamos observar e sermos observados se realmente é a melhor alimentação para o nosso tipo de corpo e necessidades do dia-a-dia, caso contrário, grandes desequilíbrios poderão surgir e originar doença.

Se nos tornarmos vegetarianos por ideologia, então há muito mais ainda que devemos ter em consideração, precisamos ir bem além do não consumir carne animal e compreender tudo o que está por detrás desse conceito.

Ser vegetariado por ideologia – o que esta além desse princípio

Quando optamos por não comer carne animal, muitas vezes é por pena de todos os seres vivos e por considerarmos desnecessário o seu sacrifício. Esse é um preceito que se segue corretamente, mas por vezes deixam-se outras coisas para traz como continuar a beber álcool, fumar, fumar “outras coisas” além de tabaco, ter más atitudes, entre muito mais.

Das culturas orientais surge este conceito do vegetarianismo, ou até mesmo de movimentos espirituais ocidentais, principalmente do século XIX. Indo observar aqueles que são movimentos milenares, observemos o Budismo.

No Budismo existem cinco preceitos. Eles indicam claramente cinco atitudes que os budistas devem adotar, em cada passo da sua mudança de consciência:

  1. Não matar (onde se inclui a vontade de ser vegetariano);
  2. Não rou­bar;
  3. Não men­tir;
  4. Não ter má con­du­ta ­sexual;
  5. Não se entorpecer com álcool ou drogas.

Não matar 

Não matar é um preceito que nos fala sobre respeito por todos os seres. Este não matar é também algo que pode ser entendido como não magoar, o que nos faz ter ainda mais consciência dos nossos atos, palavras e pensamentos.

Sobre o comer carne, Buda indicava algo de muito interessante no seu Sutra do Grande Nirvana.

Aqueles que comem carne per­tur­bam o desen­vol­vi­men­to da grande com­pai­xão. Onde quer que andem, parem, se sen­tem ou se dei­tem, o chei­ro da carne que come­ram pode ser sen­ti­do por ­outros seres sen­cien­tes, os quais, con­se­quen­te­men­te, se ame­dron­tam.

Sutra do Grande Nirvana

Mas será que ao comer vegetais não estaremos também a incorrer no mesmo erro?

Sim e não. Segundo Buda, os animais têm também consciência e como tal, devem ser respeitados pois estão também a fazer um caminho como nós próprios. No entanto, também as plantas são dotadas de uma natureza búdica e estudos recentes mostram reações perante situações e algo que para nós seria identificado como emoções. É por isso mesmo que algumas religiões e movimentos como o Jainismo tentam observar o máximo possível de Ahimsa, a não violência para com tudo o que é vivo.

Pessoas que gos­tam de matar cau­sam repul­sa noutros seres vivos, ao passo que aque­las que não gos­tam de matar ­atraem para si os ­outros seres vivos.


Tratado sobre a Perfeição da Grande Sabedoria

Não rou­bar

Muitas vezes usamos coisas que não são nossas para benefício próprio e consideramos apenas oportunidade. De um ponto de vista kármico é algo como roubar. Quando alguém se apega a essas oportunidades, ficam a considerá-las um direito e, a partir daí, muito sofrimento pode surgir e desenvolverem-se as sementes da cobiça e da raiva.

Não roubar também nos ensina a saber valorizar. Por vezes não queremos roubar ninguém, mas queremos ter a melhor vantagem para nós mesmos, então desvalorizamos o outro. Se o outro estiver em grande necessidade, ele sucumbirá a essa desvalorização. Que erro cometemos nós?

O Buda disse:

“Ananda, como igno­ram a ver­da­de, os seres sen­cien­tes aferram-se aos seus dese­jos e ocul­tam A sua sabe­do­ria sob o véu das suas ­ideias pre­con­ce­bi­das”.

BUDA, Sutra do Grande Nirvana

Não men­tir

Podemos mentir omitindo ou mentir intencionalmente. Por vezes julga-se que apenas se conta meia verdade, ou melhor, meia mentira, o que é algo que pode levar às mesmas condições prejudiciais da mentira por si. A duplicidade, a distorção da verdade, poderá ser também um ato muito grave pois trata-se da manipulação da realidade e até da vida dos outros.

Aquele que mente ilude – pri­mei­ra­men­te a si pró­prio e ­depois aos ­outros. Trata a ver­da­de como se fosse falsa e o falso como ver­da­dei­ro. Confundindo total­men­te o ver­da­dei­ro e o falso, não con­se­gue aprender o que é bené­fi­co. Ele é como um reci­pien­te tapa­do no qual a água limpa não pode ser des­pe­ja­da.

Tratado sobre a Perfeição da Grande Sabedoria

Não ter má con­du­ta ­sexual

A má conduta sexual toca também nos preceitos anteriores, o que implica termos respeito por todos e não mentirmos e não os desvalorizarmos.

Muitas vezes a má conduta vem de uma má consideração por nós próprios ou por uma falta de olhar para os outros com o respeito que merecem. O que este preceito também nos pede é uma vida em equilíbrio, o que nada tem a ver com ser celibatário, esta parte apenas está reservada aos monges.

Não abu­sar de dro­gas ou bebi­das alcoólicas

Quando estamos alterados pelo uso de substâncias entorpecedoras ou que alteram a nossa vigilância, a consciência fica nublada, distante e o resultado das nossas ações, palavras e pensamentos, poderá ser o que não queremos.

Este é um preceito que em primeiro lugar nos indica que estas substâncias são más para nós próprios e que nos levam a perder o autocontrole, por opção própria, tal poderá ter efeitos no nosso próprio discernimento sobre o que é bom ou mau, o que é correto ou incorreto na vida.

E queres passar uma vida inconsciente ou consciente?

Quem qui­ser atra­ves­sar o gran­de ocea­no do nas­ci­men­to e da morte deve obser­var os Cinco Preceitos de todo o cora­ção e com a mente por intei­ro.


Sutra Upasaka-shila (Sutra sobre os Preceitos de Upasaka)

Como vês, ser vegetariano poderá ter muito mais por detrás como atitude que apenas o não matar seres vivos, ou consumir a sua carne, na verdade, isso nada é se apesar de não consumires outros seres te destróis a ti mesmo. A vida deu-te vida e tens uma responsabilidade para com a vida.

Aquele que obser­va os Cinco Preceitos é sem­pre superior até mesmo que o mais rico e pode­roso que os vio­la.

A fra­grân­cia das flo­res e da doce madei­ra ao longe não pode ser sen­ti­da, mas a doce fra­grân­cia da mora­li­da­de em todas as dez dire­ções será sen­ti­da. 

Aquele que obser­va os Cinco Preceitos está sempre ale­gre e satis­fei­to e sua boa repu­ta­ção à distância será conhe­ci­da; seres celes­tiais amor e res­pei­to por ele sentirão e a sua vida neste mundo será com doce êxta­se preenchida.

Tratado sobre a Perfeição da Grande Sabedoria

Estes preceitos Budistas não são também para serem encarados de uma forma radical. Há uma história em que um barman pergunta a um monge. “Mestre, sou budista e vendo bebidas alcoólicas aos outros, será que devo desistir do meu trabalho? Mas preciso dele para viver”.

O Mestre indicou-lhe o seguinte “Quando tiveres condições para saíres e não tiveres que vender mais bebidas alcoólicas aos outros, então será a altura de o fazeres”. 

Como vês, tudo em harmonia, a tomada de consciência deve ser feita pelo caminho do meio.

Reiki para as resoluções de ano novo – 5 dicas úteis

Quando um ano começa a terminar, iniciamos a lista das resoluções de ano novo que pretendemos. Parece que já sentimos aquela oportunidade de recomeçar ou começar algo novo e é verdade, existe mesmo essa oportunidade.

Porque não agarrarmos as resoluções de ano novo também através da prática de Reiki?

Cinco dicas de Reiki para as resoluções de ano novo

Quero partilhar contigo cinco dicas das nossa prática do Usui Reiki Ryoho para te auxiliar com as resoluções de ano novo. São elas:

  1. Autotratamento;
  2. Meditação;
  3. Atitude Positivo;
  4. Filosofia de Vida;
  5. Voluntariado.

Estas cinco dicas, tenho a certeza, irão empoderar-te, dar mais força, harmonia e equilíbrio para que cumpras outras resoluções de ano novo nos mais variados campos da tua vida.

Reiki, em primeiro lugar, será para a tua tomada de consciência e é isso mesmo que iremos trabalhar em cada uma das dicas que teremos de seguida.

Cuidar de mim mesmo – 21 dias de autotratamento

A prática de Reiki implica que devemos ter um olhar especial para nós mesmos, ou seja, devemos saber cuidar de nós e aplicarmo-nos nessa tarefa (o quarto princípio). Assim, porque não recomeçares um processo de 21 dias de autotratamento?

Coloca corretamente a tua intenção para cada dia de autotratamento. Observa o que queres realmente mudar.

Começar a meditar

A meditação está intimamente ligada à prática de Reiki e o Mestre Usui tinha duas formas de o fazer:

  1. Meditar ancorando na respiração

    Uma forma de cultivares a mente vazia é através do foco na respiração, mantendo a tua atenção em cada movimento que o teu corpo faz quando o ar entra e o ar sai, quando a energia se acumula e espalha pelo corpo. Vivencia a técnica Joshin Kokyu Ho.

  2. Meditar num ensinamento

    Uma prática também comum era a reflexão através dos 125 poemas do Imperador Meiji.

Começar a meditar pode ser uma excelente resolução de ano novo e algo a levares como prática para toda a tua vida. Meditação não é posições esquisitas, é uma atitude de concentração com determinada intenção. Vale a pena entregares-te à prática, pouco a pouco e verás como consegues.

Praticar com entusiasmo

Ter uma atitude positiva é tão importante quanto praticar com entusiasmo, isto quer dizer que um praticante de Reiki precisa ir construindo um outro olhar sobre a vida.

Observar os nossos limites ou as condições que ainda nos trazem desequilíbrio e desarmonia, que por vezes se manifestam em doença, é algo de extraordinário. Trazer consciência sobre as questões é positivo, mas a forma como te apegas a essas questões ou tens um entendimento para as resolver, fará toda a diferença.

Quando praticamos o Usui Reiki Ryoho com entusiasmo obtemos mais resultados, não porque Reiki é melhor que qualquer outra coisa, mas porque nós estamos a fazer algo que nos faz sentido.

O teu entusiasmo é que irá assegurar a continuação, a progressão e a disciplina necessária. Ao teres como resoluções de ano novo realizares a prática com entusiasmo, estarás também a levar essa força e energia renovada a tantos outros objetivos que tens pela vida fora.

vida feliz mikao usui

Viver os princípios

O mais extraordinário na prática de Reiki é a nossa filosofia de vida que, em parte, reflecte-se nos cinco princípios de Reiki.

Tudo começa com Só por hoje e as tuas resoluções de ano novo precisam ter esta atitude, compreender que cada coisa deve ser vivida no seu momento e um dia de cada vez. Sabemos que vamos projetar-nos para o futuro e reviver o passado, mas a nossa atenção no momento presente trará toda a diferença para o que fazemos e a forma como vivemos.

Viver com uma filosofia de vida é ter uma bússola orientadora que nada afecta as tuas crenças, mas que por vezes ainda as reforça e valida. Criar harmonia, confiança, fazer crescer a gratidão, honestidade e viver uma vida de bondade, traz-nos o entendimento do que é uma vida pacífica e feliz.

Praticar voluntariado

Algo que estimulamos muito, principalmente a partir do segundo nível é a prática do voluntariado, ou seja, a doação da terapia Reiki a outros. No CENIF tanto o fazemos através dos sábados voluntários, que são projetos dos alunos de nível 2 e 3, como também através do Hospital Itinerante de Reiki.

A doação na verdade começa também no primeiro nível nas aulas. Quando alguém não se sente bem, todos praticam Reiki para o auxiliar e este é o espírito de construir atitudes positivas e um mundo melhor, não só interior, mas também exterior.

Porque não colocares como resoluções de ano novo o voluntariado? Temos mesmo muito para fazer para muitas áreas, é só mesmo propores-te.

As resoluções de ano novo são sempre um desejo de mudança que temos. Umas vezes conseguimos, outras nem por isso. Talvez nem sejam o mais importante para nós, mas o que é verdade é que tudo o que é interior, de mudança de consciência, dá muito trabalho e requer grande resiliência.

Por isso mesmo, observa bem as tuas resoluções de ano novo, reflete com os cinco princípios e tem uma atitude positiva. Se assim for, de certeza que as cumprirás. Lembra-te do esforço dos 21 dias de autotratamento, a disciplina é necessária para tudo na vida, mas deve ser feita com entendimento e alegria.

Recordações de uma viagem ao Japão com Reiki

Em 2017 embarcamos para uma viagem ao Japão, num tempo em que existia a tensão mundial causada pela Coreia do Norte, mas que a nossa prática nos dizia “Só por hoje, confia“. Confiamos, fomos e vivenciamos dias maravilhosos, partilhados com praticantes incríveis.

Em Setembro de 2019 iremos fazer uma nova viagem ao Japão, com um percurso ligeiramente diferente, trilhando ainda mais o caminho do nosso querido Mestre Mikao Usui.

Viagem ao Japão com Reiki e bons praticantes

Lisboa – Tokyo

O grupo de praticantes partiu de Lisboa a 9 de Outubro e chegamos a Tokyo no dia 10, após fazermos escala no Dubai.

Tokyo

A 11 de Outubro iniciamos o nosso caminho pelo Reiki indo prestar a nossa homenagem ao Memorial erguido pelos seus alunos em Fevereiro de 1927, no templo Saihoji.

O grupo à entrada do Templo Saihoji.

Visitamos ainda os jardins e templo Shintoísta dedicado ao Imperador Meiji e à Imperatriz Shoken.

Tori na entrada do Templo dos Imperadores.

Tivemos ainda tempo para conhecer o Templo de Asakusa Kannon, Nakamise e Ginza.

Templo e lojas de Asakusa Kannon.

Hakone

No dia 13 de Outubro partimos para o Parque Nacional de Hakone, onde passeamos pelo Lago Ashi e visitamos o Santuário de Hakone.

Torii no lago Ashi.

Subimos ao Monte Komagatake e usufruímos da paisagem circundante. Em alguns dias, deste ponto é avistado o Monte Fuji.

Templo Shintoísta em Hakonen
Uma refeição em Hakonen.

Kamakura

Em mais uma viagem ao Japão, não podíamos deixar de partilhar a beleza de Kamakura.

A vista de Kamakura para o mar.

Visitamos o Templo Kotokuin onde está a estátua de Daibutsu, o Grande Buda e também o Templo Hase.

Podemos ainda apreciar o grande completo de templos Shintoístas de Kamakura e observar um casamento tradicional.

Casamento tradicional.


Gatinho do filme anime Kiki Delivery Service.

Kuramadera – o Monte Kurama

O Monte Kurama foi um lugar muito especial para todos nós. Celebramos o Usui Reiki Ryoho e o momento de iluminação do Mestre Usui com sintonizações para todos os praticantes. 

Um templo especial em Kuramadera.

Ao longo de todo o caminho meditamos, usufruímos e vivenciamos a energia especial deste monte tão maravilhoso.

Local onde se diz ter estado o Mestre Usui em retiro, no ano de 1922.
Monte Kurama.

Kyoto

A 17 de Outubro visitamos o Castelo Nijo, em Kyoto, o Templo Kinkakuji com o seu maravilhoso pavilhão dourado, assim como os Templos Kiyomizu, Ninenzaka e Sannenzaka.

Carimbos no passaporte dos templos.

Taniai

A 18 de Outubro celebramos a nossa estadia com uma visita muito especial e única – a aldeia onde nasceu o Mestre Usui – Taniai.

Torii de entrada para o Templo.
Torii patrocinado pela família de Mikao Usui.

Visitamos também Santuário Amatake, onde estão sepultados muitos familiares Usui.

Um lugar maravilhoso perto de Taniai onde realizamos Reiju a todos os praticantes.

Nara

Visitamos Nara a 19 de Outubro, onde nos deslocamos até ao tempo Todai-ji, onde no seu centro está uma grandiosa imagem de Buda.

Templo Todaiji

Divertimo-nos muito no Parque dos Veados Sagrados, uns amiguinhos de quatro patas muito sociáveis e sempre à procura de interação.

Os veados sagrados.

Visitamos ainda o Santuário Shintoísta de Kasuga.

Sacerdote Shintoísta.

Já de regresso a Kyoto, fomos visitar os milhares de pórticos Torii, de cor vermelha, do Santuário de Fushimi Inari, onde existe também uma agradável feira e pequena vila.

Fujimi Inari.
Dentro dos mil torii.
A refrescarem-se num momento de pausa, usando kimonos.


Koyasan – o Monte Koya

Koyasan é um dos santuários budistas mais venerados do Japão e a 20 de Outubro partimos para essa montanha sagrada e maravilhosa.

O grupo à entrada do complexo de templos.
Nagomi Jizo.
Cemitério em Koyasan.

Visitámos os Templos Okunoin e Kongobuji.

Dainichi Nyorai.
Jardim Zen.
Jardim Zen.
A purificação.
Dainichi Nyorai.
Em contemplação.
Jardim Zen.
Torre do templo.

Depois desta visita maravilhosa, fomos pernoitar a um templo onde tivemos uma refeição memorável e ainda uma aula de caligrafia como forma meditativa.

No dia seguinte foram entregues os manuscritos ao templo, durante uma cerimónia budista.

Chá em meditação.

Osaka

No dia 21 de Outubro, após o pequeno almoço no Templo do Monte Koya, chegamos à cidade de Osaka, a terceira maior cidade do Japão e lugar da grande industria e comércio do oeste japonês. Nesta cidade visitamos o Castelo de Osaka, construído em 1586 por Toyotomi Hideyoshi, uma fortaleza de cinco andares.

Castelo de Osaka

Tivemos também a oportunidade de visitar o Observatório de Umeda, que nos presenteou com uma vista maravilhosa sobre o vasto território de Osaka.

Uma das vistas de Osaka.

No dia seguinte ainda passeamos bastante pela cidade, conhecendo as suas ruas famosas e lugares maravilhosos.

Uma das muitas ruas famosas de restaurantes.
Osaka de cores maravilhosas.
Torii nos arredores de Osaka.
Gatinhos da sorte.
Uma representação dos Kami.
Árvore sagrada.

Regresso a Lisboa

No dia 23 regressamos a Lisboa, mantendo no coração as grandes experiências que tivemos e o convívio maravilhoso que nos foi proporcionado. Muito obrigado Mestre Usui por este caminho tão incrível, árduo sem dúvida, mas cheio de oportunidades para nos tornarmos mais felizes.

No aeroporto de Osaka.

O nosso muito obrigado aos praticantes desta viagem, à Filipa Lourenço por todo o apoio e à nossa guia Michiko que fez grandes esforços para que sempre estivéssemos o mais bem acolhidos e felizes.

Muito obrigado Filipa Lourenço.

Testemunhos sobre a viagem ao Japão com Reiki em 2017

Podes ler alguns dos incríveis testemunhos desta viagem na nossa Revista Usui #4.

O Sutra Sallatha – o ensinamento da flecha

A compreensão do sofrimento humano é um dos pilares do Budismo. Compreender como encarar o sofrimento pode ser a diferença entre uma atitude sábia ou uma observação à luz do desconhecimento. Sabedoria e ignorância podem jogar um papel muito importante também na resolução da dor.

Buda tem um conselho para nós sobre a dor e ele está inscrito num dos seus muitos ensinamentos – o Sutra Sallatha.

O Sutra Sallata

Monges, uma pessoa comum sem instrução, sente sentimentos de prazer, sentimentos de dor, sentimentos de nem-prazer-nem-dor. Um discípulo bem instruído, da classe nobre, também sente sentimentos de prazer, sentimentos de dor, sentimentos de nem-prazer-nem-dor. Então, que diferença, que distinção, que fator distintivo existe entre o discípulo bem instruído dos nobres e a pessoa comum não instruída?

Para nós, Senhor, os ensinamentos têm o Abençoado (Buda) como a sua raiz, o seu guia e o seu árbitro. Seria bom que o Abençoado explicasse o significado desta declaração. Tendo ouvido isso do Abençoado, os monges irão lembrar-se disso.

Nesse caso, monges, escutem e prestem muita atenção. Eu irei falar.

“Como disseres, senhor”, os monges responderam.

O Abençoado disse: “Quando tocado por um sentimento de dor, a pessoa comum, sem instrução, sofre, aflige-se e lamenta-se, bate no peito, fica perturbada. Então ela sente duas dores, a física e a mental. Assim como se fossem atirar a um homem uma flecha e, logo de seguida, atirassem nele outra, para que sentisse as dores de duas flechas. Da mesma forma, quando tocado por um sentimento de dor, pessoa comum, não instruída, sofre, aflige-se e lamenta-se, bate no peito, fica perturbado, por isso sente duas dores – a física e a mental.

Como ele é tocado por aquele sentimento doloroso, ele é resistente. Qualquer obsessão por resistência em relação àquele sentimento doloroso o obceca. Tocado por aquele sentimento doloroso, ele deleita-se no prazer sensual. Por que? Porque a pessoa comum, não instruída, não discerne qualquer fuga do sentimento doloroso, além do prazer sensual. Enquanto ele se delicia com o prazer sensual, qualquer paixão obsessiva em relação àquele sentimento de prazer o obsessa. Ele não discerne, como na verdade está presente, a originação, o desaparecimento, a atração, o recuo ou a fuga desse sentimento: como a pessoa não percebe a originação, o desaparecimento, a atração, o recuo ou a fuga desse sentimento, então qualquer obsessão por ignorância em relação àquele sentimento de nem-prazer-nem-dor, o obceca.

Sentindo uma sensação de prazer, ele sente como se estivesse unido a ela. Sentindo uma sensação de dor, ele sente como se estivesse unido a ela. Sentindo um sentimento de nem-prazer-nem-dor, ele sente como se estivesse unido a tal. Assim é chamada de pessoa comum, não instruída, que se une com o nascimento, o envelhecimento e a morte, com tristezas, lamentações, dores, aflições e desesperos. Ela está unida, digo-lhe, ao sofrimento e stress.

Agora, o discípulo nobre, bem instruído, quando tocado com um sentimento de dor, não se entristece, aflige ou lamenta, não bate no peito nem fica perturbado. Então ele sente uma dor – física, mas não mental. Exatamente como se fossem atirar a um homem uma flecha e, logo depois, não atirar nele outra, para que ele sentisse a dor de apenas uma flecha, da mesma forma, quando tocado por um sentimento de dor, o discípulo nobre, bem instruído, não se entristece, aflige ou lamenta, não bate no peito nem fica perturbado, sente uma dor: física, mas não mental.

Ao ser tocado por esse sentimento doloroso, ele não é resistente. Nenhuma obsessão por resistência em relação àquele sentimento doloroso o obceca. Tocado por aquele sentimento doloroso, ele não se deleita no prazer sensual. Por que? Porque o discípulo nobre, bem instruído, discerne uma fuga do sentimento doloroso para além do prazer sensual, pois não se deleita no prazer sensual, nenhuma obsessão por paixão em relação àquele sentimento de prazer o obceca, ele discerne, como na verdade está presente, originação, falecimento, fascínio, desvantagem e fuga desse sentimento. Quando ele discerne a originação, o desaparecimento, a atração, o recuo e a fuga desse sentimento, não há obsessão por ignorância em relação àquele sentimento de nem-prazer-nem-dor o obceca.

Sentindo uma sensação de prazer, ele sente que se separou dela. Sentindo um sentimento de dor, ele sente-se disjunto. Sentindo um sentimento de não-prazer-nem-dor, ele percebe que é separado dele. é chamado de um discípulo bem instruído dos nobres, separado do nascimento, do envelhecimento e da morte, das tristezas, lamentações, dores, aflições e desesperos. Ele está disjuntivo, digo-lhe, do sofrimento e do stress.

Essa é a diferença, essa é a distinção, esse é o fator distintivo entre o discípulo bem instruído dos nobres e a pessoa comum sem instrução.

A pessoa perspicaz, culta,
não sente uma sensação mental de prazer ou dor:
Esta é a diferença na habilidade
entre o sábio e a pessoa comum.

Para uma pessoa instruída
que já aprofundou o Dharma,
claramente vendo este mundo e o próximo,
as coisas desejáveis não lhe encantam a mente,
e as indesejáveis não fazem resistência.

A sua aceitação
e rejeição estão espalhadas,
foram para o seu fim
não existem.

Conhecendo um estado sem pó, sem tristeza,
ele discerne corretamente,
foi além, além ainda de se tornar,
foi para a margem longínqua.

Natal sem stress com cinco dicas

Como poderemos ter um Natal sem stress?

Esta é a pergunta que muitas pessoas fazem pois o Natal tanto nos pode trazer bons momentos, como um caminho bem árduo e stressante até lá chegar. Desde as compras para a comida, aos presentes, desde os trabalhos de última hora até aos inúmeros jantares de Natal e, pelo meio, ter que lidar com algumas pessoas e situações que nos trazem sempre frio no estômago.

Como passares um Natal sem stress em cinco passos

Como praticantes de Reiki, temos uma das mais incríveis ferramentas ao nosso dispor – os cinco princípios de Reiki. Estes são os pilares do caminho que percorremos ao longo da vida e são valores universais e humanos que fazem de nós pessoas mais conscientes e genuínas. 

Vamos observar como podemos passar um Natal sem stress com os cinco princípios e a grande constatação da nossa atitude – só por hoje:

  1. Só por hoje

    Tenta levar cada momento como cada momento que é, não anseies pelo que está a vir, fica atento ao que estás a fazer neste preciso momento. Dá a atenção que cada coisa e pessoa necessita.

  2. Sou calmo

    Cria harmonia. Esta tua harmonia será muito importante para que os outros também se sintam bem. Se estiveres a correr, essa vibração também se irá espalhar para os outros, se eles também estiverem numa correria, essa energia irá multiplicar-se e tudo fica confuso, como o trânsito, o supermercado, o trabalho. Mantém a harmonia, ela é uma jóia preciosa e insubstituível.

  3. Confio

    Confia no que a vida tem para te dar e no que tu tens a dar à vida. 

  4. Sou grato

    Por vezes mais vale a pena o pouco que o muito. Algo que é feito de coração e dado incondicionalmente, traz-nos grande contentamento. A dificuldade é verdadeiramente encontrarmos o significado do incondicional. Reflete sobre isso, sobre o dar e o receber.

  5. Trabalho honestamente

    Sê verdadeiro e diligente em tudo o que fazes. Não precisas ter um quilo de fatias douradas ou sonhos, por vezes basta meia dúzia feitos com amor, são bem mais apreciados.

  6. Sou bondoso

    A tua bondade não está só no dar, também no saber receber e partilhar. Este é um tempo de saber estar em conjunto, muitas vezes quando não há harmonia. Como poderás trazer para fora aquela luz quentinha e bondosa que tens dentro de ti?
    Aplica o teu autotratamento para que este Natal estejas ainda mais calmo e bondoso… uma coisa de cada vez e sempre em gratidão.

Acima de tudo esta época é para aproveitarmos o verdadeiro significado que ela tem, medita um pouco sobre isso, sente o que é realmente o espírito de Natal e deixa-te preencher com essa sabedoria.

Só por hoje, tem dias felizes e um Natal sem stress.

A energia densa sobe ou desce quando é limpa?

A energia densa é um tipo de vibração que podemos dizer ser um pouco mais “pesada” se é que pudéssemos atribuir um “peso” à energia. Se estivermos felizes, estaremos a gerar uma energia mais “leve”, se estivermos tristes ou com demasiados pensamentos desconstrutivos, estaremos a gerar energia densa ou “mais pesada”.

A energia densa não é típica de apenas certas pessoas, ou não poderemos rotular alguém por ter energia densa pois todos nós temos esse tipo de energia, umas vezes por a produzirmos, outras por a acumularmos indirectamente.

Existem vários tipos de energia densa e o mais comum que está em nós e na nossa aura é algo que tem tendência a descer. Por exemplo, ao realizar-se uma sessão de Reiki, esse tipo de energia tem tendência a descer pelo enraizamento, na direção da Terra, ou “sai” da aura e fica no “chão”. É por isso mesmo que por vezes sentimos os pés pesados ou com formigueiros, ao passar por um local com energia densa ou após um tratamento mais pesado.

Alguns tipos de energia densa sim, podem “subir”, mas o mais comum mesmo é ficar ao nível do chão ou serem absorvidos pela Terra.

Faz mal enviar a energia densa para a Terra?

Se observarmos o que nos rodeia e nós mesmos, os nossos pensamentos e ações, tendo consideração que a energia densa tem mais propensão a descer, então poderemos compreender que a Terra também se encontra mal ao nível energético.

É muito natural a energia densa ser absorvida e transmutada pela Terra, é um pouco como o adubo das folhas que caiem das árvores, no entanto, quando há um excesso, torna-se difícil lidar com o adubo e aproveitá-lo corretamente.

Então qual é o papel do praticante de Reiki nesta questão?

Devemos zelar cada vez mais pela energia da Terra. É impossível não lidar com a energia densa e muitas vezes inventam-se teorias, mas a realidade é simples, baixa vibração, tende a ir para baixa vibração, por isso mesmo, se tens o nível 2 ou 3 de Reiki, precisas enviar cada vez mais Reiki para a Terra, para a transformação dessas energias e para a harmonia do planeta e de todos os seres vivos.

Envio de Reiki para a Terra

A limpeza da energia densa

Na prática de Reiki temos três técnicas excelentes para nos ajudar a limpar a energia densa, de forma direta:

  1. Banho seco – a limpeza da energia mais densa que está perto do nosso corpo físico;
  2. Chuva de Reiki – a limpeza da energia densa que está na nossa aura;
  3. Enraizamento – o descarregar da energia densa.

Após realizares a primeira e segunda técnica, podes (deves) limpar a energia densa que fica no chão. Se tiveres o segundo nível isso pode ser feito com o Seiheki.

Como aplicar as três técnicas de limpeza da energia densa

Além destas três técnicas, temos naturalmente o autotratamento ou tratamento de Reiki realizado por outra pessoa, que nos auxilia a limpar a energia densa acumulada.

Porque Vivemos – uma lembrança que reforça o espírito do natal

Ontem tive o grande gosto de receber do Mauro Nakamura, uma lembrança que o Sr. Yamazaki enviou da Ichimannendo, o filme Porque Vivemos, a versão japonesa, que em Janeiro de 2019 será lançado nas salas de cinema de Portugal.

O filme é inspirado no livro com o mesmo nome, Porque Vivemos do prof. Kentetsu Takamori, que terá também o seu lançamento em Portugal em Janeiro de 2019, pela Editora Nascente.

Esta lembrança do Sr. Yamazaki recordou-me um texto muito importante do livro:


A satisfação de conquistar a maior parte dos objetivos dura pouco, em breve perde a cor e transforma-se em lembrança. A satisfação de realizar o propósito da vida é, porém, absolutamente diferente e nunca desaparece.

Kentetsu Takamori

Realizar o propósito de vida, muitas vezes é apenas sermos naturais e cumprirmos corretamente o que devemos fazer.

Aproveito e partilho contigo uma introdução ao filme, feita pelo Mauro, quando Porque Vivemos foi lançado no Brasil.

Começar um novo ano sem dívidas

Sempre que se chega um final de ano fazemos uma revisão e nada melhor que terminar e começar um novo ano sem dívidas, mas estas dívidas não têm que ser necessariamente monetárias.

Quando começamos a seguir a filosofia de vida do Usui Reiki Ryoho, compreendemos que há coisas que precisamos saber desapegar, pois estaremos ou a sobrecarregar-nos com dívidas ou a criar dívidas aos outros.

Ano novo sem dívidas numa perspetiva da prática de Reiki

A dívida implica que há algo a dever, algo que foi feito ou pedido que necessita de um equilíbrio para todas as partes. Quando criamos a energia de uma dívida, ela pode prender-nos a um determinado tempo e impedir-nos de avançar com a vida. Como se pode explicar isto?

Em muitas coisas da nossa vida nós temos tendência a procrastinar, adiamos, adiamos e adiamos ainda mais um pouco. Ou por esquecimento, ou por acharmos não ser importante ou ainda porque não temos capacidade no momento para lidar com a situação, quer seja por medo, por indecisão ou apenas porque estamos a ser irresponsáveis, não queremos assumir um compromisso.

Quando isso é traduzido para o campo da dívida, podemos começar a compreender porque algumas coisas não se movimentam mais – por vezes andamos a carregar muitas dívidas na nossa mente e no nosso coração.

Quantas mais carregamos, mais parados ficamos.

É por isso mesmo que devemos libertar-nos das dívidas, mesmo que sejam aquelas de dizer um obrigado ou de pagarmos €20.

O mesmo conceito se aplica para a criação de dívidas que levamos para o outro. Há alturas em que criamos condições de dívidas quando a pessoa nunca nos pediu isso e este aspecto é também muito importante de sanar, pois estás a apegar-te a uma pessoa e fazes com que a energia estagne aqui.

Como observar os cinco princípios para começar um ano novo sem dívidas

Uma boa forma de começares o teu ano novo sem dívidas é compreenderes todo este conceito através dos cinco princípios.

  1. Só por hoje

    Neste preciso momento, faz uma revisão do que achas que deves aos outros e do que achas que os outros te devem a ti. Pesa essas dívidas. Em relação às tuas, sabes o que deves fazer, em relação às que os outros têm para contigo, serão realmente importantes? Há apego? De que forma isso te condiciona a vida?

  2. Sou calmo

    Criar harmonia significa não gerar dívidas, tudo está bem. Observa esta questão das dívidas em relação à harmonia na tua vida e de que forma isso te tem perturbado.

  3. Confio

    Se estás a adiar o pagamento de dívidas é porque? Apenas questões financeiras ou porque há uma outra atitude encoberta? Esta reflexão poderá também trazer uma grande serenidade à tua autoconfiança.

  4. Sou grato

    Que lições tens a aprender com as dívidas que foste acumulando, o que achas que há a mudar com o ano novo?

  5. Trabalho honestamente

    Sê diligente a resolver as tuas dívidas. Se não o és isso acontece porque?

  6. Sou bondoso

    Resolver as dívidas poderá ser um ato de bondade, de valorização dos outros ou até mesmo de perdão. Como te sentes perante esta perspetiva?

Para terminarmos esta reflexão, principalmente se te sentes um pouco desorientado na vida, há algo que te pode ajudar a compreender o caminho, isso é uma simples questão: A vida é única, como poderás pagar à vida pela vida que tens?

A prática de Reiki auxilia-nos principalmente a despertar a consciência, é por isso mesmo que o nosso caminho tem tudo a ver com “A Arte Secreta de Convidar a Felicidade“.

Desintoxicação pós natal e pré também

Aproxima-se uma grande época festiva e por vezes pensamos na desintoxicação pós natal pela quantidade de doces e comida que se avizinham para a mesa. São os imensos almoços e jantares de natal, os doces maravilhosos da cozinha portuguesa e claro, o convívio que traz sempre mais aconchego quando acompanhado por boa comida e bebida. Esta é a típica época natalícia em Portugal, mas podemos ter alguns truques com a prática de Reiki para nos auxiliar na desintoxicação pós natal.

Como aplicar a desintoxicação pós natal

Depois de te teres divertido muito e, possivelmente, comido alguns fritos a mais, podes experimentar várias técnicas detox incluindo a desintoxicação pós natal com Reiki que te recomendo.

A aplicação da desintoxicação pós natal pode ter duas fases distintas ou que podem ser feitas de forma integrada. Se comeste mesmo em demasia tem atenção aos efeitos do Heso Chiryo, por isso aplica o autotratamento em primeiro lugar e reduz para cinco minutos a aplicação da técnica.

  1. Autotratamento

    Coloca a intenção de te ajudar a desintoxicar o corpo da alimentação excessiva e depois aplica o autotratamento completo.

  2. Heso Chiryo – a técnica da desintoxicação

    Podes fazer a técnica independentemente do autotratamento ou então na altura em que chegas à região do Chakra Esplénico.
    Coloca o teu dedo médio da mão esquerda no umbigo, a intenção de desintoxicar do excesso de alimentos e deixa a energia fluir durante quinze minutos. Poderás querer fazer o banho seco após o tratamento.

Podes aplicar este conceito de desintoxicação ao longo de cinco ou sete dias seguidos. Se te sentires enjoado já sabes – exageraste mesmo nos doces e na comida, por favor, tem atenção ao efeito que isso pode ter em ti pois é prejudicial para a tua saúde.

Desintoxicação pré natal

Precisaremos fazer uma desintoxicação antes do natal? Talvez sim e também a poderemos fazer de duas formas – a física e a mental.

O natal é também uma altura de muito consumo e stress familiar e social. É uma época fabulosa, mas ao querermos que tudo corra na perfeição, por vezes deixamo-nos arrastar pelo objectivo e levamos o caminho de forma meio estranha. São os encontrões no supermercado, a condução insana, as filas gigantescas, os restaurantes cheios, os pedidos, o pouco dinheiro… tudo poderá contribuir para que a nossa época natalícia seja de grande stress e se inverta o que de bom gostaríamos de ter.

Então, poderás também fazer uma desintoxicação antes do natal, para isso podes seguir algumas ou todas as indicações que se seguem:

  1. Aplica autotratamento regularmente, é o que te irá ajudar a manter o equilíbrio e harmonia. Podes colocar a intenção de te trazer o que necessitas para esta época (e não são as prendas);
  2. Observa os cinco princípios e fá-los viver em todas as tuas ações;
  3. Pratica o Tanden Chiryo, a técnica de desintoxicação pelo tanden, colocando a mão esquerda abaixo do umbigo e a direita nas costas, na mesma direção;
  4. Medita diariamente com a técnica Joshin Kokyu Ho;
  5. Usufrui estes dias.

Acima de tudo, desejo que o teu Natal seja muito feliz, com muita harmonia e paz entre todos. Diverte-te e pratica Reiki.

Karuna uma terapia de compaixão também com voluntariado

A prática de Karuna pretende estimular os praticantes de Reiki ao desenvolvimento da compaixão. Este foi um sistema criado por William Rand e Kathleen Miller nos anos oitenta que procurava uma resposta para a orientação terapêutica pela compaixão.

Voluntariado Karuna

Após a conclusão do curso de nível 1 de Karuna, realizado por alunos de nível 2 de Reiki, fizemos um dia de voluntariado atendendo 20 pessoas e celebrando também o Dia Internacional do Voluntariado.

Neste dia de voluntariado Karuna fomos oferecer esta prática aos voluntários da Associação Portuguesa de Reiki que às segundas-feiras e sábados estão sempre disponíveis para auxiliar quem mais precisa.

Dar e receber é um dos grandes princípios cultivados no voluntariado, não só devemos doar aos outros, mas também temos que saber receber, pois é importante para uma vida em equilíbrio e harmonia.

Muitos parabéns a todos os alunos, por toda a sua prática e doação.

Alguns testemunhos dos voluntários

Para mim foi muito positivo a forma como o Karuna entrou na minha vida, trouxe me mais compaixão por mim mesma e mostrou me uma forma mais assertiva de como chegar ao próximo.
A experiência do voluntariado para mim foi magnífica ainda não consigo ter palavras para descrever a sensação do que é dar sem preocupação e agradeço a oportunidade por poder partilhar o que aprendi.
Grata. – Maria Sierra

Adorei o Karuna!!!
“Compaixão” é uma palavra que o define lindamente.
Senti-o de uma forma diferente do Reiki, para mim foi muito mais intenso.
Voluntariado é algo a pensar….. é uma entrega muito boa, que gostei e senti-me muito bem a fazer. Muito obrigada pela experiência. – Gisela

A pratica de Karuna ajudou me a complementar a minha pratica de reiki. Permitiu-me ter mais serenidade, comigo próprio e com os outros, trabalhando o jardim da alma e a compaixão.
O voluntariado de Karuna foi uma experiência muito positiva que espero vir a repetir, ver as pessoas saírem com um sorriso e de alguma forma um pouco mais leves é muito bom.
Grata por estes momentos, grata ao Mestre João e as pessoas que partilharam este caminho.
Beijinhos – Valeria

Sofrer por amor – como Reiki nos pode dar uma perspetiva

Sofrer por amor é algo que não é apenas o registo da adolescência, muitas vezes esse padrão continua ao longo da nossa vida e, de uma forma ou de outra, acabamos por sofrer por amor. Como a prática de Reiki nos pode auxiliar a ter uma perspetiva mais saudável sobre o amor e como evitar esse sofrimento?

Sofrer por amor

Tudo começa quando somos ainda pequeninos. Quando não temos atenção sofremos pois não temos capacidade por nós mesmos de suprir as nossas necessidades do momento. Não temos capacidade para perceber se são boas ou realmente necessárias, mas sabemos, ou melhor, sentimos, que o que precisamos é urgente. Estas necessidades poderão ser o afeto e a atenção, ao que chamamos commumente de amor.

Quando em crianças sentimos falta de amor, esse vazio poderá criar em nós apego ao que sentimos falta e a ilusão de que realmente essa falta existe. Isto quer dizer que o amor poderá existir por parte de outros para connosco, mas não quer dizer que nós somos capazes de o aceitar, reconhecer ou ter o entendimento que ele é o que procurávamos e por isso mesmo, é o que nos basta.

Como identificar o sofrer por amor

Se estás a sentir que algo falta na tua vida e nada tem a ver com uma missão de vida ou caminho, então poderás estar a sofrer por amor. Isto significa que há algo que falta em ti, algo a que pedes atenção, afeto, carinho, compreensão, apoio. Não quer isto dizer que seja até a necessidade de uma relação amorosa com outra pessoa, ou de uma relação sexual, mas pode haver sim uma falta de amor em determinado aspecto da tua vida. Reflete então sobre as seguintes questões:

  1. Sentes-te incompreendido?
  2. Achas que ninguém te apoia nas tuas decisões?
  3. Há um vazio no teu peito?
  4. Sentes falta de alguém (mesmo que tenhas um relacionamento)?
  5. És uma pessoa que não baixa as defesas?
  6. Preferes ser duro que admitir uma necessidade sobre algo?
  7. Custa-te pedir ajuda?
  8. Achas que o teu lugar não é aqui?
  9. Apesar de seres alegre, há sempre um ruído de fundo de tristeza?

Estas questões são apenas meros exemplos que poderás desdobrar em muito mais, ajudando-te a compreender se estás a sofrer por amor. Se sim, significa que algo que consideras muito importante, está em falta na tua vida. Mas como poderás preencher essa ausência?

Sofrer por amor e a perspetiva da prática de Reiki

Se o amor está em falta na tua vida, na prática de Reiki temos algumas indicações que te poderão auxiliar a compreender o que se passa contigo e o que poderás fazer para suprimir esse sofrimento.

A arte secreta de convidar a felicidade

Mikao Usui

O Mestre Usui indicava que o seu método implicava um trabalho interior, que era um processo evolutivo e que serviria para convidares a felicidade. Isto quer dizer que a tua procura não está fora, não nos outros, mas sim em ti mesmo.

Ao longo da vida, vamos compreendendo que não é nos outros que precisamos encontrar amor. Se o encontrarmos, será muito bom, principalmente se o soubermos retribuir, mas o importante é sabermos descobrir o amor em nós próprios. É uma espécie de arqueologia interior que precisamos fazer pois este amor a que podemos chamar de amor próprio, é verdadeiramente aquele que nos pode aliviar de sofrer por amor.

Para nos ajudar nesse caminho, o nosso querido Mestre Usui indica cinco orientações que começam por uma atitude essencial:

  1. Só por hoje

    A quantidade de coisas na cabeça distância nos dos outros mas a ausência de propósitos leva-nos a ansiedade, ciúmes e obsessão. Só por hoje significa que estaremos presentes, atentos, conscientes. Compreendemos que a nossa cabeça não precisa estar cheia de coisas e as que tiver devem ser avaliadas – serão positivas ou negativas?

  2. Sou calmo

    Se sofro por amor como isso vai contra a harmonia que eu quero? De que forma considero que alguém não me dá algo e se é realmente esse o problema? O que eu dou e o que eu tenho em mim? Será mesmo assim?

  3. Confio

    Se quero ter confiança em alguém, em primeiro lugar tenho que ter confiança em mim mesmo. Terei?

  4. Sou grato

    Amor implica gratidão. Não e dívida, mas é a serenidade de compreender como algo é bom e maior gratidão terei se reconhecer que tudo o que procuro, também eu sei ter em mim e para mim.

  5. Trabalho honestamente

    Será que tenho trabalhado de forma diligente na minha arqueologia interior?

  6. Sou bondoso

    Bondade e amor tem tudo a ver um com o outro. Se não sou bondoso para comigo, também não sou capaz de amar – a mim mesmo e aos outros. Como o poderei fazer?

A prática de Reiki não te dá respostas, traz-te questões e são essas que, quando bem colocadas, te trazem uma grande elevação da consciência.

Os cinco princípios de Reiki são pilares de força interior e podem ajudar-te a redescobrires-te, a entenderes melhor o sofrer por amor que sentias e ainda a ultrapassar esse sofrimento pela prática consciente. Além destas reflexões, do autotratamento que poderás fazer, principalmente com o chakra cardíaco, podes ainda aplicar a respiração das nove purificações que encontrarás em O Grande Livro dos Chakras e da Anatomia Energética.

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