O Tao do Reiki

Descobrir, Desenvolver e Crescer com Reiki

Lançamento do livro O Caminho da Iluminação do Ven. Mestre Hsing Yun

No dia 21 de Setembro, pelas 21h30, realizou-se a apresentação ao público do livro “O Caminho para a Iluminação”, da Editora Nascente, escrito pelo Venerável Mestre Hsing Yun. Estiveram presentes a Ven. Mestre Chueh Yann, Elisa Chuang e João Magalhães. Contamos ainda com a presença da Presidente da BLIA, a srª Fu e os presidentes dos vários grupos.

Três apresentadores, um livro, uma mente de Buda – O Caminho da Iluminação

A Ven. Mestre Chueh Yann fez uma apresentação sobre o Templo Fo Guang Shan e o Ven. Mestre Hsing Yun, o autor deste livro, Elisa Chuang sobre a BLIA e as actividades de meditação que realizam e João Magalhães a apresentação sobre o livro.

Este é um excelente livro para todos os que queiram conhecer o caminho do Budismo e encontra-se dividido em quatro partes – O Despertar, O Viver no Mundo, Perseverar no Caminho e ainda Progredir no Caminho. É um excelente livro, companheiro de “Ser Bom – guia da ética budista para o dia a dia“.

O nosso grande obrigado ao Jorge Costa pela tradução, à Sandra pelas fotos a todos os participantes, à presença e sempre apoio da Editora Nascente e ao despertar que cada um dos leitores está a realizar.

Podem ver no Facebook as fotografias deste evento…

Os cinco princípios de Reiki apelam à ação

Quando pensamos nos cinco princípios pensamos na paz que eles nos trazem, na serenidade e força interior. São princípios que apesar de ecoarem para os outros, mais a nós nos dizem respeito, pois é através deles que alcançamos e realizamos a arte secreta de convidar a felicidade, como indicava o Mestre Usui. Apesar de parecerem algo que nos traz quietude interior, na verdade, os cinco princípios incitam, apelam à ação.

Compreender a ação que os cinco princípios promovem em nós

Cada princípio tem sempre uma base que é a atenção plena, a concentração necessária para alcançar cada um dos méritos que esta ação nos traz. Este enfoque na ação pede-nos que observemos os cinco princípios de Reiki como:

  1. Só por hoje, sou calmo – Não significa ser passivo;
  2. Só por hoje, confio – Não significa deixar que te enganem;
  3. Só por hoje, sou grato – A gratidão pede-nos ação na ajuda ao próximo;
  4. Só por hoje, trabalho honestamente – Não significa que deixes aproveitarem-se de ti;
  5. Só por hoje, sou bondoso – É ser consciente.

Então, podes constatar e por em prática a ideia que Reiki é um dos caminhos para um desenvolvimento pessoal equilibrado, entre a nossa necessidade e também a necessidade que os outros têm. 

Nos dias de hoje, existe alguma falta de clareza na direção da sociedade. Para onde vamos como humanidade? Que valores realmente são incutidos em nós, consciente e inconscientemente? E o que é realmente bom para todos nós? Esta falta de clareza leva-nos, muitas vezes, a ter comportamentos quase bipolares, onde nos sentimos naturalmente impelidos a fazer algo, mas que há um peso cultural que nos impede. Assim como há uma espécie de percurso inconsciente da sociedade, que vemos hoje falhar redondamente, como por exemplo – estudar, ter emprego, casar, ter filhos, reformar, morrer. É uma espécie de promessa de percurso social que vemos tantas vezes falhar e na verdade não é natural em nós.

Precisamos desenvolver, cada vez mais, a verdadeira consciência de quem somos, o que fazemos, para onde vamos. É sentir o fluir do caminho e o sentir da nossa missão de vida, compreendendo que todos nós temos uma importância incrível para a vida e para todos.

Sem dúvida que quando começamos a trabalhar em nós a harmonia, a autoconfiança, a gratidão, honestidade e a bondade, que começamos a crescer muito e a realizar todo esse bom potencial também com os outros e é por isso, que os cinco princípios de Reiki nos apelam à ação a ter uma atitude perante a vida.

Podes ler mais sobre a importância da Filosofia de Vida do Usui Reiki Ryoho em Reiki Guia para Uma Vida Feliz.

Dívidas kármicas – fará algum sentido?

As dívidas kármicas fazem parte de alguns conceitos que adoptamos no ocidente, mas que nem sempre são bem compreendidos, ou até enquadrados. Para se compreender o que são dívidas kármicas temos que compreender o que é o karma e como tudo afinal acontece.

Compreender as dívidas kármicas e o sentido que realmente tem

Karma é um conceito que não faz parte da cultura ocidental, mas sim do hinduísmo e budismo. Significa uma ação realizada (ou mesmo não realizada), mas que tem tudo a ver com a mente e não com um qualquer desígnio misterioso, ou castigo divino.

Se fores alguém que dá confiança aos outros, os empodera, traz esclarecimento, bondade, então estás a gerar boas ações e a tua mente torna-se cada vez melhor, ou seja, bom karma. A mente cultiva e faz crescer boas sementes e cria afinidades. Aquelas que pessoas que foram auxiliadas por uma boa mente, poderão também criar boas ações e desenvolver a sua própria mente, se o quiserem, mas isto não significa que irão ter alguma dívida para com aquela pessoa, pois muitas vezes, o efeito de onda é mesmo assim, vai e depois retorna, mas não a mesma onda que era.

Se fores alguém que apenas cria sofrimento aos outros, que engana, trapaça, manipula, a tua mente está num caminho incorreto, estás a criar más ações e a acumular sofrimento. Se seguires nesta direção de vida, acumulas dívidas, ou seja, és devedor pelo sofrimento causado, mas acima de tudo será a tua própria mente o executor dessas dívidas, ou seja, se criaste sofrimento a uma pessoa, não quer dizer que estejas em dívida para com ela, pois ela também pode ter criado sofrimento a outro. Este tipo de conceito, parece ser de uma complexidade incrível e é, mas podemos simplificar através de um conceito muito simples e que tem origem no budismo – a purificação da mente.

A purificação da mente e as dívidas kármicas

Observa a tua vida e todos os impedimentos, “azares”, situações incómodas e provações que tens tido. Não é fácil, mas tenta fazê-lo. Divide uma folha ao meio, criando duas colunas e em cada linha escreve uma dessas situações.

Agora, em frente a essa linha, na outra coluna, escreve o que achas que pode ter levado a tua mente àquela situação. Por exemplo, “levei uma multa por excesso de velocidade, numa altura em que tinha pouco dinheiro”. Na outra coluna, escreves como estava a tua mente nessa altura. “Tinha a cabeça muito cheia de coisas e não reparei no limite de velocidade, apesar de saber que ali havia um radar, a minha mente não estava clara nem focada, mas sim perturbada por muitos pensamentos”.

Então que “mau karma” foi este?

A falta de concentração e de mente limpa.

Como podes resolver as dívidas kármicas

  1. Como tornar a mente mais purificada?

    Lê bons livros, reflete mais sobre as tuas ações, medita, irá ajudar a esvaziar a mente, a focá-la, a tornar as tuas ações mais positivas.

  2. Como me relacionar corretamente?

    Observa o que tu queres das pessoas e o que tens para lhes dar, será que há um equilíbrio aí? Será que há dependência ou igualdade? Que pensamentos tens e que sentimentos tens sobre essas pessoas? Que expectativa achas que tens sobre o que elas pensam de ti? Será isso realmente importante ou será mais importante viver em harmonia?

  3. Como posso tornar a mente mais positiva

    Regressa a quem realmente és, redescobre-te e observa como o estado pacífico é algo natural em ti, que apenas te distanciaste de ti mesmo. Observa as coisas boas que fazes na vida e valoriza-te, sem desvalorizar os outros. Observa o lado positivo da vida e que cada coisa dependerá também da tua própria mente.

O conceito de dívidas kármicas é usado também no ocidente e temos mesmo que o compreender para que não fiquemos assustados, paralisados ou até para não “cobrarmos” indevidamente a outros, o que afinal possa ser uma questão da nossa própria mente. Uma mente positiva e mais clara, traz sempre uma outra luz a cada questão na nossa vida.

Chorar durante o autotratamento Reiki

E quando começas a chorar durante o autotratamento Reiki? Será que isso é sinal de tristeza? Ou o que poderá também querer dizer?

Porque se pode chorar durante o autotratamento Reiki

A energia universal, Reiki, ajuda-nos a alcançar o equilíbrio e harmonia em todos os nossos corpos, o físico, emocional, mental e energético. Muitas vezes temos em nós uma certa tristeza latente, parece que é algo como água tapada por um plástico e todos os dias andamos por cima desse mundo tão sensível e frágil. Então, quando colocas as mãos no corpo, poderás chorar durante o autotratamento, não porque estás triste, mas sim porque existe essa tristeza que está tapada, camuflada, mas presente em ti.

Então, sabendo que se procura o equilíbrio e harmonia, deixa fluir essa tristeza. Chora, deixa que o corpo responda à solicitação da energia, deixa que as tuas emoções aflorem, para que te possas libertar de todo esse peso interior.

Por outro lado, poderás até ser uma pessoa bastante alegre e não teres razões para tristezas à muito tempo, no entanto, pode surgir uma espécie de lágrima. Essa lágrima que escorre dos olhos poderá ser apenas água necessária a sair pelo canal lacrimal ou então uma pequena tristeza de há muito muito tempo, isto porque Reiki actua também nas várias camadas que vamos acumulando ao longo do tempo.

Então, chorar durante o autotratamento Reiki é algo que só pode ser benéfico, deixa-o acontecer. Tenta observar que pensamentos surgem, que emoções afloram. Teres essa atenção irá também ajudar-te a tratar dessa situação, se ainda houver necessidade para tal.

Como fazer o autotratamento Reiki em atenção plena

Fazer o autotratamento Reiki, em qualquer nível não é sempre fácil, principalmente quando temos pensamentos intrusivos ou emoções transbordantes. Poderá ser também um desafio quando existem distrações exteriores como filhos, animais, barulho, etc…

Então como fazer um autotratamento Reiki mais concentrado?

Aplicar a atenção plena ao autotratamento Reiki

As três técnicas base

Tudo começa com a tua preparação para o autotratamento, é como se mudasses de roupa… para ires dormir, vestes um pijama confortável, para ires trabalhar, vestes uma roupa possivelmente mais formal. Assim, antes de começares o autotratamento Reiki, vamos aplicar a “purificação”, ou o acto de limpar a energia densa que possamos ter na nossa aura. Para isso fazemos as três técnicas base.

O que representam as três técnicas base:

  1. Enraizamento

    A ligação à energia da Terra, o estar no momento presente, âncorado;

  2. Banho Seco

    A limpeza da energia que se acumula nos braços e mãos, assim como o corte de “ligações”, temporariamente, ao nível do cardíaco e plexo solar;

  3. Chuva de Reiki

    A limpeza da nossa aura.

Depois, tens ainda três momentos distintos, mas interligados:

  1. O esvaziar da mente e deixar fluir a energia;
  2. A recitação dos cinco princípios;
  3. A colocação da intenção.

E depois, passamos ao autotratamento. E é aqui que a nossa mente pode pregar partidas, assim poderás fazer um truque muito simples, para reforçar o aqui e agora, o Só por hoje, como indicava o Mestre Usui.

Assim, em cada posição do teu autotratamento, tenta prestar, levar a tua atenção ao seguinte:

  • Ao sentir do contacto das mãos com a pele e o que sentes em relação a isso;
  • Se não tens as mãos em contacto com a pele, sente o que se passa nesse espaço vazio;
  • Recita, em cada posição, os cinco princípios, lentamente e com verdadeira entrega;
  • Concentra-te no que se passa na ponta dos dedos ou nas palmas das mãos, em cada posição.

Para que estas dicas funcionem, não podes estar com expectativa, apenas com um querer fazer… entrega-te e verás como é simples.

A prática de autotratamento é mesmo aquilo que te traz equilíbrio e harmonia em termos energéticos, por isso, vale mesmo a pena praticar.

Porque continuar para o nível 2 de Reiki

Terminaste o nível 1 de Reiki e estás a ponderar se hás-de fazer o nível 2 de Reiki ou não. Para te auxiliar a teres perspetiva sobre essa decisão e argumentos que fundamentem a tua escolha, partilho contigo algumas ideias.

O nível 2 de Reiki para desenvolver a prática e o crescimento pessoal

Como opinião pessoal, o nível 2 é importantíssimo para todos os praticantes de Reiki. Eles poderão não querer ir além do nível 2, isso está correto, mas não aprender os benefícios deste nível poderá ser deixar para trás uma oportunidade fabulosa para trabalhar melhor as suas questões e ainda aprofundar o tratamento a outros.

Assim, o nível 2 de Reiki vai trazer-te os seguintes benefícios

  1. Desenvolver a compreensão dos Cinco Princípios

    Aplicar de forma terapêutica em nós e nos outros a filosofia de vida;

  2. Aprender três símbolos

    Estes símbolos representam frequências da energia e trabalham o nosso corpo físico, emocional e mental. Irão ajudar-te a focar ainda mais nos tratamentos;

  3. Envio de Reiki à distância

    Este é um dos argumentos principais para aprenderes o nível 2 de Reiki – o envio de Reiki à distância irá ajudar-te bastante no tratamento das causas de questões que tenhas, ou mesmo que outras pessoas identifiquem.
    É ainda uma forma incrível de ajudar amigos e mesmo pessoas que não se conhece.

  4. Desenvolver a consciência e atitude do voluntário

    Com este nível já poderás começar a aplicar Reiki a pessoas que não conheces, será uma experiência muito gratificante e enriquecedora, como ser humano e praticante de Reiki.

Algumas perguntas e respostas sobre o nível 2 de Reiki

Como posso saber se estou preparado para o nível 2 de Reiki?

Se tens ido às aulas de nível 1, aplicado os conceitos dos cinco princípios na tua vida e ainda se fazes autotratamento quando necessitas, então ao nível de aprendizagem podes continuar.

Qual a diferença neste nível no que toca ao tratamento a outros?

Iremos desenvolver uma abordagem diferente no tratamento a outros. Não só irás aprender a trabalhar com os símbolos, como também vais ter novos conceitos sobre a terapia e a forma de abordar um tratamento. Neste nível vamos também desenvolver a prática de voluntariado.

Fará sentido ir para o nível 2 de Reiki?

Isso é algo que só tu poderás sentir. Tenta perceber o que sentes, esclarece as tuas dúvidas com o teu Mestre e coloca uma intenção.

Irei aprender técnicas novas?

Sem dúvida que sim. O nível 2 é uma progressão do nível 1 e como tal terás ainda técnicas novas e muitas aplicações diferenciadas para aprender e praticar.

Sem dúvida que só mesmo tu saberás se faz sentido passares para o nível 2 de Reiki e já sabes, se quiseres manter-te na prática do nível 1 isso também fará sentido, fala com o teu Mestre sobre a tua continuação por mais seis meses.

Como aplicar um tratamento de Reiki a outros com concentração e atenção plena

Por vezes queremos aplicar um tratamento de Reiki a outros, mas a nossa atenção fica dispersa entre as coisas que fizemos e que temos a fazer. Não te preocupes, a prática de Reiki tem alguns truques que te podem ajudar a manter a concentração e a atenção plena num tratamento de Reiki a outros.

Desenvolver a concentração num tratamento de Reiki a outros

Apesar de nos tentarmos focar no fluxo da energia, o nosso pensamento pode divagar bastante ao aplicarmos um tratamento de Reiki a outra pessoa. Não é por querermos, mas sim porque acontece.

O Mestre Usui indicava que os nossos princípios começam com o “Só por hoje“, ou seja, a concentração, a atenção no momento presente e que, através da nossa prática constante, cada vez mais estaríamos em sintonia com a Energia Universal.

Só por hoje – a atenção plena no tratamento Reiki

Se sentes que a tua mente tem tendência a divagar, observa como está o teu chakra da terceira visão. É preciso que ele esteja em equilíbrio para que também possas ter a mente mais descansada. Uma boa forma de o trabalhares é através de uma simples meditação para a mente vazia.

Depois, ao aplicares Reiki, sempre que sentires a tua mente a querer divagar, faz o seguinte:

  • Enraiza-te, para que te possas concentrar;
  • Vai recitando os cinco princípios lentamente, com concentração em cada um deles, não só irá ajudar a energia a fluir como a manteres-te focado na prática e pensamento de Reiki;
  • Podes também concentrar-te no fluxo da energia, como sentes a energia a fluir para a pessoa;
  • Se quiseres, podes usar algum truque como tocares com os polegares na mão e pensares algo como “Estou no aqui e agora, estou entregue a este momento, a energia flui”.

Com estas dicas “simples” só tens mesmo que te ir entregando e praticando. Não vai acontecer de um momento para o outro, mas irá, sem dúvida alguma, crescer em ti todo o sentido da concentração e da atitude de atenção plena ao fazeres o tratamento de Reiki a outros.

Podes também desenvolver os conceitos da prática meditativa através do livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz.

Revista Reiki & Yoga de Setembro

Já saiu no dia 15 de Setembro a Revista Reiki & Yoga da Editora Zenelly.

Este é um número dedicado ao “Crescer com as nossas emoções, das mais alegres às mais tristes”. Como diz Elisabeth Barnard, Editora da Revista:

Aprender a identificar e conhecer as emoções, e perceber como influenciam o nosso comportamento é uma forma poderosa de nos conhecermos a nós próprios. Visto que somos mais movidos pelas emoções que pela razão.

Neste número, irei partilhar contigo alguns tópicos sobre as “Perguntas e Respostas dos Efeitos da Sintonização” e ainda sobre o byosen “Como flui a energia”.

Este número 18 de Revista Reiki & Yoga está preenchido de boas dicas úteis e práticas para o teu desenvolvimento pessoal e crescimento na prática com Reiki, Yoga e muito mais.

Podes fazer a assinatura da revista aqui…

Reiki & Yoga

Muitos parabéns a toda a equipa por mais um excelente número.

E depois do nível 3 de Reiki o que fazer?

Demoramos cerca de um ano e meio a terminar o nível 3 de Reiki e, por vezes, bem mais tempo do que isso, principalmente a desenvolver a prática do nível 2 de Reiki, mas o que poderemos fazer como praticantes após terminarmos esta etapa?

Um percurso possível após o nível 3 de Reiki

O nível 3 de Reiki é um patamar muito interessante para a nossa experiência terapêutica e de filosofia de vida. É um nível onde revemos todos os conceitos do nível 1 e 2 de Reiki e onde aprendemos a aprofundar a arte terapêutica do Usui Reiki Ryoho. Além disso, é uma experiência única no nosso desenvolvimento pessoal e entendimento sobre nós próprios.

Ao longo de seis meses é grande o trabalho de encontrar as causas para as nossas questões, iluminadas pelo nosso quarto símbolo, o Daikomyo. Este símbolo irá trazer-nos uma ferramenta muito alargada de trabalho interior e também no tratamento aos outros.

A nossa atitude positiva, perante as próprias questões e a forma como encaramos a filosofia de vida, serão também desafios para começarmos a desenvolver o grande entendimento sobre a prática terapêutica.

Assim, após estes seis meses de prática, poderás querer repetir todos os ensinamentos do nível 3 ou, poderás ainda querer desenvolver a prática terapêutica. 

Assim, podemos pensar nos seguintes caminhos para um praticante de nível 3:

  1. Continuar a aprendizagem de nível 3

    Repetir o nível 3 de Reiki não é algo fora de razão, mas sim uma atitude muito inteligente para revalidar os conhecimentos e a prática.

  2. Desenvolver a prática através do voluntariado

    Antes de iniciares a prática profissional, desenvolve o ato de doação e compreende também a diversidade de pessoas que necessitam de Reiki, irá ajudar-te a crescer também humanamente.

  3. Trabalhar profissionalmente

    Tendo experiência na tua prática, podes encarar o percurso profissional, tornando-te um terapeuta de Reiki (lembra-te sempre de ajudar quem mais necessita).

  4. Continuar para o nível 3B, o Gokukaiden

    Há também a opção de quereres continuar e progredir para o nível 3B de Reiki, algo que não é obrigatório, mas que também te ajudará a observar toda a prática de um ângulo muito diferente.

Algumas perguntas frequentes sobre o nível 3 de Reiki

Após terminar o nível 3 de Reiki sou considerado Mestre de Reiki?

Dependerá do sistema de ensino que tens. Na generalidade, os sistemas Essencial ou baseados no essencial, só têm três níveis, sendo que o último ensina a ensinar e como tal, o praticante é considerado Mestre de Reiki. Nos sistemas Tradicional e outros semelhantes existe um nível após o nível 3 de Reiki, o Shinpiden, ao qual chamamos o Gokukaiden, a passagem dos ensinamentos.

Termino o nível 3 de Reiki, sou terapeuta de Reiki?

O nível confere esse saber, no entanto, é aconselhável que haja experiência prática no tratamento de outros, antes de te propores profissionalmente. Experimenta, por exemplo, o voluntariado em terapia Reiki.

Não quero ensinar Reiki, mas pretendo continuar a praticar, o que devo fazer?

Aconselha-te com o teu Mestre e pede mesmo para participares em repetições do curso. O acompanhamento fará toda a diferença e verás que irás olhar para todos os ensinamentos e práticas de forma diferente. Há também praticantes que gostam de retomar novamente o nível 1. Na verdade, a nossa prática é para a vida e a escola de Reiki poderá apoiar-te.

Como posso saber se estou apto a seguir para o Gokukaiden?

Fala com o teu Mestre sobre essa questão que tens, o que sentes e o que pretendes fazer ao ensinar Reiki a outros. Observa os ensinamentos do Mestre Usui e o que isso te poderá querer dizer e ressoar.

O Sofrimento é Opcional – Monja Coen – Livro Recomendado

O sofrimento é opcional é o primeiro título da Monja Coen em Portugal, alguém muito querido desde há muitos anos, pelas suas lições de vida, simples, práticas, quotidianas e contemporâneas.

O livro estará disponível a partir do dia 17 de Setembro de 2018 e a 7 de Outubro a Monja Coen dará uma palestra no Oeiras Park, pelas 15h00.

Como o budismo Zen pode ajudar a vencer a depressão – O Sofrimento é opcional – um livro da Monja Coen

Continuando a sua forma de estar, expressão simples e de fácil entendimento, a Monja Coen leva-nos através da experiência, interpretação das Quatro Nobres Verdades e do Caminho das Oito Práticas a uma partilha de vivências e sabedorias que nos poder dar novas perspetivas sobre a depressão.

Observar os ensinamentos de Buda através de uma perspetiva tão lúcida e contemporânea, poderá ser uma boa ferramenta auxiliar para todos aqueles que desejam compreender o que outros passam ou mesmo o que eles próprios estão a passar nesta fase da vida.

Ao acordar sorria, afinal não morreu durante o sono.

E como este exemplo, tantos outros surgem no livro para nos dar sugestões Zen, simples, mas exigentes, para que possamos consolidar cada vez mais o entendimento correto sobre nós mesmos e o sofrimento que possamos ter, podendo assim cultivar cada vez mais uma vida feliz e de boas afinidades.

E será que Sidarta Gautama, o Buda, sofreu também de depressão?

O sofrimento é opcional é um livro profundo, que tenho a certeza que escutarás nele a voz da Monja Coen e a sabedoria milenar que contém.

O sofrimento é opcional – ficha técnica

O sofrimento é opcionalAutoajudaMonja CoenBudismoEditora NascenteSetembro 2018158 páginas

Podem os princípios budistas ajudar a prevenir ou mesmo vencer a depressão, uma das pandemias dos tempos modernos?
A Monja Coen, uma das maiores figuras budistas da América Latina, acredita que sim e este livro pode fazer a diferença, já que o exemplifica de uma forma muito simples e prática. As reflexões e os ensinamentos de Buda são ajudas poderosas na superação de qualquer problema porque, se a dor é inevitável, o sofrimento é opcional.

Monja Coen nasceu em São Paulo, em 1947, com o nome Cláudia Dias Baptista de Souza. Foi mãe aos 17 anos, trabalhou como jornalista e teve uma juventude de excessos, chegando mesmo a tentar o suicídio.

Na década de 1980, nos EUA, começou a praticar regularmente budismo zen e fez os votos monásticos em 1983. No mesmo ano, entrou para o Mosteiro Feminino de Nagoya, no Japão, onde residiu durante oito anos e aprendeu muito do que hoje ensina. Mora no templo Tenzui Zenji, em São Paulo. Escreveu diversos livros, sendo esta a sua estreia em  ortugal.

Saiba mais sobre a autora em:
www.monjacoen.com.br

Resistir à energia dos outros com o chakra esplénico

Já sentiste necessidade de resistir à energia dos outros mas nunca conseguiste bem perceber como o podes fazer? Temos um local no nosso corpo energético bem apropriado para essas situações, a região do Chakra Esplénico, também conhecida como Seika Tanden, apenas Tanden ou Hara.

O tanden, o chakra esplénico e como resistir à energia dos outros

Se o plexo solar representa o nosso poder pessoal e com ele somos capazes de delinear as nossas fronteiras no que toca à energia dos outros, quando ele parece pouco eficiente, temos ainda algo que pode reforçar o nosso esforço para resistir à energia dos outros

O nosso Chakra Esplénico representa a consciência do Eu e do Outro e como tal, em equilíbrio, sabe gerir relações, mesmo que apenas energéticas. Nessa mesma região esplénica, está um centro energético chamado de Seika Tanden, ou o Tanden inferior, que representa o nosso reservatório de energia vital. Este reservatório é também uma espécie de centro de gravidade, ou seja, quando nos centramos nesse lugar, é como se uma grande força interior estivesse ao nosso dispor e um equilíbrio natural é alcançado. Este é um dos grandes truques usados em artes marciais como o Aikido.

Outro exemplo de uso do Seika Tanden é a nossa respiração Joshin Kokyu Ho, que nos leva à prática meditativa, reciclagem energética e potenciação da energia vital.

Claro que tudo isto parece muito estranho, mas não será quando o experimentares e podes fazer da seguinte forma:

  • Mantém-te de pé, com as pernas à mesma largura dos ombros;
  • Coloca as mãos na região abaixo do umbigo;
  • Faz algumas inspirações e expirações profundas e completas;
  • Imagina-te dentro do teu tanden, uma espécie de local forte, cheio de energia (se não estiver, tens que fazer durante alguns dias seguidos a técnica Joshin Kokyu Ho);
  • Sente essa força que te envolve e que ao mesmo tempo te permeia;
  • Imagina-te agora na situação onde precisas resistir à energia dos outros;
  • Mantém-te centrado em ti, a energia dos outros de fora;
  • Como te sentes?
  • Forte?

O centrar na região do Chakra Esplénico pede-te também que consigas compreender a importância das relações entre pessoas, que não pode haver só dar ou só receber e que devemos também saber o que aceitamos na nossa vida.

A prática de Reiki traz-nos habilidade e capacidade

Sobre o Método Usui Reiki Ryoho, tanto o Mestre Usui como aqueles que o precederam, indicaram que a prática trazia “poderes”, ou seja, habilidades e capacidades. 

Quanto mais desenvolves a prática, mais a tua habilidade cresce e com isso, maior a capacidade de estares em sintonia com Reiki e de a energia fluir através de ti, mas vamos ver o que o Mestre Usui e a Usui Reiki Ryoho Gakkai têm para dizer sobre a nossa habilidade e capacidade.

Desenvolver habilidade e capacidade com a prática de Reiki

Na Usui Reiki Ryoho Gakkai diz-se que o Reiki reaviva-nos três poderes, a habilidade e capacidade de:

  1. Poder natural da vida — É o que anima a vida. É a energia emanada
    da fonte da vida, do Universo. Esta energia é irradiada, como
    tal todos os seres vivos e objetos também irradiam uma energia
    própria;
  2. Poder natural da nossa essência — Ação espiritual. Quando ultrapassamos as nossas ilusões e emoções negativas temos uma capacidade incrível de autocura e de curar os outros;
  3. Poder natural do corpo — Capacidade natural de autocura.
    Todos estes «poderes» são inatos em nós. Todos os temos, resta-nos
    conseguir chegar-lhes. Fumio Ogawa dizia que «para captar Reiki para
    o emanar, deves abandonar os pensamentos mundanos e abrir-te à Mãe Natureza, como se nascesses nela. Definitivamente, a Mãe Natureza irá aceitar-te e dar-te-á um forte Reiki. É importante que sejas puro». Este conceito de Mãe Natureza está intimamente ligado ao Xintoísmo e faz muito parte da mentalidade japonesa. Estando em harmonia com a Natureza, com a vida, cumprimos o nosso propósito de vida.
    Quando foi inquirido sobre a crença necessária para se praticar o Usui
    Reiki Ryoho, o Mestre Usui disse que não havia necessidade de crença:

Não é como um método de tratamento psicológico ou hipnose, ou outro tipo de método mental. Não há necessidade de ter um consentimento ou respeito. Não importa se duvida, rejeita ou nega. Por exemplo, é eficaz para crianças e pessoas muito doentes que não estão conscientes.
Pode haver um em cada dez que acredita no meu método antes de um
tratamento. A maioria aprenderá o benefício após o primeiro tratamento, e então eles acreditam no método.

Toyokazu Kazuwa, um dos presidentes da URRG, indicava que

 «o propósito da nossa terapia Reiki é melhorares e manteres-te e aos outros física e mentalmente saudáveis, aumentando a paz, a prosperidade e a felicidade da nossa família, sociedade, país e mundo, seguindo os Cinco Princípios que são os ensinamentos do Mestre Mikao Usui, o fundador da nossa associação. As suas ideias são imensamente influenciadas por muitos poemas do Imperador Meiji, do Japão, que o Mestre Usui admirava».

E também o Mestre Usui assinalava que a amplitude da prática ia
além da cura física e indicava a transformação dos hábitos e a elevação
da consciência: 

O Usui Reiki Ryoho não cura só a doença. A doença mental — como a agonia, fraqueza, timidez, indecisão, nervosismo e outros maus hábitos — pode ser corrigida. Então serás capaz de levar uma vida feliz e curar os outros com a mente de Deus ou Buda. Que se torna no objeto principal.

Este tema e muito mais poderás desenvolver no livro Reiki Guia para Uma Vida Feliz.

O Caminho para a Iluminação – livro recomendado

Pela chancela da Editora Nascente, após o livro Ser Bom, Ética Budista para o Dia a Dia, surge O Caminho para a Iluminação, a continuação dos ensinamentos do Venerável Mestre Hsing Yun. 

Hsing Yun 星雲大師 significa “Estrela e Nuvem” ou uma constelação de estrelas que nos ilumina com os seus ensinamentos. Em O Caminho para a Iluminação temos, de uma forma clara, a explicação dos conceitos fundamentais do Budismo para aplicarmos na nossa vida quotidiana. Assim, o livro encontra-se dividido em quatro partes:

  1. Despertar – onde se abordam os temas das Quatro Nobres Verdades, a Causa e Efeito, o Caminho da aprendizagem e o caminho da fé;
  2. Viver no Mundo – a compreensão das emoções, da dedicação pela compaixão, a afinidade e o relacionamento interpessoal;
  3. Permanecer no Caminho – como viver de forma consciente, responsável, tolerante e o cuidado que devemos ter com o meio ambiente.
  4. Progredir no Caminho do Dharma – O caminho para te tornares budista e a forma de o iniciares.
o para a iluminação
O Caminho para a Iluminação – Venerável Mestre Hsing Yun

O verdadeiro tesouro da energia não está nas montanhas ou nos oceanos, mas na própria mente;

o verdadeiro tesouro do dharma não está nos sutras ou na boca, mas na própria mente.

– Ven. Mestre Hsing Yun.

Um livro de grandes ensinamentos e que só pode fazer de nós pessoas melhores.

Procurar um sentido para a vida é compreensível, mas num mundo em constante mudança nem sempre ele nos aparece de uma forma clara.

O Caminho para a Iluminação aponta o Budismo como a ajuda fulcral para encontrar esse trajeto, que pode ser, por vezes, tortuoso. Usando vários exemplos práticos e inúmeras histórias reais, o Mestre Hsing Yun apresenta conceitos budistas fundamentais como as Quatro Nobres Verdades, a Joia Tripla, ou mesmo as origens do sofrimento e a melhor forma de o atravessar.

«Seguimos aqueles que nos dão grandes exemplos de vida, como é o caso do Venerável Mestre Hsing Yun. Se pretendes compreender melhor o Budismo e o que é a prática de um budista, este livro será um excelente companheiro para a tua jornada.» – João Magalhães, presidente da subdelegação portuguesa da Buddha Light International Association.

Venerável Mestre Hsing Yun
Venerável Mestre Hsing Yun

Sobre o Venerável Mestre Hsing Yun

O Venerável Mestre Hsing Yun é monge budista há mais de 70 anos. Dedicou a sua vida à promoção do Budismo Humanista, que tem como objetivo dar resposta às necessidades das pessoas e integrar-se de forma perfeita em todos os aspetos da vida diária.

É fundador da Ordem Budista Fo Guang Shan, com sede em Taiwan e templos por toda a Ásia, Austrália, Europa e Américas. 

Saiba mais sobre a Buddha Light International Association em: www.ibps.pt

Quando surge ansiedade com o autotratamento Reiki

Ao fazeres o autotratamento e te surge ansiedade, não precisas pensar que a prática e autotratamento Reiki te está a fazer “mal” ou que algo de errado está a ser feito. Desta experiência, poderás tirar lições muito valiosas.

Surge a ansiedade com o autotratamento e que lições podes aprender com ela

Reiki, a energia vital que está presente em nós e em tudo é uma energia de equilíbrio e harmonia, ou seja, promove em nós a homeostasia e, de forma alguma ao praticar Reiki, nos irá “fazer mal”.

Vamos supor que estás a realizar o teu autotratamento. Fizeste o banho seco, sentes-te ligado à energia, estás enraizado e começas passo a passo, cada uma das posições, deixando a energia fluir para ti. Quando chegas ao chakra cardíaco, começas a sentir uma aceleração anormal, um pulsar e estímulo que te faz lembrar algum momento de ansiedade que já tiveste e, naturalmente, pensas que a energia te está a provocar ansiedade.

Mas o que pode realmente estar a acontecer quando surge ansiedade no autotratamento?

Como a energia promove a homeostasia, o teu corpo e mente podem querer estar a reagir indicando-te “aqui temos algumas questões a resolver” e assim, surge a ansiedade ou a manifestação dos sintomas de ansiedade naquela determinada área.

Isto não quer dizer que estejas ansioso, mas sim que existe de forma latente a possibilidade dos efeitos de ansiedade se manifestarem. Então, a tua prática de autotratamento poderá trazer-te fortes e importantes lições transformadoras para a tua vida:

  • Possivelmente tens ansiedade;
  • Possivelmente ainda não conseguiste resolver totalmente as tuas questões que promovem a ansiedade;
  • Observando a partir do ponto onde estás a fazer o autotratamento Reiki, podes perceber qual o chakra que pode estar relacionado com a ansiedade (neste exemplo era o chakra cardíaco);

Lembra-te também que quando surge ansiedade há um mecanismo físico de resposta do corpo e não quer dizer que estás com ansiedade, mas poderás até estar num processo em que precisas de ação, ou até mesmo dispersão de calor interno. Claro que isto poderá parecer absurdo, mas o nosso corpo e as suas reações homeostáticas talvez estejam bem além das comuns classificações que habitualmente usamos. Assim, aproveita este grande momento para compreenderes o que há a trabalhar em ti e porque não:

  • Toma nota de todo o processo que fizeste no autotratamento até chegares ao momento da ansiedade;
  • Como foi o teu dia ou a tua semana antes deste momento;
  • O que sentiste ou estavas a sentir no momento em que surge ansiedade;
  • O que te apeteceu fazer? Não aquela reação instintiva do receio, mas sim da ação para terminar a ansiedade, mais profundo do que parar o autotratamento?

Mas o que são as más reações quando surge ansiedade num autotratamento?

Sem dúvida que quando aprendemos Reiki queremos seguir a Arte Secreta de Convidar a Felicidade. Esta premissa do Mestre Usui não implica que automaticamente seremos felizes, mas que a prática de Reiki nos irá ajudar a saber lidar com as situações com as quais não somos felizes. É exatamente nesse ponto que entra a nossa reação a situações como quando surge ansiedade num autotratamento. Se eu tiver uma atitude positiva, seguindo os cinco princípios, poderei compreender e lidar mais rapidamente com a situação. Se, pelo contrário, não me firmar numa atitude positiva, poderei não ter a força para ultrapassar a situação.

Assim, Reiki é também uma forma de desenvolvermos a nossa autoconsciência e compreendermos em que ponto estamos neste preciso momento, no Só por hoje. É também por isso que a prática do Usui Reiki Ryoho é de uma grandeza incrível para o nosso crescimento. Lembrando-nos do quarto princípio, sabemos que devemos ser diligentes e perseverantes, mantendo também a calma, autoconfiança, gratidão e a grande “cola” que tudo une – a bondade.

João Magalhães

As lições de um ano

Mais um ano que se passou e também este com grandes lições que me ajudaram a compreender melhor quem sou, como vivo e de que forma poderei viver ainda melhor, melhorando-me.

365 podem trazer-nos as mais belas lições

  • Manter a harmonia – Saber que não se pode agradar a todos é uma observação que vem com experiências duras, no entanto, devemos sempre esforçar-nos para manter a harmonia;
  • Criar condições para compreender a autoconfiança e mostrar aos outros o que podem confiar em nós também não é fácil, mas não é impossível. Por muita adversidade que surja, a confiança é como um leme que aponta sempre ao porto seguro;
  • Nunca percas muita energia com um “tolo” – o “tolo” terá sempre a sua ideia, tu tentarás mostrar-lhe outra perspetiva, mas ele irá continuar com a sua ilusão e poderá também a ti iludir-te ou saturar-te. Nenhuma das situações serão boas para ti, por isso, nunca percas muito tempo de conversa com um tolo, também ele precisa estar preparado para que algo de diferente aconteça e saber lidar com a sua psicose;
  • O provérbio árabe “Os cães ladram e a caravana passa” foi também um dos magníficos pilares de aprendizagem deste ano. De certa forma associado ao ponto anterior, aqui também existe sempre argumentação e contra-argumentação, sempre com muito discurso. Então, quando aprendemos que a nossa dignidade é bem mais importante que vãs palavras, continuamos pacificamente o nosso caminho, os outros continuarão a falar apenas porque gostam de se ouvir falar (ou escrever), nós temos bem mais que fazer na vida do que lhes dar destaque;
  • Observar que as doenças da família são também as nossas próprias doenças e que mais cedo ou tarde, de alguma forma, essas condições se irão manifestar. Por isso mesmo é sempre conveniente cuidar de quem ainda pertence à família ou àqueles a quem integraste na família;
  • Considerar que uma vida rápida apenas traz insatisfação, não porque não tenhamos vivido tudo, mas porque não tivemos tempo para processar o que vivemos e contentarmo-nos com a beleza que apreciamos;
  • Conhecer o nosso caminho de vida é fundamental, não é nada de impossível ou só visível a quem é “elevado”, muito pelo contrário, é algo de tão fácil que se encontra no nosso interior… só lá temos que chegar;
  • Findo mais um ano vejo que as palavras do meu avô continuam a fazer sentido “não queiras ser capitão de muita coisa e mestre de nada”, uma das grandes lições de vida que leva a aprofundar sempre e mais aquilo que é o caminho de vida. Tudo o que fizermos tem que ter um propósito a partir do momento a que nos predispomos a determinado curso de ação;
  • E para terminar, sempre um agradecimento ao Mestre Usui pois com uma sabedoria tão “simples” trouxe-me uma filosofia de vida com sentido e um método que permite cuidar de mim mesmo.

A vida é verdadeiramente valiosa e vale a pena cada dia e momento de cada ano, mesmo que seja de grandes provações. Só por hoje, sou também grato a ti.

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